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Jovens pacientes superam limites em aulas de capoeira inclusiva na AACD

Inclusão através do esporte para a superação de muitos limites. Essa é a fórmula para um grupo de 35 jovens pacientes da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), na Ilha Joana Bezerra, Zona Central do Recife. Todas as segundas, das 14h às 15h, eles têm encontro marcado com o mestre de capoeira voluntário Severino Santos de Almeida Júnior, o Mestre Júnior, responsável por levar ao universo das crianças a adaptação, do jogo, da luta, da tradição da Capoeira, criada pelos escravos africanos e trazida ao Brasil na época em que o País era uma colônia portuguesa.

O projeto, chamado de capoeira inclusiva, foi levado à entidade em Pernambuco pelo mestre em 2006, após um evento sobre a prática da capoeira na AACD de São Paulo, focada em pacientes amputados. “O que começou meio suspeito é, hoje, uma verdade”, comemora Mestre Júnior, de 44 anos, também professor de educação física e história, com 35 anos voltados à prática desse esporte e sua história, onde ele cita a seguinte máxima dita pelo Mestre Pastinha: “Capoeira é tudo que a boca come”. Confira videorreportagem do NE10:

A dinâmica da aula é desenvolvida após análise da ficha médica de cada aluno, assim como as atividades fisioterapêuticas desenvolvidas com a equipe da AACD. A partir dessa avaliação, o professor trabalha o lado lúdico do esporte e o enriquecimento muscular, já que a Capoeira trabalha o sistema Cardiovascular, Sistema auditivo que por sua vez aguça os reflexos do paciente e o Sistema Neurológico, através da música com os instrumentos da Capoeira (berimbau, pandeiro, atabaque e etc.) e ao som mecânico com CDS de Capoeira, associado aos valores desenvolvidos nos atletas: disciplina, superação e motivação. Apesar das diferentes especificidades, mestre Júnior garante: “A aula de um é para todos”. Para um dos alunos, Pedro Lucas, de 9 anos, conseguir entrar nas aulas, há três anos, foi a realização de um desejo. Entre risos envergonhados, o jovem afirma: “Eu queria muito entrar nesse grupo e minha mãe conseguiu”, conta. Quando questionado sobre de qual parte gosta mais, é taxativo: “Gosto mais de cantar”.

A capoeira inclusiva, além de desenvolver a habilidade social, auxilia na fisioterapia recomendada para cada aluno e contribui com a reabilitação do paciente. É o caso de Brenda Carlla, uma das mais velhas do grupo. “Eu percebi que desenvolvo mais. Antes da capoeira, eu caía muito quando pegava carona em bicicleta, agora não caio mais”, conta a jovem de 17 anos, que desde os dois anos de idade faz tratamentos na AACD e começou as aulas com o mestre Junior há seis anos. As aulas semanais são aguardadas ansiosamente não apenas pelos alunos, mas também por suas mães. Para Jacira Muniz, 45 anos, mãe de Thiago, de 14 anos, os resultados são gratificantes. “A gente que é mãe vê a evolução. A questão que ele faz de vir. Ele até mostra os movimentos que aprendeu. A capoeira faz a diferença”, comemora Jacira, que se dedica exclusivamente aos cuidados com o filho.

Marília Lima, 31 anos, mãe de José Ricardo, 7 anos, chegou a pensar em desistir de acompanhar os filhos na aula. O pequeno é portador da Síndrome de Lesch-Nyan, uma doença hereditária e metabólica rara que causa disfunção neurológica, cognitiva e alterações de comportamento. “Eu queria desistir, mas o mestre não deixou. Com a continuidade, ele melhorou bastante. Antes de entrar na capoeira, quase não tinha contato com outras pessoas. Agora, ele até pede para vir”, conta.

“Para mim foi muito importante. O pouco que eu consegui é muita coisa”

O outro filho, Matheus Guilherme, de apenas um ano e nove meses, também é portador de Lesch-Nyan. Se depender da mãe, será o mais novo paciente a ser apresentado ao poder de reabilitação da capoeira inclusiva.

Pedro Lucas já participa da capoeira inclusiva há três anos. O que mais gosta nas aulas é de cantar

AULAS – Para participar das aulas, o aluno precisa ser paciente AACD e enfrentar uma fila de espera com cerca de 70 pessoas. O requisito para começar o tratamento na entidade é a apresentação de um laudo médico que comprove a necessidade do paciente em realizar procedimentos de reabilitação física.

 

Além das aulas semanais, a instituição promove o Encontro de Capoeira Inclusiva. O evento marca o batismo e a troca de cordas das crianças e adolescentes que formam o grupo de capoeira da AACD. “Temos desde a graduação infantil especial, que são seis cordas, até a graduação adulta, com nove cordas”, explica Severino Júnior.
A Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) é uma instituição sem fins lucrativos que atende crianças e jovens de 0 a 16 anos com deficiência física e adultos amputados e lesionados.

Inaugurada em 1999, a AACD Pernambuco já ultrapassou 149 mil consultas clínicas e 833 mil terapias realizadas para crianças de todo o Norte e Nordeste. Atualmente, é mantida através de parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS) e realização de projetos com venda revertida à instituição.  Para marcar a triagem específica para cada patologia na AACD, o paciente ou seu responsável deve apresentar ao setor de Serviço de Atendimento Médico e Estatístico (Same) um relatório médico que descreva o diagnóstico e tratamento realizado na fase aguda ou inicial da doença, além das condições atuais em que o paciente se encontra. Após avaliação de uma equipe multidisciplinar, será elaborado o tratamento de reabilitação na AACD. Se por acaso a patologia não for tratada na associação, o paciente e família são orientados a realizarem o tratamento em instituições especializadas na deficiência relatada.

 

AACD Pernambuco
Endereço: Avenida Advogado José Paulo Cavalcanti, 155, Ilha Joana Bezerra Recife  Telefone: 3419.4000

Mestre Junior: (81)977018889/86192109

Foto: Malu Silveira / NE10

 

Livro: A Magia da Capoeira

O Capoeirista e Escritor Jean C. de Andrade apresenta seu segundo livro sobre uma luta Brasileira e eficáz,um pouco da história da capoeira, luta esta que se mistura com a cultura em meio a dança com golpes desequilibrantes e traumatizantes,criada pelos escravos no Brasil em meados do século XVII.

Estou na capoeira desde 1993, de lá para cá coleciono vários títulos e campeonatos,sendo também Árbitro da Federação Sul Mineira de Capoeira, também Campeão interno da Academia Santa Isabel e Vice Campeão Mineiro de Capoeira. Hoje sou  Professor, formado por Mestre Roque da Academia Santa Isabel de Bom Repouso MG. Mestre Roque é Formado de seu Irmão, Geraldo (Mestre Gêra) da Academia Santa Isabel de São Caetano do Sul SP.

