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GINGA DE CORPO: Preparação Corporal, Reabilitação e Qualidade de Vida no Jogo da Capoeira

GINGA DE CORPO: Preparação Corporal, Reabilitação e Qualidade de Vida no Jogo da Capoeira

 

Capoeira é luta, dança, jogo, e brincadeira, expressão artística e manifestação cultural, atividade física e esportiva, filosofia de vida. Sua prática é rica e complexa e tem na “ginga de corpo” um dos seus mais importantes fundamentos.

 

Nos últimos anos tem se observado muitos Capoeiristas sofrendo diversas lesões envolvendo articulações como joelhos, ombros, quadril e costas, prejudicando a sua prática, limitando sua performance e algumas vezes até afastando o mesmo da Capoeira.

 

O Curso Ginga de Corpo: Preparação Corporal, Reabilitação e Qualidade de Vida abordará esses e outros assuntos, oferecendo à profissionais e praticantes uma abordagem multidisciplinar apresentando diferentes estratégias, saberes e propostas que aplicados ao jogo da Capoeira trarão mais qualidade e consciência sobre os limites e possibilidades desta arte-luta.

 

O Curso, sob a coordenação do Contramestre Vinicius Heine e com participação especial do Mestre Gladson, será oferecido no CEPEUSP (Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo) nos dias 8 e 9 de Abril e contará com profissionais de diferentes áreas do conhecimento e abordarão diversos temas que darão alicerce para otimizar a performance e o aprendizado no jogo da Capoeira e ao mesmo tempo evitar a ocorrência de lesões com consequente ganho de qualidade de vida associada à prática desta arte luta.

 

GINGA DE CORPO: Preparação Corporal, Reabilitação e Qualidade de Vida no Jogo da Capoeira Notícias - Atualidades Portal Capoeira

 

Alguns dos temas abordados são:

 

  • – Fundamentos de Nutrição aplicados à Capoeira: da Saúde à Performance;
  • – Treinamento Funcional aplicado à Capoeira. A Capoeira é funcional?
  • – Capoeira na Água 
  • – Bases Fisiológicas Aplicadas à Capoeira 
  • – Reabilitação de Lesões na Capoeira 
  • – A importância do Alongamento no Jogo da Capoeira 
  • – Musculação Aplicada à Capoeira
  • – Aspectos Biomecânicos da Capoeira 
  • – Capoeira e Coluna: Lesões, Desvios Posturais e Exercícios compensatórios 
  • – Pilates e Capoeira: Controle e qualidade de movimento 
  • – Treinamento Integrado de Capoeira

 

Vídeos

O POSICIONAMENTO DA PELVE

Entender o funcionamento da pelve e suas relações com as curvaturas da coluna é fundamental para o entendimento da biomecânica da Capoeira.

 


 

Mais informações no site do CEPEUSP http://www.cepe.usp.br/ e no blog do evento: https://gingadecorpo.wordpress.com/

 

Ou com o Contramestre Vinicius Heine no email vheine@gmail.com

 

Curso gratuito de Formação Continuada de Capoeira no Cepeusp

Curso gratuito de Formação Continuada de Capoeira no Cepeusp

Estão abertas as inscrições para o II Curso de Formação Continuada de Capoeira do Centro de Práticas Esportivas da USP (Cepeusp), que será realizado nos dias 11 e 12 de fevereiro. Nesta edição, o tema central será a musicalidade na Capoeira: estratégias de ensino, ritualística e construção de instrumentos. Haverá oficinas, atividade com Instituto Tambor e roda de saberes.

O curso de Formação Continuada de Capoeira é um evento de formação, capacitação e atualização. Destina-se a profissionais e praticantes de Capoeira que buscam continuamente melhorar sua prática de ensino para poderem auxiliar na transformação dos praticantes, através do ensino empoderador e atualizado. O tema Musicalidade da Capoeira na Aquisição de Bem-Estar e Qualidade de Vida será abordado por Mestres renomados, aptos para contribuir com a melhora de sua percepção deste artifício tão importante durante a prática da Capoeira.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pela internet até o dia 4 de março. O Centro de Práticas Esportivas da USP fica na Praça 2, Prof. Rubião Meira, 61, Cidade Universitária, em São Paulo.

