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Projeto “Capoeira na escola” comemora 16 anos em Piumhi

Durante esse mês, o Projeto “Capoeira na Escola” comemora 16 anos de existência em Piumhi. O feito surgiu de uma iniciativa do Mestre Zé Reis, vindo de Brasília, e com o apoio do prefeito da época, João Batista Soares, que aceitou o desafio e implantou a novidade.

Zé Reis, na atualidade, ministra aulas de capoeira gratuitamente para as crianças nas escolas municipais de maneira a resgatar a autoestima e cidadania.

No próximo dia 30, a partir das 13h, no Poliesportivo de Piumhi, acontecerá a 10ª Olimpíada Escolar de Capoeira, onde, todas as Escolas Municipais participarão, além da Escola Estadual José Vicente e também do Ciame, de maneira a comemorar a data da iniciativa do projeto.

Esse projeto surgiu devido à necessidade da manifestação de liberdade do cidadão e tem o objetivo de desenvolver ritmo em todas suas formas, bem como trabalhar a desinibição e autoconfiança dos alunos, de maneira a utilizar a capoeira no processo de alfabetização e no aprimoramento da psicomotricidade dos alunos.

Esta proposta fundamenta-se no fato de que a capoeira é um instrumento de educação, privilegiadamente também aborda a cultura nacional.

 

Fonte: Clic Folha – http://www.clicfolha.com.br

22 de agosto: Dia do Folclore

Veja o rico floclore do Brasil, região por região

Em 22 de agosto, o Brasil comemora o Dia do Folclore. A data foi criada em 1965 através de um decreto federal. No Estado de São Paulo, um decreto estadual instituiu agosto como o mês do folclore.

Folclore é o conjunto de todas as tradições, lendas e crenças de um país. O folclore pode ser percebido na alimentação, linguagem, artesanato, religiosidade e vestimentas de uma nação. Segundo a Carta do Folclore Brasileiro, aprovada pelo I Congresso Brasileiro de Folclore em 1951, “constituem fato folclórico as maneiras de pensar, sentir e agir de um povo, preservadas pela tradição popular, ou pela imitação”.

Para que serve?

O folclore é o modo que um povo tem para compreender o mundo em que vive. Conhecendo o folclore de um país, podemos compreender o seu povo. E assim conhecemos, ao mesmo tempo, parte de sua História. Mas para que um certo costume seja realmente considerado folclore, dizem os estudiosos que é preciso que este seja praticado por um grande número de pessoas e que também tenha origem anônima.

Qual a origem da palavra “folclore”?

A palavra surgiu a partir de dois vocábulos saxônicos antigos. “Folk”, em inglês, significa “povo”. E “lore”, conhecimento. Assim, folk + lore (folklore) quer dizer ”conhecimento popular”. O termo foi criado por William John Thoms (1803-1885), um pesquisador da cultura européia que, em 22 de agosto de 1846, publicou um artigo intitulado “Folk-lore”. No Brasil, após a reforma ortográfica de 1934, que eliminou a letra k, a palavra perdeu também o hífen e tornou-se “folclore”.

Qual a origem do folclore brasileiro?

O folclore brasileiro, um dos mais ricos do mundo, formou-se ao longo dos anos principalmente por índios, brancos e negros.

Região Sul

Danças: congada, cateretê, baião, chula, chimarrita, jardineira, marujada.
Festas tradicionais: Nossa Senhora dos Navegadores, em Porto Alegre; da Uva, em Caxias do Sul; da Cerveja, em Blumenau; festas juninas; rodeios.
Lendas: Negrinho do Pastoreio, do Sapé, Tiaracaju do Boitatá, do Boiguaçú, do Curupira, do Saci-Pererê.
Pratos: Baba-de-moça, churrasco, arroz-de-carreteiro, feijoada, fervido.
Bebidas: chimarrão, feito com erva-mate, tomado em cuia e bomba apropriada.

Região Sudeste

Danças: fandango, folia de reis, catira e batuque.
Lendas: Lobisomem, Mula-sem-cabeça, Iara, Lagoa Santa.
Pratos: tutu de feijão, feijoada, lingüiça, carne de porco.
Artesanato: trabalhos em pedra-sabão, colchas, bordados, e trabalhos em cerâmica.

Região Centro-Oeste

Danças: tapiocas, congada, reisado, folia de reis, cururu e tambor.
Festas tradicionais: carvalhada, tourada, festas juninas.
Lendas: pé-de-garrafa, Lobisomem, Saci-Pererê, Ramãozinho.
Pratos: arroz de carreteiro, mandioca, peixes.

Região Nordeste

Danças: frevo, bumba-meu-boi, maracatu, baião, capoeira, caboclinhos, bambolê, congada, carvalhada e cirandas.
Festas: Senhor do Bonfim, Nossa Senhora da Conceição, Iemanjá, na Bahia; Missa do Vaqueiro, Paixão de Cristo, em Pernambuco; romarias – destaca-se a de Juazeiro do Norte, no Ceará.
Pratos – Arroz de Hauçá, Baba-de Moça, Frigideira de camarão, Bolo-de-Milho e outros.

Região Norte

Danças: marujada, carimbó, boi-bumbá, ciranda.
Festas: Círio de Nazaré (Belém), indígenas.
Artesanato: cerâmica marajoara, máscaras indígenas, artigos feitos em palha.
Lenda: Sumaré, Iara, Curupira, da Vitória-régia, Mandioca, Uirapuru.
Pratos: caldeirada de tucunaré, tacacá, tapioca, prato no tucupi .

