Blog

Abril 2009

Vendo Artigos de: Abril , 2009

A Mata Atlântica finalmente desvelada

O parceiro e grande amigo Miltinho Astronauta que além de grande capoeira e pai dedicado é um dos maiores estudiosos na área do meio ambiente, acaba de ter um trabalho publicado na conceituada revista BIOLOGICAL CONSERVATION em parceria com outros dois pesquisadores que tem como tema A Mata Atlântica Brasileira: Quanto sobrou e como está distribuída a floresta remanescente? Implicações para a conservação. Fica a dica de leitura oportuna… aprovetando o Dia da Terra que será comemorado na próxima quarta feira – 22/04.

Luciano Milani

Na última quarta-feira (9), uma edição especial da conceituada revista Biological Conservation foi publicada na Internet e provou que a união entre sociedade civil, governo e centros acadêmicos pode render bons frutos para a natureza. Tudo graças ao artigo científico A Mata Atlântica Brasileira: Quanto sobrou e como está distribuída a floresta remanescente? Implicações para a conservação, escrito por profissionais da Universidade de São Paulo em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e com a não-governamental SOS Mata Atlântica. Nele, os autores fazem um raio-x completo e inédito sobre todos os remanescentes de um dos biomas mais ameaçados do planeta.

A idéia de se estudar a divisão geográfica dos fragmentos florestais da Mata Atlântica e as possíveis estratégias para sua conservação surgiu há quase dois anos, durante uma reunião dos editores da revista, na Europa. Entre eles, estava Jean Paul Metzger, pesquisador do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) e responsável pela sugestão. “Eu propus uma edição especial com doze textos sobre o ecossistema. Ficou super completo, pois juntamos as melhores cabeças para falar do atual estado de preservação e o que devemos fazer”, explica.

Ao voltar para o Brasil, Jean questionou Milton Cézar Ribeiro, seu aluno de doutorado em Ecologia de Paisagens, sobre o interesse em desenvolver um trabalho amplo acerca dos fragmentos da floresta mais desmatada no país. Resposta positiva, eles convidaram outros três pesquisadores para completarem a equipe e iniciaram as análises com base em dados já coletados pelo Inpe e SOS – os mesmos que serviram para a confecção do último Atlas de Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, elaborado em parceria pelas duas instituições.

De acordo com Flávio Ponzoni, pesquisador do Inpe e um dos autores do artigo, o atlas é apenas um diagnóstico do bioma como um todo. Muito diferente do que se vê na Biological Conservation. “Neste estudo o Milton foi bem além. Ele pegou os polígonos e fez uma abordagem mais ecológica disso. Viu os tamanhos, o efeito de borda e discutiu em quais sentidos os esforços para a conservação deveriam ser feitos”.

Surpresas e dificuldades

Os resultados de 18 meses de pesquisa são surpreendentes. “Até agora não existiam informações básicas atualizadas sobre o quanto, onde e como estavam distribuídos os remanescentes da floresta, o que dificulta o estabelecimento de políticas para cuidar das espécies”, disse a O Eco, do Canadá (onde faz parte da tese), Milton Ribeiro, autor principal do estudo. Segundo ele, trata-se da maior área já analisada com este nível de detalhamento em todo o mundo.

O trabalho seguiu padrões rígidos de qualidade. Além de incluir nas análises todos os fragmentos com menos de cem hectares (excluídos pela SOS no Atlas), os pesquisadores foram a campo verificar massas de vegetação teoricamente subestimadas pelo banco de dados disponível. O esforço teve recompensa: em vez de restar apenas 7% do ecossistema, como diz o senso comum, é possível que a Mata Atlântica cubra de 11,4 a 16% do seu território original.

“A notícia ruim é que há muitos fragmentos pequenos. Eles representam um terço da Mata Atlântica e eram excluídos de outros estudos. Achava-se que eles não tinham valor para a conservação, mas sabemos que não é bem essa a estratégia!”, diz Metzger, cuja opinião é compartilhada por Milton. Para o futuro doutor, os conjuntos de mata inferiores a cem hectares podem não ser suficientes para manter populações de animais e plantas estritamente florestais, mas são fundamentais para a dispersão de indivíduos, o fluxo gênico e a redução do isolamento entre frações maiores.

