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FCP promove a exposição “Arte e Cultura Africana”

Com abertura agendada para a próxima segunda-feira (27), às 17h30, a exposição Arte e Cultura Africana traz 130 peças, entre artefatos, quadros, móveis e esculturas do acervo de 19 embaixadas do Continente Africano no Brasil. A mostra, que também marca o 24º aniversário da FCP, é um dos eventos da instituição na preparação da Década dos Povos Afrodescendentes, que terá início em dezembro deste ano, conforme Resolução Organização das Nações Unidas (ONU). Até o dia 6 de setembro, as obras podem ser vistas no Salão Negro do Ministério da Justiça.

Para o presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira de Araujo, a mostra consegue reunir o encanto e a criatividade da cultura africana. “A exposição fará com que a distância física imposta pelo Atlântico seja superada, aproximando assim as identidades que valorizam as culturas brasileira e africana”, afirma, “Com certeza, os visitantes vão ficar maravilhados”, garante.

O curador da exposição, Carlos Eduardo Trindade, explica que a exposição levará o público a um passeio panorâmico sobre as bases constitutivas da vida comunitária, do trabalho, do lazer, das relações familiares, da religiosidade e do cotidiano dos vários povos que formam a África. “A heterogeneidade das práticas culturais existentes em solo africano é marcante e, talvez, a principal contribuição ofertada pelos seus habitantes à humanidade”, conta.

A exposição Arte e Cultura Africana foi desenvolvida pelo Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra da Fundação Palmares e contará com peças que retratam a cultura de África do Sul, Angola, Argélia, Benin, Burkina Faso, Botsuana, Cabo Verde, Cameroun, Etiópia, Gana, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Mauritânia, Marrocos, Moçambique, Nigéria, Sudão, Zâmbia e Zimbábue.

Arte africana – A arte africana reproduz os usos e costumes dos povos africanos. Nas pinturas, como nas esculturas, a caracterização da figura humana mostra uma preocupação com os valores morais e religiosos. A escultura, forma de arte muito usada pelos artistas africanos, utiliza-se de ouro, bronze e marfim como matérias primas. As máscaras são as mais conhecidas da plástica africana e constituem uma síntese dos vários elementos simbólicos. São confeccionadas em barro, marfim, metais, mas o material mais utilizado é a madeira.

 

Serviço

Exposição Arte e Cultura Africana

Onde: Salão Negro do Ministério da Justiça – Esplanada dos Ministérios, Bloco T, Edifício Sede

Quando: De 27 de agosto a 6 de setembro de 2012

Visitação: Segunda à sexta-feira, das 9h às 18h – Entrada franca

 

Fonte: http://www.palmares.gov.br

Expressões Africanas: espelho da história e cultura brasileiras

Teve início na tarde da última quinta-feira (13), a exposição Expressões Africanas realizada pela Fundação Cultural Palmares, que segue até 20 de outubro, no Salão Branco do Congresso Nacional. A iniciativa faz parte das ações da instituição no Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, intitulado pela Organização das Nações Unidas (ONU). A mostra conta com 70 peças de 15 embaixadas africanas no Brasil.

Durante a cerimônia de lançamento Eloi Ferreira, presidente da Fundação Palmares, afirmou que com o ano comemorativo, a ONU impõe a compreensão sobre a importância da África na formação de povos em diversos países, especialmente no Brasil, onde se encontra a segunda maior população negra do mundo. Para ele, a exposição significa uma forma de valorização da cultura africana, uma das maiores heranças brasileiras. “Trata-se de uma troca que nos fortalece, há séculos, por meio dos valores culturais”, disse.

Paulo Cordeiro, subsecretário geral do Ministério das Relações Exteriores, alertou que o esforço tem papel ainda maior: ensinar aos visitantes a não enxergar africanos como um grupo negro, mas a distinguir as regiões e identidade de cada um dos 54 países que compõem a África. Cordeiro ressaltou ainda que cada peça exposta é uma janela para a diversidade de cada país e representa a maneira de ser de cada nascido no Brasil.

A África brasileira – O Brasil tem oficialmente 51% de sua população autodeclarada afrodescendente. Mãe Neuza de Oyá é presidente da Casa Afrocultural Tenda de Oxalá, localizada em Planaltina. Em visita à exposição, reforçou a importância de se fortalecer a africanidade na identidade brasileira. “Tudo o que desmistifica a matriz africana é válido. Precisamos fugir da imagem de uma áfrica sempre associada a diferença, a fome e a miséria e termos orgulho de nossa origem tão rica”, alerta.

