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Maresias: Projeto Mareginga

O projeto Mareginga conta hoje com mais de 100 crianças da comunidade de Maresias e é realizado na escola municipal do bairro há 04 anos.

A associação cultural e esportiva de maresias tem como objetivo principal a inclusão social de crianças e jovens do bairro através de práticas culturais e esportivas.

A manifestação que está como carro chefe que engloba esporte,cultura e lazer por enquanto é a capoeira,onde tenho o apoio de muitos que estou enviando este email e ja temos quase 200 alunos do bairro de maresias e paúba treinando regularmente e gratuitamente a capoeira.

Com a associação(que é uma entidade sem fins lucrativos) o objetivo além de incluir e resgatar esportes e manifestações culturais tipicas do local são:

  • -Construção de sede própria
  • -palestras sobre problemas vividos na infancia eadolescencia(drogas,orientação sexual eprofissional)
  • -inclusão digital
  • -encaminhamento de jovens a cursos profissionalizantes e universidades
  • -resgate de jovens com passagens pela polícia e tentativa de incluilos a sociedade
  • -trabalho c a terceira idade e portadores de nescessidades especiais
  • -parceria com ongs,associações,empresas,governo pessoas fisicas e juridicas

Quem conhece meu trabalho sabe que estamos indo aos poucos mas sem perder tempo e evoluindo a cada ano,o bem comum ja esta sendo feito.

Tenho certeza que com a união de todos nosso bairro vai se tornar exemplo para o Brasil e o mundo.ea intenção é espandir o trabalho para outros bairros desão sebastião onde ocorrem o crescimento desordenado de população acho q só com iniciativas como essa é que poderemos criar um lugar melhor para seviver e se frequentar.

O estatuto da associação em breve estará no nosso site www.mandingamaresias.com.br preciso de orientações eapoio nesse trabalho como disse é um trabalho conjunto,todos quequiserem poderão se associar e participar.

Agradeço a todos que vem se aliando comigo nessa missão e vamos tocar pra frente!!!abraço a todos

Prof.Gustavo-simba capoeira

Capoeira Mulheres – Entrevista: Virgínia Passos

Até onde podemos chegar?
Iê vamos simbora…


Virgínia Passos – Instrutora de capoeira e professora de Educação Física

 

Virgínia PassosVirgínia Passos
Virgínia Passos – Clique nas imagens para ampliar…

 

1) Como conheceu a capoeira e porque decidiu treinar?

Vi a capoeira pela primeira vez ainda criança na academia de Artes Marciais do Lutador campinense Ivan Gomes, que se localizava bem próximo da minha casa. Naquela época a capoeira era bastante marginalizada e esse 1º contato foi mínimo, na verdade eu não sabia do que se tratava, mas sentia que um dia iria praticar. Posteriormente, já adolescente conheci a capoeira nas ruas e voltei a sentir a energia positiva que a capoeira tem. A decisão de treinar aquela arte que me fascinava foi instantânea, o que não foi de imediato foi encontrar aonde treinar. Passei anos até encontrar um local onde poderia me matricular para conhecer melhor e aprender a capoeira.

2) Qual é sua relação com a capoeira?

No último mês de agosto fez 11 anos que tive a oportunidade de iniciar-me na capoeira. Desde lá eu vivo dentro dela. Eu respiro capoeira. Como diria o Mestre Pastinha: "Eu Como…", ou ainda, vivo nessa "Maldade", na sabedoria do Mestre Bimba.

