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Setembro 2009

Vendo Artigos de: Setembro , 2009

Bahia: Grupo de capoeira desenvolverá atividades ambientais

Salvador – Aliar capoeira a educação ambiental. Este é o objetivo da parceria entre a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) e o Grupo de Capoeira Ginga e Malícia. Com duração de três meses, o convênio vai permitir ao grupo – que atua há 18 anos com aulas de capoeira – desenvolver atividades socioambientais para jovens e crianças do Engenho Velho da Federação e bairros vizinhos.

De acordo com Valcir Batista Lima, conhecido como Mestre Marinheiro, o objetivo é despertar nos jovens a importância da preservação do meio ambiente através da capoeira.

“A idéia é retirar eles das ruas e integrá-los a uma iniciativa para que tenham noções básicas de educação ambiental. Preservar o meio ambiente é uma base para o viver. Quem cuida garante uma qualidade de vida melhor”, expressou Mestre Marinheiro, fundador do grupo de Capoeira Ginga e Malícia.

No grupo, a produção do berimbau – instrumento básico da capoeira – é feita pelos próprios jovens. Segundo Marinheiro, a biriba é a melhor madeira para fabricação do berimbau e é no Recôncavo que se encontra a de melhor qualidade.

Por conta disso, ele pretende expandir a iniciativa para a região. “No local, a procura pela madeira é grande e as pessoas irão entender a importância de retirar e manusear a madeira de forma correta, sem provocar agressões ao meio ambiente”, disse.

Segundo Tatiana Matos, assessora especial da Sema, o objetivo pretendido pelo convênio é formar uma consciência socioambiental junto à comunidade do Engenho Velho da Federação e bairros vizinhos.

Instrumento de educação – Criado em 1992 pelo Mestre Marinheiro, o grupo de Capoeira Ginga e Malícia, além da capoeira, disponibiliza em sua sede aulas de capoeira, teatro, inglês, artes plásticas, e artesanato, além de palestras educativas.

De acordo com o Mestre Marinheiro, a proposta é democratizar o acesso ao conhecimento, trabalhar a cidadania, disciplina, companheirismo e envolver crianças e adolescentes em atividades socioeducativas. Na sede, são ministradas ainda aulas de informática para as crianças do Engenho Velho e bairros vizinhos.

Fonte: http://www.jornaldamidia.com.br

Ceará: Fundação da Liga Cearense de Capoeira

No dia 08 de Setembro do Corrente ano, demos mais um pontapé com a Capoeira do Estado do Ceará, criamos a LIGA CEARENSE DE CAPOEIRA – LCC, Tendo sua Diretoria composta da seguinte maneira: Mestre Gerson – Presidente, Mestre Ratto – Vice Presidente, 1ª. Secretaria Contra Mestra Claudinha, 2ª. Instrutora Sandra, Tesoureiro – Mestre Severo – Conselho Fiscal: Mestre Auricélio, Mestre Pano e Contra Mestra Paulinha. Suplente Mestra Carla. Tendo como Fundadores os seguintes grupos e seus responsáveis: Cia Terreiro Capoeira – Mestres   Gerson e Auricélio, Legião Brasileira – Mestres Zebrinha, Severo e Tereza Veras, Água de Beber – Mestre Ratto, Associação Zumbi – Mestre Lula, Mestra Carla, Mestre Buldog e Contra Mestre Dery, Cordão de Ouro – Contra Mestra Paulinha, Papa-léguas e Instrutora Sandra, A Capoeira Pura Arte – Mestre Maisena, Grupo Capoeira Mundi – Mestre Dingo, Escola Brasileira – Mestre Pano, Grupo Capoeirarte – Contra Mestre B2, Grupo São Salvador – Prof. Aramola, Grupo Arte Capoeira – Mestre Marrudo, Grupo União Capoeira – Mestre Marrom, ASCAP – Mestre Grande, Capoeira Brasil – Profº Sapim (Mestre Boneco), e o Sr. Flávio Valente – Colaborador na Construção da LCC.

