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Festival de Capoeira de Santos – 2017

Festival de Capoeira de Santos – 2017

A Capoeira vem sofrendo um processo de pluralidade cultural ao longo do tempo,  em  Santos, uma cidade histórica  que ressalva o patriarca da independência José Bonifácio ou o Quilombo do Jabaquara,  o segundo mais populoso do Brasil, liderado pelo Major Quintino de Lacerda é um exemplo disso.
Necessidade do negro escravizado no Brasil Colonial, transformado em cultura popular, esporte, hoje trmos um viés que respeita toda a ancestralidade dos brilhantes precursores Mestre Sombra, Mestre Bandeira/Corisco reunindo o saber popular com o saber acadêmico educacional.
Convidamos a todos que gostam e querem ver essa atividade cada vez mais desenvolvida em todo segmento da sociedade a conhecer nossa programação, que terá oficinas com mestres renomados como José Andrade, Valdenor, Parada, Ribas, Elias (USA), Gladson, Pedro Cunha e Márcio.
Festival de Capoeira de Santos - 2017 Capoeira Eventos - Agenda Portal Capoeira 1

 

PROGRAMAÇÃO FESTIVAL DE CAPOEIRA DE SANTOS 2017

17/7-15h: Pré-Abertura “Circuito Lúdico Técnico de Capoeira”
Equipe Capoeira Escola

17h: Aula Aberta “Capoeira de São Paulo para o Mundo ”
Mestre Zé de Andrade

Centro de Atividades Integradas De Santos  (CAIS Vila Mathias)

19h: Abertura Oficial
“A relação, as influências  e as contribuições recíprocas da Capoeira de Santos, do ABC e de São Paulo”.
Mestre Zé Andrade
Mestre Valdenor
Mestre Gladson
Mestre Santana
Mestre Parada
C. Mestre Zé Luiz
Mestre Ricardo Hadad

Câmara Municipal de Santos

18/07-10h “Aeroginga Funcional ”
Equipe Capoeira Escola
Praça das Bandeiras – Praia do Gonzaga

19h-“Capoeira de Arte Criminalizada a Desporto de Criação Nacional”
Oficina com Mestre Valdenor e Profa. Lisandra Cortes Pingo
Ginasio Dale Coutinho/Centro Esportivo da Zona Noroeste
Ingresso: 1kg de alimento

19/07-15h: “Capoeira na 3.° Idade”
Equipe Capoeira Escola
Espaço Idoso/Aparecida

19h: “Capoeira Santista ”
Oficina com  Mestre Ribas
Ginásio Antônio Guenagua “Rebouças
Ingresso: 1 brinquedo em bom estado

20/07-10h: “HidroCapoeira”
Equipe Capoeira Escola
Piscina do Centro Esportivo da Zona Noroeste

19h: “Capoeira da Senzala- Iê Viva Mestre Bahia”
C. Mestre Chininha e C.Mestre Valter Complexo Esportivo M. Nascimento
Ingresso: 1 produto de higiene pessoal

21/07-15h: “Capoeira Artesanal”
Equipe Capoeira Escola
Horto Florestal Chico Mendes

19h: “A capoeira e sua evolução no Mundo ”
Mestre Parada e Mestre Elias (USA)
Ingresso: 1 produto de limpeza

22/07-9h30: “Caminhada com Musicalidade e Roda”
Posto 2 à Concha Acústica

15h: “A interdisciplinaridade da Capoeira”
Mestre Márcio
Sesc Santos

23/07-15h: “Capoeira Para Todos”
Mestre Márcio
Sesc Santos

20h: “Festival Cultural”
1.Federação Paulista de Capoeira
2.Capoeira Santista
3.Capoeira Progresso
4. Capoeira Escola
(50 convites por grupo)
Ingresso: 1kg de alimento

24/07 -Capacitação 1
17h: Contexto Histórico “Brasil Colonial”
Prof.° Dr. Alberto Schineider
19h30: “Capoeira e os benefícios de sua Musicalidade ”
Prof.° Ms. Rogério Gogó de Ouro

