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Capoeira sem mestre

Temos visto ultimamente, principalmente em alguns países europeus, o surgimento de vários grupos de capoeira cuja característica é a de não se vincular a nenhum mestre. Grupos que se caracterizam pela autogestão, cujos próprios integrantes se revezam na tarefa de “puxarem” os treinos e comandarem as rodas. Grupos que não se vinculam a nenhuma “linhagem” de capoeira. Muitos desses grupos, inclusive, se baseiam em vídeos do YouTube e outras ferramentas virtuais para aprimorarem suas sequências de movimentos, golpes, etc.

Entendo que essa iniciativa é, a princípio, muito interessante, pois as responsabilidades são assumidas coletivamente, dentro do princípio de horizontalidade de poder, onde “ninguém manda em ninguém”, onde não existe hierarquia, a não ser pelo tempo de vivência na capoeira de cada um.

Todas as formas autogestionárias devem ser saudadas e valorizadas nesse mundo atual, pois significam formas alternativas de se viver em coletividade, criando novas sociabilidades que se contrapõem à perversa lógica do capitalismo, em que sempre tem que haver alguém para mandar (os que têm dinheiro, e consequentemente poder), e alguém para obedecer (os quem não têm).

Porém, não podemos esquecer que a capoeira não se trata de mera atividade física, ou outra atividade social qualquer. Trata-se de uma manifestação cultural originada de tradições muito profundas, com raízes na ancestralidade africana e na história de luta contra a escravidão no Brasil. Tudo que a capoeira é nos dias atuais, foi fruto de um processo histórico em que foram se acumulando vivências de homens e mulheres que muito sofreram e lutaram, para que essa tradição fosse mantida e chegasse até os dias de hoje.

O mestre de capoeira representa o elo entre esse passado de lutas e sofrimentos, e o presente onde se encontra a capoeira atualmente, espalhada pelos quatro cantos do mundo. O mestre de capoeira tem a missão quase sagrada, de não permitir que esse elo se rompa ! De garantir que os saberes envolvidos na prática da capoeira, sejam transmitidos de forma a respeitar esse passado, a valorizar essa história dessa gente, de manter a tradição viva, mesmo entendendo que a cultura é dinâmica e vai se transformando através dos tempos.

Arrisco dizer que existem princípios vinculados à prática da capoeira que, se não forem mantidos e respeitados, correm o risco de fazer essa tradição se transformar numa simples prática corporal, ou num mero produto comercial, ou ainda, apenas em mais uma modalidade olímpica (como aconteceu com o judô). E sabemos que a capoeira é muito mais do que isso !

Por isso, entendo que o papel do mestre é muito mais do que simplesmente ensinar um movimento ou um golpe. O mestre deve ser detentor de um conhecimento que vai sendo adquirido ao longo da vida, que vai muito além da sua capacidade física de realizar determinado movimento. Ele deve ser consciente sobre o papel de ser o responsável pela transmissão desses conhecimentos para as gerações mais novas. E por isso deve se preparar durante boa parte de sua existência para poder cumprir essa missão. Isso geralmente leva bastante tempo e por isso também não acredito em mestres de capoeira muito jovens. Eles ainda têm muito que aprender antes de se considerarem mestres.

Então, pergunto eu aqui com meus botões:  como esses grupos autogestionários lidam com isso ? Preocupam-se somente em aprender e aperfeiçoar os movimentos para aplicá-los no jogo ? E as questões históricas, ancestrais, ritualísticas, que peso têm para eles ? Que preparo possuem essas pessoas para lidarem com essas questões ?  O que a capoeira perde, quando é encarada somente como esporte ou prática corporal  ?

Ficam essas questões para reflexão, ou pra quem se aventurar a respondê-las !

Pedro Abib

* Sobre a Ilustração escolhida pelo Editor: Capoeira: sem mestre – Lamartine Pereira da Costa

Sobre o Autor:

O Professor Lamartine Pereira da Costa é um ícone da Educação Física Brasileira e faz parte do seleto grupo de profissionais que contribuíram decisivamente para a evolução acadêmica, técnica e científica dessa área.

O Livro:

O livro completou cinquenta e um anos de publicação. De uma certa forma, podemos dizer que o autor antecipou-se ao movimento de crescimento da capoeira e percebeu a importância que a capoeira viria a assumir no cenário cultural brasileiro.

