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Mestre Acordeon & “B2B – Joga Capoeira”

Mestre Acordeon está nas vésperas de começar o B2B – Joga Capoeira, seu projeto mais recente e o mais ambicioso em toda sua carreira.

No último dia do “2013 UCA Batizado” em Berkeley na California e, ao completar 70 anos de idade, ele irá embarcar em uma jornada de introspecção e pesquisa profunda sobre a capoeiragem nas Américas. Em sua maneira de pensar, este projeto além de ser um marco para um novo estágio em sua existência, deverá ser também uma contribuição para o entendimento da trajetória da capoeiragem fora do Brasil.

Numa decisão pouco comum, porém consistente com sua personalidade e determinação, Mestre Acordeon escolheu sua bicicleta de mais de 20 anos de idade para viajar quase 23,000 km da Baia de San Francisco na California até a Bahia de Todos os Santos. Em suas palavras: “… indo de bicicleta eu terei oportunidade de imergir gradualmente nas culturas dos paises que irei visitar.” O B2B tem vários objetivos, sendo o mais significante para o Mestre Acordeon promover a visibilidade do Projeto Kirimurê, um programa social que ele mantêm na vizinhança de Itapuã para crianças entre 4 a 15 anos de idade. Este projeto irá completar 7 anos de existência e os fundos gerados pela comercialização dos produtos do B2B serão doados para esta entidade.

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Os outros objetivos a serem realizados durante esta trajetória são osseguintes:

• No dia 2 de setembro, Mestre Acordeon sairá de Berkeley com destino à San Diego com um grupo de alunos e amigos que o acompanharão nas suas bicicletas. Será uma jornada emocionante em que eles visitarão 9 cademias de capoeira até a fronteira dos Estados Unidos com o México. Em ordem cronológica, estas academias estão sob a liderança dos mestres, contramestres e professores a seguir: Papiba, Mariano, Chin, Guatambu, Batata, Amen, Boneco, Paulo Batuta e Mindinho, todos amigos do Mestre Acordeon e comprometidos com o sucesso do B2B;

• Entrando no México através da Baja California, Acordeon participará em vários eventos promovidos por muitos grupos de capoeira na América Central, como também na Colombia, Venezuela e Brasil. Durante esta visita, ele pretende trocar conhecimentos e aprender ainda mais sobre como a capoeira tem influenciado a vida das pessoas fora do nosso pais e, como estas pessoas também influenciam capoeira;

• Um documentário que irá fundir através dos olhos de um mestre experiente, imagens de um arquivo histórico relevante com momentos da capoeira que se pratica hoje em dia. Este filme terá uma trama dinâmica que também
registrará momentos inesperados durante a jornada, incluindo sugestões de como um capoeirista poderá melhorar seu jogo, como tocar berimbau de maneira expressiva e como interpretar a música da capoeira, refletindo sua própria personalidade. A trilha sonora planejada para este filme pretende refletir a influência das diversas formações culturais dos capoeiristas participantes. Parte dela será utilizada para a criação de um novo CD musical de alta qualidade.

• Mestre Acordeon concluirá um livro usando as letras de suas cantigas como ponto de partida para explorar vários assuntos relevantes para o capoeirista de hoje em dia, incluindo, um pouco de historia e filosofia. Em um sentido amplo, este trabalho será uma continuação de seu livro “Agua de Beber: Um Bate Papo de Capoeira”, com mais ênfase na capoeira atual, técnicas de treino e ilustrações.

Enfrentando as dificuldades de inúmeras horas pedalando, a emergência de obstáculos imprevisíveis e os limites de sua próprias capacidade física, Mestre Acordeon espera mergulhar em um processo de introspecção em que passado, presente e futuro possam fundir-se numa alquimia mágica capaz de promover um nível maior de auto-conhecimento e crescimento pessoal. Nas palavras do próprio Mestre, “espero terminar esta experiência como um ser humano melhor e um mestre capaz de influenciar de maneira ainda mais positiva a vida de meus discípulos”.

Um projeto desta grandeza, tão complexo e não-linear, não poderá ser realizado sozinho. Ele exige um grupo diversificado de pessoas, colaborando em diferentes frentes. Estamos muito gratos àqueles quetêm nos ajudado até então. Agora, estamos pedindo que todos vocês, capoeiristas, amigos e simpatizantes da causa, estendam as mãos e colaborem com este projeto. “Juntos seremos capazes de criar um documentário visual de alta qualidade e um belo trabalho para as gerações futuras”. Faça parte da jornada do Mestre Acordeon!