A LIGA CEARENSE DE CAPOEIRA – LCC, tem por finalidade precípua, a difusão, promoção a pratica desportiva, cultural, social, ecológica, tecnológica e do fomento a eventos desenvolvidos pelos indivíduos e grupos associados bem como, na defesa do patrimônio material e imaterial desenvolvidos por estes e da  manutenção de todas atividades sócio-culturais e esportivas de seu integrantes em concomitante as iniciativas previstas no Estatuto da mesma. Tem personalidade jurídica distinta dos seus filiados, patrimônio próprio e jurisdição no município de Fortaleza/CE, sem fins lucrativos, partidarismo político, discriminação racial ou religiosa.

Maiores informações já estamos no Orkut, e-mail: [email protected], breve sairá o Informativo com tudo que esta acontecendo na Capoeira do Ceará.

Contamos com o apoio do Portal da Capoeira para a divulgação desta nova entidade aqui criada no Estado do Ceará, com o intuito de engrandecer cada vez a nossa Capoeira.

Atenciosamente:

Mestre Gerson do Valle

085.9954.8989 / 8754.2803

O Samba de Botequim de Pedrão

Pedro Abib, conhecido como Pedrão, é um compositor paulista de quase dois metros de altura que zanzou entre Campinas e São Paulo antes de se mudar para Salvador e fincar raízes por lá. Se o samba já fazia parte de sua vida há quase 20 anos, foi na Bahia que a música encontrou terreno fértil para crescer em forma de trabalho autoral e virar disco – o bom Samba de Botequim, que acaba de ser lançado de forma independente.

Gravado de maio a outubro de 2008, o CD apresenta o Grupo Botequim, fundado há três anos por Pedrão com o objetivo de pesquisar e divulgar a obra de sambistas baianos, como Batatinha, Edil Pacheco, Ederaldo Gentil e Riachão. “A indústria do axé music é muito forte e praticamente acabou com o samba na Bahia. Por isso, a importância do resgate”, diz Ênio Bernardes, ex-integrante do grupo Cupinzeiro e parceiro de Pedrão em Tem Que Se Cuidar, de longe a melhor faixa do álbum.
Apesar da proposta do grupo ser a valorização da cultura baiana e seus compositores, o disco não se limita à geografia local: Pedrão canta suas origens paulistas em Samba da Benção 2, interpretada por Regiane Pomares. Na faixa, feita com Edu de Maria, ele recusa a ideia de que São Paulo é o “túmulo do samba” e rebate a frase dita por Vinicius de Moraes: “Faço samba sim, poetinha/ e o batuque daqui ecoa, ecoa/ com a benção de todos os sambistas/ desta terra da garoa”.
Um dos pontos altos do CD é o encontro de Pedrão e Walmir Lima, sambista que fez relativo sucesso nos anos 70 e depois desapareceu. Ambos assinam e dividem a faixa Quebra-Mar, um partido-alto recheado de versos irreverentes e tocado sem a correria habitual, na cadência baiana: “A lua quando fica nova/ sinal que a maré tá vazante/ a onda na reviravolta/ carrega o siri arrogante”.
Outro representante da velha guarda a participar do disco é Edil Pacheco, em Tenda de Babalaô: “Cheguei então sorrateiro/ Na Baixa do Sapateiro/ No Largo de São Miguel/ Ao som do cavaco e pandeiro/ Ergui as mãos ao céu”. Em Casa de Dona Cabocla, que reproduz o clima de um tradicional reduto boêmio na Bahia, diz a letra: “Me serviram cambuí/ depois um gengibre que veio gelado/ Dona Cabocla abriu a cerveja/ e Rosenilda me trouxe um traçado”.
Apenas duas faixas destoam do conjunto da obra: Meu Lugar e Ceci trazem melodias repetitivas e até mesmo enfadonhas. No geral, porém, Samba de Botequim preserva e respeita o melhor da tradição do gênero, seja nos arranjos, seja na formação instrumental (“cozinha” composta por pandeiro de couro, tamborim, surdo e repique de anel). O título do álbum não é aleatório: gravado num clima informal, o repertório é a trilha sonora perfeita para a mesa do bar.