A publicação é datada: é retrato de um momento em que se acreditava que a capoeira se fortaleceria como um método ginástico, ou como uma modalidade de luta, mais do que uma manifestação de forte conteúdo cultural, étnica e social. É um interessante registro de uma época da história da nossa capoeiragem.

Luis Renato Vieira

Palavra do Editor

Em tempo iremos publicar uma matéria mais ampla sobre o tema aproveitando esta fantástica chamada do nosso grande camarada Pedrão… que se esmerou na cronica… e fazendo a chamada!

Um tema nuclear, importante e que deve fomentar uma discussão mais aprofundada sobre o cenário do ensino da capoeiragem em todos os níveis.

Luciano Milani – Editor

ENAFEC 2012

PARA CONHECIMENTO DE TODOS:

“A capoeira é uma manifestação cultural brasileira que reúne características muito distintas: trata-se de uma mistura de arte-luta praticada ao som de instrumentos musicais como o berimbau, o pandeiro e o atabaque. Para incentivar a prática entre as mulheres, será promovido o 4º Encontro Alagoano Feminino de Capoeira (4º ENAFEC).

A iniciativa está previsto nos dias 25 e 26/08/2012, (sábado e domingo, das 07h00 as 18h00), atendendo um público alvo de jovens e adultos de ambos os sexos que praticam ou que tenham interesse em praticar esta arte. A prática da capoeira ainda é pouco difundida no Estado entre as mulheres e encontramos resistência em praticá-la, desconhecendo que a atividade pode ser uma alternativa eficaz na melhoria das condições gerais do indivíduo.

A capoeira é uma pratica que pode, ainda, contribuir para a auto-estima e formação do caráter e da personalidade de quem a realiza. A capoeira traz benefícios na área da saúde, já que ela representa uma forte aliada no controle social quanto à recuperação de usuários de drogas, alcoolismo e portadores de transtornos mentais.

Diante destes benefícios, podemos afirmar que a sua prática realmente se constitui em uma política de saúde pública, pois somente por meio de uma prática cultural e física, é possível sanar vários problemas, podendo ser empregada para resgatar àqueles que já estão doentes, evitando que jovens e crianças enveredem pelo caminho das drogas”

Mauricio Alves Pastor

Aracajú: Atleta da PMA brilha na capoeira sergipana e brasileira

O atleta bolsista da Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Semel), Elivelton José de Oliveira Santos, 20 anos, é um dos grandes nomes da capoeira sergipana e brasileira. Em setembro, o capoeirista disputará o Campeonato Brasileiro, em Salvador-BA.

“Sinto-me um privilegiado no esporte, porque já conquistei alguns títulos importantes na minha carreira. Fui campeão dos três últimos campeonatos nacionais e já venci alguns estaduais. Este ano, por exemplo, fui bicampeão sergipano e garanti a vaga para o Brasileirão”, afirmou o jovem atleta.

De acordo com Elivelton, os treinamentos têm sido planejados e incluem a parte funcional, academia e rodas de capoeira. “Sempre estou motivado para treinar e trazer mais títulos para a cidade da qualidade de vida e para Sergipe. Agradeço a todos que me ajudam e que incentivam a difundir o esporte”, explicou.

Segundo ele, hoje a capoeira está em ascensão em Aracaju e no estado. “É óbvio, que está muito melhor do que já foi, principalmente, depois do apoio também da prefeitura e da Semel, com o Programa Bolsa-Atleta. Nuca teve algo parecido no desporto sergipano . Na capoeira, esse benefício nos proporciona mais motivação para seguir em frente”, ressaltou.

O secretário de Esporte do Município, Antônio Hora Filho, disse que ter um atleta bolsista jovem, como o Elivelton, que se destaca nacionalmente,fortalece bastante. “Desejo que ele sirva de exemplo para tantas outras crianças e adolescentes que passem a praticar também a capoeira,como expressão natural da nossa cultura e prática esportiva com a finalidade de incentivar aos hábitos saudáveis e melhoria da qualidade de vida”, declarou.

“Este esporte é reconhecido como um patrimônio cultural brasileiro e, de certa forma, os praticantestêm uma maneira de fazer com que a nossa cultura não seja apagada”, salientou o secretário.

 

Início de carreira

“Comecei nesta prática esportiva em 1996 e não parei mais. Quando nasci meu pai era contra mestre, ou seja, uma graduação anterior a mestre. Por isso, despertou em mim a vontade de sempre está competindo”, enfatizou Elivelton.

