Blog

terra

Vendo Artigos etiquetados em: terra

Palmares, um Projeto de Nação

O INÍCIO DE PALMARES…. , A ESCRAVIZAÇÃO DO ÍNDIO

“No dia em que nossa gente acabar de uma vez, eu vou  tirar esta
escora daqui, e o céu vai desabar, e todas as gentes vão desaparecer.
Vai acabar tudo”. Sinaá, Lenda do fim do Mundo, povo Juruna.”

  • 1533 – Bula Veritas Ipsa Papa Paulo III declarando “os índios homens racionais”…
  • Entradas, expedições organizadas pelos Gov. Gerais, ou diretamente pela Corôa.
  • Bandeiras, empresa (expedição) organizada por particulares, ambas para caçar índio.
  • Incursões de franceses, iniciativa particular de “piratas” e não de governo.

Toda e qualquer referência à escravização do índio, que nos interessa, seria uma repetição da escravização negra. A História do Brasil é contada em dois extremos de uma mesma arma – ora como uma peça de defesa, o secular cuidado com a cabeça de louça do cristianismo; ora uma peça dedescaracterização do negro – a condenação da vítima – “comprava-se negros escravizados por outros negros;  eram comprados por escambo índios escravizados por outros índios ” : Doe mais ao negro do Mundo, assim com ao índio do Brasil, estas mentiras secularmente repetidas que a própria escravidão a que foram submetidos, doem-lhes a insaciedade do dominador…

As narrativas feitas entre o Séc. XVI e o XVIII serve como relato, não como interpretação, de um lado por que os escrivães não conheciam absolutamente nada do índio; segundo porque eram interessados – uns como mercadores ou agentes de mercadores; outros, por serem agentes da Coroa Portuguesa que chega ao Séc. XIX  “tendo no Brasil apenas a vaca leiteira”.

Acrescente-se ao fato das expedições portuguesas serem compostas por homens sem letras. Se dentre os franceses e até dentre as poucas entradas alemãs de que se tem notícia sempre havia intelectuais, homens de letras, e muitos de ciência, (meramente interessados em ciência), dentre os portugueses não há um único registro com este cuidado, por todo o Séc. XVI e até o Séc. XVII. Mesmo entre os jesuítas pode-se encontrar quando muito um ou outro letrado, que eram dominados ou pelo interesse comercial da sua Ordem, ou pela posição de minoria dentre os seus pares, ou notadamente pela ordem severa da Igreja Católica. O que se conhece de imparcial e de cunho cultural é de origem francesa, depois holandesa.

 

RELATO SOBRE ÍNDIO, CRONISTA FRANCÊS JEAN LERY.

“Uma vez um velho índio perguntou-me: – Que significa isto de virdes vós outros, peros (portugueses) e mirs (franceses), buscar tão longe  lenha para vos aquecer? Não a tendes por lá em vossas terras? – Respondi que tínhamos lenha e muita, mas não daquele pau, e que não o queimávamos, como ele supunha, mas dele extraíamos tinta para tingir.

Retrucou o velho: – E por ventura precisais de tanto pau brasil? – Sim, respondi, pois em nosso pais existem negociantes que têm mais panos, facas, tesouras, espelhos e mais coisas de que vós aqui podeis supor, e um só deles compra todo o pau brasil com que muitos navios voltam carregados.

 

  • Ah! tu me dizeis maravilhas, disse o velho; e acrescentou, depois de bem alcançar o que eu dissera: – Mas esse homem tão rico não morre?
  • Sim, morre como os outros. –  E quando morre, para quem fica o que é dele? Perguntou.
  • Para seus filhos, se os tem, e na falta, para os irmãos ou parentes próximos, respondi.

 

Na verdade, continuou o velho, que não era nada tolo, agora vejo que vós, peros e mairs, sois uns grandes loucos, pois que atravesseis o mar com grandes incômodos, como dizeis, e trabalhais tanto a fim de amontoardes riquezas para os filhos ou parentes! A terra que vos alimentou não é suficiente para alimentá-los a eles? Nós aqui também temos filhos, a quem amamos, mas como estamos  certos de que após a nossa morte a terra que nos nutriu os nutrirá também, cá descansamos sem o mínimo cuidado”. Jean Lery.

“… andavam muitos deles dançando e folgando uns ante outros, sem se

tomarem pelas mãos, e faziam-no bem”.

(carta de Pero Vaz de Caminha, sobre o índio)

 

ÍNDIO ESCRAVIZA ÍNDIO  X  NEGRO ESCRAVIZA NEGRO, (meu Deus?)

