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PRAÇA MESTRE BIMBA • 100 ANOS DA REGIONAL • RESPEITO!!!

PRAÇA MESTRE BIMBA • 100 ANOS DA REGIONAL • RESPEITO!!!

 

O projeto de revitalização da Praça Mestre Bimba situada no bairro da Amaralina em Salvador, Bahia, Brasil foi concluída com êxito no mês de Julho de 2017.

Após  uma grande batalha por parte da Turma de Bimba, da Família do Mestre Bimba e da comunidade da Capoeira do Brasil, foi conseguido junto aos órgãos públicos a obra que deu a comunidade um espaço apropriado a prática da Capoeiragem, prestando assim uma bela homenagem a um patrono da nossa arte.

Porém, menos de um ano depois passamos pelo mesmo problema, o descaso por parte dos órgãos que seriam os responsáveis pela manutenção do local, nos apresentam um cenário indigno para o tamanho da grandeza da obra do Mestre Bimba .

Uma vez mais a comunidade da Capoeiragem deve dar as mãos e pedir o devido respeito para com o Sr. Dr. Manoel dos Reis Machado criador da Capoeira Regional Baiana que esse ano completa 100 anos.

HÁ CERCA DE UM ANO ATRÁS…

Se o Rio Vermelho já era conhecido por ser o point de Iemanjá e da boemia, agora ele se estende para a valorização da capoeira e da memória militar. Com homenagens à Mestre Bimba e ex-combatentes do Exército Brasileiro, foi entregue pela prefeitura, nesta quinta-feira (27), a terceira e última etapa de requalificação da orla do lugar – que vai desde o Supermercado Bompreço até o Quartel de Amaralina, um perímetro de mais de 600 metros. Com investimento de cerca de R$3,7 milhões, a obra foi realizada em quatro meses numa parceria entre a Secretaria Municipal de Infrestrutura e Obras Públicas (Seinfra) e Fundação Mário Leal Ferreira. A requalificação começou em 2015 e custou, ao todo, R$65,3 milhões.

A obra contemplou a revitalização da Praça Mestre Bimba, ícone da capoeira mundial, incluindo no local um espaço para roda de capoeira com arquibancada para até 25 pessoas e piso intertravado de 250m² ao redor. Foi recuperado também o monumento desenhado pela artista Mercedes Kruchewsky em homenagem ao mestre: um medalhão de bronze acoplado à uma estrutura de 3,69m de altura em formato de berimbau. O capoeirista Manoel dos Reis Machado ficou conhecido por ajudar a descriminalizar a prática da capoeira por meio da obra “A capoeira regional”.

PRAÇA MESTRE BIMBA • 100 ANOS DA REGIONAL • RESPEITO!!! Capoeira Cidadania Portal Capoeira

Na reinauguração, diversos grupos de capoeira se reuniram para saudar a memória e os ensinamentos de Bimba. O grupo de Mestre Itapuã, 70, que começou a ser aluno dele aos 16 anos, era um deles. “Eu fui educado dentro da academia de Bimba. Meu pai tinha morrido nessa época, então a figura forte que eu tinha era ele. Bimba era um exemplo. Ele sempre exigia as coisas certas e que a gente fosse alguém”, lembra.

Contente, Dona Bena, 86, uma das viúvas do capoeirista, falou de como aprendeu a jogar capoeira escondido com o companheiro por causa da repressão. “Naquele tempo, mulher não podia jogar porque não consentiam. Uma vez ele fez uma turma, mas desmanchou porque os maiorais não deixavam. Só era para homem”, relembra ela, que defende hoje a democratização e valorização dessa expressão cultural.

(FONTE: http://www.correio24horas.com.br/)

 

Video da Praça do Mestre Bimba – “REinauguração” – Julho 2017 

ACORDA BAHIA… FESTA… PROMOÇÃO… VIDEO PROMOCIONAL… TUDO MUITO BONITO… PORÉM, MANTER O ESPAÇO, PREZERVAR O PATRÍMONIO, ZELAR PELA NOSSA CAPOEIRAGEM… ISSO JÁ É OUTRA COISA!!!