“Ao mesmo tempo, existem espécies que precisam de menos área disponível para sobreviver. Além disso, caso haja menos fragmentos, o sucesso no processo de dispersão diminui, o que pode reduzir a variabilidade genética em longo prazo e prejudicar a biodiversidade”, completa Ribeiro. Apesar da boa notícia em relação ao tamanho real da Mata Atlântica, uma informação tirou o sono dos autores do estudo: apenas 1% da floresta sobrevive em unidades de conservação, muito longe dos 10% recomendados internacionalmente.

Estratégias de conservação

Outras descobertas também apontam para um cenário difícil na proteção do bioma, rico em biodiversidade e em avanços de atividades insustentáveis. Quase a metade da vegetação em pé, por exemplo, sofre o “efeito de borda” por estar a menos de cem metros de ambientes alterados por ações humanas – sejam áreas agrícolas, urbanas ou pastagens. As conseqüências desta proximidade são perturbações como pragas, ventos mais intensos e série de outros problemas capazes de desestabilizar os ciclos naturais.

“Até podemos manter esta área produtiva, mas de outra forma. Algumas alternativas são agroflorestas, plantações de mudas exóticas, ou seja, algo que estimule sistemas que tenham misturas com componentes arbóreos. Basta tentar fazer com que o contraste seja menor”, avalia Metzger. Outro importante impasse é a distância média entre os derradeiros resquícios de árvores: quase um quilômetro e meio. A baixa conectividade, explica Ribeiro, pode causar extinções locais.  

O artigo científico, que também contou com a colaboração de Márcia Hirota (SOS Mata Atlântica) e Alexandre Camargo Martensen (USP), não faz apenas um diagnóstico, mas sugere caminhos para manter e restaurar o ecossistema. Um deles é criar unidades de conservação de proteção integral com os maiores fragmentos, como aqueles da Serra do Mar. No interior de estados como São Paulo, Minas gerais e Pernambuco, onde os resquícios são pequenos, é preciso interligar a mata com uma linha de mosaicos em parceria com propriedades privadas. Neste caso, as políticas públicas devem visar o suporte às reservas legais e a aquisição de novas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).

Para tanto, uma das prioridades é definir onde estão as matas originais e em estágios sucessivos de crescimento. De acordo com Metzger, a diferença entre elas e as secundárias é grande. Mas nada que tire a importância das últimas. “Temos uma comparação boa em São Paulo entre esses dois tipos de vegetação. Enquanto na primária vivem 160 espécies de aves, na replantada, que é contínua, existem apenas cem”. Independente do valor é sempre melhor que a floresta esteja de pé, e não deitada.

 

Em homenagem ao Dia da Terra e ao amigo Miltinho Astronauta.
 
Ola Mestres Amigos,
 
Tudo bem!
 
JC, Milani, Joel,
 
Saiu na Folha.
Sabe como eh, sou capoeira, mas também sou dedicado ao meio ambiente (entenda-se proteger a capoeira, noutro sentido… mas sem extremismos).
 
Ai hoje ta “ecoando” um trabalho que encabecei a publicação [[A Mata Atlântica Brasileira: Quanto sobrou e como está distribuída a floresta remanescente? Implicações para a conservação; revista BIOLOGICAL CONSERVATION]]… Passeiem pelas paginas, se for o caso.
 
 

O Dia da Terra foi criado em 1970, pelo Senador norte-americano Gaylord Nelson, que convocou o primeiro protesto nacional contra a poluição, protesto esse coordenado a nível nacional por Denis Hayes. Esse dia conduziu à criação da Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos (EPA).

 

A partir de 1990, o dia 22 de Abril foi adoptado mundialmente como o Dia da Terra, dando um grande impulso aos esforços de reciclagem a nível mundial e ajudando a preparar o caminho para a Cimeira do Rio (1992). 

 

Actualmente, uma organização internacional, a  Rede Dia da Terra coordena eventos e actividades a nível mundial que celebram este dia.

 

 

Centro Esportivo de Capoeira Angola: 120 ANOS DE MESTRE PASTINHA

120 ANOS DE MESTRE PASTINHA

Evento comemorativo realizado em 05/04/2009

CECA / AJPP (Centro Esportivo de Capoeira Angola / academia de João Pequeno de Pastinha)

Forte da Capoeira / Forte de Santo Antônio Além do Carmo

Largo de Santo Antônio Além do Carmo / Salvador, Bahia. 