FEFIS UNIMES
Ingresso: 1 agasalho

25/07-Capacitação 2
17h: ” Contexto Histórico Os Capoeira e valentões de São Paulo”
Prof.° Ms. Pedro Cunha
19h30: A Capoeira como ferramenta psicomotora de cidadania”
Mestre Gladson/C.Mestre Vinicius Heine
FEFIS UNIMES
Ingresso: 1 produto de higiene pessoal

26/07-Capacitação 3
17h: “A interdisciplinaridade da Capoeira como ferramenta inclusiva”
Mestre Márcio
19h30: Encerramento “Roda Para Todos”
FEFIS UNIMES
(Vagas limitadas para capacitações, 50 vagas, apenas mais graduados  e educadores)

Convites para o Festival Cultural e Capacitação:
www.facebook.com/festivalcapoeirasantos ;

Alguns destaques:

Abertura com diversos secretarios de Santos e principais mestres do Estado de SP 17/07 19h na Câmara Municipal.

Capoeira para Terceira Idade 19/07 as 15h no Espaço Idoso

Capoeira Para Todos com Inclusão de pessoas com deficiências  domingo 23/07 14h no Sesc Santos

Oficina Mestre Parada e Mestre Elias (USA) na Fefis 21/07 19h

Festival Cultural com 5 apresentações no Teatro Guarany 19h30 23/07.

Capacitação na Unimes de 24 a 26/07 18h em diante

Contamos com sua divulgação e cobertura…por favor.
Atenciosamente,  Mestre Marcio
Coordenador do Festival de Capoeira de Santos.

Sorocaba: Suspensão de aulas de capoeira provoca manifesto

Projeto da Prefeitura atendia cerca de 5 mil estudantes

Inconformados com a suspensão das aulas de capoeira do programa Oficina do Saber, oferecido em escolas da rede municipal de ensino de Sorocaba, a Associação Sorocabana de Capoeira (Asca) realizou ontem pela manhã, na praça Coronel Fernando Prestes, uma manifestação contra a medida. Ao som de berimbau e músicas típicas, alunos e instrutores fizeram uma apresentação do jogo para sensibilizar a comunidade sobre o impacto negativo que essa suspensão poderá gerar para os cerca de 5 mil estudantes que participam atualmente das atividades. 

O mestre capoeirista Jaime Balbino disse que o fim das aulas de capoeira nas Oficinas do Saber foi comunicado aos instrutores na semana passada sem nenhuma justificativa ou explicação, o que causou uma comoção das crianças que participam do projeto. Ele disse que a atividade da capoeira está integrada às unidades escolares desde 2007, sendo que atualmente 19 oficinas eram ministradas por 10 instrutores, que atendiam cerca de 5 mil estudantes do 1º a 5º ano. “Não se trata apenas de uma atividade de lazer, mas sim uma prática que representa a cultura genuinamente brasileira, que é composta por inúmeros benefícios físicos, psíquicos e educacionais”, disse.

A Asca informou, por meio de manifesto, que para integrar o programa teve o cuidado de se organizar e envolver todos os grupos de capoeira em atividade na cidade para a divisão de aulas e a preparação dos profissionais para que fosse trabalhada a sequência didática, o monitoramento, o planejamento e o seu alinhamento com o corpo docente. A Asca criticou o interrupção do contrato vigente durante o ano letivo, o que interrompeu o vínculo que os instrutores haviam desenvolvido com o alunos. “Essa decisão ao nosso ver é injusta. A nossa indignação é muito grande, pois não entendemos o critério para a exclusão de uma atividade com tanto sucesso.”

Pais reclamam

A manifestação da Asca contou com o apoio de pais de alunos que frequentavam as aulas de capoeira. A dona de casa Valquíria Sampaio, 33 anos, disse que desde o ano passado o seu filho, Richard Sampaio, de 10 anos, frequenta as aulas e desde então ele só vem melhorando a sua convivência social e também a saúde física. “Ele faz tratamento com fonoaudióloga e a atividade tem ajudado muito no seu desenvolvimento. Ele adora as aulas e ficou muito abalado quando soube que iria acabar.” O supervisor de manutenção Ailton Silva, 48 anos, conta que nunca viu a sua filha se interessar tanto por algo como ela faz com a capoeira. 