Fonte: Bruno Ribeiro – http://botequimdobruno.blogspot.com

Pedro Abib é colunista do Portal Capoeira, responsável pela rúbrica Crônicas da Capoeiragem

II Jogos Geração Interativa de Capoeira

DIA 20 DE SETEMBRO DE 2009
HORÁRIO: DAS 09:00 ÀS 18:00 HORAS
LOCAL: GINÁSIO MUNICIPAL DE ESPORTES DR. LAURO POZZI
CEFE PRESIDENTE MÉDICE – AV. PRESIDENTE MÉDICE S/Nº – JD.
CARLOS GOMES – PIRASSUNUNBGA-SP

REALIZAÇÃO: APACAP PIRASSUNUNGA
APÔIO: SECRETARIA MUNICIPAL DE ESPORTES E PREFEITURA MUNICIPAL

DIREÇÃO: MESTRE LUIZÃO

PROGRAMAÇÃO:

09:00 hs – Abertura com desfile das equipes, execução do Hino Nacional e juramento dos atletas;
09:30 hs – Início das Competições – Categorias Pré Mirim, Mirim, Infantil e Infanto Juvenil (Jogo no ritmo de São Bento Grande);
12:00 hs – Intervalo para almoço;
13:30 hs – Reinicio das Competições – Categorias Juvenil, Adultos e Graduados – (Jogo de Benguela e São Bento Grande);
18:00 hs – Encerranento com entrega de troféus e medalhas aos atletas e equipes vencedoras.

REGULAMENTO:

1)-Das inscrições:

Não será nescessário o preenchimento de fichas para inscrição, basta os participantes pertencerem a um dos grupos convidados, comparecendo no dia, horário e local do evento. Tambem não serão cobradas nenhum tipo de taxa de participação.

Obs: Para comprovação de idade, os atletas deverão, no dia da competição, portar o RG ou RA escolar.

2)-Das Categorias:

a) Pré Mirim: de 6 á 8 anos
b) Mirim: 9 e 10 anos
c) Infantil: 11 e 12 anos
d) Infanto-Juvenil: 13 e 14 anos
e) Juvenil: de 15 á 17 anos
f) Adulto: 18 anos acima

Idade completada até o dia da competição.

CATEGORIA GRADUADOS:

g) Formados, Monitores, Instrutores, Professôres e Contra-Mestres

Idade mínima: 18 anos completados até o dia da competição

3)-Regras de competição

Individual:

A roda será formada aleatóriamente.

Será cronometrado o tempo de um minuto para cada volta.

Os atletas classificados seguem para a fase posterior até que seja apurado os vencedores de cada categoria.

4)-Da Arbitragem e Classificação:

Haverá um arbitro central, o qual deverá conduzir o jogo quanto ao seu início e termino, e tambem aplicar as advertências que se acharem necessárias e no mínimo treis jurados que classificarão ou desclassificarão os vencedores utilizando-se do sistema de bandeiras, nas mesmas cores das cordas usadas pelos competidores. Vence aquele que tiver um maior numero de bandeiras erguidas nas cores a seu favor.

A mesa de jurados será composta em numero mínimo de treis jurados, sendo “um” Mestre ou representante qualificado de cada grupo convidado.

5)-Critérios de Avaliação:

Nas categorias: Pré Mirim, Mirim, Infantil e Infanto Juvenil, os participantes irão competir em jogo no ritmo de São Bento Grande; já nas categorias: Juvenil, Adultos e Graduados, os atletas competirão em jogos nos ritmos de Benguela e São Bento Grande.

Nas categorias Juvenil, Adultos e Graduados, serão classificados e premiados os atletas que somarem a maior quantidade de pontos nos jogos de Benguela e São Bento Grande.

Os Jurados irão julgar o conjunto de movimentos baseados na tecnica, destreza, malícia, volume de jogo e harmonia, fundamentados no estilo contemporâneo e composto em: ginga, negaça, floreios, golpes, contra-golpes, fintas, esquivas, entradas e saídas. Não serão computados pontos para movimentos especificos e sim pelo conjunto dos movimentos.

Serão proibidos quaisquer gestos ou atitudes anti-desportiva, assim como ficam proibidos os golpes contra-golpes e entradas aplicados com intensidade de forma que possa comprometer a integridade física ou moral o companheiro de jogo.