Aí repousa o telhado de vidro do Cristianismo,  bastando que se diga:

  1. Todo e qualquer bacharel em História, em qualquer parte do Mundo sabe que é mentira esta afirmação, assim como todo e qualquer bacharel em direito que tenha se dedicado ao Direito Antigo; (só tem sentido alguém escravizar alguém se o excedente de produção do escravo for superior ao que ele consome, como não havia noções de acumulação, entre negros e índios, não podia haver interesse em escravizar uma ou um grupo de pessoas)

  2. No Brasil, ainda sobre o indígena: nem uma obra ou abordagem dos Irmãos Vilas-Bôas consta alguma citação de nações, ou tribo indígena escravizada por outra tribo, no que pese referências inúmeras a constatações e ou suspeitas de desaparição em guerras. (Todo animal lutou num dado instante por ração, e por toda a vida pelo instinto da procriação, apetite sexual).   Esta mesma observação vale para Darcy Ribeiro, ou Cândido Rondon. Os Vilas Boas viveram, moraram entre índios por mais de 45 anos, – vejamos um dos seus relatos:  “As grandes áreas devastadas, ou transformadas na sua vegetação original  existentes nas vizinhanças das aldeias em geral, provam a longa permanência dos índios nesses lugares…quantos anos não levaram para transformar grandes extensões em  mangabais,  piquizais…. e cerrados”?  Relato que desmente também as afirmações acerca do “nomadismo do índio brasileiro:  um povo agricultor não pode ser nômade.

“Quando Cabral pisou a terra brasileira em 1500, avalia Luis Amaral, já o indígena graças a ele próprio ou a seus antepassados, praticava a agricultura, em grau  mais ou menos igual ao então conhecido na Europa..” Assim é que eles já conheciam, naquela época  remota, anterior mesmo a 1500, o fumo, o algodão, o milho, a mandioca, a batata doce, a batatinha, o feijão, a abóbora, e o arroz”, completa Aluysio Sampaio.

Assim o índio, muitas das usas tribos foram se tornando errantes e não nômades como a Ordem Estado/Igreja usa como justificativa a 500 anos. Da Ordem dos Jesuítas e seus vigários o que se pode dizer é que foram sempre mais comerciantes (exploradores) que tudo o mais. De sob as imunidades desfrutadas em muitos períodos, cita Aluysio Mendonça Sampaio – “Do terror do gentio pelo português era tão grande que se chegou a criar a lenda do Padre de Ouro, lenda ainda contada por Frei Vicente do Salvador como verídica”.

Esse terror do gentio pelo branco já é uma prova da decadência do poderio dos nativos. Daqui por diante veremos os portugueses avançando, escravizando-lhes e empurrando-os para o sertão. “E a terra, em todos os lugares do Brasil, irá aos poucos mudando de dono”. Nos moldes da mistura geral, o Gov. Luiz de Brito, na sua primeira atitude organiza expedição de caça ao índio como nunca….diz frei Vicente “Na Paraíba,não deixaram branco nem negro, grande nem pequeno, macho nem fêmea, que não matassem e esquartejassem”. (sobre a tática de jogar o negro contra o índio e vice-versa. Embate contra uma tribo talvez ainda desconhecida, entrada de Governadores  Gerais). Tudo o que se passou nos Séc. XVI e XVII chega, com a mesma intensidade a meados do Séc. XIX, constata Alexander Marchant, por desconhecer o Brasil de 1940 quando escreveu. Aliás aquele Historiador americano em todo seu escrito “Do Escambo a Escravidão”, (l943), se não chega a desmentir, em nenhum momento avaliza afirmações sobre escravização de índio por índio.

A descoberta do Brasil, para o indígena como para o negro foi mais danosa que toda e quaisquer das invasões  de bárbaros em quaisquer lugar da terra onde ocorreu  – 500 anos depois e ainda não houve intercâmbio, não há nada que se possa conceituar além do domínio, do saque. Assim é que o indígena brasileiro regrediu, decresceu em número e em qualidade de vida e afunilou-se inversamente do ponto de vista da evolução técnico-cultural.

PS. Quando tratarmos do início de Palmares, A escravização do negro, vamos demonstrar a mentira da escravização do negro pelo negro, e ou a escravização do índio pelo índio .

 

Jean de Léry

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.”Historia navigationis in Brasiliam…”. Genebra, 1586.

(Côte-d’Or, c. 1536 – Suíça, c. 1613) foi um pastor, missionário e escritor francês e membro da igreja reformada de Genebra durante a fase inicial da Reforma Calvinista.

 

André Pêssego – projetozumbi@uol.com.brBerimbau Brasil  – São Paulo, SP – Mestre João Coquinho – 10 anos

RJ: Alicia Keys na Roda e no Rock

Alicia Keys vai a roda de capoeira com o filho no centro do Rio

Atração do próximo domingo (15) no Rock in Rio, Alicia Keys aproveitou o dia de descanso, neste sábado, para levar o filho Egypt para conhecer uma roda de capoeira, no centro do Rio de Janeiro.

Acompanhada por sua equipe de produção, a cantora foi acompanhou a dança com o filho de 2 anos, que brincou pelo entorno. O marido de Alicia Keys, o rapper Swizz Beatz, não estava presente.

Alicia se apresenta no Word Stage, às 22h10 de domingo, antes de Justin Timberlake, que encerra o primeiro fim de semana de evento.

