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Cabo Verde: Ginga e debate de Capoeira, em S. Vicente

A ginga, ao som do berimbau, voltou a invadir as ruas de Mindelo, no passado fim-de-semana. O 21º Encontro Nacional de Capoeira mobilizou mais de cem capoeiristas das escolas de S. Vicente Santo Antão e Sal, além de um praticante cabo-verdiano residente na Bolívia. “Este foi um dos encontros mais bem organizados que já fizemos. Recebemos os patrocínios solicitados e cumprimos toda a nossa programação. Estendemos o nosso convite aos capoeiristas da ilha de Santiago, mas, infelizmente, devido a problemas de ligação aérea, não puderam estar presentes”, afirma Djê, professor da academia Liberdade de Expressão, anfitriã do evento que costuma acontecer no mês de Dezembro.

Além das habituais aulas colectivas nas escolas e na rua, a reunião dos capoeiristas foi o momento escolhido para a graduação de 56 alunos, bem como, para o debate sobre o desenvolvimento desta expressão cultural e desportiva em Cabo Verde e a visualização de vídeos. “Foi também uma oportunidade para fazermos um balanço de 2012 e perspectivarmos 2013”, acrescenta o professor, que enalteceu o trabalho que a sua academia tem em curso na ilha de S. Vicente envolvendo um grupo considerável de crianças que estão a ser iniciadas na arte da ginga, uma aposta no futuro da Capoeira. Para o próximo mês de Abril está marcado um encontro internacional que deve assinalar mais um aniversário da academia Liberdade de Expressão.

Professor de capoeira é preso fazendo sexo com aluna de 10 anos

ABUSO: Foi com enorme repulsa que recebemos a notícia da prisão em flagrante do Mestre de Capoeira, Ailton Leonardo da Silva (Mestre Careca), de 54 anos, por crime de carater sexual contra uma de suas alunas com apenas 10 anos de idade

Fica a matéria retirada do conceituado Jornal do Estado do Rio de Janeiro: O Globo (Ver texto original) para que nossa comunidade reflita e comente sobre o terrível acontecimento que infelizmente acontece em nossa sociedade não só nas academias de capoeira mais em todos os lugares imagináveis, até nos menos suspeitos…

Luciano Milani

Professor de capoeira é preso fazendo sexo com aluna de 10 anos (O Globo)

RIO – Um professor de capoeira foi preso na noite desta sexta-feira ao ser flagrado fazendo sexo com uma de suas alunas, de apenas 10 anos, dentro do carro, na Avenida Meriti, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte. Ailton Leonardo da Silva, de 54 anos, foi abordado por policiais do 16 BPM (Olaria) no momento em que a criança praticava sexo oral.

Segundo o delegado Felipe Curi, que registrou o caso na 22 DP (Benfica), o professor dá aulas de capoeira no condomínio da vítima, também em Vicente de Carvalho. Ele convidou a menina para ir a uma lanchonete e, no caminho, começou a aliciá-la. Pressionada, a menor concordou em praticar sexo oral.

Ailton responderá pelo crime de estupro de vulnerável (antigo atentado ao pudor) e, se condenado, ficará de oito a 15 anos na cadeia.

Fonte: http://oglobo.globo.com

História: Certidão de nascimento de Mestre Pastinha

Depois de uma certa polêmica com relação ao verdadeiro nome de Mestre Pastinha, nosso querido amigo, parceiro e um dos mentores deste Portal, Mestre Decanio, nos brindou com um documento de raro valor histórico: A Certidão de nascimento de Mestre Pastinha., documento este que veio iluminar o assunto… A confusão e a demora em corrigir um artigo publicado em nosso portal em 2007 que falava diretamente sobre o grande mestre Pastinha, foi agravada pela referência ao nome do mestre na consagrada Enciclopédia Online a Wikipédia – (http://pt.wikipedia.org) cujo artigo principal com o nome do mestre, fazia referencia a JOAQUIM VICENTE FERREIRA PASTINHA.

