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Que falta me faz Gonzaguinha

É tão estranho sentirmos falta de alguém que nem ao menos vimos pessoalmente. Estranho mesmo é essa pessoa contribuir para a nossa formação, nos apontar direções, nos ensinar o ser sentimento: poesia, corpo e alma; e dele apenas “escutar” o brilho de seus olhos, através da música.

É assim que me sinto quanto ouço o Gonzaga, filho. O homem magro, de aparência frágil que conseguiu transpor até mesmo as almas mais ásperas.

Descobrir sua poesia ainda quando adolescente, em meio aos versos do Gonzaga (pai), ouvindo uma “profecia”, mais tarde revelada em minha própria existência, como filosofia: “minha vida é andar por esse país, pra ver se um dia descanso feliz”. O rei do baião eu já conhecia dos tempos de infância, sempre prestigiado pela “vitrola Philips” do meu vô Dantas, mas o filho, naquele momento, me chamou a atenção por sua serenidade e sorriso no canto dos lábios, nas mãos dadas e no passeio pelo palco, coisa de pai e filho… “Lá ê, lá ê, lá ê, lá ê, lá ê”…

De lá pra cá, músicas, textos, entrevistas, pensamentos e opiniões, fizeram parte da construção do meu próprio modo de ser (humano). Tudo me servia de alimento necessário para que o meu espírito entrasse em êxtase. Sim, sinto muita saudade de alguém que não pude conhecer em matéria, mas que deixou muito da sua essência pairando pelos corações mais sensíveis.

Há 20 anos um acidente ocorrido no Paraná calava a voz do guerreiro menino. Nunca saberemos o que poderia ter sido dito, escrito ou idealizado. Sinto falta disso também. Todavia, conforto-me em ter plena consciência de que o moleque vive nas quase 200 músicas compostas ao longo de sua carreira.

Não quero chorar, meu amigo. Aprendi sua lição. O nó na garganta é apenas mais um estalo provocado por ouvir seu clamor e lembrar-me de algum momento guardado no peito. Não vou chorar, pois “a saudade que sinto, não é saudade da dor de chorar, não é a saudade da cor do passado… Não é a tristeza que queima o peito. Não é lamentar o que nunca foi feito”. Ora, Gonzaga, já foi feito. Está ai, em você que ler esse texto, está aqui, em mim, que explodo em nostalgia.  Está em todos aqueles que entenderam, através de suas “pregações”, que cada ser é uno, mas que somos construídos graças aos tijolos espalhados por cada pessoa, ao longo do caminho.

Duas décadas de lacuna.  Duas décadas de simples saudade.

Está chovendo neste exato momento. Só posso crer que as águas também lamentam sua partida. Está chovendo. Chuva, frio, vinho, paixão… Clima perfeito para ouvir um Gonzaguinha… “É sempre assim, e sempre assim será”.

Estou indo… De longe percebo algumas esquinas e elas só servem, se a gente dobrar.

 

Axé e luz,

 

Caio Marcel Simões Souza (admcaio@gmail.com) é Administrador de Empresas e formado em Capoeira Regional, pelo Grupo de Capoeira Regional Porto da Barra. Também é responsável e mantenedor do Projeto Social Crianças Cabeludas, no bairro do Parque das Mangabas, Camaçari.

 

PS: Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior nasceu em 22 de setembro de 1945, no Rio de Janeiro, filho legítimo de Luiz Gonzaga, o rei do baião, e Odaléia Guedes dos Santos, cantora do Dancing Brasil. Faleceu no dia 29 de abril de 1991, em Renascença, Paraná.

 

Fonte R7:

Luiz Gonzaga e Gonzaguinha serão o tema do novo filme de Breno Silveira, o mesmo diretor de Os Dois Filhos de Francisco, cinebiografia de Zezé di Camargo & Luciano. O cineasta divulgou que o roteiro está quase pronto, e que a trilha sonora será assinada por Gilberto Gil.


De Chica da Silva à Pelé: O Negro Sem a Terra

PALMARES, UM PROJETO DE NAÇÃO: DE CHICA DA SILVA À PELÉ: O NEGRO SEM A TERRA

“A imaginação de construção da nação brasileira ficou restrita à terra, à sua posse, à distribuição e ao seu usufruto pôr uma etnia dominante”
(Luis Mir).