Principais manifestações folclóricas:

BUMBA-MEU-BOI – Auto ou drama pastoril que por tradição é representado durante o período natalino, como sobrevivência das festividades cristãs medievais, em que o culto do boi se fazia em homenagem ao nascimento de Cristo. De tradição luso-ibérica do século XVI, nasceu dos escravos e pessoas agregadas aos engenhos e fazendas.

PASTORIL – Festa de origem portuguesa, onde “pastoras” vestidas de azul e encarnado, se apresentam diante do presépio em atitude de louvor ao Menino Jesus. Representado durante o Natal.

REISADO – De origem ibérica, é caracterizada por um grupo de pessoas que se reúne para cantar e louvar o nascimento de Cristo. Os praticantes personificam a história dos gladiadores romanos, dos três reis magos e a perseguição aos cristãos. A época principal de exibição são as festividades natalinas, sobretudo no período dos Santos Reis, e o local é de preferência diante de uma lapinha ou presépio. O enredo mais autêntico é registrado em Juazeiro do Norte.

CANINHA VERDE – Dança-cordão de origem portuguesa, introduzida no Brasil durante o ciclo da cana-de-açúcar. Apresenta também elementos de outros folguedos, tais como: casamento matuto (quadrilha junina), mestres e a formação de cordões (pastoril).

DANÇA DO COCO – Surgiu nos engenhos de açúcar, entre os negros existentes no Ceará. Nasceu da cantiga de trabalho, ritmada pela batida das pedras quebrando os frutos, transformando-se, posteriormente, em dança, surgindo uma variedade de temas e formas de coco (coco de praia, do qual participa apenas o elemento masculino, e o coco do sertão, dançando aos pares, homens e mulheres). Dançado em roda, numa forma rítmica altamente contagiante e sensual.

MANEIRO PAU – Surgiu na região do Cariri na época do cangaço. Caracteriza-se por uma dança cujo entrechoque dos cacetes e o coro dos dançarinos produzem a musicalidade e a percussão necessárias. No Crato, o grupo de Maneiro Pau associado à Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto realiza a dança com características dramáticas. É representado nos sítios, subúrbios e pés-de-serra do Crato e cidades vizinhas por ocasião de comemorações diversas.

FOLIA DE REIS – Originalmente, festa popular dedicada aos Três Reis Magos em sua visita ao Deus Menino. É caracterizada por um grupo de pessoas que visitam amigos ou conhecidos, a partir do dia 2 de janeiro ou nas vésperas dos Reis (5/1). Nas visitas eles cantam e dançam versos alusivos à data, ao som de instrumentos e solicitam alimentos e dinheiro. É tradicional utilizar a arrecadação para a ceia no dia de Nossa Senhora das Candeias (2 de fevereiro). A visita noturna tem mais graça quando se torna uma surpresa.

TORÉM – Dança indígena originária dos descendentes dos índios Tremembé, nativos do povoado de Almofala, no distrito de Itarema, o Torém surgiu por volta do século XVIII no Ceará. É simples e imitativa da fauna local, tendo como ponto alto o momento em que é servido o “mocororó”, uma bebida fermentada do caju, bastante forte. O espetáculo é de grande plasticidade.

DANÇA DE SÃO GONÇALO – Como parte integrante da bagagem cultural do colonizador lusitano, a dança que integrava o culto a São Gonçalo do Amarante, bastante popular em Portugal, foi introduzida no Brasil, sendo, talvez, um dos ritmos mais difundidos do catolicismo rural brasileiro. No município de São Gonçalo do Amarante a dança é realizada durante a festa do santo padroeiro e apresentada em nove jornadas, num ambiente de muita fé e animação. São Gonçalo é o protetor dos violeiros e das donzelas casamenteiras.

MARACATU – De origem africana, consiste num desfile de reis. Apresenta-se em forma de cortejo carnavalesco que baila ao som de instrumentos de percussão, acompanhando uma mulher que na extremidade de um bastão conduz uma bonequinha ricamente enfeitada – a calunga. A dança se dá em passos lentos e cadenciados.

Parabés a todos os folcloristas e mantenedores das tradições

Fonte: André Cristiano Siewert
Gerente de Eventos Culturais
Rua 15 de novembro, 525 – Centro
Fone: (47) 3387 7224
MSN: culturaeventos@pomerode.sc.gov.br
Visite: www.pomerode.sc.gov.br 
www.vemprapomerode.com.br

“A cultura não deve sofrer nenhuma coerção por parte do poder,
político ou econômico, mas ser ajudada por um e por outro em todas 
as formas de iniciativa pública e privada conforme o verdadeiro humanismo, 
a tradição e o espírito autêntico de cada povo.”
( Papa João Paulo II )

Bauru: Início da Construção da Praça Mestre Bimba

Prefeitura iniciaram nesta semana, os trabalhos de construção da Praça Mestre Bimba, no Jardim Contorno.

A equipe da Divisão de Construção da Secretaria de Obras iniciou o estaqueamento da calçada para posterior concretagem. A praça tem uma área total de 4.970m² sendo 2.207m² de jardim e 1.134m² de calçada. 
A praça também contará com playground, área para capoeira, bancos, bebedouros, pista de solo cimento para caminhada dentro da praça e pista de bicicross.     O projeto foi elaborado coletivamene pela comunidade do Jardim Contorno,que inclui os condomínios Vila Verde, Vila Grená, Jardim dos Duques, Camálias, Flamboyants, Reserdás e Raio de Sol, em uma área da cidade muito verticalizada.

