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Maranhão: Ciclo de Palestras Cultura Afro-brasileira: Nosso Patrimônio

Maranhão será o primeiro estado a receber a Conferência Culturas Negras, afrodescendentes e afro-brasileiras – Perspectivas para políticas públicas

Reunir pesquisadores, gestores públicos e agentes culturais para um diálogo sobre ações afirmativas para as políticas públicas de fomento às culturas negras. Dentro dessa perspectiva, São Luis no Maranhão recebe, nesta terça-feira, 23/7, o Ciclo de Palestras Cultura Afro-brasileira: Nosso Patrimônio. O evento realizado pelo Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra(CNIRC) da Fundação Cultural Palmares, oferece a oportunidade de conhecer mais sobre as práticas, costumes, conhecimentos e tradições das manifestações culturais afro-brasileiras.

Nelson Inocêncio, coordenador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade de Brasília, ministrará a Conferência Culturas Negras, afrodescendentes e afro-brasileiras – Perspectivas para políticas pública. Esta é a primeira de uma série de conversas que serão realizados pelo país, no âmbito das comemorações dos 25 anos da Fundação Cultural Palmares, comemorados em agosto próximo

Novas perspectivas para as culturas negras

De acordo com Inocêncio, um dos objetivos do debate está na necessidade de romper com noções históricas que dão às produções artísticas e culturais de matrizes africanas um caráter exótico. “Precisamos buscar o amadurecimento acerca dos conceitos de culturas negras, afrodescendentes e afro-brasileiras”, ressalta.

Sobre o fomento às produções culturais negras, Inocêncio acredita que “enquanto perdurar o senso comum em torno das culturas negra, afrodescendente e afro-brasileira como um bloco homogêneo, haverá distorções e dificuldades nas priorizações referentes ao uso do dinheiro público”, pontua.

Coleção Conheça Mais

As palestras ministradas no Ciclo de Palestras resultarão na publicação de livros da Coleção Conheça Mais, com o objetivo de atender à demanda de material didático na área de cultura afro-brasileira, de acordo com a Lei nº 10.639/2003. Segundo Nelson Inocêncio ainda há muito para se aprender sobre África. “Hoje devemos ir da celebração à ‘Mama África’ ao aprofundamento de nossos conhecimentos acerca daquele continente, percebendo suas tensões, suas contradições, mas também seus êxitos. Esta África real é também um conjunto de possibilidades que transcende as abordagens fatalistas da grande imprensa internacional”, pontua.

Eixos Temáticos – Ações afirmativas, Candomblé, Umbanda, Quimbanda, Capoeira, Gastronomia afro-brasileira, Lei nº 10.639, O negro nos meios de comunicação, o Estatuto da Igualdade Racial e Quilombos, são alguns dos temas já retratados na Coleção. Rosane Borges, coordenadora do CNIRC destaca que, em 2014, as publicações vão trazer novos temas e serão distribuídas nas escolas e bibliotecas brasileiras, a fim de oferecer aos estudantes conteúdos sobre patrimônio cultural afro-brasileiro.

 

Serviço:

O que: Culturas Negras, Culturas Afrodescendentes e Culturas Afro-Brasileiras: Perspectivas Para as Políticas Públicas – Participação: Professores Dr. Carlos Benedito Rodrigues (UFMA), Marluze Pastor Santos (UEMA) e Nelson Inocêncio (UnB).

  • Quando: 23 de julho à partir das 14 horas
  • Onde: Auditório da Faculdade de Arquitetura da Universidade Estadual do Maranhão

 

www.palmares.gov.br

Hora e a vez do Maranhão sair em defesa dos editais para arte e cultura negra do MinC/SEPPIR

FCP vai ao Maranhão para discutir a elaboração de políticas públicas para as artes e culturas negras brasileiras

Os movimentos sociais que atuam para a garantia dos direitos da população negra cumprirão mais uma vez um papel primordial para redemocratização das políticas públicas para cultura no país. E, para contribuir com esse processo, a equipe da Fundação Cultural Palmares desembarca nesta quarta-feira, 26/06, em São Luis/MA.

Na quinta-feira, 27, acontece mais um encontro com produtores, criadores e pesquisadores negros para discutir estratégias de constitucionalidade dos editais do Ministério da Cultura (MinC), firmados em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), para o segmento.