 

http://musica.terra.com.br

*Título adaptado pelo editor

Reconhecimento aos guardiões da cultura afro-brasileira

Sob pressão da Inglaterra, o estado imperial brasileiro proibiu o comércio de escravos africanos em 1831. Apesar da lei, um intenso tráfico clandestino continuou para o litoral do Brasil, especialmente para as novas áreas cafeeiras em produção. O tráfico transatlântico só seria efetivamente reprimido por uma nova lei em 1850, e somente nesse período, cerca de um milhão de africanos chegaram ao litoral brasileiro, especialmente na costa fluminense. Esses cativos, oriundos da África Central, povoada por diferentes povos falantes das chamadas línguas banto, desembarcavam em portos clandestinos do litoral sul e norte do estado do Rio de Janeiro, resultando em índices significativos tanto da territorialidade negra como da prática de manifestações diretamente relacionadas à memória ancestral. [1]

Para os quilombolas, descendentes de africanos escravizados no Brasil, é uma importante conquista ter a sua comunidade oficialmente reconhecida. É o primeiro passo de uma série de etapas até a titulação, e que já lhes assegura direitos dos quais antes não conseguiam usufruir. O ato de receber, em mãos, a certidão de autorreconhecimento tem significado todo especial. E assim aconteceu, recentemente, em duas comunidades remanescentes de quilombo do Estado do Rio de Janeiro.

 

Baía Formosa

 

Em Armação dos Búzios – município do litoral norte do Rio de Janeiro alçado à condição de atração turística internacional, no início dos anos 1960, pela atriz francesa Brigitte Bardot – a comunidade de Baía Formosa reuniu-se em recepção solene, no dia 23 de fevereiro, para receber do presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira de Araujo, o documento com que tanto sonhou.

A festa foi prestigiada por quilombolas da região e de municípios vizinhos, como os das comunidades de Rasa e Botafogo, e também por autoridades locais. Após um breve histórico sobre a criação e a missão da Fundação Cultural Palmares, o presidente Eloi Ferreira destacou a importância dos quilombolas não só para a história do País, mas, especialmente, em seus valores mais caros: o respeito ao próximo, aos hábitos locais e à natureza.

“Não existem registros de comunidades quilombolas com área de desmatamento, com poluição, com grilagem de terras, com queima de cartórios ou com fraude de certidões. Ser quilombola é ter um vínculo histórico com a resistência à escravidão e com os antepassados. Ser quilombola é ser detentor da cultura afro-brasileira e de sua terra”, enfatizou.

Ao entregar formalmente a certidão de autorreconhecimento à comunidade de Baía Formosa, o presidente da Fundação Cultural Palmares também ressaltou que, quando for conquistada a titulação, a terra passará a ser de propriedade coletiva, ou seja, inalienável – o que, vale lembrar, reproduz o costume ancestral de utilização da terra, fossem as atividades agrícolas, extrativistas ou outras, assim caracterizando diferentes formas de uso e ocupação dos elementos essenciais ao ecossistema, que tomam por base laços de parentesco e vizinhança assentados em relações de solidariedade e reciprocidade. “Assim como uma herança deixada pelos antepassados, essa terra será transmitida aos descendentes de vocês e jamais poderá ser negociada e penhorada”, finalizou Eloi Ferreira.

Um pouco de História – A história das comunidades negras da Região dos Lagos tem como referência a fazenda Santo Inácio dos Campos Novos, localizada em Sesmaria concedida a jesuítas e depois vendida a escravagistas. A Comunidade de Baía Formosa localiza-se nessa região, que já abrigou cultivos principalmente de banana, além de milho e feijão, e onde trabalhavam negros escravos. No período de prosperidade agrícola, tornou-se ponto de desembarque clandestino de navios negreiros após a proibição do tráfico no Brasil. Assim, a área é de ocupação antiga e sua história remonta às fugas dos negros das fazendas. Dessas fugas teria surgido um quilombo, mas, com a assinatura da Lei Áurea, os negros teriam sido expulsos e formado a periferia, onde fizeram descendência. Consta ainda que algumas famílias de ex-escravos e seus descendentes pagavam arrendamento ao proprietário das terras para permanecer no local e, com o tempo, também foram deslocadas pela especulação imobiliária, que é muito forte na região.

 

Santa Rita do Bracuí

 

No dia 24 de fevereiro, a comitiva da Fundação Palmares dirigiu-se ao litoral sul fluminense, na região de Angra dos Reis – outra área onde a especulação imobiliária é significativa – para entregar o documento pertencente à Comunidade Remanescente de Quilombo de Santa Rita do Bracuí.

Ali, como que reproduzindo uma postura ancestral e sem conter a emoção, o presidente Eloi Ferreira de Araujo reverenciou o mestre jongueiro Zé Adriano, de 89 anos de idade – guardião de uma das mais tradicionais manifestações culturais afro-brasileiras, o jongo, e importante liderança local na luta pela titulação das terras – ao lhe entregar oficialmente a certidão de autorreconhecimento, que já havia sido formalizada pela FCP.

Origens – A Comunidade de Santa Rita do Bracuí originou-se em 1877, a partir de uma doação de 260 alqueires que o fazendeiro José de Souza Breves, que ficou conhecido na região como “o comendador Breves”, fez aos seus escravos.

A comunidade foi atingida pela construção da estrada Rio-Santos, que a dividiu em duas partes, e desde os anos 1960 luta contra grileiros e condomínios de luxo para se manter nas terras herdadas dos antepassados. Antigos e jovens moradores compartilham memórias, experiências e projetos – o que resultou em um Ponto de Cultura – e se associam para a construção de alternativas de desenvolvimento comunitário e sustentável.

