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Norte-americano escreve livro sobre o berimbau

Em “The Berimbau: Soul of Brazilian Music”, Eric Galm explora a fundo a cultura e música brasileiras.

Uma obra que introduz o berimbau como muito mais do que o símbolo da capoeira. É o livro “The Berimbau: Soul of Brazilian Music”, de autoria do americano Eric Galm. Nas páginas, o professor conta a relação do instrumento baiano com vários ritmos brasileiros, incluído a bossa nova.

A publicação é da editora University Press of Mississipi e foi escrita em inglês. Nela, Galm conta como o berimbau ganhou destaque como símbolo nacional e explora a fundo a história do instrumento de origem africana.

Falando português com sotaque e muita simpatia, o professor explicou que quer mostrar o berimbau como integrante da cultura nacional brasileira. “Através da bossa nova, MPB, música erudita e artes visuais”, disse ele, complementando que o berimbau está mais global. “É um símbolo no exterior, que está mantendo a identidade brasileira”.

Além de retratar o berimbau como este símbolo, a obra expõe o instrumento como herança africana no Brasil inteiro. “Não somente a capoeira”. Os livros para crianças, esculturas e jornais, segundo o professor, também ajudam a mostrar esta herança.

O interesse em escrever sobre o berimbau nasceu em casa. Na década de 70, Eric morou no Brasil por conta do trabalho do pai, o qual foi lecionar percussão de técnica erudita. “Cresci conhecendo o berimbau e a batucada”. Os conhecimentos foram aprofundados na escola, em 1977, e também através do trabalho do pai, que leciona na Universidade do Colorado. Na instituição, criou um programa de percussão e musicologia.

O livro promete surpreender aos músicos e ao público em geral. Mas as boas reações já começaram no ano de 2000, durante a pesquisa de campo, quando o trabalho foi mostrado para um musicólogo de uma universidade brasileira. “Ele ficou surpreso. Naquele momento apoiou muito meu trabalho”. Eric credita grande importância para o músico Naná Vasconcellos. “Foi ele quem trouxe o berimbau para a área do jazz global”.

Segundo o professor, Vasconcellos influenciou também o percussionista argentino Ramiro Musotto, um dos entrevistados de Eric. Apaixonado pelo berimbau, Musotto mudou para a Bahia, onde faleceu aos 45 anos, vítima de câncer no pâncreas.

Música que enche corações

Americano de alma brasileira, Galm está realizado com a publicação. “Me sinto ótimo. É uma coisa muito forte para mim.”. O livro ajudará os próprios alunos dele, muitos dos quais não conhecem nada do Brasil e da música brasileira. “Mas através do aprendizado do ritmo de percussão brasileira e as músicas, estão aprendendo o ritmo da cultura brasileira, tocando o ritmo da vida da cultura brasileira”.

Professor Assistente de Música e Etnomusicologia do Trinity College em Hartford, Connecticut, Galm foi convidado para dar uma palestra na Universidade Federal do Rio de Janeiro, para a série “Música em Debate”. Segundo o professor, a percussão nas universidades brasileiras é mostrada somente dentro do contexto do folclore. “Acho que uma parte do meu trabalho, que é muito forte, é o uso da percussão brasileira como referência ao valor das comunidades que criaram estas músicas e ritmos”.

Eric enfatizou que todas coisas que ensina e gosta estão fazendo a diferença na vida dos alunos. “Está abrindo os olhos e os corações deles para pensar sobre o sentido da letra de uma música”. Como exemplo, citou a famosa “Carinhoso”, do saudoso Pixinguinha.

O professor aproveitou para falar sobre a poesia que vem das favelas, contando as histórias da vida. “Acho que dá muito mais crédito para o próprio povo brasileiro, do que aquilo que sai na imprensa”.
Ainda não houve lançamento oficial do livro, mas ele já está disponível no site amazon.com.

Por: Angela Schreiber – Comunidade News – http://www.comunidadenews.com

Crônica: “Menino, qual é teu grupo?”

A vida consiste em mudanças. É ordem natural. Muda-se, às vezes, para adequações, sustentações de privilégios ou simplesmente para ir de encontro às imposições sociais. Mudar se torna sinônimo de evolução se o camarada leva em conta a escala humana. Na nossa Capoeira, mudar ganha um significado quase unânime: mudança significa acrescentar mais um número no censo dos grupos.
 
Diversos motivos são encontrados para tal fato: ideologias conflitantes, filosofias arranhadas, vergonhas à lama, inconsistências de caráter, inveja, incompreensão… Enfim, uma gama de motivos que separam o que antes parecia ser integrante, carta do mesmo baralho.
 
Não generalizo. Há casos em que o afastamento se dá por motivos nobres como uma continuação de um belo trabalho apenas com outra estampa na camisa. Mas, infelizmente, são raros casos. Quase lendários…
 
As mudanças atingem nossa arte-ginga em várias frentes. Seja num toque variado, um estilo novo de jogar, um evento com outros atributos afros… Fica a critério de cada grupo. Critérios, aliás, que variam sobremaneira de grupo para grupo… Outro ponto de eterna discussão… Pluralidade cultural ou "invencionice" de pessoas querendo aparecer mais do que as outras? Fica a resposta no ar…
 
"Montar um grupo" parece ter virado o hobbie de muitos candidatos a "mestres" oportunistas. Enchem o papo com palavras que nem eles entendem, pegam um punhado de alunos com lavagem cerebral, distribuem cordas nada merecidas, montam um símbolo no "paint" e pronto. Mais um grupo de Capoeira na área!
 