Em dezembro de 1997 eu fiz um projeto para a Prefeitura do Município da minha cidade, Campina Grande, para colocar nossa arte como componente curricular, esse projeto era para beneficiar o meu antigo professor de capoeira. A proposta era para ele, mas o projeto era meu. A proposta foi aprovada desde que eu atuasse como monitora, pois eu era a proponente. Comecei então a trabalhar com capoeira. Atuava como auxiliar nas aulas do meu antigo professor e o resultado desta conquista foi que aprendi a dar aulas. Procurei me capacitar ao máximo, daí que senti a necessidade de um curso acadêmico, por isso optei pelo curso de Educação Física, minha Tese de Conclusão foi uma pesquisa sobre a história do Mestre Bimba. Por todos esses anos realizei e participei de alguns eventos: Batizados, Seminários, Festivais e Exibições, e assim, fiz muitos amigos, a cada evento, mais amigos. O que eu gosto mesmo é de aprender, de treinar, de sentar no chão e escutar. Não tenho pressa. Sei que vou devotar minha vida inteira à capoeira. Também não me preocupo com graduações, o capoeira vale pelo que ele é, e não, pelo que carrega na cintura. Além dos amigos a capoeira me dá oportunidade de conhecer outros lugares, outras cidades e costumes, permitindo assim, que eu seja capaz de aproveitar todos os bons momentos que a vida tem a me oferecer. Respeito toda diversidade que vejo, e todos os mestres, grupos, ideologias… Procuro entender cada filosofia, mas tenho a minha própria. Já levei muitas rasteiras, na roda e da vida. Sempre tem alguém tentando me derrubar, imobilizar ou até mesmo me afastar da capoeira. Mas como se canta em domínio público:

"Na vida se caí,
se leva rasteira,
quem nunca caiu,
não é capoeira…"

Levanto, dou à Volta ao Mundo e, nos Pés do Berimbau peço proteção a São Bento e volto para o jogo… A vida imita a capoeira e a capoeira imita a vida!!!
Graduei-me no antigo grupo no que fiz parte, onde passei 08 anos. Em 2002 conheci o Mestre Jelon, que também fazia parte do mesmo grupo e, meus valores melhoraram bastante. Foi sob a supervisão dele que realizei os quatro últimos Batizados. Quando o Mestrão resolveu fundar nossa própria identidade, eu não pensei duas vezes, "Meu Grupo é Meu Mestre…". Desliguei-me do antigo grupo sem nenhuma mágoa e tenho muito orgulho em dizer que já fui de lá.

3) Qual a atividade que você desenvolve com a capoeira?

Desenvolvo com a capoeira uma atividade educacional com crianças e adolescentes em situação de risco social. O universo infantil e infanto-juvenil é demasiadamente complexo, por isso para um apoio real ao desenvolvimento psicomotor, cognitivo e afetivo dos mesmos é preciso ‘saber entrar’ neste universo. Boas vivências nessa fase podem ser a diferença entre o sucesso e o fracasso de um indivíduo na idade adulta. A capoeira, devido a sua ludicidade e toda sua gama de movimentos e musicalidade torna-se uma ferramenta eficaz na busca deste desenvolvimento. Eu acredito que a capoeira bem ministrada é uma atividade ímpar na formação de cidadãos, e esse é o meu maior desafio. Atualmente atuo com um projeto sócio-educacional na cidade de Aroeiras no interior da Paraíba, que fica a 56 km de Campina Grande, a cidade onde resido. Atendo as pessoas ligadas a Rede Municipal do Ensino Local e os assistidos pelo PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil), os resultados eu encontro a cada dia, com o desenvolvimento e a capacidade que eles apresentam e, principalmente, nos relatos dos pais, coordenadores e da sociedade local que é gratificante, quanto à melhora no comportamento dos alunos que hoje fazem capoeira.

4) Como sua família lida com uma mulher capoeirista em casa?

Moro com meus filhos e eles são meus melhores amigos. Neles encontro apoio e conforto ao meu estilo de vida, e esse modo de ver deles, é o que me interessa. A opinião dos demais familiares em relação à capoeira é indiferente a minha forma de viver e pensar, é uma opinião oscilante, sem nenhuma base e justificativa. Capoeira é o que eu sou, portanto é meu cotidiano. Ser mãe e trabalhadora faz parte do dia-dia. Capoeira além de ser minha profissão, é também onde eu me realizo como ser humano.

5) Como você vê a importância da mulher na capoeira?

