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Capoeirista presencia ataque terrorista em Cabul no Afeganistão

Relato de um capoeirista que esta em “missão de cidadania” no afeganistão:

MONITOR DE CAPOEIRA DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CAPOEIRA ALIANÇA/ES ENVIADO AO AFEGANISTÃO NO ÚLTIMO 23/12/2010 PARA ENSINAR A CAPOEIRA NAQUELE PAÍS POR 30 DIAS.

Hoje pela manha fui tomar café a Alda, já estava tomando café, antes de sentar a mesa pensei… vou sentar de frente a ela. Estávamos ali compartilhando algumas coisas e tal, em um certo momento a Alda saiu da mesa e eu permaneci ali por mais um tempo, quando de repente houve uma e enorme EXPLOSÃO, os vidros da janela do local onde eu estava quebraram, tomei aquele susto (enorme), minha reação foi de querer me jogar ao chão, mas não deu tempo, foi uma das mais terríveis que já senti em toda minha vida, vinham varias emoções ao mesmo tempo, vontade de chorar, de sorrir, medo, pânico, o coração aceleradissimo, tremendo por dentro, tudo isso ao mesmo tempo.

Pela explosão imaginei que seria perto da casa onde estou… Imediatamente corri para saber como os outros da casa estavam, graças a Deus todos estavam bem, quando ocorre uma explosão como essa, muitas pessoas morrem com os estilhaços dos vidros da casa, o local onde eu estava ficou cheio de vidro por todo lado, mas nada nos aconteceu, graças a Deus.

Fomos para rua, peguei minha câmera digital e sai filmando, tudo muito escondido, o povo estava atônito nas ruas, indo em direção ao local do atentado, muitas casas com os vidros quebrados.

Fui ate o local da explosão, o atentado terrorista tinha como alvo um ônibus do governo local que todos os dias passa recolhendo os funcionários para levarem-nos ao trabalho, aqui todos que tem algum cargo político tem escolta armada 24h.

Com muita dificuldade consegui chegar ao local do atentado, tinha muitos policiais no local e muitas ambulâncias, a cada momento chegava mais e mais. Foi usado uma moto para o atentado, o terrorista provavelmente estava com um colete bomba, tinha pedaços do corpo dele para todo lado, o ônibus e outros carros quebraram todos os vidros, não pude ver os feridos, a policia local não deixou, quase que me pegaram filmando, imediatamente coloquei a câmera no bolso mais mesmo assim fui abordado pelo policial, graças a Deus não arrumou problema comigo.

A explosão aconteceu em um momento de muito movimento, essa é a hora que muitas pessoas estão indo para o trabalho, o trânsito fica congestionado e as motos tem fácil acesso. Creio que o alvo era o ônibus e uma Mesquita, pois a explosão ocorreu em frente a uma Mesquita, se o alvo fosse só o ônibus ele (o terrorista) teria chegado mais perto, apesar que o impacto da explosão foi muito grande, mesmo a uns 300mt sofremos com o impacto dela.

O local  ficou imediatamente lotado de pessoas, os policiais tentavam conter a população com cassetetes, escapei de algumas, quase me confundiram com os afegãos.

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Neste momento vi muitos helicópteros sobrevoando a cidade, agora, o nível de policiais aumentará muito nas ruas.

Olho para tudo isso e vejo como o homem precisa conhecer o Senhor e quantos estão morrendo sem conhecer Jesus, e louvo ao Senhor pela vida dos irmãos que todos os dias correm esse risco para viverem a vida de Deus em um lugar que e totalmente contra o Senhorio de Jesus Cristo, tendo em vista que isso pode acontecer a qualquer momento, não sabemos onde, nem quando a próxima vai acontecer.

Retornamos para casa para reparar os danos e fomos para a escola, estou tentando voltar o normal, minha cabeça está a mil por hora.

Mesmo assim continuaremos nossa programação do dia, hoje programei um aulão com todos os alunos de capoeira.

Vamos filmar e vamos mostrar o que já esta sendo feito para o vise-Presidente do Comitê Oímpico do Afeganistão, amanhãàs 19h30min teremos uma reunião com eles, queremos apoio local para planejarmos uma parceria cultural e esportiva entre o Brasil e o Afeganistão.

No amor do Senhor.

Capoeirista de 10 anos morto em ação da polícia é homenageado

Denúncia contra envolvidos no crime é comemorada com capoeira

Trajando camisas com estampa “Eu só queria ser como meu pai, mestre de capoeira”, familiares, capoeiristas e o cantor e mestre de capoeira Tonho Matéria se reuniram ontem, na Escola Estadual Alfredo Magalhães, no Rio Vermelho, para mais uma homenagem ao menino Joel, 10 anos, morto durante ação policial na madrugada de 22 de novembro.