Este escrito é como que um ensaio a algumas considerações a serem feitas a respeito da obra de dois séculos a trás – a Transposição das Águas do São Francisco – já em meio-andamento meio-suspensa. Aquele canal é a primeira e a mais importante porta para a última e permanente das fronteiras agrícolas do Brasil. Tenho me referido ao último dos mercados nacionais do Mundo: a população negra. Todos os ciclos econômicos do Brasil foram queimados sem o negro. Salvo a industrialização, em um período breve, mas proveitoso. De todos os ciclos econômicos o negro não participou (se quer como consumidor privilegiado de algo) porque não teve Terra. Esta nova fase da agricultura permanente é inimaginável pensar-se o negro excluído da Terra.

O negro sem a terra ficará a mercê dos favores das atividades marginais. Do negro acabaram com a alforria; botaram no lugar o “direito-a”, ou seja pulou de Chica da Silva para “Pelé”. Um e outro tão atolados no dinheiro, quanto sem rumo – porque a ambos não foi dado a terra, – não tiveram “a” origem, portanto não tiveram para onde voltar. Antes até mesmo da educação terá de ser a Terra. A educação deverá ser atitude dele, negro. Antes de tudo, a indenização, composta de duas partes – a) terra; b) dinheiro, em espécie; e uma conseqüente – assistência técnica-comercial em diversas faixas e longo tempo, (calcadas na experiência para com os imigrantes europeus e japoneses, principalmente).

Chica deu aos filhos educação esmerada: da batina a passagem por academias romanas. Ainda assim tiveram o desfecho próximo ao do filho de Pelé: dos quatro filhos homens de Chica, de um sendo padre, dos outros três a debateram-se para ingressar no seio da nobreza – é tudo quanto se sabe; das 9 mulheres a maioria tornando-se freiras, não deixaram pegadas diferentes dos rastros das outras quatro, no que pese a educação de proa em colégios internos católicos. Tudo o mais foi o “sem-eira-nem-beira”, de quem não tem a terra; assim também não é discutido o filho do Pelé além das fronteiras de um princípio constitucional tão ilegítimo, perverso quanto irreal – o de que “todos são iguais perante a Lei”: São iguais os que têm a terra e desiguais os que não a tem. Todos nós sabemos o destino dos Pedro de Almeida, desde 1685, porque tiveram terra, nasceram com “o pé na Terra”, tinham para onde voltar a cada mexida na vida. Tinham a origem e na origem encontravam a própria origem – primos, tios, avós, amigos de infância com interesses comuns. Pelé e Chica, cada um a seu tempo, foi sorteado, no “regime da antiga quota” para servir de “cala-a-boca”. Quem de nós não ouviu o pito – ” racismo? que nada, olhe o exemplo de Pelé”. Vamos resumir algumas genealogias e seus fatos.

 

– ‘Séc. XVII, Henrique Dias, o “gov. dos pretos” e o Gov. Souto Maior, ambos lutaram para destruir Palmares. Da árvore Souto Maior, não preciso falar – estão entre fazendas e palácios -; e os “herdeiros Henrique Dias” – onde estão? Com certeza nalguma favela, ou dizimados, entre os Séc. XVII e XVIII, talvez nem chegaram ao Séc. XIX.

– Por que foram dizimados, bem antes, ou estão nalguma favela?

– Porque Não tiveram terra. Na família, é preciso dentre seus membros, uma parte considerável tê-la. É a referência, é para onde se possa “voltar”, num dado instante da vida, encontrar seus iguais.

– Por que não tiveram, se as terras de Palmares foram loteadas entre seus destruidores? Se o pagamento de tudo era a terra? Se todos os outros, de comandantes a soldados, a tiveram?

– Henrique Dias sendo negro não podia ter terra. Ainda hoje, o negro não pode! Sob mil disfarces, mas não pode. Há notícias de que ainda há demanda judicial inacabada com as terras de Palmares. As demandas de Jorge Velho, por mais e mais terra, chegaram à Republica. Não há um único processo, levantado até agora, envolvendo o negro Henrique Dias. Como não há registro de um palmo de terra destinada aos comandantes dos “Batalhões dos Henriques”. Por que? – Por ser negro!

 

Séc. XVIII, alguns dados sobre Chica da Silva – alforriada no pé do altar pôr e para unir-se a João Fernandes. Diziam do Contratador ser mais rico que o Rei de Portugal.