A importância da mulher na capoeira vai muito além de ‘beleza’ que proporcionamos e muitos só conseguem enxergar isso. A mulher conquistou todos os espaços na sociedade moderna e com a capoeira não podia ser diferente. Existem duas formas de atuarmos na capoeira. A primeira é a Mulher Capoeira, aquelas que dedicam sua vida à arte e vivem em harmonia com ela. São mulheres guerreiras e capazes, que provam à sociedade machista que de ‘sexo frágil’ não temos nada. Agimos nas rodas de capoeira e nas ‘Rodas das Idéias’ de igual para igual. Ministramos aulas, cursos, palestras, e, coordenamos trabalhos e grupos. A segunda atuação é nas administrações de grupos, associações e trabalhos onde afirmo que mais da metade da coordenação dos trabalhos com capoeira existentes pelo mundo está sob a administração de uma mulher, que algumas vezes é apenas a namorada, companheira, aluna, mãe ou esposa do ‘líder’ do grupo e ele é quem aparece como coordenador e leva todo o prestígio. Essas mulheres atuam por amor e de corpo e alma á capoeira, e muitas vezes, o amor pelo companheiro estende-se a arte. Deixo aqui os meus sinceros Parabéns a toda Mulher Capoeira, seja esta atuante direta ou uma ‘forte coadjuvante’.

6) Para você o que é ser Mestre de Capoeira, como é sua relação com o mestre e o que ele representa:

Eu tenho minhas concepções sobre ‘mestre’. No meu conceito mestre é aquele que ensina que Dar Lições; é também quem tem um trabalho reconhecido perante a sociedade e o meio capoeirístico e; finalmente, é um título, título de reconhecimento que se adquire com muito trabalho, e dedicação à capoeira acima de tudo. O capoeira que possui um destes itens é ou será um grande Mestre de Capoeira.

7) Quais são seus planos para o futuro?

Tenho como projetos futuros conquistar e conhecer novos espaços e lugares com a capoeira, realizando e participando de eventos. Tenho um projeto para um Campeonato Interno que pretendo realizar no primeiro semestre deste ano. Ampliar e melhorar cada vez mais o meu trabalho no meu Estado é um plano paro o futuro, estendendo-o a outras cidades, sob a orientação do meu Mestre e, por fim, a publicação da minha monografia como um pequeno livreto seria a concretização daquele trabalho.

Gostaria de deixar uma pequena mensagem aos capoeiras. A capoeira tem muitas verdades, e temos que aprender a respeitar as diferença. Além da responsabilidade que carregamos, todos nós temos um papel fundamental na construção da nossa arte e temos a nossa importância. Todo trabalho com a capoeira deve ser respeitável e respeitado. A qualificação também deve ser primordial para quem quer seguir esse caminho, o conhecimento é necessário. Deve ser adquirido através do saber popular dos capoeiras mais experientes, seja com um contato oral, prático ou escrito, paralelo ao conhecimento acadêmico. Essas iniciativas são fundamentais para a qualidade de qualquer trabalho.

Contato: virginiapassos@yahoo.com.br

Entrevista: Mestre Bamba

Mestre Bamba em entrevista exclusiva ao Portal Capoeira realizada em Lisboa durante o 10º Festival Internacional de Capoeira do Grupo Alto Astral (Contra-mestre Marco Antonio).

RUBENS COSTA SILVA – MESTRE BAMBA

Profissão: Funcionário Público nº 05 Especial, MESTRE DE CAPOEIRA e atual Presidente da Associação de Capoeira Mestre Bimba.
Diploma dado pelo Mestre Vermelho 27, porém o Mestre Bamba já era reconhecido como Mestre de Capoeira.
Local de Trabalho: Rua das Laranjeiras, 01 – Pelourinho e em breve também estaremos no Forte de Santo Antônio e Carmo.
Nascimento: 04/09/1964

Ingressei na Associação de Capoeira Mestre Bimba, no ano de 1977, para assistir as aulas de capoeira Angola ministrada pelo Mestre Gato da Bahia no IPAC localizado no Pelourinho, logo em seguida assisti uma roda de capoeira no Terreiro de Jesus, de todos que jogaram, me interessei pelo Mestre Vermelho Boxel. De certa forma o destino me jogava para a capoeira, não foi difícil mas também não foi fácil, minha mãe tinha um pequeno restaurante no Pelourinho , lá conheci Mestre Vermelho Boxel. No mesmo ano comecei a treinar na Associação de Capoeira Mestre Bimba, administrada pelo Mestre Vermelho 27, mas meu primeiro Mestre foi Cecílio de Jesus Calheiro (Mestre Vermelho Boxel), fui auxiliado por vários outros Mestres no que era possível tais como Coringa, Durval (Ferro Velho), Boa Gente, Bahia e até pelo Mestre Vermelho 27, que além de meu Mestre foi e será sempre meu compadre (batizou meu filho) Kléber.