 

 

Programa

Sábado – 11/03/2017

9:00 – 12:00 – Workshop: Professora Ana Paula Guimarães
Técnicas Vocais: Ferramentas para o ensino e melhora da Musicalidade da Capoeira.
(Aquecimento, respiração, ritmo, afinação e possibilidades do canto coral).
12:00 – 13:30 – Almoço – (Haverá almoço no restaurante do CEPEUSP, não incluído no valor da inscrição)
13:30 – 16:00 – Aula: Mestre Piter – Grupo Ninga-SP
A Orquestra de Berimbaus do Nzinga: Estratégias diferentes de ensino da musicalidade às novas e antigas gerações de alunos.
(Explorando Ritmos e variações).
16:00 – 16:30 – Coffee Break
16:30 – 17:30 – Oficina de Instrumentos: Mestre Artesão Luiz Poeira – Instituto Tambor-SP
O Processo de Construção dos Instrumentos de Capoeira e o Trabalho e Importância do Artesão em nossa Arte.
17:30 – 20:00 – Curso: Mestre Moraes – Grupo de Capoeira Angola Pelourinho-Salvador-BA
Ritualística e Fundamento da Musicalidade na Capoeira Angola.

Domingo – 12/03/2017

8:00 – 13:00 – Oficinas Simultâneas:
Contra Mestre Rafael Dia Lemba – Mbuntu-SP;
Capoeira e Musicalidade: O Antigo através da Visão da Nova Geração.

Professor Caverna – Escola de Capoeira Regional Filhos de Bimba/Fundação Mestre Bimba -SP (Discípulo de Mestre Nenel, Filho do Mestre Bimba);
Ritualística e Fundamento da Musicalidade na Capoeira Regional Tradicional: Ensino da Musicalidade na Regional de Mestre Bimba.

Minhoca – Casa Mestre Ananias
A Musicalidade e Linguagem Antiga e Popular da Capoeira: De Cachoeira-BA à Praça da República-SP – Viva Mestre Ananias!

8:00 – 9:30 – Oficina 1
Turma A – CM Rafael
Turma B – Prof Caverna
Turma C – Minhoca

9:30 – 11:00 – Oficina 2
Turma A – Minhoca
Turma B – CM Rafael
Turma C – Prof Caverna

11:00 – 12:30 – Oficina 3
Turma A – Prof Caverna
Turma B – Minhoca
Turma C – CM Rafael

12:30 – 14:00 – Almoço
14:00 – 15:30 – Roda de Saberes: O Canto e a Musicalidade na Visão do Mestre Pernalonga.
15:30 – 16:30 – Roda de Capoeira e Encerramento: Sob Comando do Mestre Pernalonga e dos Convidados.

Obrigatório trazer instrumento de Capoeira para participar dos Cursos. Instrumentos podem ser adquiridos com os artesãos/participantes do Evento (desde que solicitado com antecipação).

it-680x254Apoio Cultural Instituto Tambor   

Fonte: http://www.usp.br/

A roda em rede: a capoeira em ambientes digitais

Pesquisa de mestrado realizada no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da ECA-USP

Objetivos e perguntas da pesquisa

Esta pesquisa tem como objetivo principal investigar a influência da mídia digital nos processos de reprodução e transformação de culturas tradicionais contemporâneas. Para a realização do estudo, escolhemos um objeto específico e pouco convencional, quando se trata de um estudo no âmbito das ciências da comunicação: a capoeira na mídia digital, ou melhor, a capoeira como uma forma cultural contemporânea, digital e em rede.