Mestre Pastinha (Vicente Ferreira Pastinha) nasceu em 05/04/1889. Era filho de José Señor Pastinha (descendência espanhola) e de Raimunda dos Santos (negra de Santo Amaro da Purificação). Aos dez anos de idade (há quem diga oito anos), começa a aprender capoeira com o velho Benedito. Aos 12 anos entra para a Escola de Aprendizes da Marinha e lá já ensina capoeira aos colegas. Desde 1941, assumiu – e levou adiante, até quase a sua morte em 13 de novembro de 1981, com 92 anos – o CECA (Centro Esportivo de Capoeira Angola), hoje comandado por seu ex-discípulo Mestre João Pequeno de Pastinha – que está situado no Forte da Capoeira (Forte de Santo Antônio Além do Carmo), em Salvador, Bahia.

Mestre Pastinha, tanto quanto Mestre Bimba (criador da capoeira Regional Baiana), foram e ainda são os maiores expoentes da capoeira, hoje praticada em mais de 130 países do mundo. 

Programação realizada:  

• 13:30h às 15:00h – Oficina de confecção de caxixí 

• 15:00h às 17:30h – Bate Papo:

• Mestre Pastinha e sua árvore genealógica e Viagem à África em 1966 – p/ Mestre Gildo Alfinete

• Dia a dia do Ceca, na década de 60 e M. Pastinha e o “balão” – p/ Mestre Vermelho de Pastinha

• Os ensinamentos de Mestre Pastinha – p/ Mestre Boca Rica

• Mestre Pastinha e o amarelo e preto – p/ Mestre Moraes

• Porque os João (J. Grande e J. Pequeno) não usam o amarelo e preto –  CECA (Forte Santo Antonio)

• Para quem Mestre Pastinha deu o “pulo do gato”? – p/ Mestre Bola Sete

• Outros temas – por Mestres: Ciro, Fernando, Faísca, Brandão, Felipe, Lampião, Joel, Adol 

• 17:30h às 19:30h – Roda de Capoeira dos sucessores de Mestre Pastinha e convidados, sob o comando de Mestre João Pequeno de Pastinha (91 anos), que inclusive entrou na roda e “vadiou”, para deleite dos presentes. 

• Presenças:

Além do grande número de convidados e do “público em geral”, participaram do evento Mestres e alunos de várias academias de capoeira de Salvador e outras cidades baianas, como também de outros estados, dentre os quais:

João Pequeno de Pastinha, Gildo Alfinete, Vermelho de Pastinha, Bola Sete, Fernando, Boca Rica e Moraes (estes, ex-discípulos de Mestre Pastinha).

E mais: Mestres Pelé da Bomba, Zoinho, Faísca, Bigodinho, Ciro, Serginho do Pero Vaz, Zé Pretinho e ainda, vindos de outras cidades e estados: Mestres Felipe, Lampião e Adol (Santo Amaro da Purificação), Fernando (Saubara), Joel (São Paulo), entre outros. 

Ficou reforçada a intenção de todos os mestres e alunos presentes, de com “União, Paz, Fraternidade, Fé e Trabalho”, não medirem esforços na luta pela valorização do legado de Vicente Ferreira Pastinha, Mestre Pastinha, como da consolidação da própria arte da Capoeira.   

Após o evento, houve uma confraternização, quando foram servidos pratos típicos, sucos e refrigerantes.

Fonte: [email protected]

Santos: Cidade realiza seletiva de capoeira

A Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel) irá realizar seletiva aberta de capoeira no próximo dia 26, a partir das 8h30, no Ginásio Magic Paula (esquina da Avenida dos Trabalhadores com a Rua Leila Maria de Barros Monteiro, Bairro Antártica).
 O evento objetiva formar seleção municipal, para a disputa dos Jogos Regionais de Santo André, que ocorrem em julho. “Todas as academias e associações da Cidade podem participar, com no máximo, dois atletas por categoria”, afirmou o coordenador de artes marciais Jorge Yoshimura.

No dia da peneira, os atletas devem levar carteira de identidade (RG ou habilitação), título de eleitor, cadastro de pessoa física (CPF) e comprovante de residência. O certame destina-se a competidores de 18 a 42 anos, que devem dançar dois ritmos: São Bento Pequeno de Angola e São Bento Grande.