Completamente leigo, não tinha idéia dos trâmites legais da Capoeira Regional , nem do Centro de Cultura Física Regional, nem de dar continuidade ao legado administrado pelo Mestre Vermelho 27.

Passei a ver o Mestre Vermelho 27 com olhos diferentes, entendi toda sua percepção em manter aberto já a Associação de Capoeira Mestre Bimba que com a ida do Mestre para Goiás já não tinha o mesmo nome. Como compadre não me criou dificuldade para nada, aprendi o máximo que pude, foi difícil mas aprendi um pouco da história real e da sociedade baiana na resistência a um arte luta dança como a capoeira.

A partir desse momento comecei a entender todas as dificuldades enfrentadas pelos mestres de capoeira antigos, principalmente para Mestre Bimba e familiares, com a falta de apoio moral, social e principalmente histórica para um legado que invade o Brasil e o mundo.

Após a morte do Mestre Vermelho 27 em 1996, já estávamos preocupados com a preservação da nossa história de capoeira, consultei vários mestres antigos e achei apoio em vários no que o meu papel de preservar a metodologia de Capoeira Regional, procuro sempre ter uma mente aberta, aceito sugestões, ouço conselhos deixava-me ouvir e ser ouvido pelas pessoas ligadas a capoeira.

Hoje tenho absoluta certeza de que o tempo me trouxe a maturidade, a humildade necessária para dizer que ainda não sei tudo, mas tenho procurado me empenhar o bastante para saber que o aprendizado leva tempo, e conhecimento não se compra : SE ADQUIRE.

EU, Mestre (Rubens Silva) Bamba como discípulo do Mestre Vermelho 27, pretendo até o fim da minha vida tão somente preservar o trabalho da Capoeira Regional que me foi transmitido e respeitar qualquer outro estilo de capoeira sem criticas que venha a destruir o nome CAPOEIRA.

Sempre falo para meus alunos, e nos eventos que participo que não sou o dono da CAPOEIRA REGIONAL, tive vários Mestres; e sempre respeitarei meu MESTRE VERMELHO 27.

Estou transmitindo todos os ensinamentos que aprendi e todos os dias descubro que tenho mais a aprender.

Enfim sinto-me uma pessoa de moral ilibada, seja dentro do âmbito da capoeira, familiar ou profissional.

Meus alunos com fé em DEUS, jamais sentirão vergonha quando ouvir chamar meu nome em qualquer evento que seja.

Fonte da Biografia: www.capoeiramestrebimba.com.br/mestre_bamba.htm

Mestre Bamba, Cabeção, Mestre Orelha e Milani – Lisboa
10º Festival Internacional de Capoeira Grupo Alto Astral

* Agradecimento especial ao Mestre Bamba e seu filho (Cabeção) que durante o Festival de Capoeira em Lisboa, nos mostraram e verdadeira simplicidade e a relação harmoniosa entre pai e filho.

Obrigado mestre Bamba pela disponibilidade, atenção e prontidão.

Prazer enorme te reencontrar em Valência no evento do amigo Careca.

Luciano Milani

Crônica: Quem é você que vem de lá?

Dizem que cheguei aqui em condições precárias, e sem saber quem eu era. Que passei dias de fome, sede e frio. Não sei se é verdade, mas a verdade que tenho dentro de mim é que sou fruto do encontro de três raças.

Sou mandinga, malícia e jogo, porque sei ganhar e perder.
Sou homo, porque não tenho sexo definido, ou seja, sou homem, menino e mulher.
Sou inodoro, porque não tenho cheiro.