A escolha desse objeto encontra suas motivações, por um lado, na experiência nativa da pesquisadora enquanto capoeirista e, por outro, por algumas percepções que orientam nosso entendimento sobre a importância desta pesquisa – para a capoeira, para a cultura e para a comunicação.

Primeiramente, uma percepção da multiplicação exponencial de conteúdos sobre capoeira na rede, alimentados descentralizadamente por capoeiristas do mundo todo. Uma simples pesquisa no buscador do Google pelas palavras “capoeira” e “berimbau” é capaz de encontrar, respectivamente, 24.6 milhões e 2 milhões de resultados, entre páginas, sites, fotos e vídeos (busca realizada em 13 de outubro de 2011).

Essa profusão de conteúdos multimídia sobre capoeira compõe um mosaico de idiomas de

todo o mundo, quase sempre misturados à sua língua “materna”. Entre textos escritos em idiomas a nós indecifráveis, como o polonês ou o japonês, saltam vocábulos familiares como “capoeira”, “roda”, “ginga”, “berimbau”, “mandinga” e “axé”.

A capoeira tem se demonstrado capaz de adaptar-se e recombinar-se de maneira a driblar

diferenças culturais impressionantes e conquistar novos territórios, sendo capaz de traduzir-se de maneiras variadas e adotar discursos e significados que dialoguem com os tempos atuais. É uma excelente representante das culturas locais-globais em deslocamento que constituem a base da experiência cultural na contemporaneidade.

Além disso, a capoeira nos parece um excelente objeto para tentarmos responder à pergunta central da pesquisa: a mídia é novo local da cultura na contemporaneidade? Não concebemos a disseminação mundial da capoeira e de outras expressões culturais como um processo separado ou independente de sua presença nos ecossistemas midiáticos por onde circulam as informações, a linguagem e o imaginário globais, mas sim como processos intrínsecos.

Por fim, procuraremos investigar quais são os processos de transformação e de tradução

cultural pelos quais passa a capoeira a partir da multiplicação dos “outros culturais” com os quais estabelece novos diálogos no oceano informativo digital – uma espécie de Atlântico Negro expandido, global e desterritorializado.

 

 

Sobre o Trabalho

diário da pesquisa de mestrado que estou realizando no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação (PPGCOM) da ECA-USP. É um espaço para organizar as informações, registrar as reflexões e também compartilhar as glórias e agruras do cotidiano de pesquisadora.

Sou pesquisadora de comunicação digital do Centro de Pesquisa Atopos (ECA-USP) desde 2005, e capoeirista do grupo Projete Liberdade Capoeira desde 2002. Da combinação destas duas paixões aparentemente distantes, surgiu meu tema de pesquisa: a capoeira na Web.

O objetivo da minha pesquisa é investigar as transformações nos processos de transformação e reprodução cultural da capoeira a partir da sua inserção nos ambientes digitais online, levando em conta especialmente as mudanças que eles operam na relação dos agentes com o saber da cultura, cada vez mais colocado em rede e na rede.

Como esse saber é traduzido e como se criam estratégias para transmiti-lo a outras culturas não tradicionalmente envolvidas neste diálogo, também é uma questão que tentarei explorar.

 

Quem sou eu: Mariana Marchesi

Mestranda do Programa de Pós-graduação em Ciências da Comunicação (PPGCOM) da ECA-USP (2010), na linha de pesquisa Comunicação e Ambiências em Redes Digitais. Graduada em Publicidade e Propaganda pela Universidade de São Paulo (2008). Sou pesquisadora do Centro de Pesquisa ATOPOS, da ECA-USP (2005). Além disso, sou capoeirista do grupo Projete Liberdade Capoeira, do Mestre Gladson, desde 2002.

