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A Capoeira na R.D.C

A Capoeira na R.D.C

 

Uma imersão no universo da Capoeira como um instrumento para a promoção da paz em áreas de conflito como em Kivu do Norte, na República Democrática do Congo.

 

A iniciativa é liderada pelo Governo do Brasil e do Canadá, UNICEF e AMADE-Mondiale e aborda a autoconfiança e a autoestima entre as crianças e suas famílias. O objetivo é o de reduzir as desigualdades e ajudar a curar traumas. Em um país devastado pela guerra de origens étnicas e mergulhado em interesses comerciais, é crucial reconstruir os laços comunitários e restaurar uma cultura de paz.

 
Duas vezes por semana, meninas no Hospital Heal Africa, no centro de Goma, aprendem a jogar Capoeira. Meninos no Centro de Trânsito e Orientação (CTO) CAJED também praticam esta arte marcial. O CTO é um espaço que ajuda para a reintegração social de crianças que foram vítimas de violência e recentemente desmobilizados de grupos armados.Tanto o hospital Heal Africa como o CTO CAJED são parceiros da UNICEF.

Com a prática, vem a auto-confiança, o fortalecimento emocional, a construção de laços comunitários, a superação de diferenças de gênero, a redução de desigualdades e a cura de traumas.

RDC

 

R.D. Congo: O maior país na África subsaariana

O conflito terminou oficialmente em 2002, mas este país devastado pela guerra na Região dos Grandes Lagos, na África Central, vive enormes desafios para curar os traumas gerados pelos conflitos armados que se perpetuam até os dias de hoje.

6 milhões de pessoas perderam suas vidas. Mais de 1 milhão foram deslocadas. As terras abundantes, água, biodiversidade e minerais subjugam a R.D.C alimentando tensões de longa data.

Apesar de ser um dos mais ricos países em minerais como diamantes, ouro, cobre, cobalto e zinco, a R.D.C figura na lista dos países menos desenvolvidos. O legado de anos de atrocidades, instabilidade e violência generalizada resultou em mais da metade da população vivendo abaixo da linha da pobreza.

A cada 5 minutos, 4 mulheres são vítimas de estupro. Dados da ONU indicam que mais de 200.000 mulheres e crianças congolesas foram vítimas de violência sexual.

O conflito gerou um êxodo em massa. 1,7 milhões de pessoas foram deslocadas (OCHA, Junho, 2016)

Muitas famílias tiveram que fugir de suas casas para buscar um lugar seguro.

 

Impacto social

 

“A Capoeira ajudou a que eu me erguesse novamente e é importante para que meninas que passam dificuldades, assim como eu, saibam que nem toda esperança está perdida” , disse Nadia, uma adolescente de 17 anos.

 
Este foi um depoimento dado pela jovem e publicado em Ponabana, um blog de jovens escritores congoleses. 

Nadia engravidou após sofrer violência sexual em um bairro em Goma. Ela encontrou na Capoeira um espaço seguro para libertar a sua mente e ganhar força psicológica. Estórias como a de Nadia se proliferam entre meninas e meninos beneficiados pela Capoeira.

 

Proposta de reportagem

 

Uma imersão no universo da Capoeira brasileira na R.D.C.

 
Durante cerca de vinte dias, a dupla formada pela jornalista luso-brasileira Fabíola Ortiz e pelo fotógrafo e videomaker Flavio Forner visitará localidades em Goma onde o projeto “Capoeira pela Paz” é implementado.

Forner e Ortiz são profissionais que se dedicam a cobrir temas sociais e de direitos humanos em ambientes hostis.

Eles pretendem visitar o hospital Heal Africa que cuida de mulheres e meninas vítimas de violência e ainda conhecer o CTO CAJED que abriga meninos recém desmobilizados de grupos rebeldes armados.