Apesar de um passado onde Brasil e África eram ligados pela escravidão, existe atualmente um envolvimento de união entre os países. Segundo Isidore Benjamin Amédé Monsi, embaixador do Benin, o Brasil é hoje um país admirado, especialmente pela África com quem tem fortes ligações, mas dessa vez o foco está no desenvolvimento. Vitor Ortiz, secretário executivo do Ministério da Cultura (Minc), acrescentou dizendo que a exposição Expressões Africanas é uma demonstração de unidade entre esses países. “É símbolo de compromisso entre povos que têm tanto em comum. Por isso queremos acolher a África cada vez mais em nossas ações”, afirmou.

De acordo com Anhamona Brito, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, a montagem da mostra no Salão Branco do Congresso Nacional foi muito oportuna. Para ela o espaço é mais que um centro de tomada de decisões, é local de passagem de representações de todos os níveis da sociedade. “Nele, a exposição espelha nossa história, nossa cultura e a semelhança que existe entre nossos cotidianos, onde podemos ver o quanto de África está emaranhada em nossa brasilidade”, conclui.

 

Fonte: http://www.palmares.gov.br

Palmares promove exposição de arte africana

Em comemoração ao Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, a Fundação Cultural Palmares promoverá, de 13 a 20 de outubro, a exposição Expressões Africanas, com o acervo de 15 embaixadas do Continente Africano. Serão expostas peças artesanais, artefatos, quadros, móveis e esculturas que retratam a cultura da África do Sul, Angola, Botsuana, Benin, Cabo Verde, Cameroun, Costa do Marfim, Egito, Gana, Guiné-Equatorial, Guiné-Bissau, Mauritânia, Moçambique, Namíbia e Quênia.

O curador é o professor do Instituto de Artes e Coordenador do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Universidade de Brasília, Nelson Inocencio. Segundo ele, as peças que compõem a exposição foram escolhidas de acordo com o que cada objeto representa para o seu país e o significado de cada uma. A intenção é explorar o sentido dos objetos para cada uma das sociedades representadas.

“Existe uma ideia de que a arte africana é uma arte primitiva. Nosso propósito é defender um outro olhar, proporcionar uma perspectiva didática e educativa com suas características e referências estéticas”, disse.

Além de celebrar o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, a exposição pretende mostrar que a África não é uma referência somente para os africanos. “Divulgar a África é promover a pluralidade, a diversidade e importância da Diáspora Africana, que tanto contribuiu para a formação da identidade de vários países”, explica Inocencio.

Para o presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Araujo, a exposição se destaca por ser uma das principais ações da Palmares, dentro do Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, e conta com a participação do Ministério da Cultura (MinC), da Câmara dos Deputados e das Embaixadas dos países africanos no Brasil. “ Esta mostra terá a riqueza, a beleza, a criatividade de artistas africanos, cuja criação encanta e sensibiliza povos de todos os matizes”, destaca.

A exposição Expressões Africanas foi desenvolvida pelo Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra da Fundação Cultural Palmares e será aberta no dia 13 de outubro, às 17 horas, no Salão Branco do Congresso Nacional, em Brasília.

Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes – Essa proposta está de acordo com o fato de que o ano de 2011 foi eleito pela Organização das Nações Unidas como o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, com o objetivo de erradicar a discriminação racial contra o africano e seus descendentes, que são os povos mais vitimados pelo racismo. Neste ano, ganham destaque as medidas relacionadas à maior participação do negro nas políticas públicas, bem como as ações que têm por objetivo fornecer uma maior informação cultural sobre os povos, as tradições e a diversidade cultural da África e seus descendentes.

Serviço

O quê: Exposição Expressões Africanas
Onde: Salão Branco do Congresso Nacional
Quando: de 13 a 20 de outubro
Visitação: A partir do dia 14/10 (Segunda à sexta-feira, das 9h às 19h / Sábados e domingos, das 9h30 às 17h30. Entrada Franca)
Mais informações: (61) 3424-0165/ 3424-0166

Cartilha Ilustrada da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas

Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas

Publicação foi traduzida para o Guarani e será lançada, hoje, no Mato Grosso do Sul

Será realizado nesta quinta-feira, dia 1º de julho, o lançamento da primeira Cartilha Ilustrada da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. A Cartilha, cuja ilustração foi produzida a partir de um concurso, aberto à participação dos países do Mercosul e realizado dentro do projeto cultural Ava Marandu – Os Guarani convidam, foi editada em guarani, português e espanhol.  O Projeto Ava foi realizado de janeiro a junho deste ano e teve a participação direta de sete aldeias Guarani do Mato Grosso do Sul.