Como um trabalho social dou aulas de capoeira para crianças na Escola Municipal de Estiva MG.

A capoeira juntamente com a natação é um excelente esporte físico, pois mexe com todo corpo,é um exercício físico e tanto, além de somar disciplina e  controle emocional.Salve Capoeira!!!! — Prof. Jean C. de Andrade-

Benefícios Da Capoeira

1Maior disposição para trabalho sexo e estudos.
2-Previne contra estresse.
3-Combate o excesso e a falta de peso.
4-Aumenta a força, reflexo, equilíbrio e agilidade.
5-Fortalece o sistema muscular, respiratório e cardio- vascular.
6-Contribui para regularização do sistema digestivo.
7-Oportuniza o domínio de eficazes técnicas de defesa.
8-Desenvolve sua sensibilidade artística.
9-Atua como terapia (o poder de concentração melhora o auto
(Controle emocional)
10-Depois da natação, a capoeira é o melhor esporte, pois mexe com todo o corpo.

Pará: Ato público mobiliza a sociedade

Gente da música, da dança, do teatro, do cinema, da capoeira e de infinitas outras expressões culturais se reúne para tentar mais uma vez mobilizar a cidade para a criação de um projeto de lei, de iniciativa popular, para a implantação do Sistema Municipal de Cultura. O ato ocorrerá na Praça da República, a partir das 9 horas, e tem a proposta também de coletar novas assinaturas para o documento que pode ajudar na instalação do sistema.

Esse não é o primeiro ato dos setores culturais da cidade. No início de março, Músicos, atores, dançarinos, produtores culturais, além do público que circulava no domingo na Praça da República, no centro da capital, assinaram o documento ao longo da manhã de domingo. Para terem validade, as assinaturas – que devem representar 5% da população eleitoral do município (o equivalente a 50 mil assinaturas) -, precisam estar acompanhados do número do eleitor. E mais, só pode assinar quem vota em Belém e distritos. Região Metropolitana nem pensar. É lei. Simples assim. Várias entidades e instituições da cidade já funcionam como ponto de coleta ei. Simples assim. O projeto de lei foi lançado foi lançado na Câmara dos Vereadores em fevereiro. A meta do Fórum Municipal de Cultura, que em parceria com a Comissão de Cultura da Câmara, lidera a mobilização, é coletar tudo até 19 de abril.

Com a instalação do Sistema Municipal de Cultura, Belém poderá ter acesso aos recursos do Fundo Nacional de Cultura, o equivalente a 40%. partir da criação do Sistema Municipal de Cultura, serão implementados o Conselho Municipal de Política Cultural, o Fundo, o Plano e a Conferência Municipal de Cultura e Orçamento Participativo da Cultura. Esses elementos servirão para se articular, gerir, informar, formar e promover as políticas públicas para cultura, com a distribuição democrática dos recursos através da participação e controle da sociedade. O Sistema prevê políticas públicas para um período de dez anos, com planos de ações para atender às principais demandas a serem atendidas de cada segmento.

 

Pontos de coleta

 

Quem deseja colaborar com o Projeto pode ir até os pontos de coleta levando o seu título de eleitor. A coleta de assinaturas iniciou nos Restaurantes Universitários e continua no Instituto Universidade Popular (Unipop), no Espaço Experimental de Dança, no Espaço Cultural Coisas de Negro e na DAC/Proex. Nesta última, os formulários estão disponíveis até o dia 18 de abril e, além de assinarem, as pessoas também podem distribuí-los.

 

ACESSE: forumculturabelem.blogspot.com

Obra-prima de Jacob Gorender ganha 5ª edição após 26 anos e tem lançamento em dezembro na USP

Obra-prima de Jacob Gorender ganha 5ª edição após 26 anos e tem lançamento no dia 01 de dezembro na USP

Relançada pela Editora Fundação Perseu Abramo, a polêmica tese “Escravismo colonial” reinterpreta o legado de Gilberto Freyre, renova o marxismo brasileiro e consolida-se como a mais notável contribuição contemporânea acerca deste período histórico.

Reconhecido como um dos registros mais notáveis da historiografia recente do Brasil, O escravismo colonial, de Jacob Gorender, ganha 5ª edição pela Editora Fundação Perseu Abramo (EFPA). Publicado anteriormente entre o final da década de 1970 e a primeira metade dos anos 1980, o livro – na época, considerado polêmico por contestar as teses defendidas por pensadores devotos de Gilberto Freyre – debate a concepção histórica sobre o modelo de escravismo implantado no país e propõe a inserção do fenômeno entre as possíveis considerações sobre a formação do modelo de socioeconomia brasileira. O lançamento ocorre no mês de novembro.

 

Passados 26 anos desde a sua última edição, “O escravismo colonial” afirma-se como a mais sólida análise contemporânea acerca da argumentação gilbertiana sobre o sistema escravocrata implantado no Brasil colonial e suas consequências que perpassam a ascensão do capitalismo, em meados do século XIX, até os dias de hoje.

 

Gorender reinterpreta os clássicos modelos derivados de Freyre e desconsidera a suposta existência de um regime feudal brasileiro, subsistente ou paralelo ao sistema escravista. Sua tese de escravismo colonial suscita outra via para o entendimento da formação econômica do país, ao admitir o fenômeno como o grande responsável pelo fortalecimento da unidade lusitana na América Latina, em contraponto à fragmentação observada no território hispânico.

 

O autor convida o leitor a refletir sobre a estrutura e o sistema de produção escravista vigente no Brasil e afirma que este foi um método novo, temporal e específico deste espaço geográfico, objetivado pela produção mercantil para atender principalmente a demanda europeia. Portanto, esta forma peculiar de regime é diferente dos moldes do escravismo clássico, feudalismo e, ainda, do capitalismo, colocando o país numa situação de exceção em relação às culturas ocidentais durante todo este período histórico.

 

Sendo Gorender marxista desde a adolescência, “O escravismo colonial” dá novo fôlego para o marxismo brasileiro, ao acrescentar novas categorias de análise nos mesmos modos de produção. A obra reforça o conceito de materialismo histórico, pois, incrementa variações à fórmula de Karl Marx e o torna mais aplicável como ferramenta de estudo de sistemas econômicos que destoem dos europeus.

 

O lançamento ocorre no dia 01 de dezembro, às 19h00,  na Escola de Comunicações e Artes da USP com a realização de um debate onde estarão presentes:

Alípio Freire – jornalista e escritor, integra o Conselho Editorial do Brasil de Fato e da Editora Expressão Popular.

