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Lançamento do Livro: CAPOEIRAGENS – PROVOCANDO A DISCUSSÃO

 

LANÇAMENTO DO LIVRO: CAPOEIRAGENS – PROVOCANDO A DISCUSSÃO.
AUTOR: UMOI MELO DE SOUZA
PREVISÃO DE ENTREGA DO LIVRO: MAIO 2014

 

Meus queridos, enfim, terminei um projeto ao qual foi dedicada muita atenção, muitas horas e muita observação da nossa capoeiragem.

O livro “CAPOEIRAGENS – PROVOCANDO A DISCUSSÃO” é uma compilação de ideias, vivências e uma, não disfarçada, provocação ao pensamento crítico face ao panorama de expansão da arte Capoeira e suas diferentes formas de se manifestar.

O livro é dividido em duas partes:

A primeira parte é uma homenagem ao nosso Grupo União na Capoeira, em comemoração do 30º aniversário, com depoimentos de alunos da primeira geração que já não treinam e dos que estão na ativa.
O livro relembra fatos marcantes da nossa trajetória e trás à memória, de quem treinou no Telheiro e no Bumba, acontecimentos e episódios que fomentariam a formação da nossa filosofia e caminhos que percorremos e os que, ainda hoje, trilhamos com dedicação e segurança.

A segunda parte é um ajuntamento de ideias e partilha de opiniões que vão de encontro à necessidade existente na capoeira da criação de uma filosofia e visão autocrítica. É onde o livro assume, através da picardia do autor, provocações ao pensamento crítico, sem medo de expor ideias e sem problemas em declarar sua visão particular sobre assuntos como Tradicionalidade, Cultura da Capoeira ou Espiritualidades.

O livro CAPOEIRAGENS – PROVOCANDO A DISCUSSÃO ainda trás, no seu conteúdo, um breve romance. Uma pequena obra onde realidade e ficção se misturam em forma de conto, tendo como pano de fundo a arte da capoeira e sua rica mescla cultural, onde o exotérico, o religioso e a espiritualidade assumem papéis protagonistas, de acordo com cada personagem.

 

PROMOÇÃO DE PRÉ VENDA

O livro CAPOEIRAGENS – PROVOCANDO A DISCUSSÃO terá um valor inicial em promoção de compra antecipada de 25 Reais (no Brasil) e 12 Euros (na Europa).

Os pedidos de compra antecipada, no valor de promoção, deverão ser encaminhados para: umoisouza@hotmail.com. Será também disponibilizada uma ferramenta de compra online através do Portal Capoeira.

No pedido, deverão constar as seguintes informações:

• Nome completo do comprador
• Endereço completo para envio das obras
• Telefone de contato

No email de resposta, serão dadas as instruções de pagamento e tão logo seja confirmado o recebimento do valor, será marcado o envio das unidades, na primeira semana de Maio para o endereço fornecido no ato da compra.

Essa promoção de pré venda se prende ao fato da necessidade de se gerar recursos para pagamentos de serviços gráficos e de profissionais de edição, revisão gramatical e acabamento visual.
A cada instrutor, professor, contramestre e mestre do Grupo União que adquirir até 50 unidades, serão enviados 5 exemplares extras a custo zero.

 

Valores

Brasil: Unidade 25 reais.

55 Unidades: 1.250 Reais. (50 x 25,00 + 5 exemplares gratuitos)

Europa: Unidade 12 Euros

55 Unidades: 600 Euros (50 x 12,00 + 5 exemplares gratuitos)

Cada instrutor, professor, contramestre e mestre, poderá receber de cada aluno o valor unitário ou pagar na totalidade e repassar para os interessados por um valor superior e obter algum valor compensatório com essa promoção.

Saudações,
Mestre Umoi

FCP celebra o 20 de novembro na Serra da Barriga-AL

A programação, que inclui cortejos, oficinas, shows e apresentações culturais, será encerrada com um show do cantor e compositor Martinho da Vila

A Fundação Cultural Palmares – MinC (FCP) preparou uma programação especial para as 10 mil pessoas que devem visitar o município de União dos Palmares, em Alagoas, até 20 de novembro – Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. De 17 a 20 de novembro, os visitantes poderão participar de cortejos, oficinas, shows e apresentações culturais que vão celebrar a data mais importante do calendário afro-brasileiro.

De acordo com Hilton Cobra, presidente da FCP – MinC, o intuito da programação, além de celebrar a data, e provocar discussões sobre cultura e estética negra. “Nós acreditamos que a arte e a cultura também são totalmente capazes de eliminar as barreiras da desigualdades e promovem a inclusão. A nossa população precisa disso”, afirma.

Sem barreiras geográficas – Jovens negras e negros de União dos Palmares e Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal, vão transpor barreiras geográficas para trocar experiências sobre como eles se organizam na área cultural e em busca de políticas públicas nas duas cidades. É o Escambo Cultural: de Ceilândia à União dos Palmares, que acontece no dia 17, às 14h.

