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Livro: Num Tronco de Iroko vi a Iuná Cantar

EDITORA PEIRÓPOLIS LANÇA “NUM TRONCO DE IROKO VI A IÚNA CANTAR”, DE ERIKA BALBINO

Acompanhado de CD de áudio com a contação da história e músicas de capoeira, livro apresenta para as crianças seres lendários das culturas cabocla, negra e indígena

A Editora Peirópolis lança, no próximo dia 24 de maio, na Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, _915 – São Paulo, SP), o livro-CD infantojuvenil “Num tronco de Iroko vi a Iúna cantar”. Escrito por Erika Balbino e ilustrado pelo grafiteiro Alexandre Keto, a publicação aproxima as crianças da capoeira por meio de figuras lendárias das religiões de matriz africana, que marcaram profundamente o desenvolvimento da cultura brasileira.

Num tronco de Iroko vi a Iúna cantar narra a história dos irmãos Cosme, Damião e do pequeno e levado Doum, que um dia encontram com um menino chamado Pererê e, por meio dele e de muitos outros amigos que vão se juntar a eles nessa fábula, percorrem caminhos mágicos e descobrem os segredos e artimanhas da arte chamada de capoeira. Com  Pererê, a índia Potyra, Vovô Joaquim e outros seres lendários das culturas cabocla, negra e indígena, os três vão ao encontro do grande guerreiro Guariní, ou Ogum Rompe-Mata, capaz de ajudá-los a combater Ariokô e aqueles que fizeram a Mãe-Terra tremer de dor pelo desmatamento.

Erika Balbino revela a força da cultura africana em uma de suas manifestações mais populares ao narrar com maestria o encantamento e o deslumbramento dos protagonistas meninos ao desvendarem os poderes e os mistérios da capoeira, e de como essa prática tem o poder de falar com todas as pessoas. Uma luta, uma dança, um jogo, uma arte.

Ariokô, o ser irracional que os meninos irão combater, deseja usá-la como arma de sua vaidade, que funciona como uma cortina negra não o deixando perceber o poder acolhedor da capoeira, bem como todo o mal que a vaidade dos homens causa a Mãe Terra.

No prefácio, o professor de Jornalismo da USP, coordenador do CELACC (Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação) e membro do NEINB (Núcleo de Pesquisas e Estudos Interdisciplinares sobre o Negro Brasileiro) Dennis de Oliveira, traça uma analogia da invisibilidade da cultura negra com a brincadeira de esconde-esconde, afirmando que é necessário retirar a venda do preconceito dos olhos – que nos impede de ver o outro – para descobrir o que está escondido ao nosso redor.

Segundo a autora, apesar de estar presente em momentos históricos importantes  a capoeira tem seu reconhecimento só no papel, assim como várias políticas públicas em favor da cultura afrobrasileira e periférica.  “A capoeira foi declarada Patrimônio Cultural do País em 2008, e ainda hoje, está mais presente nas escolas particulares do que nas públicas, exceto naquelas que abrem espaço para programas sociais de final de semana, e nas quais o profissional da capoeira não é remunerado”, afirma.

Combatendo esse paradigma, a publicação introduz uma série de elementos dessa cultura para o público infantojuvenil. “A cultura afro-brasileira ainda é invisível. Seu ensino foi aprovado por lei (Lei 10.639/030 em 2003), mas permanecemos no campo do aprendizado da cultura europeia, replicando valores já tão ultrapassados. Continuamos no campo do folclore, como se o negro e até mesmo o índio fossem objeto de uma vitrine, utilizada para fazer figuração em momentos oportunos. A literatura pode nos libertar dessas amarras e acredito que esta seja minha pequena contribuição”, conclui Erika.

As lindas ilustrações de Alexandre Keto, artista urbano conhecido na periferia de São Paulo, com trabalho reconhecido na França e na Bélgica e educador social no Senegal, são lúdicas e dinâmicas, e harmonizam-se com a linguagem proposta por Erika Balbino, refletindo força e a riqueza do  imaginário plural brasileiro.

Encartado na obra há ainda um CD com a narração da história pela própria autora e cantos de capoeira e pontos de Umbanda, com a participação do percussionista Dalua, da cantora Silvia Maria, Rodrigo Sá, além dos Mestres Catitu, Jamaica, e Caranguejo, grandes nomes da cultura popular, esse último tendo exercido a profissão de Mestre de Capoeira por quase 20 anos na Fundação Casa. No final do livro há um glossário contendo todos os termos utilizados no livro que possam ser desconhecidos do público em geral. Além disso, a contra capa do livro conta com um QR Code que pode ser acessado por qualquer smartphone e permite ouvir a todas as músicas do CD.