 

Informações adicionais:

Suelly (Suellen Einarsen), a primeira mulher americana a se tornar mestre de capoeira irá fazer parte de um grupo de alunos dedicados que acompanhará o Mestre durante toda a viagem. Por muito tempo, Mestra Suelly tem sido a companheira do Mestre Acordeon.

Alunos que pretendem acompanhar Mestre Acordeon:

Mariano Weschler-Bonsieppe (Galã): wechsler04@yahoo.com
Diego Armando Arena (Tarântula): diego.armando.arana@gmail.com
Elisa Pasquini (Tuchegas): elisapasqua@yahoo.com
Amber Nelson(Peninha): amberdnelson@gmail.com
Ashlee Trueb: ashleetrueb@gmail.com
Keith Chong(Balão): kchong@gmail.com
Tora Akiyama: tora@nichoume.com

Produção audiovisual:

Jorge Itapuã Beiramar, Kelly Calderon Barauna, Jonatan Romarico Roma

Animation:

Kjeld Pederson (Requeijão)

 

CLIQUE E VEJA O VIDEO FINAL NO INDIEGOGO

Caso vocês queiram fazer uma contribuição em Reais, oferecemos também a possibilidade de depositar na conta poupança 08707-3/500 em nome do Instituto Mestre Acordeon, Banco Itaú, Agência 1510. Envie o comprovante de deposito para o endereçoima.mestreacordeon@gmail.com, para receber um brinde em setembro, no final da campanha.

Mestre de Guarapuava produz filme sobre história da capoeira

Autor de vários projetos sociais no município, Ceará aparece entre capoeiristas do mundo todo contando a trajetória do esporte. Lançamento do festival cinematográfico acontece no Cine XV, neste domingo, mas a mostra será levada a vários Estados do país

O capoeirista Francisco Aloísio Teixeira Filho, conhecido como Mestre Ceará, deve colocar o município de Guarapuava, mais uma vez, no cenário internacional do esporte. Líder da Companhia Volta ao Mundo, ele ajudou a produzir um filme que vai contar a história da arte brasileira, além de relatar a trajetória dos nomes que atravessaram fronteiras para espalhar a modalidade a vários países.

O filme “Capoeira: a Arte que Encantou o Mundo” será exibido em primeira mão na cidade de Guarapuava, às 8h30 deste domingo, 9, no Cine XV. O festival cinematográfico, no entanto, será lançado já na sexta, 7, com batizados, troca de cordas e cursos na Escola Estadual Newton Felipe Albach, a partir das 15h. A organização é dos capoeiristas “Banin”, “Trilips”, Hait, Eddy e Bombom.

Durante o longa, são mostrados shows de capoeira em países como Canadá, Estados Unidos, Alemanha e Japão, além de projetos desenvolvidos no mesmo local por mestres brasileiros. Como já ministrou aulas e cursos em várias partes da Europa (Polônia, Bielorrússia, Bélgica, França e Suíça, entre outras), Ceará também aparece mostrando a expansão do esporte e da arte.

Ceará é fundador da companhia Volta ao Mundo e vem ajudando crianças e adolescentes da região com projetos sociais. No ano passado, foi reconhecido por uma instituição nacional pelo trabalho realizado com pessoas com deficiências físicas e mentais. O mestre realiza aulas em escolas públicas e na Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), entre outras instituições.

Em Guarapuava há quase uma década, Ceará já promoveu grandes eventos no município. O último deles, o Circuito Internacional e Jogos Abertos de Capoeira, aconteceu em junho.

O capoeirista iniciou a carreira aos nove anos de idade, em Fortaleza (CE) e, apesar dos problemas de saúde que teve na infância, se tornou um dos grandes nomes da arte no país. Ele cita como seus “formadores” os mestres Jair Correia (Grupo Marabaiano- Fortaleza), Antonio Carlos de Menezes (Muzenza-Curitiba) e Jamil Raimundo (Museu-Belo Horizonte).