Além do lançamento da Cartilha, a cerimônia, que será realizada na sede do Pontão Guaicuru, terá ainda a premiação dos vencedores dos concursos de Redação, Poesia, História em Quadrinhos e Desenho – Cultura e Direitos Humanos dos Povos Guarani, também realizados no âmbito do Projeto Ava Marandu, e do vencedor do Concurso de Ilustração da Cartilha da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. A Cartilha foi traduzida para o Guarani pela equipe de professores da aldeia Te’ýikue formada por Eliel Benites, Edson Alencar, Cajetano Vera e Lídio Cavanha Ramires.

“Além de contribuir significativamente para a divulgação da Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, esta publicação, também na língua Guarani, oferece ao povo desta etnia uma ferramenta que poderá ser utilizada nas escolas indígenas, permitindo a apropriação do conteúdo da declaração, e contribuindo para o fortalecimento desta que é uma das línguas mais faladas no Brasil, e uma das línguas oficiais do Mercosul”, afirmou o ministro da Cultura, Juca Ferreira, ao comentar a importância da publicação do documento.

O Pontão Cultural Guaicuru justifica no texto de apresentação da Cartilha que “a primeira tradução do texto da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas para a língua Guarani kaiowá é uma conquista do Projeto Ava Marandu e ajudará crianças, jovens, adultos e idosos da etnia a conhecer e lutar para fazer valer os direitos humanos e o respeito ao universo indígena”.

A Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas foi adotada pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas em 13 de setembro de 2007. De acordo com o Diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC), Giancarlo Summa, ela é um instrumento para ser usado na luta dos povos indígenas do mundo inteiro pela afirmação de seus direitos. “É importante que a Declaração se torne cada vez mais conhecida e difundida e seja traduzida no maior número possível de línguas indígenas”, lembrou Summa.

“Conhecer nossos direitos, na nossa própria língua, é o primeiro passo para que esses direitos sejam efetivamente respeitados. A tradução para o Guarani da Declaração, realizada no âmbito do projeto Ava Marandu, é de extrema relevância, prática e simbólica, e merece o reconhecimento, e o agradecimento, de todos”, completou o diretor do UNIC.

Pontão de Cultura Guaicuru fica na Rua Treze de Maio, 727, Vila Santa Dorothéia, em Campo Grande – MS.

(Heli Espíndola/Comunicação/SID)

 

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Seminário de Políticas de Ensino Superior e Povos Indígenas

SID/MinC participa do evento em Brasília

O Ministério da Educação, por intermédio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD), realiza de 07 a 09 de junho de 2010, em Brasília, o Seminário de Políticas de Ensino Superior e Povos Indígenas: construindo as bases para uma política pública diferenciada de acesso e permanência. O evento conta com o apoio da Coordenação Geral de Educação da Fundação Nacional do Índio (CGE/FUNAI).

O seminário pretende apresentar as novas diretrizes/orientações que irão nortear o Programa de apoio à formação superior e licenciaturas indígenas (PROLIND) e debater as condições de acesso e permanência de estudantes indígenas em instituições de ensino superior no país e, a partir desse panorama, construir uma agenda interinstitucional para a efetivação de diretrizes governamentais direcionando para uma política pública que atenda adequadamente às demandas desses estudantes e suas comunidades.http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/06/dsc_0237-243×163.jpg

O painel de abertura, realizado na tarde desta segunda-feira, no Hotel Nacional, contou com a participação do secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC), Américo Córdula, do reitor da Universidade Estadual do Amazonas (UEAM), Dr. Carlos Eduardo;  do representante da  Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES),  Dr. Jorge Guimarães, do secretário da SECAD/MEC, André Lázaro, do presidente da FUNAI, Márcio Meira, e do representante da Comissão Nacional de Educação Escolar Indígena (CNEEI), Joaquim Maná Kaxinawá.

O secretário da SID/MinC apresentou o projeto Encontro de Saberes, resultado de uma parceria entre o Ministério da Cultura, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Secretário Américo Córdula falando sobre o projeto Encontro de SaberesTecnológico (CNPq) e a Universidade de Brasília (UnB), que tem como objetivo promover diálogos entre os saberes acadêmicos e os saberes tradicionais e populares.