Dennis de Oliveira – Professor da ECA/USP e do Programa de Pós Graduação em Direitos Humanos da USP, coordenador do Celacc (Centro de Estudos Latino Americanos sobre Cultura e Comunicação)

Eunice Prudente – Professora da Faculdade de Direito e do Programa de Pós Graduação em Direitos Humanos da USP e  coordenadora do Neinb (Núcleo de Apoio à Pesquisa e Estudos Interdisciplinares sobre o Negro Brasileiro)

Flávio Jorge – diretor da Fundação Perseu Abramo e dirigente da Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN)

Mario Maestri – professor titular do Programa de Pós- Graduação em História da Universidade de Passo Fundo (UPF), dirige a coleção Malungo da UPF Editora, especializada em trabalhos sobre escravidão colonial.

 

 

Jacob Gorender: intelectualidade excepcional

 

Nascido em Salvador, em 1923, Jacob Gorender é considerado hoje um dos mais importantes historiadores brasileiros. Filho de um judeu ucraniano socialista, frequentou a Faculdade de Direito de Salvador, onde militou na União de Estudantes da Bahia, durante o início de 1940.

 

Muito jovem, lutou na 2ª Guerra Mundial pela Força Expedicionária Brasileira. Foi membro do Partido Comunista Brasileiro (PCB) – ao lado de personagens importantes, como Carlos Marighella – e trabalhou como jornalista nos principais veículos de esquerda daquele período. Em 1968, com o início dos anos de chumbo da ditadura militar, Gorender aproxima-se da militância armada e participa da fundação do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR).

 

Em janeiro de 1970, foi preso em São Paulo. Seguiram-se dois longos e traumatizantes anos de constantes torturas, mas também foi nesse período de Gorender teve forças para iniciar esta que atualmente é considerada a tese mais revolucionária sobre a formação socioeconômica brasileira, desde “Casa Grande & Senzala”. “O escravismo colonial” era publicado em 1978 pela editora Ática, com inesperado sucesso.

 

O preconceito contra seu autodidatismo intelectual o reservou à margem do campo acadêmico durante muitas décadas. Apenas em 1994, aos 71 anos, seu mérito foi reconhecido com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e passou a atuar como professor visitante no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP).

 

Atualmente, com 88 anos, vive entre livros e publicações, numa simpática casa de vila do bairro da Pompeia, na zona oeste da cidade de São Paulo.

 

A Editora Fundação Perseu Abramo registra sua homenagem a Jacob Gorender e reconhece a importância deste grande pensador brasileiro, com o lançamento da 5ª edição revisada de “O escravismo colonial”, marcada para novembro de 2011.

 

Sobre a EFPA

Fundada em 1997, a Editora Fundação Perseu Abramo é um espaço para o desenvolvimento de atividades de reflexão político-ideológica, estudos e pesquisas, destacando a pluralidade de opiniões, sem dogmatismos e com autonomia. Com mais de 180 livros em catálogo, a editora conta com autores importantes como Antonio Candido, Celso Furtado, Aloysio Biondi, Michael Löwy, Marilena Chaui, Lélia Abramo, Milton Santos, Maria da Conceição Tavares, Francisco de Oliveira, Maria Rita Kehl e Leandro Konder, entre outros. Para mais informações, acesse www.efpa.com.br e siga a EFPA no twitter (@editora_perseu).

 

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

 

O escravismo colonial, Jacob Gorender

Editora Fundação Perseu Abramo

ISBN 978-85-7643-082-7

650 p. – 5ª edição revisada – ano 2011

R$ 65,00

 

LOCAL: Auditório Paulo Emílio às 19h00

Escola de Comunicações e Artes –

Sala da Congregação, 1o. andar 

Avenida Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443 – Cidade Universitária

São Paulo (SP)

 

 

Erika Alexandra Balbino

Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo

Rua Porangaba, nº 149, Bosque da Saúde

04136-020 – São Paulo – SP

+55 11 3482-2510+55 11 3482-6908

 

Foto Gorender: Alexandre Machado

Capoeira no Acervo do Instituto Nacional das Antiguidades da Finlândia

Caros amigos e colegas,
O museu etnográfico Helinä Rautavaara em Finlândia acabou de disponibilizar uma parte do arquivo fotográfico dele no portal do Instituto Nacional das Antiguidades da Finlândia. A coleção consiste em milhares de fotos sobre o candomblé, capoeira e a cultura afro-brasileira e brasileira em geral tiradas por a Helinä Rautavaara nos anos 1960 e 1970 em Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro.

Por décadas essas fotos se encontraram guardados no acervo do museu na Finlândia com difícil acesso ao público, então é com grande prazer que agora divulgo o link da coleção online à vocês:

As fotos se encontram em:

Capoeira

Candomblé

Infelizmente o site não se encontra em português ainda, mas o sistema de busca é bem simples. Colocando palavras de pesquisa como candomblé ou capoeira, no campo chamado “free text search” no topo da barra ao lado esquerdo, o sistema busca todas as fotos marcadas com essas palavras chaves. Outra opção boa também é buscar só com a primeira parte da palavra terminando ela com um asterisco.

Por exemplo: capoe*

Assim o sistema busca todas as fotos marcadas com palavras chaves que começam com capoe. (Em finlândes as palavras se conjugam de várias formas. Por isso muitas vezes a busca funciona melhor desse jeito).

O site continua em construção. Ao longo do tempo o museu colocará mais fotos e informação. Eles com certeza se interessariam em qualquer comentário ou pergunta que vocês teriam sobre as fotos. A pessoa responsável no museu Helinä Rautavaara sobre o projeto de digitalização dessas fotos é Katri Hirvonen-Nurmi. O email dela é: [email protected]

Fonte: Teimosia

Opinião: Capoeira Capitalista

Dia destes um companheiro propôs reflexão sobre ter lá a Capoeira se transformado numa vergonha, a Capoeira capitalista.
Achei interessante a proposta de reflexão, embora a frase não se possa aplicar a toda Capoeira, mas sim a grandes porções dos estilos hoje massificados, a Angola, Regional e Contemporânea-Senzala. Sei bem que a caracterização desses estilos ainda não foi empreendida, mas, afora diversos outros itens, a simples observação das respectivas gingas, fornecerá elementos para considerá-los estilos massificados. Devo acrescentar aqui que massisficação em si não considero defeito.

Voltando ao ponto, a Capoeira de hoje é capitalista, sim, mas qual o significado disto? Porque agora essa novidade de Capoeira capitalista? Está muito custosa, cara, a Capoeira? Estilo novo?