– Chica ficou viúva com muito dinheiro, tinha muita capacidade para ganhar dinheiro, porque não comprou terra? Não comprou porque não podia, não podia por ser negra. De Chica viuva – “negra alforriada não podia casar com seu senhor”; mas sem casar não poderia pertencer à irmandade religiosa dos brancas – Chica pertenceu às três: dos mulatos, dos pretos e dos brancos. Sem casar teria sepultura comum – foi sepultada na Igreja de São Francisco de Assis, em Tijuco, irmandade reservada à elite senhorial branca. O não casamento de Chica poderá ter sido artifício para tomarem-lhe a herança.

PONTINHA, uma ponte pequena? Lá isso não, uai! – OMILAGRE DA TERRA.

– Séc. XVIII, CHICO REI, também alguns dados. De Chico Rei sabe-se, com certeza tinha irmãos e parentes muitos. A história do ouro carregado nos cabelos é enganação, todos os negros tinham cabelo. E os donos das minas, seus capitães, eram o que foram, o que são: Chico Rei também foi sorteado na política da antiga quota, como “cala-a-boca”.

Um endereço, uma História: Há em Minas um lugar chamado PONTINHA, antes um lugar de Diamantina, hoje Município de Pompeu. “Esta pontinha de terra” a Padroeira vendeu a Chico Rei, pelo Padre Moreira. O Padre Moreira fez os documentos como sendo para uns parentes dele (padre) que haviam de chegar de Portugal, e para não ter desconfiança, deu o nome a todos de Fulano, Sicrano, MOREIRA… Antes da queima de Rui “pegou fogo” o cartório onde tinha a escritura dos MOREIRAS…. Dona Mariquinha, viúva dum figuraço, ainda moça, por amancebia entre os Moreiras, tomou-lhes as dores (pelo seu “pedacinho de ébano” diziam as más línguas), arranjou novos documentos, “tudo nos conformes”. E estão lá, para quem quiser ir conhecer. Com o advento do Estatuto da Terra, 1964, pouco tempo depois grileiros contumazes quiseram tomar Pontinha dos Moreiras. Alguns deles foram levados a Brasília… um outro padre, falavam do Dep. Monsenhor Arruda Câmara, de Pernambuco, os socorreu. Ainda apareceram falsas escrituras, noticiou-se muito este fato…. Estão lá os Moreiras, pé na Terra.

Séc. XX # XXI, Pelé pôde ter o dinheiro que teve; pôde ser o que foi (embaixador do café, plenipotenciário, Ministro de Estado) pôde ter até banco, (sistema financeiro), não pôde ter terra.

Que se aponte um negro, em qualquer lugar do Brasil candidato a um outro “Rei da Soja”, com léguas e léguas de terra, metendo a mão no Banco do Brasil – pode ser de jogador de futebol a ganhador de loteria.

Na região do São Francisco, onde restou o maior número de lugares habitados por negros, (dos fugidos aos libertos), em todo o vale das culturas irrigadas, com todo o conjunto de obras feitas com dinheiro público, de cunho Estado, a população negra, que não perdera a terra, está sem poder usar água, neste tempo de duas décadas, a mais.

 

André Pêssego, Berimbau Brasil – SP/SP

 

Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br

Roda de capoeira anima orla de Maceió

Capoeiristas querem manter viva essa manifestação cultural


Já dizia o dramaturgo e autor de novelas Dias Gomes, a ‘capoeira é luta de bailados, dança de gladiadores e duelo de camaradas’. E com essa mesma filosofia o grupo Rei Guerreiro, que tem equipes em vários bairros de Maceió e em municípios do interior do estado, invadiu a orla da Pajuçara para fazer apresentações e apresentar a dança à população.


De acordo com o coordenador do grupo, mestre Rasta, nos dois primeiros domingos de cada mês o Rei Guerreiro se apresenta na Feirinha do Tabuleiro do Martins e na orla marítima da cidade. “A intenção é nós mostrarmos a beleza dessa manifestação cultural que significa luta e dança ao mesmo tempo. Aqui em Alagoas as autoridades não valorizam muito a capoeira e temos que ser nós, admiradores e praticantes dela que precisamos levá-la até o povo”, disse ele.

Grupos espalhados

Segundo o mestre Rasta, o Rei Guerreiro tem grupos espalhados nos bairros do Tabuleiro do Martins, Cruzeiro do Sul, Rosanne Collor, Chã da Jaqueira e Santos Dumond e também tem seguidores em Santa Luzia do Norte e Coruripe. 
O grupo ainda não tem sede própria e ministra as aulas em escolas públicas e espaços privados que são oferecidos por incentivadores da capoeira. 

