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Obra de drenagem revela porto de tráfico de africanos escravizados no Rio de Janeiro

Tesouros do Brasil Imperial estão sendo revelados por uma obra de drenagem na Zona Portuária do Rio de Janeiro. Há pouco mais de um mês funcionários da prefeitura carioca encontraram duas importantes referências do século XIX: o Cais do Valongo – onde desembarcaram mais de um milhão de negros escravizados; e o Cais da Imperatriz – construído para receber Teresa Cristina, que se casaria com Dom Pedro II.

O tesouro arqueológico estava escondido sob a Avenida Barão de Tefé da Zona Portuária há pelo menos um século. A estrutura do antigo Cais da Imperatriz surgiu com as escavações para a revitalização do local e, logo abaixo dele, surgiram também evidências do que seria o Cais do Valongo, o maior porto de chegada de escravos do mundo.

PESQUISA – No início, a equipe do Museu Nacional / Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que acompanhava a obra não tinha sequer certeza da existência do Valongo. “Não sabíamos se havia sido completamente destruído ou se dele restava ainda algum vestígio”, afirmou Tânia Andrade Lima, pesquisadora responsável pelas escavações, em documento encaminhado à Fundação Cultural Palmares.

Segundo o relatório, os achados representam mais que as pedras lavradas que compõem os calçamentos dos cais. Foram encontrados vestígios de cultura de grupos africanos e afrodescendentes, como cachimbos de cerâmica, búzios usados em práticas religiosas e botões produzidos a partir de ossos de animais. A descoberta é considerada de grande relevância para o resgate e a manutenção das memórias da cidade e do país.

PRESERVAÇÃO – Agora, o governo carioca pretende mostrar ao mundo o lugar onde desembarcaram milhares de homens, mulheres e crianças vindos de África para mudar definitivamente a face e a cultura do povo brasileiro. Para isso já se fala na criação de um memorial que armazene o material encontrado e o histórico da rotina que se seguiu da chegada à venda dos escravizados.

Enquanto as possibilidades são discutidas, a idéia é integrar as descobertas históricas ao novo desenho urbano local, criando um centro de visitação. Já os trabalhos de identificação, caracterização e preservação seguem minuciosos nos laboratórios da UFRJ, ao mesmo tempo em que a prefeitura instala as novas galerias pluviais, desviando o percurso das manilhas, para não destruir o antigo cais.

 

Fonte: http://www.palmares.gov.br/

Mulheres Indígenas no contexto sócio educacional brasileiro

Aconteceu no dia 09/03/2009 no auditório Horácio Macedo na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) pela ocasião das comemorações do Dia da Mulher, o evento “Mulheres Indígenas no contexto sócio educacional brasileiro”, apoiado pelo Centro de Estudos Afrânio Coutinho/Faculdade de Letras.

Organizado pela UFRJ e a Rede GRUMIN de Mulheres Indígenas os participantes discutiram sobre a inserção da mulher indígena no mercado de trabalho, sobre saúde e educação; sobre a violência e o preconceito sofrido ainda hoje; trouxeram suas próprias experiências e seus exemplos de conquista.

O evento aconteceu somente para indígenas do Rio de Janeiro, como as guaranis da Aldeia de Paratimirim e de Camboinhas, indígenas da ocupação do antigo Museu do Índio e indígenas que vivem na cidade, entre outros indígenas, como uma prévia da Quarta Mesa de Trabalho Rumo ao Fórum Nacional da Mulher Indígena para novembro de 2009. Essa 4ª Mesa de Trabalho acontecerá no início de maio com a participação de indígenas de outros Estados e três indígenas internacionais.

Envolvidos com o tema e com o apoio e presenças dos homens indígenas, Cristino Wapixana do Nearin (Núcleo de escritores e artistas indígenas) do INBRAPI (Instituto Indígena Brasileiro para a Propriedade Intelectual) homenageia as mulheres com trechos de seu poema e sua flauta:

“Mulher morena, amarela, vermelha, parda, branca pele, peso leve. É brisa branda, ventania, belas formas, linda lua, soberana estrela nua!”.