Serão proibidos movimentos excessivos que venham coibir o companheiro de desenvolver os seus movimentos. O competidor joga com o seu companheiro de jogo e não contra ele. Caberá apenas aos jurados julgar quem desenvolveu o melhor jogo tendo o melhor aproveitamento naquele momento.

6)-Da Pontuação individual e por as equipes:

Atletas cassificados em:

1º lugar: 5 pontos
2º lugar: 3 pontos
3º lugar: 2 pontos
4º lugar: 1 ponto

Para apurar-se os vencedores individuais em cada categoria, serão somados os pontos conquistados em cada modalidade, sagrando-se vencedores os atletas que mais somarem pontos.

7)-Da Premiação:

Medalhas para os treis atletas melhores classificados em cada categoria.
Troféus para as treis equipes que somarem mais pontos.

Método Brincadeira de Angola: Capoeira para Crianças a partir de um ano

Apresentarei neste artigo o método “BRINCADEIRA DE ANGOLA – capoeira para crianças”, que poderá ser utilizado para subsidiar professores que sentem necessidade de embasamento na sua prática com crianças pequenas, a partir de um ano. “-UM ANO??? COMO EH QUE PODE, ELES NÃO FAZEM NADA AINDA!!! NÃO EH POSSÍVEL ENSINAR CAPOEIRA PARA CRIANÇAS DE UM ANO!”, é a reacção que sempre recebo ao apresentar o método. Lembro a todos que, há duas décadas, diziam o mesmo sobre aulas para crianças de 4 ou 5 anos…

Desde os anos 90 vemos um crescimento enorme das aulas de capoeira para crianças, crescimento este que não foi acompanhado por uma preparação pedagógica dos professores, inclusive este que vos escreve.

Como a maioria dos professores, comecei a dar aulas muito jovem e, sem um prepare específico, me vi perdido nos primeiros dias. Isto foi em 1995… na época em que ligávamos para uma escola oferecendo capoeira e eles dizia: “capoeira não, vocês não tem judo?”…

Com o passar dos anos, me especializei em capoeira para crianças e desenvolvi o método “BRINCADEIRA DE ANGOLA-Capoeira para crianças”. Continuei pesquisando e,  sentindo a necessidade de maior aprendizado, ingressei no curso de Pedagogia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, onde me formei e por onde publiquei diversos artigos sobre capoeira e educação no meio academico.

O método BRINCADEIRA DE ANGOLA foi criado pela necessidade de se ultrapassar as aulas clássicas de capoeira para crianças, aulas estas muitas vezes adaptadas de jogos da Educação Física Escolar(EFE).

O intuito foi elaborar uma Pedagogia da Capoeira, especifica desta arte, tendo por base o estudo do ethos da capoeira, do que a distingue de outros campos do saber: a ancestralidade como base, os Mestres como meio e a emancipação como fim.

O método utiliza conhecimentos de diversas áreas academicas, reconhecendo o valor da EFE, da Psicologia, da Pediatria etc, mas eh fundamentalmente baseado nos conhecimentos ancestrais da Capoeira, divididos em 4 áreas complementares:  Movimento, Musica, Social, Afetiva.

Falarei neste artigo somente do aspecto psicomotor, de forma resumida. Sobre maiores detalhes podem contatar-me ou visitar o  site www.brincadeiradeangola.com.br – “Capoeira para crianças no Rio de Janeiro”.

MOVIMENTO NATURAL

Observando o jogo de Capoeira Angola de mestres como João Pequeno, impressiona a simplicidade dos movimentos utilizados e a ausência de estresse muscular, em posições corporais naturais ao corpo humano, como queda-de-quatro, cocorinha, rabo-de-arraia etc. A Capoeira Angola, praticada desta forma, eh  a base da simplicidade do método BRINCADEIRA DE ANGOLA  para crianças a partir de um ano, pois a maioria das crianças nesta idade já dominou os 5 estágios necessários para se mover com um repertório corporal similar ao utilizado pelo mestre João Pequeno e outros grandes mestres de capoeira Angola, que sabiamente chegam a uma idade avançada ainda vadiando capoeira.