Dizem que tenho minhas origens na pele preta, mas acredito que sou incolor, pois não tenho cor e sou de todos.

Sou fera, porque deixo o meu rastro por onde passo.
Sou fruto daqui desta terra.
Sou sua, e você é meu.

Sou vida porque vivo dentro de você, então você sou eu.
Sou pagã, derradeira e escudeira.
Sou a exclusão de uma sociedade e sou aceita pela mesma.
Sou uma escória. Por que me rotularam assim? Não importa,
sou a história deste povo.

Dizem que me libertaram em 1930, mas acho que sempre fui livre, sou dona de mim, por isso sou assim, ágil, lenta, rasteira, malandra, adulta e infantil, eu sou brasileira.

Sou cúmplice daqueles que me querem.
Tenho a minha própria sina, pois sou gentil e amorosa.
Sou cortês, acho que tenho que ser sempre assim, afinal a "cortesia é contagiosa".
Sou irreverente e equilibrada.
Assim sou eu, altamente minuciosa.

Transpassei o transcurso do meu tempo e acredito que viverei eternamente porque sou passada de boca em boca, de geração à geração.

Assumo que tive meus dias de repressão, mas me fiz vitoriosa, tenho meus fundamentos baseados na minha própria tradição, fiz a minha própria lei.

Sou luta, pois estive na guerra. Guerreei junto com o meu povo.
Sou arte porque sou bela e talvez a mais bela de todas elas.
Sou dança porque me mecho mediante a música e me solto no compasso da minha ginga.
Sou cultura, sou a estrutura de um povo.

Peço a você que me identifique,
Você me dirá como quer me pintar.
Com licença, permita que me apresente.
Meu nome é capoeira.
Sim, sou eu, sou eu camará.

Agora lembre-se sempre que sou daqui desta terra.
Estive na colheita do café, cortei cana nos canaviais.
Estive amordaçada nas senzalas e violada por maus feitores, mas rodei minha baiana e dei a volta por cima.
Me tornei a coqueluche daqueles que diziam ser meus senhores.

Sou eu, sou eu camará.
Eu sou capoeira.

Sou o brilho e o ofuscar das nuvens escuras que sobrevoavam sobre mim naqueles tempos, tempos de tristeza, maldade e desasossêgo. Como? Remordimento? Nunca!

Fui acorrentada, e por mim muitos foram sacrificados.
Reconheço o esforço de todos.
Mas o que passou, passou e esse tempo já é passado.

Hoje sou plena e agradecida, mas para chegar a esse ponto tive que viver na noite, na esbórnia, na boemia e na malandragem. Nesse tempo todo mundo já me conhecia e nele eu dei cabeçadas e rasteiras.

Vaguei pelos becos, tive minha morada no gueto, me transformei em cineasta, hoje deleito de uma vida vasta.

Sou eu, sou eu camará.
Sou eu capoeira.
Sim, sou agradecida e rebelde, pois estive um período à merce da delinquência.

Mas, me informei, me graduei e no meu diploma queriam que contasse que fui vadia por ter me refugiado na alegria das ruas. Sim, é verdade! Queriam também que contasse o perfil de uma das profissões mais antigas do mundo.

Lembre-se, vivi nas ruas, rodei dentro de grandes círculos e centros, dei a volta ao mundo, mas não sou vagabunda.

Meu nome é capoeira
Sou eu, sou eu camará.
Sou a digestão de "tudo o que a boca come".
Sou aquilo que você quiser.

Mas lembre-se, que eu bato com a mão, a cabeça e o pé.

Sou anjo e criatura, porque fui a própria desordem, e hoje eu sou camará, a ordem e progresso do meu povo.

Para concluir deixe-me resumir toda uma vida de persistência e experiência.

"Desde a noite que me envolve, negra como um poço escuro de polo a polo, agradeço aos deuses, quaisquer que sejam, por minha alma indomável. Nas garras dos ferozes das circunstâncias, não me entreguei, nem gritei com voz alta, de baixo dos açoites injustos. Tenho a cabeça ensanguentada, não inclinada. Para mim não importa que a porta seja estreita ou que eu tenha um pergaminho carregado de condenas. Eu sou a dona da minha sorte, eu sou a capitã do barco em que navega o meu espírito". Eu sou capoeira.