Tini-á Fulni-ô disse que no seu povo a sociedade é matriarcal, e nos contou histórias sobre a força feminina fulni-ô. Disse que aos nove anos de idade perguntou à sua mãe como ele nasceu. Seus pais mostraram-lhe naturalmente a beleza do ato sexual, que é um ato de amor, e logo depois lhe contaram que foi assim que ele nasceu, comparando a mulher à terra. Já a líder guarani de Camboinhas, Dona Lídia disse que as mulheres da sua aldeia ouvem seus conselhos, pois no seu povo o mais velho é respeitado e passa valores aos mais jovens.  A curandeira disse contente junto às suas filhas presentes, que no próximo evento falará bem mais, e se desculpou por não dominar a língua portuguesa. A professora Vera Kauss, uma das organizadoras do evento, ressaltou a importância de se registrar e publicar as histórias indígenas, que trazem o conhecimento, a sabedoria dos povos indígenas, tão necessária à sociedade ocidental. Também foi importante a fala das jovens guarani, de Paratimirin. Evaneide falou sobre a importância do curso que está fazendo de reciclagem de papéis, onde tivemos a oportunidade de ver uma bela agenda feita no referido curso. A jovem guarani nos disse que dos cinco alunos do curso, ela é a única mulher.

Evanilde nos contou sobre o treinamento da saúde da mulher guarani, do qual ela participou. Ela respondeu a perguntas do público sobre métodos anticoncepcionais, que não são aceitos pela comunidade. Ela nos disse que  o pré-natal é feito com sucesso na aldeia. Silvia Nobre Wajãpi fez um oportuno comentário sobre a fala da jovem guarani, dizendo que hoje o infanticídio tem diminuído  com relação às crianças que nascem com deficiências nas aldeias, pois são realizados tratamentos médicos com essas crianças, para que se tornem saudáveis. A fala de Silvia foi confirmada pela agente de saúde guarani. A professora Nelilda Ormond disse que o que importa é que este evento será registrado, estando a universidade ciente da realização do mesmo e que está fazendo todo o empenho para apoiar os eventos do GRUMIN e NEARIN. Nelilda é a coordenadora geral do evento. Eliane Potiguara apresentou os instrumentos jurídicos nacionais e internacionais como caminhos para a garantia dos direitos das mulheres indígenas, além de citar os avanços após a Constituinte de 1988 e avanços após a Declaração Universal dos Direitos Indígenas que ajudou a escrever nas décadas passadas, além de agradecer o “finca pé” que estão realizando como parceria com a UFRJ. O líder Darci Guarani enfatizou a importância dos cânticos e coral indígenas, assim como Xohã frisou os traços, o design indígena como uma marca da ancestralidade. O evento ocorreu num clima de muita paz e respeito entre todos e todas. Tajira Kilima secretariou o evento e recolheu assinaturas para a constituição dos “AMIGOS DO GRUMIN”. O GRUMIN, UFRJ e parceiros partem agora para a realização da 4ª Mesa de Trabalho Rumo ao Fórum Nacional da Mulher Indígena, para início de maio de 2009.

Release escrito por ELIANE POTIGUARA*

    *   Escritora, professora e ativista indígena coordenadora do GRUMIN e Diretora do INBRAPI

www.grumin.org.br
www.elianepotiguara.org.br
www.inbrapi.org.br

Cerimônia de lançamento do livro Capoeira: jogo atlético brasileiro

C o n v i t e:

Cerimônia de lançamento do livro Capoeira: jogo atlético brasileiro

Capoeira: jogo atlético brasileiro, um livro de corajosa investida na multiplicidade de opiniões sobre a epistemologia da capoeira, o jogo de capoeira e a capoeiragem; embasado no conhecimento de especialistas dos diferentes, porém tautócronos e complementares saberes populares e acadêmicos; apartado da mitificação de ídolos e da mistificação do imaginário popular quanto às origens geográficas, culturais e sociais, trazendo em si uma exposição simples e fidedigna da tradição musical, escrita, gestual e mais alguns relatos por seus ícones maiores.

Capoeira: jogo atlético brasileiro, um livro divulgador, embora pequeno, de algumas das diversas capoeiras que o Brasil e o mundo apresentam.

Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ

Átrio – das 18:30h às 21:30h
Av. Pasteur, 250 – Praia Vermelha – Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
Ao lado do Instituto Philippe Pinel. Em frente ao Iate Clube do Brasil.
Próximo aos Shoppings Rio Sul e Rio Plaza e Casa de Shows Canecão.
Entrar pela Av Venceslau Brás 71 (UFRJ)

Capoeira: jogo atlético brasileiro – Professor Joel Pires Marques

www.capoeirajogoatletico.com

Nota de Falecimento: Gilberto Alves de Andrade Oscaranha (Mestre Oscaranha)

Missa de sétimo dia em memória do prof.Oscaranha na Capela São Pedro de Alcântara – Palácio Universitário da Praia Vermelha – FCC/UFRJ
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Lamentamos informar o falecimento  do Mestre Oscaranha  o enterro será no cemitério de Irajá, capela n° 4 às 16:00 hs.
att, Mestre Narizinho.
Professor Gilberto Alves de Andrade Oscaranha (Mestre Gilberto Oscaranha)
Coordenador do Acervo Cultural da Capoeira
Escola de Educação Física e Desportos – UFRJ
Rio de Janeiro, Brasil
 
Mestre Oscaranha, era sem dúvida um dos grandes articuladores da capoeiragem carioca e por que não dizer mundial… Organizava eventos, encontros, era o coordenador de vários projetos onde a capoeira estava envolvida, um dos percusores da incersão da capoeira em outras frentes como por exemplo o teatro… Mestre Oscaranha, um grande ser humano, capoeirista cheio de luz, repleto de idéias e atitudes.
 
Muita paz, axé e harmonia!!!
 
Fica aqui a homenagem do Portal Capoeira:
 
Festival de capoeira lota o ginásio de lutas da UFRJ
 

Mariana Elia e Mariana Granja
 
Miscigenação, cultura, dança, harmonia, integração. Essas palavras resumem o VIII Festival de Capoeira, ocorrido dia 1 de junho, no Ginásio de Lutas da Escola de Educação Física e Desportos (EEFD), da UFRJ. Trazendo diversos grupos de Capoeira e de dança do país, o VIII Festival, organizado por Gilberto Andrade Oscaranha, do departamento do lutas da EEFD, lotou o ginásio com estudantes, pais, capoeiristas e admiradores da arte esportiva.
Diversos grupos de Capoeira do Rio de Janeiro estavam presentes, como o Terra, a Associação de Capoeira Brasil-África e os Libertadores Capoeira, além de grupos de danças brasileiras, como o Brincando na Roda.
 
Importantes mestres assistiram e participaram das apresentações do jogo. Entre eles, destacam-se Mintirinha, Gilberto da Barra e o próprio Oscaranha.A velha guarda da Capoeira foi homenageada com medalhas e certificados de agradecimentos ao longo do evento.
Apresentações, como a promovida pelos capoeiristas da EEFD, organizado pela professora Rosângela Rufato, com crianças portadoras de necessidades especiais, impressionaram os presentes. O grupo Brincando na Roda se apresentou, mostrando o Maracatu, dança típica brasileira, porém ainda desconhecida por muitos. Outros demonstraram suas habilidades, com movimentos rápidos e acrobacias altas, jogando em harmonia com integrantes de grupos de capoeira.
 
O grupo Herança Negra, que somente acolhe crianças com bom desempenho escolar, trabalha com Jongo, Maracatu e Bumba-meu-boi. De acordo com o coordenador do grupo, Mestre Baiano Rasta, a apresentação “Missa dos negros”, representou a relação entre os negros e Igreja, na qual os primeiros aprenderam ritos da segunda para se defenderem das mazelas impostas durante a era colonial. Sobre o Festival, Mestre Baiano Rasta diz que “é muita emoção ver as crianças se apresentando para os grandes nomes da Capoeira na universidade. O que eu disser será ainda pouco para o que sinto, não há palavras”.Para Amanda Pinheiro, do Mara Brasil, esse tipo de evento é importante para divulgar a cultura negra. O grupo e mais quatro companhias dançaram o Jongo do Rio de Janeiro e o Tambor da Crioula do Maranhão (um dos rituais mais populares da cultura afro).
O reitor Aloísio Teixeira esteve presente, assim como Eliane Frenkel, da Pró- reitoria de extensão (Pr-5), Francisco Strauss, representando o Centro de Ciências da Saúde (CCS), Sônia Castilho, sub-secretária de Esporte do estado do Rio de Janeiro, e Alexandre Mello, diretor da EEFD, para quem a escola, por sua competência, aborda diversas áreas do esporte, tanto científicas quanto culturais e antropológicas. E a Capoeira é um dos bens mais valiosos do povo, pois busca a integração
 