De acordo com Lindivaldo Júnior, diretor do Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afro-brasileira da FCP – MinC, a ação também está vinculada ao plano Juventude VIVA, programa do Governo Federal que visa à prevenção à violência contra a juventude negra. “O nosso encontro é uma forma de responder as últimas notícias que apontam que 35,2% das vítimas de homicídios ocorridos no Brasil em 2011 eram homens negros entre 15 e 29 anos”, aponta.

“Nós não vamos discutir questões de segurança pública, mas vamos buscar soluções dentro da cultura. Como os jovens de União dos Palmares estão se organizando para vencer as estatísticas? Quais ações os jovens de Ceilândia estão desenvolvendo? É isso que queremos descobrir”, completa Lindivaldo.

Corpo, cor e movimento – Entre os dias 18 e 19, a cultura negra, nas mais diversas formas e expressões, vai invadir União dos Palmares. Serão ministradas as oficinas “Juventude Negra: Corpo, Cor e Movimento”, que exibirão movimentos de Hip Hop e Breack, técnicas de discotecagem, conceitos de estética negra e movimentos de dança afro. Além dos encontros, o evento “Resistência Negra em Cortejo” levará aos moradores desfiles de afoxés de Alagoas e Pernambuco que sairão em cortejo até a Praça da Matriz.

O grande dia – A grande celebração será realizada no Parque Memorial Quilombo dos Palmares, localizado na Serra da Barriga. O Parque, que é uma referência ao Quilombo dos Palmares – o maior, mais duradouro e mais organizado refúgio de escravos das Américas – será palco de atrações que têm como objetivo conscientizar, promover e valorizar as diversas artes e culturas afro-brasileiras.

O banho de cheiro realizado por religiosos de matriz africana inicia as atividades do dia, que contará ainda com cortejo sagrado e a cerimônia de depósito de flores na Lagoa Encantada dos Negros. O rito vivencia as religiosidades afro-brasileiras, ainda vítimas da intolerância religiosa, alimentada pelo ranço do racismo estrutural no país. “As celebrações reverenciam a memória do líder negro Zumbi dos Palmares, morto pelo escravismo e pelo racismo que continua na vida da população brasileira”, pontua Cobra.

Apresentações de tradições culturais,rodas de capoeira e oficinas fazem parte da agenda do dia, que será encerrada às 20 horas com o show de um dos principais nomes do samba,o cantor e compositor Martinho da Vila, que canta sucessos como “Canta, Canta Minha Gente”, “Mulheres” e “Madalena do Jucú”.

Confira a programação completa:

FCP celebra o 20 de novembro na Serra da Barriga-AL

Berlin: Malandragem da Capoeira 2013

Prezados Capoeiras,

Nos dias 11 a 13 de Outubro terá lugar o Malandragem da Capoeira 2013 em Berlim, no qual todos são bem-vindos.

O Malandragem da Capoeira é um encontro internacional de capoeira, organisado pelo Professor Ganso e alun@s do grupo Preservação da Mandinga em Berlim.

O Grupo de Capoeira Preservação da Mandinga está este ano celebrando os seus 10 anos de existência, e a edição deste ano do Malandragem da Capoeira insere-se nestas celebrações.

O encontro deste ano contará com muitos treinos de movimentação e roda, aulas de música e samba de roda, muitas rodas de capoeira e uma oficina de construção de berimbau ministrada pelo próprio Mestre Ulisses. Devido ao elevado número de Instrutores participantes no evento, este ano haverá um treino avançado dirigido aos instrutores.

Como passo importante no trabalho do grupo em Berlim decorrerá também o batizado das crianças, e o batizado e troca de graduação d@s adult@s.

A não perder será a inevitável Malandragem Party, este ano com Roda de Samba ao vivo e projecção de vídeos de Capoeira.

Os Professores, Contra-Mestres e Mestres de outros grupos que queiram nos visitar e contribuir para o evento serão nossos convidados e bem-vindos em nossa humilde casa.

Informação para os participantes:
– A oficina de construção de berimbaus tem vagas limitadas, restrita aos participantes com inscrição completa, por ordem de inscrição.
– Se possível trazer instrumento para a aula de música.

Até breve, Axé!

Professor Ganso
Preservação da Mandinga

CONVIDADOS (em actualização):
Mestre Ulisses (Preservação da Mandinga, Portugal)
Mestre Maclau (Grupo União na Capoeira, Noruega)
Mestre Bailarino (International Capoeira Raíz, Alemanha)
Mestre Saulo (Capoeira IUNA, Alemanha)
Professor Dacor (Grupo de Capoeira União, Inglaterra)
Professor Bruno Baião (Capoeira Gerais, Alemanha)
Professor Cacheado (Grupo União na Capoeira, Noruega)
Professora Boneca (Grupo União na Capoeira, Noruega)
Professor Curinga (Preservação da Mandinga, Portugal)
e mais…

PROGRAMA (em actualização):
Sexta-feira
16:30 – 17:00 Boas-vindas e inscrições
17:00 – 19:00 Treino
19:00 – 22:00 Batizado e troca de graduação d@s adult@s e Rodas

