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1º Interbairos de Capoeira Macapá

Está confirmado para o dia 31 de março de 2013, na sede campestre da OAB Macapá, a primeira edição do INTERBAIRROS DE CAPOEIRA. A decisão foi tomada em um encontro entre Jefferson Passarinho (Raízes do Brasil) e Paulo Cesar – Super Preto (Guerreiros do Campões) coordenadores dos grupos de capoeira, com o secretário do IMPROIR (Instituto de Promoção da Igualdade Racial de Macapá) Jorge Maciel, mais conhecido como Jorginho entre os capoeiristas.

O secretário Jorge Macial – Improir, frisou que, embora represente uma pasta com uma relação muito ligada a capoeira, são os representantes dos grupos que vão sugerir a melhor forma para a condução do evento. “Nós sugerimos itens que consideramos viáveis para um bom evento, mas compete aos representantes dos grupos aceitar, discordar e sugerir outras alternativas para o sucesso do evento, daí a importância da participação de todos os grupos de capoeira de Macapá”.

O Interbairros de Capoeira irá movimentar vários grupos de bairros da cidade, contribuir para a integração entre as famílias, o lazer e, consequentemente, a melhoria da qualidade de vidas de nossas crianças e jovens que praticam capoeira em Macapá.

O evento será divulgado nas mídias: Rádio, TV e Jornal impresso e todo o material de divulgação será entregue aos grupos participantes.

Você que tem interesse em participar como nosso colaborador entre em contato pelos fones: 96. 9143 9196 ou 9189 1304

A coordenação

 

Passarinho (Raízes do Brasil-AP)
Super Preto (Guerreiros dos Campões-AP)
Coodenadores do evento

mais informações: www.raizesdobrasilap.blogspot.com

Márcia Moura prestigia graduação de capoeira em Três Lagoas

A prefeita Márcia Moura (PMDB) participou na noite deste sábado (17) da graduação de diversas crianças, jovens e adultos que fazem parte da escola de capoeira “Filhos da Coral”. A iniciativa é de André Luiz Feitosa dos Santos, conhecido como: professor Mangueira.

Há cerca de 10 anos, André tinha o sonho de desenvolver uma atividade que englobasse crianças e jovens. Seu objetivo era tira-los das ruas e dos riscos aos quais estão expostos diariamente. “Este projeto nasceu da minha preocupação com o futuro das crianças. Quero levar conhecimento, que vai desde os cuidados com higiene até a orientação sobre uma conduta correta diante da sociedade”, comenta.

As aulas capoeira estão presente nos bairros Paranapungá, Vila Verde, São João e São Carlos, e atende 180 pessoas, com idade a partir dos 4 anos. Igor Henrique da Silva, de 19 anos afirma gostar de participar do grupo de capoeira. “Estando aqui, evito estar nas ruas. Este é um importante aprendizado para a minha vida”, complementa.

Matheus Alexandre dos Santos Dias, de 11 anos, diz que aproveita os ensinamentos passados. “O professor nos fala que não devemos ficar andando pelas ruas. Quando saio da capoeira vou direto para casa”, enfatiza.

O projeto não tem custa mensal para os alunos, e a iniciativa conta com o apoio de patrocínios. “O único gasto que se tem é anual para realizar este evento em que o graduando recebe sua corda, camiseta, certificado e o jantar para duas pessoas, no valor de R$ 50”.

Durante o discurso Márcia Moura comentou sobre como ações deste tipo colaboram no cotidiano de uma cidade como Três Lagoas. “Projetos como este valorizam a sociedade, afinal ajuda a forma cidadãos. Costumo dizer que tudo é importante, mas a auto-estima também é fator necessário e isso só se consegue com cidadania e todos estes conhecimentos que são passados por meio da capoeira. Sociedade e Poder Público têm o dever de trabalharem juntos para a melhora na qualidade de vida das pessoas”, diz.

 

PROGRAMAÇÃO

 

A cerimônia contou com apresentações de danças africanas, jogo de capoeira, exposição de objetos usados na época da escravidão e a graduação de alunos e professores. Dentro da hierarquia os alunos puderam ser graduados com cordões: verde, amarelo, azul, preto, vermelho, vermelho e preto – para instrutor, e preto e branco para professor.