Relaciono estes estágios com o mundo animal:

  1. Animais aquáticos: Contração e expansão.
  2. Repteis: Arrastar-se
  3. Quadrúpedes: Andar em quatro apoios
  4. Símios: acocorar-se
  5. Humano: Eretibilidade

 

Fases: 1- Animais aquáticos: Contração e expansão. 2- Repteis: Arrastar-se. 3- Quadrúpedes: Andar em quatro apoios. 4- Símios: acocorar-se. 5- Humano: Eretibilidade

Fase 1 – Animais aquáticos

Nesta fase acompanhamos os primeiros movimentos que a criança utilizou em seu desenvolvimento uterino, um meio aquático: contracao e expansão.
Preservar estes movimentos é essencial para a saúde corporal e para isso utilizamos materiais simples como colchões ou rolos de espuma, auxiliando as crianças a realizar rolamentos laterais ou frontais, como cambalhotas. Futuramente estes movimentos darão lugar a formas mais elaboradas de contração e expansão, como queda-de-rim.

Fase 2- Réptil

O arrastar eh a próxima fase no desenvolvimento motor da criança, quando ela realiza movimentos de oposição entre braços e pernas para se locomover.  Trabalhamos esta fase incentivando a criança a arrastar-se sobre rampas e colchões, preservando o movimento natural que futuramente será utilizado no jogo de chão da capoeira, como na “tesoura de Angola”.

Fase 3 – Quadrúpede

O andar em quatro apoios e crucial para a saúde da coluna vertebral, pois eh nesta fase que se definem as curvaturas lombares e cervicais. Nas aulas de capoeira eh extremamente simples utilizar jogos com animais para se trabalhar este movimento.

Fase 4- Símios

O acocorar confortavelmente, com a planta dos pés completamente chapadas no chão, eh um dos movimentos mais preciosos no repertório corporal humano e, infelizmente, devido ao mau uso de cadeiras e outros apetrechos modernos, extremamente árduo para adultos com encurtamentos musculares. Estes mesmos adultos que hoje não conseguem fazer uma simples cocorinha (mesmo que consigam fazer um mortal parafuso), perderam algo valioso no caminho: a naturalidade do movimento.
A evolução natural do movimento passa necessariamente do acocorar para o ficar de pé, ou seja, toda criança com desenvolvimento saudável, ira equilibrar-se primeiro de cócoras, para depois se levantar.
Nas aulas de capoeira eh possível intervir precocemente para a manutenção deste precioso movimento, nossa “cocorinha”.

Fase 5 – Eretibilidade

Em torno de um ano de idade a criança já se levanta e ensaia o seu futuro andar, que será dominado quando a oposição entre o movimento dos braços e das pernas for alcançado. Se simplesmente o professor de capoeira tocar seu berimbau e deixar a criança dançar livremente, sem apresentar modelos pré-determinados de ginga, ele verá o nascimento de uma ginga espontânea, criativa e natural ao corpo da criança.

Para pensar…

A criança de um ano de idade já tem domínio de todas estas fases, estando apta a ser iniciada no mundo da capoeira.
Fica para o professor a prazerosa missão de ser o catalisador deste processo, criando as condições necessárias para um aprendizado autêntico, emancipador e autónomo, pois construído de forma harmonica entre a naturalidade da evolução motora infantil e a sabedoria da gestualidade da capoeira.

 

Omri Breda (Ferradura) – Rio de Janeiro – [email protected] – www.brincadeiradeangola.com.br

Maracatu Piaba de Ouro

32 anos de tradição e história são celebrados em grande festa, em Olinda

A Cidade Tabajara, em Olinda (PE), foi palco das comemorações dos 32 anos do tradicional Maracatu Piaba de Ouro, fundado pelo Mestre Salustiano (falecido em 2008), no último fim de semana.