Sábado
10:00 – 12:00 Treinos
12:00 – 13:00 Rodas
14:30 – 15:30 Aula de música / Samba-de-roda
15:30 – 17:30 Treinos
18:00 – 19:30 Rodas

10:00 – 13:00 Oficina de construção de berimbaus

22:00 – 03:00 MALANDRAGEM PARTY

Domingo
12:00 – 14:00 Treinos
14:00 – 15:00 Rodas
16:00 – 17:00 Batizado das crianças
17:00 – 18:30 Roda de despedida

10:00 – 13:00 Oficina de construção de berimbaus

CONTRIBUIÇÕES:
3 dias 70 €
1 dia 35 €
Roda de 6a-feira 15 €
Construção de berimbaus +30 € (material incluído)

LOCAL (em actualização):
GymWelt
Ohlauer Strasse 24
10999 Berlin-Kreuzberg

CONTACTOS:
gansocapoeira @preservacaodamandinga.org
+49 – (0)176 – 67346900 (Professor Ganso)
+49 – (0)176 – 76077684 (Instrutora Girassol)

Évora: o Nosso Reencontro 2013

Nosso Reencontro

Évora 2013

Oficina Internacional de Capoeira
Local: Piscinas Municipais de Évora
Data: 12, 13, 14 e 15 de Setembro de 2013

 

 

 

Nosso Reencontro – Carta de Apresentação

Caros companheiros, mestres, contramestres, professores, alunos,
em 2009 fechamos um ciclo de dez anos do Nosso Encontro na linda cidade portuguesa de Évora.
Durante 2010 e 2011 a equipe organizadora esteve fazendo uma reflexão de como poderíamos manter o Nosso Encontro face as duras realidades patrocinadas pela crise econômica mundial.

Bom, em 2012 chegamos a conclusão de que poderíamos voltar a realizar o Nosso Encontro se adaptássemos um pouco certos detalhes importantes para a organização… O Nosso Reencontro foi mais uma vez um sucesso!!!

Então, com um “cheiro” de desafio no ar, convidamos a todos os participantes que estiveram conosco durante onze anos, a nos reencontrar, mais uma vez, em Évora numa edição especial do Nosso Reencontro 2013.

O evento vem de encontro ao desejo de muitos capoeiras que, independente da escola, estilo ou “bandeiras”, fizeram das oficinas internacionais de capoeira em Évora um local onde se praticou a boa capoeiragem, norteada por uma camaradagem flagrante e onde muitos começaram adolescentes e concluíram os onze anos como adultos.

Muitos que iam como alunos participantes foram nos últimos encontros, já portando suas graduações e estatutos de professores. Muitos se encontraram durante o evento e constituíram família e hoje já tem filhos, os quais, também convidamos para estar presentes.

Nos onze anos do nosso encontro, se praticou, acima de tudo, o resgate da capoeiragem antiga que não necessitava de rótulos e logótipos. Se produziu momentos que nos transportaram a tempos remotos onde o bom capoeira se apresentava através da sua expressão de jogo e através da sua interação com a própria roda, demonstrando sua competência pela ação e não pela fantasia de um uniforme.

A organização, sempre incógnita pela ausência dos seus nomes em cartazes e camisetas, chama mais uma vez todos vocês que, efetivamente, produziram o Nosso Encontro para realizar, em Setembro próximo, o Nosso Reencontro de Évora.

As informações pertinentes ao evento poderão ser encontradas nos seguintes sites:

http://portalcapoeira.com
http://nossoreencontro.portalcapoeira.com
http://www.facebook.com/groups/441609419187571/

Vamos fazer desse Reencontro um momento de exautação a nossa arte capoeira.
Nos vemos por la,
Forte axé pra todos,

Mestre Umoi.

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Depoimentos

“Encontros como esse, permitem um interessante diálogo e uma rica convivência entre os participantes, e mais do que isso, permite uma conscientização cada vez maior sobre a importância de se conhecer a capoeira com mais profundidade, de se respeitar sua diversidade, de compreender e valorizar as tradições dessa arte, sem ignorar as transformações pelas quais a capoeira também passa, pois capoeira é cultura e como tudo que é cultura, é dinâmico e se transforma constantemente. Por isso vale aqui lembrar novamente as sábias palavras de Saramago: “…defender o lugar do passado, sem negar o presente“.”

(Pedro Abib)


“A meu ver este encontro foi direcionado àqueles que realmente sempre acreditaram neste evento, que em 4 dias vê-se a União entre grupos como nunca se vê… e àqueles que se tornam curiosos de tanto ouvirem bem do “Nosso Encontro”. Este evento foi realmente mágico porque se viu bons capoeiras, com sorrisos e abraços, bons jogos, muito conhecimento e…Não há encontro como este. Palavras para quê? Posso dizer isto de boca cheia porque sou a aluna que nunca faltou a um evento de Évora desde 2000.”

(Iara Tiago)

“A cidade de Évora, cercada por uma beleza medieval e ao mesmo tempo contemporânea, é um lugar convidativo e hospitaleiro, de clima agradavel que se transformava durante os tres dias do “Nosso Encontro” na CASA DA CAPOEIRA.