Depois de alguma pesquisa com mestres diretamente ligados a história e tradição da Capoeira Angola, assim como discipulos e conhecedores da vida e da obra de mestre pastinha, conseguimos uma prova irrefutável do verdadeiro nome de Mestre Pastinha. Aproveitamos o documento de raro valor histórico para compartilhar e corigir a sua referência na Wikipédia.

Para baixar a Certidão de nascimento de Mestre Pastinha, visite nossa seção de Downloads da Capoeira.

 

Vicente Ferreira pastinha (Mestre Pastinha), nascido em 1889 dizia não ter aprendido a Capoeira em escola, mas “com a sorte”. Afinal, foi o destino o responsável pela iniciação do pequeno Pastinha no jogo, ainda garoto. Em depoimento prestado no ano de 1967, no ‘Museu da Imagem e do Som’, Mestre Pastinha relatou a história da sua vida: “Quando eu tinha uns dez anos – eu era franzininho – um outro menino mais taludo do que eu tornou-se meu rival. Era só eu sair para a rua – ir na venda fazer compra, por exemplo – e a gente se pegava em briga. Só sei que acabava apanhando dele, sempre. Então eu ia chorar escondido de vergonha e de tristeza.” A vida iria dar ao moleque Pastinha a oportunidade de um aprendizado que marcaria todos os anos da sua longa existência.

“Um dia, da janela de sua casa, um velho africano assistiu a uma briga da gente. Vem cá, meu filho, ele me disse, vendo que eu chorava de raiva depois de apanhar. Você não pode com ele, sabe, porque ele é maior e tem mais idade. O tempo que você perde empinando raia vem aqui no meu cazuá que vou lhe ensinar coisa de muita valia. Foi isso que o velho me disse e eu fui”. Começou então a formação do mestre que dedicaria sua vida à transferência do legado da Cultura Africana a muitas gerações. Segundo ele, a partir deste momento, o aprendizado se dava a cada dia, até que aprendeu tudo. Além das técnicas, muito mais lhe foi ensinado por Benedito, o africano seu professor. “Ele costumava dizer: não provoque, menino, vai botando devagarinho ele sabedor do que você sabe (…). Na última vez que o menino me atacou fiz ele sabedor com um só golpe do que eu era capaz. E acabou-se meu rival, o menino ficou até meu amigo de admiração e respeito.”

Foi na atividade do ensino da Capoeira que Pastinha se distinguiu. Ao longo dos anos, a competência maior foi demonstrada no seu talento como pensador sobre o jogo da Capoeira e na capacidade de comunicar-se. Os conceitos do mestre Pastinha formaram seguidores em todo Brasil. A originalidade do método de ensino, a prática do jogo enquanto expressão artística formaram uma escola que privilegia o trabalho físico e mental para que o talento se expanda em criatividade. Foi o maior propagador da Capoeira Angola, modalidade “tradicional” do esporte no Brasil.

 

* A Certidão de nascimento de Mestre Pastinha foi partilhada pelo nosso querido amigo e um dos mentores do Portal Capoeira, mestre Decanio.

Um grande abraço repleto de um desejo de paz, saúde e prosperidade para este grande ser humano.

Visite: http://capoeiradabahia.portalcapoeira.com

Abadá e Mestre Cobra em Cabo Verde

Abada recebe mestre "Cobra" em Cabo Verde  
 
A Associação Abada Capoeira de Cabo Verde, que é filiada na maior associação de capoeira do mundo com mais de 60 mil praticantes em 33 países e ainda representantes em todos os estados brasileiros, realiza até ao próximo dia 16 de Julho um festival de capoeira, com a presença de mestres e professores internacionais, pelas ilhas. É assim que depois de Santiago, Sal e Santo Antão, São Vicente prepara-se para receber a partir de hoje, sexta-feira, 13, três professores de capoeira brasileiros, sendo que um deles reside actualmente em Portugal e um mestre de capoeira conhecido no meio por “Cobra”.
 