 

Diário de Guarapuava

http://www.diariodeguarapuava.com.br

FCP promove a exposição “Arte e Cultura Africana”

Com abertura agendada para a próxima segunda-feira (27), às 17h30, a exposição Arte e Cultura Africana traz 130 peças, entre artefatos, quadros, móveis e esculturas do acervo de 19 embaixadas do Continente Africano no Brasil. A mostra, que também marca o 24º aniversário da FCP, é um dos eventos da instituição na preparação da Década dos Povos Afrodescendentes, que terá início em dezembro deste ano, conforme Resolução Organização das Nações Unidas (ONU). Até o dia 6 de setembro, as obras podem ser vistas no Salão Negro do Ministério da Justiça.

Para o presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira de Araujo, a mostra consegue reunir o encanto e a criatividade da cultura africana. “A exposição fará com que a distância física imposta pelo Atlântico seja superada, aproximando assim as identidades que valorizam as culturas brasileira e africana”, afirma, “Com certeza, os visitantes vão ficar maravilhados”, garante.

O curador da exposição, Carlos Eduardo Trindade, explica que a exposição levará o público a um passeio panorâmico sobre as bases constitutivas da vida comunitária, do trabalho, do lazer, das relações familiares, da religiosidade e do cotidiano dos vários povos que formam a África. “A heterogeneidade das práticas culturais existentes em solo africano é marcante e, talvez, a principal contribuição ofertada pelos seus habitantes à humanidade”, conta.

A exposição Arte e Cultura Africana foi desenvolvida pelo Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra da Fundação Palmares e contará com peças que retratam a cultura de África do Sul, Angola, Argélia, Benin, Burkina Faso, Botsuana, Cabo Verde, Cameroun, Etiópia, Gana, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Mauritânia, Marrocos, Moçambique, Nigéria, Sudão, Zâmbia e Zimbábue.

Arte africana – A arte africana reproduz os usos e costumes dos povos africanos. Nas pinturas, como nas esculturas, a caracterização da figura humana mostra uma preocupação com os valores morais e religiosos. A escultura, forma de arte muito usada pelos artistas africanos, utiliza-se de ouro, bronze e marfim como matérias primas. As máscaras são as mais conhecidas da plástica africana e constituem uma síntese dos vários elementos simbólicos. São confeccionadas em barro, marfim, metais, mas o material mais utilizado é a madeira.

 

Serviço

Exposição Arte e Cultura Africana

Onde: Salão Negro do Ministério da Justiça – Esplanada dos Ministérios, Bloco T, Edifício Sede

Quando: De 27 de agosto a 6 de setembro de 2012

Visitação: Segunda à sexta-feira, das 9h às 18h – Entrada franca

 

Fonte: http://www.palmares.gov.br

Mestre Decânio

Ângelo Augusto Decânio Filho, Mestre Decânio, o mais “idoso” dos discípulos de Mestre Bimba ainda vivos, a maior autoridade no mundo sobre a Capoeira Regional de Mestre Bimba. Médico de profissão, esteve ao lado do Mestre desde 1938, dispensando-lhe atenção filial, cuidados médicos, assessoramento em assuntos relacionados com a administração da Academia, estudo de novos golpes e contragolpes, e o estabelecimento de normas e regras destinadas ao aperfeiçoamento do ensino da luta. Em decorrência deste relacionamento, tinha o privilégio de ser o único detentor dos segredos e das manhas do Mestre. Escreveu vários livros sobre Capoeira, agrupados na Coleção São Salomão, editada por ele próprio. Sua obra é citada (por Mestre Damião) como “a verdadeira Bíblia da Capoeira”. Privar de sua companhia é sempre um grande prazer. Mantém uma página na Internet que é sem dúvida um dos melhores sites para quem quiser saber tudo sobre Capoeira:
Medico. Professor Universitário, Capoeirista.  Aluno de Mestre Bimba desde 1938

Exposição: Origem da Capoeira

Cinco séculos de capoeira

“Capoeira é, acima de tudo, companheirismo, união e respeito. Ela sintetiza nossas origens e nossa cultura”, explica Mestre Arrepio, no centro da roda formada por crianças e adolescentes na galeria de arte Newton Navarro. Atentos, eles acompanham a destreza dos capoeiristas que exibem sincronia e gingado marcados pelo som do berimbau, do atabaque e do pandeiro. Em cartaz até o próximo dia 5 de outubro, na Fundação Capitania das Artes, a exposição “Origem da Capoeira” faz um retrospecto educativo, artístico e sociocultural sobre a origem desta arte marcial genuinamente brasileira.