O projeto busca reconhecer os mestres de artes e ofícios populares e indígenas como docentes no ensino superior, aliando os saberes tradicionais aos conhecimentos científicos. Serão realizadas diversas ações interculturais, como, por exemplo, um seminário sobre o tema Interculturalidade e a oferta de uma disciplina no calendário da graduação, ministrada por mestres de conhecimentos tradicionais e populares, em conjunto com docentes da UnB.

O projeto tem, ainda, referência nos princípios e objetivos da Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais da Unesco, especialmente no seu artigo 10, que trata da Educação e Conscientização Pública. Além disso, visa concretizar a aplicação da lei 11.645 que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena.

Programação do seminário

Amanhã, dia 08, às 11h, será realizada uma mesa sobre o Mapeamento de Políticas Línguisticas dos Povos Indígenas e suas relações com o Ensino Superior com a participação da Coordenadora de Fomento à Identidade e Diversidade Étnica da SID/MinC, Giselle Dupin, e de representantes do Departamento de Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (DPI/IPHAN), do Museu do Índio (FUNAI), do Museu Paraense Emílio Goeldi (MCT) e do Fórum PROLIND.

Confira, aqui, a programação completa do seminário.

(Comunicação/SID)

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Projeto cria áreas de preservação do patrimônio cultural

O Projeto de Lei 3056/08, do deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), institui as Unidades de Preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro e estabelece os critérios para a sua criação, implantação e gestão. Caberá ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) identificar os aspectos étnicos, históricos, culturais e socioeconômicos do grupo ou dos grupos que constituirão as áreas de proteção. O Iphan também deverá delimitar as terras consideradas suscetíveis de reconhecimento e demarcação.

O texto define como unidades de preservação os “territórios habitados por povos e comunidades tradicionais, participantes do processo civilizatório” do Brasil. Para constituírem uma unidade de preservação, esses povos devem preservar bens de natureza material e imaterial referentes à sua identidade, ação e memória.

Entre esses bens, a proposta destaca língua própria, formas de expressão; modos de vida; criações científicas, artísticas e tecnológicas; obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artísticas e culturais; e conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.

Combate à discriminação

O projeto estabelece que as unidades de preservação devem levar em conta aspectos como etnia, raça, gênero, idade, religiosidade e orientação sexual. Também devem ser considerados, segundo o texto, a segurança alimentar e nutricional e o desenvolvimento sustentável como forma de promoção da melhoria da qualidade de vida das populações. Outro princípio para orientar a formação das unidades deve ser o combate a todas as formas de discriminação, incluindo a intolerância religiosa.

Angelo Vanhoni argumenta que o País já conta com normas para a preservação da cultura indígena (Estatuto do Índio) e da afro-brasileira (Decreto 3.912/01), mas lembra que não há leis proporcionais à importância de outros grupos. Ele destaca especificamente os imigrantes que chegaram ao País a partir do século 19, como alemães, italianos, poloneses e japoneses.

Com o objetivo de preservar as contribuições desses povos à cultura nacional, o projeto determina que, nos processos de reforma agrária onde houver unidades de preservação do patrimônio dessas populações, os novos colonos devem receber treinamento sobre as técnicas agrícolas tradicionais.

A proposta determina também que as escolas, públicas ou privadas, de municípios que contem com unidades de preservação ensinem o idioma da população tradicional.

Tramitação

O projeto terá análise em caráter conclusivo nas comissões de Direitos Humanos e Minorias; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Reportagem – Maria Neves
Edição – João Pitella Junior

(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura `Agência Câmara`)

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Semana dos Povos Indígenas

Programa Mais Cultura e SID/MinC participam do evento em São Grabriel da Cachoeira, no Amazonas

O Ministério da Cultura participa, no próximo dia 23, em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, de três atividades que integram a Semana dos Povos Indígenas. O  município, localizado às margens do Rio Negro,  possui quase 90% da sua população de indígenas.

Pela manhã,  será realizado  o encerramento da Oficina de Capacitação em Audiovisual ministrada  pela ONG Rede Povos da Floresta em parceria com o Ponto de Cultura Vídeo nas Aldeias, nos 10 Pontos de Cultura Indígenas (PCIs) implantados na região do Alto Rio Negro.  O  secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do MinC, Américo Córdula, estará presente no evento. A instalação desses Pontos é uma ação do  Programa Mais Cultura   em parceria com as Secretarias da Identidade e da Diversidade Cultural, e  da Cidadania Cultural do MinC, da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), e da Associação Cultura e Meio Ambiente (ACMA).