No feminino, estarão em disputa as categorias leve (até 53 quilos), médio (53,01 a 59,5 quilos), meio-pesado (59,6 a 66 quilos) e pesado (mais de 66 quilos). No masculino entram em ação os pesos leve (até 68 quilos), médio (68,01 a 77,5 quilos), meio-pesado (77,51 a 87 quilos) e pesado (mais de 87 quilos).

Lista – Para a seletiva, 10 entidades já se cadastraram na Sejel.

 
Outras informações podem ser obtidas nos telefones 3496-5418 (Ginásio Magic Paula) e 3496-5400 (Ginásio Sejel); e no endereço eletrônico [email protected]
 
Fonte: http://atribunadigital.globo.com

Teresina: 24 horas de Capoeira

Grupo realiza primeira 24 horas de Capoeira de Teresina. As rodas vão começar a partir das 18 horas de sábado e vão até as 18 horas de domingo.

O grupo Solnascente está realizando o Primeiro 24 horas de Capoeira de Teresina, na praça principal do bairro São João, na zona Leste de Teresina, em frente ao clube Eldorado. Além de rodas de capoeira também acontecerá o 5º Encontro Feminino de Capoeira.

O evento terá a participação de 300 a 400 capoeiristas do grupo de Teresina e de esportistas de Brasília, sob o comando do mestre Romeu da Bahia.

Segundo um dos coordenadores do evento, Tiago Craveiro, o objetivo é divulgar o trabalho sócio-educativo e a cultura da capoeira, suas tradições e raízes.

O grupo solnascente já atua a 13 anos em Teresina e está realizando um curso de Capoeira Angola com o mestre Romeu nesta sexta-feira, em sua sede, no Dirceu II, zona Sudeste de Teresina.
 
 
Caroline Oliveira
[email protected]

Bairro de Fortaleza cria moeda própria e enriquece

Banco Palmas dá até 90 dias para pagar empréstimos e, acredite, sem juros. Moradores montam negócios e desenvolvem a região.

Em plena capital do Ceará, um bairro onde algo diferente passa de mão em mão. A palma é uma moeda que só circula no Conjunto Palmeiras. Cada palma equivale a R$ 1. Esse cantinho de Fortaleza ainda tem outra surpresa: um banco próprio, só dos moradores. A idéia surgiu há onze anos.

“A grande pergunta que nós nos fazíamos na época era: por que somos pobres? Nós já construímos um bairro e fizemos mutirões. A resposta mais simples era: nós somos pobres, porque não temos dinheiro. Se não temos dinheiro, somos pobres. Parecia óbvio”, lembra o coordenador do Banco Palmas, Joaquim Melo.

Só parecia. Uma pesquisa feita, na época, mostrou que o consumo de todos os moradores do bairro chegava a R$ 1,3 milhão por mês.

“O grande problema era que todos os produtos vinham de fora. Tudo se comprava, da coisa mais simples, como uma vassoura ou um sabão. Até mesmo um corte de cabelo era feito fora do bairro. Na verdade, as pessoas não eram pobres. Elas se empobreciam, porque perdiam as suas poupanças internas. Então, já tinha aqui uma base monetária que se esvaziava como um balde furado. Tudo ia para o ralo”, conta seu Joaquim.

Então, como segurar esse dinheiro dentro do bairro? E como incentivar o comércio e a criação de pequenas empresas no local? A resposta veio com o banco e com a nova moeda.

Funciona assim: o Banco Palmas recebe reais do Banco do Brasil e paga 1% de juro ao mês. Aí, o Banco Palmas empresta para os moradores que querem montar um negócio com juros mensais que variam de 1,5% a 3%. Essa diferença é o que sustenta o banco.

Darcília de Lima e Silva foi uma das primeiras clientes. Hoje, ela toca uma confecção, mas faz questão de contar como era a vida na região, quando ela chegou, há mais de 30 anos.

“Era uma favela dentro do mato, onde não tinha água encanada, não tinha saneamento, nem energia. A gente vivia dentro do mato mesmo”, lembra a microempresária.

Os moradores transformaram o que era uma grande favela em um bairro. Dona Darcília e mais 12 amigas conseguiram um empréstimo no banco e criaram a Palma Fashion, uma grife popular. No início, eram apenas três máquinas e alguns metros de tecido. Hoje, são 44. E elas chegam a entregar 2,5 mil peças por mês.

