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Manuscritos de Mestre Pastinha trazem a Sabedoria dos Velhos Mestres da Capoeira

MANUSCRITOS DE MESTRE PASTINHA TRAZEM A SABEDORIA DOS VELHOS MESTRES DA CAPOEIRA

Mestre Pastinha deixou manuscritos onde reflete sobre questões relacionadas não só a capoeira, mas também sobre a vida. A série manuscritos, organizado pelo historiador Frede Abreu traz dois livros: Improviso de PastinhaMestre Pastinha: Como eu penso? Despeitados?, este último realizado junto com Greg Downey. Os dois livros têm tradução em inglês, levando a sabedoria do mestre pelo mundo a fora.

O nome Improviso de Pastinha foi escolhido pelo próprio mestre ao receber do discípulo João Grande uma caderneta para escrever ladainhas e corridas. Segundo João Grande esses escritos foram feitos nas décadas de 50 e 60. No verão de 2007, o Instituto Jair Moreira recebeu a autorização de João Grande para publicação dos improvisos do Mestre Pastinha, “um acervo artístico muito rico para quem deseja conhecer coisas temporais e atemporais da capoeira”, escreve Frede Abreu na apresentação. O livro traz os improvisos originais, com a letra do mestre.

Tendo como origem documentos guardados por Emília Biancardi, Mestre Pastinha: Como eu Penso? Despeitados? traz depoimento inédito do Mestre Pastinha. Mais uma vez, a sabedoria do velho mestre é mostrada para o mundo da capoeira com esse manuscrito, que está no livro com o texto original, sem “correção”. O livro também traz os comentários de Frede Abreu, que destaca alguns pontos presentes nas reflexões do mestre como religiosidade, desabafos, e conceitos, lições, precauções e bons exemplos sobre a capoeira.

Os livros são uma realização do Acervo Frede Abreu de Capoeira e apoio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. Mais informações no e-mail [email protected].

Sobre o autor – Frede Abreu foi um estudioso da capoeira, criando um acervo com mais de 40 mil títulos, entre livros, recortes de jornais, revistas, CDs, fotos e vídeos sobre capoeira e a cultura afrobrasileira. Também foi fundador do Instituto Jair Moura, membro fundador da Academia de Capoeira Angola de João Pequeno de Pastinha, e da Fundação Mestre Bimba.

O capoeirista e o jogador de capoeira

O primeiro aprende, o segundo treina.
Um ama, o outro gosta.
O capoeirista tece com sua vida a consciência de “ ser humano “
e o amor pela liberdade com responsabilidade.

O jogador de capoeira, luta, bate, apanha…transpira.
mas logo descansa e enfadado da lida, 
se aposenta…desiste!
O capoeirista é eterno.
O jogador de capoeira, fugaz.

O capoeirista sofre com a injustiça, tem sentimento.
O jogador de capoeira, fútil, não percebe
que o fundamental da vida é a reciprocidade do bem.

O capoeirista é fraco, frágil, resistente, eterno.
O jogador de capoeira é forte, quase invencível, 
efêmero, passageiro.

O jogador de capoeira luta anos, para aprender a lição.
O capoeirista aprende a lição e luta para que os outros,
seus camaradas, sigam o caminho.

Um, é eleito pelo reconhecimento 
Da comunidade e de seus discípulos.
O outro, pelo temor de seus inimigos e admiradores…

O primeiro é sábio, reflete
o segundo inteligente, pensa.
Um é intuitivo, o outro, instintivo.

O jogador de capoeira, bate, ataca, fere.
O capoeirista, se defende, esquiva, resiste.

O jogador de capoeira se limita a um padrão.
O capoeirista é livre para criar.
A um pertence a criatividade, 
ao outro o automatismo.

Um aprende de fora para dentro, passa pela vida.
O outro de dentro para fora, vive.
O primeiro é comandado pelo espírito,
o segundo pelo corpo.

Suas tendências são similares,
suas finalidades antagônicas.

É a sutil diferença,
do belo para o bruto.
Da lágrima para o suor,
da emoção para o leviano.