Córdula destacará, na ocasião, a importância da criação dos Pontos de Cultura para os povos indígenas da região, e falará sobre as ações da Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural voltadas para a promoção e proteção da cultura das comunidades tradicionais brasileiras como os indígenas. “Uma das nossas principais ações é a realização de editais de premiação de iniciativas culturais que promovam a cultura desses povos”, afirma o secretário.

A SID já realizou dois editais (2007 e 2008) voltados para a premiação de ações culturais desenvolvidas pelos indígenas em todo o Brasil, contemplando 184 iniciativas com investimentos totais de R$ 3,6 milhões.

No encontro, que contará com a presença do vice-prefeito de São Gabriel da Cachoeira, André Baniwa, será realizada uma Oficina sobre os Microprojetos Mais Cultura. O objetivo da ação é o de orientar os pequenos produtores culturais da região para a elaboração dos projetos do Programa que investirá R$ 13,8 milhões na Amazônia Legal integrada pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

No período da tarde, às 17h, haverá a exibição de dois filmes, um curta e um longa-metragem, da Programadora Brasil, no Cine Mais Cultura do Instituto Sócio Ambiental (ISA).

O Edital de Microprojetos,  executado em parceria com a Fundação Nacional de Artes (Funarte/MinC), a Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC), o Banco da Amazônia (Basa) e os governos estaduais da região amazônica, está em sua segunda edição e tem como foco principal a promoção da diversidade cultural da Amazônia Legal por meio do financiamento, não reembolsável, de projetos de artistas, grupos artísticos independentes e produtores culturais. As iniciativas deverão ter como beneficiários diretos jovens, entre 17 e 29 anos, residentes nas localidades da região. A primeira Edição do Microprojetos Mais Cultura foi realizada na região do Semiárido brasileiro e premiou 1,2 mil produtores culturais. As inscrições dos projetos podem ser feitas oralmente, gravadas em meio digital ou fita cassete. A medida visa facilitar e democratizar o acesso ao edital.

Pontos de Cultura Indígenas

Do total de dez Pontos de Cultura Indígenas (PCIs) previstos para a região, oito deles ficam em São Gabriel da Cachoeira, onde existem cerca de 23 etnias indígenas, dentre elas os Tukano, Baniwa, Baré, Dessana, Tuyuca, Piratapuya, Tariano e Rupda. Todos os PCIs foram instalados de outubro a novembro de 2009 e já estão funcionando.

As oficinas de capacitação dos indígenas são realizadas em três etapas pela Rede Povos da Floresta. “O projeto de PCIs conta com duas Rodas de Conversa, uma inicial e outra de fechamento, e com três oficinas, sendo uma de informática básica – Práticas Digitais, e as outras duas de Formação em Audiovisual. A primeira delas foca o processo de filmagem e a segunda o processo de edição”, explica a responsável da Rede Povos da Floresta pela implantação dos PCIs na região, Deborah Castor.

De acordo com ela, em cada uma destas oficinas a comunidade envia dois representantes que ficam responsáveis em compartilhar o que aprenderam com os demais moradores de sua comunidade. “No total, cerca de 40 indígenas estão participando das oficinas na região de São Gabriel”, informa Castor.

Para ela, é difícil enumerar o número de indígenas beneficiados com os Pontos de Cultura. “O número de pessoas beneficiadas em cada comunidade depende de diferentes fatores. Pensar nos povos que habitam esta região é compreender a diversidade da realidade de cada comunidade”. afirma. Segundo Deborah Castor, o projeto de PCIs inclui comunidades que nunca haviam entrado em contato com as tecnologias digitais, como também comunidades que já possuem uma rede de internet sem fio na escola indígena, como é o caso de Iauaretê.

A quantidade de pessoas beneficiadas depende também do número da população local, que vai desde comunidades com menos de 200 habitantes até a população do entorno de cidades como Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos, onde estão localizados os PCIs da ACEMIRN e da ASIBA, associações indígenas do Médio Rio Negro.

Castor destaca, ainda, que a instalação dos Pontos de Cultura Indígenas têm proporcionado o desenvolvimento de projetos de registro da memória dos antepassados e de danças tradicionais pelas comunidades. “Os PCIs também têm como foco o registro da língua materna e a produção de cartilhas para as escolas indígenas”, ressalta ela, acrescentando que a busca, por esses registros, mobiliza a comunidade para se encontrar e debater sobre sua cultura, o que incentiva o valor de suas tradições e o fortalecimento de sua identidade cultural.