“Tanto que ela me fez acompanhá-la hoje aqui na praça para que a gente participasse dessa manifestação”, diz. A dona de casa Denise de Souza Leopoldo, 25 anos, também fez questão de participar da mobilização. Mãe de Gabriel, de 9 anos, ela diz que desde que o filho começou a participar das aulas ele passou a se sociabilizar mais com os amigos e se tornou muito mais disciplinado. “Quando souberam que não teriam mais as aulas, eles se sentiram sozinhos, pois já faziam parte de um grupo”, ressaltou.

Essa mesma indignação foi demonstrada pela auditora da qualidade Míriam Moron, 29 anos. O seu filho João Pedro, de 7 anos, começou neste ano com as aulas de capoeira e não perde uma aula. “Não podemos deixar que simplesmente acabe”, criticou.

Remodelação

A Secretaria da Educação (Sedu) informou, por meio de nota, que a estrutura do programa Oficina do Saber foi remodelada para aprimorar os processos de formação escolar dos alunos da rede de ensino, que serão baseados nos eixos da leitura, escrita, formação de leitores, jogos de raciocínio, pensamento científico, educação ambiental, esportes e artes. “Desse modo não houve redução das atividades para os alunos e sim uma remodelação e organização dos conteúdos”, citou. 

Segundo a Sedu, tanto diretores quanto as empresas contratadas para a prestação do serviço foram comunicados com antecedência. “O objetivo da Sedu é a garantia da aprendizagem escolar e, portanto, as atividades culturais e artísticas, caso sejam aprovadas em licitação, se farão presentes na escola aos finais de semana, no Programa Clube da Escola”, finalizou.

 

* Notícia publicada na edição de 25/08/13 do Jornal Cruzeiro do Sul – http://www.cruzeirodosul.inf.br

Qual é a sensação de jogar capoeira?

A grande sensação de jogar capoeira é saber que, em geral, todos os integrantes da roda são admiradores da serenidade, da confiança, do conhecimento, da cortesia, dos bons valores morais, do valor, da saúde, da bondade, da atenção, do falar, da beleza e da intensidade de um jogo pausado. Portanto, todos nós que somos jogadores de capoeira, sabemos que isso pode ser emitido pelo gingar do vai e vem do nosso jogar.

É prazerosa a sensação de saber que no jogo da capoeira habitam dois ícones em uma mistura de curiosidade, destreza e confiança, que exploram a experiência com dificuldade em um caminho feito por um jogo duvidoso, onde reina o perder e o ganhar.

Neste jogo que imita a vida, além de termos um coração que pode sentir a música, é primordial termos uma mente e um olho que saiba evoluir de oitiva para absorver as informações de um círculo mágico chamado roda. Uma alma que saiba cultivar as emoções e mãos que possam tocar um instrumento com discernimento e sabedoria para impulsar o jogo dos camaradas com motivação.

Nesta mistura intrigante entre dois corpos, é primordial termos também, uma mente que possa indagar e que saiba compreender as nuances de um simples jogo que alberga o ataque e contra-ataque surpresa de um verdadeiro jogador de capoeira.

Visto assim, podemos simplificar tudo isso dentro de uma alma que possa elevar-se dentro do próprio jogo. A alma de um corpo que sabe reagir com o tum marcado pelo atabaque. Uma alma que diz que estarmos dentro desse processo de jogar capoeira, pode ser simplesmente, conhecer a alegria e a tristeza em um mesmo segundo. Uma fração de um instante, onde se mantém a esperança de que tudo pode acontecer. De que tudo é válido e válido para melhor. Da mesma forma, diremos que dentro do jogo da capoeira é possível conhecer a desilusão de um jogo não realizado, assim como é possível a conquista por tê-lo realizado.