Opinião essa partilhada com o professor Oscaranha: “esse festival abre as portas da Universidade para a cultura popular. Aproxima a sociedade da universidade, cumprindo sua função, que é a integração”.
 
Oscaranha foi o primeiro professor de Capoeira em uma universidade no mundo. A UFRJ foi pioneira na valorização da luta, instaurando como obrigatória a disciplina de Capoeira na EEFD.
 
 
Homenagem de mestre André Lacé
 
Nota de Falecimento: Gilberto Alves de Andrade Oscaranha (Mestre Oscaranha)Professor da Escola de Educação Física e Desportos (EEFD) da Universidade Federal do Rio de Janeiro e defensor da inclusão da Capoeira nas atividades acadêmicas, Oscaranha (foto por Marco Fernandes) foi o primeiro professor universitário de Capoeira do Brasil.
Homem de visão, dentro da própria EEFD criou o Acervo Cultural de Capoeira Arthur Emídio de Oliveira (ACCAEO), por ele considerado, com toda razão, “pólo de resistência cultural dentro da universidade”. Em minha opinião, esse Acervo pode ser considerado uma das mais sérias realizações na área da Capoeiragem, senão a mais séria.
O Acervo (CCAEO) já possui invejáveis registros, nas formas mais variadas – quadros, filmes, livros, artigos, monografias, teses e dissertações, discos, CDs, Cd-rom, DVds, instrumentos musicais, partituras, roupas típicas e uniformes etc – à disposição de todo e qualquer interessado pelo cada vez mais fascinante Mundo da Capoeiragem.  Através do ACCAEO, Oscaranha organizou oito festivais de Capoeira na EEFD, tendo o mais recente, em julho de 2006, reunido cerca de 1500 pessoas, em suas quatro horas de realização.
Professor Joel Pires Marques, ex-aluno da EEFD, amigo leal do grande mestre Oscaranha (que o orientou em sua monografia – Capoeira: jogo atlético brasileiro – cuja leitura recomendo), acredita que, “quando um mestre morre (dia 29 de janeiro), a Capoeira não perde um guerreiro, e sim, ganha mais adeptos e cultuadores de seus ritos, fundamentos e segredos”.
Assim, os que apoiavam as idéias, ideais e realizações de Mestre Oscaranha, certamente continuarão apoiando o Acervo Artur Emídio de Oliveira, sem dúvida, relevem a repetição emocionada, uma das mais importantes iniciativas de todos os tempos no campo da Capoeiragem.

V Ciclo de Palestras de capoeira na UFRJ

V Ciclo de palestras da EEFD-UFRJ
 
O Acervo Cultural de Capoeira "Artur Emídio de Oliveira" da EEFD-UFRJ realizará no mês de novembro o V Ciclo de Palestras de capoeira na UFRJ. O público alvo são profissionais de Educação Física, Estudantes de todos os níveis, capoeiristas e afins.
 
Os Ciclos de Palestras são temas específicos da capoeira apresentados por conhecedores de renome que visam enriquecer, aprofundar e divulgar os aspectos didáticos, pedagógicos e científicos diversificados para várias camadas sociais que compõe os praticantes de capoeira. Os Ciclos são apresentados em horários acadêmicos compatíveis, de forma gratuita e com expedição de certificados.
 
CRONOGRAMA
 
09/11/2006
 
Tema: A Psicomotricidade na Aprendizagem da Capoeira
 
Palestrante: Prof. Dr. Alexandre Moraes de Mello
 
Horário: 11:30h
 
23/11/2006
 
Tema: Pedagogia do Esporte: refletindo sobre a Capoeira
 
Palestrante: Prof. Dr. Heloisa Alonso Gonzalez
 
Horário: 11:30h
 
30/11/2006
 
Tema: A Cultura Popular na Universidade e no Rio de Janeiro.
 