Brincantes de todas as idades festejaram o aniversário do Maracatu Piaba de Ouro, referência para outros 104 grupos de maracatus que existem em Pernambuco, fundado em 11 de setembro de 1977. O Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do MinC, Américo Córdula, a representante da Regional Nordeste (RRNE/MinC), Tarciana Portella, a viúva de Hermílio Borba Filho e umas das grandes incentivadoras do maracatu pernambucano, Leda Alves, além de diversos amigos e pesquisadores estiveram presentes na festa do Ponto de Cultura Piaba de Ouro.

O legado construído por Mestre Salu é mantido pelos 15 filhos e pela comunidade de mais de 250 brincantes, que criam seus mamulengos, bordados e estandartes e perpetuam a Cultura Viva da história de luta e resistência dessa manifestação cultural.

No encontro foi lançado o site e o segundo CD do Piaba de Ouro.

Confira em: www.maracatupiabadeouro.com

Movimento Nacional Integrado de Capoeira

Relato do I° Encontro de Mestres de Capoeira em Brasilia 20 de Agosto 2009 – Aniversário da Fundação Cultural  Palmares

“ Capoeira: 300 anos: Da Escravidão à Profissão”

A Capoeira surgida das lutas dos escravos na busca de sua libertação completa quase três séculos de existência. Este instrumento de luta contra a opressão dos senhores de escravos foi ao longo de sua história perseguida, criminalizada, descriminada e relegada, assim como a maior parte das atividades cultural que tiveram origem no negro escravo. A perseguição continuou na República que a tornou crime, mas tarde os capoeristas sensibilizaram Getulio Vargas que a resgatou como um símbolo nacional e único esporte até então nascido no país. Quando virou moda desacreditar todo o feito do período getulista no Brasil, a Capoeira foi novamente relegada pelo poder público. A ditadura militar tornou-a parte de uma Confederação Brasileira de Boxe. Mas a luta continuou!! Ela além das ruas, onde se popularizou ganhou, academia, setores médios, chegou a Universidade e hoje é Patrimônio Imaterial Cultural de nosso povo, praticada em cerca de 152 países é reconhecida internacionalmente como arte/luta brasileira. Cantada em versos, contadas em livros e apresentada em filmes, ganhou e ganha adepto a todo o momento.

Ela venceu a luta a ingerência, indevida, do sistema CREF/CONFEF e caminha intrépida por entre as ações públicas e governamentais.

Neste sentido nós Capoeiristas reunidos no Encontro de Mestres promovidos pela Fundação Palmares, por ocasião do seu 21° aniversário, após intenso profícuo debate resolvemos o seguinte:

a)     Apoiar, participar, contribuir, envolver-se inclusive na concepção, dos encontros regionais que serão realizados pelo Ministério da Cultura, através do IPHAN, entendendo-os como fase preparatória do Encontro Nacional ou Congresso a ser realizado em 2010 na Capital Federal;

b)     Envidar esforços para que estes encontros sejam partilhados do ponto de vista do Poder Público com os ministérios da educação, trabalho, esporte, Previdência e Cultura;

c)     Realizar um cadastramento imediato dos Mestres antigos com o objetivo de dar-lhes condições de vida compatíveis com suas contribuições ao desenvolvimento desta importante manifestação cultural brasileira;

d)     Apoiar o PL 031/09 em tramitação no Senado, onde apresentaremos inclusive um substitutivo melhorando a sua redação de acordo com a nossa necessidade;

e)     Lutar para que a Lei 10.639/03 contemple a prática e o ensino da Capoeira nas escolas proposta do senhor Vitor Hugo Narciso – Mestre Gavião da Federação Riograndense de Capoeira e Liga Regional de Capoeira.

Estas resoluções partem da constatação unânime que sob o governo do Presidente Lula obtivemos conquistas importantes. Mas estas ainda são insuficientes para resgatar o legado de nossa participação na formação da nação brasileira.

Nós queremos a profissão reconhecida, queremos Capoeira na Escola!!!

Queremos acima de tudo que a capoeira tenha um lugar que merece no cenário nacional compondo políticas públicas do estado brasileiro para que possamos utilizar plenamente o seu potencial enquanto instrumento de Inclusão Social.

Por esta razão vimos a público dizer que seguiremos lutando para conquistar as condições necessárias para o desenvolvimento e fortalecimento da Capoeira.