Respeito!!! É a única coisa que pedimos. Viva Seu Bimba!!!

Mestre de Capoeira Marajoara fala sobre cultura afro-brasileira no japão

Nesta primeira viagem ao Japão, Bira Marajó falou a estudantes universitários sobre os projetos mantidos pela Associação Cutimboia (Pará), e jogou capoeira com os japoneses

O jogo começa cadenciado com um canto que quase sempre fala da escravidão. Assim é o estilo de Angola, muito próximo de como os negros escravos jogavam a capoeira. Além de história, hoje ela carrega projetos sociais. “A gente não trabalha só a movimentação do corpo, que dá a estética na visão externa. OS elementos que existem na capoeira fazem a gente estudar um pouco da história, de onde a gente veio, onde estamos e para onde vamos”, explica o mestre Bira Marajó.

Através da capoeira de Angola, ele ajuda as comunidades quilombolas, formadas por descendentes de escravos, que no passado fugiram dos engenhos para formar pequenos vilarejos.

A oficina de capoeira é uma parte do trabalho. “Eu acredito muito na capoeira, no trabalho que a gente vem fazendo, na socialização, lição de vida, espírito, respeito e meio-ambiente também”, conta. As crianças aprendem a fabricar seus próprios instrumentos e recebem lições de preservação do meio ambiente e respeito aos mais velhos.

Nesta primeira viagem ao Japão, Bira Marajó falou a estudantes universitários sobre os projetos mantidos pela Associação Cutimboia, e jogou capoeira com os japoneses. “Quando a gente vê eles praticando, a gente não consegue ver uma diferença, a gente consegue ver uma integração só. Eu quando estou aqui, na prática da capoeira, é como se estivesse no Brasil”, finaliza. Ele também deve participar de uma oficina para crianças brasileiras neste domingo, dia 17. Começa 12h30 no prédio Lounge de Tsurumi, em Yokohama, Kanagawa.

http://www.ipcdigital.com

II Encontro da Confraria Carioca de Capoeira

A CONFRARIA CARIOCA DE CAPOEIRA (C.C.C.)

Convida todos para o seu 2º Encontro no dia 15 de maio (Sábado) na Universidade Veiga de Almeida , na Rua Ibituruna, 108 bairro maracanã – ás 15 hs haverá uma palestra ( A GUARDA NEGRA DA PRINCESA ISABEL ) e logo após Roda de Capoeira.

Haverá tambem uma feira de troca de material , se voce tem material para trocar como Livros, Dvd, Cd, Revistas, Materia de Jornais para trocar leve para o encontro e aumente sua Biblioteca e sua Cultura.

A Confraria apresentará se novos Menbros Mestres Bocka, Boneco, Abano, Mamute etc.

Contamos Com sua presença pela união da Capoeira do Rio de janeiro.

A necessidade de manter o respeito aos fundamentos, o compromisso e seriedade com a Capoeira. A história da capoeira no Rio de Janeiro passa a ser vista com mais credibilidade quando há forças, de companheiros com o compromisso da nossa CAPOEIRA. Respeitar as diferenças , humildade, união e seriedade com a capoeira. Isto é a CONFRARIA CARIOCA DE CAPOEIRA – (C.C.C.)

FUNDADORES:

EDVALDO BAIANO – MARTINS – KING – MONTANA – GEGÊ – COLUMA – ARERÊ – HULK E BURGUÊS.