“uma experiência fantástica e uma grande honra poder estar com pessoas que tem trabalhado com afinco e com o coração pela nossa arte capoeira e acima de tudo uma grande satisfação ter reencontrado grandes irmãos e conquistado novos amigos…”
Um encontro de PAZ e UNIÃO e muita capoeira!!! É assim que defino o “NOSSO ENCONTRO””

(Luciano Milani)

18º Batizado e Troca de Graduações Lagoa da Saudade

Um dos pioneiros da capoeiragem no Porto, Mestre Barão, da Associação de Capoeira Lagoa da Saudade, trás a beleza e a magia da capoeira Santista para terras Lusitanas… 
Um encontro de amigos uma festa de camaradas… onde a capoeira se sente em casa e tem como principal objetivo a união e o Coletivo Capoeira.

 

Sexta-feira:

 

  • Roda no Cais da Ribeira do Porto, que marca o inicio do evento as 20 horas

 

 

Sábado:

 

  • Aula em frente a estação de Ermesinde, worshop com início as 10:00 hs até as 12:30 hs
  • Paragem para Almoço
  • Mega aulas das 14:00 as 16:00 hs
  • 3 Rodas: uma as 16:30 hs outra as 17:30 hs e outra as 18:00 hs todas em Ermesinde mas em locais diferentes.

 

 

Sábado a noite, churrasco na casa do Piu – com limitação de lugares e preço de 5 euros, quem quiser ir que avise ja porque depois pode nao ter vaga.

 

Domingo:

 

  • Baptizado e Troca de Cordas com inicio as 15:00 hs no parque urbano de Ermesinde.

 

 

Participação:

Mestres Barão, Pernalonga, Caramúrú e Magoo.

Contramestres Milani, Careca e Fantasma

Professores Pelé e Stress

 

Participação Grupo União na capoeira e Arte Popular de Lisboa.

 

http://www.facebook.com/lagoadasaudade.capoeira

Évora: o Nosso Reencontro 2012

O Mestre Umoi foi um dos primeiros capoeiristas brasileiros a aportar em terras lusas para ensinar a capoeira. Nos tempos idos dos finais da década de oitenta a capoeira estava ainda em fase de implantação no continente europeu e em Portugal em plena gestação. Trabalhar com capoeira não era tarefa fácil, quase sempre o nome capoeira, em Portugal, era confundido com criação de galinhas e pouco ou nada se sabia sobre a nossa arte afro-brasileira.

Em finais da década de noventa surge um dos maiores e mais importantes encontros de capoeira de Portugal e da Europa, O nosso Encontro. Idealizado pelo mestre Umoi, o encontro era resultado da sua vivência fora do Brasi, e da ideia que lhe havia sido dada pelo Mestre Beija-Flor, um dos seus primeiros parceiros feitos nas incursões pela Europa. Foi assim que no ano 2000 surgiu O Nosso Encontro, num momento de grande eclosão da capoeira em toda Europa e em particular em Portugal, onde o grupo União na Capoeira, liderado pelo mestre Umoi, possuía sua principal inserção.

O encontro de Évora, como ficou carinhosamente denominado por muitos dos que ali passaram, preenchia uma importante lacuna na capoeira de Portugal que vinha crescendo em número de grupos e praticantes e se inseria num calendário europeu de eventos ao mais elevado nível. Por sua importância, o encontro de Évora começou a fazer parte do calendário europeu com eventos tais como O Encontro de Páscoa organizado na Holanda pelo Mestre Samara e o Summermeeting organizado na Alemanha pelo mestre Paulo Sequeira, bem mais antigos que o Nosso Encontro.

Para ser ter uma ideia da sua importância, em Portugal, era comum nos meses de verão nas conversas entre os capoeiristas, perguntar-se: E então pá!  Esse ano vais a Évora? Qualquer praticante em Portugal sabia que Évora era um momento mágico, especial, que se podia jogar com qualquer um independente da graduação ou grupo, tendo a certeza de que seria respeitado, que iria divertir-se com a capoeira, fazer amigos e restabelecer as energias para o ano seguinte. Poderia mesmo acontecer que, grupos que eventualmente possuíssem rivalidades, deixassem de lado as suas desavenças e de ambas as barricadas se fizessem alianças de amizade, e até de amor, uma vez que muitos casais ali se formaram.

O encontro, que teve em início no ano 2000, durou até o ano de 2009 e esteve parado durante dois anos. A parada, segundo os seus organizadores, deveu-se ao contexto de declínio no número de alunos, aos elevados custos que comportavam a presença de um corpo crescente de mestres, Contra Mestres e professores, mas também ao grau de dedicação intensa e voluntária que envolvia um grande esforço pessoal.

Por ocasião da sua décima edição, Pedro Abib, músico, capoerista, cineasta e professor universitário que esteve presente no ano de 2009, dedicou no site Portal Capoeira uma bela crónica onde ressaltou aspetos valiosos do Nosso Encontro tais como a diversidade, o respeito as tradições e a acomodação as mudanças que concernem a qualquer prática cultural.