O jogo foi criado aqui mesmo no Brasil, mas a origem cultural veio de Angola, um país da África. A capoeira vem do Tupi e significa Mato Ralo de pequenos arbustos, lugar preferido dos negros e escravos para o jogo. No Brasil, Zumbi, que era um negro guerreiro do Quilombo dos palmares, foi o primeiro mestre. A arte marcial despertou os brasileiros na época da escravidão, quando os escravos eram massacrados pelos patrões e utilizavam o esporte como uma autodefesa.

 

Fonte: Ascom Semel

Famílias podem se exercitar com movimentos básicos da capoeira

Mistura de arte marcial, dança e jogo inclui passos de ataque e defesa. Atividade melhora equilíbrio, flexibilidade, resistência e força muscular.

Para quem emendou o feriado e tem a oportunidade de passar esta segunda-feira (30) com a família ou entre amigos, é possível aproveitar o dia para se exercitar em grupo, independentemente da condição meteorológica.

Segundo o preparador físico José Rubens D’Elia e o educador Marcos Mourão, passos básicos da capoeira podem ser um bom começo, pois fortalecem os músculos, dão mais equilíbrio, resistência e flexibilidade.

Essa mistura de arte marcial, dança e jogo, que surgiu no Brasil na época dos escravos, inclui movimentos de ataque e defesa. Durante a prática, a pessoa pode se levantar, abaixar, esquivar, girar e chutar.

Com a ginga, os golpes e as acrobacias da capoeira, os adeptos vão ganhando fôlego e saindo do sedentarismo. Também podem melhorar o ritmo – os movimentos são acompanhados de berimbau e cantos –, a coordenação motora e a socialização.

No estúdio do programa, as famílias Navarro e Sittoni executaram os ensinamentos dos especialistas e mostraram que não existe idade para fazer atividade física nem para aprender passos novos.

Antes da prática de exercícios, também vale aquecer o corpo, procurar um lugar confortável e tirar os sapatos. De acordo com os convidados, mexer os pés, bater palmas e até engatinhar pelo chão são algumas das propostas para fazer em casa de forma saudável e lúdica, principalmente para quem tem filhos e netos.

 

Fonte: http://primeiraedicao.com.br/

Ivinhema realiza XVII Encontro de Capoeira

Prefeito Renato Câmara destaca projeto social que atende gratuitamente 450 alunos (entre crianças e idosos) no Município

Muito gingado embalado pelo som de berimbau marcou o XVII Encontro de Capoeira em Ivinhema. O evento foi realizado na semana passada pela Prefeitura de Ivinhema, através da SASTH – Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Habitação e do Trabalho em parceria com o grupo Memória e o Instituto Nova Geração. A apresentação reuniu vários mestres desse esporte dos estados do Paraná, São Paulo e de outras cidades do Mato Grosso do Sul.

A evolução dessa arte veio com a implantação da capoeira nos projetos municipais, inclusive com idosos. Este é um esporte que aumenta a cada dia na cidade e este crescimento acontece graças ao apoio da prefeitura de Ivinhema.

O projeto de capoeira está inserido nas ações da Secretaria de Assistência Social, do Cras e Projovem, onde atende mais de 450 alunos, incluindo o distrito de Amandina. “Os trabalhos aqui em nossa cidade têm sido muito intensivos. Em nossa administração temos atuado no sentido de fazer parcerias e incentivar cada vez mais ações sadias como esta”, disse o prefeito Renato Câmara.

Para o coordenador municipal de Proteção Social Especial, Sebastião Messias de Souza, incluir os idosos e jovens em ações como esta é fundamental. “Em Ivinhema há uma grande procura por essa prática esportiva, inclusive por parte das pessoas que frequentam a melhor idade e eles têm demonstrado muito interesse. Tanto que fazem aulas uma vez na semana de capoeira adaptada”, falou Messias.

Da mesma forma pensa o mestre de capoeira Noir Aranha, conhecido como ‘Mestre Aranha’. “Esse é o 17º encontro que participamos em Ivinhema e cada vez nos surpreende ainda mais. A prática da capoeira desenvolve habilidades. Os exercícios dessas atividades têm ajudado na recuperação de massa muscular que uma pessoa a partir de certa idade começa a perder. Com a capoeira ajuda muito neste aspecto e até a melhorar a qualidade de vida dessas pessoas”. 