Conceito – Contemporaneamente, a expressão “quilombo” não se refere estritamente a resíduos ou resquícios arqueológicos de ocupação temporal ou comprovação biológica. Também não se limita a grupos isolados, uma população homogênea ou que necessariamente se tenha constituído a partir de movimentos de insurreição. São, de fato, grupos que desenvolveram práticas cotidianas de resistência em manter e reproduzir modos de vida característicos e de consolidação de um território próprio. A identidade quilombola não se define pelo tamanho e número dos membros da comunidade, mas pela experiência vivida e as versões compartilhadas de sua trajetória comum e da continuidade enquanto grupo [2].

 

[1] Jongos, calangos e folias – Memória e música negra em comunidades rurais do Rio de Janeiro. Projeto desenvolvido a partir de 2005 pelo Laboratório de História Oral e Imagem (LABHOI) e o Núcleo de Pesquisas em História Cultural (NUPEH) da Universidade Federal Fluminense (UFF), RJ.

[2] O’Dwyer, Eliane Cantarino. Apresentação do Caderno Terra de Quilombos. Rio de Janeiro: UFRJ/ABA, 1995.

TIRIRICA: A “Capoeira de São Paulo”

Uma velha discussão que parece não ter fim, é aquela eterna disputa sobre a origem da capoeira: os baianos juram que foi na Bahia, os cariocas esbravejam dizendo que foi no Rio de Janeiro, os pernambucanos por sua vez, não querem nem discussão: a capoeira é pernambucana, visse !!!

Eu, pessoalmente, prefiro não entrar nessa briga e dizer que a capoeira, assim como o samba e outras manifestações da cultura afro-brasileira, não tem certidão de nascimento. Elas surgem em vários lugares e regiões do país, tomando formas variadas e até conhecidas por nomes diversos. Podemos até dizer que onde quer que o negro africano tenha chegado, ali se organizou algum movimento cultural para se lembrar de sua terra natal, através da dança, da música, do tambor, dos rituais. Assim surgiu a maioria das manifestações culturais da nossa cultura popular de origem afro-brasileira, em vários locais e épocas diferentes. A capoeira é brasileira…e ponto final !!!

Na cidade de São Paulo, por exemplo, há notícias e relatos de uma manifestação muito popular nas primeiras décadas do século XX, conhecida por Tiririca. Segundo contam os mais velhos, na região do bairro do Bom Retiro e imediações, havia um contingente muito grande de trabalhadores negros recém libertos, e em suas reuniões no Largo da Banana, nos momentos de folga, o batuque “comia solto”. Ora, onde tem batuque e um bocado de negros reunidos, só pode dar samba ou capoeira…ou os dois juntos.

Era o que acontecia, e muitas vezes, segundo nos conta um famoso malandro da área ainda vivo – o Toniquinho Batuqueiro – os batuques eram improvisados em caixas de engraxar sapatos fazendo a marcação, e as latinhas de graxa faziam as vezes do tamborim, assim como até hoje se apresenta em seus shows, outro famoso malandro sambista de São Paulo – Germano Mathias.

Toniquinho conta que quando começava o batuque, a roda se formava e “os crioulos iam pro centro da roda sapatear, e aí então só ficava na roda mesmo quem era bamba, pois a toda hora entrava um pra desafiar, dar pulo, pernada, pra desbancar quem tava no centro da roda”. Essa era a famosa Tiririca, que não muito diferente da capoeira, era uma disputa entre bambas na roda, onde se valia das habilidades e destrezas corporais, para se medir a valentia. E cuidado com a polícia viu, pois “…quando ela baixava, era uma correria só” explica Toniquinho Batuqueiro.

Read More

A princesa Aqualtune

Não é apenas uma, duas ou três, são muitas as mulheres valentes e guerreiras que lutaram por si, pelo seu povo e por seus ideais.

Uma dessas mulheres é Aqualtune, princesa do Congo, que comandou um exército de dez mil homens em batalha contra os Jagas, guerreiros bárbaros que invadiram o Congo.

Com a interferência dos escravistas europeus que, com armas de fogo, desequilibravam as lutas dos povos africanos conforme seus interesses, o exército de Aqualtune foi derrotado e a princesa foi capturada e trazida ao Brasil nas condições sub-humanas de todo navio negreiro.

Aqualtune foi obrigada a manter relações sexuais com um escravo para fins reprodutivos e desembarcou já grávida no Porto de Recife. Foi leiloada e levada para um engenho em Porto Calvo, no sul de Pernambuco.

Foi no engenho que Aqualtune conheceu histórias sobre a resistência negra à escravidão e ouviu falar no Quilombo de Palmares. Com a mesma coragem e determinação que demonstrava em sua terra, Aqualtune organizou uma fuga para o quilombo e fugiu nos últimos meses de gravidez, acompanhada de outros escravos.

Já em Palmares, onde as tradições africanas eram preservadas, a princesa teve sua origem nobre reconhecida. 
Dois de seus filhos, Ganga Zumba e Gana Zona tornaram-se chefes dos mocambos mais importantes do quilombo e sua filha mais velha, Sabina, é a mãe de Zumbi dos Palmares.