Funcionando em horário estendido, das 9h às 21h de segunda à sexta-feira, a galeria abre as portas para visitantes interessados em manter contato com a capoeira não apenas através das performances esportivas do Grupo Cordão de Ouro, mas também a partir de maquetes, exibição de vídeos, aulas teóricas e pinturas especialmente produzidos para a ocasião pelos artistas plásticos Francisco Eduardo, Paixão, Carlos Sérgio Borges, Fernando Galvão, Roberto Medeiros e Guaraci Gabriel.

Ao todo são trinta obras, cinco de cada, que contam cronologicamente os vários momentos da capoeira, desde o século 16 até a expansão mundial nos dias atuais. “Para entender a origem da capoeira, que se espalhou por mais de 200 países, temos que conhecer a própria história do Brasil, desde o tempo da colônia. Só assim podemos compreender por que, desde 2008, ela é reconhecida pelo Iphan como patrimônio cultural brasileiro”, garante o pedagogo e arte-educador potiguar Nivaldo Freire, 34 anos, batizado na capoeira como Mestre Arrepio. Com 25 anos de experiência, ele diz que essa é a primeira vez que a capoeira é abordada sob vários aspectos em uma mesma exposição.

PINTURAS CRONOLÓGICAS

O desafio de retratar a trajetória da capoeira, desde sua origem nas senzalas, passando pela proibição de sua prática que durou até o início da década de trinta, desembocando no reconhecimento mundial como arte marcial, em telas, materializado pelos artistas, traça um panorama eclético com seis visões diferentes para o mesmo tema. 

A CRONOLOGIA ARTÍSTICA

Francisco Eduardo, por exemplo, ficou incumbido de retratar o período pré-escravidão. Seus trabalhos, em tons pastéis, a figura do negro ainda não está presente. Já Paixão destaca a chegada do escravo e Carlos Sérgio adentra as senzalas e retrata o período dos castigos nas fazendas coloniais. Fernando Galvão mostra o início do desenvolvimento da capoeira, enquanto Roberto Medeiros aborda a abolição da escravatura e difusão da capoeira no meio urbano. A última fase fica por conta do artistas Guaraci Gabriel. Conhecido por suas megaesculturas de metal, ele explora a pluralidade de povos “contaminados” pela arte da capoeira. Seus desenhos, com detalhes furta-cor, desembarcam no século 21 e apresentam a globalização da arte marcial tupiniquim.

“Estamos aqui para reforçar essa história. As pessoas precisam conhecer a origem da capoeira, saber que ela foi criada aqui no Brasil, tirar a ideia da cabeça que existem vários tipos (Angola e Regional): tudo é capoeira! O que define é o ritmo”, disse Mestre Arrepio. Ele comentou que a desmarginalização por completo da capoeira ainda está em andamento, mas acredita que “o processo está cada vez mais rápido. Quando imaginaríamos que a capoeira ocuparia uma galeria de arte?”, questiona.

ESPANHA

“Em março do próximo ano, essa exposição será exibida na Semana de Arte da Universidade de Barcelona, na Espanha. O evento reúne manifestações culturais de mais de 80 países, e nós seremos os únicos representantes brasileiros”, comemora Arrepio, que recebeu o apelido de Mestre Suassuna de São Paulo, um costume entre os adeptos da capoeira. Ele disse que a intenção, após retornar da Europa, é chegar no Recife (PE), Salvador (BA) e no Rio de Janeiro – cidades onde a arte marcial foi inicialmente desenvolvida. “Acertado mesmo, até agora, temos Mossoró e Pau dos Ferros em novembro”, informa.

A viagem para Barcelona foi acertada a partir de um aluno da universidade espanhola que conheceu Mestre Arrepio durante temporada de férias em Natal. “Temos hospedagem e alimentação garantida para uma equipe de 16 pessoas, incluindo os seis artistas que colaboraram doando os quadros”, disse. A única pendência para o grupo são as passagens aéreas, e ele espera receber apoio do poder público para representar o Brasil e o RN. “É o reconhecimento de um trabalho sério e comprometido”, garante.