Hilton Cobra, presidente da FCP defende uma maior representatividade de profissionais negros nas comissões formadas para a realização das licitações públicas voltadas para arte e cultura negra. Ele explica que nunca antes na história o negro fora incluído de forma igualitária nesses editais. “Antes a luta era incluir a criação negra nos editais, agora é preciso garantir o direito desses agentes exercerem a cidadania, por meio de um instrumento de valorização dos artistas e produtores negros no mercado de trabalho”, afirma.

FCP pelo Brasil – A expectativa é discutir estratégias para ampliar o acesso dos afro-brasileiros aos mecanismos de fomento à cultura, assim como aconteceu em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e Minas Gerais. Agentes culturais do estado de Sergipe também se preparam para debater ações jurídicas para reverter a situação e dar visibilidade às interferências praticadas contra a preservação da arte e da cultura negra.

Entenda o caso – A decisão de suspender os editais foi proferida pelo juiz José Carlos do Vale Madeira, da 5ª Vara da Seção Judiciária do Maranhão, em maio desse ano. O processo foi movido como ação popular pelo advogado Pedro Leonel Pinto de Carvalho, citando como réus a União Federal, a Funarte e a Fundação Biblioteca Nacional.

No último dia 7 de junho, a Justiça Federal decidiu pela continuidade dos procedimentos relacionados aos Editais do MinC/SEPPIR. O documento garantiu que as atividades de seleção fossem retomadas. Entretanto, o pagamento dos prêmios continua suspenso até o julgamento final do processo.

 

Reuniões dos agentes culturais do Estado do Maranhão

  • Data: 27 de junho de 2013
  • Horário: 14 horas
  • Onde: Mandingueiros do Amanhã – Rua Portugal, 243 – 2º andar, Beco Catarina Mina – Centro Histórico.
  • Mais informações: (98) 3231-8570 / (61) 9682-6752

FCP e ABC assinam projetos selecionados no Edital Conexão Brasil África

Iniciativa de cooperação internacional promove interação entre agentes culturais do Brasil, África, América Latina e Caribe

Uma ação internacional promovida pela Fundação Cultural Palmares (FCP) e a Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC – MRE) beneficiará agentes culturais afrodescendentes do Brasil, África, América Latina e Caribe. Trata-se da formalização dos quatro projetos selecionados do Edital Conexão Brasil – África, no próximo dia 04 de junho, às 17h30, no auditório da FCP. Os projetos foram escolhidos entre 75 propostas recebidas desde o lançamento do certame em 18 de julho de 2012.

Para Hilton Cobra, presidente da Fundação Cultural Palmares, apoiar a capacitação dos agentes culturais negros da África, America Latina e Caribe vai funcionar como um espaço de integração entre as atividades da FCP e a comunidade internacional. “Esse Programa é inovador, estreita as relações entre o Brasil e países do continente africano, berço da maioria das brasileiras e dos brasileiros. Com essa iniciativa potencializamos nossas perspectivas de intercambio e cooperação entre a FCP e instituições africanas de promoção das artes e culturas”, disse.

Cooperação internacional e cultura – De acordo com José Claudio Klein, da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE) o principal benefício do Programa é o investimento em cooperação técnica por meio da capacitação. Segundo ele a iniciativa vai fomentar as ações entre o Brasil e a África, de acordo com as diretrizes da política externa do Governo Brasileiro. “A ABC entende que o Programa Conexão Brasil África possibilitará que o Brasil possa sistematizar as manifestações culturais, por meio dos projetos selecionados, para fortalecer os valores culturais brasileiros e nossa própria cultura como produto da expertise brasileira”, destaca.