Brasília 20 de agosto de 2009.

MOVIMENTO NACIONAL INTEGRADO DE CAPOEIRA

Demorei para responder, pois estava assoberbado com a Semana Municipal de Capoeira de Porto Alegre na qual sou um dos organizadores. Agora poderei divulgar com mais tempo o Movimento Nacional Integrado de Capoeira.

Pois bem apresentei o conteúdo para ser votado na plenária no Encontro de Mestres de Capoeira em Brasília, na qual foi unânime o apoio ao nosso conteúdo do projeto, esse que estou passando.

É um momento importante para nossa classe, precisamos de capoeiristas engajados na militância do movimento conosco. Entendemos que esse projeto tem tramitação legal e que deve ser apoiado e executado pelo governo. Os capoeiristas interessados em participar deverão entrar em contato com o Mestre Gavião, o projeto visa a reorganização da capoeira em nível nacional. Assim convenceremos o governo reconhecer e legitimar o nosso Movimento.

O Movimento Nacional Integrado de Capoeira não tem presidente, todos são membros aonde devemos nos reunir em seminários municipais, regionais estaduais e a nível nacional, para discutir, implementar, lutar pela nossa classe e mostrar os nossos avanços na capoeira com políticas públicas.

O que nós precisamos é que os capoeiristas militem pela capoeira, e trabalhem pelo coletivo e não para o seu grupo, a proposta do Movimento Nacional Integrado. Se tiver interesse de contribuir para o Coletivo estaremos colocando o capoeirista como membro do Movimento Nacional Integrado de Capoeira e responsável pela sua cidade.

Membro do Movimento Nacional Integrado de Capoeira

INTRODUÇÃO

É conhecida a enorme dificuldade que os grupos de capoeira e as culturas populares historicamente enfrentam para dar continuidade às suas atividades e para manutenção de suas expressões.

A política pública de ações afirmativas vem avançando como conseqüência do aperfeiçoamento da democracia na sociedade brasileira ocorrida nos últimos anos com a participação e até mesmo o controle dos movimentos e entidades da sociedade civil organizada sobre o Executivo, o Legislativo e, principalmente, o Judiciário.

Nestes últimos anos os capoeiristas conquistaram espaços dentro das escolas públicas e privadas, com apoio da Unesco, como também em centros comunitários e na comunidade em geral.

A capoeira passou historicamente por diferentes fases em suas relações com o Estado brasileiro, desde a rejeição e perseguição nos anos de escravidão e pós-abolição até a absorção como símbolo de identidade nacional a partir dos anos 1930 quando passou a ser apresentada como “esporte nacional”.

Diferentes camadas sociais passaram a praticar a capoeira que passa também a ser muito incentivada pelo Estado nos anos da ditadura militar brasileira, no entanto, em seus aspectos disciplinadores e ufanistas.

Nos últimos anos, com a abertura democrática, a capoeira retorna ao gueto de onde nunca saiu e onde estava camuflada, ou melhor, pode mostrar a sua verdadeira identidade e ser uma Ferramenta de Inclusão Social.

Os governos e a classe política passam a perceber o movimento cultural popular que a capoeira representa. Em vários governos municipais e estaduais surgiram secretarias focadas na questão do negro e no próprio governo federal é criada a SEPIR (Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial), com estatuto de Ministério, para promover ações afirmativas em relação aos afro-brasileiros que vão desde o reconhecimento de terras quilombolas à lei 10.639/03 substituída pela 11.645/08. Sendo a capoeira uma manifestação reconhecidamente afro-brasileira são também nesses espaços que se inserem as políticas públicas voltadas especificamente para capoeira e os capoeiristas.

No entanto, mesmo com a série de lutas, diversas medidas e conquistas de ações afirmativas de forma generalizada para os afrodescendentes, não está ainda superada a questão da falta de políticas públicas específicas para capoeira e o exercício da mesma como profissão.