Apaixonante, “Num tronco de Iroko vi a Iúna cantar” é uma fábula sobre amizade, descoberta e fé, e nos mostra que o conhecimento pode estar muito perto e, no entanto, damos uma volta ao mundo para encontrar o que buscamos. Com outro olhar e sem vendar os olhos, percebemos novos significados em coisas que, desde sempre, estavam ao nosso alcance. Como escreve o escritor e jornalista Nirlando Beirão na apresentação do livro “Erika da uma rasteira no preconceito em prol desta cultura que o Brasil reluta em aceitar investigando, na ginga dos negros, a rica relação entre corpo e música, entre combate e dança, e nos presenteando, com sua arte mandingueira, com uma obra capaz de enfeitiçar gente pequena assim como adulto teimoso”.

 

Erika Balbino

Nasceu na cidade de São Paulo. Formou-se em Cinema com especialização em Roteiro na Fundação Álvares Penteado (Faap) e é pós-graduada em Mídia, Informação e Cultura pelo Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação (Celacc) da Universidade de São Paulo (USP). Além de seu envolvimento com cultura afro-brasileira e umbanda, joga capoeira há treze anos e desenvolve projeto de pesquisa sobre essa prática na capital paulista.

 

Alexandre Keto

Nascido na capital paulista, seus primeiros contatos com a cultura Hip Hop ocorreram em oficinas que aconteciam no bairro em que morava. Logo virou um multiplicador e passou a espalhar a cultura Hip Hop por diversos guetos mundo afora por meio de projetos sociais. Usa o trabalho artístico como uma ferramenta de transformação social, principalmente em países africanos, onde desenvolve projetos comunitários e de intercâmbio.

Sobre a Editora Peirópolis

Criada em 1994, a Editora Peirópolis tem como missão contribuir para a construção de um mundo mais solidário, justo e harmônico, publicando literatura que ofereça novas perspectivas para a compreensão do ser humano e do seu papel no planeta. Suas linhas editoriais oferecem formas renovadas de trabalhar temas como ética, cidadania, pluralidade cultural, desenvolvimento social, ecologia e meio ambiente – por meio de uma visão transdisciplinar e integrada. Além disso, é pioneira em coleções dedicadas à literatura indígena, à mitologia africana e ao folclore brasileiro. Para saber mais sobre a Peirópolis, acesse www.editorapeiropolis.com.br

 

FICHA TÉCNICA

  • Título: Num tronco de Iroko vi a Iúna cantar
  • Autor: Erika Balbino
  • Ilustrador: Alexandre Keto
  • Páginas: 80
  • Formato: 21×26 cm
  • ISBN 978-85-7596-329-6
  • Preço: R$49,00

 

 

Informações para a imprensa – Editora Peirópolis:

COMMUNICA BRASIL

PABX: (11) 3868-0300

Andrea Funk – andrea@communicabrasil.com.br

Antônio Prado – antonio@communicabrasil.com.br

Estela Vanella– estela@communicabrasil.com.br

www.communicabrasil.com.br

Pingo de Ouro

Pingo de Ouro, um capoeirista especial, aluno de Mestre Nenel, demonstrando que o apoio exatamente sob o Centro de Gravidade do parceiro permite executar a Cintura Desprezada com perfeição, apesar das limitações decorrentes da paraplegia.

"Pingo de Ouro" apesar da paraplegia (seqüela de paralisia infantil) não lhe permitir ficar em pé sem o apoio de muletas, consegue jogar capoeira e realizar o au com perfeição, comprovando que em estado modificado de consciência (transe capoeirano)  os capoeiristas realizam movimentos que em estado normal de consciência não executam.
 
A foto deixa perceber nitidamente a atrofia dos membros inferiores e o contraste com o desenvolvimento do tronco e dos membros superiores.

PINGO DE OURO

Pingo de Ouro, um capoeirista especial, aluno de Mestre Nenel, demonstrando que o apoio exatamente sob o Centro de Gravidade do parceiro permite executar a Cintura Desprezada com perfeição, apesar das limitações decorrentes da paraplegia.

"Pingo de Ouro" apesar da paraplegia (seqüela de paralisia infantil) não lhe permitir ficar em pé sem o apoio de muletas, consegue jogar capoeira e realizar o au com perfeição, comprovando que em estado modificado de consciência (transe capoeirano)  os capoeiristas realizam movimentos que em estado normal de consciência não executam.
A foto deixa perceber nitidamente a atrofia dos membros inferiores e o contraste com o desenvolvimento do tronco e dos membros superiores.

ARPÃO-DE-CABEÇA

… um estranho giro vertical sobre os pés…
… com os braços abertos…
… aguardando uma cabeçada…
… anulada com uma joelhada na face do colega…
… que já entrava com as mãos cruzadas…
… em defesa do joelho hostil!
…!? ARPÃO?!…
…!? de CABEÇA !!!???…

No "Aurélio" encontramos…
ARPÃO: ferro em feitio de seta, fixado a um cabo para ser cravado na presa.
… entendemos!
.. " a seta é a cabeça"…
… "o cabo é o tronco encurvado"…
… "as pernas são a força propulsora…
… procurando cravar o arpão <a cabeça> …
… no peito exposto <braços abertos>…
… de quem pede"…
… assim é o "pedido de arpão de cabeça"!