ESCOLA CORDÃO DE OURO

A escola Cordão de Ouro mantida no bairro de Cidade Nova por Arrepio faz de uma rede homônima, que no RN é coordenado pelo Mestre Irani, sediada em São Paulo, com filiais filiais espalhadas por todo o Brasil e em outros 28 países. “Natal aparece com destaque por ser a sede do centro cultural e de pesquisa. Inclusive estou com a missão de criar o primeiro memorial da capoeira”, orgulha-se.

Vale registrar que a mostra “Origem da Capoeira” foi viabilizada com investimento pessoal do Mestre Arrepio, mais apoio das Fundações Joaquim Nabuco (vídeo), Palmares, José Augusto (camisas e banners), Capitania das Artes (pauta da galeria, cartazes e contato com artistas pláticos ) e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-Iphan.

Serviço:

“Origem da Capoeira”, de segunda a  sexta-feira, das 9h às 21h, até dia 5 de outubro, na galeria da Funcarte. Av. Câmara Cascudo – Centro.

 

Fonte: Tribuna do Norte – http://tribunadonorte.com.br/

Forte Casa Teatro conceberam a peça itinerante Sobre Concreto Sonho,

FORTE CASA TEATRO LEVA CULTURA ÀS RUAS COM “SOBRE CONCRETO SONHO”

Desde o começo de junho, o grupo Forte Casa Teatro (sediado na Casa Mestre Ananias) se apresenta gratuitamente para a comunidade no Bixiga, encenando a peça Sobre Concreto Sonho.

Nesse fim de semestre letivo também houve sessões especiais com os adolescentes da Escola Estadual Maria José, que possui vários alunos matriculados nas atividades da CMA (as apresentações aconteceram nas terças-feiras de junho e estão programadas também para agosto).

 

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Fonte: http://www.mestreananias.blogspot.com/

Carta Aberta: Grupo Botequim

O Grupo Botequim, fundado há 5 anos, tem feito um movimento de valorização do samba brasileiro através das rodas de samba que realiza em vários locais da cidade de Salvador.

As rodas são gratuitas e com uma participação crescente de pessoas interessadas na valorização de nossa cultura. Todos podem cantar, sambar, tocar instrumentos, e muitas vezes até compartilhar da comida servida pelos anfitriões dessas rodas. Esse é o verdadeiro sentido de comunidade, e é nisso que o Grupo Botequim acredita: a força do samba como manifestação agregadora de pessoas e de valores.

O Grupo Botequim foi convidado recentemente para representar a cultura brasileira num Festival Internacional de Música na cidade de Munique – Alemanha que acontece agora em julho. Além disso, o grupo já tem agenda em algumas casas noturnas de Paris – França, para o mesmo período.

Vários contatos foram feitos com instituições públicas e privadas, governos federal, estadual e municipal, editais públicos, etc…e não conseguimos o apoio para a compra das passagens aéreas, já que o festival não se responsabiliza pelas mesmas.

Em função disso, o Grupo Botequim tem feito várias ações no sentido de tentar levantar fundos para essas passagens como: passar o chapéu nas rodas de samba, eventos, venda de CDs, etc… e graças a esse esforço, e com a contribuição da comunidade que nos acompanha, já conseguimos comprar metade das passagens.

Porém ainda faltam algumas passagens para que o grupo possa viajar completo, e por essa razão, nos dirigimos à comunidade na tentativa de solicitar àqueles que se disponham, a contribuir com algo muito simples: A TRANSFERÊNCIA DE SUAS MILHAS DE EMPRESAS AÉREAS, para a compra dessas passagens que faltam.

Acreditamos que com a força de nossa comunidade, conseguiremos o nosso objetivo de representar com dignidade a cultura brasileira através do samba, que tanto respeitamos e valorizamos.

Àqueles que se disporem a contribuir, pedimos que entrem em contato com Daniela, nos números: 91357966 e 34994744 ou pelo e-mail: grupobotequim@yahoo.com.br

Nossos sinceros agradecimentos

 

Grupo Botequim

Copa Real Sport Clube – Massamá / 2010

Como acontece todos os anos, nos próximos dias 3 e 4 de Dezembro iremos realizar a Copa Real Sport Clube – Massamá / 2010, preparação para o V Europeu de Capoeira – Paris/2011 www.capoeiraparis-amcf.fr

Com este campeonato o Grupo Muzenza de Portugal pretende mostrar a capoeira como modalidade desportiva, e divulgar, preservar e potencializar esta arte que faz parte da história do Brasil e que tem um grande poder como instrumento para a promoção da saúde, da cultura e da educação. Pretendemos ainda promover o intercâmbio entre os vários segmentos da comunidade capoeirística e os interessados nesta modalidade, e o aperfeiçoamento técnico, táctico e cultural da prática da capoeira.