“Do lucro total, 50% são repartidos em salários. Com a outra parte, a gente faz investimentos”, revela dona Darcília, coordenadora do Palma Fashion.

Os jovens também têm vez. Com um empréstimo, um grupo criou a Palma Limpe, uma pequena fábrica de produtos de limpeza. Elias Lino dos Santos é o chefe da turma. Menino pobre, ele passou a infância trabalhando para ajudar a mãe. Mesmo assim, conseguiu entrar na Universidade Federal do Ceará (UFC), onde faz o curso de filosofia.

“Esse trabalho me dá o necessário, para que eu mantenha a minha vida, possa me alimentar, me vestir, ajudar a minha mãe e possa manter o curso que eu faço. Embora o curso seja em uma universidade pública, tenho muitos custos. E os custos são altos, como passagem, livros e xérox. Então, meu trabalho permite que eu faça isso, além de me dar uma responsabilidade”, explica o coordenador da Palma Limpe, Elias Lino dos Santos.

Os produtos são um sucesso no Conjunto Palmeiras. Da feira ao supermercado, eles já disputam espaço com outros de marcas famosas.

O banco também faz empréstimos pessoais, nesse caso, a moeda são as palmas. Os clientes têm até 90 dias para pagar e, acredite, sem juros.

A vendedora autônoma Sonivanda Holanda vende roupas e cosméticos. Ela pediu ajuda, porque o dinheiro para as despesas acabou antes do fim do mês.

Nome limpo no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), Serasa, comprovação de renda, avalista: o Banco Palmas não exige nada disso para conceder o empréstimo. Basta apresentar, no balcão, a identidade e o CPF. O mais importante é que tem que ser morador do bairro.

É claro que existem alguns cuidados para evitar o calote. Por exemplo, a ficha do cliente passa por uma análise, só que um jeito nada comum: quem dá as informações sobre a pessoa que está tentando o crédito é a própria comunidade. E aí, dependendo do que os vizinhos disserem, nada feito e adeus, dinheiro!

Givanilson Holanda, o Gil, é o analista de crédito do banco, o homem que libera o dinheiro. Uma das missões dele foi checar com os vizinhos a ficha de dona Sonivanda.

Uma vizinha conta que dona Sonivanda mora no bairro há muitos anos. Outra afirma que ela é uma boa cliente e que emprestaria R$ 100 a Sonivanda.

“A pergunta chave é: você teria coragem de emprestar tanto para ela? Dois vizinhos disseram que sim. Afirmaram, com certeza, que emprestariam. Por mim, o crédito dela está aprovado. Pode pegar o dinheiro”, explica Gil.

Já com as cem palmas na mão, ela foi direto ao mercado comprar os mantimentos que estavam faltando. Quem paga na moeda do bairro ainda ganha desconto.

“Tive um desconto de 5%. Foi ótimo! Gosto de comprar sempre com palmas, porque a gente tem dois meses de prazo. Mas eu sempre pago antes, porque o bairro cresce”, diz dona Sonivanda.

Pelo jeito, o supermercado atrai mais clientes e fatura mais.

“O concorrente que só aceitava real já dançou. Com a moeda palma, a gente põe combustível, paga água, luz, telefone e, se sobrar, a gente pode trocar por real. Não tem perda”, garante o comerciante Sena Pereira de Souza.

Em uma década, o Banco Palmas ajudou a criar 50 pequenas empresas e a experiência se multiplicou. Hoje, há outros 40 bancos comunitários em sete estados. No Conjunto Palmeiras, essa ideia provocou mudanças no dia a dia das pessoas. Mais que isso: incentivou muita gente a se valorizar.

“Acho que se eu pudesse reduzir em uma palavra seria superação, superação de preconceitos, por sermos jovens. É uma superação de desafios. É a prova de que nós somos capazes”, constata Elias Lino dos Santos, coordenador da Palma Limpe.

“Quando comparo a minha vida de quando cheguei aqui com a minha vida de agora, eu me lembro de uma canção que sempre gosto de cantar: ‘Sabor de mel’. ‘A minha vitória hoje tem sabor de mel’, como diz a canção. A minha irmã liga para mim, às vezes, e diz que quando lembra do sofrimento que passou aqui não tem nem vontade de passear por aqui. Eu digo para ela vir, porque agora está diferente. Agora, ela vai ver pelo Globo Repórter. Estou feliz por isso”, finaliza dona Darcília.