FABÍOLA ORTIZ

fabiola.ortizsantos@gmail.com

+1 (301) 919 1594 (Whatsapp EUA)
+45 52 824 116 (celular Dinamarca)
skype: fabiola_ortiz

Linkedin


FLAVIO FORNER

forner@gmail.com

+55 (11) 959 990 499 (celular Brasil)
skype: flavio_forner

Linkedin

 

 

O que pensamos

 
Um jornalismo em profundidade é crucial para a garantia dos direitos humanos, civis e políticos. É uma ferramenta importante para assegurar o acesso à informação de interesse público.Forner e Ortiz acreditam no papel do jornalismo independente para o debate público, para transformar a realidade e manter na pauta as metas dos desenvolvimentos sustentáveis, pregados pela ONU para 2030.Percebemos que existe a necessidade de abordagens inovadoras e criativas no jornalismo a fim de reportar sobre temas de traumas e conflitos.

Uma informação responsável tem um papel importante para dissolver tensões, reduzir conflitos e contribuir para o processo de cura de situações traumáticas.O jornalismo independente pode atuar como um elemento unificador em uma sociedade polarizada e tem um papel fundamental na prevenção, gestão e resolução de conflitos.

LEIA MAIS:

https://www.facebook.com/capoeirapaix/

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Foto Capa: UN, Abel Kavanagh, Jan 2016. MONUSCO, Província de Katanga.Foto: Stefano Toscano

Porto: Pedagogia e Metodologia no Ensino e na Prática da Capoeira

“Pedagogia e Metodologia no Ensino e na Prática da Capoeira” – Porto – Novembro 2013

Convidado Especial: Mestre Skysito


* Justificativa:

Um encontro de amigos, uma iniciativa conjunta de uma equipe de profissionais preocupados com a crescente e nuclear necessidade de unir seus grupos e pares, objetivando o pleno e democrático desenvolvimento da capoeira.

Desde a sua criação, o “Coletivo Capoeira”, vem trabalhando orgânica e incansavelmente para contribuir com o desenvolvimento da capoeira. Dele fazem parte diversas lideranças de vários grupos de capoeira, juntamente com estudiosos e alunos interessados, bem como outros participantes eventuais.

 

* O Coletivo (Presenças Confirmadas):

  • Mestre Magoo – Associação de Capoeira Negro Nagô de Angola
  • Mestre Barão – Lagoa da Saudade
  • Mestre Pernalonga – Arte Nossa
  • Mestre Caramuru – Porto da Barra
  • Contramestre Fantasma – Relíquia de Espinho Remoso
  • Contramestre Careca – CCCB
  • Contramestre Papagaio – Ginga Camará
  • Contramestre Milani – Portal Capoeira
  • Professor Salles – Grupo Zumbi
  • Professor Pelé – Lagoa da Saudade
  • Professor Stress – Lagoa da Saudade
  • Professor Lesma – Interação
  • Professor Tijolo – Irmãos Guerreiros
  • Professor Uires – Sul da Bahia

 

* Conteúdo/Programação:

 

02 de Novembro de 2013
16:00  ás 18:00
Vivência e  Mesa Redonda (Apenas para Profissionais)

 

03 de Novembro de 2013
15:00  ás 17:00
Vivência e Workshop

17:00  ás 18:00
Roda de Capoeira
(Aberto para todos os participantes)

 

Cidadania:

Todos os participantes do Encontro, inclusive os convidados e amigos, estão “convidados” a contribuir com 1Kg de Alimento não perecível que será destinado a uma entidade para crianças carenciadas (Causa das Crianças)

http://acausadacrianca.org

 

Serviço/Informações:

Local: Lagoa da Saudade
R. Duque de Saldanha, 301
4300-465 – Porto

 

* Inscrições / Outras Informações:


Tags:
coletivo capoeira, confraria, agremiação, associação, círculo, companhia, grémio, instituição, irmandade, liga, porto, matosinhos, gaia, mar shopping, parque da lavandeira.

18º Batizado e Troca de Graduações Lagoa da Saudade

Um dos pioneiros da capoeiragem no Porto, Mestre Barão, da Associação de Capoeira Lagoa da Saudade, trás a beleza e a magia da capoeira Santista para terras Lusitanas… 
Um encontro de amigos uma festa de camaradas… onde a capoeira se sente em casa e tem como principal objetivo a união e o Coletivo Capoeira.