O capoeirista, traz consigo o compromisso
De 400 anos de história, regada a dor,
sofrimento e do desejo de vencer.
O jogador de capoeira, só de seu tempo de treino,
Inspirado pelo anarquismo e a vã ditadura.

A história clama por reflexão, o treino por pulsação…

Um sente com o coração, com a alma.
O outro sente com o pulso, com as veias.

Um será Mestre.
O outro será corda vermelha ou branca ou preta, sei lá !!!

O primeiro será homem,
o segundo lutador.

Um dominará a sabedoria da vida,
com os seus atos e pensamentos.
O outro viverá da força física,
com a vitalidade, de seus músculos.

A mente é eterna, o corpo, temporário.
O homem tem que crescer, não inchar.

O capoeirista, procura aprender 
com as lições da vida, a eterna faculdade.
O jogador de capoeira, precisa de disciplina para se impor.

O primeiro é melancólico, profundo, circunspecto.
O segundo é alegre, confiante, mordaz.

O capoeirista, é um poeta, um filósofo.
O jogador de capoeira…
é só um jogador de capoeira…

Um precisa da fé em Deus.
O outro do incentivo da platéia.

Um é subjetivo, transcendente.
O outro é objetivo, ambíguo.
Em um, a ânsia de aprender cada vez mais, floresce seus dias.
No outro, o desejo de ser o melhor, consome sua vida.

A um, está destinado o domínio da vida
pelo amor e a doação de si mesmo aos outros,
pois quem está vivo, produz vida !
o outro, está entregue ao enfado de viver do cansaço da vida,
na eterna indiferença.

O capoeirista, segue as estrelas e voa.
O jogador de capoeira, se seus próprios passos
e se vacilar, pode tropeçar.

No semblante do primeiro
brilha a força de Zumbi,
a determinação de Bimba,
e a esperança de Pastinha.
No semblante do outro, brilha ofuscado seu próprio reflexo.

Um vê a luz da vida…e sorri.
O outro, só vê sua própria sombra,
prolongada no chão, e sisudo e orgulhoso
do pouco que vê, sarcástico, sorri…

Um está de frente para o sol.
O outro, permanece de costas.

Mas um dia, os dois poderão ser um só.

Primeiro, na expectativa de fluir
o desejo de aprender, do jogador de capoeira.
E da máxima valia, que é a característica de um Mestre,
Aquele profundo desejo, a sabedoria de ensinar.

Um dia os dois serão um só…
E só existiram capoeiristas…

Mestre Adelmo

O Mestre e sua função

Ao falarmos sobre capoeira é quase inevitável pensarmos logo na figura do mestre. O mestre que também é uma figura muito comum na maioria das manifestações das culturas populares de todo mundo, é aquele considerado o guardião da memória, da tradição, dos saberes e fazeres de uma determinada comunidade.

É aquele que é respeitado por todos como alguém que com o tempo foi assumindo essa função, herdada de outro mestre mais antigo que delegou a ele essa responsabilidade. Mas sobretudo, é aquele que é reconhecido pela sua comunidade como alguém que tem a sabedoria de exercer essa função. E esse reconhecimento é algo adquirido ao logo do tempo, pacientemente, mais ou menos na mesma época em que vão chegando também as rugas no rosto e os primeiros fios de cabelos brancos.

O verdadeiro mestre é aquele que não tem pressa, que sabe que o tempo é quem vai dar-lhe as condições de exercer essa função quase sagrada, com toda a sabedoria que ela exige. E é muito difícil que isso aconteça antes que esse sujeito tenha uma experiência de várias décadas envolvido com essa manifestação.

Por isso é que ele não pode queimar etapas, ser afoito e precipitado. “A fruta só dá no tempo”, como diria mestre Pastinha, mas, no entanto, vemos hoje em dia uma disseminação de jovens capoeiristas na faixa dos 20 ou 30 anos, se auto-intitulando mestres de capoeira, que mal começam a adquirir experiência de vida, e já assumem a responsabilidade de exercer essa sagrada função de mestre perante jovens e adultos em todas as partes do mundo por onde a capoeira se espalhou.