 

Texto de:
Wellington de O. Siqueira.
Mestrando CINZENTO.
Tel: 600072978
cinzentocapoeira@hotmail.com
www.aluacapoeira.com

Diretor do Mestre Bimba fala sobre o Filme no Canal Brasil e na TVE

Em entrevista gravada nos estúdios do programa REVISTA DO CINEMA BRASILEIRO o diretor do filme MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA, Luiz Fernando Goulart, falou durante quase meia hora, sobre o filme e sobre a importância da capoeira hoje no Brasil e no mundo.

Editado com imagens do filme, o programa irá ao ar nos seguintes canais, dias e horários:

 
CANAL BRASIL (NET) – (inédito) 15/08 (4ª feira) às 18h30 / reprise 5ª às 11h30.
 
TVE BRASIL – (inédito) 20/08 (2ª feira) às 21h30 / reprise aos sábados (25/08) às 18h30
 

Não percam e divulguem.

Precisamos aproveitar mais esta chance da capoeira começar a marcar presença constante na mídia brasileira.

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CAPOEIRAGEM, A VERDADE DE CADA UM

Fórum Virtual, março, 2007
 
A terceira edição, em português, do meu “cordel” Capoeiragem no Rio de Janeiro, no Brasil e no Mundo será lançada em Abril. Com nova capa (que logo será plagiada como as anteriores) e várias outras alterações.
Acrescento nova Apresentação que, tenho certeza, reacenderá boas e saudáveis polêmicas. Acrescento, também, mais dois extraordinários mestres – Camaleão e Pedrinho de Caxias. No primeiro caso, reparo grave injustiça, pois, Seu Camaleão deveria estar presente desde primeira edição, vez que acompanho o seu bom trabalho há muito tempo, e tenho respeitável acervo fotográfico comprobatório.
Tanto assim que, na revisão final, tratei de substituir a foto tirada no Museu do Louvre, junto ao intrigante trabalho de Borghese (foto que poderia ter entrado no Código da Vinci…) por uma outra, onde Papai Camaleão (Marselha, França!) aparece com sua linda recém-nascida filhinha, Mademoiselle Yara Marisa. Que Deus abençoe especialmente essa família!
Quanto ao Pedrinho, atualmente brilhando na Espanha, deixa sempre, em suas andanças pelo mundo,
as portas abertas para voltar. Como constatei recentemente, em Buenos Aires, conversando com duas lindas ex-alunas do jovem Mestre.
 
Mestre  CamaleãoComo não poderia deixar de ser, dei mais relevância ao espaço de Mestre Marujo que tão prematuramente resolveu nos deixar. Para tanto tive que sacrificar o espaço de Mestre Chaminé, excelente figura, meu vizinho, o que lamento muito. Corte que me dá oportunidade de reafirmar a limitação do meu “Cordel”, que não pode, em hipótese alguma, ser avaliado como se fosse um Atlas da Capoeiragem no Rio de Janeiro. Projeto que idealizei e elaborei há mais de quatro décadas e que, finalmente, em vários estados, começa a sair do papel. Esses ATLAS ESTADUAIS, sim, poderão e deverão contemplar todos os mestres que estão ou passaram por cada estado.
 
Meu cordel, que nem chega a ser um cordel de verdade, como tão bem fazem os paraibanos (tanto assim que vários deles inspiraram e inspiram cantigas de capoeira), apenas cita uns poucos mestres. Utilizei, sobretudo, critérios jornalísticos, procurando ao mesmo tempo dar espaço para alguns extraordinários capoeiras que desconhecem ou não podem usar esquemas marqueteiros quase diabólicos (como alguns fazem).
O que aumenta a Torre de Babel dentro da Capoeira, as versões e as polêmicas excessivamente apaixonadas, onde o fanatismo e mercantilismo se unem para vencer a corrida a qualquer preço.
É “a verdade de cada um”, que só pode ser combatida, pacientemente, utilizando-se o genial entendimento de Pirandelo (“Assim é, se assim lhe parece”) e, de modo firme e sereno, continuando a luta pela verdade verdadeira. Mostrando as incongruências de certas versões e, sobretudo, mostrando provas irrefutáveis sobre a verdadeira História da Capoeiragem no Brasil.
 