Capoterapia – É uma terapia utilizando elementos da capoeira adaptada para pessoas da terceira idade, respeitando a condição física, as potencialidades, os limites e as características psicológicas individuais da clientela. Doenças como a arteriosclerose e a artrite, entre outras, podem ser evitadas, ou mesmo tratadas, a partir da prática orientada de exercícios físicos.

Capoterapia

É uma terapia utilizando elementos da capoeira adaptada para pessoas da terceira idade, respeitando a condição física, as potencialidades, os limites e as características psicológicas individuais da clientela. Doenças como a arteriosclerose e a artrite, entre outras, podem ser evitadas, ou mesmo tratadas, a partir da prática orientada de exercícios físicos.

Fonte: http://www.ivinhemaonline.com.br

Encontro incentiva a prática de capoeira feminina

A capoeira é uma manifestação cultural brasileira que reúne características muito distintas e representa uma mistura de arte e luta

Por representar uma ação de promoção à saúde, a capoeira vem sendo praticada em Alagoas por mulheres e, durante o último final de semana, foi tema do III Encontro Alagoano Feminino de Capoeira (Enafec).

O evento, que foi realizado no Serviço Social do Comércio (Sesc), em Maceió, contou com crianças e jovens carentes e foi patrocinado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), já que a prática de esportes representa uma ação de saúde preventiva.

Isso porque, de acordo com o técnico da Sesau, Maurício Alves Pastor, a capoeira é uma manifestação cultural brasileira que reúne características muito distintas e representa uma mistura de arte e luta. Ela tem o poder de desenvolver as pessoas, seja no âmbito psicológico, social e físico, além de contribuir para gerar o bem estar para quem a pratica.

“A prática da capoeira ainda é pouco difundida no Estado, diante da marginalização que ela é trabalhada e, por isso, as mulheres encontram resistência em praticá-la, desconhecendo que a atividade pode ser uma alternativa eficaz na melhoria das condições gerais do indivíduo. A capoeira é uma pratica que pode, ainda, contribuir para a auto-estima e formação do caráter e da personalidade de quem a realiza”, ressalta Maurício Pastor.

Recuperação social – E ainda de acordo com o técnico da Sesau, a capoeira também representa uma forte aliada no controle social quanto à recuperação de usuários de drogas, alcoolismo e portadores de transtornos mentais.

“Diante destes benefícios, podemos afirmar que a sua prática realmente se constitui em uma política de saúde pública, pois somente por meio de uma prática cultural e física, é possível sanar problemas que apenas seriam solucionados em instituições de saúde, a exemplo de hospitais psiquiátricos”, evidenciou o técnico.

No campo da promoção da saúde, ainda segundo Maurício Pastor, a capoeira pode ser empregada para resgatar àqueles que já estão doentes, evitando que jovens e crianças enveredem pelo caminho das drogas. As últimas edições do Enafec ocorreram em 2009 e 2010, no Sesc Poço, em Maceió.

 

Fonte: Ascom

http://www.saude.al.gov.br/

Capoeira: Esporte Olímpico ???

A capoeira como sabemos, não pode ser interpretada de forma simplista e reducionista. Dentre as suas várias possibilidades, ela pode ser caracterizada como jogo, luta, brincadeira, dança, arte, cultura, filosofia, educação. Alguns a consideram também como esporte. A riqueza de referências contidas na capoeira, permite essa diversidade de interpretações.

Gostaria de tecer aqui, algumas considerações sobre a caracterização da capoeira como esporte. Antes de mais nada, é preciso também esclarecer que o fenômeno “esporte” também possui vários sentidos e possibilidades de interpretação. O esporte tanto pode ser visto como atividade voltada para o lazer, visando a busca pela saúde e a educação das pessoas, o desenvolvimento da cooperação e da sociabilidade daqueles que o praticam, como também pode ser visto como uma prática altamente competitiva, excludente, discriminatória (pois só os mais fortes e habilidosos tem vez) em busca da vitória “a qualquer custo”, ou seja, mais um produto dessa nossa cruel sociedade capitalista.