Não! Não! É capitalista não por ser cara, não por ser custosa, mas por reproduzir, timtim por timtim, aspectos fundamentais da ideologia do sistema em que vivemos que não é outro senão o nosso vigoroso sistema capitalista, com todas as suas mazelas e benesses.

E que aspectos ideológicos são esses que a Capoeira capitalista reproduz?

Por exemplo, no sistema capitalista o respeito à autoridade, à hierarquia, é necessário ao funcionamento das instituições, certo? O dono é quem define as políticas do empreendimento.

Pois é, o respeito aos mestres de Capoeira, instrutores, treineís, contramestres, professores, etc, encaixa-se perfeitamente nos ditames daquele respeito à hierarquia. Respeito no sentido de que um manda e os outros obedecem, respeito no sentido de que os supostos saberes dos de hierarquia mais alta prevalecem, necessariamente, sobre a suposta ignorância dos de hierarquia mais baixa.

Essa história vai longe, se quisermos. Por exemplo, vez por outra são colocados alguns assuntos em votação nos grupos de Capoeira. Isto certamente que dá a eles alegre cunho democrático. Certo! E o que faz o sistema capitalista no Brasil? Mantém milhares de casas legislativas para, de maneira semelhante àquela, decidir democraticamente sobre assuntos de interesse das pessoas.

Para não me alongar muito, ficam aqui duas sugestões e um resumo.

Que cada um procure descobrir aspectos mórbidos típicos do sistema capitalista, e verifique a presença desses aspectos nos grupos de Capoeira que conhece.

A outra sugestão, e sei que não é fácil, é cada um colocar em prática ações não reprodutivas da ideologia do sistema, sem, contudo, bater de frente com as demais instituições apoiadoras da Capoeira e do sistema.

O resumo é que a Capoeira da atualidade vem funcionando como fiel reprodura das relações sociais correntes na sociedade, e aqui se incluem a exploração do trabalho alheio, autoritarismos, formas de distribuição de benefícios, escamotear a divulgação de contas, descasos diversos com as pessoas, etc. Certamente, não é essa a Capoeira que queremos.

Mestre Fernando Rabelo – http://capoeiracambara.blogspot.com/

Gerontocapoeira: Conhecendo as vivências

Uma abordagem da Educação Física Gerontologica no município de Tabatinga-Am.

 

Nos últimos anos, profissionais de diversas áreas da ciência interessam pela Gerontologia. Na Educação Física, estudar e entender o idoso com qualidade e respeito é uma “nova tendência”. Na Capoeira temos muitos praticantes com mais de 60 anos de pratica e outros que estão apenas iniciando no mundo da Capoeira, agora na terceira idade. A novidade agora é que os da idade tardia podem iniciar a arte da Capoeira de acordo com as suas qualidade física e habilidades, aqui considerados Gerontocapoeiristas.

A contribuição relevante a este tema, foi a minha observância quanto praticante desta modalidade desportivo-cultural, a capoeira, por mais de 24 anos de pratica no ano de 2009, onde dos 24, há 14 anos ensinando a arte da capoeira, nesta caminhada tive vários alunos idosos, mesmo empiricamente mantive todos os cuidados necessários e não tive problemas com nenhum deles. Agora há uma necessidade de ampliar há mais idosos interessados, já com uma visão cientifica na área de Educação Física enquanto acadêmico (LIBEF/UEA 2008-2011) e abrir vagas para aqueles que não tiveram a oportunidade de aprender e conhecer profundamente a arte da Capoeira.

Segundo Puga Barbosa (2003, p. 21), “como conceito total de gerontologia temos o estudo do envelhecimento em toda e qualquer enfoque. É necessário bojo que temos subdivisões a Educação Física, desta feita adaptada a pessoa em fase de envelhecimento”.

Ao observar um Mestre de Capoeira de vanguarda jogar capoeira é admirável, encanta e assusta, devido a grande saúde corporal mostrado por ele. Temos como exemplo o Mestre de Capoeira Angola João Pequeno de Pastinha, com 92 anos de idade (uma criança de 92 anos), deixa muitos jovens para trás e no chão. Suas histórias e experiências fazem e dão vontade de promover a gerontocapoeira como uma alternativa para aqueles que muitas vezes tem obstáculos sociais e familiares. Mestre João Pequeno tem uma vasta experiência e é um grande exemplo de vida para muitos praticantes de Capoeira.

Para Puga Barbosa (2000) apud Puga Barbosa (2003, p. 21):

educar para o envelhecimento, e a da base da educação física gerontologica, preocupa-se em adequar a seus clientes, cada vez mais individuais em suas características heterogêneas, os conteúdos da profilaxia e das questões sociais do envelhecimento se aliando a dança, ginástica, jogo, recreação e esporte, acatando os princípios pedagógicos e biopsicossociais.

Há uma preocupação muito grande com os gerontocapoeiristas, por isso é necessário antes de tudo observar o acompanhamento médico para prevenir qualquer situação e uma integração de vários profissionais que trabalham com os idosos. Como exigência, o exame de saúde e o acompanhamento médico se fazem necessário, pois assim, poderemos verificar o tipo de atividade capoeirística e as limitações para cada indivíduo.

Já Moreira (2001, p. 17) afirma que,

o envelhecimento e a expectativa de vida, em todas as populações do mundo, constituem um problema emergente nos vários segmentos sociais. O ritmo de crescimento na população idosa, segundo Passarelli (1997, p. 208), relaciona-se diretamente com a diminuição das taxas de natalidade e mortalidade infantil, a melhoria no tratamento das doenças infecciosas e condições de saneamento básico, e o acesso aos serviços de saúde para um número maior de indivíduos.

Toda segurança possível é necessário. Por isso, qualquer atividade deve ser planejada e observada as restrições. O aquecimento – alongamento antes do treino é sempre necessário, essas aulas de gerontocapoeira devem sempre esta ligada as áreas abertas de boa circulação de ar, com uma preocupação planejada de exercícios físicos antes, durante e depois do treino (aula de gerontocapoeira). O lugar onde é feito os movimentos (chão) deve ser acolchoado ou um lugar com grama macia.

No projeto de pesquisa antes da aplicação da gerontocapoeira em 2008, na cidade de Tabatinga, Estado do Amazonas, com o apoio da Associação de Capoeira Ave Branca e de Estudantes do Curso de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física da Universidade do Estado do Amazonas, o objetivo maior foi entender quais os níveis de flexibilidade que dependem da articulação para a pratica da gerontocapoeira, sem lesões aos ligamentos dos tendões, músculos e pele.

