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A Confraria Carioca de Capoeira – C.C.C.

A CONFRARIA CARIOCA DE CAPOEIRA – (C.C.C.)

Nasceu de um grupo de amigos e com iniciativa do Mestres Burguês – Hulk – Arerê – Columar – King – Gegê – Edvaldo Baiano – Martins – Lua – Montana

A partir da necessidade de unir seus grupos com as seguintes propostas:

1- Trabalhar juntos com ideologias diferentes em prol da CAPOEIRA . (Esse é o nosso grande desafio)

2- Respeitar a individualidade de cada Grupo e de cada Mestre.

3- Enfocar uma comunidade de CAPOEIRA.

4- Os trabalhos de cada Grupo ou Mestre continuam individualmente mais, o objetivo principal é de reunir.

5- Juntar o saber popular com o saber academico.

6- Objetivo coletividade e não ao individualismo.

7- Pensar mais na CAPOEIRA e não no seu grupo.

8- O nosso grande instrumento é o diálogo.

9- Amadurecer a ideia de fazer um evento todos juntos.

10- NOSSO LEMA:

– RESPEITAR AS DIFERENÇAS

– HUMILDADE

– UNIÃO

A necessidade de manter o respeito aos fundamentos, o compromisso e seriedade com a Capoeira. A história da capoeira no Rio de Janeiro passa a ser vista com mais credibilidade quando há  forças, de companheiros com  o compromisso da nossa CAPOEIRA.  Respeitar as diferenças , humildade, união e seriedade com a capoeira. Isto é  a  CONFRARIA CARIOCA DE CAPOEIRA – (C.C.C.)

A CONFRARIA CARIOCA DE CAPOEIRA – C.C.C.

FUNDADORES:

EDVALDO BAIANO – MARTINS – KING – MONTANA – GEGÊ – COLUMA – ARERÊ – HULK – LUA E BURGUÊS.

LANÇAMENTO DA CONFRARIA DIA 27 DE FEVEREIRO DE 2010 GRANDE RODA NA PEDRA DO SAL (PRAÇA MAUÁ, Rio de Janeiro/RJ, Brasil)

O COLEGIADO DA C.C.C

CONFRARIA DE ESCRAVOS VOLTADA PARA A LIBERTAÇÃO DE OUTROS ESCRAVOS

Santos: Capoeira apresenta resultados positivos na inclusão de deficientes

‘Jogo atlético, constituído por um sistema de ataque e defesa, de caráter individual e origem folclórica genuinamente brasileira, surgido entre os escravos’. Quem procura pela palavra capoeira no dicionário Aurélio de língua portuguesa encontrará essa definição. Mas, basta conferir uma roda de capoeira de alunos deficientes no Complexo Esportivo e Recreativo Rebouças (Praça Eng. José Rebouças s/n., Ponta da Praia) para ter a certeza que a capoeira vai além. Ela vem promovendo inclusão para quase 90 munícipes com necessidades especiais, garantindo benefícios físicos e psicológicos. O trabalho será tema de encontro promovido pela prefeitura hoje (quarta dia 11, no próprio Rebouças.

De acordo com Cícero França, conhecido como mestre Cícero Tatu, responsável pelas aulas de capoeira com alunos especiais na Semes (Secretaria de Esportes), entre os benefícios destacam-se a melhora na lateralidade, equilíbrio, atenção e raciocínio. “A liberdade de expressão é a essência da capoeira. E é isso que trabalhamos aqui: a educação de forma não padronizada, respeitando os tempos e limites de cada um. Com a música, o ritmo, eles ficam mais atentos e os movimentos ajudam a conhecer melhor o próprio corpo e a respeitar o espaço do outro”.

Os resultados positivos podem ser medidos pela opinião de quem participa. Alunos da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Santos), Sérgio Luiz Pedra, 46 anos, e Sidnei Viera, 25, começaram as aulas no Rebouças há dois meses e estão gostando do resultado. “É bom pra minha saúde, para o coração. Estou até perdendo a barriga”, conta Sérgio. Sidnei também destaca os benefícios. “Melhorou meu equilíbrio, minha saúde. Estou com mais atenção”. Outro exemplo é Daniel Torrente de Almeida, 38 anos, já formado. De acordo com mestre Cícero, pelo que tem conhecimento, Daniel é o único aluno com autismo já formado. “Hoje já ajudo a dar as aulas. Ensino os movimentos para as pessoas”, conta Daniel.

Socialização:

Outro ponto importante é que as aulas mesclam os alunos deficientes com alunos em geral, promovendo, de fato, a inclusão. “Esses alunos ditos normais amadurecem frente ao desconhecido. Isso por si só já vale a pena. São crianças, jovens, que estão crescendo aprendendo a respeitar as diferenças. A socialização é verdadeira. Todos interagem, jogam juntos”, afirma o professor.

A pequena Stephanie Marra Kuhlmann, de oito anos, é exemplo disso. Desde pequena frequenta as aulas com alunos especiais e aprendeu a lidar com as limitações de cada ser humano. “No começo ela ficava assustada. Hoje beija, abraça todo mundo. Aprendeu a respeitar mais o próprio corpo e os limites dos outros. Ela vem aqui ajudar o professor, mas sabemos que ela também está sendo ajudada. É um aprendizado para a vida toda”, diz a mãe Maria Cristina.