Isso é preocupante, pois acaba ferindo alguns princípios muito valiosos da tradição e da ancestralidade da capoeira, que tem no mestre o seu principal veículo de transmissão e que se baseia, sobretudo, na experiência do mais velho, que é quem tem a autoridade e o reconhecimento para exercer tal função. Citando novamente o filósofo Vicente Ferreira Pastinha, ele dizia que “o mestre guarda segredos, mas não nega explicação”. A capoeira tem segredos, que só os mais velhos sabem decifrar. E é preciso muita paciência e sabedoria para alcançar essa condição.

Vivemos um tempo em que o mercado e a profissionalização do capoeirista, fazem com que sejam queimadas etapas muito importantes no processo de formação do mestre de capoeira. Muitas vezes a ganância e o desejo de lucro por parte de alguns grupos fazem acelerar demasiadamente esse ciclo, dando margem a uma proliferação de mestres de capoeira sem nenhum requisito, experiência, nem capacidade para exercer essa função, o que tem resultado num empobrecimento muito grande na capoeira que se tem visto por aí, mundo afora.

É preciso recuperar a dignidade da função do mestre de capoeira. Ele deve ser um exemplo de vida para seus discípulos, deve conhecer profundamente a capoeira em todos os seus aspectos, e não apenas ter a musculatura mais desenvolvida e ser aquele que salta mais alto. Tem que saber sentar e aconselhar com sabedoria àqueles que estão sob sua guarda, como faziam os velhos griôs* africanos.

Isso só se adquire com o tempo, com bastante tempo.

 

*Vem de griot, da língua francesa, que  traduz  a palavra  Dieli (Jéli ou Djeli), que significa o sangue que circula, na língua bamanan  habitante do  território  do  antigo  império  Mali  que  hoje  está  dividido entre varios  países do noroeste da África. Na tradição oral do noroeste da ÁFRICA, o griô é um(a) caminhante, cantador(a), poeta, contador(a) de histórias, genealogista, artista, comunicador(a) tradicional, mediador(a) político(a) da comunidade. Ele(a) é o sangue que circula os saberes e histórias, mitos, lutas e glórias de seu povo, dando vida à rede de transmissão oral de sua região e país.

Crônica: A Sabedoria do Povo do Brasil

"A Capoeira é sabedoria do povo do Brasil." É assim que o Mestre Angoleiro (Prof. J. Bamberg), discípulo do Mestre Bimba, conta como ele definia a Capoeira. Hoje em dia, o Mestre também tem se incomodado muito com as "novas tradições" da Capoeira… Uma figura e tanto!!

Há um tempo atrás chegou num evento, foi apresentado e depois desse momento, quando pra começar a roda, abriu tocando seu berimbau viola. Para seu espanto, o responsável pela roda disse: "-Mestre, aqui está o gunga para o senhor!". O Mestre Angoleiro insistiu no seu berimbau viola e aí veio o comentário: "– Aqui no grupo o gunga é que "comanda" a roda, e como o Senhor é o mestre mais antigo, TEM QUE tocar o gunga".  O Mestre gingou um pouco… (sem entrar na roda), não tocou nem um, nem outro, esperou o desenrolar do evento educadamente, não “comandou” nada e… Ao fim do evento agradeceu a todos e foi-se embora.
 

Parece que as pessoas afiadas de pensamento, como o Mestre, atraem esse tipo de situação, e o interessante é a forma como esse pensamento afiado trás sempre uma reflexão importante e óbvia sobre o acontecido.  E mesmo sendo uma reflexão óbvia, a maioria das pessoas não havia percebido o mesmo… No caso do Mestre foi um comentário muito interessante: “-Só na cabeça desses “oligofrênicos” é que uma “coisa” (no caso o berimbau gunga) pode substituir o conhecimento de um Mestre do saber popular!”. Oligofrênico é o “apelido” carinhoso do Mestre para a galera cheia de músculos e vazia de conhecimentos.
 