Observamos também, a mobilidade articular e a elasticidade muscular durante a pratica da capoeira para a terceira idade; a realidade de cada indivíduo; se os requisitos práticos da capoeira poderiam ou não prejudicar o iniciante; verificamos até que idade cada idoso poderia realizar determinado movimento e a sua motricidade do idoso. Foi assim observamos as vontades, as evoluções de cada praticante e que tudo depende da individualidade biológica para cada idade.

Como metodologia, tivemos o desenvolvimento do projeto inicialmente por meio de reconhecimento ao espaço físico e primeiro contato com os idosos. Depois construímos uma seleção de movimentos de capoeira de maneira gradual e com bastante observação na execução de cada movimento de acordo com a motricidade de cada indivíduo e foi uma grande experiência.

Apresentamos aqui nosso programa de Gerontocapoeira está fixado nas seguintes situações: Fundamentos; Técnicas e Exercícios de respiração; Relaxamento; Alongamento e Etc.

O objetivo da Gerontocapoeira é a valorização da idade tardia, onde todos participam integralmente, integradamente e gradualmente das técnicas de estimulação no jogo de capoeira (gerontocapoeira), a percepção de si próprio e a relação interpessoal, com base nos fundamentos apresentados.

 

Fundamento teórico biológico:

– Sistema muscular;

– Sistema ósseo;

– Sistema nervoso;

– Sistema cardiorrespiratório (freqüência máxima e mínima);

– Sistema circulatório;

– Degeneração articular;

– Prevenção de acidentes na Capoeira (na Gerontocapoeira).

 

Fundamento teórico social:

– Conceituação;

– Fatos da diminuição das costelas sociais;

– Independência social;

– Expectativa da sociedade.

 

Fundamentos teóricos capoeirísticos:

– Conceituação;

– O que é Gerontocapoeira;

– História da Capoeira;

– Grandes nomes da Capoeira;

– Musicalidade da Capoeira (Cânticos e instrumentos musicais da capoeira);

– Estilos de Capoeira (Angola e Regional);

– Roda.

 

Técnicas individuais e interpessoais:

– Avaliação do seu EU;

– Dificuldades em relação ao quadril, joelho e tendões;

– A importância do trabalho de flexibilidade, habilidade e força;

– Situação físico-motor;

– Níveis de flexibilidade que depende da articulação para a pratica da gerontocapoeira sem lesões aos ligamentos dos tendões, músculos e pele;

– Ginga; golpes, esquivas e movimentos capoeirísticos.

Os itens expostos acima devem ser indicados com base em exames médicos e acompanhamento por um profissional da educação física.

Portanto, para entender melhor o tema é necessário fazer uma vivencia pratica com os anciãos, onde proponho a pesquisa e a implementação nos Programas da Terceira Idade em todo o Brasil, como exemplo da cidade de Tabatinga. È necessário essa aplicação para que mais pessoas possam ter um envelhecimento saudável através da pratica da capoeira, mais precisamente da gerontocapoeira.

As entidades capoeirísticas também podem adotar este sistema de ensino de capoeira (gerontocapoeira) para a terceira idade em seus estabelecimentos, não esquecendo de buscar integrar outros profissionais, como médicos, psicólogos, assistentes sociais, profissionais da educação física, nutricionistas, mestres de capoeira e outros que poderão contribuir com os nossos anciãos.

 

Referencias

CAPOEIRA, Dedão. Gerontocapoeira: Capoeira para a terceira idade. Tabatinga: Associação de Capoeira Ave Branca, 2008.

PUGA BARBOSA, Rita Maria dos Santos (Org.). Educação Física Gerontologica: Construção sistematicamente vivenciados e desenvolvidos. Manaus: EDUA, 2003.

MOREIRA, Carlos Alberto. Atividade Física na Maturidade: avaliação e prescrição de exercícios. Rio de Janeiro: Shape, 2001.

 

* Edney da Cunha Samias, é Licenciado em Geografia pela Universidade do Estado do Amazonas; é Pesquisador amazonólogo pelo Núcleo de Estudos Estratégicos Pan-Amazônicos; é estudante de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física na Universidade do Estado do Amazonas; é Mestre de Capoeira pela Associação de Capoeira Ave Branca do Distrito Federal do Mestre Kall; conhecido no mundo da Capoeira como Mestre Dedão; E reconhecido por muitos Mestres de capoeira como Pai da Gerontocapoeira. Atua na cidade de Tabatinga-Amazonas e faz supervisão nas filiais da Associação de Capoeira Ave Branca na Colômbia e no Peru.

Contato: Celular: (97)9153-4944       E-mail: [email protected]

Web: http://www.avebrancacolombia.es.tl

http://avebranca.esporteblog.com.br

Endereço para correspondência:

Beco Marechal Rondon, 5, Portobras, CEP 69640-000, Tabatinga-Am.

Artigo apresentado a Associação de Capoeira Ave Branca, 2010.

Esportivização de Práticas Corporais

Hoje ainda vivemos numa sociedade capitalista onde a população é dividida em classes sociais. Elas lutam por seus interesses buscando seus objetivos

O objetivo da classe trabalhadora, das camadas populares, tem origens históricas e uma conotação pela sobrevivência, ou seja, pelo direito ao emprego, ao salário, alimentação, habitação, saúde, educação, etc. São objetivos de condições  básicas  de   vida.

A classe proprietária tem como objetivo o de acumular riqueza, ampliar a margem de lucro, o patrimônio e de garantir sua posição privilegiada através do domínio do poder, estabelecida por uma ideologia dominante conquistada pela exploração. Não abre mão de seus interesses e nem pretende transformar a sociedade para uma mais justa onde todos tenham um tratamento digno de vida.

 

 

O domínio da classe proprietária é estabelecido por sua ideologia que nada mais é uma forma de alienação social que tem uma razão de pensar impondo seus interesses, seus valores, sua ética e sua moral a todos os indivíduos, desrespeitando as diversas culturas, os percursos históricos de cada etnia e suas posições sociais que se encontram. Nas escolas, nas universidades e toda a mídia faz a transmissão desta ideologia onde todos passam a assimilar esta consciência dominante e, o pior, a reproduzi-la.

 

 

Hoje, a razão estabelecida por esta ideologia dominante é apenas de ter lucro, de ampliar o lucro, que está à cima das questões básicas de sobrevivência onde todos, independentes de classe social, se comportam numa ótica individual soterrando o coletivo, o espírito comunitário, o próprio equilíbrio da natureza.

 

 

Desta forma, tudo que possa render lucro é absorvido neste sistema se transformando em mercadoria, em negócio, mesmo que tenha que se distanciar dos objetivos históricos, sociais e culturais que a gerou. Não escapa nada até mesmo o nosso corpo, nossa alma e nossas raízes.