Os interessados em aprender capoeira podem ligar para 8801-7754. 

Teorias para o surgimento da capoeira

Existem duas teorias para o surgimento da capoeira. A primeira conta que durante os períodos em que não estavam trabalhando, os escravos se distraíam relembrando a sua terra, cantando, dançando e mantendo os rituais que costumavam praticar em suas aldeias na África. 

Já a 2ª teoria sugere que a capoeira tenha sido iniciada nas metrópoles por escravos que possuíam uma carga de trabalho mais amena e, portanto, dispunham de tempo, espaço e energias física e psicológica para desenvolver a luta. Com o passar do tempo, intencionalmente por parte de organizações abolicionistas, a luta foi se infiltrando nas cidades interioranas, fazendas e senzalas, surgindo como luta de libertação dos escravos ali cativos.

 

http://gazetaweb.globo.com

Pesquisadores pedem registro de reisado como patrimônio cultural

Uma área de 300 metros quadrados, coberta parcialmente com sapê, um mestre da cultura popular guiando com seus cânticos (ou toadas) o pequeno grupo que dança em reverência ao rei. Foi desta forma que terminou o primeiro dia de atividades do 4º Encontro Mestres do Mundo e o 3º Seminário Nacional de Culturas Populares, que vai até sábado (6), nos municípios de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha (CE). Este é o cenário de um reisado, expressão da cultura popular que pode se tornar patrimônio cultural do Brasil.

O pesquisador Oswald Barroso, que participa do evento, defende o pedido de registro do reisado como patrimônio cultural como um dos encaminhamentos do seminário. Este ano, a capoeira e o processo artesanal de produção do pão de queijo foram assim reconhecidos.

“O reisado é um dos mais representativos. Está presente no conjunto do Brasil, incorporado na vida popular e, longe de desaparecer, há cidades no Ceará, por exemplo, que reúnem mais de 50 grupos de reisados de vários tipos. Além disso, tem uma complexidade que eu penso que outros folguedos não têm. Um apanhado dessas nuances seria fundamental não só para entender o Brasil, mas a alma humana”, defende o pesquisador.

No Cariri, região ao sul do Ceará que sedia o evento, a cultura do reisado é muito forte. Na verdade, é uma das expressões da cultura popular mais presentes no território brasileiro, que ganha formas e criações de acordo com o lugar. Há pelo menos quatro tipos de reisados: o de congo, o de caretas, as bandas cabaçais e as torés indígenas.

Pela tradição, o rei representa um dos reis magos – escolhidos por Deus para conhecer seu filho (Jesus) – e conduz seu povo. O que se observa nas apresentações é o caminho para chegar lá, onde o povo encontra criaturas, inimigos, e têm que combatê-los. A história se mistura à luta dos escravos nos quilombos, que tinham que batalhar pela vida e pelo território com índios e brancos. O reisado é considerado uma tradição do período natalino, ao contrário dos bois, que são do período junino.

Oswald, que é ator, jornalista e sociólogo, tem dois livros sobre a tradição e desenvolveu a teoria do “teatro como desencantamento”, com base em seus estudos de mais de duas décadas sobre o reisado.

“O reisado é a incorporação do arquétipo do rei, que, dentro de cada roceiro, cada carroceiro, cada biscateiro, há um rei dentro de si. Eles vivem desencantados nessa vida comum, e, na brincadeira, eles se encantam e entram em outra dimensão da realidade, do maravilhoso. Nessa dimensão, eles são reis, rainhas, embaixadores. Então eles vivem a dimensão do eterno, do paraíso, da utopia. Vivem a dimensão do sagrado”, sintetiza.

O pesquisador da Federação de Reisado do Estado do Rio de Janeiro, Afonso Furtado, conta que o reisado já quase desapareceu da Baixada Fluminense pela falta de incentivos. Por isso, considera que oportuna a proposta de registro do folguedo.

“É uma idéia muito apropriada para o momento. E é um desafio para nós porque, à medida que o reisado vai do Amazonas ao Rio Grande do Sul apresentando diferenças claras, teremos que registrar tudo. É um desafio, mas não é impossível”, afirma.