 

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

 

PREFEITURA DE TRÊS LAGOAS/MS

São Paulo: 15 Anos do Grupo Negaça

Eu Domingos de Lau do Nascimento, conhecido como Mestre Cavaco. Iniciei na capoeira há mais de 30 anos. Primeiramente fiz capoeira Regional com o Mestre Zé Boneco e depois com o Mestre Miguel Machado, onde comecei a trilhar os caminhos da Capoeira Angola, a qual eu ensino há mais de 20 anos.

Para ser um “Angoleiro” não é necessário vir de uma linhagem de Capoeira de Angola, pesquisei, tive orientações e referências com Mestre Ananias, Mestre Gato Preto, e Mestre João Pequeno e outros

Há 15 anos fundei junto com meus alunos o Grupo Negaça Capoeira Angola, onde assumi trabalhar somente com a Capoeira Angola sem nenhuma descriminação com as demais capoeiras.

Neste sábado dia 03/07/2010 foi realizado no barracão do Mestre Cavaco a comemoração de 15 anos do Grupo Negaça Capoeira Angola.

Formei neste dia o meu aluno Alexandre Marques de Souza “Gaúcho “. Que me acompanha neste trabalho só aqui em são paulo há 20 anos. Estiveram presentes nesta formatura os seguintes mestres:

Mestre Ananias , Mestre Moreno, Mestre Dominguinhos, Mestre Noel, Mestre Raimundinho, Mestre Zé Baiano, Mestre Moa do Katendê , Mestre Ratinho , Mestre Baixinho, Mestre Marron, Mestre Limãozinho, Mestre Adelmo, Mestre Biné, Mestre Bambú, Mestre Tucano Preto, Mestre Zé Boneco, Mestre Jaiminho, Mestre Meinha e Mestre Deivid.

Agradecemos a presença de todos os Mestres Capoeiristas e Convidados.

Mesmo aqueles que não puderam comparecer mas mesmo assim prestaram seu carinho : Mestre Cenoura, Mestre Pernalonga, Mestre Garcia, Mestre Pedro Feitosa.

Agradecimento especial aos  Mestres Ananias, Raimundinho, Dominguinhos, Noel, Baixinho, Marron,Limãozinho,Zé boneco, Zé baino, Moa , Ratinho, Jaiminho, Meinha, Cm Zelão. Cm Djavan, CM Dó,.a Jacqueline esposa do Gaúcho que contribuíram com seus depoimentos para abrilhantar a nossa cerimônia de formatura.

O Grupo Negaça acredita nesta união onde formamos com todos os presentes uma grande família, desenvolvendo um crescimento social, pessoal, físico e mental. Em todas as nossas confraternizações, existe uma troca de energia, somos muito gratos a todos que sempre nos apoiaram e apóiam durante todo este tempo.

Saibam todos que podem contar com a gente, para darmos continuidade na formação desta grande família.

Acreditamos que só com muito trabalho, união e organização, alcançaremos o nosso grande objetivo que é cada vez mais o crescimento da nossa capoeira.

E ela crescendo cada vez mais, não temos dúvida nenhuma que toda a sociedade será beneficiada.

Domingos de Lau do Nascimento (Mestre Cavaco).

 

Fotografia: Arte da resistência por André Cypriano

O fotógrafo documentarista André Cypriano andou por onze comunidades negras remanescentes dos quilombos no Brasil. Nenhuma delas fica em Pernambuco, mas todas vivenciam realidades que trazem à tona questões culturais, sociais, econômicas. As fotos resultantes dessas viagens estão na mostra Quilombolas – Tradições e cultura da resistência, que será aberta hoje, às 19h, no Centro Cultural Correios, no Recife Antigo. “Encontrei lugares diferentes, alguns urbanos, outros na mata, no Sertão, com culturas diversas, mas todos volltados à preservação da tradição afro-brasileira’, comenta.