Quem foi Mestre Bimba

A Capoeira recebeu recentemente o status de “patrimônio cultural de natureza imaterial”, em face de sua força cultural.

Esta força cultural esta diretamente relacionada aos aspectos técnicos próprios da manifestação, bem como aos aspectos simbólicos que a sua pratica ao mesmo tempo representa e testemunha: os ideais dos quilombos e de Zumbi.

Varias manifestações culturais de origem afrodescendente se perderam pelo caminho da historia. A Capoeira também poderia haver-se perdido, dada a descomunal força das proibições e repressões.

Contudo, nos anos de 1930, Manoel dos Reis Machado (1900-1974), conhecido nas voltas do mundo da capoeira como MESTRE BIMBA, ao criar e sistematizar uma metodologia de ensino; como excepcional tocador de berimbau que era criar toques específicos para cada tipo de jogo; inovar nos rituais próprios da roda, mantendo a tradição; e especialmente oportunizou o aprendizado e pratica a homens, meninos e mulheres, das diferentes origens étnicas e sociais, com o seu Centro de Cultura Física e Luta

Regional Baiana, conquistando assim a descriminalização da pratica do Jogo da Capoeira através da sua obra “A Capoeira Regional”.

Hoje a Capoeira deu, literalmente, a volta ao mundo, sendo praticada em mais de 160 países dos 5 continentes, sendo a maior embaixatriz do Brasil no exterior, e o maior veiculo de difusão da língua portuguesa no mundo.

Assim sendo, devemos essa herança cultural que tanto nos identifica como brasileiros a Manoel dos Reis Machado, o MESTRE BIMBA, o criador da Capoeira Regional, ao lado do Mestre Pastinha, o patrono da Capoeira Angola.

Angra dos Reis: Grupo promove Festival da Arte-Capoeira

Mais uma vez promovendo cultura, a cidade de Angra dos Reis realiza hoje, o Festival da Arte-Capoeira, do Grupo Abadá Capoeira, na quadra esportiva do Colégio Arthur Vargas (Ceav), a partir das 14 horas. O evento conta com a participação de diversos grupos de vários estados do Brasil, com rodas de capoeira e apresentações de maculelê, além da presença do Grupo de Ciranda de Paraty, convidado especial.  O evento é, na verdade, um batizado de troca de corda – quando os alunos avançam de nível, uma espécie de formatura. Mais de 200 alunos, com idades entre três e 60 anos, vão participar. Uma cerimônia que acontece todo ano, transformada em Festival, com a apresentação de grupos de outras cidades (Barra Mansa e Volta Redonda já confirmaram presença), professores e mestres, além das outras manifestações culturais.

Para começar, os capoeiristas, professores e mestres vão realizar um grande aulão, como um aquecimento. Depois serão montadas rodas onde, de dois em dois, os alunos vão jogar capoeira para apresentar o aprendizado do ano todo, para parentes, amigos e outros presentes. Para a cerimônia de troca de corda será feita uma grande roda e, de acordo com a graduação, cada aluno será chamado para receber sua nova corda. Por fim, os grupos de capoeira convidados, o grupo Ciranda de Paraty e maculelê realizam suas apresentações.

O projeto e o evento têm o apoio da Fundação Cultural de Angra dos Reis (Cultuar), que acredita nos resultados dessa união entre entretenimento, educação e cultura.

– É uma proposta muito interessante. Despertar o gosto por essas atividades que têm tanto o folclore, da cultura negra e do passado do Brasil, é muito importante. É uma grande ideia – explica Stela BLABLA, diretora executiva da Cultuar.

O Grupo Abadá Capoeira atende gratuitamente cerca de 800 alunos em várias comunidades da cidade, através do Projeto Escolinha de Capoeira. São alunos de diversas idades, classes sociais e origem, e até crianças com necessidades especiais, que aprendem juntos mais sobre essa manifestação tão brasileira.

– Capoeira não tem idade, cor, classe. Além da prática do esporte, promovemos durante as aulas, uma integração. Todo mundo aprende junto. No começo, com as crianças especiais, houve um pouco de estranhamento, mas acabou rápido – lembra o mestre e professor, Robson Francisco Leite, o Arisco.

Tanto o Mestre Arisco, quanto a Cultuar valorizam o trabalho realizado como uma forma de ensinar uma atividade, ocupar crianças que poderiam estar nas ruas.

– Com esse projeto mostramos a importância da prática de esportes, aliado à formação dos jovens. Prevenir contra as drogas, ensinando. E convidamos todos a irem conhecer para que os capoeiristas se sintam prestigiados, dá mais ânimo – explica Arisco.

– É um trabalho reconhecidamente cultural. Desejamos em nome da Cultuar que esse evento funcione da melhor maneira e atraia cada vez mais gente – completa Stella.

Entretenimento social

O evento é gratuito e, tanto o Grupo Abadá Capoeira quanto a Cultuar, convidam a todos para conhecer e prestigiar. Mas como uma forma de contribuir para o belo trabalho social realizado pelo Grupo, em Angra, é solicitado, a todas as pessoas que comparecerem, um brinquedo para ser doado às crianças durante a campanha beneficente de Natal.