Fonte: http://www.pernambuco.com/
Da Agência O Globo

Capoeira & Jogos Premiados

Depois do sucesso do jogo criado pela www.spiritonin.com, o CAPOEIRA FIGTHER, uma safra de produções brasileiras, premiados pela Abragames, entidade que promove o desenvolvimento de jogos eletrônicos no país, como o caso de "BR Zumbi, o Rei dos Palmares" e de "Capoeira Experience", jogos com temática a cultura e a história nacionais, ganham espaço com a premiação no concurso JogosBR.

O concurso JogosBR propiciou em suas duas primeiras edições a criação e desenvolvimento de idéias originais por empresas do ramo e profissionais iniciantes.

Capoeira Experience

Capoeira Experience é uma simulação da jornada por auto-conhecimento de um capoeirista. Evidentemente o jogador viaja por cenas populares interagindo com costumes e estereótipos brasileiros, mas a jornada consiste principalmente de enfrentar o próprio corpo.
Apesar da ação constante e ritmada, Capoeira Experience não é sobre repetições e rotinas – cada movimento leva a luta para uma nova situação. Muito mais amplo que no xadrez, o universo de Capoeira Experience é sobre o sentido e elo entre movimentos.
Aprenda os rudimentos e parta pra arte. Use a criatividade para dominar o adversário e a platéia.

Andre Ivankio Hauer Ploszaj – Okio

Zumbi, o rei dos Palmares

Zumbi, Rei dos Palmares é um jogo de ação com gráficos "estilizados", jogado em terceira pessoa. O jogador controla Zumbi, tendo como objetivos resgatar escravos, proteger povoações negras e indígenas e seguir até as cidades costeiras para negociar alimentos e itens para os povoados.

Nicholas Lima de Souza

A ABRAGAMES, Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos, é uma entidade sem fins lucrativos que tem como principal objetivo fortalecer a indústria nacional de desenvolvimento de jogos.

a Abragames disponibiliza em seu site os demos e jogos completos que tiveram destaque e foram premiados no concurso.

Bara baixar o Jogo Capoeira Experience, Visite nossa seção de Donwloads.

A HISTORIA DA CAPOEIRA NO BRASIL.

Ao abordarmos a historia da prática da Capoeira no Brasil, devemos antes de tudo resgatar a História da escravidão no Brasil do século XVI, XVII, XVIII e XIX, quatrocentos anos de horrores e serviços forçados, para alimentar uma elite rica e gananciosa que vivia para o acúmulo de capitais.

Nesses quatrocentos anos as pessoas viveram o nascimento, crescimento e expansão do Capitalismo. O Pré-capitalismo, uma das primeiras fases da formação do capitalismo, também conhecido como Mercantilismo, prática econômica baseada na compra e venda de produtos, visando um maior acúmulo de capitais e ter uma balança de comercio favorável, ou seja, vender mais que comprar, aumentava a riqueza da burguesia, a burguesia atraves dos impostos aumentava a riqueza da nobreza e do Rei. Era o nascimento das Monarquias Nacionais do fortalecimento do poder central nas mãos do Rei.

Com as Monarquias Nacionais as leis são unificadas, a moeda é unificada, pesos e medidas são unificados, todos os tribunais são submetidos a autoridade do Rei, dessa forma o comércio pode se expandir e crescer.

Quanto mais o comércio crescia, mais se investia em conhecimento e ciencia dando origem a expansão marítima e consequentemente a descoberta da América.

Logo os europeus perceberam que estavam na vanguarda de muitos conhecimentos em relação a outros povos do planeta. Com esses conhecimentos e sua habilidade guerreira, experiência adquirida em séculos de Cruzadas com os povos mulçumanos, o europeu passa a diversificar a prática mercantilista estimulando o Colonialismo e é essa pratica econômica que nos leva a escravidão.

O que era o Colonialismo ? Simples. Baseava-se na prática de se obter matérias primas a troco de nada, transforma-las em manufaturas ou seja, mercadorias e vende-las bem caro na Europa, foi assim que a “mazela” de diversos povos começaram, pois, não foi só o Negro que foi escravizado, mais o silvícola americano, os asiáticos e diversos outros povos passaram (e ainda passam, por incrivel que pareça !) por essa horrivel experiência… As colônias perteciam aos Reis e suas terras não eram distribuídas e sim arrendadas o que diminuia muito a possibilidade de qualquer plebeu ser dono de terras nos novos mundos. E quem, em perfeito juízo, deixaria seu país, sua terra, para ser servo na América, Africa ou Asia ? Então, os brancos que por ventura apareciam por aqui, eram grandes senhores de terra ou eram degredados, fugitivos, condenados pela inquisição que fugiam da perseguição religiosa em seus países, eram cristãos novos, judeus recem convertido que a igreja muito rígida na epóca vivia a perseguir, muitos migravam por não ter mais nada a perder.