Fonte:

http://g1.globo.com/globoreporter/0,,MUL1052010-16619,00-BAIRRO+DE+FORTALEZA+CRIA+MOEDA+PROPRIA+E+ENRIQUECE.html

Bahia: Forte Santo Antônio sedia “Capoeira de Saia”

Forte de Santo Antônio Além do Carmo vai sediar nos dias 01, 02 e 03 de maio, das 14h até às 18horas, o programa de capacitação “Capoeira de Saia”, organizado por grupos de mulheres  capoeiristas profissionais e amadoras-praticantes. As inscrições são limitadas, gratuitas e  podem ser realizadas no próprio Forte Santo Antônio Além do Carmo.

O encontro tem como principais objetivos informar profissionais da área, discutir o processo de ensino-aprendizagem e desenvolver propostas que visem a melhora da qualidade no ensino da capoeira.

Segundo os organizadores o compromisso principal será a capacitação e promover o fortalecimento da participação da mulher na capoeira, possibilitando uma troca maior entre as instituições culturais, as discussões de gênero, relação e contribuição no desenvolvimento histórico e social da capoeira.

Olodum é atração na Serra da Barriga

Banda baiana se apresenta domingo, 19 de abril

Dando sequência ao projeto sociocultural Parque Memorial Zumbi dos Palmares, a banda Olodum, de Salvador (BA), será a grande atração de domingo, 19, na Serra da Barriga. Várias atrações de renome nacional já se apresentaram no palco armado no topo da Serra, a exemplo de Jorge Aragão, Luiz Melodia, Tribo de Jah, AfroReggae, Rappin Hood, entre outros. O projeto é realizado por meio de uma parceria da Fundação Sônia Ivar com a Fundação Cultural Palmares, do Ministério da Cultura, com apoio da Prefeitura de União dos Palmares e contribuição do Comitê Gestor do Parque Memorial. O show tem previsão para começar às 15 horas, mas antes acontecem apresentações de grupos de capoeira e de bandas locais. A apresentação da banda Olodum encerra a primeira fase do projeto na parte de shows, que deverá ser retomado em novembro, em função das chuvas que castigam a região nesse período.

O público-alvo do projeto são estudantes de escolas públicas municipais e estaduais de Alagoas; profissionais da área da educação formal e não-formal, diretores e coordenadores da rede estadual e municipal de ensino; representantes da sociedade civil, artistas e movimento negro; comunidade de União dos Palmares e sociedade em geral. Além da parte de shows, diversos projetos socioeducativos estão sendo desenvolvidos pela parceria da Fundação Sônia Ivar e Fundação Cultural Palmares em União dos Palmares.
 

Origem da banda

Em 1979, um grupo de amigos do Maciel-Pelourinho – Centro Histórico de Salvador – criou o Bloco Olodum, que mais tarde se tornaria uma das mais importantes expressões da música mundial. Eles não sabiam, mas aquele bloco daria origem à maior banda de percussão do planeta. Quem desejar que se arrisque a citar outra. Graças a mestre Neguinho do Samba foi criado um novo ritmo, o samba-reggae. A música Faraó: “Ê Faraó, ê Faraó/ Que Mara mara mara, maravilha ê/ Egito Egito ê” transformou os foliões de Salvador em profundos conhecedores da cultura egípcia, que era cantada em verso e prosa, nas ruas e becos da cidade.
 
Atualmente, com 22 anos de carreira (o grupo Olodum tem 30 anos), a banda Olodum é composta por 18 músicos (dois cantores, dez percussionistas, três metais, um guitarrista, um tecladista e um baixista). À frente dessa turma estão Lucas Di Fiori e Nadjane Souza, que dividem os vocais. A banda Olodum já gravou 15 CD, dois DVD e quatro coletâneas. Gravou especialmente com artistas nacionais e internacionais, como Simone, Gal Costa, Ney Matogrosso, Jimmy Cliff, Sadao Watanabbe, Paul Simon e Michael Jackson, entre outros. Já excursionou por mais de 35 países no mundo e há 20 anos excursiona religiosamente pela Europa. Na opinião da critica especializada internacional, a banda Olodum é quem melhor representa o Brasil no exterior.
 