Essa passagem na vida do Mestre é só mais um entre tantos acontecimentos que mostram como a re-invenção de tradições (para validar as “heranças culturais”) e a repetição desses rituais podem levar a um processo de alienação em que as pessoas, a Educação e o verdadeiro sentido da Capoeira – Sabedoria do povo do Brasil, são colocados em segundo plano. Para essas pessoas, o mais importante é mostrar o quanto se sabe, ou em algumas ocasiões, o quanto o outro não sabe a respeito das “tradições” (re-inventadas) de determinada escola de capoeira… 
 

Assim, tradições e rituais que deveriam servir para manter viva nossa Cultura Popular, nossa sabedoria, acabam por reforçar a prática da Capoeira dentro de um contexto competitivo, exclusivo e opressor. Sempre dando mais valor as supostas diferenças entre as escolas e grupos de Capoeira, do que ao que temos de mais importante e em comum – somos todos seres humanos, todos Capoeiras.
 

Como o Mestre Angoleiro costuma dizer: “– Isso é `Capoeira de Prateleira´, rapaz! A Capoeira não é isso não!”. Ele também conta que esses rituais rígidos, essas regras generalizadas que estão chamando de “tradição” e de “fundamento”, são na verdade re-invenções, são parte de um processo de “re-tradicionalização” da Capoeira. Um movimento criado por algumas pessoas para justificar sua rigidez, seus recalques e tentar herdar um legado cultural construído pelos verdadeiros Mestres do saber popular. Estes últimos sim, eram capazes de ensinar com simplicidade, compromisso e devoção. Eles, com certeza, tinham seus rituais e seus métodos, cada um a seu modo e sempre com o compromisso de passar adiante sua sabedoria – a Capoeira, para seus semelhantes.
 

O finado Mestre “Iziquiel” levava a roda cantando suas chulas e tocando seu pandeiro, hoje em dia, Mestre João Pequeno leva sua roda tendo como instrumento só uma baqueta na mão, o Mestre João Grande usa uniforme branco na sua academia e não mais o preto e amarelo do Ipiranga do Mestre Pastinha. Todos eles são Grandes Mestres respeitadíssimos que formaram suas tradições e rituais durante anos de compromisso ensinando sua sabedoria aos seus iguais. O conhecimento, a dedicação, os rituais e tradições que eles têm são instrumentos de libertação que vem de sua ancestralidade cultural.
 

Tenho certeza que essas pessoas maravilhosas que fizeram da Capoeira um ofício (não uma profissão!), jamais colocariam seus rituais, suas tradições acima da Educação e dos bons modos para com o próximo. Mesmo o berimbau sendo um instrumento sagrado, concordando com o Mestre Angoleiro, penso que não podemos substituir a figura do verdadeiro Mestre, a Educação e o bom senso por um conjunto de “tradições re-inventadas”! A educação deve estar em primeiro plano. Antes de qualquer ritual, tradição ou fundamento, deve vir o respeito ao próximo e os bons valores. O conhecimento na Capoeira deve servir a todos, deve libertar os oprimidos, incluir os excluídos, deve estar à cima de tudo a serviço da solidariedade!
 

Entretanto, existe mais um motivo que sustenta esse radicalismo, esse “engessamento”, essa re-tradicionalização da Capoeira por alguns seguidores desse comportamento: A adequação ao mercado! O “conhecimento” fica na mão de poucos e com isso o poder e o dinheiro em um circuito fechado. Fora desse circuito, existe uma quantidade imensa de jovens professores esperando por um reconhecimento, uma aceitação, que nunca virá! Por um simples motivo, esses milhares de jovens professores são o maior mercado desses poucos radicais, que por interesses financeiros, fecham as passagens que um dia eles próprios usaram. “-Lástima! Assim eles estão queimando seus próprios rastros…”, como diz o Mestre Angoleiro.
 

Precisamos nos cuidar! Hoje, grande parte do mundo da Capoeira está sofrendo mudanças para se adequar a um mercado que só visa o capital. Não podemos esquecer de nos perguntar: – Que Mercado é esse que estamos nos adaptando?! E, quais são nossos objetivos, verdadeiros, ao ensinar/praticar a Capoeira?
 