São 27 fotografias em preto e branco no formato 50 cm x 75 cm; sete fotografias panorâmicas (40 cm x 440 cm); seis no tamanho 30 cm x 40 cm, além de dois mapas, painéis de textos e legendas. A mostra tem fotos, por exemplo, do grupo quilombola Mocambo, na comunidade Porto da Folha, em Sergipe; da comunidade Tapuio, em Queimada Nova (PI); da comunidade Cafundó (SP). “Lá encontrei três pessoas que ainda falam uma língua africana; umalíngua fluente, mas que só existe ali. A tribo deles inclusive já foi extinta”.

O principal problema das comunidades visitadas, atesta Cypriano, ainda é a questão da legalização dos seus territórios. “Além disso, é interessante notar o quanto a realidade é distinta da nossa, principalmente nos quilombos que não tem tanto acesso à urbanização. São comunidade mais felizes. De tardinha, ao invés de estarem na frente da televisão, brincam ciranda, jogam futebol”, diz. A escolha por fotos em preto e branco, explica o fotógrafo, é por conta da “impressão mais forte. Vejo o preto e branco como uma interpretação e o colorido como reflexo da realidade”.

André Cypriano abraçou o projeto a convite da curadora da exposição, Denise Carvalho. Além da mostra, as fotos também viraram livro (R$ 78), com textos, mapas e pesquisa de Rafael Sanzio Araújo dos Anjos. A mostra já percorreu mais de 15 cidades brasileiras, oito cidades da América Latina e depois do Recife ainda deve seguir para lugares como Macapá, Teresina e Natal.

Lugares remotos – “Aceitei de primeira esse projeto porque é um tema que tem muito a ver com o meu trabalho, lugares remotos e ainda uma tendência para o raro e extraordinário”, comenta. Com o livro sobre os quilombos, já são quatro na carreira do fotógrafo. O último deles é O caldeirão do diabo, sobre um presídio já extinto na Ilha Grande. Cypriano também fotografou a favela da Rocinha e favelas da América Latina, e a capoeira. “Fiz imagens dos grandes mestres do Brasil, inclusive em Pernambuco. É uma exposição que também deve ser levada ao Recife”, aposta.

Apesar dos temas sociais sempre terem permeado as imagens de Cypriano, “os problemas sociais acabam sendo uma consequência, mas não é a minha intenção retratá-los. Meu projeto não é promover mudanças. A Rocinha, com todos os problemas que ela tem, pra mim, naquele momento da foto, é o ideal”. O mais importante é que a fotografia retrate emoção. “Se ela mexer com as emoções, é uma boa foto. Os americanos tem até uma expressão, it’s all about emotion”. (Pollyanna Diniz)

Serviço

Quilombolas – Tradições e cultura da resistência, até 18 de abril

Local: Centro Cultural Correios (Av. Marquês de Olinda, 262, Recife Antigo)
Visitação: De segunda a sexta, das 9h às 18h; e sábados e domingos, das 12h às 18h
Entrada franca

 

Fonte – http://www.diariodepernambuco.com.br/

3º ENCAT – Encontro de Capoeira em Taubaté

Estaremos realizando nos dias 1 e 2 de agosto o 3º ENCAT – Encontro de Capoeira em Taubaté (evento realizado bienalmente) que tem a finalidade de reunir nós capoeiras para discutir, debater, atualizar conhecimentos, fazer novas amizades com a presença confirmada de diversos mestres e capoeiras do Estado de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

No dia 1º de agosto (14:00 h) haverá debates e aulão de capoeira com os Mestres César (Capoeira Palmares – MG) e Tucano Preto (Centro Integrado de Capoeira – SP).
No domingo, 2 de agosto, a realização do 6º Batizado e Troca de Graduação do N”GOLO BRASIL CAPOEIRA a partir das 09:00 h.
Contato: Tel (12) 3629-5360 / 9114-0793 / 9103-1042 / 9765-1001

Prof. LAZARINI – CENTRO CULTURAL N’GOLO BRASIL

Candeias Open Internacional de Capoeira 2009

Será realizado em Goiânia de 06 a 09 de Agosto de 2009. O Candeias Open Internacional de Capoeira. Este é um dos maiores eventos da modalidade no Brasil.