A vinda desses especialistas brasileiros de capoeira a Cabo Verde para participar no festival internacional de verão da Abada, que marca o arranque da campanha contra a violência, é a acção mais visível desta actividade que terá a duração de um ano. “Estivemos 10 dias na ilha de Santiago, dois dias no Sal e dois dias em Santo Antão. A partir de hoje, sexta-feira, 13, vamos estar em São Vicente, ilha onde iremos realizar uma seria de actividades até a próxima segunda-feira, data do término do festival”, explica António Marques, ou melhor ‘Patcha’, responsável do Abada em Cabo Verde.
 
Esta campanha contra a violência, de acordo com o professor de Abada Pacha, vem na sequência de uma campanha idêntica realizada em 2006, nessa ocasião a favor da água. Esta campanha arrancou em princípios de Junho com a distribuição de folhetos em escolas do Ensino Básico Integrado de São Vicente e foi levado às principais ilhas do país, com a realização de actividades nas ilhas de Santiago, Sal, Santo Antão e São Vicente. “Estamos a passar uma mensagem muito educativa. Em simultâneo, estamos a distribuir folhetos com informações sobre as formas de combater a violência, a conversar com as crianças e, claro, a utilizar a capoeira para passar a nossa mensagem de paz e amor”.
 
Esta mensagem, mesmo depois do término do festival internacional de capoeira, indica Pacha, está presente em todas as actividades realizadas pelas diversas filiais da Abada Capoeira ao longo do ano de 2007. Pacha destaca ainda o facto de, nesta altura, o país estar a ser procurado com regularidade por grandes empreendimentos turísticos que vêm a Cabo Verde sobretudo por causa da tranquilidade que essas ilhas oferecem.
 
Foi com esse propósito que, em cada uma das ilhas visitadas, o Abada Capoeira realizou uma série de localizadas com a presença de capoeiristas nacionais e dos convidados especiais, os três professores de capoeira e do mestre Cobra, que se encontram em Cabo Verde. “Sabemos do impacto da capoeira, sobretudo entre os jovens e estamos a utilizá-la como chamariz”, admite este responsável, que aproveita para informar que todo esse trabalho do Abada está a ser desenvolvido em parceria com a Comissão Nacional dos Direitos Humanos e Cidadania (CNDHC) e dos órgãos de comunicação social.
 
 
Constânça de Pina
A Semana online
http://www.asemana.cv

Capoeira no Campo: Filhos de agricultores participam de oficinas

Já dizia a cantiga: "Ponha lá vaqueiro… ponha jaléco de couro… Ponha jaléco de couro… na porteira do cural…"
Projeto pretende levar arte, cultura e cidadania para o sertão de Orós. Os beneficiados são os filhos dos agricultores
 
Óros. Enquanto os produtores rurais estão preocupados com a estiagem que assola o campo, crianças e adolescentes, filhos de agricultores, estão tendo a oportunidade de participar de oficinas de arte, cultura popular e cultivo de horta. O projeto Jornada de Arte no Sertão de Orós está ajudando a mudar a vida de um grupo de jovens do distrito de Guassussê. Essa é a segunda edição da iniciativa, idealizada pelo músico e compositor Zé Vicente. O palco para a realização das oficinas é o Sítio Aroeiras. O espaço é amplo. No terreiro de casa, crianças e adolescentes que estudam regularmente em escolas da comunidade aprendem noções básicas de música, nas modalidades de flauta doce e canto, dança popular e CAPOEIRA, contação de histórias, hortas e mudas. Quem estuda pela manhã, participa das oficinas culturais no período da tarde e vice-versa. A idéia vem agradando os alunos dos sítios vizinhos. O projeto é destacado como uma verdadeira oportunidade de aprendizagem de novos conhecimentos, de arte e cultura popular, que geralmente não são ensinados no ensino regular.
As oficinas realizadas hoje são frutos de uma semente plantada pelo músico e compositor, Zé Vicente, em meados da década de 1990. “Na casa da tia Zefa, começamos a desenvolver atividades ligadas à produção orgânica de frutas, hortaliças e plantas medicinais”, disse. “O projeto desde o início contemplou oficinas de artes sobre temáticas da saúde, espiritualidade e educação ambiental”.
Em março de 2006, aconteceu a 1ª Jornada de arte na roça. Foram 12 dias de oficinas de educação musical, poesia, meio ambiente, hortas e mudas. “Aproveitamos o período propício das chuvas no sertão, tempo mesmo de plantar e curtir a mãe natureza”, explica.
 