Troca de conhecimentos – Os projetos selecionados pelo Edital apresentam iniciativas para o intercâmbio de experiências entre indústrias criativas nas áreas de produção audiovisual e multimídia, gestão do patrimônio cultural, desenvolvimento local, segurança alimentar, práticas culturais tradicionais, turismo cultural e formação profissional. As ações selecionados representam a conexão entre os agentes culturais e as diferentes localidades:

  • Salvador, Moçambique e Cabo Verde – Arquivos digitais
  • Burkina Faso e Santos (SP) – Artesanato
  • São Paulo e Moçambique – Capoeira
  • Rio de Janeiro, Cabo Verde e Senegal – Cinema

Relação das propostas aprovadas

Edital Conexão Brasil – África – Lançado em 2012, o objetivo do Edital é apoiar a construção de capacidades de agentes culturais africanos e latino-americanos, a partir da experiência brasileira na execução de ações voltadas para a economia criativa com base na cultura africana e afrodescendente e na construção de políticas públicas para o apoio e desenvolvimento do tema.

Essa experiência positiva, deu base para a criação do Programa, que de acordo com Daniel Brasil, assessor internacional da FCP, é uma oportunidade para a Fundação Palmares qualificar esses públicos, a partir da experiência em executar políticas que potencializam a participação da população negra nos processos de desenvolvimento do país. “A Palmares está aqui para construir políticas públicas e mostrar para organizações e instituições o interesse e a capacidade de cooperar com países que têm processos históricos comuns”, destaca.

 

Denise Porfírio / Assessoria de Comunicação da Fundação Cultural Palmares

Carta da Capoeira de MT é lançada hoje

Acontece neste domingo o lançamento da Carta da Capoeira de Mato Grosso, a partir das 15 horas, na sede do Iphan, no Centro Histórico de Cuiabá.

Documento é resultante da mobilização de mais de cinco mil pessoas envolvidas diretamente com as rodas de capoeira em dezenas de cidades de Mato Grosso

A Carta da Capoeira de Mato Grosso é o resultado da mobilização de mais de 5000 pessoas envolvidas diretamente com as rodas de capoeira na Baixada Cuiabana e mais 29 municípios do Estado.

A Carta foi construída a partir das discussões do Fórum da Capoeira de Mato Grosso, fomentado pelo Iphan, e mediado pelo antropólogo Stênio Soares (Unesco/DPI-Iphan), responsável pelo Patrimônio Cultural Imaterial.

Ao longo de sete meses, foram fomentadas reuniões de formação no campo das políticas públicas de preservação do patrimônio cultural imaterial (tradições, danças, jogos, festas, oralidades). E em março de 2012 foi criado o Fórum da Capoeira de Mato Grosso, coordenado pela Comissão Prol Capoeira de Mato Grosso, organização da sociedade civil que reúne representantes de mais de 50 entidades que lidam diretamente com a roda de capoeira.

A Comissão Prol Capoeira de Mato Grosso se organizou em seis grupos de trabalho que refletem as demandas do segmento: “Capoeira, identidade e diversidade cultural”, “Capoeira e Educação”, “Capoeira e Fomento das Políticas Públicas”, “Capoeira, Esporte e Lazer”, “Capoeira, Profissionalização e Internacionalização” e “Capoeira e desenvolvimento sustentável”. Além disso, a Carta apresenta o apoio das lideranças capoeiristas às questões tangentes aos direitos igualitários, compreendendo a capoeira como um espaço de respeito às mulheres e à diversidade sexual.

A Comissão já teve avanços importantes com o Ministério da Cultura. Em maio de 2012 realizaram uma reunião com a Coordenadora-Geral de Salvaguarda do Iphan, Teresa Paiva, e com o diretor de Fomento e Promoção da Cultura Afro-brasileira da Fundação Cultural Palmares, Martvs das Chagas.

Os adeptos da capoeira em Mato Grosso acreditam que o movimento no Estado está passando por um processo interessante de construção de maturidade política. As capoeiristas e os capoeiristas compreendem que existe uma política pública federal que protege a roda de capoeira enquanto Patrimônio Cultural do Brasil. Por outro lado, eles percebem que é necessário articulação com o governo do Estado de Mato Grosso e com os municípios onde se fazem presentes. E a Carta da Capoeira de Mato Grosso não se resumirá a um documento de reivindicações, ela será fundamental para se compreender como uma base do movimento cultural no Estado está se articulando diante das políticas públicas nacionais e locais.

Para marcar esse momento de discussão das políticas culturais, a Carta da Capoeira de Mato Grosso será apresentada em meio a rodas de capoeira, danças afro e samba de roda. Como manda o enredo.