– Esse é um trabalho que realizamos todos os anos, o Capoeira Noel. Seguimos em passeata pela cidade com cerca de 30 capoeiristas vestidos como o “bom velhinho”. Depois abrimos uma grande roda para jogar capoeira, pedir brinquedos pelo comércio, que depois são entregues a crianças carentes. Com as doações, não precisaremos pedir tanto, e poderemos presentear mais crianças – aponta Arisco.

Do passado

O Grupo Abadá Capoeira é uma entidade sem fins lucrativos, que tem como principal objetivo a difusão da cultura brasileira através da capoeira. Surgiu há mais de 20 anos, no Rio, e chegou à cidade de Angra dos Reis por volta de 1989. O projeto na cidade é apoiado pela Cultuar e já atende em torno de 800 pessoas, das mais variadas idade e comunidades de Angra.

Tirando crianças das ruas e ensinando um esporte e lições de integração, a ideia é bastante aceita pela população e vem crescendo a cada ano.

 

http://www.diariodovale.com.br

Cabralzinho Capoeira

Nos momentos que antecederam as eleições para escolher os representantes do Pará no Congresso Nacional Constituinte houve a intensificação das discussões e trocas de acusações entre os partidos políticos conflitantes. Tais discussões referiam-se tanto aos acontecimentos ocorridos na capital quanto àqueles que ocorreram nos municípios e localidades do interior do Estado.

O jornal A República de 01/05/1890 publicou um artigo intitulado “Os Democratas Anarchisando”, no qual se atribuía aos integrantes do PRD a autoria de distúrbios na Colônia de Santa Izabel. Foram acusados pelos redatores: o presidente dos democratas, Vicente Chermont, juntamente com o democrata, Agostinho Reis e o comerciante e capoeira Francisco Xavier da Veiga Cabral (A REPÚBLICA. Belém, 01/05/90. p. 1), que era conhecido como Cabralzinho. Os acusados, acompanhados de capangas, teriam promovido provocações e ameaças levando a intensos desentendimentos que ocasionaram o disparo de um tiro que atingiu gravemente um morador do município que assistia ao comício do Partido Republicano do Pará.

Em outra edição de A República, novamente se atribui o conflito aos democratas Agostinho dos Reis e Veiga Cabral. Estes, por liderarem um grupo de capangas, seriam também responsáveis pela crise nervosa que atingiu uma senhora gestante (A REPÚBLICA. Belém, 02/05/90. p. 1). O Democrata, em defesa de Reis e Cabralzinho, argumentava que os dois foram vítimas do governo quando retornavam da localidade de Caraparu, na Colônia de Santa Izabel. Reis e Cabralzinho teriam sido atacados por um grupo liderado pelo subdelegado Antônio Souza Leal que também militava no PRP.

Os democratas eram também acusados (A REPÚBLICA. Belém, 14/06/90. p. 1) de fazer campanha contra o governo pelo interior do Estado, a exemplo de Benevides, onde Agostinho Reis utilizava como arma de campanha política o argumento de que o governo republicano tinha como objetivo acabar com a religião católica. Ao se defenderem, os republicanos – após alguns argumentos – divulgaram o programa do PRD, que também defendia no seu artigo XVIII a separação entre Igreja e Estado.

No documento*, a acusação recaía sobre o subdelegado Antonio de Souza Leal, que teria atingido o Dr. Agostinho Reis com golpes de faca, enquanto a escolta comandada pelo subdelegado segurava Cabralzinho que tentava evitar que seu companheiro fosse atingido. Tanto Reis como Cabralzinho ainda teriam tentado escapar, mas não foram bem sucedidos. O médico democrata tropeçou e ao cair foi imobilizado por Antonio de Souza Leal que “… colocou o pé em sua garganta e com uma faca fez um golpe no peito de Reis.

O cônego Muniz tentou impedir a agressão e também foi ameaçado …” (Auto de perguntas feitas ao Dr. Agostinho Reis e Francisco Xavier da Veiga Cabral em 1890. Cabralzinho travou luta com os homens da escolta, mas acabou sendo agarrado e levado para delegacia.

 

 

 

Fonte: http://www.revistas.ufg.br

Um novo patrimônio cultural

IPHAN mostra desejo de tombar tradicional festa, que encerrase hoje, na Granja

“Existe o desejo de se criar o grupo de trabalho para reivindicar o PATRIMÔNIO IMATERIAL cultural da Folia de Reis.” Esta foi a conclusão a qual chegou o coordenador-geral da Secretaria de Identidade e Diversidade do MINISTÉRIO DA CULTURA (MinC), Marcelo Manzatti, ao prestigiar o décimo Encontro de Folia de Reis do DF.

Segundo ele, a iniciativa precisará ser difundida entre os participantes do evento. “A maioria dos foliões desconhecem essa política do Instituto do PATRIMÔNIO HISTÓRICO e Artístico Nacional (IPHAN)”, pondera o antropólogo.

É com esse clima de debates calorosos que a 10ª edição do encontro de Folia de Reis do Distrito Federal encerra suas atividades, hoje, na Granja do Torto. Com uma PROGRAMAção que inclui desde oficinas de construção de rabeca – instrumento precursor do violino – até apresentações de duplas caipiras, o encontro incluiu uma roda de prosa onde temas como as políticas públicas para as folias e manifestações agregadas (tradicionais) foram discutidos entre mestres de folia, representantes do MinC, Secretaria de Turismo do DF e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

Sobre a proposta de transformar a manifestação em PATRIMÔNIO IMATERIAL, Fred Maia, assessor do MINISTRO da CULTURA, JUCA FERREIRA, acrescenta ainda que um registro como esse custa em média R$ 200 mil. “Esse tipo de afirmação é muito importante para a CULTURA popular e merece uma atenção especial”, reconhece.