 

Lattes: http://lattes.cnpq.br/5239039793774206

Twitter: @nanamarchesi

Email: nanamarchesi@usp.br

Site: http://mestrado2010.wordpress.com/

Obra-prima de Jacob Gorender ganha 5ª edição após 26 anos e tem lançamento em dezembro na USP

Obra-prima de Jacob Gorender ganha 5ª edição após 26 anos e tem lançamento no dia 01 de dezembro na USP

Relançada pela Editora Fundação Perseu Abramo, a polêmica tese “Escravismo colonial” reinterpreta o legado de Gilberto Freyre, renova o marxismo brasileiro e consolida-se como a mais notável contribuição contemporânea acerca deste período histórico.

Reconhecido como um dos registros mais notáveis da historiografia recente do Brasil, O escravismo colonial, de Jacob Gorender, ganha 5ª edição pela Editora Fundação Perseu Abramo (EFPA). Publicado anteriormente entre o final da década de 1970 e a primeira metade dos anos 1980, o livro – na época, considerado polêmico por contestar as teses defendidas por pensadores devotos de Gilberto Freyre – debate a concepção histórica sobre o modelo de escravismo implantado no país e propõe a inserção do fenômeno entre as possíveis considerações sobre a formação do modelo de socioeconomia brasileira. O lançamento ocorre no mês de novembro.

 

Passados 26 anos desde a sua última edição, “O escravismo colonial” afirma-se como a mais sólida análise contemporânea acerca da argumentação gilbertiana sobre o sistema escravocrata implantado no Brasil colonial e suas consequências que perpassam a ascensão do capitalismo, em meados do século XIX, até os dias de hoje.

 

Gorender reinterpreta os clássicos modelos derivados de Freyre e desconsidera a suposta existência de um regime feudal brasileiro, subsistente ou paralelo ao sistema escravista. Sua tese de escravismo colonial suscita outra via para o entendimento da formação econômica do país, ao admitir o fenômeno como o grande responsável pelo fortalecimento da unidade lusitana na América Latina, em contraponto à fragmentação observada no território hispânico.

 

O autor convida o leitor a refletir sobre a estrutura e o sistema de produção escravista vigente no Brasil e afirma que este foi um método novo, temporal e específico deste espaço geográfico, objetivado pela produção mercantil para atender principalmente a demanda europeia. Portanto, esta forma peculiar de regime é diferente dos moldes do escravismo clássico, feudalismo e, ainda, do capitalismo, colocando o país numa situação de exceção em relação às culturas ocidentais durante todo este período histórico.

 

Sendo Gorender marxista desde a adolescência, “O escravismo colonial” dá novo fôlego para o marxismo brasileiro, ao acrescentar novas categorias de análise nos mesmos modos de produção. A obra reforça o conceito de materialismo histórico, pois, incrementa variações à fórmula de Karl Marx e o torna mais aplicável como ferramenta de estudo de sistemas econômicos que destoem dos europeus.

 

O lançamento ocorre no dia 01 de dezembro, às 19h00,  na Escola de Comunicações e Artes da USP com a realização de um debate onde estarão presentes:

Alípio Freire – jornalista e escritor, integra o Conselho Editorial do Brasil de Fato e da Editora Expressão Popular.

Dennis de Oliveira – Professor da ECA/USP e do Programa de Pós Graduação em Direitos Humanos da USP, coordenador do Celacc (Centro de Estudos Latino Americanos sobre Cultura e Comunicação)

Eunice Prudente – Professora da Faculdade de Direito e do Programa de Pós Graduação em Direitos Humanos da USP e  coordenadora do Neinb (Núcleo de Apoio à Pesquisa e Estudos Interdisciplinares sobre o Negro Brasileiro)

Flávio Jorge – diretor da Fundação Perseu Abramo e dirigente da Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN)

Mario Maestri – professor titular do Programa de Pós- Graduação em História da Universidade de Passo Fundo (UPF), dirige a coleção Malungo da UPF Editora, especializada em trabalhos sobre escravidão colonial.