Fonte: http://www.diariodecuiaba.com.br

Governo Federal aprova projeto baiano para mulheres rurais

A Bahia está entre os dez estados brasileiros que mais se destacam na elaboração de projetos voltados às mulheres camponesas. O Ministério do Desenvolimento Agrário (MDA) divulgou esta semana o resultado da seleção de propostas cujo foco é o fortalecimento da cidadania e da organização produtiva de mulheres rurais. Com isso, são esperados R$ 3,1 milhões, a serem aplicados em iniciativas de acesso à documentação civil e jurídica, implementação de mecanismos de formalização, gestão e comercialização de produtos da agricultura familiar. Os trabalhos serão coordenados pela Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres (SPM), contemplando também indígenas, quilombolas, entre outros segmentos de mulheres. Além da Bahia, tiveram propostas aprovadas os estados do Acre, Alagoas, Amapá, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Sul e Sergipe.

 

Assessoria de Imprensa: 71 3117-2819

Kleidir Costa (71 8224-2737)

Twitter @SPMulheresBA

Facebook www.facebook.com/SPM/BA

Secretária de Políticas para Mulheres destaca o “Outubro Rosa”

Considerando dados estatísticos que apontam as mulheres como maioria populacional no Brasil (52%), a secretária de Políticas Públicas para as Mulheres, Vera Lúcia Barbosa, destacou hoje (27) a campanha do governo estadual de massificação do exame de mamografia em toda a Bahia. A iniciativa faz parte do chamado “Outubro Rosa”, movimento popular realizado mundialmente contra o câncer de mama.

Em audiência pública promovida na Assembléia Legislativa, a secretária disse que “o governo está fazendo a sua parte”, ao se incorporar à luta de movimentos sociais e de mulheres para a detecção e tratamento eficaz da doença. Ela citou o mutirão realizado pela Secretaria Estadual de Saúde do Estado, que vai percorrer 28 microrregiões nos próximos meses.

A senadora Lídice da Mata reforçou a necessidade de promover a saúde integral das mulheres. “O câncer de mama e de útero são as principais causas da mortalidade de mães no Brasil. Precisamos de uma atenção especial para esta questão”, disse. O deputado estadual Rosemberg Pinto, proponente do debate, reforçou: “Se detectarmos precocemente o câncer, vamos salvar a vida de muitas mulheres”, frisou.

 

Assessoria de Imprensa:

Kleidir Costa  – 71 3117- 2819 / 8224-2737

Dez municípios reúnem mulheres em Salvador para debate sobre políticas públicas


Evento do Território Metropolitano elegerá representantes para etapa estadual, que acontece mês que vem

Políticas públicas voltadas à igualdade de direitos entre mulheres e homens, fortalecimento da autonomia feminina, erradicação da extrema pobreza, combate às formas de violência, são temas que estarão em debate na capital, durante a Conferência Territorial de Políticas para as Mulheres, na segunda (24) e terça (25). O evento acontece no Hotel Sol Bahia (Patamares), e vai reunir dez cidades da região, numa parceria entre a Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres (SPM) e municípios.

A discussão deve levantar propostas prioritárias para o III Plano Estadual de Políticas para as Mulheres (PEPM), a ser executado nos próximos anos. Entre os desafios que cercam a Bahia está a redução dos altos índices de agressão às mulheres. Somente entrejaneiro de 2009 e dezembro de 2010, mais de 65 mil foram ameaçadas; mais de 38 mil mulheres sofreram algum tipo de lesão corporal dolosa; 750 sofreram tentativa de homicídio. Também foram registrados 815 estupros e 474 casos de mulheres vítimas de homicídio doloso.

 

Sobre a SPM/BA – A Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres (SMP/BA) foi criada em maio deste ano, na perspectiva de ampliar e consolidar ações para o segmento. Foram estabelecidos dois eixos de ação: Autonomia das Mulheres e Enfrentamento da Violência Contra a Mulher, temáticas determinantes para a melhoria da qualidade de vida das mulheres baianas.