No caso do Brasil os portugueses precisavam cocretizar sua efetiva colonização, pois, ingleses e franceses viviam a contrabandear as riquezas do Brasil, o que na cabeça do Rei de Portugal era uma ofensa gravissíma, afinal, ele acreditava que as terras do Brasil eram dele o que configurava em roubo contrabandear tais riquezas.

A colonização efetiva do Brasil começa trinta anos depois de sua “descoberta” em 1500 por Pedro Alvarez Cabral, hoje motivo de certa controvérsia, pois, existem teorias que comprovam a estadia do navegador Duarte Pacheco em terras brasileiras no ano de 1498, mas isso é uma outra história.

Após o iniciar o processo de colonização, os portugueses passaram a explorar nossas riquezas e criar outras, o caso da cana de açúcar, dentro desse processo, podemos dizer que passamos por três ciclos econômicos diferentes:

Ciclo do Pau-Brasil :

Consistia puramente em cortar e armazenar a madeira e levá-la para Europa, onde era usada de várias formas. Porém, nesse primeiro Ciclo não precisou de trabalho escravo, já que os silvícolas americanos, faziam esse trabalho por algumas quinquilharias como, contas, pedrinhas de vidro, espelhinhos, faca…

Ciclo da Cana de Açúcar:

Aqui começa a história das senzalas, da escravidão e da Capoeira, quando chegam os primeiros negros para serem usados no trabalho escravo. O Negro chegou para substituir o americano o “Negro da Terra”. Para a Coroa de Portugal era difícil controlar o aprisionamento e a venda do Americano, pior, o americano conhecia a região podia fugir para mata com facilidade, já o Negro era mais fácil de controlar. O comércio era feito de continente para continente de um país distante do outro lado do mar a Africa. Ao entrar nas colõnias os escravos negros eram contados e contabilizados, dessa forma o Rei podia fiscalizar muito melhor o tráfico. Este por sua vez se tornava bem mais rentoso que o o tráfico do americano.

O escravo negro não conhecia a terra e nem os dialetos falados aqui, a região, o clima, animais, plantas, nada disso ele conhecia, separado da família e dos amigos, o Negro tinha um só direitro, trabalhar, trabalhar e apanhar…Nesse ambiente nasce o espirito de camaradagem entre os escravos de várias culturas diferentes e é dessa forma, dessa mistura de culturas africanas nasce a Capoeira, nasceu brinquedo, dança, jogo. Ajudava aos escravos matar a saudade da terra atraves da música, do batuque e das histórias contadas nas rodas era um momento de alegria, um dos poucos…

Ciclo da Mineração:

O ciclo do ouro trás várias mudanças na sociedade colonial, como o ouro era uma riqueza de fácil acesso, requer só uma batéia (teoricamente), era fácil encontrar homem livre e ate mesmo escravo que enriquecia com a descoberta do ouro.

Nessa época houve uma mudança significativa na vida social da colônia, nasce uma classe média que crescia conforme crescia, a exploração do ouro, afinal os mineiros precisavam comer, beber, dormir, morar, ou seja a extração do ouro possibilitou o nascimento de uma classe social que sze sustentava prestando serviços aos mineradores de então.

Neste contexto urbano nasce uma nova Capoeira que agora sai das senzalas e chega as ruas, as praças e aos largos das principais Capitanias da Colônia, pela primeira vez, encontramos uma classe média atuante na Colônia. O ouro gerou uma riqueza muito grande que foi utilizada na urbanização das cidades, estas atraia todo tipo de gente, aumentando muito a diversidade cultural o que contribuiu para a expansão da Capoeira.

Aprendia-se a Capoeira jogando e observando as rodas nas festas religiosas das praças, ainda não era vista como prática criminosa, porém era vista como jogo de negros, o que a tornova extramente marginalizada pela sociedade branca das cidades.

I REINADO

No Primeiro Reinado a Capoeira já era proibida, mas ainda não fazia parte do código penal, porém era reprimida e punida com chicotadas e trabalhos forçados era praticada por negros escravos, livres, mulatos, mamelucos, brancos e estrangeiros.