 

Sexta-feira:

 

  • Roda no Cais da Ribeira do Porto, que marca o inicio do evento as 20 horas

 

 

Sábado:

 

  • Aula em frente a estação de Ermesinde, worshop com início as 10:00 hs até as 12:30 hs
  • Paragem para Almoço
  • Mega aulas das 14:00 as 16:00 hs
  • 3 Rodas: uma as 16:30 hs outra as 17:30 hs e outra as 18:00 hs todas em Ermesinde mas em locais diferentes.

 

 

Sábado a noite, churrasco na casa do Piu – com limitação de lugares e preço de 5 euros, quem quiser ir que avise ja porque depois pode nao ter vaga.

 

Domingo:

 

  • Baptizado e Troca de Cordas com inicio as 15:00 hs no parque urbano de Ermesinde.

 

 

Participação:

Mestres Barão, Pernalonga, Caramúrú e Magoo.

Contramestres Milani, Careca e Fantasma

Professores Pelé e Stress

 

Participação Grupo União na capoeira e Arte Popular de Lisboa.

 

http://www.facebook.com/lagoadasaudade.capoeira

Haiti recebe primeiro encontro de capoeira do Caribe

Atuar na promoção da cultura de paz, fomentar a criação de uma política de cooperação técnica entre os países do Caribe e promover o intercâmbio entre jovens educadores de comunidades desfavorecidas foram os objetivos do primeiro Encontro Caribenho de Capoeira. O evento, realizado no inicio deste mês, reuniu capoeiristas do Caribe, América Latina, EUA e Europa.

Durante o encontro foi redigida uma carta que servirá como a base de uma Rede Caribenha de Capoeira, que trabalhará na promoção do diálogo e da cooperação entre educadores de capoeira no Caribe. Os capoeirista também receberam formação em direitos humanos através do curso ministrado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Na ocasião, alunos do projeto Gingando pela Paz foram batizados e realizaram apresentações nas praças públicas de Bel Air, bairro que também foi palco da Terceira Caminhada Gingando pela Paz.

O coordenador do projeto, Flávio Saudade, afirmou que a capoeira vem cumprindo um papel importante na instauração da cultura de paz e que “o evento foi uma oportunidade concreta de enviar para o mundo a mensagem de que é urgente que todos os povos trabalhem juntos para a construção de um mundo melhor, livre de violências”.

O projeto, que começou em 2008 no bairro de Bel Air, já atendeu mais de 1.000 pessoas, entre crianças, jovens e adultos, aliando sempre a prática do esporte, a cultura e a formação para a cidadania.

Frevo: 105 anos de resistência popular

O ritmo frenético com influências do maxixe e elementos da capoeira completa nesta quinta-feira (9) 105 anos de sua autenticidade.

O termo de origem frevo era a gíria que designava algo que estava fervendo ou na linguagem popular “frevendo”, o que lembrava milhares de pessoas com gingado inconfundível de passos soltos fervendo nas ladeiras de Olinda.

O frevo é a essência do carnaval pernambucano cantado em uníssono pelas troças carnavalescas e está presente na musicalidade de vários compositores e intérpretes da música Brasileira. Canções como “Não Puxa Maroca” pela orquestra Vitor brasileira comandada por Pixinguinha, “Frevo Mulher” de Zé ramalho, “Frevo rasgado” por Gilberto Gil e Bruno Ferreira e “Frevo Diabo” por Chico Buarque e Edu Lobo entre outros clássicos.

Apesar da comercialização do carnaval, o frevo permanece com suas raízes evidenciando um verdadeiro fenômeno de resistência popular que vem conquistando adeptos em todo mundo. Dessa forma a paixão dos brasileiros pelo ritmo que mais representa a maior festa popular está declarada nas canções de Alceu Valença.