Palestrante: Prof. Frank Wilson Roberto
 
Horário: 11:30h
 
07/12/2006
 
Tema: Abordagem quantitativa para o estudo da Capoeira: alguns exemplos em neurofisiologia e em biomecânica.
 
Palestrante: Prof. Ms. Luis Aureliano Imbiriba
 
Horário: 11:30h
 
PARA OBTENÇÃO DE CERTIFICADO, FAZ-SE NECESSÁRIA A PRESENÇA EM 75% DAS PALESTRAS.
 
PARA INSCRIÇÃO UM BRINQUEDO OU UM QUILO DE ALIMENTO NÃO PERECÍVEL
 
Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ
 
ZUMBI VIVE!
22/11/2006 – 18:00h
 
Mesa redonda sobre Zumbi: a internalização da consciência social pela educação e Grande Roda celebrando este grande dia. O Evento contará com a presença de personalidades da cultura brasileira.
 
Campus da Praia Vermelha
 
Av. Pasteur, 250 – 2º andar – Urca – Rio de Janeiro.
 
CONTATO
 
Acervo Cultural de Capoeira
Departamento de Lutas – EEFD-UFRJ
 
(21) 2562-6810

VIII FESTIVAL DE CAPOEIRA DA UFRJ

Rio de Janeiro – 01 de junho de 2006 – quinta-feira – 11:00 h
 
Escola de Educação Física e Desportos/UFRJ.
 
O Acervo Cultural de Capoeira Artur Emídio de Oliveira da Escola de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Rio de Janeiro realizará mais um encontro acadêmico: o VIII Festival de Capoeira da UFRJ/EEFD.
 
Em sua edição anterior, em junho de 2005, o festival contou com a presença de cerca de 1000 pessoas, dentre elas representantes da cultura da capoeira, pesquisadores, representantes da sociedade civil e do Ministério da Cultura. Nesta edição, o Festival prestará homenagem especial à Velha Guarda da Capoeira do Rio de Janeiro, imortais herdeiros e continuadores desta genuína manifestação popular que está presente em cerca de 150 países com 6 milhões de praticantes.
 
O público será brindado com uma pequena mostra da nossa inigualável cultura: jongo, tambor de crioula, samba, e é claro, muita capoeira. Estão confirmadas ainda as participações especiais de representantes de comunidades indígenas, quilombolas e dos Filhos de Gandhi.
 
Uma verdadeira celebração à cultura e à identidade de um povo que prima pela beleza da diversidade e a diversidade da beleza.
 
Maiores informações:
 
Mestre Gilberto Oscaranha
Coordenador do Acervo Cultural da Capoeira
3346-7065 / 9628-8212

Fundação da Fraternidade dos Capoeiristas no Rio de Janeiro

Nosso próximo dia 12 de novembro será realizado na Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, a Cerimônia de Fundação da Fraternidade dos Capoeiristas do Brasil para o Mundo, FCBM. O evento, que terá início às 09:00, será realizado no Acervo Cultural da Capoeira Grão Mestre Artur Emídio de Oliveira. Importantes nomes da capoeiragem carioca já estão confirmados. 
 
A FCBM é uma Organização Não-Governamental, laica, apartidária, que objetiva desenvolver ações que contribuam para a valorização e fortalecimento da arte Capoeira tendo como princípio três pilares: o resgate cultural, através da valorização da velha guarda de seus mestres; a qualificação dos seus educadores, oferecendo maiores ferramentas através de cursos, palestras, para melhoria de suas metodologias; e a inclusão social, através do apoio e desenvolvimento de projetos comunitários. 
 
O convite é aberto a todos os capoeiristas e apreciadores desta arte.
 
Acervo Cultural Grão Mestre Artur Emídio de Oliveira
 
Av. Pau Brasil, 540 – Cidade Universitária – Prédio da Ed. Física – Ilha do Fundão – RJ.
 