 

Mesmo no contexto de crise e dificuldades Mestre Umoi e seus colaboradores lançaram mãos a reorganização do Encontro de Évora que correu entre os dias 13 e 16 de Setembro de 2012. Iara Tiago, aluno do Mestre e também uma das integrantes da organização, conta-nos com entusiasmo que participou em todas as edições do encontro :

A meu ver este encontro foi direcionado àqueles que realmente sempre acreditaram neste evento, que em 4 dias vê-se a União entre grupos como nunca se vê… e àqueles que se tornam curiosos de tanto ouvirem bem do “Nosso Encontro”. Este evento foi realmente mágico porque se viu bons capoeiras, com sorrisos e abraços, bons jogos, muito conhecimento e…Não há encontro como este. Palavras para quê? Posso dizer isto de boca cheia porque sou a aluna que nunca faltou a um evento de Évora desde 2000.” (Iara Tiago)

Quando lhe perguntei qual tinha sido para ela o melhor encontro, ela respondeu-me que o primeiro, por toda novidade que ele representava, mas também o último deste ano e que não havia como os separar. Perguntei lhe também sobre algum momento especial do evento, Iara Tiago destacou o jogo entre o Mestre Gêge e o professor Careca:

“Porque se vê dois tipos de capoeira completamente diferentes, e se notou realmente a mandinga nesse jogo. É bom ver que – nunca se esquecendo da corda que se traz na cintura – um professor mostrar, na sua pura manha e com todo o respeito, o jogo que tem a oferecer ao mestre. O mestre aceitando e percebendo o respeito, responde em “igual moeda” e assim se desenvolveu um jogo fechado mas lindo aos olhos de quem via. Os sorrisos e os avisos de quem vacilou seguidos de mais sorrisos num jogo de mestre com professor, é raro de se ver. Foi um bom jogo” (Iara Tiago).

 

No Reencontro de 2012 consta–se que participaram cerca de 76 praticantes e inúmeros grupos, entre os quais: Grupo União na Capoeira, Capoeira União, Grupo Internacional Raiz, Muzenza, Lagoa da Saudade, Gingarte, Arte Pura, Berimbau de Ouro, Centro Cultural Capoeira Baiana (Professor Careca), Nossa Filosofia, Reliquia Espinho Reimoso (prof. Fantasma), Grupo Amazonas da croácia, Arte Nossa Capoeira, Arte Polular, Porto da Barra e Grupo Terreiro.

Esperamos que sempre seja possível reedita-lo ao longo do tempo e ver gerações de capoeiristas cresceram no Nosso Encontro.

Salve o Mestre Umoi, Salve O Nosso Encontro, até para o ano.

 

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Livro conta, em 4 idiomas, história da capoeira no Brasil

Em setembro o jornalista Mano Lima, lança na Europa, a 3ª. edição do seu livro “Eu, você e a capoeira”, publicada pela Conhecimento Editora. Além da edição em português, a obra ganhou as suas versões em inglês, francês e espanhol.

A primeira sessão de autógrafos acontecerá de 13 a 16 de setembro, em Évora (Portugal), no evento internacional de capoeira “Nosso Reencontro”, realizado pela Associação União Portugal, fundada e dirigida pelo Mestre Umói.

Para o anfitrião, a publicação de uma obra sobre capoeira em vários idiomas é uma oportunidade para os capoeiristas europeus e de outros continentes aprofundarem os seus conhecimentos sobre a arte-luta brasileira. “A participação do Mano Lima em nosso evento será importante para estimular os praticantes da capoeira a conciliarem a prática com o estudo da capoeira”, afirma Umói.

Em seguida, o escritor visita as cidades de Valência, Alicante e Madri, a convite de Mestrando Cinzento. Assim, no período de 17 a 23 de setembro, divulgará o livro em programação desenvolvida pelo grupo Aluá Capoeira, que atua na Espanha. “Essa é a segunda vez que o camarada Mano Lima participa de nossos encontros e essa obra editada em espanhol e em outros idiomas falados na União Européia é uma das boas novidades para a agenda da capoeira em 2012”, declara Cinzento que, juntamente com Mestre Umói, serão responsáveis pela distribuição do livro no “Velho Mundo”.

Durante os eventos, o jornalista fará reportagens especiais para a TV Portal Capoeira, a serem exibidas no Portal Capoeira, coordenado por Luciano Milani. O escritor está à disposição de outros grupos de capoeira para dar palestras e fazer o lançamento do seu livro no período de 5 a 16 de setembro, quando cumpre agenda de divulgação na Europa, acompanhado de Flávio Albuquerque, Editor da Conhecimento Editora. “Vamos aproveitar a viagem de intercâmbio para fazer contato com editoras européias, propondo parcerias para a distribuição de nossas publicações no mercado internacional”, informa Flávio.

 

Serviço: para receber o livro, via correio, ou convidar o escritor para eventos de capoeira, no Brasil, ou exterior, os interessados podem fazer contato direto com o mesmo, nos telefones (61) 3042 9332, (61) 8101 0915 e (61) 9190 4256, ou no e-mail dicionariocapoeira@gmail.com.