Os 105 anos de Frevo-de-Rua, Frevo-Canção e Frevo-de-Bloco será comemorado em todo país com blocos, troças e bailes traduzidos numa manifestação musicalmente e coreograficamente pela legitimidade do nosso patrimônio cultural. A comemoração vai para além da quarta-feira de cinzas, a quarta-feira ingrata que nos deixa saudade “Quem tem saudade, não está sozinho. Tem o carinho, da recordação”, dizia os mestres do frevo, Nelson Ferreira e Aldemar Paiva no canção “Frevo da Saudade”.

Supervisão: Thayanne Magalhães

Fonte: http://primeiraedicao.com.br

Que falta me faz Gonzaguinha

É tão estranho sentirmos falta de alguém que nem ao menos vimos pessoalmente. Estranho mesmo é essa pessoa contribuir para a nossa formação, nos apontar direções, nos ensinar o ser sentimento: poesia, corpo e alma; e dele apenas “escutar” o brilho de seus olhos, através da música.

É assim que me sinto quanto ouço o Gonzaga, filho. O homem magro, de aparência frágil que conseguiu transpor até mesmo as almas mais ásperas.

Descobrir sua poesia ainda quando adolescente, em meio aos versos do Gonzaga (pai), ouvindo uma “profecia”, mais tarde revelada em minha própria existência, como filosofia: “minha vida é andar por esse país, pra ver se um dia descanso feliz”. O rei do baião eu já conhecia dos tempos de infância, sempre prestigiado pela “vitrola Philips” do meu vô Dantas, mas o filho, naquele momento, me chamou a atenção por sua serenidade e sorriso no canto dos lábios, nas mãos dadas e no passeio pelo palco, coisa de pai e filho… “Lá ê, lá ê, lá ê, lá ê, lá ê”…

De lá pra cá, músicas, textos, entrevistas, pensamentos e opiniões, fizeram parte da construção do meu próprio modo de ser (humano). Tudo me servia de alimento necessário para que o meu espírito entrasse em êxtase. Sim, sinto muita saudade de alguém que não pude conhecer em matéria, mas que deixou muito da sua essência pairando pelos corações mais sensíveis.

Há 20 anos um acidente ocorrido no Paraná calava a voz do guerreiro menino. Nunca saberemos o que poderia ter sido dito, escrito ou idealizado. Sinto falta disso também. Todavia, conforto-me em ter plena consciência de que o moleque vive nas quase 200 músicas compostas ao longo de sua carreira.

Não quero chorar, meu amigo. Aprendi sua lição. O nó na garganta é apenas mais um estalo provocado por ouvir seu clamor e lembrar-me de algum momento guardado no peito. Não vou chorar, pois “a saudade que sinto, não é saudade da dor de chorar, não é a saudade da cor do passado… Não é a tristeza que queima o peito. Não é lamentar o que nunca foi feito”. Ora, Gonzaga, já foi feito. Está ai, em você que ler esse texto, está aqui, em mim, que explodo em nostalgia.  Está em todos aqueles que entenderam, através de suas “pregações”, que cada ser é uno, mas que somos construídos graças aos tijolos espalhados por cada pessoa, ao longo do caminho.

Duas décadas de lacuna.  Duas décadas de simples saudade.

Está chovendo neste exato momento. Só posso crer que as águas também lamentam sua partida. Está chovendo. Chuva, frio, vinho, paixão… Clima perfeito para ouvir um Gonzaguinha… “É sempre assim, e sempre assim será”.

Estou indo… De longe percebo algumas esquinas e elas só servem, se a gente dobrar.

 

Axé e luz,

 

Caio Marcel Simões Souza (admcaio@gmail.com) é Administrador de Empresas e formado em Capoeira Regional, pelo Grupo de Capoeira Regional Porto da Barra. Também é responsável e mantenedor do Projeto Social Crianças Cabeludas, no bairro do Parque das Mangabas, Camaçari.

 

PS: Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior nasceu em 22 de setembro de 1945, no Rio de Janeiro, filho legítimo de Luiz Gonzaga, o rei do baião, e Odaléia Guedes dos Santos, cantora do Dancing Brasil. Faleceu no dia 29 de abril de 1991, em Renascença, Paraná.