Quanto à morte de Aqualtune, existem informações divergentes. Acredita-se que a princesa morreu queimada em 1677,quando sua aldeia foi incendiada durante uma batalha. Mas outras fontes citam que Aqualtune teria escapado, não sendo conhecida a data de sua morte.

Fontes:

A Terra da Liberdade
Criola.org
Casa de Cultura Mulher Negra
Meio Norte
Overmundo

Neila Vasconcelos – Venusianacapoeiradevenus.blogspot.com

Capoeira, mosaico e estrelas africanas agitarão abertura da Copa

Os sul-africanos prometem organizar uma grande festa para a cerimônia de abertura da Copa do Mundo, na próxima sexta-feira, no Estádio Soccer City, em Johannesburgo. Segundo o jornal sul-africano Sunday Times, a cerimônia contará com mais de 1.500 pessoas, além de diversos artistas famosos do continente africano e culturas típicas do continente, como a capoeira. Mais de 50 chefes de Estado são aguardados para o evento.

O diário afirma que o cantor de R&B americano R. Kelly cantará o hino oficial da Copa do Mundo, ao lado de um coral do bairro de Soweto. Estrelas africanas, como os grupos locais HHP e TKZee, além do cantor pop argelino Khaled, o jazzista nigeriano Femi Kuti e Timothy Moloi, artista sul-africano de R&B que substituirá o tenor Siphiwo Ntshebe, que iria se apresentar no show de abertura, mas morreu no último dia 26 de maio, vítima de meningite.

O presidente do Comitê Organizador da Copa, Danny Jordaan, prometeu que a cerimônia mostrará aos milhares de telespectadores do mundo o talento, tecnologia e o espírito de hospitalidade do continente africano. Artistas locais ameaçaram boicotar a abertura, por conta da ausência de artistas do continente – o que foi revertido, já que R. Kelly é o único artista não-africano confirmado para o evento, analisa o periódico.

Capoeiristas e percussionistas do estilo afro-brasileiro, de 10 a 59 anos, também demonstrarão suas habilidades, além de um mosaico humano no Soccer City, que mostrará ao público a direção das outras oito sedes do Mundial. As seis equipes africanas que participarão do torneio – África do Sul, Camarões, Costa do Marfim, Argélia, Gana e Nigéria – também serão lembradas durante a performance.

A cerimônia antecederá a partida de abertura da Copa, entre África do Sul e México, válida pelo Grupo A da Copa, às 11h desta sexta-feira. A outra partida da chave terá Uruguai e França, às 15h30, no Cape Town Stadium, na Cidade do Cabo.

Copa 2010 no celular

Notícias, fotos, classificação, tabelas, artilheiros, estatísticas e curiosidades também estão no celular.

Acompanhe o minuto a minuto de todos os jogos do Mundial e escolha os melhores em campo.

Acesse: m.terra.com.br/copa

Baixe o aplicativo: m.terra.com.br/appcopa

 

Fonte: http://esportes.terra.com.br/

O Iníco de Palmares: A Escravização do Índio

PALMARES, UM PROJETO DE NAÇÃO – O INÍCIO DE PALMARES….  (II), A ESCRAVIZAÇÃO DO ÍNDIO

“No dia em que nossa gente acabar de uma vez, eu vou  tirar esta

escora daqui, e o céu vai desabar, e todas as gentes vão desaparecer.

Vai acabar tudo”. Sinaá, Lenda do fim do Mundo, povo Juruna.

–          1533 – Bula Veritas Ipsa Papa Paulo III declarando “os índios homens racionais”…

–          Entradas, expedições organizadas pelos Gov. Gerais, ou diretamente pela Corôa.

–          Bandeiras, empresa (expedição) organizada por particulares, ambas para caçar índio.

–          Incursões de franceses, iniciativa particular de “piratas” e não de governo.

Toda e qualquer referência à escravização do índio, que nos interessa, seria uma repetição da escravização negra. A História do Brasil é contada em dois extremos de uma mesma arma – ora como uma peça de defesa, o secular cuidado com a cabeça de louça do cristianismo; ora uma peça de descaracterização do negro – a condenação da vítima – “comprava-se negros escravizados por outros negros;  eram comprados por escambo índios escravizados por outros índios ” : Doe mais ao negro do Mundo, assim com ao índio do Brasil, estas mentiras secularmente repetidas que a própria escravidão a que foram submetidos, doem-lhes a insaciedade do dominador…

As narrativas feitas entre o Séc. XVI e o XVIII serve como relato, não como interpretação, de um lado por que os escrivães não conheciam absolutamente nada do índio; segundo porque eram interessados – uns como mercadores ou agentes de mercadores; outros, por serem agentes da Coroa Portuguesa que chega ao Séc. XIX  “tendo no Brasil apenas a vaca leiteira”.

Acrescente-se ao fato das expedições portuguesas serem compostas por homens sem letras. Se dentre os franceses e até dentre as poucas entradas alemãs de que se tem notícia sempre havia intelectuais, homens de letras, e muitos de ciência, (meramente interessados em ciência), dentre os portugueses não há um único registro com este cuidado, por todo o Séc. XVI e até o Séc. XVII. Mesmo entre os jesuítas pode-se encontrar quando muito um ou outro letrado, que eram dominados ou pelo interesse comercial da sua Ordem, ou pela posição de minoria dentre os seus pares, ou notadamente pela ordem severa da Igreja Católica. O que se conhece de imparcial e de cunho cultural é de origem francesa, depois holandesa.