Na primeira edição do projeto, participaram cerca de 150 jovens. Além das crianças e adolescentes, os pais participaram apoiando as ações, incentivando os filhos ou simplesmente foram admiradores. Nesse ano, o projeto cresceu e foi finalizado neste fim de semana, após 10 dias de atividades. Os alunos que participaram das oficinas de música em 2006, tiveram a oportunidade de iniciar aprendizagem sobre leitura de partitura. O professor, licenciado em música pela Universidade da Bahia, Enoque Norberto, que desenvolve projetos na área de educação ambiental, na Prefeitura de Camaçari, mostrou-se empolgado com o interesse e a facilidade de aprendizagem do grupo.
 
Trinta jovens tiveram a oportunidade de vivência de uma nova atividade, danças populares e capoeira. Acostumados ao ritmo do forró eletrônico que predomina nas rádios, crianças e adolescentes, praticaram passos do maracatu rural no estilo solto baque e maracatu nação, baque virado, além de uma volta às raízes do forró pé de serra, xote e baião.
 
A oficina de dança, coordenada pelo contramestre em capoeira, Rafael Magnata, de João Pessoa, foi uma novidade bem aceita pelos meninos e meninas que arrastaram poeira no sertão de Orós. “O terreiro de casa é para isso, festa, alegria, contemplação da natureza”, observa Zé Vicente.
 
Houve a continuidade da produção orgânica de hortaliças e cultivo de mudas de fruteiras, com orientações teóricas e práticas de campo. Com o objetivo de manter viva a memória dos ancestrais, seus mitos, ritos e bons costumes, foi realizada, no terreiro em volta da fogueira ou à luz de lamparina, uma oficina de narrativas de histórias dos ancestrais.
 
A idéia é resgatar a oralidade de acontecimentos diversos, como a construção do açude Orós, saída dos antigos moradores, cujas terras foram encobertas pelas águas da barragem, para as vilas Palestina e Guassussê.
 
Além das oficinas, ressalta Zé Vicente, houve passeios ecológicos e momentos de espiritualidade em sintonia com a Campanha da Fraternidade sobre a Amazônia. Atualmente, há dificuldades para arrecadação de fundos e alimentos para a realização das atividades. Há um grupo de amigos que apoia a idéia. Os professores trabalham apenas pela hospedagem e passagem. 
 
AMPLIAÇÃO
 
"O nosso objetivo é ampliar essas atividades e formar o Centro Sertão Vivo de arte e ecologia".
José Vicente
Idealizador do projeto
 
Mais informações:
Projeto Jornada de Arte no Sertão realizado no município de Orós
(85) 3232.2373 – Zé Vicente
(88)3581.2555 – Dos Anjos
mail zvi@uol.com.br

Nova “versão” dos Manuscritos de Pastinha

Está disponivel em nossa area de downloads, uma nova "versão" dos Manuscritos de Mestre Pastinha, o famoso Caderno Albo.
 
Um documento histórico importantíssimo para qualquer capoeirista preocupado com a cultura e a história, u
ma forma de conhecer os pensamentos e os desenhos de Vicente Ferreira Pastinha…
 
Esta nova versão foi preparada pelo Bruno Souza (Teimosia), basta baixa-lá e executar o programa em seu computador.
 
*Cortesia Mestre Decanio