Nas cidades a pratica da Capoeira era controlada pelas Maltas que se espalhavam por todas as grandes cidades e eram divididas pelos bairros, esses eram controlados por maltas de capoeiristas rivais. Na verdade isso é fácil de entender, em um país onde a maioria era negra, controlados por uma minoria branca, claro que teremos uma parte enorme da sociedade que vai viver a margem da mesma, levando a formação das maltas que seriam a organização dos excluídos pelo sistema da época. Durante todo I Reinado não houve nenhuma lei que trata-se dos negros com dignidade, pelo contrário, as leis so favoreciam a Elite “pensante” da epoca.

II REINADO

No segundo reinado por pressões inglesas, o Governo brasileiro começou a criar algumas leis em prol do negro, porém algumas beneficiaram muito mais aos Srs do que aos próprios negros, leis como:

Lei do Ventre-livre, essa é muito boa! A partir da promulgação desta lei todo o escravo nasceria livre, mas, teria que ficar na fazenda do seu Sr. Até ser de maior e poder viver sua vida, enquanto esperava a sua maioridade trabalhava para o Sr., sem ganhar nada é claro…

Lei do sexagenário, também muito boa! Após os sessenta anos todo escravo era livre. Imagine que um escravo tinha uma média de vida de 25 a 30 anos, chegar aos sessenta era um mérito! Porém, essa lei vai beneficiar muito mais aos Srs, aos sessenta o escravo já esta velho e cansado para não ter que alimenta-lo sem que ele trabalhasse era só recorrer a essa lei e pronto, lá estava o Sr. Livre do escravo.

Lei Aurea 13/05/1888. Concordo, libertou finalmente os escravos, mas sem política pública nenhuma o que manteve o negro a margem de nossa sociedade.

Enquanto esses eventos políticos aconteciam a Capoeira crescia, evoluia, tornava-se arma das pessoas que viviam nas ruas, não era só o negro praticante da Capoeira, como já escrevi, o praticante era, mulato, mameluco, negro, branco, todos essas raças contribuiram para moldar a Capoeira moderna de hoje.

A partir da segunda metade do sec. XIX o berimbau passa a figurar nas rodas de Capoeira. Até então as rodas eram marcadas pelo ritmo do atabaque, pandeiro e outros instrumentos de percurssão, com a entrada do berimbau começamos a ver surgir a Capoeira moderna de Pastinha e Bimba.

As Cidades do Rio de Janeiro, Salvador e São Luís, eram os maiores focos da prática da Capoeira urbana, onde havia concentração de pessoas, lá estava a Capoeira. Nessa epoca ela ainda não era ensinada em academias e se aprendia a Capoeira jogando a Capoeira, nas ruas no dia à dia, observando os outros a jogar, era essa a única maneira de se aprender a tão temida Capoeira.

REPÚBLICA

Em 1892 a Capoeira passa a fazer parte do código penal artigo 402, até então ela já era proibida, porém só a partir dessa data que ela passa a fazer parte do código penal. A pessoa que fosse pega jogando a Capoeira era preso e mandado para a Ilha de Fernando de Noronha para fazer trabalhos forçados durante 4 à 6 meses.

Só no primeiro ano de vigência da lei o Chefe de Polícia do Rio de Janiero, Sampaio Ferraz mandou para Fernando Noronha cerca de 400 capoeiristas, sendo que desses 400, 65% foram considerados brancos, 20% estrangeiros e apenas 15% de negros, como se vê ela já era muito utilizada por diversas raças diferentes, pois não impotava a raça em si e sim a situação soçial da pessoa, pobre e marginalizado era capoeirista na certa ! Porém isso não impediu que muitos homens ricos praticassem a Capoeira, sendo que a maioria desses homens eram boêmios, da noite, conheciam a malandragem popular e sabiam usa-la a seu favor quando precisavam.

A partir da década de 1920, passa a surgir um sentimento nacionalista nas artes, política e cultura do Brasil, era a Semana da Arte Moderna de 1922, que sacudiu o Brasil com seu resgate a cultura genuinamente Nacional, surge então com força total a Capoeira, agora como Ginástica Nacional Brasileira, idealizado por Burlamarqui, Mestre Zuma, que em 1928, formou o primeiro manual da Capoeira sem Mestre, método didático, onde o leitor atraves do livro tinha conhecimento da Capoeira como jogo, como luta.