Maiores informações:
 
Prof. Gilberto Oscaranha
 
Presidente FCBM
 
Coord. Acervo Cultural – EEFD/UFRJ
3346-7065 / 9628-8212

VII FESTIVAL DE CAPOEIRA DA UFRJ

O Acervo Cultural de Capoeira "Artur Emídio de Oliveira" – EEFD/UFRJ convida para o VII FESTIVAL DE CAPOEIRA DA UFRJ
 
Data:    16 de junho de 2005
Hora:     11:00 h
Local:    Escola de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Rio de Janeiro
 
Ginásio de Lutas "Almerídio Brandão Pinheiro de Barros"
Av. Pau Brasil 540 – Cidade Universitária – Ilha do Fundão – Rio de Janeiro/RJ
 
 
Saudações acadêmicas,
 
Professor Gilberto Alves de Andrade Oscaranha – EEFD/UFRJ
Tel.: (21) 3346-7065 e (21) 9628-8212

O QUE É O FESTIVAL?
 
Com o intuito cultural, acadêmico e social, apresenta a Capoeira, reavivando e valorizando, através dela, os interesses nos aspectos de nossa cultura que estão, de certa forma, adormecidos em função da dinâmica globalizante, que estabelece verdades inquestionáveis, relegando, para um segundo plano, parte importante da estrutura da sociedade brasileira capaz de produzir, através de suas camadas menos favorecidas, exuberantes manifestações culturais. E aqui se encaixa a Capoeira, que desde a sua criação, representa a luta de parcela expressiva de nossa sociedade para manter vivas as raízes de sua origem.
 
O VII Festival de Capoeira da UFRJ contará com a presença de artistas da nossa cultura, que farão exibições e explicarão os rituais utilizados no folclore brasileiro, além de professores e intelectuais que proferirão palestras e realizarão exposições acerca da importância da Capoeira como elemento de ligação entre as diferentes formas de expressão da sociedade brasileira.
 
Em especial, objetivando-se a notoriedade dentro da Universidade do Brasil, será homenageado Artur Emídio de Oliveira, um cidadão brasileiro reconhecido pelo Legislativo estadual do Rio de Janeiro, que, intimorata e intemeratamente, não desiste nunca em divulgar a sua cultura para o Brasil e para o mundo, para, quiçá, o velho mestre consiga, ainda em vida, a dignidade acadêmica coerente com a sua importância cultural para o mundo em que vivemos. Brasileiro este que aos setenta e cinco anos de idade, baluarte e mito vivo da cultura capoeira, atualmente morador em Guapimirim/RJ, continua sua nobre missão que aos sete anos começou em Itabuna na Bahia e desde 1953, no Rio de Janeiro, continuou.
 
Com seu mais conceituado aluno, o mestre Djalma Bandeira, levou a capoeira para o exterior, brilhando nos palcos de Buenos Aires, Acapulco, Nova Iorque, Paris, cidades da Península Ibérica e tantos outros lugares do mundo.
 
Com sua capoeira aprendida em Itabuna, na Bahia, sem sobrenome, sem definição conceitual e sem estigma, mas muito consistente – nem Angola, nem Regional " Artur notabilizou-se, tornando-se o primeiro "cordel branco" da capoeira, em 1973, pela então CBP (Confederação Brasileira de Pugilismo) e completou sua "volta do mundo", que continua nas voltas que o mundo dá, até hoje, com muito axé.
 
Artur Emídio formou muitos alunos, entre eles os mestres: Djalma Bandeira, Celso (Engenho da Rainha), Damionor Ribeiro de Mendonça (criador dos cordéis), Paulo Gomes (falecido, fundador da ABRACAP), Leopoldina, Henriques, Clementino e Vilela.
 
O grupo orquestral de Artur tinha a composição básica: No pandeiro: Genaro Raymundo Coelho " mestre Genaro ", nos berimbaus: Oswaldo Lisboa dos Santos " mestre Paraná – e Robson.
 
 Mestre André Luiz Lacé Lopes, oriundo da escola de Sinhozinho, declara que "a velha guarda da capoeira, no Rio de Janeiro e na Bahia, sabe muito bem que Artur foi um dos maiores talentos de todos os tempos. Fez pela capoeira o que, até hoje, todos nós, reunidos, ainda não fizemos".
 
 
Professor Gilberto Oscaranha
Coordenador