Este evento tem como principal objetivo o intercambio de vários Grupos e Associações de Capoeira, bem como, reunir os integrantes do Grupo Candeias.

O Grupo Candeias é um Grupo que se orgulha de ser Goiano e atualmente se encontra em 16 Países e em 17 Estados do Brasil.

Estão confirmados capoeiristas da França, Inglaterra, Irlanda, Equador, Peru, Chile, México, Argentina, Republica Tcheca, Portugal e Espanha, somando aos capoeiristas de Goiás e do Brasil chegaremos a uma meta de 1.000 participantes.

Dentre os convidados estes já confirmaram presença: Mestre Burgues, Zulu, Brasília, Luiz Renato, Falcão, Tucano Preto, Dionizio, Renato, Pança, Xoroquinho, Sarará, Xereu, Cabeça e o percussionista Dinho Nascimento.


PROGRAMAÇÃO DO OPEN

 

Dia 06/08 – Quinta Feira

19:00h – Abertura – Rodas

Dia 07/08 – Sexta Feira

09:00h às 15:00h – Cursos: Mestre Pança (Capoeira Regional), Mestre Brasília (Capoeira Angola) Mestre Sarará (Capoeira Contemporânea) e Dinho Nascimento (Ritmos)

16:00h – Torneio mundial – Iniciantes

18:00h – Torneio mundial – Categoria intermediária

19:30h – Show com Dinho Nascimento e Grupo Candeias

20:30 – Roda de Mestres e Professores

21:00h – Formatura

Dia 08/08 – Sábado

09:00h às 15:00h – Cursos: Mestre Burguês, Mestre Suíno  e Tucano Preto, (Capoeira Contemporânea).

15:00h – Festival de música

16:00h – Torneio Infanto-Juvenil

19:00h – Rodas para todos

20:00h – Torneio Absoluto

23:00h – Festa e show da cultura Brasileira

Dia 09/08 – Domingo

10:30h – Cursos: Tiziu e Babuíno (danças brasileiras e afro brasileiras) e Mestre Xereu e convidados

16:00h – Roda de Encerramento no Parque Vaca Brava

Centro Esportivo de Capoeira Angola: 120 ANOS DE MESTRE PASTINHA

120 ANOS DE MESTRE PASTINHA

Evento comemorativo realizado em 05/04/2009

CECA / AJPP (Centro Esportivo de Capoeira Angola / academia de João Pequeno de Pastinha)

Forte da Capoeira / Forte de Santo Antônio Além do Carmo

Largo de Santo Antônio Além do Carmo / Salvador, Bahia. 

Mestre Pastinha (Vicente Ferreira Pastinha) nasceu em 05/04/1889. Era filho de José Señor Pastinha (descendência espanhola) e de Raimunda dos Santos (negra de Santo Amaro da Purificação). Aos dez anos de idade (há quem diga oito anos), começa a aprender capoeira com o velho Benedito. Aos 12 anos entra para a Escola de Aprendizes da Marinha e lá já ensina capoeira aos colegas. Desde 1941, assumiu – e levou adiante, até quase a sua morte em 13 de novembro de 1981, com 92 anos – o CECA (Centro Esportivo de Capoeira Angola), hoje comandado por seu ex-discípulo Mestre João Pequeno de Pastinha – que está situado no Forte da Capoeira (Forte de Santo Antônio Além do Carmo), em Salvador, Bahia.

Mestre Pastinha, tanto quanto Mestre Bimba (criador da capoeira Regional Baiana), foram e ainda são os maiores expoentes da capoeira, hoje praticada em mais de 130 países do mundo. 