 

 

Jacob Gorender: intelectualidade excepcional

 

Nascido em Salvador, em 1923, Jacob Gorender é considerado hoje um dos mais importantes historiadores brasileiros. Filho de um judeu ucraniano socialista, frequentou a Faculdade de Direito de Salvador, onde militou na União de Estudantes da Bahia, durante o início de 1940.

 

Muito jovem, lutou na 2ª Guerra Mundial pela Força Expedicionária Brasileira. Foi membro do Partido Comunista Brasileiro (PCB) – ao lado de personagens importantes, como Carlos Marighella – e trabalhou como jornalista nos principais veículos de esquerda daquele período. Em 1968, com o início dos anos de chumbo da ditadura militar, Gorender aproxima-se da militância armada e participa da fundação do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR).

 

Em janeiro de 1970, foi preso em São Paulo. Seguiram-se dois longos e traumatizantes anos de constantes torturas, mas também foi nesse período de Gorender teve forças para iniciar esta que atualmente é considerada a tese mais revolucionária sobre a formação socioeconômica brasileira, desde “Casa Grande & Senzala”. “O escravismo colonial” era publicado em 1978 pela editora Ática, com inesperado sucesso.

 

O preconceito contra seu autodidatismo intelectual o reservou à margem do campo acadêmico durante muitas décadas. Apenas em 1994, aos 71 anos, seu mérito foi reconhecido com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e passou a atuar como professor visitante no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP).

 

Atualmente, com 88 anos, vive entre livros e publicações, numa simpática casa de vila do bairro da Pompeia, na zona oeste da cidade de São Paulo.

 

A Editora Fundação Perseu Abramo registra sua homenagem a Jacob Gorender e reconhece a importância deste grande pensador brasileiro, com o lançamento da 5ª edição revisada de “O escravismo colonial”, marcada para novembro de 2011.

 

Sobre a EFPA

Fundada em 1997, a Editora Fundação Perseu Abramo é um espaço para o desenvolvimento de atividades de reflexão político-ideológica, estudos e pesquisas, destacando a pluralidade de opiniões, sem dogmatismos e com autonomia. Com mais de 180 livros em catálogo, a editora conta com autores importantes como Antonio Candido, Celso Furtado, Aloysio Biondi, Michael Löwy, Marilena Chaui, Lélia Abramo, Milton Santos, Maria da Conceição Tavares, Francisco de Oliveira, Maria Rita Kehl e Leandro Konder, entre outros. Para mais informações, acesse www.efpa.com.br e siga a EFPA no twitter (@editora_perseu).

 

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

 

O escravismo colonial, Jacob Gorender

Editora Fundação Perseu Abramo

ISBN 978-85-7643-082-7

650 p. – 5ª edição revisada – ano 2011

R$ 65,00

 

LOCAL: Auditório Paulo Emílio às 19h00

Escola de Comunicações e Artes –

Sala da Congregação, 1o. andar 

Avenida Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443 – Cidade Universitária

São Paulo (SP)

 

 

Erika Alexandra Balbino

Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo

Rua Porangaba, nº 149, Bosque da Saúde

04136-020 – São Paulo – SP

+55 11 3482-2510+55 11 3482-6908

 

Foto Gorender: Alexandre Machado

Documento não contempla profissão de capoeirista

Apesar de o documento ter dois artigos fomentando a valorização da capoeira, ele não atende o público que mais depende do esporte: os profissionais.

Valdenor dos Santos, presidente da Confederação Internacional de Capoeira, explica que é necessário regulamentar a profissão.

O estatuto versa sobre o reconhecimento em todas as modalidades em que ela se manifesta: “seja esporte, luta, dança ou música”, mas não contempla quem depende da capoeira para sobreviver. A única exceção é a parte em que estipula o ensino facultativo em instituições públicas e privadas “pelos capoeiristas e mestres tradicionais, pública e formalmente reconhecidos”, sem definir quais são esses critérios.