 

Fonte R7:

Luiz Gonzaga e Gonzaguinha serão o tema do novo filme de Breno Silveira, o mesmo diretor de Os Dois Filhos de Francisco, cinebiografia de Zezé di Camargo & Luciano. O cineasta divulgou que o roteiro está quase pronto, e que a trilha sonora será assinada por Gilberto Gil.


Nota de Falecimento: Mestre Bujão

Com pesar que comunicamos o falecimento de nosso camarada, Mestre Bujão.

Que Deus esteja contigo meu amigo.

Segundo informações do Contramestre Caixote (Muzenza) o Mestre Bujão morreu vítima de Leptospirose.

O Sepultamento do MESTRE BUJÃO será no dia 04/02/2011, às 10 horas, no cemitério Jardim da Saudade em Edson Passos.

 

Nossos mais profundos e sinceros pesames….

 

Equipe Portal Capoeira

Haiti: Cenário é de guerra após terremoto

Haiti: Capoeira e Solidariedade

Segue narrativa do amigo e parceiro Flávio Saudade que desenvolve no Haiti um fantástico projeto social e cultural denominado GINGANDO PELA PAZ:

O GINGANDO PELA PAZ nasceu de atividades realizadas ao longo de quatro anos em diversas comunidades do Rio de Janeiro que tinham como foco a mobilização popular para temas de interesse público. A inspiração surgiu com a participação do Contramestre Saudade, à época com 21 anos de idade e professor em capoeira, no Serviço Civil Voluntário, projeto oferecido pelo Viva Rio que objetivava ser uma alternativa ao Serviço Militar obrigatório, e estava direcionado para jovens em situação de risco social que ainda não tinham concluído o ensino fundamental. O contato com disciplinas como Direitos Humanos e Cidadania, a participação em ações voluntárias em comunidades como as Campanhas contra a Dengue e de Paz no Trânsito, somada a experiências internacionais em países como Zimbabwe, África do Sul, Alemanha e Espanha, levou-o a idealizar um projeto que objetivasse fortalecer a atuação da capoeira para o desenvolvimento social.

 

Prezados,

Continuamos aqui na expectativa. Penso que eu, assim como milhares de pessoas daqui, estão com medo de entrar em suas casas; mesmo de ir ao banheiro. O corpo parece que ainda treme, aumentando ainda mais a preocupação. Dormimos fora da casa, no quintal. As pessoas com quem trabalho e um grupo de pesquisadores da Unicamp. Eles estavam no centro da cidade no momento do tremor e viram o Palácio do Governo destruído. É realmente inacreditável a situação aqui, inúmeras casas, prédios desabaram. igrejas, hospitais, supermercados, hoteis, lojas…

É impressionante que um povo que já sofre por tantas coisas, ainda tenha de sofrer mais este desastre. O número de vítimas deve ser grande, mortos, feridos; pessoas de todas as esferas sociais e diversas nacionalidades. Até agora ouvimos pessoas desesperadas, chorando pela rua…

Permaneço ansioso, pois a maior parte de nossos alunos e amigos são moradores de Bel Air, um dos bairros mais afetados. A grande maioria moram em pequenos barracos; em alguns deles famílias inteiras dividem um pequeno espaço… Em Porto Príncipe temos favelas nos morros. A maior parte das construções é feita com material de baixa qualidade, o que aumenta as chances de desabamentos.

Agora o momento é de trabalho. Da melhor maneira tentar minimizar o sofrimento dessas pessoas. O Haiti não tem estrutura para uma catástrofe dessas, e necessita de toda ajuda possível, com urgência. E mais ainda, precisa de coragem para reconstruir as suas vidas e renovar as suas esperanças, ainda que esta seja uma tarefa difícil.

Fraternal Abraço a todos.

Flávio Saudade

Brasileiro diz que cenário no Haiti é de guerra após terremoto

Ele e mais 15 pessoas estão abrigados em uma casa da ONG Viva Rio sem poder sair

O cenário na capital do Haiti, Porto Príncipe, é de guerra, de acordo com o ativista da organização não governamental (ONG) Viva Rio, Flávio Soares. Em entrevista à agência portuguesa Lusa, Soares disse que a cidade “está devastada, um caos”.