Em comparação com a última edição, esse encontro sofreu desfalque considerável pois não pôde contar com o patrocínio esperado para custear o evento e, portanto, contou com recursos reduzidos. “Passamos 20 dias pedindo para os grupos de outros estados para não vir, porque não temos mais estrutura para receber ninguém e faz parte da tradição, como anfitriões, oferecer alimentação e pousada. Escolhemos então só as 20 folias mais expressivas dos dez anos de evento para receber a ajuda de custo de R$ 2 mil”, detalha Volmi Batista, idealizador do encontro.

Com grupos de Minas Gerais, Tocantins, Santa Catarina, Bahia, Goiás e Distrito Federal, o evento reuniu cerca de mil pessoas, entre catireiros, violeiros, religiosos e fãs da CULTURA popular. Do DF e Entorno, estiveram presentes as folias de reis de Brazlândia, Estrela Guia, Minas Brasília, João Timóteo, Saudade do Interior, Reis Pedregal, Unidos na Fé e Reis Cristalina.

Tradição à moda da viola

As melodias arrastadas tiradas das violas capiras se espalham por todos os lados no Encontro Nacional de Folias de Reis do DF. Ora puxadas para o xote nordestino, ora rememorando as toadas gaúchas, o som se mistura às apresentações de catira e aos batuques baixinhos e ritmados típicos do interior.

Grandes nomes como Almir Sater, Pena Branca e Inezita Barroso estiveram presentes em edições anteriores do evento. Este ano, algumas das atrações ficaram por conta de Renato Teixeira e a dupla Zé Mulato e Cassiano, que embalam uma congregação de tradição religiosa. “Existe uma grande confusão no DF sobre o que significa a folia, não se trata só das apresentações no palco e sim da importância das trocas de devoção e tradição”, acredita o organizador, Volmi Batista.

O violeiro e organizador da folia Saudade do Interior de São Sebastião, Sebastião José Borges prestigiou o encontro em todos os seus dez anos. “Eventos como esse são importantes para mostrar aos foliões as diversas origens do credo deles, além de aprender com as folias dos outros estados”, acredita.

Uma das atrações mais importantes da festa são os Três Reis Magos, interpretados há dez anos pelos atores Valterismar Maciel, Junior Lima e Márcio Braga. “Somos devotos e abrimos todas as folias. Buscamos sempre fazer as apresentações com muita fé, buscando seguir as tradições que mesmo não estando presente oficialmente na Bíblia, fazem parte dessa festa”, conta.

Famílias completas, companheiros de fé com terços enrolados nos punhos dançam, cantam e se emocionam com cânticos que relatam a Anunciação, o Nascimento de Jesus e claro, o trajeto dos Reis Magos. Em meio a toda essa cena, muita comida típica é servida. Galinhada, pamonha, acarajé e carne de porco com mandioca são algumas das delícias que os violeiros comem no restaurante rústico instalado no espaço.

Natural de Patos de Minas (MG) o mestre de folia Baltazar José de Souza se emociona ao falar com a reportagem do Jornal de Brasília sobre sua história com a folia. “A gente canta o que vem na mente, o que sente ao ver o presépio. Me arrepio com isso desde os 8 anos”, relata.

Saiba +

Cada folia tem sua “divisa”. É uma espécie de marca registrada que serve para identificar os grupos. A divisa pode ser um lenço colorido, uma toalha e até um broche.

De todas as folias presentes no encontro duas chamaram atenção por serem exclusivamente femininas, a de Goiás e a Coromandel, de Minas Gerais.

Uma segunda edição comemorativa dos dez anos do encontro será realizada no mês de julho. Na mesma época Brasília será sede de um grande Fórum de Cultural Popular, que compreenderá a Folia de Reis.

Comunicação SID/MinC

Telefone: (61) 2024-2379
E-mail: identidadecultural@cultura.gov.br
Acesse: www.cultura.gov.br/sid

Cultura e Tradição: Capoeira muda a vida de crianças em Fortaleza

“Exu é o senhor do movimento, então tudo que está quieto e parado ele tenta movimentar, assim é o próprio mundo. Ele tem um chapéu metade preta e metade vermelha”.

O relato continua. “Dois reis que se tratavam como irmãos realizavam sempre um festival de confraternização entre os reinos e Exu passava e presenciava sempre a mesma coisa, todos amigos a vida toda. No festival, os tronos ficavam lado a lado e o povo confraternizando. Em uma festa, Exu se traveste de príncipe e passa no meio dos dois tronos, cumprimenta os reis e some no meio da festa. Eles comentam sobre a beleza e o chapéu do príncipe, no caso Exu disfarçado, e divergem das cores que cada um viu. Para os reis a palavra era incontestável e um deles ficou ofendido daí se agridem e começam um embate que vira uma guerra que dura anos. Quando os dois reinos estão quase destruídos, os reis sentam para negociar uma trégua e Exu refaz o trajeto ao contrário e cumprimenta novamente. Os reis vendo cores contrárias do que viram da primeira fez, se voltam um ao outro pedindo desculpas e selando a paz novamente”. Essa história reflete a composição da dialética, a tese, a antítese e a síntese. É a sabedoria africana contada pelo Mestre Armando Leão ao grupo de crianças que fazem parte da Capoeira Angola e moram no Campo do América em Fortaleza.