RELATO SOBRE ÍNDIO, CRONISTA FRANCÊS JEAN LERY.

“Uma vez um velho índio perguntou-me: – Que significa isto de virdes vós outros, peros (portugueses) e mirs (franceses), buscar tão longe  lenha para vos aquecer? Não a tendes por lá em vossas terras? – Respondi que tínhamos lenha e muita, mas não daquele pau, e que não o queimávamos, como ele supunha, mas dele extraíamos tinta para tingir.

Retrucou o velho: – E por ventura precisais de tanto pau brasil? – Sim, respondi, pois em nosso pais existem negociantes que têm mais panos, facas, tesouras, espelhos e mais coisas de que vós aqui podeis supor, e um só deles compra todo o pau brasil com que muitos navios voltam carregados.

–          Ah! tu me dizeis maravilhas, disse o velho; e acrescentou, depois de bem alcançar o que eu dissera: – Mas esse homem tão rico não morre?

–          Sim, morre como os outros. –  E quando morre, para quem fica o que é dele? Perguntou.

–          Para seus filhos, se os tem, e na falta, para os irmãos ou parentes próximos, respondi.

–          Na verdade, continuou o velho, que não era nada tolo, agora vejo que vós, peros e mairs, sois uns grandes loucos, pois que atravesseis o mar com grandes incômodos, como dizeis, e trabalhais tanto a fim de amontoardes riquezas para os filhos ou parentes! A terra que vos alimentou não é suficiente para alimentá-los a eles? Nós aqui também temos filhos, a quem amamos, mas como estamos  certos de que após a nossa morte a terra que nos nutriu os nutrirá também, cá descansamos sem o mínimo cuidado”. Jean Lery.

“… andavam muitos deles dançando e folgando uns ante outros, sem se

tomarem pelas mãos, e faziam-no bem”.

(carta de Pero Vaz de Caminha, sobre o índio)

ÍNDIO ESCRAVIZA ÍNDIO  X  NEGRO ESCRAVIZA NEGRO, (meu Deus?)

Aí repousa o telhado de vidro do Cristianismo,  bastando que se diga:

1. Todo e qualquer bacharel em História, em qualquer parte do Mundo sabe que é mentira esta afirmação, assim como todo e qualquer bacharel em direito que tenha se dedicado ao Direito Antigo; (só tem sentido alguém escravizar alguém se o excedente de produção do escravo for superior ao que ele consome, como não havia noções de acumulação, entre negros e índios, não podia haver interesse em escravizar uma ou um grupo de pessoas)

2. No Brasil, ainda sobre o indígena: nem uma obra ou abordagem dos Irmãos Vilas-Bôas consta alguma citação de nações, ou tribo indígena escravizada por outra tribo, no que pese referências inúmeras a constatações e ou suspeitas de desaparição em guerras. (Todo animal lutou num dado instante por ração, e por toda a vida pelo instinto da procriação, apetite sexual).   Esta mesma observação vale para Darcy Ribeiro, ou Cândido Rondon. Os Vilas Boas viveram, moraram entre índios por mais de 45 anos, – vejamos um dos seus relatos:  “As grandes áreas devastadas, ou transformadas na sua vegetação original  existentes nas vizinhanças das aldeias em geral, provam a longa permanência dos índios nesses lugares…quantos anos não levaram para transformar grandes extensões em  mangabais,  piquizais…. e cerrados”?  Relato que desmente também as afirmações acerca do “nomadismo do índio brasileiro:  um povo agricultor não pode ser nômade.

“Quando Cabral pisou a terra brasileira em 1500, avalia Luis Amaral, já o indígena graças a ele próprio ou a seus antepassados, praticava a agricultura, em grau  mais ou menos igual ao então conhecido na Europa..” Assim é que eles já conheciam, naquela época  remota, anterior mesmo a 1500, o fumo, o algodão, o milho, a mandioca, a batata doce, a batatinha, o feijão, a abóbora, e o arroz”, completa Aluysio Sampaio. 

Assim o índio, muitas das usas tribos foram se tornando errantes e não nômades como a Ordem Estado/Igreja usa como justificativa a 500 anos. Da Ordem dos Jesuítas e seus vigários o que se pode dizer é que foram sempre mais comerciantes (exploradores) que tudo o mais. De sob as imunidades desfrutadas em muitos períodos, cita Aluysio Mendonça Sampaio – “Do terror do gentio pelo português era tão grande que se chegou a criar a lenda do Padre de Ouro, lenda ainda contada por Frei Vicente do Salvador como verídica”.