A Banda está finalizando os acertos com o seu agente na Europa, para a partir de julho, excursionar mais uma vez pelo velho continente. Provavelmente por isso, a Banda já se apresentou oficialmente na programação musical das três últimas copas do mundo e está convidada para participar da programação de abertura da próxima, na África do Sul.

Assistir ao show da banda Olodum é uma experiência singular, sentir a vibração do samba-reggae e receber o axé dos tambores afro-baianos de inspiração pan-africana é a receita ideal perfeita para um grande evento. A banda Olodum inspirou a formação de vários grupos em Maceió e em União dos Palmares, onde se apresenta, mas também no Rio de Janeiro, como é o caso do AfroReggae, e em outros estados e países.

A Banda promete realizar um show inesquecível e preparou uma grande surpresa para os alagoanos.

* Assessoria de Comunicação
Inês Ulhôa – assessora de imprensa (9966-8898) [email protected]
Jacqueline Freitas – [email protected]
Marcus Bennett – [email protected]
Telefones: (61) 3424-0164/ 0165/ 0166
www.palmares.gov.br

Portugal: VII Algarve Open de Capoeira

Na sequência da programação desportiva para 2009, a Associação de Capoeiragem Malta do Sul / Grupo Muzenza de Capoeira está a organizar com o patrocínio da Câmara Municipal de Lagoa e da Junta de Freguesia de Lagoa o  “7º Algarve Open de Capoeira”, sob a orientação do Mestre Namorado e Professor Pena, decorrerá nos dias 1 e 2 de Maio de 2009, em Lagoa (Algarve – Portugal), no Pavilhão da Escola EB2/3 Jacinto Correira.
 
O “7º Algarve Open de Capoeira”, visa principalmente o intercâmbio dos diversos capoeiristas de Portugal e da Europa, bem como o desenvolvimento e a importância da prática e divulgação da capoeira na Europa e no Mundo.
 
O “7 Algarve Open de Capoeira” é, fundamentalmente, vocacionado para as turmas infantis, composto pelo Rodas de Rua | Gincanas| Baptizado e Troca de Graduações.

 

VII Algarve Open de Capoeira 

1 e 2 de Maio 2009 | Lagoa

 

PROGRAMA:

 

 

 

 

 

Sexta dia 1

 

 

16:00h – Inauguração e Assinatura do Protocolo de Cedência da Sede (Sesmarias – antiga escola primária de Vale de Lapa)
19:00h – Aula com o Mestre Burguês (Presidente do Grupo Muzenza)
20:30h – Roda de Abertura do Evento (Jardim 5 de Outubro)

 

 

 

 

 

Sábado dia 2

 

 

9:00h às 14:00h – Aulas com Mestres e professores convidados

                         – Gincana Infantil

                        (Pavilhão da Escola EB2/3 Jacinto Correia)

 

 

16:00h – Apresentação 2009

           – Baptizado e troca de graduações

           (Pavilhão da Escola EB2/3 Jacinto Correia)

 

 

 

20:00h – Festa de Encerramento (Sede da Associação)

 

 

 

PARTICIPAÇÃO DE:

 

 

MESTRES:
Burguês (BRA), Carson (BRA), Zambi (BRA), Sargento (POR),Feijão (ESP), Nikimba (ESP)

 

CONTRA-MESTRES:
Nil (POR), Fabinho (ESP)

 

PROFESSORES:
Busca Longe (BRA)

 

Professores, instrutores de toda a Europa

Co-Organização:
Associação de Capoeiragem Malta do Sul | Câmara Municipal de Lagoa

 

Realização:

Mestre Namorado | Professor Pena

Secretariado:

Nuno Guerreiro – Internético

ABRIL PRA ANGOLA 2009

SUGESTÃO DE PROGRAMAÇÃO DO ABRIL PRA ANGOLA 2009 

SEXTA FEIRA 17/4/2009 

08:00h – Café da Manhã.

09:00h – Recepção e Credenciamento dos (às) participantes

Local: séde do centro cultural Capoeira Água de Beber. Av. Pessoa Anta 218;

10:00h – espaço livre para convivência e intercâmbio (Roda);

Local: centro cultural Capoeira Água de Beber;

12:00h – Almoço – restaurante credenciado pelo evento

14:00h – Sessão de vídeo sobre à capoeira e cultura afro descendente

Local: centro cultural Capoeira Água de Beber ;

16:00h – Roda com os participantes do curso;

Local: centro cultural Capoeira Água de Beber;

18:00h – Jantar.