Pois é, aqueles que defendem a capoeira como esporte, têm que deixar claro a que tipo de concepção de esporte estão se referindo. Se for a uma concepção de esporte que busque a integração, o prazer, a inclusão, a socialização das pessoas, aí então posso concordar com essa visão. Mas do contrário, sou muito crítico àquela visão que associa a capoeira ao esporte competitivo, onde campeonatos são organizados para se eleger o melhor, o mais forte, o mais habilidoso, o mais acrobático, onde juízes e regras vão transformando a alegria e espontaneidade de um jogo de capoeira, num clima tenso e pesado onde é travada uma batalha feroz e muitas vezes violenta.

A capoeira não pode ser reduzida a isso !  Gosto de ver um jogo de capoeira onde as pessoas sorriem e se divertem jogando. Onde há espaço para uma brincadeira marota, uma dissimulação, uma mandinga, uma “gaiatice” como se diz aqui na Bahia. Me pergunto como isso seria julgado por um juiz num desses campeonatos ? Quantos pontos valeria uma mandinga ou uma gaiatice de um capoeira malandro ? Por que um jogo de capoeira tem que ter um perdedor e um ganhador ?  Quem vai estabelecer os critérios do que é bom e o que é ruim num jogo de capoeira, para se definir a pontuação ?  É possível alguém definir isso em se tratando de uma prática tão complexa, rica e diversa como a capoeira ???

Nessa direção, muito me preocupa um certo movimento de querer transformar a capoeira em esporte olímpico. Aí seria, na minha opinião, a sentença de morte para a capoeira enquanto livre expressão do povo brasileiro. A capoeira tem beleza e valor, justamente por possuir essa diversidade, essa espontaneidade, essa alegria. No momento em que enclausurarmos a capoeira dentro de regras internacionais rígidas e competitivas – pois é isso que se exige de um esporte olímpico – a capoeira estará sendo destituída de seus elementos mais ricos, mais belos, estará perdendo a sua alma !!! Se o saudoso mestre Pastinha por aqui estivesse, certamente iria bradar contra isso.

Certo dia desses, fui convidado a um evento de capoeira onde, entre outras atividades, houve um campeonato. Fiquei observando de longe as reações, o clima de tensão, os semblantes fechados, as adversidades e as animosidades que aquilo tudo produzia nas pessoas que participavam do tal campeonato. Mas tive certeza mesmo dos malefícios que aquilo trazia, quando presenciei o choro inconsolável de uma menina de 10 anos, que perdera a final para uma outra menina um pouco mais velha. O jogo bonito que ela apresentou não lhe serviu de nada. A garota mais velha, para os juízes, foi mais “agressiva”. A medalha foi para ela !!!

É nisso que queremos que a nossa capoeira se transforme ????

Bauru: Início da Construção da Praça Mestre Bimba

Prefeitura iniciaram nesta semana, os trabalhos de construção da Praça Mestre Bimba, no Jardim Contorno.

A equipe da Divisão de Construção da Secretaria de Obras iniciou o estaqueamento da calçada para posterior concretagem. A praça tem uma área total de 4.970m² sendo 2.207m² de jardim e 1.134m² de calçada. 
A praça também contará com playground, área para capoeira, bancos, bebedouros, pista de solo cimento para caminhada dentro da praça e pista de bicicross.     O projeto foi elaborado coletivamene pela comunidade do Jardim Contorno,que inclui os condomínios Vila Verde, Vila Grená, Jardim dos Duques, Camálias, Flamboyants, Reserdás e Raio de Sol, em uma área da cidade muito verticalizada.

Quem foi Mestre Bimba

A Capoeira recebeu recentemente o status de “patrimônio cultural de natureza imaterial”, em face de sua força cultural.

Esta força cultural esta diretamente relacionada aos aspectos técnicos próprios da manifestação, bem como aos aspectos simbólicos que a sua pratica ao mesmo tempo representa e testemunha: os ideais dos quilombos e de Zumbi.

Varias manifestações culturais de origem afrodescendente se perderam pelo caminho da historia. A Capoeira também poderia haver-se perdido, dada a descomunal força das proibições e repressões.

Contudo, nos anos de 1930, Manoel dos Reis Machado (1900-1974), conhecido nas voltas do mundo da capoeira como MESTRE BIMBA, ao criar e sistematizar uma metodologia de ensino; como excepcional tocador de berimbau que era criar toques específicos para cada tipo de jogo; inovar nos rituais próprios da roda, mantendo a tradição; e especialmente oportunizou o aprendizado e pratica a homens, meninos e mulheres, das diferentes origens étnicas e sociais, com o seu Centro de Cultura Física e Luta

Regional Baiana, conquistando assim a descriminalização da pratica do Jogo da Capoeira através da sua obra “A Capoeira Regional”.