Pois bem, para conseguir mudar alguma coisa, não podemos mais aceitar as “verdades” que nos “ensinam”, ou melhor, que nos vendem como Capoeira! Precisamos ouvir, estudar e praticar verdades muito mais coerentes! Como diz o Mestre Cláudio Danadinho (Professor Arq. Cláudio Queiroz, um dos fundadores do Grupo Senzala): “-A Capoeira é um método de preparo para a vida, um caminho para felicidade universal.” Para o Dr. Ângelo Decânio (um dos discípulos mais antigo do Mestre Bimba), a Capoeira é um instrumento de cidadania cristã!
 

A Capoeira é nossa ferramenta para melhorar o mundo a nossa volta! Mas para isso precisamos conhecer bem nosso instrumento, tirar dele todas as possibilidades de ensino-aprendizagem. E, nesse sentido, vale à pena conhecer a fundo, saber praticar e ensinar a capoeira de Mestre Bimba, de Mestre Pastinha, dos Mestres Valdemar, Traíra, Paulo dos Anjos e tantos outros. Ao dizer do Mestre Suassuna: “-Precisamos praticar uma Capoeira sem rótulos!”.
 

É preciso construir um futuro tendo em mente a vida que levamos em nossa sociedade. Precisamos ensinar/praticar uma Capoeira que possa, ao mesmo tempo, criticar e avaliar nossos enganos e trazer valores mais humanos. Ensinar/praticar uma Capoeira que traga valores mais dignos, que eduque, inclua e liberte, de verdade. Precisamos pesquisar o passado, fundamentos e tradições não para nos aprisionar, mas como forma de nos preparar melhor como Mestres do Saber Popular na Capoeira, construindo assim uma sociedade melhor.
 

Eurico Neto / Contra-Mestre da Associação Cordão de Ouro Brasília
Academia Cordão de Ouro – Instituto Volta por Cima
CLN 107, Bloco "A", Ap. 208 CEP 70743-510 Brasília DF, Brasil
+55 61  3443.8450 – 8111.0647
www.cordaodeouro.org

A Capoeira, o Destino, a Amizade e a Vida…

Muito mais do que "grupos"… muito mais do que "camaradas"… a CAPOEIRA tem este poder… de agregar… de somar… em sua mais simples faceta ou na mais complexa explicação… a capoeira é unica… é cidadania… é companheirismo… é AMOR.
Abaixo tres pequenos textos que refletem esta união fraternal inerente da capoeiragem…

Luciano Milani


"Prezado Milani,
Começo parabenizando pelo excelente trabalho, mas hoje os nossos "refletores" vão para o grande amigo e grande capoerista Mestre Jaime de Mar Grande, pela passagem dos seus cinquenta anos!!!
O Mestre Jaime é uma destas pessoas que qualquer pessoa celebra o privilégio de ter como amigo, e qualquer capoeirista comprometido com realeza das relações, toma-o para si como sendo também seu mestre. Ele é mestre de muitos que como eu comemora junto com a cidade de São Paulo a sorte de vivenciarmos esta possibilidade de abraçá-lo neste momento.
Parabéns "meu" mestre! Obrigada por sua amizade e sabedoria.
 
Janja, Poloca, Paulinha, Haroldo, Piter, Daniel, Denis, Manô, Bruna, Diogo, Kathrin, Roberto, Valdir, Xiquinho, criançada e demais amigos do Grupo Nzinga de Capoeira Angola."
 
bjs
Janja


Grupo Nzinga de Capoeira AngolaDizem que o destino de todos já está traçado,

Grupo Nzinga de Capoeira AngolaDizem que o destino de todos já está traçado,

Assim sendo agradecemos a quem traçou esse destino,
Que fez esta união, este encontro único entre um irmãos, muito mais que um Amigo…
 
Nós do Grupo Negaça Capoeira Angola desejamos que esta data se repita por muitos outros outonos.
Mestre Jaime muitas Felicidades e muitos anos de vida.
 