Portugal, com 4 títulos Mundiais, vários destaques técnicos Mundiais e 12 títulos Europeus é, sem dúvida, uma fábrica de atletas na modalidade. O evento terá lugar na sede do Real Sport Clube, em Massamá.

 

  • Premiação para os “Top 5” e para o Destaque em cada categoria (masculino e feminino).

 

Contamos com a presença de todos!

 

 

 

Nota: para participar nas actividades os alunos deverão usar o uniforme completo (calças e t-shirt oficiais) e apresentar-se às 14h30 para receber o número e confirmar a participação no campeonato.

 

 

 

Para mais informações contacte:

Mestre Sargento – 00351 963 548 283.

Sede do Real Sport Clube: R. Firmina Celestino Cardoso, 10. Massamá – atrás da telepizza

 

 

 

Supervisão Mestre Burguês

Batuque de cearense conquista holanda

Grupo criado em 1995 ajuda a divulgar a cultura e os costumes brasileiros em solo holandês e já tem sede em 10 cidades

Que os cearenses estão espalhados pelos “quatro cantos” do planeta, exercendo diferentes atividades, isso não é mais novidade. Tanto que na Holanda um legítimo “cabeça-chata”, Vladimir Frama, conquistou os nativos desse país divulgando a arte da capoeira, considerado um esporte genuinamente brasileiro.

Frama, que criou o Grupo Batuque para legitimar o seu trabalho como capoeirista naquele país, atualmente encontra-se em Fortaleza, juntamente com um grupo de holandeses, para festejar as “bodas de cristal” (15 anos) do grupo que hoje já conta com 300 integrantes.

Origem

Sob o barulho das ondas arremetendo contra os pilares da Ponte Metálica, na Praia de Iracema, um dos cartões postais da nossa Capital, Frama falou da origem do Batuque e da sua vida na Holanda. “O Batuque Capoeira é um grupo que existe há 15 anos na Holanda. E neste mês, como celebração de mais um ano de fundação, estamos trazendo vários alunos para conhecer mais a capoeira e a cultura brasileira”, informou Vladimir. “A gente conseguiu formar na Holanda um dos maiores grupos de capoeira, conseguimos atuar dentro da sociedade local e penetrar em lugares que antes não eram possíveis com a capoeira”, disse o mestre Frama.

Diversificação

Segundo Vladimir, no Batuque “ministramos aulas para crianças, jovens, realizamos trabalhos sociais junto a famílias com crianças carentes – árabes, por exemplo -, trabalhamos em prisões, em hotéis também, então é um leque aberto que é incrível, chega a ser surpreendente essa penetração que nós onseguimos levar para a capoeira em termos de divulgação e respeito, claro”. Frama ressaltou que “a capoeira, sem dúvida, hoje, é o grande cartão postal do Brasil na Europa. O nosso País é muito visto lá fora pela violência nos morros do Rio de Janeiro, tráfico etc, e a capoeira veio para limpar essa imagem. É incrível como ela atrai, seduz, transforma. O europeu começa treinando capoeira, depois quer aprender o português, ouvir música brasileira, ler livros, quer conhecer a história, vir ao Brasil, age como imã”.

Mágica

O fundador do Grupo Batuque salientou que “a capoeira é muito mágica. Ela é um misto de esporte, cultura, dança, luta, é muita coisa envolvendo. O aluno que está fazendo capoeira está ocupado com muitas atividades, o cérebro não para, é uma terapia incrível. Uma gama de vários aspectos, desde chutes na cabeça até acrobacias de pernas para cima, que mudam toda uma perspectiva de mundo”.