Programação realizada:  

• 13:30h às 15:00h – Oficina de confecção de caxixí 

• 15:00h às 17:30h – Bate Papo:

• Mestre Pastinha e sua árvore genealógica e Viagem à África em 1966 – p/ Mestre Gildo Alfinete

• Dia a dia do Ceca, na década de 60 e M. Pastinha e o “balão” – p/ Mestre Vermelho de Pastinha

• Os ensinamentos de Mestre Pastinha – p/ Mestre Boca Rica

• Mestre Pastinha e o amarelo e preto – p/ Mestre Moraes

• Porque os João (J. Grande e J. Pequeno) não usam o amarelo e preto –  CECA (Forte Santo Antonio)

• Para quem Mestre Pastinha deu o “pulo do gato”? – p/ Mestre Bola Sete

• Outros temas – por Mestres: Ciro, Fernando, Faísca, Brandão, Felipe, Lampião, Joel, Adol 

• 17:30h às 19:30h – Roda de Capoeira dos sucessores de Mestre Pastinha e convidados, sob o comando de Mestre João Pequeno de Pastinha (91 anos), que inclusive entrou na roda e “vadiou”, para deleite dos presentes. 

• Presenças:

Além do grande número de convidados e do “público em geral”, participaram do evento Mestres e alunos de várias academias de capoeira de Salvador e outras cidades baianas, como também de outros estados, dentre os quais:

João Pequeno de Pastinha, Gildo Alfinete, Vermelho de Pastinha, Bola Sete, Fernando, Boca Rica e Moraes (estes, ex-discípulos de Mestre Pastinha).

E mais: Mestres Pelé da Bomba, Zoinho, Faísca, Bigodinho, Ciro, Serginho do Pero Vaz, Zé Pretinho e ainda, vindos de outras cidades e estados: Mestres Felipe, Lampião e Adol (Santo Amaro da Purificação), Fernando (Saubara), Joel (São Paulo), entre outros. 

Ficou reforçada a intenção de todos os mestres e alunos presentes, de com “União, Paz, Fraternidade, Fé e Trabalho”, não medirem esforços na luta pela valorização do legado de Vicente Ferreira Pastinha, Mestre Pastinha, como da consolidação da própria arte da Capoeira.   

Após o evento, houve uma confraternização, quando foram servidos pratos típicos, sucos e refrigerantes.

Fonte: ajppastinha@hotmail.com

Ribeirão Preto – SP: Projeto Iê Ação Cultural

 

Projeto Iê Ação Cultural: Oficinas de Capoeira e Percussão

Oficina de Capoeira: 

 Todas segundas e quartas-feiras das 19:00 às 21:00 horas

Oficina de Percussão:

Todas segundas-feiras das 19:00 às 21:00 horas

 

Local:

Memorial da Classe Operária – UGT

Rua José Bonifácio, 59 – Centro (ao lado da loja SBS Motos)
Ribeirão Preto – SP

projetoieacaocultural@yahoo.com.br

Rio Preto: Velhice com ginga e saúde

Idosos provam pela capoeira que faltam limites para o corpo humano de quem exercita a mente; prática reduz consumo de medicamentos e incidência de doenças

Com uma rasteira, os sintomas das mais variadas doenças caíram por chão. Ao aplicar uma tesoura, eles cortaram o consumo de remédios em até quatro vezes. Num rabo-de-arraia, eles mostram que elasticidade pode fazer parte da vida de pessoas de todas as idades.

Os idosos que participam do projeto Capoeira Sem Limites dão show de simpatia e alegria, além, claro, de ginga e dança. Não à toa, pois todos sentem efeitos benéficos no tratamento de problemas como diabetes, derrame, dores nas costas, insônia ou cirurgia no coração.

A aposentada Vera Pires, 57 anos, já teve quatro derrames. Ela chegou a consumir 17 comprimidos por turno do dia, ou seja, 51.

Depois que virou capoeirista, ela reduziu a quantidade de remédios para quatro por turno. “Também já emagreci 12 quilos e estou me sentindo uma gatinha”, revela Vera, mostrando também os benefícios para o corpo.

O professor Antônio Marcos da Silva, o Ceará, conta que o projeto segue o modelo Lian Gong, um tipo de ginástica terapêutica chinesa. Além de dar mais confiança aos participantes, os exercícios aumentam a elasticidade, mesmo daqueles que nunca fizeram alongamento na vida.

É o caso do ex-trabalhador braçal José Batista da Costa, 62. Quando entrou na capoeira, ele mal conseguia levantar o braço. Após um ano e meio, Batista faz coisas que até então considerava impossíveis.