O COLEGIADO DA C.C.C

Nzinga: Chamada de Mulher

Pois é, neste dia 08 de março de 2010 o Instituto Nzinga de Capoeira Angola completa 15 anos!
A nossa alegria só não é irrestrita porque a nossa data também nos lembra o difícil e gigantesco caminho a ser percorrido para garantirmos a liberdade das mulhers, dentro e fora da capoeira. E liberdade aqui, amigo Luciano, significa a salvaguarda da sua dignidade, dos seus direitos e pelo fim das muitas formas de violencia que ainda se naturalizam sobre estas.
Mais do que uma “roda para as mulheres”, apresentamos mais um dos temas do próprio nzinga na sua trajetória de formação de capoeiristas.
Este, como muitos outros eventos que já realizamos com a mesma finalidade, não é um evento excuisivo para mulheres, até porque sabemos que a capoeira se faz em comunidades em que vivem homens e mulheres. Ao contrário, este é também um momento em que podemos revelar  já um número siginificativos de parceiros que compartilham conosco destas lutas, sendo eles mestres ou capoeistas em diversas fases de formação. Alias, cada vez mais eventos desta natureza tem acontecido aqui no Nordeste, fazendo uma importante ponte entre as mulhers da capoeira angola e capoeira regional, discutindo e imprimindo mais uma vez a valorosa contribuiçãodas mulheres para a capoeira na atualidade: o respeito às diferenças e os desafios de uma vida sem violência e sem preconceitos.
Desta forma, além de ser uma data com um sentido próprio de luta, é também a data em que receberemos amigas e amigos, “para brincar e vadiar”.
Daqui de Salvador, eu e o mestre Poloca estaremos seguindo com mais outras pessoas do Nzinga, e esperamos encontá-lo em algum momento.
Mais uma vez reitero estima e admiração.
Receba meu abraço,
Janja

São Gonçalo: Aulas de Capoeira Gratuitas

Aulas gratuitas de capoeira em São Gonçalo

O Movimento de Mulheres em São Gonçalo (MMSG) e a Associação de Capoeira Negrinhos de Sinhá VII vão oferecer, aulas gratuitas, de capoeira esse mês. Elas serão dedicadas às crianças a partir de 9 anos e adolescentes até 17 anos de ambos os sexos.

O objetivo desse trabalho é oferecer à população gonçalense mais uma alternativa para a busca da qualidade de vida. Além disso, o MMSG e a associação acreditam na formação de valores humanos éticos baseados no respeito, na socialização e na liberdade por meio das expressões artísticas.

As rodas vão acontecer toda quinta-feira, das 15h30 às 16h30

Fonte: São Gonçalo Online – http://www.osaogoncalo.com.br

(Foto: Divulgação)

Opinião: Capoeira Capitalista

Dia destes um companheiro propôs reflexão sobre ter lá a Capoeira se transformado numa vergonha, a Capoeira capitalista.
Achei interessante a proposta de reflexão, embora a frase não se possa aplicar a toda Capoeira, mas sim a grandes porções dos estilos hoje massificados, a Angola, Regional e Contemporânea-Senzala. Sei bem que a caracterização desses estilos ainda não foi empreendida, mas, afora diversos outros itens, a simples observação das respectivas gingas, fornecerá elementos para considerá-los estilos massificados. Devo acrescentar aqui que massisficação em si não considero defeito.

Voltando ao ponto, a Capoeira de hoje é capitalista, sim, mas qual o significado disto? Porque agora essa novidade de Capoeira capitalista? Está muito custosa, cara, a Capoeira? Estilo novo?

Não! Não! É capitalista não por ser cara, não por ser custosa, mas por reproduzir, timtim por timtim, aspectos fundamentais da ideologia do sistema em que vivemos que não é outro senão o nosso vigoroso sistema capitalista, com todas as suas mazelas e benesses.

E que aspectos ideológicos são esses que a Capoeira capitalista reproduz?

Por exemplo, no sistema capitalista o respeito à autoridade, à hierarquia, é necessário ao funcionamento das instituições, certo? O dono é quem define as políticas do empreendimento.

Pois é, o respeito aos mestres de Capoeira, instrutores, treineís, contramestres, professores, etc, encaixa-se perfeitamente nos ditames daquele respeito à hierarquia. Respeito no sentido de que um manda e os outros obedecem, respeito no sentido de que os supostos saberes dos de hierarquia mais alta prevalecem, necessariamente, sobre a suposta ignorância dos de hierarquia mais baixa.

Essa história vai longe, se quisermos. Por exemplo, vez por outra são colocados alguns assuntos em votação nos grupos de Capoeira. Isto certamente que dá a eles alegre cunho democrático. Certo! E o que faz o sistema capitalista no Brasil? Mantém milhares de casas legislativas para, de maneira semelhante àquela, decidir democraticamente sobre assuntos de interesse das pessoas.

Para não me alongar muito, ficam aqui duas sugestões e um resumo.