A proposta de Santos é desvincular a capoeira da educação física e criar um conselho próprio para regulamentar a profissão.“Nossa expectativa é que o Congresso nacional vote a lei da regulamentação do capoeirista”, explica o mestre, referindo-se ao Projeto de lei 031/09 de autoria do Deputado Arnaldo Farias de Sá.

O projeto ainda está em tramitação no Legislativo, mas já é certo que não poderá exigir inscrição na Confederação Brasileira de Capoeira (CBC). O motivo da proibição é a CBC ser uma instituição privada e a inscrição obrigatória feriria o direito constitucional do exercício livre de qualquer profissão.

Fonte USP: http://www.jornaldocampus.usp.br/

Mestre Alcides – USP: CEACA

Aos poucos nossa Capoeiragem vai sendo remapeada.
Temos que concordar com alguns sábios mestres-administradores:
"Não há como definir uma política – pública ou privada – para a Capoeira se não fizermos, antes, um diagnóstico do estado da arte da capoeira e dos capoeiras.
 
Este artigo, escrito por Miltinho Astronauta, segundo suas próprias palavras, faz parte "ATLAS DA CAPOEIRA EM SÃO PAULO".
 
Nós, do Portal Capoeira, não apenas apoiamos a iniciativa, como fazemos parte dela.
 
Esta coluna "Jovens Mestres", será um espaço para disponibilizarmos alguns "perfis de mestres" e histórias da capoeira paulista e paulistana, como de qualquer outro lugar do país ou do mundo… o que precisamos é de material humano, didático e muita vontade…
 
Mas a obra completa, ou seja, o ATLAS de São Paulo, será construido coletivamente, e todos os segumentos da capoeira serão contemplados.
Digamos que estamos numa "corrida saudável", no qual a questão é: qual Estado será o primeiro a lançar seu ATLAS? Soube que no Maranhão a "coisa" está bem adiantada, e na Paraíba, terra de "Mestre Lendro Barros" – que nos emprestou seus cordéis para adaptarmos como ladainhas de angola – já estão também fazendo o dever de casa. Por lá, na Paraíba, Bené é a figura em ação.
 
Vamos, então, a um resumo da Capoeira de Mestre Alcides, Capoeira na USP, da qual já apreciei quanto estava em São Paulo… bons tempos…
 
Luciano Milani

Capoeira no Instituto Oceanográfico, USP, São Paulo
 
O Centro de Estudos da Capoeira – CEACA – oferece aulas de capoeira para alunos e funcionários da USP, no Butantã
 
 Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br
Edição 66 – de 26/Mar a 01/Abr de 2006
 
Historicamente, desde pelo menos o final dos anos 60, a Capoeira está na Universidade. Senão como disciplina, está pelo menos como atividade cultura e desportiva. Na USP (Universidade de São Paulo), Capital, Butantã, salvo engano os mestres Eli Pimenta e Gladson são os precursores. O primeiro por dar aulas aos alunos e funcionários, com atividade de lazer (1969), e o segundo por ter inserido a capoeira no currículo escolar da Usp (1970/71).
 
Mestre Gladson continuou seu trabalho no CEPEUSP – Centro de Praticas Esportivas da USP – onde ensina até hoje. Mestre Eli Pimenta, que iniciou Capoeira com Mestre Suassuna, depois passou pelo Cativeiro (de Mestre Miguel Machado), deu aulas na USP entre os anos de 1969 à 1982 (não sei precisar se houveram interrupções nos treinos de capoeira). Uma das fases de Mestre Eli na USP foi no antigo "Barracão", posteriormente demolido. O Grupo era o Grupo de Capoeira Senzala. Já em 1969 integra-se ao grupo de capoeiras o jovem Alcides de Lima, hoje Mestre Alcides. Pouco depois (1971) chega também o Dorival dos Santos – Mestre Dorival. No ano de 1988 mestre Alcides funda o Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira – CEACA. Ambos formam-se mestres em 1992, pelas mãos de Mestre Eli Pimenta. Na foto ao lado estão os Mestres Alcides, Eli Pimenta e Dorival, durante Cerimônia de Formatura, USP, 1999.
CEACA
 
Academia de Capoeira Senzala, USP, 1978: Batizado que contou com a presença dos seguintes mestres:
Eli, Miguel Machado, Caio, Rodolfo, Cidão, Alcides, Alemão, Saruezinho e outros.
 