Hoje a Capoeira deu, literalmente, a volta ao mundo, sendo praticada em mais de 160 países dos 5 continentes, sendo a maior embaixatriz do Brasil no exterior, e o maior veiculo de difusão da língua portuguesa no mundo.

Assim sendo, devemos essa herança cultural que tanto nos identifica como brasileiros a Manoel dos Reis Machado, o MESTRE BIMBA, o criador da Capoeira Regional, ao lado do Mestre Pastinha, o patrono da Capoeira Angola.

Congresso Mundial de Educação Física FIEP 2011 – Curso de Capoeira Pedagógica

Curso de Capoeira Pedagógica, que iremos ministrar em Janeiro no Congresso Mundial de Educação Física FIEP 2011.

O curso é destinado à profissionais de Educação Física, e de Capoeira, que trabalham ou estão buscando trabalhar com a Capoeira em nível pedagógico, tem a chancela da FIEP – Federação Internacional de Educação Física, e é um grande avanço da nossa Capoeira dentro da Educação, mais especificamente dentro da Educação Física, uma vez que este é o maior congresso de Educação Física da América Latina, e um dos maiores do mundo!

Maiores informações:

O link para acesso à página do evento é o seguinte:

http://www.congressofiep.com/cursos.asp?a=cursosfiep&link=capoeira-pedagogica

EMAIL: castilhafabio@hotmail.com
SITE: www.capoeirapedagogica.com.br

PROF. MS. FÁBIO ANDRÉ CASTILHA
CREF. 8600 – G/PR
INSTRUTOR DE CAPOEIRA DO GRUPO MUZENZA

DOCENTE: Prof. Ms. FÁBIO A. CASTILHA/PR – CREF 008600-G/PR

CURRÍCULO: – Mestre em ciência da Motricidade Humana pela Universidade Castelo Branco (2008); Graduado em Educação Física pelo Centro Universitário Diocesano do Sudoeste do Paraná (2004); Professor de Capoeira Certificado, filiado à Superliga Brasileira de Capoeira e ao Grupo Muzenza de Capoeira, grupo fundado no Rio de Janeiro em 1972 e atualmente esta em todos os Estados do Brasil e em mais de 20 paises; Professor de Educação Física em diversas escolas no Rio de Janeiro (2006/2010 e na cidade de Foz do Iguaçu (2010) nas Séries Iniciais; Coordenador de estágios Internacionais – organização inglesa Travelquest Limited, Delegado Adjunto da FIEP no Paraná. Possui vários anos de experiências no Ensino da Capoeira, em Escolas, Clubes e Academias.

OBJETIVOS:

Apresentar uma proposta de Capoeira Pedagógica, à ser instituída dentro da Educação Regular, que vise o aprimoramento de diversas condutas nos alunos, utilizando a arte da Capoeira como uma ferramenta afim de supri as carências biofísicas, biosociais e biopsíquicas dos alunos.
– Visem o desenvolvimento da Capoeira dentro do contexto escolar, fomentando a interdisciplinariedade, e a interrelação entre instituição “Escola” e arte “Capoeira”
– Apresentar subsídios para o ensino da Capoeira, desde os primeiros níveis, até níveis mais elaborados, para diferentes grupos etários.
– Apresentar e discutir estratégias de trabalho com a Capoeira como oficina extra-curricular, ou como disciplina inserida dentro da proposta pedagógica da escola, ou como mais uma ferramenta para a Educação corporal.

CONTEÚDOS:

1) Capoeira Pedagógica – um breve histórico;
2) Capoeira como educação;
3) Subsídios para implantação de um projeto de Capoeira Pedagógica dentro de instituições e privadas;
4) Estratégias de trabalho: preparação, elaboração e utilização de material didático;
5) Metodologia e planejamento de aulas: propostas de educativos para exercícios gerais e expecíficos em diferentes níveis – teoria e prática; planejamento semanal, bimestral, semestral e anual;
6) A musicalidade dentro da escola – teoria e prática;
7) Organização de eventos de cunho capoeirístico e pedagógico: rodas infantil, apresentações intra e extra escolares, organização de campeonatos, festivais, cerimônias de troca de graduação, etc;
8) O marketing da capoeira – relação professor x aluno x pais.