Que cada um procure descobrir aspectos mórbidos típicos do sistema capitalista, e verifique a presença desses aspectos nos grupos de Capoeira que conhece.

A outra sugestão, e sei que não é fácil, é cada um colocar em prática ações não reprodutivas da ideologia do sistema, sem, contudo, bater de frente com as demais instituições apoiadoras da Capoeira e do sistema.

O resumo é que a Capoeira da atualidade vem funcionando como fiel reprodura das relações sociais correntes na sociedade, e aqui se incluem a exploração do trabalho alheio, autoritarismos, formas de distribuição de benefícios, escamotear a divulgação de contas, descasos diversos com as pessoas, etc. Certamente, não é essa a Capoeira que queremos.

Mestre Fernando Rabelo – http://capoeiracambara.blogspot.com/

Jesus, Vigotisky, Capoeira e Cidadania

Angelo Augusto Decanio Filho, Mestre Decanio: Um dos principais mentores de meu trabalho, uma das pessoas mais brilhantes e ímpares que já conheci…

Sugiro de coração aberto e com toda a minha paixão pela capoeiragem e por seu trabalho a visita a um dos mais importantes sites da CAPOEIRA: “Capoeira da Bahia – A Capoeira é uma Escola de Cidadania”

Segue o Artigo que segundo o próprio Mestre Decanio: “… uma das coisas mais lindas que já escrevi sobre a capoeira…”

 

Jesus, Vigotisky, Capoeira e Cidadania

 

Ø Jesus pregou a cidadania como Lei Divina
# Somos todos irmãos

Ø Vigotisky concebeu a cidadania como decorrência lógica da vida em sociedade e cooperação inter-pares
# A vida em sociedade ou grupo baseia-se na cooperação entre seus membros ou pares
1
# Nenhum homem se constrói HOMEM sem a cooperação de OUTRO HOMEM
2

Ø A capoeira materializa a cidadania pela indispensabilidade de respeito e confiança mútua entre os seus praticantes
# A Capoeira parece um embate de corpos, mas é um encontro de corações em clima de harmonia, felicidade e amor
3

 

A Capoeira é uma escola de Cidadania (Luciano Milani)

Mais do que uma luta, a capoeira é hoje também dança, música, história e cidadania. É uma arte desportiva genuinamente brasileira que, de dia para dia, cativa cada vez mais jovens por todo o mundo, passando uma mensagem de vida, parceria e integração, na luta do dia-a-dia.

O Ministro da Cultura do Brasil, Gilberto Gil, em seu discurso de agosto de 2004 na ONU, em Genebra afirmou:

” … Atualmente, a capoeira já é praticada em mais de 150 países. Nas Américas, no Japão, na China, em Israel, na Coréia, na Austrália, na África e em praticamente toda a Europa. A capoeira disseminou-se pelo mundo com entusiasmo. Mesmo sem falar português, um chinês, um árabe, um judeu ou um americano podem repetir o compasso da mesma música, a arte do mesmo passo e a ginga do mesmo toque.”

A luta está sempre presente, até pelas suas origens – desenvolvida pelos escravos do Brasil como forma de resistir aos opressores, praticada em segredo e recorrendo à “ginga”, movimento que lembra a dança e à música, para assim “enganar” os patrões (Escravistas / Senhores de Engenho / Grandes Fazendeiros, etc…).
“Respeito, malícia, disputa, brincadeira” são elementos presentes durante o jogo onde as canções são marcadas ao ritmo do berimbau, instrumento “rei” da capoeira, sob um ritmo contagiante e profundo.