“Agora minha mulher não precisa nem mesmo lavar as minhas costas”, conta em tom de brincadeira.

O grupo de 11 pessoas que treina na Policlínica Santo Antônio em Rio Preto tem idade entre 44 e 74 anos. A mais “vovó” da turma, Maria Lopes, 74, já passou por cirurgia da carótida, teve derrame e passou 15 dias em coma. Logo depois que se recuperou, ela entrou no projeto e hoje é uma das mais alegres participantes.

De mudança para Campinas, dona Maria não se vê mais fora de uma roda. “Terei de procurar algum lugar para praticar capoeira por lá também”, decreta.

O projeto também contribui com a resolução de outro problema da terceira idade: a socialização depois da aposentadoria. “Às vezes cuidamos só dos netos e não de nós mesmos. Aqui, somos amigos até demais, como em uma segunda família”, conta dona Maria.

Projeto da prefeitura existe há dois anos
O projeto Capoeira Sem Limites faz parte do programa Saúde em Movimento, desenvolvido pela Prefeitura de Rio Preto desde 2000. O objetivo é controlar doenças na terceira idade pela atividade física.

Segundo o coordenador do programa, Antônio Caldeira, são mais de 50 grupos na cidade, que buscam reduzir o consumo de medicamentos através de tipos de ginática terapêutica.

Ele conta que outras prefeituras estão desenvolvendo a mesma experiência. “Temos de envolver usuários do SUS para que se responsabilizem pela própria saúde. Quem depende só do médico não se aplica.”

‘A capoeira mudou minha vida’

• Isaura Pereira, 52
Isaura Pereira conviveu com a epilepsia por cinco anos. Nos piores momentos, ela chegou a ter 15 crises por dia, quase uma por hora em que passava acordada. Sem encontrar solução, Isaura chegou a entrar em depressão. Desde que entrou na capoeira, ela não toma mais remédios ou sofre alguma crise

• Marlene Miranda, 44

A mais nova do grupo da Policlínica do Santo Antônio sofreu a vida toda com insônia. Sem conseguir solução em qualquer outra terapia, Marlene entrou na capoeira e em outros grupos do tipo Lian Gong, os quais pratica quatro vezes por semana. Hoje ela dorme melhor e mais rapidamente

• Vera Pires, 57
Vera Pires já sofreu quatro derrames, problema que a obrigou a tomar 17 comprimidos em cada turno do dia. Dos 51 que tomava, ela passou a consumir apenas 12 após entrar no projeto Capoeira Sem Limites. A auto-estima de Vera também aumentou, já que ela perdeu 12 quilos

• Dalva da Silva, 45
Dalva da Silva sofreu com dores nas costas e pressão baixa por oito anos. Ela tentou acupuntura e fisioterapia, sem sucesso. Ao entrar na capoeira, a dor passou. Ela parou e a dor voltou. Hoje, ela está no grupo e não pretende sair

Fonte: Bom Dia Rio Preto – http://www.bomdiariopreto.com.br

Filme: Besouro Preto – Black Beetle

Besouro Preto, valente capoeirista de Santo Amaro no Recôncavo Baiano, tema que está sob a luz do holofote nos últimos tempos, acaba de ganhar uma versão para o teatro escrita por Paulo César Pinheiro (ver matéria), um cordel escrito pelo camarada Victor Garcia, mais conhecido na capoeira como Lobisomem (ver matéria), já foi alvo de um filme/documentário de 2003, dirigido por Salim Rollins, muito interessante e bem estruturado o filme trás grandes personagens da nossa capoeira assim como relatos de diversos estudiosos e pesquisadores.
 
 
Vale a pena assistir!!!
*Matéria sugerida por André Luiz, depois de ter comentado a matéria original da peça de teatro que fala sobre Besouro.
 
Escrito por André Luiz em 2006-12-08 22:28:38
 
"Só espero q acertem na contextualização histórica e não coloquem Besouro jogando Luta Regional Baiana e tão pouco Abada Style of Capoeira. Sejamos genuínos, não caiamos nos estereótipos amercianóides. Besouro e o Brasil agradecem. Axé!"
 