Com firmeza e definição em nossas palavras, expressamos que além da frustração, da desgraça, da satisfação, da impaciência, da expectativa, da apreensão, da música, do som, da arte e da harmonia, somos todos realmente conhecedores dos fracassos, das emoções, dos erros, do apreciar, do vislumbrar-se das maravilhas e da admiração por um sábio jogador de capoeira. Portanto, reconhecemos que, saber que tudo isso pode ocorrer a um jogador de capoeira é uma coisa, mas admitir que isso ocorre em nós é muito mais.

Por isso, a grande satisfação de jogar capoeira, é o grande desejo de saber que vale apena sonhar com um jogador que nos estimula a jogar e que compartilha os mesmos desejos.

É um sentimento positivo que surge quando um jogador experimenta uma atenuação em seu estado de mal-estar. É a sensação de ter atingido o objetivo ou a meta traçada.

Em resumo, a satisfação de jogar capoeira tem uma duração breve, ainda que ocasionalmente, pode ser como um estado de prazer intenso, de agradabilidade, satisfação, realização, motivação, maior tolerância à frustração, elevação da auto-estima, agilidade do processo cognitivo e de ajudar ao menos capacitado para realizar um jogo de capoeira.

 

Wellington de Oliveira Siqueira – Mestrando Cinzento – Valencia (Espanha).

www.aluacapoeira.com

ENCAMUZENZA

O Grupo Muzenza, sempre buscando formas de trabalhar a Capoeira, de uma forma abrangente, inova, mais uma vez. Nos dias 27 e 28/01/2013, acontecerá o 1º ENCONTRO DE PROFESSORES E ACADÊMICOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA, PEDAGOGOS, PSICÓLOGOS, PSICOPEDAGOGOS E HISTORIADORES QUE TRABALHAM COM A CAPOEIRA, o ENCAMUZENZA.

O tema desta primeira edição será: “A CAPOEIRA ONTEM, HOJE E SEMPRE”…

O objetivo é fomentar a pesquisa e os debates sobre a história, desenvolvimento e o futuro de nossa Arte/Luta, através da intersecção entre o “saber acadêmico” e o “saber popular”. Haverá a apresentação de Temas-Livres sobre a Arte/Luta, nas diversas áreas do conhecimento, além de palestras e mesas-redondas com Mestres renomados, tais como: Luiz Renato Vieira, Gladson, Falcão, Beija flor,Gegê,e o Historiador Carlos Eugênio Líbano Soares. A coordenação do evento ficará a cargo dos Mestres Carson Siega e Sérgio Souza – Sanhaço.

A supervisão, será do Mestre Burguês.

 

Mais informações: encamuzenza@gmail.com

 

O Grupo Muzenza


O Grupo Muzenza de Capoeira, foi fundado em 5 de maio de 1972, na cidade do Rio de Janeiro, tendo como seu fundador, Paulo Sérgio da Silva (Mestre Paulão), oriundo do grupo Capoarte de Obaluaê, do Mestre Mintirinha (Luís Américo da Silva).

Em outubro de 1975, chega a Curitiba – Paraná – Mestre Burguês (Antônio Carlos de Menezes), que depois de lecionar nos bairros do Méier e Madureira, no Rio de Janeiro, decide fundar mais um núcleo do Grupo Muzenza no Sul do Brasil, implantando e desenvolvendo uma metodologia e uma filosofia própria, voltada para as raízes da capoeira, tendo introduzido essa modalidade em clubes, quartéis, escolas, academias, comunidades carentes e comunidades negras.

Mais de 15.000 alunos, já passaram pelo Grupo Muzenza de Curitiba, e hoje o Grupo se faz presente em 26 estados brasileiros, e 35 países, buscando sempre os fundamentos e as raízes da capoeira através de muita pesquisa.

Desde 1975, o Grupo passou a ser presidido pelo Mestre Burguês.

