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Inscrições: Projetos Criança Esperança em 2009

No dia 15 de agosto, iniciou-se as inscrições para seleção dos projetos a serem apoiados pelo Criança Esperança em 2009. As entidades interessadas em receber apoio devem ler atentamente as instruções da convocatória e enviar sua inscrição até o dia 30 de setembro, em formulário próprio, disponível no site

http://criancaesperanca.globo.com/CEsperanca/upload/Convocatoria2008.zip

Poderão candidatar-se organizações da sociedade civil sem fins lucrativos que apresentem projetos com o objetivo principal de promover a inclusão social, o empoderamento e o desenvolvimento humano e social e a educação inclusiva de grupos vulneráveis por meio de ações de educação, cultura, comunicação e informação, esporte e meio ambiente.

A organização proponente deve ainda preencher os seguintes quesitos:

– Ser legalmente constituída no país (possuir personalidade jurídica);

– Ter no mínimo dois anos de fundação e atuação;

– Possuir experiência na área temática proposta;

– Estar inscrita no Conselho Municipal e/ou Estadual e/ou Nacional de sua área de atuação (Conselhos de Assistência Social, Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente, Conselhos de Educação, Conselhos de Saúde);

– Apresentar contrapartida para o desenvolvimento do projeto.

Serão apoiados com recursos do Criança Esperança projetos desenvolvidos em, pelo menos, uma das seguintes áreas temáticas:

– Educação, especialmente "educação para todos" e educação preventiva para HIV/AIDS;

– Educação para o desenvolvimento sustentável;

– Inclusão social;

– Alfabetização funcional;

– Cultura como um instrumento de inclusão social;

– Acesso de jovens à informação, ao conhecimento, e também ao uso de novas tecnologias;

– Crianças e jovens em situação de vulnerabilidade.

E que tenham como público alvo, pelo menos, um dos seguintes grupos:

– Crianças, adolescentes e/ou jovens em situação de pobreza e/ou vulnerabilidade e risco social;

– Crianças, adolescentes e/ou jovens de minorias raciais (afro-descendentes e indígenas);

– Crianças, adolescentes e/ou jovens em situação de rua;

– Crianças, adolescentes e /ou jovens vivendo com HIV/Aids;

– Crianças, adolescentes e/ou jovens em projetos de prevenção e/ou reabilitação do uso de drogas;

– Crianças, adolescentes e/ou jovens vítimas de violência e/ou abuso sexual e/ou doméstico;

– Crianças, adolescentes e/ou jovens com deficiência;

– Crianças, adolescentes e/ou jovens do gênero feminino em situação de vulnerabilidade pessoal e social.

Poderão concorrer projetos que solicitem financiamento ao Criança Esperança de até R$ 150.000 (cento e cinqüenta mil reais) para um período de 12 (doze) meses.

Projetos de valor superior a R$ 150.000 poderão ser aceitos, desde que o excedente a esse valor seja proveniente de outras fontes.

O financiamento desse excedente deve estar assegurado junto a outras fontes, sendo obrigatória a sua comprovação no caso de eventual seleção pelo Criança Esperança.

Cabe destacar, conforme edital, não serão financiadas despesas com:

– A realização de edificações, qualquer tipo de obras ou benfeitorias e/ou reformas de estruturas físicas;

– O pagamento de taxas de gestão/administração ou provisões;

– O pagamento de juros ou multas de qualquer espécie.

A aplicação dos recursos deve ser direcionada prioritariamente para a realização de atividades-fim (a exemplo de oficinas, cursos, treinamentos, capacitações etc.) e/ou aquisição de equipamentos e bens permanentes (a exemplo de livros, DVDs, instrumentos musicais, de informática etc.).

Não serão financiados projetos cujos recursos estejam majoritariamente empregados para o pagamento de recursos humanos e/ou alimentação.

Mais informações www.criancaesperanca.com.br

Andrey Felipe Sgorla
Sociólogo
blog.: andreysgorla.wordpress.com
Cel.: (51) 9848.7767
e-mail: afsgorla@gmail.com

Acre: Uma proposta social de capoeira

Manifestação da cultura afro-brasileira como instrumento para a inclusão social e para uma vida saudável
 
Contemplado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura, o projeto “Uma Proposta Social de Capoeira”, realizado pelo Mestre Xandão, propõe a acesso a uma vida mais saudável e produtiva por meio da prática da capoeira. O projeto acontece a 15 anos, com uma história bem próxima à história da capoeira no Acre, construído em função de comunidades carentes, envolvendo principalmente adolescentes, jovens e adultos em situação de vulnerabilidade social. A Proposta Social de Capoeira consiste na promoção de aulas de capoeira, cursos, encontros e outros meios de formação a fim de difundir manifestações da cultura afro-brasileira e proporcionar aos envolvidos a capacitação para geração de renda a partir da cultura.
Segundo o realizador, o projeto exerce o papel de manter os atendidos longe da violência e dos perigos gerados pelo uso e/ou tráfico de drogas, livres do risco de contração de doenças geradas pelas condições sociais e econômicas desfavoráveis. “Prova disso é o fato que 15 dos instrutores que trabalham hoje na sede e nos núcleos existentes na cidade tiveram seu primeiro contato com a capoeira através dos projetos como esse”, explica Xandão.
 
Hoje, o espaço da Associação Cultural e Desportiva Cordão de Ouro – Acre / CDO-AC é uma referência para comunidades de baixíssima renda – a maioria absoluta de alunos é não-pagante. “Com isso buscamos continuamente meios para garantir o atendimento desse público cada vez mais crescente e que já se apropriou do lugar. A Lei Municipal de Incentivo à Cultura é uma alternativa para fortalecer o projeto”, diz.
 
Valorizando e preservando a cultura
 
O Mestre salienta que a capoeira e outras manifestações da cultura afro-brasileira, como os folguedos (maculelê, samba de roda, puxada de rede), as danças e os cantos, são cada vez mais usados como ferramentas sócio-educativas, para correção de males sociais perversos provocados pelas desigualdades, males esses que geram o preconceito, a intolerância, a violência, a exclusão. “A importância de nosso trabalho cresce por ter como eixo a promoção de ações que visam não só a inclusão social e o sucesso dos nossos alunos – desfavorecidos socialmente e em situação de vulnerabilidade social, mas também a preservação e a manutenção de bens materiais e imateriais da cultura afro-brasileira, cuidando para preservar suas características ideológicas, históricas e culturais por meio do uso do aprendizado e da valorização”.
 
As aulas e os ensaios acontecem nas terças e quintas-feiras, das 17h30 às 20horas e aos sábados, das 14h às 19horas, no espaço da Cordão de Ouro, localizado na Rua José de Melo, 448, no Bairro Bosque. Mais informações pelo telefone: 99780818.