Quem entra na roda para jogar, entende que o respeito e a cidadania, inerentes do “JOGO”, são fundamentais dentro do universo da capoeiragem, pois a capoeira deve ser praticada dentro de um preceito básico, determinado por 3 PILARES FUNDAMENTAIS:

RITMO, RITUAL e RESPEITO

1 Peer em inglês – 2 Vigotisky – 3 AADF

Jesus, Vigotisky, Capoeira e Cidadania

Ø      Jesus pregou a cidadania como Lei Divina
o        Somos todos irmãos
Ø      Vigotisky concebeu a cidadania como decorrência lógica da vida em sociedade e cooperação inter-pares
o        A vida em sociedade ou grupo baseia-se na cooperação entre seus membros ou pares1
o        Nenhum homem se constrói HOMEM sem a cooperação de OUTRO HOMEM2
Ø      A capoeira materializa a cidadania pela indispensabilidade de respeito e confiança mútua entre os seus praticantes
o        A Capoeira parece um embate de corpos, mas é um encontro de corações em clima de harmonia, felicidade e amor3

 

A Capoeira é uma escola de Cidadania

 

Mais do que uma luta, a capoeira é hoje também dança, música, história e cidadania. É uma arte desportiva genuinamente brasileira que, de dia para dia, cativa cada vez mais jovens por todo o mundo, passando uma mensagem de vida, parceria e integração, na luta do dia-a-dia.

O Ministro da Cultura do Brasil, Gilberto Gil, em seu discurso de agosto de 2004 na ONU, em Genebra afirmou:

” … Atualmente, a capoeira já é praticada em mais de 150 países. Nas Américas, no Japão, na China, em Israel, na Coréia, na Austrália, na África e em praticamente toda a Europa. A capoeira disseminou-se pelo mundo com entusiasmo. Mesmo sem falar português, um chinês, um árabe, um judeu ou um americano podem repetir o compasso da mesma música, a arte do mesmo passo e a ginga do mesmo toque.”

A luta está sempre presente, até pelas suas origens – desenvolvida pelos escravos do Brasil como forma de resistir aos opressores, praticada em segredo e recorrendo à “ginga”, movimento que lembra a dança e à música, para assim “enganar” os patrões (Escravistas / Senhores de Engenho / Grandes Fazendeiros, etc…).
“Respeito, malícia, disputa, brincadeira” são elementos presentes durante o jogo onde as canções são marcadas ao ritmo do berimbau, instrumento “rei” da capoeira, sob um ritmo contagiante e profundo.

Quem entra na roda para jogar, entende que o respeito e a cidadania, inerentes do “JOGO”, são fundamentais dentro do universo da capoeiragem, pois a capoeira deve ser praticada dentro de um preceito básico, determinado por 3 PILARES FUNDAMENTAIS:

RITMO, RITUAL e RESPEITO

TRÊS “ERRES” FUNDAMENTAIS

“Capoeira é uma palavra estranha…
que se escreve com um “rê” suave…
e se pratica com três “erres”…
o primeiro é o RITMO… o segundo o RITUAL..
o terceiro é o RESPEITO…
sem os quais não se joga capoeira!”


1 Peer em inglês – 2 Vigotisky – 3 AADF

CGC – Confraria Gaúcha de Capoeira

A Confraria Gaúcha de Capoeira – CGC nasce da reunião de diversos grupos, Mestres e Professores de Capoeira (Muzenza – Mestre Carson e Profº Salsicha, Pesquisa e Fundamento – Contra-Mestre Fabinho, Esporte Nacional – Mestre Delmar e Nação – Mestrando Paulo Grande e Graduado Cabeleira) com objetivos específicos calcados na preservação e divulgação dos elementos chave desta arte-luta. Esporte, cultura, educação, ritmos, ancestralidade, história, musicalidade, qualidade e filosofia de vida são alguns elementos contidos dentro da multidisciplinaridade e no largo espectro da mais brasileira de nossas expressões.

A necessidade de manter o legado, o respeito aos fundamentos, o compromisso e seriedade com a Capoeira em seu contexto latu, uniu grupos como: Pesquisa e Fundamento, Muzenza, Esporte Nacional, Nação e outros envolvidos no processo nesta mesma proposta.

A história da arte capoeira no Rio Grande do Sul passa a ser vista com mais legitimidade quando há um somatório de forças, exatamente, para amalgamar o compromisso de todos os integrantes, atletas, patrocinadores, incentivadores na composição desta irmandade.

Seriedade e respeito com a capoeira. Isto é o coletivo. Confraria Gaúcha de Capoeira – CGC.