A proposta do Grupo Muzenza, é desenvolver um trabalho de capoeira, essencialmente como arte – luta, mas dando condições aos praticantes de se identificarem com os outros vários seguimentos que existem na capoeira.Dessa forma, o Grupo Muzenza apresenta uma proposta pedagógica que engloba a capoeira como: luta, arte, ritmo, poesia, cultura, desporto, profissão e filosofia de vida. Permitindo que cada aluno se identifique com uma dessas vertentes.

Todavia, a principal proposta do grupo Muzenza é a capoeira como luta, o desenvolvimento de uma metodologia e filosofia própria, nunca esquecendo de buscar as raízes da capoeira através de muita pesquisa, procurando preservar, a Capoeira Angola e Regional, bem como o respeito e valorização ao verdadeiro Mestre.

O Sabor do Saber Ancestral

Uma semana de degustação dos fundamentos profundos da cultura afro-brasileira. É o que propõe o evento “O Sabor do Saber Ancestral”, realizado pela ACANNE de 19 a 24 de Novembro de 2012. O encontro conta com oficinas de capoeira angola, dança afro e percussão, samba de roda, palestras e vivências. Dentre as atividades da semana, há lançamentos de livro e de filme, participação na Caminhada da Liberdade (com o Ilê Aiyê) e uma feijoada religiosa de obrigação a Ogum.

Este ano, o evento conta com a participação de três mestres: Renê Bitencourt (ACANNE), Cláudio Costa (Angoleiros do Sertão) e Lua Rasta (Bando Anunciador da Capoeira Angola de Rua), além de oficina de dança afro com Vânia Oliveira e performances poéticas com Jocelia Fonseca.

Os participantes podem ficar hospedados na sede do grupo, que fica no Largo Dois de Julho, a cinco minutos do Pelourinho, no coração do Centro Histórico de Salvador.

Venha provar desse axé!!!


Publicada por Blogger em ACANNE – Associação de Capoeira Angola Navio Negreiro

O Sabor do Saber Ancestral 2011

O Sabor do Saber Ancestral 2011 – Sob o olhar da mandinga

O Sabor do Saber Ancestral surgiu a partir de uma feijoada de obrigação religiosa, consagrada anualmente a Ogum. Realizada desde os primórdios do grupo, a feijoada gradualmente transformou-se em um evento que abrange uma semana de oficinas, rodas, palestras, exibição filmes e vivências, tendo como fio condutor a relação entre a ancestralidade, a cultura, as lutas e valores civilizatórios de matriz africana.

Este ano, o tema do evento será “Sob o olhar da mandinga”. A palavra mandinga é uma herança dos mandinka, povo africano islamizado descendente do Império Mali, conhecido no Brasil por suas práticas místicas/religiosas (o uso de versos do alcorão em bolsinhas amarradas ao peito originou os atuais patuás). O termo passou a significar popularmente, feitiço, magia. Na capoeira, mandinga não significa apenas a malícia, o engodo, a capacidade de ludibriar o camarada com o corpo, mas remete ao lado oculto da capoeiragem. Ao segredo, aos cuidados e preceitos para com o corpo, à ligação com as religiões de matriz africana, à capacidade sutil de manipular energias. Sob o olhar da mandinga é um convite à vivência e reflexão desse místico universo cultural afro-brasileiro, uma degustação d’O Sabor do Saber Ancestral.

 

O Sabor do Saber Ancestral 2011 Sob o olhar da mandinga

ACANNE: 25 anos de resistência!

Esse evento é também um marco de comemoração dos 25 anos da Acanne, um dos grupos de capoeira angola mais antigos da Bahia. A Acanne foi fundada em 1986, na Fazenda Grande do Retiro, em Salvador, pelo Mestre Renê Bitencourt. Discípulo do saudoso Mestre Paulo dos Anjos, herdeiro da linhagem de Canjiquinha e Aberrê, Renê destacou-se como um dos protagonistas na articulação política da capoeira angola nas décadas de 80 e 90, ajudando a conceber e organizar os históricos Encontros Mestre Paulo dos Anjos, em Mar Grande, Itaparica, além do movimento Capoeira Solidária, em Salvador.