Esse terror do gentio pelo branco já é uma prova da decadência do poderio dos nativos. Daqui por diante veremos os portugueses avançando, escravizando-lhes e empurrando-os para o sertão. “E a terra, em todos os lugares do Brasil, irá aos poucos mudando de dono”. Nos moldes da mistura geral, o Gov. Luiz de Brito, na sua primeira atitude organiza expedição de caça ao índio como nunca….diz frei Vicente “Na Paraíba, não deixaram branco nem negro, grande nem pequeno, macho nem fêmea, que não matassem e esquartejassem”. (sobre a tática de jogar o negro contra o índio e vice-versa. Embate contra uma tribo talvez ainda desconhecida, entrada de Governadores  Gerais). Tudo o que se passou nos Séc. XVI e XVII chega, com a mesma intensidade a meados do Séc. XIX, constata Alexander Marchant, por desconhecer o Brasil de 1940 quando escreveu. Aliás aquele Historiador americano em todo seu escrito “Do Escambo a Escravidão”, (l943), se não chega a desmentir, em nenhum momento avaliza afirmações sobre escravização de índio por índio.

A descoberta do Brasil, para o indígena como para o negro foi mais danosa que toda e quaisquer das invasões  de bárbaros em quaisquer lugar da terra onde ocorreu  – 500 anos depois e ainda não houve intercâmbio, não há nada que se possa conceituar além do domínio, do saque. Assim é que o indígena brasileiro regrediu, decresceu em número e em qualidade de vida e afunilou-se inversamente do ponto de vista da evolução técnico-cultural

PS. Quando tratarmos do início de Palmares, A escravização do negro, vamos demonstrar a mentira da escravização do negro pelo negro, e ou a escravização do índio pelo índio .

André Pêssego – projetozumbi@uol.com.br

Berimbau Brasil  – São Paulo, SP

Mestre João Coquinho – 10 anos

De Chica da Silva à Pelé: O Negro Sem a Terra

PALMARES, UM PROJETO DE NAÇÃO: DE CHICA DA SILVA À PELÉ: O NEGRO SEM A TERRA

“A imaginação de construção da nação brasileira ficou restrita à terra, à sua posse, à distribuição e ao seu usufruto pôr uma etnia dominante”
(Luis Mir).

Este escrito é como que um ensaio a algumas considerações a serem feitas a respeito da obra de dois séculos a trás – a Transposição das Águas do São Francisco – já em meio-andamento meio-suspensa. Aquele canal é a primeira e a mais importante porta para a última e permanente das fronteiras agrícolas do Brasil. Tenho me referido ao último dos mercados nacionais do Mundo: a população negra. Todos os ciclos econômicos do Brasil foram queimados sem o negro. Salvo a industrialização, em um período breve, mas proveitoso. De todos os ciclos econômicos o negro não participou (se quer como consumidor privilegiado de algo) porque não teve Terra. Esta nova fase da agricultura permanente é inimaginável pensar-se o negro excluído da Terra.

O negro sem a terra ficará a mercê dos favores das atividades marginais. Do negro acabaram com a alforria; botaram no lugar o “direito-a”, ou seja pulou de Chica da Silva para “Pelé”. Um e outro tão atolados no dinheiro, quanto sem rumo – porque a ambos não foi dado a terra, – não tiveram “a” origem, portanto não tiveram para onde voltar. Antes até mesmo da educação terá de ser a Terra. A educação deverá ser atitude dele, negro. Antes de tudo, a indenização, composta de duas partes – a) terra; b) dinheiro, em espécie; e uma conseqüente – assistência técnica-comercial em diversas faixas e longo tempo, (calcadas na experiência para com os imigrantes europeus e japoneses, principalmente).

Chica deu aos filhos educação esmerada: da batina a passagem por academias romanas. Ainda assim tiveram o desfecho próximo ao do filho de Pelé: dos quatro filhos homens de Chica, de um sendo padre, dos outros três a debateram-se para ingressar no seio da nobreza – é tudo quanto se sabe; das 9 mulheres a maioria tornando-se freiras, não deixaram pegadas diferentes dos rastros das outras quatro, no que pese a educação de proa em colégios internos católicos. Tudo o mais foi o “sem-eira-nem-beira”, de quem não tem a terra; assim também não é discutido o filho do Pelé além das fronteiras de um princípio constitucional tão ilegítimo, perverso quanto irreal – o de que “todos são iguais perante a Lei”: São iguais os que têm a terra e desiguais os que não a tem. Todos nós sabemos o destino dos Pedro de Almeida, desde 1685, porque tiveram terra, nasceram com “o pé na Terra”, tinham para onde voltar a cada mexida na vida. Tinham a origem e na origem encontravam a própria origem – primos, tios, avós, amigos de infância com interesses comuns. Pelé e Chica, cada um a seu tempo, foi sorteado, no “regime da antiga quota” para servir de “cala-a-boca”. Quem de nós não ouviu o pito – ” racismo? que nada, olhe o exemplo de Pelé”. Vamos resumir algumas genealogias e seus fatos.

 

– ‘Séc. XVII, Henrique Dias, o “gov. dos pretos” e o Gov. Souto Maior, ambos lutaram para destruir Palmares. Da árvore Souto Maior, não preciso falar – estão entre fazendas e palácios -; e os “herdeiros Henrique Dias” – onde estão? Com certeza nalguma favela, ou dizimados, entre os Séc. XVII e XVIII, talvez nem chegaram ao Séc. XIX.

– Por que foram dizimados, bem antes, ou estão nalguma favela?