Aconteceu:

Então, oficializando como representação da comunidade capoeirística gaúcha, haverá a celebração em coquetel para imprensa, políticos, convidados e toda a gama de pessoas afins que comungam de idéias. Este lançamento ocorreu quarta-feira, dia 23 de setembro, às 20h, no Museu do Esporte, no Shopping Total, em Porto Alegre.

Contato 9325-0023 ou 81148954.

 

Página do Grupo – http://www.grupos.com.br/group/confrariagauchadecapoeira

Manha e Respeito

Quem diria que uma luta do negro escravizado criada no Brasil, utilizada como arma de libertação, e também como forma de cultivar as tradições ancestrais de um povo, viria a se espalhar pelo mundo inteiro, sendo praticada hoje em dia por pessoas de todas as raças, credos, classes sociais, faixas etárias, orientações sexuais e qualquer outra categoria utilizada para dividir as pessoas. A capoeira, sim senhor, serve ao contrário, para unir as pessoas!!!

A capoeira nos ensina que é possível romper as barreiras do preconceito e da discriminação que são a causa de tanta intolerância e violência no mundo atual. Numa roda de capoeira, quando se abaixa ao pé do berimbau, todos são iguais: o rico e o pobre, o velho e a criança, o homem e a mulher. Porque abaixar-se ao pé de um berimbau, e olhar no olho do seu camarada, significa fazer parte de um ritual em que o respeito pelo outro é talvez um de seus códigos mais importantes.

Apesar da tradição da capoeira estar recheada de histórias de valentões e suas navalhas, brigas com a polícia, sangue e até morte, a roda de capoeira sempre foi um espaço de convivência entre os diferentes e, acima de tudo, de respeito pelo outro. As desavenças, conflitos e confusões sempre existiram na roda de capoeira, mas acima de tudo aprende-se a respeitar o outro, mesmo ele sendo seu inimigo.

Talvez essa seja uma das lições mais importantes da capoeira, que infelizmente ainda não foi compreendida por muitos capoeiristas da atualidade, que acham que a capoeira é apenas uma disputa para ver quem é o mais violento, o mais “sarado”, ou ainda o mais acrobata, e acaba virando uma exibição de vaidades em que cada um joga somente para si mesmo, para exibir sua ferocidade, seus músculos ou suas acrobacias.

A capoeira é muito mais do que isso. É justamente o diálogo entre os corpos de dois capoeiristas que permite revelar a verdadeira destreza de um bom jogador, a mandinga de saber o momento certo de aplicar um golpe ou esquivar-se, de “cozinhar” o adversário esperando a “brecha” para o ataque, de simular, brincar e divertir-se, por que a capoeira foi feita também pra isso. Enfim, é preciso jogar COM o outro e não CONTRA o outro, e muito menos SEM o outro. Os antigos mestres sempre ensinaram isso, sempre fizeram assim.

O meu mestre, João Pequeno de Pastinha, sempre nos ensinou a respeitar os adversários numa roda de capoeira, mesmo quando o jogo fica duro e apertado. É claro que existem momentos numa roda de capoeira em que o “tempo fica quente” e alguns atritos entre capoeiristas acontecem mesmo, são normais, coisa do jogo. Mas João Pequeno sempre diz que “…é preciso saber manejar o corpo, saber frear o pé antes de atingir o sujeito, pois quem tá de fora tá vendo que você num bateu porque num quis !”. Talvez seja essa a grande virtude de um bom capoeirista. Quem tá de fora… tá vendo!!!

Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno) é professor da Universidade Federal da Bahia, músico e capoeirista, formado pelo mestre João Pequeno de Pastinha. Publicou os livros “Capoeira Angola, Cultura Popular e o Jogo dos Saberes na Roda”(2005) e “Mestres e Capoeiras Famosos da Bahia”(2009). Realizou os documentários “O Velho Capoeirista” (1999) e “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras” (2008).


Coluna: “Crônicas da Capoeiragem” por Pedro Abib

Matéria de estréia da Coluna Crônicas da Capoeiragem, sob a tutela do nosso grande camarada e parceiro, Pedro Abib, enfocando histórias, casos, experiências, opiniões, críticas, enfim, um texto de uma lauda sobre o universo da capoeiragem.