Escrito por Luciano Milani em 2006-12-08 22:33:44
 
"Sem dúvida é uma questão onde será preciso grande esmero e estudo do criador e da equipe de profissionais que estão preparando a peça…
 
Besouro, de Santo Amaro, é uma lenda entre nós capoeiristas.
 
Dica de um ótimo filme sobre Besouro: Black Beetle."
 
Escrito por André Luiz em 2006-12-09 20:10:58
 
"Olá Luciano;
 
O "post" acima é de minha autoria. Esta questão da identidade cultural de nosso povo é polêmica e apaixonante. É preciso tratar com muita lucidez o tema para que não nos equivoquemos.
Obrigado pela sugestão do filme "Black Beetle". Vc pode facilitar-me mais informações sobre o filme tais como Direção, produção ou mesmo um meio de consegui-lo de preferência pelo melhor preço do mundo?
 
Axé."
Caro André, leitores e visitantes do Portal Capoeira, abaixo maiores informações sobre o filme  BESOURO PRETO – "BLACK Beetle"
 
 
Besouro Preto
 
Dirigido por Salim Rollins
 
 
No estado da Bahia, nordeste do Brasil encontra-se uma região das terras férteis espalhadas em torno da cidade do Salvador, chamada o Recôncavo.  Durante o período da escravidão, a área foi reconhecida por seus rendimentos elevados do cultivo de Cana de Açúcar.   Da pequena cidade de Santo Amaro, situada no Recôncavo Baiano, vem a lenda de um homem embebido na tradição espiritual africana, um Capoeirista valente que desafiava as autoridades.   Alguns dizem que era nobre, outro um criador de problemas e confusões.  
 
Não há nenhuma dúvida que Besouro Preto (besouro preto) era uma figura histórica e respeitada no Recôncavo baiano. Mas onde a figura histórica e o mito começam?  
 
Besouro Preto olha profundamente o mundo misterioso de Capoeira, a evolução histórica, suas tradições espirituais/religiosas, sua filosofia, e a vida de um dos mais misteriosos capoeiristas: Besouro Preto. 
 
As entrevistas foram realizadas com os alguns dos mestres dos mais importantes da capoeira, assim como historiadores e religiosos.   Poucos documentários tentaram envolver o lado místico da Capoeira.   Com as histórias que são reveladas, uma nova luz vertente na história da Diáspora africana e tradições espirituais no Brasil.
 
Direção: Salim Rollins
Produtor Executivo: Gordon Parks
Fotografia: Joshua Bee Alafia
 
(No português com subtítulos em ingles)  
 
 


Besouro Preto
 
Directed by Salim Rollins
 
In the northeastern state of Bahia, Brazil lies a region of fertile lands spread around the city of Salvador, called the Reconcovo.  During slavery, the area was recognized for its high yields of sugarcane.  From the small town of Santo Amaro, located in Bahia’s Reconcovo, comes the legend of a man steeped in African spiritual tradition, a Capoeirista (practitioner of the movement/martial art Capoeira) who took it upon himself to challenge those who abused their  power.  Some say he was noble, others a troublemaker who disrespected the powers of authority. 
 
There is no doubt that Besouro Preto (Black Beetle) was a historic figure in Bahia’s Reconcovo. But where does the historic figure end and the myth begin? 
 
Besouro Preto looks deeply into the mysterious world of Capoeira, it’s historic evolution from Africa to Brazil, its spiritual/religious traditions, its  philosophy and then into the life of one of its biggest enigmas: Besouro Preto . 
 
In depth interviews were conducted with some of the most important Masters of the discipline as well as historic and religious scholars.  Few documentaries have attempted to delve into the world of Capoeira mysticism.  Through the stories and historic findings that are revealed, new light is shed on African Diaspora history and African spiritual traditions in Brazil.
 
Noted filmmaker Gordon Parks served as Executive Producer and Joshua Bee Alafia was the director of photography for Besouro Preto .
 
(In Portuguese with English subtitles)