SITE DE INTERESSE: www.capoeirapedagogica.com.br

Pioneirismo: Capoeira como tratamento para saúde mental

Oficina gratuita mostra resultados positivos da capoeira como instrumento terapêutico no tratamento da saúde mental

 

Projeto iniciado pioneiramente em Pernambuco há mais de dez anos comprova que a capoeira pode ser um importante aliado no tratamento de pacientes com transtornos psicóticos

 

O Ateliê da Casa, espaço que acolhe pacientes com transtornos psicóticos funcionando como centro de convivência e hospital-dia, onde as pessoas em tratamento produzem arte, cultura e educação na busca pela profissionalização, reabilitação e reinserção social, abre as portas para estudantes e profissionais da área de saúde mental e ao público em geral para a realização da oficina “Capoeira sócio-inclusiva”, dentro das ações do projeto Casa Aberta. A inscrição é gratuita, mas é preciso confirmar presença pelo telefone (81) 3441.0433. Será neste sábado (20), a partir das 10h, no CAPS Casa Forte, no Recife, capital pernambucana.

A oficina contará com a participação de alguns dos usuários atendidos pelo CAPS Casa Forte e também familiares. Será coordenada pela psicóloga e capoeirista Flávia Araçá e ministrada por Flávia, em parceria com o mestre de capoeira Gil Velho, uma referência nacional no esporte/arte/dança. A prática da capoeira como instrumento terapêutico no tratamento da saúde mental vem sendo usada de forma pioneira em Pernambuco há mais de uma década, em trabalho iniciado pelo Núcleo de Atenção Psicossocial de Pernambuco (NAPPE), que também funciona como hospital-dia no tratamento de portadores de transtornos psicóticos crônicos e agudos no Recife. Há oito anos foi adotada também pelo CAPS Casa Forte. “Os efeitos positivos já são comprovados e agora estamos abrindo a casa para que os estudantes e profissionais da área de psicologia possam vivenciar essa experiência conosco”, diz o psiquiatra Marcos Noronha, um dos fundadores do CAPS Casa Forte.

De acordo com Flávia Araçá, a oficina tem como objetivo comprovar na prática o valor terapêutico da capoeira e seu potencial de estímulo da criatividade, controle físico e mental, desenvolvimento psicomotor e também colaborar para que o indivíduo enfrente melhor as situações do dia a dia, incentivando dessa forma a busca da autonomia, e ainda sendo um meio incentivador à reintegração social. Outra função é promover uma nova visão de política cultural e da política de saúde mental, onde o respeito à identidade e à diversidade são os vetores principais.

A metodologia usada busca promover o resgate da identidade do indivíduo em seu espaço vivencial. Visa também o resgate de parte da percepção, sobre a importância da autonomia do indivíduo na construção de sua realidade vivencial. “A prática adotada elege como elemento de resgate desta perspectiva a interação do sistema sensorial corporal com a memória genética do indivíduo. Pretendemos com essas oficinas contribuir no sentido de atender às necessidades e demandas dos portadores de sofrimento mental”, esclarece Flávia.

A oficina de capoeira faz parte do projeto Casa Aberta, que acontece uma vez por mês e tem o objetivo principal de aproximar pacientes, familiares e a sociedade em geral na busca por um melhor entendimento geral sobre os distúrbios mentais e as possibilidades de melhoria da qualidade de vida a partir de uma melhor compreensão social e desenvolvimento das habilidades destes pacientes.

O Ateliê da Casa, inaugurado há dois anos, é coordenado pela equipe de psicólogos e psiquiatras do CAPS Casa Forte e realiza uma série de atividades, como oficinas de teatro, argila, música, culinária, interpretação de sonhos, cinema, capoeira, poesia e contação de histórias, entre outras.

 

Serviço:

CAPS Casa Forte

Rua Marechal Rondon, 256, Casa Forte, Recife/PE

Telefone: (81) 3441.0433

www.capscasaforte.com.br

 

ATELIÊ DA CASA: Rua Marechal Rondon, 360, Casa Forte

NAPPE: Rua Dom Carlos Coelho, Boa Vista, Recife/PE

 

SILVINHA GÓES ((81) 3445.8586 / 8743.0443)