A Acanne foi responsável pela criação de uma coluna semanal de capoeira no jornal A Tarde, entre 1987 e 1993, que divulgava eventos da capoeiragem de toda a cidade. Em 1987, liderou o processo de criação da ABCA – Associação Brasileira de Capoeira Angola, e a partir da década de 90 organizou os lendários Encontros dos Guardiões da Capoeira Angola da Bahia, reunindo a velha-guarda dessa rica manifestação cultural afro-brasileira.

Por volta de 2000 o grupo mudou-se para a atual sede no Largo 2 de Julho, mantendo uma base na Fazenda Grande, onde realiza atividades de arte-educação com crianças e adolescentes. A Acanne também mantém núcleos em Porto Alegre, Erexim e Passo Fundo (RS); Poços de Caldas (MG); Tunapuna (Trinidad e Tobago); Phoenix (EUA) e Paris (França). Em Salvador, o grupo realiza anualmente dois eventos principais: O Sabor do Saber Ancestral e o Pra Contar Certo Tem Que Ver de Perto, um ciclo de vivências, palestras e oficinas que acontecem no mês de Julho visando trazer capoeiristas de todo o mundo pra conhecer os mestres antigos em seu ambiente cultural, incentivando a permanência destes na Bahia.

 

 

“QUANDO A CAPOEIRA NÃO PERDE RAIZ ELA INTROJETA LIÇÕES, FAZ MESTRES E DEIXA LEGADO”

MESTRE RENÊ BITENCOURT

Oficina Luso-Belga de Capoeira Angola

Através dos núcleos na Europa, nas cidades de Bruxelas e Coimbra, dirigidos por Mestre Faísca, o CECA-RV estará realizando um evento intitulado Oficina Luso-Belga de Capoeira Angola, com a seguinte reflexão:

 

O C.E.C.A. Rio Vermelho e a expanssão da Capoeira Angola.

 

O acontecimento buscará destacar o fato da AJPP-CECA-RV estar dando oportunidade a diferentes contextos sociais entrarem em contato com um conhecimento produzido a partir da diáspora africana no Brasil.

Pautado na preservação e propagação da Capoeira Angola, a partir da concepção do Mestre João Pequeno de Pastinha, o trabalho dirigido por Mestre Faísca tem como objetivo manter vivo o legado dos Mestres Benedito, Pastinha e João Pequeno, atuando na formação de novos angoleiros. O que significa um trabalho amplo que envolve fundamentalmente um modo-de-ser, ou seja, a transmissão de um saber, de um conhecimento, através da relação mestre/discípulo. Desta forma, a Capoeira torna-se um bem cultural capaz de informar a vida em sociedade, bem como um elemento fomentador de diálogo e convivência harmônica entre pessoas de diferentes culturas e nacionalidades.

Através dos ensinamentos passados por Mestre João Pequeno de Pastinha, Mestre Faísca conduz um trabalho voltado a produzir núcleos de pesquisa e formação. Uma iniciativa coletiva em que se desenvolve um trabalho considerando todas as pessoas participantes de forma igualitária, independente da origem ou de outra forma de diferenciação social, como, por exemplo, etnia ou religião.

Há distinção apenas por mérito, estando todo o trabalho, tal como uma unidade, direcionado por uma linha de conhecimento. O que não permite uma condução diferenciada nos diferentes núcleos por seus responsáveis, uma vez que, independente da graduação destes, todos se reportam a Mestre Faísca como responsável pelo trabalho de formação e pesquisa da cultura afro-brasileira.

Dessa maneira, a AJPP-CECA-RV afirma uma lógica de expansão da Capoeira Angola pautada, não pela prestação de serviço, nem pela disputa de mercado, mas sim pela disseminação de uma manifestação cultural que tem sua especificidade no que se refere à transmissão do conhecimento e de seus valores. O que significa buscar o saber ancestral de um Mestre de Capoeira Angola, que, pela transmissão oral, conduz o aprendizado e a consequente perpetuação da arte.