Grupo Negaça Capoeira Angola



É engraçado como a capoeira tem o poder de convergir, de tocar as pessoas em seu intimo…

Sentimos isso na roda, quando estamos envoltos pela musicalidade, pelo transe e ancestralidade do ritual…

Sentimos isso na vadiação ou no jogo ligeiro… não importa se é Angola ou Regional…

O que importa é ser Capoeira!!!

Sentimos a magia da capoeira quando entendemos que são preciso duas pessoas para ela poder existir… sozinho eu não poderia “jogar” capoeira…

Quando vemos a alegria no rosto do camarada, na simbiose de movimentos, na dança de guerreiros… na tradição, na convergência entre “velho” e “novo”, na tradução da sabedoria em luta de e para a liberdade…

Existe um respeito entre os companheiros… existe uma permuta entre a Arte e a Luta…

A capoeira reflete a vida… as experiências, os aprendizados, a amizade, a traição, a entrega, a inveja, a discórdia e o amor… fazem parte da nossa arte.

A maturidade vem com o tempo… assim é na vida e assim é na capoeira…

A “Roda de Capoeira” tem o seu significado… ela representa o MUNDO…

E este dá muitas voltas…

O que fica pra sempre são as histórias… as vivências, as lições e os tombos que tomamos neste “jogo da vida”…   !? Ginga… dela nasce toda a capoeira…

A malícia e a mandinga são companheiras do capoeirista…
 
Bom Capoeirista não é aquele que “Joga Bem” mais sim aquele que a “Vive Bem”
 
O verdadeiro capoeirista é um semeador… um cultivador… e um eterno aluno… que esta aberto para aprender todos os dias com convicção e humildade…
 
 
Axé!
 
Salve a Capoeira, a Amizade e a Vida…

Salve Mestre Jaime… Um verdadeiro CAPOEIRISTA… um verdadeiro AMIGO…

Luciano Milani

Portal Capoeira

Evento Cultural do BERIM BRASIL – SP

Estimados Camaradas,
 
O Capoeira Berim Brasil na Pessoa do C. Mestre Wellington tem o grande prazer de convidar você e seus alunos para o evento cultural do BERIM BRASIL – SP. Sua presença e de seus alunos será de grande valia para um total sucesso do evento, traga sua energia, espírito de confraternização e a sabedoria de que unidos seremos fortes.
 
Dia: 05/11/2005
Horário:16h00
Local: Sede Capoeira Berim Brasil
Rua da Mooca, 3108
Cep – 03165-000
Fone – (11) 66070050
 
Wellington Fernandes
Wellington Fernandes

Os Manuscritos do Mestre Pastinha, o “Caderno-Albo”: disponível para download!

Durante a visita do camarada Bruno Souza (Teimosia), ao Mestre Decanio, em 2003, eles se encaregaram de nos presentear com uma raridade… uma verdadeira jóia da capoeiragem… digitalizaram todos os manuscritos de Vicente Ferreira Pastinha, para garantir a preservação do material histórico.
 
Os manuscritos do Mestre Pastinha. O famoso "caderno-albo", onde Pastinha deixou sua poesia, desenhos, sabedoria e experiências de vida, é um calhamaço de 200 e poucas páginas – já amarelecidas pelo tempo.
 
A letra e a prosa são rebuscadas, mas é um prazer ver destiladas ali a sabedoria simples e profunda do mestre.
 
A leitura é boa para capoeiristas, historiadores e qualquer pessoa que acredite que se pode aprender com o passado.
 
As páginas foram digitalizadas em alta resolução (formato JPG), permitindo uma boa impressão.
 
Para iniciar o download, clique nas imagens ou clique aqui.
 
Cortesia: Mestre Decanio e Teimosia

ENVELHECER…

Lembrar sempre que envelhecer é uma benção divina!
Para envelhecer é indispensável estar vivo.
Estar vivo é ótimo para saúde, diria Mestre Pastinha.
A única exigência para se jogar capoeira (regional naturalmente…) é estar vivo, dizia Mestre Bimba.
Feliz é quem não morre antes da velhice.
O envelhecimento é a trilha da sabedoria.
O amadurecimento do espirito e a clareza da mente acompanham o envelhecimento do corpo sadio.