>>Detalhes da tragédia no Especial Haiti – http://www.abril.com.br/noticias/haiti-terremoto-desastre-tragedia/haiti-terremoto-desastre-tragedia.shtml

Ele e mais 15 pessoas, entre integrantes da ONG e pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), estão abrigados em uma casa do Viva Rio sem poder sair.

“Está um caos. Muitos prédios desmoronaram, tem muita gente disputando comida, os mercados fecharam, muitas pessoas estão nas ruas, feridas, pessoas mortas sendo carregadas. A população precisa de ajuda urgente, há pessoas ainda vivas sob escombros, uma tristeza só”, descreveu.

O brasileiro relatou ainda que o risco de saques é iminente. “O clima é de insegurança. Temos luz e conseguimos comprar água, mas estamos sem telefone e tentando comprar comida. Não temos uma grande quantidade de mantimentos”, afirmou.

Soares disse que ainda não conseguiu contato com a embaixada brasileira que também foi atingida no terremoto. “Estamos tentando entrar em contato com alguém da embaixada para avisar que estamos aqui e para ter alguma orientação. Pelo que parece, as tropas ainda não estão nas ruas”, relatou.

O brasileiro coordena um projeto de capoeira com jovens haitianos e disse não ter tido notícias de nenhum de seus alunos. Mesmo com a tragédia, Flávio Soares disse que vai ficar no Haiti e não pretende voltar ao Brasil.

“Não podemos abandonar as pessoas no momento em que elas mais precisam. Mais que comida e água, elas necessitam de solidariedade, que olhemos nos olhos delas e demonstremos que estamos juntos, que lutamos juntos”, declarou.

Desde 2007, o Viva Rio atua no Haiti em projetos integrados de segurança e desenvolvimento para a redução da violência e de desmobilização de grupos armados na capital, Porto Príncipe.

 

Flávio Saudade
Contramestre em Capoeira
Coordonnateur Sport et Projet Gingando pela Paz
www.vivario.org.br
Mobile: (509) 38540202
http://flaviosaudade.wordpress.com

Diretor do Mestre Bimba fala sobre o Filme no Canal Brasil e na TVE

Em entrevista gravada nos estúdios do programa REVISTA DO CINEMA BRASILEIRO o diretor do filme MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA, Luiz Fernando Goulart, falou durante quase meia hora, sobre o filme e sobre a importância da capoeira hoje no Brasil e no mundo.

Editado com imagens do filme, o programa irá ao ar nos seguintes canais, dias e horários:

 
CANAL BRASIL (NET) – (inédito) 15/08 (4ª feira) às 18h30 / reprise 5ª às 11h30.
 
TVE BRASIL – (inédito) 20/08 (2ª feira) às 21h30 / reprise aos sábados (25/08) às 18h30
 

Não percam e divulguem.

Precisamos aproveitar mais esta chance da capoeira começar a marcar presença constante na mídia brasileira.

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A Capoeira e as Crianças: Renovação e Alegria

Hoje se comemora o dia da criança. Precisamos de data certa para comemorar quase tudo. Além de toda a festa e animação proporcionada pelo período, vem à mente daqueles que um dia também já foram crianças uma série de lembranças e saudades que somente quem as viveu sabe dá o devido valor.
 
Momentos únicos que não voltam mais. Amigos, lugares, estradas, objetos, situações que ficam guardadas em algum lugar confortável das nossas memórias.
 
Tempos bons àqueles onde não sentíamos o peso do mundo. As responsabilidades e desafios que o tempo joga nos braços de todos…
 
Fase em que tudo se torna superlativo, enorme… Onde o sentimento de proteção era evidente… Daqueles amigos de infância que hoje só guardamos aquela última imagem durante uma brincadeira… Onde estará aquela tranqüilidade, que surgia no fim de cada noite, sem ter nenhum “abacaxi” para se resolver no outro dia…?
 