 

 

O esporte que encontramos hoje tem uma conotação muito forte com o lucro, com o rendimento, para se sustentar na lei do comércio. Sua sustentabilidade esta diretamente relacionada com a amplitude do seu consumo.

 

 

Este processo que se encontra o esporte vem de uma concepção de uma prática corporal ocidental, traduzindo uma expressão de máxima produtividade mecânica do corpo incitada pela mente que está separada deste corpo, atendendo as regras de rendimento.

 

 

A partir desta ótica, as práticas corporais de outras culturas quando surge na sociedade tende a adecuar-se as regras de rendimento para sobreviverem no comércio das modalidades corporais, ou seja, a esportivização.

 

 

A esportivização de práticas corporais de outras culturas molda seus movimentos dando um caráter competitivo, mecanicista, distanciando-se de suas origens e de seus objetivos sócio-culturais.

 

 

É claro que tem outras maneiras de se fazer o esporte como por exemplo o esporte participativo, o educacional, tão bem colocado pelo professor Manoel José Gomes Tubino, em seu livro – Dimensões Sociais do Esporte; mas o que predomina na sociedade é o esporte de rendimento mesmo fora de seu contexto. Mesmo assim não se pode transformar qualquer prática corporal seja qual for o esporte desejado, pois se corre o risco de despoja-las de seus significados culturais.

 

 

O movimento do corpo nada mais é uma expressão com gestos, com ritmos, de sentimentos, de adornos e cores que significam a cultura e visão de mundo de cada povo construído ao longo do percurso histórico de cada um. Com muita certeza as práticas corporais da cultura ocidental são bem diferentes da cultura oriental, da africana, da indígena, etc. Todas elas têm sua importância pois traduzem visões de mundo diferentes com seus saberes e que estão presentes na composição da sociedade. Devem ser respeitadas porque formam a identidade de cada nação.

 

 

Um grande exemplo é a capoeira que já faz parte do currículo do curso de Educação Física. Mas quais capoeiras estão transmitindo nas Universidades ? A capoeira de Federação que almeja as Olimpíadas ? Ou a capoeira de academias que já mesclaram com outros fundamentos de artes marciais ? Ou a capoeira com a sua linguagem de resistência histórica que faz parte de uma totalidade cultural africana ?

 

 

Segundo Muniz Sodré “… a capoeira define-se como um jogo. Este termo não designa aqui simples distração, mas um conjunto ritualístico de procedimentos, voltados tanto para o combate contra um adversário como para a expressão do júbilo corporal, dentro do quadro histórico e mítico da etnia dita negro-brasileira, cujos valores são também ditos de tradição. Para o homem de tradição, ser não significa simplesmente viver, mas pertencer a uma totalidade, que é o grupo. Cada ser singular perfaz o seu processo de individualização em função dessa pluralidade instituída (o grupo), onde se assentam as bases de sustentação da vida psíquica individual”.

 

 

A capoeira faz parte de uma cultura africana onde o mundo visível (aiye) está entrelaçado com o mundo invisível (Orum) e que tramitam os ancestrais, as forças da natureza representadas pelos Orixás, compondo assim uma visão de mundo diferenciado que faz parte do sistema universal, no qual seu saber é muito transmitido pela  corporalidade.

 

 

A corporalidade faz parte da comunicação oral pois abrange varias formas de transmitir o saber. Marco Aurélio Luz descreve que : “dessas formas de comunicação, destaca-se a dramatização, que se compõe de diversos outros sistemas simbólicos que se combinam entre si, tais como  um sistema gestual que se exprime nas invocações, nas danças, cumprimentos, etc., num sistema musical polirítmico, composto também nos cânticos, KORIN, e dos poemas de louvação, ORIKI, dos sistemas de cores, do vestuário, das jóias e emblemas, das esculturas, etc., etc”.

 

 

A capoeira está concebida dentro desta cultura afro-brasileira. Sua construção vem destas raízes que estão presentes na alma do povo brasileiro. É preciso preservar a cultura popular porque ela traduz a vida, formada com o povo e com ele aprender seu sentido temporal, ajustado às várias etapas históricas do nosso caminhar.

 

 

Adulterar práticas corporais, com suas culturas, adequando por  forças externas, estranhas às suas origens e alheias às condições históricas que ajustam permanentemente sua expressão, significa soterrar nossas raízes.

 

 

Cláudio Accurso nos alerta para o risco destas adulterações: “É simplesmente, o de perda da identidade nacional, caminho inevitável à subordinação e ao desaparecimento da personalidade de um povo. Adulterar uma cultura com tudo que tem de tradição e forma de ser de uma coletividade significa nada mais nada menos que arrancar-lhe a memória. Quem perde a memória perde a capacidade de julgar conveniências; perde, portanto, a faculdade de estabelecer propostas que consultem seus interesses. Perder a memória é aceitar tutelas e suas conseqüências”.

 

 

Assim entendemos que existem várias práticas corporais e que deve ser respeitadas suas origens e seus significados. Não admitimos uma cultura dominante e que todas devam estar sob sua tutela, atendendo um sistema que visa apenas o lucro e convive com a exclusão social.

 

 

Referência Bibliográfica

  • Accurso, Anselmo da Silva. Capoeira: Um Instrumento de Educação Popular. Edição
    Independente. Porto Alegre, 1995.
  • Coletivo de Autores. Metodologia do Ensino de Educação Física. Cortez. São Paulo, 1992
  • Brandão, Carlos Rodrigues. O que é Educação. Brasiliense. São Paulo 1985.
  • Freire, Paulo. Educação e Mudança. Paz e terra. São Paulo, 1988.
  • Luz, Marco Aurélio. Agadá – Dinâmica da Civilização Africano-brasileira. SECNEB- Universidade Federal da Bahia. Salvador, 1995.
  • Rego, Waldeloir. Capoeira Angola – Trabalho Sócio-etnográfico. Itapuã. Salvador, 1985.
  • Santin, Silvino. Educação Física – Outros Caminhos. Ed. Da Escola Superior e Espiritualidade Franciscana . Porto Alegre,1990 .
  • Santin, Silvino. Da Alegria do Lúdico a Opressão do Rendimento. EST – Edições. Porto Alegre, 2001.
  • Sodré, Muniz. Mestre Bimba – Corpo de Mandinga. Manati. Rio de Janeiro 2002.
  • Sodré, Muniz. Capoeira e Identidade (Texto). Esporte com Identidade Cultural – Publicações INDESP. Brasília, 1996.