 

Mestre Faísca
A.J.P.P. – C.E.C.A. – Rio Vermelho

www.ceca-riovermelho.org.br

(71) 8813-9060 / 9214-5476

A Confraria Carioca de Capoeira – C.C.C.

A CONFRARIA CARIOCA DE CAPOEIRA – (C.C.C.)

Nasceu de um grupo de amigos e com iniciativa do Mestres Burguês – Hulk – Arerê – Columar – King – Gegê – Edvaldo Baiano – Martins – Lua – Montana

A partir da necessidade de unir seus grupos com as seguintes propostas:

1- Trabalhar juntos com ideologias diferentes em prol da CAPOEIRA . (Esse é o nosso grande desafio)

2- Respeitar a individualidade de cada Grupo e de cada Mestre.

3- Enfocar uma comunidade de CAPOEIRA.

4- Os trabalhos de cada Grupo ou Mestre continuam individualmente mais, o objetivo principal é de reunir.

5- Juntar o saber popular com o saber academico.

6- Objetivo coletividade e não ao individualismo.

7- Pensar mais na CAPOEIRA e não no seu grupo.

8- O nosso grande instrumento é o diálogo.

9- Amadurecer a ideia de fazer um evento todos juntos.

10- NOSSO LEMA:

– RESPEITAR AS DIFERENÇAS

– HUMILDADE

– UNIÃO

A necessidade de manter o respeito aos fundamentos, o compromisso e seriedade com a Capoeira. A história da capoeira no Rio de Janeiro passa a ser vista com mais credibilidade quando há  forças, de companheiros com  o compromisso da nossa CAPOEIRA.  Respeitar as diferenças , humildade, união e seriedade com a capoeira. Isto é  a  CONFRARIA CARIOCA DE CAPOEIRA – (C.C.C.)

A CONFRARIA CARIOCA DE CAPOEIRA – C.C.C.

FUNDADORES:

EDVALDO BAIANO – MARTINS – KING – MONTANA – GEGÊ – COLUMA – ARERÊ – HULK – LUA E BURGUÊS.

LANÇAMENTO DA CONFRARIA DIA 27 DE FEVEREIRO DE 2010 GRANDE RODA NA PEDRA DO SAL (PRAÇA MAUÁ, Rio de Janeiro/RJ, Brasil)

O COLEGIADO DA C.C.C

CONFRARIA DE ESCRAVOS VOLTADA PARA A LIBERTAÇÃO DE OUTROS ESCRAVOS

Manha e Respeito

Quem diria que uma luta do negro escravizado criada no Brasil, utilizada como arma de libertação, e também como forma de cultivar as tradições ancestrais de um povo, viria a se espalhar pelo mundo inteiro, sendo praticada hoje em dia por pessoas de todas as raças, credos, classes sociais, faixas etárias, orientações sexuais e qualquer outra categoria utilizada para dividir as pessoas. A capoeira, sim senhor, serve ao contrário, para unir as pessoas!!!

A capoeira nos ensina que é possível romper as barreiras do preconceito e da discriminação que são a causa de tanta intolerância e violência no mundo atual. Numa roda de capoeira, quando se abaixa ao pé do berimbau, todos são iguais: o rico e o pobre, o velho e a criança, o homem e a mulher. Porque abaixar-se ao pé de um berimbau, e olhar no olho do seu camarada, significa fazer parte de um ritual em que o respeito pelo outro é talvez um de seus códigos mais importantes.

Apesar da tradição da capoeira estar recheada de histórias de valentões e suas navalhas, brigas com a polícia, sangue e até morte, a roda de capoeira sempre foi um espaço de convivência entre os diferentes e, acima de tudo, de respeito pelo outro. As desavenças, conflitos e confusões sempre existiram na roda de capoeira, mas acima de tudo aprende-se a respeitar o outro, mesmo ele sendo seu inimigo.

Talvez essa seja uma das lições mais importantes da capoeira, que infelizmente ainda não foi compreendida por muitos capoeiristas da atualidade, que acham que a capoeira é apenas uma disputa para ver quem é o mais violento, o mais “sarado”, ou ainda o mais acrobata, e acaba virando uma exibição de vaidades em que cada um joga somente para si mesmo, para exibir sua ferocidade, seus músculos ou suas acrobacias.