Início na capoeira

“A capoeira entrou na minha vida aos 12 anos de idade”, confessou Vladimir Frama. “Morava no Henrique Jorge e treinava no Centro Social Urbano César Cals, com mestre Everaldo, grande personagem do esporte no Ceará. E mesmo com a família dizendo ´pare com isso, não continue que isso é coisa de vagabundo etc eu prossegui. E a capoeira foi e é minha grande escola. Eu hoje sou mestre, fotógrafo profissional, músico também, concluí a Faculdade de Música e cheguei a tocar nas noites de Fortaleza, mas a minha grande escola é a capoeira. Ela me abriu as portas na Europa, no Brasil, sem a capoeira eu seria outra pessoa”, reconheceu o coordenador do Batuque.

Volta por cima

“Tanto minha família quanto a sociedade da época via a capoeira como uma coisa de vagabundo. Não era um esporte de ponta, de elite, bem visto”, admitiu o mestre Frama. “Mas graças à sua força, pois ela é uma coisa muito mágica, a capoeira superou os preconceitos no Brasil e lá fora também. Hoje em dia minha família adora a capoeira”, ressaltou mestre Vladimir.

Hierarquia

Na capoeira há um sistema hierárquico de graduações. “No início temos apenas o aluno, depois esse aluno passa a instrutor, professor, contramestre, até finalizar com o título de mestre”, acrescentou Vladimir. Mas até conseguir se firmar com o Grupo Batuque Capoeira em solo holandês, o mestre cearense “comeu o pão que o diabo amassou”. E ele explicou: “Viajei com a cara e a coragem. Na bagagem pouco dinheiro e o conhecimento do inglês. Morei vários anos como ilegal e por isso estava sempre mudando de local. Mas consegui superar todas as dificuldades, até criar o Grupo Batuque. Porém, valeu a pena todo sacrifício”, concluiu Frama.

Saiba mais

Fundação

Grupo Batuque Capoeira foi fundado em 1995, na Holanda, pelo cearense Vladimir Frama e hoje tem 300 integrantes

Área de atuação

Atualmente, o Batuque, conta com sedes em 10 cidades: Den Haag, Utrecht, Oss, Nijmegen, Arnhen, Breda, Amersfoort, Leiden, Malden e Den Bosch

Integrantes

Frama e o grupo de holandeses do Batuque permanecem em Fortaleza por quatro semanas. O mestre e seus alunos participarão de rodas de capoeira com outros grupos e visitarão Canoa Quebrada

MOACIR FÉLIX
REPÓRTER

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/

Aconteceu: Jungle Meeting reúne capoeiristas de vários países em Manaus

MANAUS – As delegações estrangeiras começaram a chegaram dia (3) em Manaus, para o Encontro Internacional de Capoeira, o Jungle Meeting, que aconteceu entre os dias 4 e 6 de setembro (sexta-feira, sábado e domingo) em vários pontos da cidade.

Além de alunos de cidades do interior do Amazonas, como Parintins, Boa Vista do Ramos, Manacapuru e Presidente Figueiredo, marcarão presença grupos do Canadá, Alemanha, Guiana Inglesa e Polônia.

O organizador do encontro, o mestrando Vander Pililim, contou com a participação de aproximadamente 600 capoeiristas. “Antes, os turistas tinham uma visão do Brasil que se limitava a Rio de Janeiro e Bahia. Nossa intenção é atrair pessoas para Manaus, para que eles conheçam não só nossa capoeira, como também nossa cidade e nosso Estado”, comentou.

Na última terça-feira (1), foi realizado um exame para avaliar o nível de conhecimento dos alunos sobre a capoeira, a fim de definir se eles estão aptos a se formar ou trocar de graduação.

– Eles foram questionados sobre fundamentos da modalidade, como a história da capoeira, história do berimbau, origem da modalidade, ainda tocaram berimbau, pandeiro e cantaram – explicou Pililim. Setenta capoeiristas trocam de graduação no sábado.

Aulas de Capoeira

O ginásio da Mini Vila Olímpica do Coroado foi liberado para aulas da modalidade. As aulas terão início no dia 15 de setembro, e serão ministradas pelo mestrando Pililim, às terças e quintas, entre 7h e 8h. As matrículas já podem ser feitas na Mini Vila Olímpica (Alameda Cosme Ferreira), com o professor Tarcísio.

É necessário apresentar cópia do RG e comprovante de residência, além de uma foto. Caso o aluno seja menor de idade, é preciso documentação do responsável.

Fonte: Portal Amazônia, com informações da Semdej – http://portalamazonia.globo.com

Foto: Divulgação/Semcom