 

 

Anselmo da silva Accurso, professor de Educação Física, pós-graduado em Educação Popular.

Professor da disciplina de Capoeira da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS- RS,

Professor de Capoeira da Secretária Municipal de Esporte e Lazer – SME – POA/RS.

Professor da Associação Cultural de Capoeira Angola Rabo de Arraia – ACCARA.

Aconteceu Macaé /RJ: I ENFECAP MACAENSE

Aconteceu nos dia 27,29 e 30 de setembro em Macaé /RJ o I ENFECAP MACAENSE

I encontro feminino de capoeira, com cursos, palestras, coquetel e música ao vivo para a mulherada e muita capoeira.

Teve também o I jogos Feminino de capoeira.

Compareceram ao evento os grupos: Abada capoeira, Chapéu de couro, Elite carioca, SBC, Cruzeiro do Sul, Capoeira Brasil, Eu Capoeira, Raízes de Aruanda, Beira do Cais, elite Brasil Capoeira, Angonal Capoeira, Gicap.

Classificação nos jogos

Categoria A

1º Clara (Bebê) SBC – Sistema brasileiro de capoeira
2º Gisele (Beterraba) Capoeira Brasil
3º Tamires SBC – Sistema brasileiro de capoeira

Categoria B

1º Vanessa Santiago – Escola de capoeira Beira do cais
2º Eloísa – Escola de capoeira Beira do cais
3º Índia – Afroart-Brasil Capoeira

Categoria Graduadas

1º Andressa( De miojo) Afroart-Brasil Capoeira
2º Vanessa ( Merendinha) Afroart-Brasil Capoeira
3º Arisca Elite carioca capoeira

Categoria Monitoras/Instrutoras e Professora

1º Professora KIKI – Afroart-Brasil Capoeira
2º Monitora Trakina – Gicap
3º Instrutora Preguiça Elite Carioca capoeira
4º Instrutora Daniele Leite – Angonal capoeira

Mestres Presentes

Mestre lingüiça Capoeira Brasil /RJ
Mestre Montana Cruzeiro do sul/RJ
Mestre Jackson
Mestre Tão Eu capoeira /RJ
Mestre Sambureco – Sistema brasileiro de capoeira

I ENFECAP MACAENSE

Contramestres

Bahia Sistema brasileiro de capoeira
Corisco Elite Carioca

Professores/instrutores/monitores/graduados

KIKI – Afroart-brasil
capoeiraPreto – Afroart-brasil capoeira
Ordack – Afroart-brasil capoeira
Batmam – Escola de capoeira Beira do cais
Buchudo – Escola de capoeira Beira do cais
Pit Boy – Eu capoeira
Ninja – Afroart-brasil capoeira
Mais novo – Afroart-brasil capoeira
Kong – Elite Carioca capoeira
Nego – Sistema Brasileiro de capoeira
Pacato – Afroart-brasil capoeira
Q.humano – Afroart-brasil capoeira
De- miojo – Afroart-brasil capoeira
Bolado – Afroart-brasil capoeira
Campeiro – Afroart-brasil capoeira
Bacum – Afroart-brasil capoeira
Arisca – Elite carioca capoeira
Preguiça – Elite Carioca capoeira
Papel –
Angélica
Trakina – Gicap
Big boy – Afroart-brasil capoeira
Merendinha – Afroart-brasil capoeira
PC – Escola de capoeira Beira do cais
Topete – Escola de capoeira Beira do cais

Patrocínio
Sindtob

Apoio Corporativo
Petrobrás

Organização: Prpfª KIKI
Supervisão: Mestre Grande
Realização :Afroart-Brasil Capoeira
Visite :
www.afroartbrasilcapoeira.com.br
E-mail [email protected]
Orkut : Afroart-Brasil

Turismo: Capoeira integra programação de lazer nos Hotéis de Salvador

Mais uma possibilidade para a nossa "arte multifacetada"!!!
 
A capoeira pode e deve ser vista como uma grande fonte "VIVA" de possibilidades sócio-culturais.
Não é a toa que grandes redes de hotelaria começam a virar os olhos para o encanto e a beleza da capoeira.
 
Há alguns dias atrás recebi de uma colaboradora do Portal Capoeira, uma chamada que abordava o tema: IMPACTO ECONÔMICO: o quanto a CAPOEIRA gera no PIB? em um texto da Comunicação Social do MinC (Programa de Desenvolvimento da Economia da Cultura)
 
(ver textos em anexo)
 
 
Pois bem… vamos observar a capoeiragem por este prisma! 
  
Não vou desenvolver nenhuma explanação ou crítica para o tema mais sim irei tentar instigar e fomentar uma ampla e natural reflexão sobre o assunto proposto, de forma a que cada um de nós faça uma busca interior sobre o quanto a capoeira gera e movimenta a economia Formal e Informal… o quanto possibilita inclusão e cidadania… o quanto se ginga pelos quatro cantos do globo e pelos sete mares… e de que forma esta ginga representa a cultura brasileira…
As abordagens são imensas… as possibilidades infinitas… cabe a cada um de nós zelar para que este crescimento seja sustentável, positivo e representativo, de forma a preservar as raízes e tradições desta arte genuinamente brasileira, criando possibilidades e realizando sonhos…
 
Seguem os textos que chegaram até nossa redação:
 
1- IMPACTO ECONÔMICO: o quanto a CAPOEIRA gera no PIB? (Programa de Desenvolvimento da Economia da Cultura)
 
 
Construção de indicadores e estatísticas, diagnósticos, capacitação, promoção de negócios, divulgação de produtos e serviços culturais
 
Uma atividade econômica que não depende de recursos esgotáveis, não polui o meio ambiente e utiliza como insumo básico a criação e a inovação.
 
Uma atividade econômica que desenvolve produtos com alto valor agregado, altamente concentradora de mão-de-obra, gerando ocupação em todos os níveis profissionais, com salários acima da média dos demais setores.
Uma atividade que vincula o desenvolvimento econômico ao desenvolvimento social, seja pelo potencial inclusivo que abarca, como pelo aprimoramento humano inerente à produção e à fruição cultural.
 
Estas são as principais características da Economia da Cultura, atividade reconhecida em vários países, como um setor estratégico e vetor de desenvolvimento sustentável. As atividades de criação, produção, difusão e consumo de bens e serviços culturais representam hoje o setor mais dinâmico da economia mundial e tem registrado crescimento médio de 6,3% ao ano, enquanto o conjunto da economia cresce 5,7%. Estimativas do Banco Mundial apontam a cadeia produtiva da cultura como responsável por 7% do PIB (Produto Interno Bruto) do planeta.
 