Angola no Campo do América

Os instrumentos são os mesmos, mas a dança da Capoeira Angola é diferente da Capoeira Regional. A Angola é constituída por movimentos complexos misturando ritmo e luta, sendo o estilo que mais se aproxima da forma dançada pelos negros africanos. A expressão cultural chegou ao Campo do América após relatos da realidade vivida pela comunidade, que é cercada pelos prédios de luxo da Aldeota e que divide espaço com alguns problemas sociais como drogas, exploração sexual na Avenida Beira-Mar. A atividade despertou a curiosidade entre as crianças que além de aprender Capoeira, têm também aulas de arte e cultura africana através de uma linha pedagógica, com base na contação de histórias.

O Mestre Armando afirma que muitos quando chegam pra conhecer a Capoeira Angola, trazem a ideia do senso comum da existência de uma única capoeira e alguns se decepcionam porque querem dar saltos entre outros golpes, então quando percebem que o ritual é diferente ficam frustrados.

Durante as aluas, as crianças aprendem a tocar os instrumentos de percussão (reco-reco, agogô, pandeiros, berimbaus – gunga, médio, viola – e atabaque). A ladainha cantada e a dança são ensaiadas e assim se preparam para além de viver com a influência dos ensinamentos africanos também se apresentarem em eventos.

Adversidade para a realização do trabalho

A iniciativa de ensinar esses valores não é algo fácil, já que a realidade de Fortaleza se configura em um cenário em que igrejas católicas e protestantes disputam os fiéis e criticam a prática da Capoeira Angola atribuindo ser “coisa do demônio”. Além disso, existem as dificuldades financeiras que o grupo enfrenta para manter o mínimo de estrutura. Mestre Armando diz que não existe perspectiva de ser um projeto social com apoio institucional. O que conseguiram até agora foi resultado da coletividade e algumas atividades financeiras que propiciaram a compra dos uniformes padronizados da Capoeira Angola (calça preta e blusa amarela). O grupo realizou passeios culturais onde as crianças já conheceram os museus ao redor do Dragão do Mar, visitaram um projeto no bairro Serviluz que desenvolve trabalho de fotografia com crianças, Praça Adahil Barreto e a Praça Luiza Távora (Pracinha da Cearte).

Histórias de infâncias roubadas

Algumas realidades vistas no local são de abandono. Porque os pais têm que trabalhar, muitas crianças passam parte do dia nas ruas por não ter nenhuma atividade e ficam sujeitas a todos os tipos de violências e assédios. Há muitas crianças com um potencial de agressividade por consequência da falta de oportunidade ou por não conhecer carinho familiar. Todas, porém, convivem com a propaganda da vida de luxo de alguns que moram nos prédios da vizinhança. São relatos que para o Mestre “afasta o diálogo entre os pais e filhos e com as rodas de conversa durante a Capoeira aos poucos vai contribuindo para o retorno dessa aproximação, tendo em vista uma convivência mais harmoniosa e respeitável,” enfatiza.

Após as aulas que acontecem na Matriz Criativa Núcleo de Ação e Desenvolvimento, as crianças são levadas em casa e o Mestre conversa com os pais sobre a criança ou sobre algo que possa vir a contribuir com o desenvolvimento psicológico e afetivo. O Mestre relata que uma vez foi à casa de uma aluna que, por volta de três horas da tarde, estava sem ter ingerido nenhum alimento. Ao perguntar por que ela ainda não tinha se alimentado, ela respondeu que se alimentava sempre depois que a mãe chegava do trabalho após as cinco horas ou quando um tio levava alguma coisa. Histórias de vida como essa, de crianças que crescem com dificuldades em meio às ofertas do tráfico, fazem parte do cotidiano do Campo do América. Isso para o Mestre Armando é um desafio para se desconstruir e é possível através dos ensinamentos africanos e da prática da capoeira.

Absorção de conhecimento

Além da dança e da música, as crianças escutam as histórias e podem recontar em outras aulas e assim os conhecimentos são repassados. E uma dessas ferramentas é a encenação, metodologia que, segundo o Mestre Armando, contribui para estimular a imaginação infantil. Ele relata que muitos quando escutam histórias sobre Ogum, Olorum entre outras, identificam-se e isso faz com que eles entendam a dinâmica do mundo a partir de outra visão.

Para o Mestre Armando o trabalho por ele desenvolvido é uma necessidade religiosa e ancestral, um dever que tem de repassar os seus conhecimentos. “Os alunos precisam saber viver bem, concebendo a capoeira. Todo esse esforço é para que isso influencie na vida das crianças e que elas consigam viver daqui pra frente a partir da tradição da Capoeira Angola”, conclui.

De Fortaleza,
Ivina Carla (Acadêmica de Jornalismo)

http://www.vermelho.org.br

Bauru: Praça Mestre Bimba

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO

Dá denominação de MANOEL DOS REIS MACHADO – MESTRE BIMBA a uma praça pública da cidade.

A MESA DA CÂMARA MUNICIPAL DE BAURU, Estado de São Paulo, no uso das atribuições que lhe confere o Artigo 15, Item I, letra “m”, da Resolução 263/90, promulga o seguinte Decreto Legislativo:

Art. 1º – Fica denominada Praça MANOEL DOS REIS MACHADO – MESTRE BIMBA a praça sem denominação oficial, localizada no Setor 03, Quadra 0007, situada na confluência das Ruas Elias Murback, quarteirão 04, Francisco Paez, Sebastião Pregnolato e Christiano Pagani, no loteamento denominado Jardim Auri Verde.