 

(Heli Espíndola e Rafael Ely- Comunicação SID/SAI)

(Fotos: Acervo Encontro Guarani e Ponto de Cultura Vídeo Nas Aldeias)

 

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Encontro dos Povos Guarani da América do Sul

11.500 refeições foram servidas durante o Encontro dos Povos Guarani

Um dos pontos altos da organização do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul, foi o momento das refeições, servidas aos 800 indígenas e mais de 120 não indígenas, das equipes de apoio que trabalharam no evento. “Foram produzidas 11.500 refeições, entre café da manhã, almoço e jantar, durante os três dias do evento, além de um jantar de boas vindas no dia anterior, totalizando nove toneladas de alimento”, conta João Gonçalves, Coordenador-Geral de Promoção da Diversidade, Difusão e Intercâmbio Cultural da SID/ MinC.

Para isso, foi montada uma praça de alimentação na aldeia Tekoha Añetete com estrutura de cozinha e um espaço de buffet com 200 mesas e 800 cadeiras. Uma equipe de 30 pessoas foi contratada especialmente para elaborar as refeições.

Segundo Gonçalves, o cardápio, elaborado pelos próprios Guarani, tinha como ponto forte uma grande quantidade de verduras, frutas e legumes. “As frutas, como mamão, laranja, melancia e maçã, ficavam disponíveis na tenda de alimentação o dia todo, principalmente para que as mães pudessem oferecer às cerca de 150 crianças presentes”.

No almoço e jantar, além de legumes, como beterraba, aipim (mandioca), cenoura, batata e abóbora, acompanhavam o arroz e o feijão, macarrão e algum tipo de carne. Foram consumidos 1.000 quilos de peixe, 500 quilos de frango e 1.200 quilos de carne de boi. A erva mate, servida como chimarrão e como tereré, também foi colocada à disposição dos participantes durante todos os dias do Encontro, totalizando 240 quilos de erva, acrescentou João Gonçalves.

A xixa, uma bebida elaborada a partir da fermentação da canjica e consumida pelos indígenas durante os rituais de reza, era oferecida nas cerimônias religiosas realizadas após o jantar. A bebida era servida numa cuia, que circulava na roda de oração, passando de mão em mão. A xixa foi elaborada pelos anfitriões.

Além da estrutura montada para alimentação, foi contratada uma equipe médica e uma ambulância que ficou a postos 24 horas por dia. Além disso, uma equipe de limpeza formada por indígenas da aldeia anfitriã garantiu o bom estado do local durante o Encontro. Não houve nenhuma ocorrência médica.

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Encontro dos Povos Guarani

O registro audiovisual do Encontro dos Povos Guarani da América do SulAty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa será realizado por uma equipe indígena Kaiowá, formada por Devanildo Ramires e Elivelton Souza , do Ponto de Cultura Teko Arandu que atua na aldeia Te’ýikue, no município de Caarapó, no Mato Grosso do Sul.

Devanildo e Elivelton aprenderam, em 2008, as técnicas de filmagem, incluindo fotografia, edição de vídeo, software livre e photoshop, nas oficinas do Ponto de Cultura Teko Arandu. As oficinas, realizadas numa parceria do Ministério da Cultura com a Universidade Católica Dom Bosco, fazem parte do Núcleo de Estudos e Pesquisas Indígenas (NEPPI) e são coordenadas pelos professores Antônio Brand e Neimar machado de Sousa, formados em História Indígena.

A gestão é dividida entre a comunidade e a escola indígena Nhandejara Pólo, onde funciona o Ponto de Cultura Teko Arandu. No local, são oferecidas também aulas de informática aos alunos indígenas da escola.

Todo o material produzido por eles até agora tem sido veiculado no YouTube e foi gravado em DVD. Dentre os trabalhos mais significativos da dupla Kaiowá estão o filme Viagem de Intercâmbio Guarani gravado em 12 aldeias do Brasil, Paraguai e Argentina.

As filmagens sobre o Encontro dos Povos Guarani da América do Sul (Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa), pelas câmeras de Devanildo e Elivelton,  resultarão num documentário que será editado posteriormente.

 

* Evento será filmado por uma equipe Guarani Kaiowá

 

O endereço eletrônico da página do Ponto Teko Arandu é www.tekoarandu.org.

(Heli Espíndola, Comunicação SID/MinC)