*No Brasil*
 
O Ministério da Cultura vem trabalhando para construir uma agenda de desenvolvimento à Economia da Cultura e já iniciou uma série de ações com parceiros fundamentais como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Agência de Promoção e Exportações e Investimentos (APEX), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
 
Em junho de 2006, o MinC conseguiu aprovar o Programa de Desenvolvimento da Economia da Cultura (PRODEC) no Plano Plurianual do Governo Federal. Com isso, a construção de indicadores e estatísticas, diagnósticos, capacitação, promoção de negócios, divulgação de produtos e serviços culturais passam a ter orçamento próprio a partir de 2007.
 
"A Economia da Cultura tem potencial para ser um vetor de desenvolvimento do país e precisa ser entendida como setor estratégico", comentou a assessora especial do ministro Gilberto Gil e coordenadora do PRODEC, Paula Porta. A assessora citou a música brasileira como exemplo da força e extensão do mercado interno da cultura, pois 75% da música executada nas rádios e locais públicos é nacional.
 
*Sistema de Informações e Indicadores Culturais (SIIC)*
 
O IBGE divulgou, no dia 29 de novembro, o Sistema de Informações e Indicadores Culturais (SIIG), primeira sistematização das informações sobre a Economia da Cultura, realizada com base em pesquisas pré-existentes.
 
Os dados são referentes ao ano de 2003 e lançam as primeiras luzes sobre este universo até então desconhecido da economia brasileira.
 
O documento traz informações relevantes como o número de trabalhadores registrados na área da cultura – 1,055 milhão de pessoas, correspondendo a 5,7% dos empregos formais do país -, os gastos da população brasileira com cultura (ocupa o 4º lugar das despesas das famílias, atrás apenas da alimentação, habitação e transporte) e o peso da cultura na oferta de empregos por setor econômico (55,3% em serviços, 25,6% na indústria e 19% no comércio), entre outras.
 
Estes dados vão servir de subsídios para o MinC na elaboração das políticas públicas e na tomada de decisões e também devem servir de referência para empresas e realizadores da área cultural, que desejarem trabalhar com planejamento estratégico. A análise dos indicadores permitirá a identificação de oportunidades e de nichos de mercado.
 
*Conta Satélite para a Cultura*
 
O secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, Alfredo Manevy, deseja utilizar as informações da publicação para a elaboração de uma plataforma de ação conjunta com o IBGE, o Ministério do Planejamento e Banco Central, com objetivo de agregar ao Sistema de Contas do País, uma Conta Satélite da Cultura. Através deste mecanismo, que segue padrões internacionais, será possível mensurar com precisão e periodicidade, o impacto das atividades culturais na economia do país.
 
(Comunicação Social/MinC)
 

 
2- Verão 2007 no Sofitel Salvador 
  
A melhor estação do ano chegou: o Verão!
Salvador, a primeira capital do Brasil com todos os seus encantos, fascínios e magnetismo foi sempre um dos destinos mais procurados nesta estação. Muitos vão para lá em busca do sol, fonte de alegria e alto astral.
Neste momento de descansar e aproveitar as férias, fica a dúvida: aonde ir com sua família?
O Hotel Sofitel Salvador, uma ótima opção, neste ano de 2007 está trazendo uma série de novidades.
 
O hotel, sempre em constante modernização está de cara nova. São muitas as mudanças já percebidas e elogiadas por seus freqüentadores. Os famosos restaurantes Les Saveurs d’ Itapuã e Oxum receberam novos elementos decorativos que deixaram seus ambientes ainda mais agradáveis, valorizando seu requinte e sua baianidade. O restaurante Les Saveurs d’ Itapuã, onde é servido o rico café da manhã do hotel tem agora 40 lugares em sua varanda, local cativo daqueles que preferem a brisa do mar e o contato com os jardins, ao espaço original climatizado. Já o restaurante Oxum traz uma novidade para os casais: um menu especialmente criado refeições a dois. “Elle et Lui” foi elaborado pelo premiado Chef Sebastião Torres, com direito a champagne, luz de velas, música ao vivo e toda atmosfera á beira do lago, tudo para compor uma noite romântica e inesquecível.
 
O hotel também recebeu investimentos nas áreas externas, que valorizaram ainda mais a beleza de seus jardins, agora com begônias, petúnias e portulacas, espécies florais que deram mais colorido exuberância, num convite à contemplação. À noite, pode se apreciar a nova iluminação cenográfica, que a partir da utilização da técnica de luz indireta destaca fícus, cicas, arecas e coqueiros, em meio ao gramado e à piscina, agora com um tom azul, obtido por um sistema de lâmpadas tipo led, a mais moderna e ecológica tecnologia existente em iluminação. O resultado é uma atmosfera agradável e tranqüilizante, que favorece o intimismo.
 
As dunas do Abaeté, onde se localiza a propriedade do hotel, são o viveiro natural de várias espécies de pássaros, muitas vindas de longe em busca das invejáveis condições daquele ecossistema, durante a estação do verão. Espécies locais como Canários e Cardeais, raras em outras regiões do país, são comumente apreciadas enquanto se alimentam tranquilamente pelo gramado. Lindas Garças Brancas e Martins Pescadores vivem em equilíbrio com as Carpas e Tilápias do lago de Oxum, situado ao lado do restaurante de mesmo nome, cercado por frondosas árvores, onde vive um bando de Micos.
 
A baianidade está presente mais uma vez na simpatia das garçonetes, que trajadas de baianas, não se cansam de explicar aos hóspedes porque seu colar muda de cor diariamente, numa representação dos Orixás do Candomblé. Aos Sábados, ao som de muita MPB, Samba e Bossa Nova acontece uma animada e saborosa Feijoada, e aos Domingos, os berimbaus e atabaques dão o ritmo para a roda de Capoeira e Maculelê, que acontece em meio ao almoço que apresenta o melhor da culinária baiana: Moquecas, Xinxins, Vatapás e Carurus. A mesma capoeira, é ensinada aos hóspedes, em uma das atividades mais freqüentadas da programação de lazer do Verão 2007, que tem ainda como destaque as aulas de Hidro Axé, conduzidas pelos animados monitores da equipe de lazer.
 
Todas estas atrações fazem parte de dois novos produtos que o hotel está lançando: o So Fun, uma versão de 7 diárias ao preço de 6, e o So Relaxing, com check in sempre às Sextas e late check out aos Domingos.
 
Que me desculpe o nosso poeta, mas agora você vai descobrir que vale a pena passar muito mais do que uma tarde em Itapuã.
Sofitel Salvador – Bahia
www.sofitel.com.br 
Fonte Diário do Turismo: http://www.diariodoturismo.com.br/