Filosofias? Comprometimento com a história? Vínculos com o fator social que a Capoeira carrega? Nada disso. O intuito é criar rixa com outros grupos e, de preferência, com o antigo Mestre… A bobagem e a inconseqüência são as palavras que carimbam o símbolo deste grupo…
 
Ressaltando que existem casos que merecem parágrafos por serem exceções!  Existem ótimos "suplentes" de Mestres que fazem mais do que os próprios. Mas quem ganha todo o mérito? Sim… ele…o "mestre" de mentirinha…
 
Esses que crescem e fazem a Capoeira crescer é que devem mesmo se desvencilhar desses maus mestres… Montem seus grupos e levantem suas bandeiras que tem no centro a essência insubstituível da Capoeira! Competência e vontade: atributos que não faltam para essas pessoas que não se acham acima da nossa arte!
 
Que os novos grupos ofereçam idéias para organizar nossa arte, mostrar que o amadorismo não domina a Roda! Comportar-se como profissionais para refletir respeito! Chamar a atenção tanto dos incentivos particulares como governamentais. Mas para isso, deve haver organização interna. Sem isso, nada feito! É soco em ponta de faca com ferrugem.
 
Axé e muita mandinga para o surgimento dos grupos que renovam com respeito a Capoeira com preceitos e resgate de fundamentos vitais para nossa arte. Declínio sem compaixão para os grupos que se acham donos de uma patente que leva o nome de Capoeira! Acordem!
 
A história exemplifica… Impérios ditos invencíveis caíram! Pois nada fincado em pés de barro garante consistência duradoura! E diante disso, vem o alívio para o bom Capoeira!
 
Shion 
Fundação Arte Brasil Capoeira – Parnaíba / Piauí
www.flogao.com.br/fundacaoartebrasil
        

Mercado dos Pinhões – Fortaleza: União pela capoeira

Capoeiristas de Fortaleza já têm destino certo na última quinta-feira de cada mês: o Mercado dos Pinhões. A intenção é reunir no local vários grupos para jogar capoeira, criando uma tradição que possa até atrair turistas no futuro
Grupos de capoeiristas escolheram a última quinta-feira de cada mês para se reunirem no Mercado dos Pinhões. O objetivo é a troca de informações sobre estilos e técnicas do esporte (Foto: NATINHO RODRIGUES)
  
Um novo ponto de encontro para a capoeira do estado do Ceará. É com essa intenção que capoeiristas dão novo ritmo a um cenário símbolo de Fortaleza: o Mercado dos Pinhões. Na última semana vários grupos se reuniram no local para compartilhar o que têm em comum – a paixão pelo esporte que mistura luta com dança – e aprender com as diferenças. Eles querem fazer com que a última quinta-feira de cada mês se torne tradicional como o Dia da Capoeira no Mercados dos Pinhões.
Segundo Fernando César Araújo, o professor Dingo, 42, já se tentou criar um ponto de encontro de capoeiristas na Praia de Iracema, no início dos anos 90. A tentativa sucumbiu junto à decadência daquela área da cidade. "Mas nada melhor do que este mercado, com essa estrutura, para se praticar capoeira e criar uma nova cultura", explicou, logo citando o Mercado Modelo, em Salvador (BA), como exemplo.
 
Há 30 anos na capoeira, professor Dingo, do grupo Capoeira Mundi, acompanhou a evolução do esporte no Ceará. "Quando comecei, quem jogava capoeira era visto como marginal. Hoje está tudo mais profissional, amadurecido. É hora de unir os grupos em algo comum, como essa quinta-feira no Mercado dos Pinhões", disse, acrescentando que a atividade também atrairá turistas para o estado.
 
Para Humberto Silva, o "Aramola", 33, do grupo Centro Cultural São Salvador, a Quinta da Capoeira servirá para reunir diferentes grupos, enriquecendo o esporte. "Estou há 20 anos na capoeira e um encontro como esse deve aparar arestas entre grupos. Todo mundo se unindo, o esporte crescerá, ficando mais forte", comentou.
Marcelo Roberto, 26, pratica o esporte há 10 anos. Ao de batizar no esporte, recebeu o apelido de "Testa" e ao longo do tempo foi fazendo amigos. Ele, que treina no Capoeira Brazil, não se imagina vivendo sem o som do berimbau e o encontro de rodas. "É necessário haver integração entre os grupos, coisa que não existia há alguns anos. Não pode haver segregação entre os grupos, apesar das divergências de pensamento e diferenças de estilo, Espero que esse encontro vire tradição", opinou.
SERVIÇO
Sobre o encontro de capoeira no Mercado dos pinhões:
www.capoeiramundi.com.br
Tel: 3221-1131
Saiba mais:
Mercados dos Pinhões
É um dos símbolo da Capital, sendo uma das duas partes do antigo Mercado de Ferro, inaugurado em 1896 no Centro e dividido em 1935. Tem como características a estrutura metálica e ladrilhos de origem Inglesa. Em 2000 passou a se chamar Mercado das Artes, depois de reinaugurado. É mantido pela Fundação Cearense de Cultura, Esporte e Turismo (Funcet).
Localização: Praça Visconde de Pelotas, entre as ruas Nogueira Accioly e Gonçalves Ledo