– Porque Não tiveram terra. Na família, é preciso dentre seus membros, uma parte considerável tê-la. É a referência, é para onde se possa “voltar”, num dado instante da vida, encontrar seus iguais.

– Por que não tiveram, se as terras de Palmares foram loteadas entre seus destruidores? Se o pagamento de tudo era a terra? Se todos os outros, de comandantes a soldados, a tiveram?

– Henrique Dias sendo negro não podia ter terra. Ainda hoje, o negro não pode! Sob mil disfarces, mas não pode. Há notícias de que ainda há demanda judicial inacabada com as terras de Palmares. As demandas de Jorge Velho, por mais e mais terra, chegaram à Republica. Não há um único processo, levantado até agora, envolvendo o negro Henrique Dias. Como não há registro de um palmo de terra destinada aos comandantes dos “Batalhões dos Henriques”. Por que? – Por ser negro!

 

Séc. XVIII, alguns dados sobre Chica da Silva – alforriada no pé do altar pôr e para unir-se a João Fernandes. Diziam do Contratador ser mais rico que o Rei de Portugal.

– Chica ficou viúva com muito dinheiro, tinha muita capacidade para ganhar dinheiro, porque não comprou terra? Não comprou porque não podia, não podia por ser negra. De Chica viuva – “negra alforriada não podia casar com seu senhor”; mas sem casar não poderia pertencer à irmandade religiosa dos brancas – Chica pertenceu às três: dos mulatos, dos pretos e dos brancos. Sem casar teria sepultura comum – foi sepultada na Igreja de São Francisco de Assis, em Tijuco, irmandade reservada à elite senhorial branca. O não casamento de Chica poderá ter sido artifício para tomarem-lhe a herança.

PONTINHA, uma ponte pequena? Lá isso não, uai! – OMILAGRE DA TERRA.

– Séc. XVIII, CHICO REI, também alguns dados. De Chico Rei sabe-se, com certeza tinha irmãos e parentes muitos. A história do ouro carregado nos cabelos é enganação, todos os negros tinham cabelo. E os donos das minas, seus capitães, eram o que foram, o que são: Chico Rei também foi sorteado na política da antiga quota, como “cala-a-boca”.

Um endereço, uma História: Há em Minas um lugar chamado PONTINHA, antes um lugar de Diamantina, hoje Município de Pompeu. “Esta pontinha de terra” a Padroeira vendeu a Chico Rei, pelo Padre Moreira. O Padre Moreira fez os documentos como sendo para uns parentes dele (padre) que haviam de chegar de Portugal, e para não ter desconfiança, deu o nome a todos de Fulano, Sicrano, MOREIRA… Antes da queima de Rui “pegou fogo” o cartório onde tinha a escritura dos MOREIRAS…. Dona Mariquinha, viúva dum figuraço, ainda moça, por amancebia entre os Moreiras, tomou-lhes as dores (pelo seu “pedacinho de ébano” diziam as más línguas), arranjou novos documentos, “tudo nos conformes”. E estão lá, para quem quiser ir conhecer. Com o advento do Estatuto da Terra, 1964, pouco tempo depois grileiros contumazes quiseram tomar Pontinha dos Moreiras. Alguns deles foram levados a Brasília… um outro padre, falavam do Dep. Monsenhor Arruda Câmara, de Pernambuco, os socorreu. Ainda apareceram falsas escrituras, noticiou-se muito este fato…. Estão lá os Moreiras, pé na Terra.

Séc. XX # XXI, Pelé pôde ter o dinheiro que teve; pôde ser o que foi (embaixador do café, plenipotenciário, Ministro de Estado) pôde ter até banco, (sistema financeiro), não pôde ter terra.

Que se aponte um negro, em qualquer lugar do Brasil candidato a um outro “Rei da Soja”, com léguas e léguas de terra, metendo a mão no Banco do Brasil – pode ser de jogador de futebol a ganhador de loteria.

Na região do São Francisco, onde restou o maior número de lugares habitados por negros, (dos fugidos aos libertos), em todo o vale das culturas irrigadas, com todo o conjunto de obras feitas com dinheiro público, de cunho Estado, a população negra, que não perdera a terra, está sem poder usar água, neste tempo de duas décadas, a mais.

 

André Pêssego, Berimbau Brasil – SP/SP

 

Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br

Street Fighter 4 rejeita capoeirista

Os produtores do Super Street Fighter 4 vetaram a participação de um capoeirista entre os novos personagens do jogo.

A informação divulgada no Brasil pelo Games Terra, tem como fonte o blog Capcom Unity, que é o blog oficial da Capcom Corporation, a produtora japonesa que assina o jogo.

Yagli Gures, a luta praticada por HakanUm representante da nossa capoeira era cotado para novo personagem, mas o escolhido foi o turco Hakan, praticante de Yagli Gures (foto), uma espécie de luta-livre turca, também conhecida como Oil Wres, praticada com lutadores banhados em óleo.

A justificativa dos produtores foi dar prioridade a um estilo inédito, sendo que a capoeira já foi representada em uma edição anterior pela personagem Elena, que apesar de capoeirista, representava o Quênia.

Games Terra – http://games.terra.com.br/

Capcom Unity – http://www.capcom-unity.com/

 

Fonte: http://capoeiradevenus.blogspot.com