19:30h – Apresentação dos Mestres e Convidados

19:40h Apresentação de Eder

Local: SESC Iracema – Dragão do Mar

20:00h – Roda de Abertura no SESC Iracema

21:00h – Lançamento do CD quando o Tempo se Destina do Mestre Pernalonga – SP

22:00h encerramento 

SÁBADO 18/4/2009 

07:30h – Café da Manhã.

09:00h – Aula com os Mestres Naldinho – PB e Pernalonga – SP

Local: centro cultural Capoeira Água de Beber e SESC Iracema – Dragão do Mar

12:00h – Almoço

14:00h – Aula com os Mestres Sabiá – PB e Cobrinha Mansa  – BA;

17:00h – Intervalo

17:20h – Mostra da pesquisa ”O Arco Musical” – Mestre Cobrinha Mansa – BA

18:00h – Jantar

20:00h – Roda de Papoeira e Capoeira

22:00h – Encerramento da noite 

DOMINGO 19/4/2009 

07:30h – Café da Manhã;

09:00h – Aula com os Mestres Cobrinha Mansa,  Naldinho, Pernalonga e Sabiá;

Local: centro cultural Capoeira Água de Beber e SESC Iracema Dragão do Mar;

13:00h – Almoço;

14:30 – Entrega dos certificados e Confraternização (roda);

 

AGRADECIMENTOS: 

    À DEUS POR TODA MINHA EXISTÊNCIA;

    MINHA FAMÍLIA;

    AOS MESTRES (AS) COBRINHA, SABIÁ, NALDINHO, PERNALONGA, LULA, CARLA, RATTO E TODOS OS QUE ACREDITARAM E NÃO ACREDITARAM;

    MEUS AMIGOS (AS): DOUTORA VIRLÊNIA, CM DERY E PROFª DARLYANE, FABIANO DE CRISTO CARLINDA, LUCIENE E VICENTE, VIRGÍNEA E PAULO;

    À TODOS E TODAS OS ALUNOS E ALUNAS DOS GRUPOS E ASSOCIAÇÕES PARTICIPANTES;

    AO SESC IRACEMA.

REALIZAÇÃO

GRUPO CULTURAL DE CAPOEIRA BADAUÊ

ORGANIZAÇÃO – MESTRE RAFAEL MAGNATA / SUPERVISÃO – MESTRE SABIÁ

A mão que ajuda é mais sagrada que a boca que reza!

Mestre Onça: Pequeno documentário sobre o dia em que a capoeira se tornou Patrimônio Imaterial

Pequeno documentário feito por Mestre Onça (Centro Arte-luta / Beribazu) sobre o dia em que a capoeira se tornou Patrimônio da Cultura Brasileira.

 {youtube}–oMS_uJ8II{/youtube}

 {youtube}F-OQaUoZTqE{/youtube}

 

Fábio Moreira de Araújo (Mestre Onça), Natural de Formosa-GO. Iniciou na capoeira no ano de 1972. Em julho de 1987 recebeu o título de Mestre de capoeira pelo Grupo de Capoeira Beribazu. Foi presidente do Grupo Beribazu na gestão 1998/1999. Hoje é membro do Conselho de Mestres do Referido Grupo. Fundador e Presidente do Centro arte-luta capoeira por vários anos. Fundador e presindente do Instituto Arte-luta de Educação e Cultura-IALEC.

Participou efetivamente de congressos, palestras e debates em vários colégios e universidades do país. Ministrou e ministra oficinas, workshops e outras atividades correlatas com a nossa capoeira.

Promove todo final de mês uma roda de capoeira no eixão norte – Brasília (roda aberta a todos os grupos) junto com seu corpo docente. Promove ainda, anualmente no Distrito Federal a JOBECAP – Jornada Beribazu de Capoeira.

Já formou vários professores e um mestre de capoeira, que hoje ensina no exterior. Atualmente ensina capoeira no Colégio Paulo Freire ( Secretaria de Educação do Distrito Federal) – Asa norte Brasília – Brasil.

http://www.centroarteluta.com.br