 

Serviço

O quê: Conferência Territorial de Políticas para as Mulheres

Quando: 24 (segunda) e 25 (terça) de outubro de 2011

Onde: Av. Manuel Antônio Galvão, 1075, Patamares – Salvador/BA

Horário: Abertura dia 24, às 09hs

 

Sugestão de fonte da SPM/Governo da Bahia:

Secretária Estadual de Políticas para as Mulheres, Vera Lúcia Barbosa

 

Assessoria de Imprensa:

71 3117- 2819

Kleidir Costa (71 8224-2737) Mais informações ● Municípios presentes no evento (Território Metropolitano de Salvador – TMS):

Camaçari, Candeias, Dias D’Ávila, Itaparica, Lauro de Freitas, Madre de Deus, Salvador, Simões Filho, Vera Cruz, Salinas da Margarida.

 

● Total de delegadas eleitas nos municípios: 190 mulheres

 

● No evento serão eleitas representantes para a III Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres, que acontece no mês que vem, também em Salvador.

● O tema central da conferência territorial é: a análise da realidade baiana social, econômica, política e cultural e dos desafios para a construção da igualdade de gênero e avaliação e aprimoramento das ações e políticas que integram o II Plano Estadual de Políticas para as Mulheres (PEPM) e definição de prioridades para a construção do III PEPM.

Mulheres de áreas rurais terão projeto de inclusão socioprodutiva

Trabalhadoras rurais, quilombolas, indígenas, assentadas da reforma agrária, entre outras mulheres baianas, serão atendidas com iniciativas de inclusão socioprodutiva. A ação, fruto de parceria entre a Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres (SPM/BA) e Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), visa promover a autonomia do segmento feminino, que representa 48% da população rural da Bahia, segundo o IBGE.

Um convênio deverá ser assinado entre representantes dos governos Estadual e Federal, ainda este ano, viabilizando o projeto. Entre as atividades previstas estão seminários, assistência técnica rural, emissão de documentos e capacitação para atendimento especializado às mulheres. Também serão oferecidos serviços como abrigamento às vítimas de violência, além de reforço aos equipamentos policiais.

Para a secretária da SPM, Vera Lúcia Barbosa, a iniciativa é oportuna. “É nosso principal projeto, que vai trabalhar com um público prioritário, onde está a pobreza extrema”, argumentou. A representante do governo Federal, Patrícia Mourão, disse que “o objetivo é diminuir a desigualdade entre homens e mulheres no meio rural”, elogiando a boa relação entre Estado e movimento de mulheres da Bahia na atualidade.

 

Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres – SPM

Assessoria de Comunicação – 71 3117-2815

Camila Vieira – (71) 9962 6304

Flávia Azevedo – (71) 9998-0619

Paula Fróes – (71) 8240-2729

Kleidir Costa – (71) 8224-2737

Palmares promove o Seminário Quilombo Vivo

Para discutir a promoção e proteção da cultura quilombola será realizado nos dias 14 e 15 de setembro o Seminário Quilombo Vivo: Promover e proteger o patrimônio cultural quilombola. Para participar, será necessário inscrever-se pelo site da Palmares, preenchendo este formulário. As vagas são limitadas a 150 participantes.

Direcionado a lideranças quilombolas, especialistas em políticas culturais e gestores públicos da área da cultura, o Seminário tem o objetivo de debater estratégias de ação para garantir o reconhecimento, a preservação e a promoção do patrimônio cultural das mais de 1.700 comunidades remanescentes de quilombos certificadas.

Com base nos artigos 215 e 216 da Constituição Federal de 1988, o Seminário pretende discutir maneiras de realizar as propostas do Estatuto da Igualdade Racial e do Plano Nacional de Cultura. O evento é resultado de uma parceria entre a Fundação e a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados.

Entre os temas debatidos estão: as criações artísticas, os bens culturais e o registro da memória das comunidades quilombolas; o desenvolvimento da economia da cultura nessas comunidades; a participação e o controle social dessa população na formulação e implementação de políticas culturais; o financiamento, a descentralização e a implementação de políticas públicas culturais para as comunidades quilombolas.