A capoeira é muito mais do que isso. É justamente o diálogo entre os corpos de dois capoeiristas que permite revelar a verdadeira destreza de um bom jogador, a mandinga de saber o momento certo de aplicar um golpe ou esquivar-se, de “cozinhar” o adversário esperando a “brecha” para o ataque, de simular, brincar e divertir-se, por que a capoeira foi feita também pra isso. Enfim, é preciso jogar COM o outro e não CONTRA o outro, e muito menos SEM o outro. Os antigos mestres sempre ensinaram isso, sempre fizeram assim.

O meu mestre, João Pequeno de Pastinha, sempre nos ensinou a respeitar os adversários numa roda de capoeira, mesmo quando o jogo fica duro e apertado. É claro que existem momentos numa roda de capoeira em que o “tempo fica quente” e alguns atritos entre capoeiristas acontecem mesmo, são normais, coisa do jogo. Mas João Pequeno sempre diz que “…é preciso saber manejar o corpo, saber frear o pé antes de atingir o sujeito, pois quem tá de fora tá vendo que você num bateu porque num quis !”. Talvez seja essa a grande virtude de um bom capoeirista. Quem tá de fora… tá vendo!!!

Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno) é professor da Universidade Federal da Bahia, músico e capoeirista, formado pelo mestre João Pequeno de Pastinha. Publicou os livros “Capoeira Angola, Cultura Popular e o Jogo dos Saberes na Roda”(2005) e “Mestres e Capoeiras Famosos da Bahia”(2009). Realizou os documentários “O Velho Capoeirista” (1999) e “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras” (2008).


Coluna: “Crônicas da Capoeiragem” por Pedro Abib

Matéria de estréia da Coluna Crônicas da Capoeiragem, sob a tutela do nosso grande camarada e parceiro, Pedro Abib, enfocando histórias, casos, experiências, opiniões, críticas, enfim, um texto de uma lauda sobre o universo da capoeiragem.

Bahia: Capoeira deve se tornar patrimônio cultural brasileiro

 

Salvador – A capoeira é a próxima manifestação brasileira candidata a patrimônio cultural. O registro será votado na próxima reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em 15 de julho, no Palácio Rio Branco, em Salvador. No mesmo dia, também será apreciado o tombamento do Forte Assunção, do século XVII, que deu nome à cidade de Fortaleza, capital do Ceará, além da proposta de preservação de vários edifícios de valor histórico do Bairro do Comércio, na Cidade Baixa Salvador, Bahia.

O registro de patrimônio imaterial também deverá valorizar o ofício dos mestres nesse saber que mistura luta, música e dança. Responsáveis pela divulgação desta atividade em mais de 150 países, os mestres terão sua habilidade de ensino reconhecida.

Os capoeiristas vão celebrar o registro de sua arte com um grande evento no Teatro Castro Alves, oferecido pelo Ministério da Cultura, o Iphan e o Governo do Estado. Já estão confirmados apresentação dos baianos do Recôncavo, Maria Bethânia e Roberto Mendes, dos percussionistas Naná Vasconcelos, Wilson Café e Ramiro Musotto, além do mestre capoeirista Lorimbau. A entrada será gratuita e haverá distribuição de ingressos na véspera.

Ainda no Teatro Castro Alves, será aberta a exposição Na roda da capoeira, produzida a partir do inventário realizado entre 2006 e 2007 para o registro deste bem imaterial. São pinturas, esculturas em barro, instrumentos musicais, xilogravuras e folhetos de cordel que retratam o universo da capoeiragem. Na ocasião, também haverá o lançamento do livro, produzido pelo Iphan, Ofício das baianas do acarajé. O material é resultado do processo de registro, em janeiro de 2005, deste outro saber característico da cultura brasileira.

 

Fonte: Jornal da Mídia – Salvador – http://www.jornaldamidia.com.br/