Mestre  CamaleãoPerco, aqui e ali, uma batalha, mais ao final, não tenho dúvida, sobreviverá apenas a história verdadeira. Aonde, aliás, todos ficam muito bem.
Praticamente todos novos livros e trabalhos a universitários já estão dedicando espaços, cada vez maiores, à Capoeira Utilitária de Sinhozinho, e à importância da capoeiragem do Rio Antigo na formação da capoeira contemporânea etc.
Começa-se a discutir, também, agora com seriedade, o que será, final, “eficácia na capoeira”?
Tais temas, fundamentais, já podem ser encontrados, como adiantei, em trabalhos acadêmicos recentes, como é bom exemplo a monografia “Capoeira: Jogo Atlético Brasileiro (EEFD/UFRJ)”, do Professor Joel Pires Marques, Diretor Cultural da Federação Fluminense de Capoeira, bacharel em Direito e contramestre de capoeira.
Quem estiver interessado em ler o trabalho bastará acessar http://www.capoeirajogoatletico.com/.
 
Mestre  CamaleãoOutro bom exemplo, embora ainda embrionário, é o trabalho de pesquisa que o Professor Ricardo Lussac, Mestre Teco, está fazendo para a cadeira História do Esporte (Professor Doutor e Orientador Professor Doutor Manoel José Gomes TUBINO). Dentro do tema geral da pesquisa – “Aspectos Filosóficos e Sociais do Esporte” – Ricardo Teco escolheu o mote: Irradiação & Atração Sócio-Cultural, Esportiva e Econômica das Cidades Maiores – Mestre Sinhozinho no Rio de janeiro”.
 
Em suma, a preocupante mesmice na qual os livros e artigos estavam se atolando, começa a ser eliminada. Isso será extremamente benéfico para a Capoeiragem e para os capoeiras.
 
Em seguida ao Cordel, estarei lançando meu primeiro livro de literatura pura, no Iate Clube do Rio de Janeiro, mas isso, concordo com vocês, não tem nada a ver com a nossa querida Capoeiragem.
Ou tem?

Pesquisa sobre o Maculelê

Caros Mestres,
 
Em parceria  com o Portal Capoeira, estou fazendo uma revisão e atualização do livro de pesquisas sobre o Maculelê – “Ôlelê Maculelê”  que foi publicado em 1989.  
 
Tenho conhecimentos de que, como acontece com as manifestações folclóricas de um modo geral o passar do tempo e interpretações pessoais têm influenciado para que a tradição seja modificada e, em alguns casos, descaracterizada.
 
Tenho, também, conhecimento de divulgação de conceitos equivocados como a afirmação feita em um programa popular de TV brasileira em que um Mestre apresentou o Maculelê como “estilo” da Capoeira.
 
A globalização da Capoeira não dá condições de se fazer pesquisas de campo como quando o Maculelê foi estudado em 1989 e, assim,  venho solicitar a sua participação – como Mestre – em atividade para que nos envie sua experiência sobre estas descaracterizações e o resultado desta pesquisa será apresentado na 2a. edição do livro que estará sendo lançada em dezembro deste ano.
 
Para participar desta pesquisa e colaborar com o Livro:
 
“Ôlelê Maculelê”, clique aqui.

 
Lucy Geão – Produtora Cultural por Emília Biancardi – nucleodenegocios@atarde.com.br

CAPOTERAPIA 800 vagas gratuitas

> Capoeira adaptada para a 3ª idade, nos Centros de Saúde de Ceilândia e Taguatinga
 
> O QUE É CAPOTERAPIA
 
> C A P O T E R A P I A n a 3ª I d a d e
 
> A CAPOTERAPIA é uma terapia utilizando o lúdico da capoeira, idealizado pelo Mestre Gilvan.
Devido ao sedentarismo dos grandes centros, aliado às doenças cardiovasculares e respiratórias, ser o grande responsável pela mortalidade entre os mais vividos. Doenças como a arteriosclerose e a artrite, entre outras, podem ser evitadas, ou mesmo tratadas, a partir da prática orientada de exercícios físicos.
 