Art. 2º – Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação.

 

Bauru, 25 de fevereiro de 2009.

ROQUE JOSÉ FERREIRA

 

EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS

A Capoeira recebeu recentemente o status de “patrimônio cultural de natureza imaterial”, em face de sua força cultural.

Esta força cultural está diretamente relacionada aos aspectos técnicos próprios da manifestação, bem como aos aspectos simbólicos que a sua pratica ao mesmo tempo representa e testemunha: os ideais dos quilombos e de Zumbi.

Várias manifestações culturais de origem afrodescendente se perderam pelo caminho da historia. A Capoeira também poderia haver-se perdido, dada a descomunal força das proibições e repressões. Contudo, nos anos de 1930, Manoel dos Reis Machado (1900-1974), conhecido nas voltas do mundo da capoeira como MESTRE BIMBA, ao criar e sistematizar uma metodologia de ensino; como excepcional tocador de berimbau que era criar toques específicos para cada tipo de jogo; inovar nos rituais próprios da roda, mantendo a tradição; e especialmente oportunizou o aprendizado e pratica a homens, meninos e mulheres, das diferentes origens étnicas e sociais, com o seu Centro de Cultura Física e Luta Regional Baiana, conquistando assim a descriminalização da pratica do Jogo da Capoeira através da sua obra “A Capoeira Regional”.

Hoje a Capoeira deu, literalmente, a volta ao mundo, sendo praticada em

mais de 160 paises dos 5 continentes, sendo a maior embaixatriz do Brasil no exterior, e o maior veiculo de difusão da língua portuguesa no mundo.

Assim sendo, devemos essa herança cultural que tanto nos identifica como

brasileiros a Manoel dos Reis Machado, o MESTRE BIMBA, o criador da Capoeira Regional, ao lado do Mestre Pastinha, o patrono da Capoeira Angola.

 

Bauru, 25 de fevereiro de 2009.

 

ROQUE JOSÉ FERREIRA

Hoje é dia de Santo Reis

Acontece hoje na região a chegada das Bandeiras das Companhias de Folia de Reis. Em Apucarana, Ivaiporã, Jandaia do Sul, Arapongas, Mandaguari e várias outras cidades há festejos programados. Durante as visitas, iniciadas nos primeiros minutos da madrugada do dia 25 de dezembro, são arrecadados donativos que são repassados aos menos favorecidos.

HISTÓRICO – A Folia de Reis é uma festa religiosa de origem portuguesa, que chegou ao Brasil no século XVIII. Em Portugal, em meados do século XVII, tinha a principal finalidade de divertir o povo, enquanto aqui no Brasil, passou a ter um caráter mais religioso do que de diversão.

No período de 24 de dezembro, véspera de Natal, a 6 de janeiro, Dia de Reis, um grupo de cantadores e instrumentistas percorre a cidade entoando versos relativos à visita dos Reis Magos ao Menino Jesus. Passam de porta em porta em busca de oferendas, que podem variar de um prato de comida a uma simples xícara de café.

A Folia de Reis, herdada dos colonizadores portugueses e desenvolvida aqui com características próprias, é manifestação de rara beleza. Os preciosos versos são preservados de geração em geração por tradição oral.

INSTRUMENTOS: os instrumentos utilizados são: viola, violão, sanfona, reco-reco, chocalho, cavaquinho, triângulo, pandeiro e outros instrumentos.

PERSONAGENS: os personagens somam doze pessoas e todos os integrantes do grupo trajam roupas bastante coloridas, sendo eles: Mestre, Contra-Mestre, os Três Reis Magos, Palhaço e Foliões.

1.O Mestre e Contra-mestre: donos de conhecimentos sobre a manifestação, são aqueles que comandam os foliões.

2.O Palhaço: com seu jeito cínico e dissimulado, deve proteger o Menino Jesus, confundindo os soldados de Herodes. O seu jeito alegre e suas vestimentas coloridas são responsáveis pela distração e divertimento de quem assiste à apresentação. Representando o Mal, usa geralmente máscara confeccionada com pele de animal e vai sempre afastado um pouco da formação normal da Folia, nunca se adiantando à "bandeira". Apesar de seu simbolismo, é personagem alegre, que dança e improvisa versos, criando momentos de grande descontração.

3. Os Foliões: grupo composto de homens simples, geralmente de origem rural; são os participantes da festa que dão exemplo grandioso através de sua cantoria de fé.

4.Reis Magos: os Três Reis Magos fazem a viagem da Esperança, certos de encontrarem sua estrela.

A FESTA: até há pouco, podia-se ouvir ao longe ou, com sorte, encontrar, vindo de bairro distante, um grupo especial de músicos e cantadores, trajando fardamento colorido, entoando versos que anunciam o nascimento do Menino Jesus e homenageiam os Reis Magos. Trata-se, naturalmente, da Folia de Reis que, no período de 24 de dezembro a 6 de janeiro, Dia de Reis, peregrina por ruas à procura de acolhida ou em direção a algum presépio.

Com sanfona, reco-reco, caixa, pandeiro, chocalho, violão e outros instrumentos, seguem os foliões pela noite adentro em longas caminhadas, levando a "bandeira" (estandarte de madeira ornado com motivos religiosos), a qual tributam especial respeito. Vão liderados por mestre e contra-mestre, figuras de relevância dentro da Folia por conhecerem os versos – são os puxadores do canto.