Serviço

O quê: Seminário Quilombo Vivo – Promover e proteger o patrimônio cultural quilombola
Onde: Auditório Freitas Nobre – Anexo IV Subsolo – Câmara dos Deputados – Brasília
Quando: 14 e 15 de setembro
Inscrições: clique aqui

 

Programação

Dia 14/09/2011

9h – 12h
Painel 1: Reconhecimento, valorização, promoção e proteção do patrimônio cultural quilombola.
Painelistas:
Ana de Hollanda – Ministra da Cultura
Eloi Ferreira – Presidente da Fundação Cultural Palmares/MinC
Luiz Fernando de Almeida – Presidente do Iphan/MinC
Cynthia Martins – Professora da Universidade Federal do Estado do Maranhão

14h – 17h
Painel 2: A proteção e promoção das criações artísticas, dos bens culturais e dos registros da memória das comunidades quilombolas.
Painelistas:
Sérgio Mamberti – Secretário de Políticas Culturais/MinC
Ilka Boaventura Leite – Doutora em Antropologia, Professora da Universidade Federal de Santa Catarina e Coordenadora do Núcleo de Estudos sobre Identidades em Relações Interétnicas

Dia 15/09/2011

9h – 12h
Painel 3: O desenvolvimento da economia da cultura em comunidades quilombolas.
Painelistas:
Cláudia Leitão – Secretária da Economia Criativa/MinC
Henilton Parente de Menezes – Secretário de Fomento e Incentivo à Cultura/MinC
Mário Theodoro – Secretário Executivo da SEPPIR/PR

14h – 17h
Painel 4: O financiamento, a descentralização e a implementação de políticas públicas culturais para as comunidades quilombolas com participação e controle social.
Painelistas:
Bernardo Machado – Diretor de Programas Integrados da Secretaria de Articulação
Institucional / MinC
Albino Rubim – Secretário de Cultura do Estado da Bahia
Aniceto Catanhede Filho – Doutor em Antropologia e Professor da Universidade Federal do Maranhão

Aposentadoria para os “Velhos Mestres”

Pastinha morreu na miséria. Bimba em situação precária. Bobó, Gato, Cobrinha Verde, Waldemar, Caiçara e mais recentemente Bigodinho, todos passaram seus últimos dias de vida sem um amparo digno que a condição de “guardiões da capoeira” deveria lhes proporcionar. E assim como eles, quantos e quantos mestres das tradições populares vivem e morrem no mais completo abandono, sem qualquer auxílio por parte das autoridades nesse país.

O que seria da nossa cultura popular sem esses personagens ?? Quem é que tem a incumbência de transmitir para as gerações futuras, esses saberes e tradições acumulados durante séculos  ???  Os mestres e mestras de capoeira, do maracatu, do samba, das congadas, dos reisados, das marujadas, das religiões afro-brasileiras e de tantas outras manifestações espalhadas por esse Brasil afora, são peças fundamentais para a preservação e valorização dessas tradições que tanto enriquecem o patrimônio cultural do nosso país.

Por isso deveriam ser tratados com mais respeito !!!!

É preciso que se diga, é bem verdade, que algumas ações nesse sentido começam a ser implementadas por políticas públicas no âmbito da cultura. Uma nova concepção de gestão de políticas culturais ainda embrionária, começa a dar sinais de amadurecimento em vários órgãos públicos desse país.

Mas isso ainda é pouco ! É preciso uma maior conscientização por parte da sociedade, no sentido de exigir que essas políticas públicas sejam mais efetivas, que possam garantir mudanças mais substanciais na forma de valorizar, incentivar e apoiar as iniciativas provenientes da cultura popular, favorecendo o reconhecimento desses saberes ancestrais, como vitais para a construção de uma sociedade brasileira mais humana, justa e solidária. Os valores e princípios presentes no universo das culturas populares muito tem a nos ensinar !

E isso passa pela valorização dos mestres, guardiões desses saberes ancestrais. É preciso que medidas concretas de proteção social e valorização desses sujeitos, sejam tomadas urgentemente no sentido de garantir a esses mestres e mestras, um mínimo de condições para exercerem suas atividades, e mais do que isso, de VIVEREM com a dignidade que merecem.

No último dia 27 de abril, foi apresentado um projeto de lei na Câmara Federal em Brasília, de autoria do deputado Edson Santos – PT/RJ, que institui o Programa de Proteção e Promoção dos Mestres e Mestras dos Saberes e Fazeres das Culturas Populares.

 

Vamos ficar atentos e acompanhar esse processo !!!