> A prática de esportes, com ênfase nos seus aspectos terapêuticos e de estímulo à prática socializante, tem se revelado como um poderoso instrumento para proporcionar o bem estar físico e espiritual e a própria felicidade aos idosos, num momento tão particular de suas vidas, onde o convívio familiar lhes impõe um certo isolamento natural. A capoeira, em particular, trabalhada na perspectiva de respeitar as condições físicas próprias da terceira idade, pode se converter num eficaz meio de valorização da vida social dos idosos, fazendo do seu ambiente um pólo catalisador e irradiador de cidadania.
 
> TURMAS ATUANTES
 
> Segunda-Feira Centro de Saúde n.º 05 Ceilãndia norte 08:00
> Segunda-Feira Clube de aguas Lindas 09:30 h
> Terça-feira Paradão Ass. dos Idosos 08:00 h
> Quarta-feira Centro de Saúde n.º 02 Pça do Bicalho 07:30 h
> Quarta-feira Faculdade Católica Tag. Bloco G 09:00 h
> Quinta-feira Praça do berimbau QNL 28/30  08:00 h
> Quinta-feira Corpo de Bombeiros de Ceilândia 09:30 h
> Sexta-feira Bernado saião M norte Tag 07:30 h
> Venha conhecer a arte que encanta o mundo com o Mestre Gilvan!
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Escurinho, aluno de Bimba

Escurinho, aluno de Bimba no filme MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA :
"E se você chegar na minha casa, no quarto onde eu durmo com a minha esposa,
tem uma fotografia. Essa foto aqui, do Mestre. Está lá na parede. Eu não
tenho o do meu pai biológico, mas tenho a do Mestre Bimba."


O GAROTO DE JULIANE

A mensagem de Juliane é linda!

"Olá ! gostei muito da sua página, e gostaria de parabenizá-lo.
Gostaria também que você dissesse que em Juiz de Fora (MG) o grupo de capoeira Oficina da Capoeiragem está fazendo um ótimo trabalho com a capoeira, com direção do mestre Ray e do professor Kamuanga.
Gostaria também de dizer e mandar uma idéia para todos os outros capoeiristas:

" Ontem, dia 26/02/00, eu presenciei um exemplo de força de vontade para todos, principalmente os capoeiristas. Um garoto de cadeiras de rodas, com problemas mentais, entrando e jogando em um batizado.
Não levantava, não chutava, não dava au nem mortal, mas se protegia com a mão no rosto e quase não mexia os pés …
Bem, ele fez muita gente chorar quando disse:

"na capoeira ninguém pode ter preconceito
naquela roda não havia ninguém igual a ele,
mas também não tinha ninguém diferente."

E depois disso tudo que vi e vivi, mais vontade me deu de jogar e de um dia jogar uma "iuna" (roda para graduados). Sei que falta muito para mim, pois tenho 14 anos e estou na corda branca, mas um dia, eu sei, tenho fé em DEUS e em BIMBA, que irei conseguir.
Por favor fale ao menos do garoto, pois isso é verdade e uma lição de vida.

Juliane S. Machado ( da família de Bimba)
Juiz de Fora/ Minas Gerais
Oficina da Capoeira
juebinho@powerline.com.br

Obrigada !!!!!"

demonstra nitidamente a euforia, o estado de felicidade plena que a prática da capoeira provoca em todos nós; a mudança do nível de consciência, o estado modificado de consciência que o ritmo-melodia ijexá provoca e que pode e deve ser usado como terapia.

Menina Juliana,
Deus lhe conserve
O dom de amar ao próximo
A humildade de ver em tudo o dedo do Senhor!
Você já nasceu capoeirista pela lei de Deus!
Um dia será formada pela lei dos Homens
Jogará sua "Iuna" na Roda da Vida
Com o aprumo da Mestra que mora em Você!

Axé Babá!