"Era meia-noite em pontoBateu asa e cantou o galo Bateu asa e cantou o galo…"

"Que Jesus dê vida e saúdeSó voltamos para o anoSó voltamos para o ano…"

Os foliões cumprem promessa de, por sete anos consecutivos, saírem com a Folia e arrecadar em suas andanças donativos para realizarem anualmente, no dia 20 de janeiro, Dia de São Sebastião, festa com cantorias e ladainhas.

Durante a caminhada, é carregada a "bandeira" do grupo, um estandarte de madeira enfeitado com motivos religiosos. O ponto alto da festa se dá quando dois grupos se encontram. Juntos, eles caminham em direção ao presépio da festa, o ponto final da caminhada.
FESTA DE REIS EM OUTROS PAÍSES

Na França, existe um costume antigo de consumir uma espécie de torta doce e recheada, a "Galette des Rois", em todo o mês de janeiro, e principalmente no primeiro domingo de janeiro, Dia de Reis.

Ao comprar a galette em "Boulangeries" (padarias) ou "Pâtisseries" (docerias), o francês ganha duas coroas de papel. Essa tradição vem desde a época dos romanos, quando se colocava uma "fève" (fava) seca ou grãos de feijão dentro da torta para se escolher o "Rei do Dia". Quem encontrar a fava na sua fatia, é eleito rei por um dia e tem até o direito de escolher a sua rainha. Atualmente, essa fava seca foi substituída por uma figura de porcelana.

É, com certeza, uma comemoração muito popular que faz a alegria de crianças e adultos.

A "Galette des Rois" francesa é preparada com massa folheada e recheada com um "Crème Frangipane" (creme de amêndoas), muito perfumado e delicioso, receita criada pelo pâtissier francês Pascal Regnault, especialista também em crepes, galettes e outras delícias francesas.

Na Itália e na Espanha, a galette é feita de pão doce em forma de coroa, decorado e recheado com frutas cristalizadas.

BOLO DIA DE REIS INGREDIENTES:

200g de manteiga

200g de açúcar

200g de amêndoas em pó

4 ovos

75g de farinha de trigo

2 discos de massa folheada de 3ml de espessura

Fôrma de 22cm de diâmetro

2 ovos ligeiramente batidos para pincelar a massa

MODO DE PREPARO:

Bata em batedeira a manteiga com o açúcar e as amêndoas. Depois que a mistura clarear e crescer, junte aos poucos os quatro ovos, um de cada vez, sem parar de bater. Incorpore por último a farinha e bata mais um minuto, só para misturar. Reserve na geladeira.

Montagem:Coloque um disco de massa folheada na fôrma e espalhe por cima o creme.

Coloque uma e cubra com o segundo disco de massa folheada. Pincele com ovo batido. Asse em forno pré-aquecido a 200°C, durante aproximadamente 25 minutos. Deixe esfriar, desenforme e sirva.

Rendimento : 10 porções
SIMPATIAS DAS ROMÃS

1) No dia de Reis, coloque três caroços de romã dentro da carteira para ter dinheiro durante o Ano Novo.

2) No Dia de Reis, dia 6 de janeiro, pegar uma romã e retirar 9 sementes pedindo aos 3 Reis Magos, Baltasar, Belchior e Gaspar que nesse ano que se inicia você tenha muita saúde, amor, paz, dinheiro.

Depois pegue 3 das nove sementes e guarde num saquinho, papel, o que der. Essas sementes ficarão dentro da carteira para nunca faltar dinheiro.

As outras 3 você engole e as últimas três que sobraram você joga pra trás fazendo o pedido que desejar. É infalível. Você pode não ficar rico, mas na sua carteira vai ter sempre algum dinheiro.

Fonte: http://www.tribunadonorte.com/

DVD Mestre Bimba a Capoeira Iluminada

MESTRE BIMBA – A Capoeira Iluminada

A vida de Manuel dos Reis Machado, o MESTRE BIMBA (1899-1974), que iluminou a prática da capoeira, tornando-se o seu mais conhecido e admirado nome em todo mundo.

Uma história com muita capoeira, contada por alguns dos seus mais importantes alunos, seus familiares e pelos que se dedicaram a estudar sua genial personalidade.

DVD Mestre Bimba a Capoeira Iluminada

The life of Manuel dos Reis Machado, known as MESTRE BIMBA (1899-1974). The master that enlightened the art of capoeira, becoming the most known and admired name of it’s practice around the world.

History and stories of capoeira, told by his most important disciples, his family and by the ones who devoted studying his genius personality.

(DVD + Poster)

Legendas: Portuguese, English and French.

 

EXTRAS

01 Uma Visita ao Mestre Decanio
02 Uma auyla completa de Bimba, por seu filho Mestre Nenel
03 Como se faz um berimbau, por Mestre Nenel
04 Novos "causos" da Academia de Bimba
05 Rodas depois das filmagens

Créditos

Roteiro: Luiz Carlos Maciel
Fotografia: Rivaldo "doddy" Agostinho
Pesquisa: Antônio Venancio
Montagem: Daniel Nobre
Sonorização e Mixagem: Fernando Ariani
Direção de Produção: Didado Azambuja
Direção: Luiz Fernando Goulart

UMA REALIZAÇÃO BISCOITO FINO
Direção Geral: Kati Almeida Braga
Direção Artística: Olivia Hime
Gerente de Produto: Martinho Filho
Assitente de Produção: Luciene Caruso