CEACANa foto ao lado está o Mestre Alcides, jogando capoeira com a Edith, enquanto Elci, hoje Ouvidor Geral do Município de São Paulo observa.
 
Mestres Alcides e Dorival formaram os seguintes capoeiras: a) Turma 1 (1998): Paulinho Baraúna, Querido de Deus (Fabrício L. Silva), Jacaré (Denilson Almeida) e Luis Carlos Batista; b) Turma 2 (2002): Flexa (Ronaldo Amaral).
 
O CEACA ministrou aulas de Capoeira na Colorado State University, em Fort Collins, EUA, no ano de 1995. Fruto daquele primeiro trabalho, o CEACA mantém até hoje uma filial sob sua coordenação naquela cidade. O CEACA mantém ainda outras filiais: San Juan, em Porto Ricoç Bowie, Maryland (EUA) e Bordeaux, França.
 
Em São Paulo, Mestre Alcides desenvolve atualmente diversos trabalhos, sendo um deles no Lions Club (Av. Corifeu – Butantã) e o outro no Instituto Oceanográfico da USP (I.O.), na parte baixa da Rua do Matão, próximo ao Restaurante dos Professores.
 
Foi com grande satisfação que recebi de Mestre Alcides a informação que um projeto sob sua coordenação foi selecionado pelo programa Ponto de Cultura, do Ministério da Cultura. Este projeto vai ser desenvolvido na Escola Amorim Lima, no Butantã. Além do CEACA, de São Paulo, somente um outro grupo do Paraná foi contemplado com o incentivo do MinC.
Capoeira no I.O.
 
 As aulas de capoeira do Instituto Oceanográfico acontecem no Grêmio do I.O. as segundas e quartas-feiras, à partir das 18h00 e até as 19h15. Informações podem ser obtidas com o professor Lagarto (11) 9825-6298, ou com o Instrutor Rodrigo Pança (11) 9482-7985, ou com o Mestre Alcides no local.
CEACA
 
Sobre a Capoeira na USP
 
Para finalizar este artigo, gostaria de esclarecer que tão breve possa levantar mais informações sobre a história da capoeira na USP, e vice-versa, voltaremos e este editorial. Temos conhecimento dos trabalhos ali desenvolvido por diversos mestres, contramestres e professores como Gladson de Oliveira Silva, Pingüim (Luis Antônio Nascimento Cardoso), Vinícius Heine, João Sarará (João Luis Uchoa Passos), Thiaguinho (Thiago Uchoa Passos), Nego Folha (Márcio Custódio de Oliveira), o grupo Nzinga (M.Janja); o pessoal do Abada e da Malungos. Em breve retornaremos à esta Roda de Informações sobre a Capoeira.

 

Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br
 

Fundamentos Pedagógicos da Capoeira

 Curso de Difusão cultural – Fundamentos Pedagógicos da Capoeira
 
– Mestre Gladson de Oliveira
– Professor Vinícius Heine
 
Local: Módulo 04 do Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo ( CEPEUSP)
Pça 2, Prof. Rubião Meira, 61
Cidade Universitária / São Paulo – SP
 
11 e 12 de junho de 2005
das 08 às 18h
 
INSCRIÇÕES: de 09 de maio a 09 de junho
Sala 06 ( Velódromo ) – CEPEUSP
 
valor: 50 reais
 
Para quem vem de outras cidades a USP oferece um alojamento para os dias do curso.
 

Para obter mais informações: (11) 3091 – 3362
cepe@usp.br