Nessa epoca Mestre Bimba e Mestre Pastinha já são famosos como Mestres bahianos em 1923, Mestre Bimba, cria a Capoeira Regional da Bahia, uma ramificação da Capoeira de Angola, que até então era chamada, apenas de Capoeira e só, quando Mestre Bimba colocou o nome Regional, Pastinha então chamou a dele de Angola, para diferenciar uma da outra, conhecida nos meios da Capoeira como a Capoeira Mãe, pois, Mestre Bimba, tentando transformar a Capoeira mais objetiva para a luta acrescentou vários golpes de outras artes marciais na Capoeira de Angola o que prova que a Capoeira continuava a evoluir e acompanhar o seu tempo.

Em 1933, após uma apresentação de Mestre Bimba e seus alunos para o então interventor da Bahia a Capoeira é finalmente liberada, deixando de fazer parte do código penal e dando início a uma nova era para a Capoeira no Brasil.

Em 1950 o mesmo Mestre Bimba faz outra apresentação, dessa vez para o próprio Getúlio Vargas, o que faz a Capoeira bahiana ainda mais famosa.

A partir de Bimba e Pastinha a Capoeira passa a ser ensinada nas academias, com metodologia propria e qualquer uma pessoa passa a ter acesso a Capoeira.

Nas décadas de 1960, 70, 80 e 90, a Capoeira se torna uma profissão, uma realidade para muitos Mestres e Professores brasileiros que passam a ensinar hoje em grandes grupos dentro e fora do Brasil.


Prof. Luiz Eduardo: luizeduardoalmeida@bol.com.br

ENTERRO DO FILHO DO REI

AÚ EM ENTERRO DE FILHO DE REI AFRICANO NO BRASIL

Folheando o "Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil" de Jean Baptiste Debret, deparei com sua gravura #16, onde abaixo da prancha "Enterro duma negra" encontrei o "Enterro do filho de um rei negro" …

Nesta gravura marcamos detalhes que me pareceram sobremodo interessantes para a reflexão dos capoeiristas, como o tambor (atabaque), o dançarino (dança) e a cabriola (au), achados corriqueiros nas manifestações culturais africanas e afro-brasileiras.

A presença da cabriola, nome pelo qual era conhecido na minha infância o aú, comumente associada à capoeira, mostra que este movimento faz parte das manifestações de habilidades físicas na cultura africana. Rubinho Sanches, contemporâneo de capoeira, ribeirino santamarense por origem, refere que durante os sambas e festividades afro-brasileiras eram freqüentes os saltos, cambalhotas, catrâmbias, volteios, "maria escambota" ou como queiram chamar, os aús.
É interessante reavaliar o diagnóstico das maltas de desordeiros, identificadas como "capoeiras" em gravuras do Rio Antigo, pela presença dos aús e pernadas, movimentos comuns na cultura africanas e que também constam do repertório da capoeira baiana.

Orientação de Antena SAT

Nome

Distancia
(km)

Região

Latitude

Longitude

Elevação

Mogadouro

Bragança

 

41.333

-6.717

670 m

Zava

1.9

41.317

-6.717

694 m

Figueira

3.3

41.317

-6.750

746 m

Vale da Madre

3.7

41.367

-6.717

721 m

Vale de Porco

4.0

41.300

-6.700

737 m

Vilar de Rei

4.6

41.300

-6.683

742 m

Est. Mogadouro

5.6

41.333

-6.650

722 m

Paradela 

5.6

41.333

-6.783

614 m

Brunhoso 

5.6

41.367

-6.767

657 m

Azinhoso

6.2

41.383

-6.683

667 m

Castelo Branco 

6.2

41.283

-6.750

567 m

Remondes 

7.0

41.383

-6.767

630 m

Salgueiro 

7.0

41.333

-6.800

586 m

Santiago 

7.0

41.333

-6.633

731 m

Paço 

7.2

41.317

-6.633

752 m

Viduedo 

7.4

41.400

-6.717

535 m

Maculelê

Eu venho de longe
sem conhecer ninguém…
Eu vim trazer a rosa
Que na roseira tem
Eu vim trazer a rosa
Que na roseira tem
Quem é voce?
Sou eu, sou eu
Sou eu Maculelê, sou eu
Sou eu, sou eu
Sou eu Maculelê, sou eu
Sou eu, sou eu
Sou eu Maculelê, sou eu
 
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