380 idosos são batizados na capoeira e recebem graduação no próximo dia 07 de julho

Capoeira adaptada, projeto fomentado pelo Grupo de Capoeira Mandinga e a Ong JUNTOS, batiza turma da terceira idade. O aluno mais novo tem 60 anos e, o mais velho, 94

Dona Terezinha não perde uma aula. Sagradamente, duas vezes por semana, ela deixa de lado a rotina usual de dona de casa para praticar uma atividade um tanto inusitada para alguém com mais de 60 anos: a capoeira. Num primeiro contato, Terezinha pensou que não daria certo. Como uma atividade que pede pulos, ginga e sincronia de movimentos caberia a um idoso?

Cabe. Hoje, dois anos depois, Dona Terezinha – ou Maria Terezinha do Nascimento, de 63 anos – aguarda ansiosa suas aulas de capoeira adaptada, atividade feita graças à iniciativa da ONG JUNTOS (Jardins Unidos No Trabalho de Obras Sociais) e do projeto Tempo da União, braço cultural da Associação de Capoeira Mandinga, que atua em diversas regiões com seus projetos sociais e culturais.

Terezinha faz parte de um grupo que atualmente conta com 380 idosos. Todos, segundo a própria praticante, descobriram os benefícios da terapia. “Ter a capoeira adaptada para nós, idosos, é maravilhoso. Mexer o corpo e fazer atividade é a melhor coisa que podemos buscar. Minhas articulações estão muito bem, e eu sou outra pessoa!”, diz Terezinha.

As aulas de capoeira adaptada aos idosos começaram na sede da ONG JUNTOS, situada na zona leste da capital, com cerca de 60 idosos, que até então participavam de terapias ocupacionais pouco aeróbicas, como a musicoterapia. A aceitação era pequena. “Eles não gostavam da musicoterapia e se queixavam por querer algo mais dinâmico. Inclusive, alguns idosos jogavam dominó durante a aula justamente por não gostarem dela. Agora a realidade, felizmente, é bem diferente”, afirma Cibele Moura, capoeirista há 16 anos e professora da turma.

 

Batizado

O primeiro batizado da turma de idosos aconteceu no dia 30 de abril de 2011, em frente à arena de eventos do Museu Afro, no parque do Ibirapuera, reunindo um total de 360 alunos.

Esse ano o evento acontecerá no dia 07 de julho, das 9h às 12h, no SESC Itaquera. Serão batizados 180 alunos com a segunda graduação, corda amarela; e 200 alunos com a primeira graduação de cor verde.

O evento será aberto ao público e contará com a roda de capoeira do Mestre Maurão, a frente do Grupo de Capoeira Mandinga e um dos maiores nomes dessa cultura no mundo.

“Nosso primeiro evento ocorreu em um espaço público e agora estamos dentro de uma instituição que prima pelo respeito aos idosos, pela prática de esportes e pela manutenção e fomento da cultura tradicional. Só posso estar feliz” – sinaliza Mestre Maurão.

 

Batizado dos 380 alunos da terceira idade – Projeto Tempo de União – Grupo de Capoeira Mandinga e ONG JUNTOS

 

Data: Dia 07 de julho

Horário: das 09h às 12h00

Local: Sesc Itaquera – Avenida Fernando Espírito Santo Alves de Mattos, 100

 

Projeto Tempo de União

O projeto Tempo de União é um braço dentro da Associação de Capoeira Mandinga destinado a crianças e adolescentes que atua em diferentes comunidades da capital paulista, e que fomenta atividades culturais e sociais com foco na Capoeira e tradições regionais.

 

Erika Alexandra Balbino

Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo

Rua Porangaba, nº 149, Bosque da Saúde

04136-020 – São Paulo – SP

+55 11 3482-2510+55 11 3482-6908

Cravinhos: Projeto de Capoeira União

O Projeto de Capoeira União é desenvolvido, em Cravinhos, pelo mestrando Diogo Nascimento Pereira, que tem um trabalho voltado inteiramente para o lado social, com o objetivo de tirar crianças e adolescentes das ruas.

A capoeira é considerada por muitos antropólogos e historiadores uma luta ou simplesmente uma arte. Entretanto por muito tempo ela foi proibida no Brasil, já que era considerada perigosa. Entretanto, atualmente, crianças e adultos se misturam aos mestres nas rodas de capoeira e praticam a modalidade em escolas, projetos sociais e até mesmo na rua.

Para jogar capoeira é preciso de um ritmo, que é ditado pelo atabaque, pelo berimbau e agogô. Com uma música bem característica dois parceiros, de acordo com o toque do berimbau, executam movimentos de ataque, de defesa e esquiva. Eles simulam uma luta, por isso é preciso habilidade e força, além de integração e respeito entre os parceiros.

Uma prática da época dos escravos serviu para tirar muitas crianças das ruas e proporcionar uma atividade física e ocupação para suas mentes, entre essas pessoas está o cravinhense Diogo Roberto Nascimento Pereira, 27 anos, que quando pequeno viu a capoeira como um esporte que evitou que ele fosse para caminhos errados.