Mestre Cícero conta que também sai ganhando. “A grande diferença não estar no ensinar, mas no aprender. Aprendo muito com eles. Eles me instigam a sempre inovar, a buscar estratégias para que todos possam aprender a capoeira”, afirma. Além dos movimentos, os alunos aprendem em oficinas sobre a história da capoeira e até a confecção dos instrumentos musicais.

Encontro:

Para promover a troca de experiências entre quem pratica este esporte e os profissionais que atuam na área, ou quem está interessado em começar, a prefeitura, por meio da Semes, realiza hoje, o ‘2º. Encontro da Capoeira Inclusiva de Santos’, no Rebouças, das 14h às 16h, com uma grande roda de capoeira. Já há mais de 200 inscritos. Quem quiser participar pode obter informações pelo telefone 3269-8080.

Neste mesmo número é possível saber sobre vagas. Há aulas para turmas de inclusão toda segunda e quarta, em dois horários: das 14h às 15h e das 15h às 16h. Para a população em geral, a Semes também disponibiliza aulas no Posto 2, praia da Pompeia; no Centro Esportivo da Zona Noroeste; e no Centro Esportivo M. Nascimento Júnior. A Secult (Secretaria de Cultura) oferece aulas com mestre Chocolate, no Centro de Cultura Patricia Galvão; Centro Cultural do Morro do São Bento; e na Sociedade de Melhoramentos da Encruzilhada. No caso da Secult, as vagas estão esgotadas.

No total mais de 400 munícipes participam das escolinhas, além de centenas de alunos da rede municipal, nos núcleos do programa ‘Escola Total’. A capoeira está registrada desde 2008 como patrimônio imaterial pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

 

Fonte: http://www.clicklitoral.com.br

Manha e Respeito

Quem diria que uma luta do negro escravizado criada no Brasil, utilizada como arma de libertação, e também como forma de cultivar as tradições ancestrais de um povo, viria a se espalhar pelo mundo inteiro, sendo praticada hoje em dia por pessoas de todas as raças, credos, classes sociais, faixas etárias, orientações sexuais e qualquer outra categoria utilizada para dividir as pessoas. A capoeira, sim senhor, serve ao contrário, para unir as pessoas!!!

A capoeira nos ensina que é possível romper as barreiras do preconceito e da discriminação que são a causa de tanta intolerância e violência no mundo atual. Numa roda de capoeira, quando se abaixa ao pé do berimbau, todos são iguais: o rico e o pobre, o velho e a criança, o homem e a mulher. Porque abaixar-se ao pé de um berimbau, e olhar no olho do seu camarada, significa fazer parte de um ritual em que o respeito pelo outro é talvez um de seus códigos mais importantes.

Apesar da tradição da capoeira estar recheada de histórias de valentões e suas navalhas, brigas com a polícia, sangue e até morte, a roda de capoeira sempre foi um espaço de convivência entre os diferentes e, acima de tudo, de respeito pelo outro. As desavenças, conflitos e confusões sempre existiram na roda de capoeira, mas acima de tudo aprende-se a respeitar o outro, mesmo ele sendo seu inimigo.

Talvez essa seja uma das lições mais importantes da capoeira, que infelizmente ainda não foi compreendida por muitos capoeiristas da atualidade, que acham que a capoeira é apenas uma disputa para ver quem é o mais violento, o mais “sarado”, ou ainda o mais acrobata, e acaba virando uma exibição de vaidades em que cada um joga somente para si mesmo, para exibir sua ferocidade, seus músculos ou suas acrobacias.

A capoeira é muito mais do que isso. É justamente o diálogo entre os corpos de dois capoeiristas que permite revelar a verdadeira destreza de um bom jogador, a mandinga de saber o momento certo de aplicar um golpe ou esquivar-se, de “cozinhar” o adversário esperando a “brecha” para o ataque, de simular, brincar e divertir-se, por que a capoeira foi feita também pra isso. Enfim, é preciso jogar COM o outro e não CONTRA o outro, e muito menos SEM o outro. Os antigos mestres sempre ensinaram isso, sempre fizeram assim.

O meu mestre, João Pequeno de Pastinha, sempre nos ensinou a respeitar os adversários numa roda de capoeira, mesmo quando o jogo fica duro e apertado. É claro que existem momentos numa roda de capoeira em que o “tempo fica quente” e alguns atritos entre capoeiristas acontecem mesmo, são normais, coisa do jogo. Mas João Pequeno sempre diz que “…é preciso saber manejar o corpo, saber frear o pé antes de atingir o sujeito, pois quem tá de fora tá vendo que você num bateu porque num quis !”. Talvez seja essa a grande virtude de um bom capoeirista. Quem tá de fora… tá vendo!!!

Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno) é professor da Universidade Federal da Bahia, músico e capoeirista, formado pelo mestre João Pequeno de Pastinha. Publicou os livros “Capoeira Angola, Cultura Popular e o Jogo dos Saberes na Roda”(2005) e “Mestres e Capoeiras Famosos da Bahia”(2009). Realizou os documentários “O Velho Capoeirista” (1999) e “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras” (2008).


Coluna: “Crônicas da Capoeiragem” por Pedro Abib

Matéria de estréia da Coluna Crônicas da Capoeiragem, sob a tutela do nosso grande camarada e parceiro, Pedro Abib, enfocando histórias, casos, experiências, opiniões, críticas, enfim, um texto de uma lauda sobre o universo da capoeiragem.