                                     Ah… que saudade da infância!
 
Onde o sentimento de proteção era evidente… Daquela paixão de infância… Saudade de ser criança onde se faziam amizades de forma rápida e duradoura sem usar de critérios preconceituosos ou absurdos que os adultos possuem…
 
Tempos em que a maior preocupação era encontrar outro motivo para brincar ainda mais… Saudades de brincar no quintal do melhor amigo o dia inteiro e repetir tudo no outro dia… de subir em árvores mesmo com a bronca dos pais…
 
Mas nem todas as crianças usufruem dessas realidades de brincadeira e alegria.
Fome, abandono, abusos… formam o dia a dia de muitas crianças em todo o planeta.
Ao som de um berimbau, crianças que um dia estiveram nessa situação de estar às margens da sociedade, aos poucos estão recuperando o sentido de ser criança novamente.
 
A inclusão social, o bom andar acadêmico e o respeito com os pais são os reflexos mais visíveis.
 
A Capoeira integra. Faz com que a criança aumente significativamente seus laços sociais e perceptivos e toma consciência do fator coletivo do qual ela faz parte.
 
Muitos são os projetos por todo o planeta que usa a Capoeira como ferramenta para a inserção das crianças no meio social. Pais e responsáveis por essas mesmas crianças estão em crescente confirmação de que a ginga é uma via saudável de bem-estar e de aumento do ciclo de amizades.
 
Algo que é cristalino como a água: o fator de renovação da Capoeira por intermédio dessa meninada. O objetivo de sempre é buscar a consonância com a realidade, os caminhos por onde a Capoeira irremediavelmente terá que percorrer. A evolução que está sendo discutida, mais de forma parcial e com interesses em anexo, não contribui em nada para o real crescimento sustentável da nossa arte-brasileira.
 
O brincar de uma criança é a manifestação pura da nossa arte-ginga!
 
Movimentos, embalos e canções que nos leva a um passado nem tão distante de leveza e sentimentos naturais embasados num pensamento de criança.
 
                         Ah, que saudade da infância!
 
Tempos onde queríamos ser adultos e hoje queremos voltar a ser crianças. Paradoxo que ninguém explica. Talvez por vivermos neste “mundo cão”, resta-nos, às vezes, mergulhar em todo aquele mar de ótimas lembranças que jamais sairão da mente… Cheiros, visões, sensações, lugares que fazem parte de um passado, mas que parecem intactos no nosso presente…
 
Mas tudo ocorre em seu tempo…. Todas as fases da vida nos ensinam algo que irá repercutir em todos os campos da existência de cada um… Isso acontece comigo, com você, meu camarada! Ninguém foge desta regra natural! O tempo é o senhor de tudo e de todos! Não há vitória se tentar lutar contra ele… Porém, uma aliança de boa convivência é possível e necessária.
 
É sempre bom lembrar de coisas boas! E vamos lembrar que as crianças de hoje, serão os futuros detentores do conhecimento da Capoeira de um amanhã cheio de expectativas. Elas serão as mensageiras de uma esperança restaurada, de uma Capoeira livre de parcialidades ou cânceres de alguns interesses pessoais. Uma Capoeira consciente e renovada a cada geração! Sempre preservando a memória daqueles que fizeram da Capoeira uma arte reconhecida e lutando todos os dias contra a visão marginal que a luta cultural carregava e que ainda hoje tenta se livrar de algumas manchas que alguns trataram de depositar em nossa expressão de cultura…
 
Vamos utilizar a simplicidade das crianças e sustentar de forma ampla e definitiva os preceitos e objetivos do sempre crescer da nossa arte Capoeira!
 
Fiquemos com as crianças e não com as infantilidades na arte de lidar com as responsabilidades!
 
O desejo é único: Felicidades e pensamentos que formem opiniões para as nossas crianças! E que a Capoeira seja sempre o parque temático desse universo que sucessivamente ganha novas cores no olhar de cada criança ao pé do berimbau.
 
Abraços fraternos, camaradas!
 
Shion