No local, funciona a escola de capoeira de Mestre Boa Gente, tio do garoto. Na ocasião, houve cerimônia de troca de cordão de outros meninos da mesma faixa etária de Joel. Segundo o pai do garoto, Joel Castro, 43, a criança queria ser capoeirista como ele e participava todos os anos do batizado, quando os alunos têm o grau elevado.

Na cerimônia, familiares de Joel comemoraram a decisão do Ministério Público de denunciar, por homicídio e omissão de socorro, os nove policiais militares da 40ª Companhia Independente da PM (Nordeste de Amaralina), envolvidos no crime. “Acreditamos na Justiça”, disse Joel Castro.

“Os policiais que fizeram isso com meu filho precisam ser julgados por crime comum”, afirmou.

 

Fonte: http://www.correio24horas.com.br

Bahia: Mandinga dos Capoeiras é tema de pesquisa

O curso “Conversando com sua História” contou na tarde de terça-feira (07/08/07) com a presença de Adriana Albert Dias, debatendo o tema “A Malandragem da Mandinga – o cotidiano dos capoeiras em Salvador na República Velha”. Fruto de seu recente livro “Mandinga, Manha e Malícia: uma história sobre os capoeiras na capital da Bahia (1910-1925), 2006.
 
A pesquisadora retratou o cotidiano dos capoeiras na cidade de Salvador, no período que o jogo da capoeira sofria repressão por parte da elite baiana e dos policiais. “Os capoeiristas nesta época eram chamados de vadios e vagabundos, a repressão policial que sofriam era tão grande, que por muitas vezes eles acabavam sendo presos por jogarem capoeira”, afirmou Adriana Albert.
 
Analisando o contexto histórico da época, a pesquisadora mostrou como a “desordem”, característica dos capoeiras e a “ordem” dos policias, passava como uma controvérsia para a repressão policial sofrida pelos capoeiristas. “Como a maioria dos capoeiras eram pobres e negros, exerciam ocupações como pedreiro, estivador, alguns chegavam a ser policiais”, completou a pesquisadora.
 
“A mandinga, a arte da malevolência aparecia constantemente nas rodas de capoeira devido a ser uma alternativa de sobrevivência dos capoeiras, até hoje é possível encontrar ‘mandingueiros’ nas rodas de capoeira de Salvador, pois são testemunhos das rodas de antigamente”, concluiu.
 
A próxima palestra será no dia 14 (terça-feira) às 17h, com o doutor em História Rinaldo César Nascimento Leite, com o tema “A Rainha Destronada: grandezas e infortúnios da Bahia nas primeiras décadas republicanas”. A palestra é aberta ao público.
 
Mais informações:
ASCOM Fundação Pedro Calmon: (71) 3116-6918 / 6676
Centro de Memória: (71) 31166930
http://www.fpc.ba.gov.br
ascom@fpc.ba.gov.br

DESORDEIROS

A estigmatizarão perversa do capoeirista (como malandro, desordeiro, baderneiro e quejando) pela classe dominante, em contraste com o espirito gozador, alegre, festivo do nosso povo humilde, é fruto dos preconceitos contra as manifestações culturais africanas tidas como "coisas do diabo" e detestadas por que os negros e afins apenas serviam como fonte de riqueza.
As manifestações culturais eram reprimidas por que o suor do trabalho escravo, que no trabalho se transformava em ouro para os escravistas (tidos como superiores culturais e espirituais), durante o tempo do samba e da capoeira se transformava em felicidade e não em moeda sonante.
Da idéia de prejuízo econômico e desgaste físico da fonte de renda aos preceitos coibitivos vai um passo pelo descaminho do preconceito…

Preceitos, Preconceitos e Polícia…
os três Pês que Perseguem os Pretos!

Acresce que os historiadores se louvam nos documentos policiais e notícias de jornais, que também se baseiam nas mesmas fontes, sem os descontos dos abusos de poder e das reações naturais dos injustiçados…
Dada a alegria inerente aos capoeiristas, o pejorativo dos termos policiais passou a ser usado como galardão de destemor e bravura, pela consciência da força de cada um, que o povo não tem e a capoeira empresta aos seus praticantes .
Daí encontrarmos, em Noronha e nas conversas dos antigos portuários, como auto-elogio os termos baderneiro, desordeiro, valentão, que soam de maneira contrastante com o comportamento dos nossos companheiros de roda.