“Quando era criança ficava mais na rua que em casa, e qualquer coisa que mexiam comigo eu queria brigar. Era muito encrenqueiro e dava trabalho pra todo mundo. Foi quando um dia conheci o professor Nego que me apresentou à capoeira, foi então que comecei a me interessar pela modalidade”, explica o professor e mestrando de Capoeira, Diogo Pereira.

Apesar de se identificar com tal arte Diogo Ferreira foi morar em Porto Ferreira, e lá encontrou o mestre Souza com quem fez uma grande amizade. Em poucos anos retornou para Cravinhos e o Promotor de Justiça, Dr. Wanderley Baptista Trindade Jr., observando a sua mudança o chamou e perguntou o que ele gostaria de ser. Prontamente o jovem respondeu que seria professor de capoeira. Então o Promotor o colocou para dar treinos no Projeto Sara.

“Foi com certeza um sonho realizado, nunca pensei que poderia mudar completamente o meu jeito devido a um esporte. Comecei a me esforçar e quando não tínhamos lugar para treinar íamos na Quadra de Esportes Irmãos Ribeiro, mas o local era escuro, então esperávamos a luz refletir na quadra pra podermos praticar a modalidade”, conta Diogo Pereira.

Foi nesse momento que estava fundado o Projeto de Capoeira União, que contaria com o apoio do mestre Souza e seria um trabalho totalmente social, para que outras crianças e adolescentes pudessem sair da rua e praticar uma modalidade.

“A capoeira me ajudou e por isso acreditei que ela poderia ajudar outras crianças que se encontravam na rua. E o projeto só foi crescendo, inclusive o local onde treinávamos recebeu a iluminação adequada, que foi paga pelo cidadão José Francisco Matasso Ferdinando [Cabelim], que na época não era candidato a nada e muito menos aspirava ser prefeito, mas sempre esteve do nosso lado, porque viu que o trabalho estava sendo bem executado”, diz o professor.

Nesse ano o projeto completa seus 14 anos de fundação, conta com 190 crianças de todas as partes do município de Cravinhos. Além de idosos que se encantaram pela arte da capoeira e tem aulas específicas, e com horários especiais.

“Muitas vezes cheguei para dar aula desanimado, mas quando começa o treino as crianças, cada uma a seu jeito, vão fazendo um movimento novo e isso faz com que qualquer chateação do dia fique pro lado de fora. Ensino a todos, mas eles também me ensinam muito. E se engana quem pensa que somente pessoas carentes fazem capoeira, porque o que vejo são todas as classes sociais integradas no desenvolvimento da arte”, ressalta o professor cravinhense.

A ideia de dar aulas para a Terceira Idade partiu da primeira-dama do município [Cleusa Maria Machado Ferdinando], por isso foi necessário que Diogo fizesse uma reciclagem e atualização, pois nem todos os movimentos praticados por uma criança podem ser feitos por um idoso. Entretanto a cada vez que ele chega ao Centro de Referência do Idoso para dar as aulas, elas o surpreendem com movimentos e estilo característicos.

“Precisei recorrer ao meu mestre Souza para fazer uma atualização, com o objetivo de dar aula a Terceira Idade de Cravinhos. Ele como já lidou com esse público me ensinou a Pedagogia da Capoeira, e me encanto a cada aula que uma delas faz um movimento diferente e peculiar. E posso afirmar que o pessoal da Terceira Idade tem mais vontade do que muitas pessoas novas”, conta o professor.

Entretanto quando indagado se já formou diversos capoeiristas, o professor Diogo é bem enfático: “não formo capoeiristas, mas sim cidadãos”.

“O Grupo de Capoeira União de Cravinhos acolhe qualquer pessoa que tenha necessidade de ajuda, seja ela qual for. Não quero formar diversos capoeiristas para o mundo, mas sim cidadãos. Por isso mesmo que trabalhamos diversos pontos com os jovens e adultos que fazem parte de nossas aulas”, comenta o contra-mestre Diogo Pereira.

Vale salientar que além de Cravinhos o projeto de capoeira “União” está em mais 16 municípios, sendo que cada um tem o professor que comanda a sua turma.

Preconceito e superação

Tendo o trabalho reconhecido pela atual administração municipal, o mestrando Diogo Roberto Nascimento Pereira, contou com a ajuda do prefeito Cabelim, da secretária da Educação, Márcia Fernandes Donato e do secretário de Esportes, Raul Pratalli Filho para ver seu projeto chegar a todos os bairros cravinhenses.

“Muitos me julgavam e dizendo que não ia dar certo na vida, já ouvi diversas vezes as pessoas chegarem até mim e dizer que capoeira é coisa de vagabundo e que isso não dá nada pra ninguém. Mas com o apoio do Cabelim, da Márcia Donato e do Raul Pratalli hoje me orgulho de saber que o meu trabalho é reconhecido, e que diversas crianças se dedicam a essa modalidade. Tenho orgulho de ser professor de capoeira e digo que é um sonho realizado, só falta as pessoas deixarem o preconceito de lado e prestarem mais atenção em todos que praticam a modalidade”, emociona-se o mestrando.