Besouro Magangá… uma lenda

Besouro (Manoel Henrique Pereira), também conhecido como Besouro Cordão de Ouro, Besouro Mangangá. Um de seus discípulos aqui em Salvador, Cobrinha Verde (Rafael Alves França) informa ter sido ele filho de João Grosso e Maria Haifa, bem como discípulo do capoeirista escravo chamado Tio Alípio. O nome lhe veio da crença, de muitos que diziam que quando ele entrava em alguma embrulhada e o número de inimigos era grande demais, sendo impossível vencê-los, então ele se transformava em besouro e saía voando. Certa vez estava sem trabalho e foi procurar um ganha pão. Foi à Usina Colônia, hoje Santa Elisa. Deram-lhe trabalho. Trabalhou uma semana.
Quando foi no dia do pagamento ele sabia que o patrão tinha o hábito de chamar o trabalhador uma vez, e na Segunda dizia: "quebrou para São Caetano", que quer dizer: não recebe mais; e se o fulano reclamasse era chicoteado e ficava preso no tronco de madeira com o pescoço, os braços e as pernas no tronco, por um dia e depois era mandado embora; no dia do pagamento, deixou que o patrão o chamasse duas vezes sem responder. O patrão disse o seu quebrou para São Caetano. Todos receberam o dinheiro menos Besouro.
Besouro invadiu então a casa do homem, pegou-lhe pelo cavanhaque e gritou: Pague o dinheiro de Besouro Cordão de Ouro! Paga ou não paga? O patrão, com voz tremula, mandou que pagassem o dinheiro daquele homem e o mandassem embora. Besouro tomou o dinheiro e caminhou.
Passados uns tempos, depois de muitas brigas, Besouro foi empregar-se de vaqueiro na fazenda de um senhor de nome Dr. Zeca. Este homem tinha um filho de nome Meneu que era muito genioso. Ele teve uma discussão com Besouro. O fazendeiro tinha um amigo que era administrador da Usina de Maracangalha, de nome Baltazar. Besouro não sabia ler, então mandaram uma carta para Baltazar, pelo próprio Besouro, pedindo ao administrador que desse fim dele por lá mesmo. Baltazar recebeu a carta, leu, e disse a Besouro que aguardasse a resposta até o dia seguinte. Besouro passou a noite por lá; no outro dia foi buscar a resposta. Quando chegou na porta foi cercado por uns 40 homens, que o iam matar. As balas nada lhe fizeram; um homem o feriu a traição com uma faca de tucum (faca de difícil sicatrização). Foi como o conseguiram matar.


Besouro Magangá… uma lenda, um figura inesquecivel dentro do universo da Capoeira…
Pesquisei durante horas, e não encontrei nada na internet que pudesse publicar.
A pesquisa se resumiu a músicas de domínio público e algumas outras menos conhecidas…
Infelizmente esta personagem tão especial da Capoeira tem tão pouca informação disponibilizada na internet!
Se alguém puder ajudar e enviar algum material sobre Manoel Henrique Pereira, o Besouro Magangá, terei o enorme prazer de publicar este material.
 


Besouro Mangangá
Autor: Perninha
 
Besouro Mangangá
Besouro Mangangá
Cidade de Santo Amaro
Terra do Maculelê
Viu os Mestres Popo e Vavá
E viu Besouro a nascer
coro
Besouro cordão de ouro
Manoel Henrique Pereira
Desordeiro pra polícia
Uma lenda pra capoeira
coro
A lenda diz que Mangangá
Também sabia voar
Transformando em besouro
Pra da polícia escapar
coro
Mataram Besouro Preto
Não foi tiro nem navalha
Com uma faca de tucum
Na velha Maracangalha
 
{mos_sb_discuss:12}

Aquecimento e atividade física

Aquecimento e atividade física
 
Como conceito consideramos o aquecimento "toda atitude física e mental, que objetiva preparar o organismo para uma atividade posterior de caráter máximo ou submáximo". Ainda são contraditórias as formas de realização das atitudes preliminares às atividades físicas ou aquecimento.
 
Observamos na prática, grandes benefícios produzidos por uma atividade simples, econômica e que disponibiliza pouco tempo para sua realização, portanto não justificável a isenção do mesmo no cotidiano de quem pratica atividades físicas com seriedade.
 
Os efeitos positivos fisiológicos esperados, estão intimamente relacionados com a fase preparatória para cada sessão de treinamento. O aquecimento possui subdivisões de caráter didático, visando ser melhor compreendido e aplicado.

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