Atualmente diversos pais fazem capoeira para poderem incentivar seus filhos a praticarem uma atividade física, que não deixa nunca os “jogadores” parados, o que torna a capoeira tão grandiosa e bonita de se ver.

Portadores de necessidades especiais e cidades da região

A equipe do Grupo União de Capoeira também desenvolve trabalho na cidade de Ribeirão Preto, em bairros carentes, como por exemplo, Adelino Simione, em que as crianças se dedicam a modalidade para saírem das ruas.

“Lá é um bairro muito carente, mas mesmo assim desenvolvemos o projeto no local e precisam ver como as crianças ficam contentes quando chegamos para dar a Capoeira a todos”, diz Diogo.

Em Ribeirão Preto também participam das atividades de capoeira em torno de 13 crianças portadoras de necessidades especiais, entretanto aqui em Cravinhos apenas uma já aderiu ao projeto de capoeira.

“Em Ribeirão trabalhamos com portadores de necessidades especiais e vemos um grande desenvolvimento a cada dia que tem aula. No município de Cravinhos ainda não tivemos essa abertura da diretoria da APAE, mas respeito o posicionamento de todos e digo que as portas do projeto estão abertas a qualquer pessoa. Mesmo aquelas que acham que não são capazes de fazer capoeira podem acreditar que conseguem”, diz o mestrando Diogo Nascimento.

As crianças, adolescentes e adultos de Cravinhos que quiserem experimentar a arte da capoeira podem se inscrever e saber dos horários na Secretaria Municipal de Esportes, que fica localizada no Complexo Esportivo “Prefeito José Vessi” ou ainda solicitar horários e locais dos treinos, através do telefone 3951-1378.

Depoimentos

O Projeto de Capoeira União de Cravinhos

“O Diogo desenvolve um trabalho muito bom com as crianças e jovens do bairro Jardim Santana, Nova Cravinhos, Trajano Stella e Vila Cláudia. Além dos integrantes da Terceira Idade no CRI. A capoeira é um esporte que exige disciplina e concentração e ele trabalha com empenho e prazer.

Possui, atualmente, aproximadamente 200 alunos e a Secretaria da Educação conta sempre com o apoio dele, bem como a participação de seus alunos em diversos eventos realizados pela Secretaria. Essas aulas ministradas pelo Diogo incentivam todos os alunos que as praticam, inclusive com a melhoria dos estudos”, relata a secretária da Educação de Cravinhos, Márcia Fernandes Donato.

“Conheço o Diogo e o seu grupo muito antes de me tornar prefeito, por isso só tenho que parabenizá-lo. Sempre lhe incentivei e continuarei fazendo isso, porque só quem conhece de perto o trabalho que ele desenvolve junto à população de Cravinhos que sabe como esse jovem professor é bem esforçado. Parabéns a ele e todos que fazem parte do Grupo União de Capoeira”, diz o prefeito municipal de Cravinhos, Cabelim.

“A cidade de Cravinhos carecia de um professor de Capoeira há muito tempo, mas surgiu o Diogo que se tornou referência. E sempre estaremos dando respaldo ao seu trabalho, porque é um projeto social que envolve aproximadamente 200 jovens, que poderiam estar nas ruas, mas se encontram praticando essa atividade física tão bem ensinada pelo professor Diogo”, comenta o secretário de Esportes de Cravinhos, Raul Pratalli Filho.

A História da Capoeira

A origem da capoeira data da época da escravidão no Brasil. Muitos negros foram trazidos da África para o Brasil para trabalhar nos engenhos de cana-de-açúcar, nas fazendas de café, nas roças ou nas casas dos senhores. A capoeira era uma forma de luta e de resistência.

Porém, para não despertarem suspeitas, os escravos adaptaram os movimentos da luta aos cantos da África, fazendo tudo parecer uma dança. A capoeira foi ficando do jeitinho que ela é hoje, gingada.

No início do século XIX, no Rio de Janeiro, bandidos e malfeitores eram chamados de capoeiras, como registrou o escritor Manuel Antônio de Almeida, em “Memórias de um Sargento de Milícias”. Em 1888, a escravidão foi oficialmente abolida no Brasil. Muitos negros libertos não tinham como sobreviver e acabaram na marginalidade. Em Salvador, chegaram a organizar gangues e provocar rebeliões. Durante muito tempo a capoeira foi proibida.

Na década de 1930 a capoeira já tinha adquirido um novo status na sociedade. O próprio presidente Getúlio Vargas convidou um grupo de capoeira para se apresentar oficialmente no Palácio do Catete. A capoeira foi liberada. Professores de capoeira da Bahia se tornaram famosos, como os mestres Bimba, Pastinha e Gato, imortalizados nos romances de Jorge Amado.

Hoje em dia há muitas formas de jogar capoeira, e a mais tradicional preserva as raízes africanas, como a capoeira angola na Bahia.

 

Reportagem: Kennedy Oliveira

Fotos: A Redação

 

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