No Brasil os negros foram libertados e deixados na condição dos primeiros sem-teto, primeiros desempregados em massa, pois foram libertos sem nenhuma indenização ou oferta de um meio de sobrevivência digno, fazendo uma ponte diretamente das senzalas para as favelas e periferias das cidades brasileiras, diferente daquilo que ocorreu com os imigrantes europeus que substituíram a mão-de-obra escrava pela assalariada recebendo facilidades quanto à posse da terra e outros benefícios. Nesse período pós-abolição a capoeira e sua prática entraram para o Código Penal como crime em 1890, assim como a religião de matriz africana e quase tudo que pertencia à cultura afro-brasileira foi marginalizado e perseguido. O negro agora liberto era vigiado como criminoso potencial e suas práticas culturais eram consideradas ilegais.

Um dos aspectos que se destacam na análise do processo que perpetua a discriminação em nossas comunidades é o fato de que a exclusão social e a falta de políticas sociais e econômicas a que foram submetidos os ex-escravos, como trabalhadores livres da cidade e do campo, corresponderam também à negação a tais camadas da população a possibilidade de elaborar sua história e o direito à sua própria memória. A negação de tal direito cria extrema dificuldade para desenvolver as identidades coletivas, que é um dos pilares do exercício da cidadania.

Por isso propomos aos capoeiristas um MOVIMENTO NACIONAL INTEGRADO DE CAPOEIRA, para legitimar a classe da capoeira como um movimento organizado, coletivo e integrado que lutará por políticas públicas para capoeira e para aquele que vive da capoeira em cada cidade da União.

Começaremos com eventos (seminários, congressos) municipais, regionais e estaduais. Cada coordenador ficará responsável por interagir com os capoeiristas de vários segmentos que praticam a capoeira, debatendo e se articulando para o movimento ser forte e legitimado em sua cidade, divulgando por meio de correio eletrônico, jornais, revistas, sites e os meios que dispuser para divulgar o MOVIMENTO NACIONAL INTEGRADO DE CAPOEIRA e seus propósitos.

Os capoeirista dos movimentos municipais, regionais e estaduais deverão se mobilizar pelo convênio com prefeituras e governos do estado para a aplicação da lei 11.645.

LEI Nº 11.645, DE 10 MARÇO DE 2008.

Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei no 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.

O MOVIMENTO NACIONAL INTEGRADO DE CAPOEIRA se organizará para debates e articulações em seus diversos níveis, municipal, estadual, regional e nacionalmente, para o fortalecimento do Projeto Lei para a profissionalização da capoeira a ser debatido no Senado. Acreditamos em um Estado democrático no qual os capoeiristas possam ser convidados para contribuir e decidir sobre as políticas públicas para capoeira no Executivo, a partir de um Legislativo que seja sensível à causa dos capoeiristas, para assim atingirmos a melhoria das condições de vida daquele que vive da capoeira.

É claro e evidente que sem um MOVIMENTO NACIONAL INTEGRADO DE CAPOEIRA organizado e atuante a luta pela melhoria das condições de vida do capoeirista se fragmenta e individualiza, nos fragilizando como grupo coletivo. Temos que ter consciência que não conseguiremos atingir o poder público de forma individual e fragmentada, sem a organização e atuação de um movimento nacional que aja de forma integrada e coletiva.

LEVANTE ESSA BANDEIRA! É DO MOVIMENTO DE CAPOEIRA, É DE TODOS NÓS

Abraço Mestre Gavião

Maiores informações: Mestre Gavião (051) 8400.5500

E-mail: [email protected]

http://redenacionaldacapoeira.ning.com/

Évora, O Nosso Encontro

Foi com muito prazer que participei nos últimos dias 11, 12 e 13 de setembro, na bela cidade de Évora, na região do Alentejo em Portugal, de um encontro de capoeira muito peculiar e também muito especial. Não por caso, esse evento foi batizado de “Nosso Encontro” e chegou agora à sua décima edição.

São 10 anos de uma idéia que surgiu do Mestre Beija-Flor e tornada realidade através da competência e esforço do nosso querido Mestre Umoi, no qual mestres, contra-mestres, professores, alunos ou simplesmente “capoeiras” de Portugal e de vários países da Europa, se reúnem num local belíssimo, para se confraternizarem, trocarem idéias e experiências, jogar muita capoeira – de todos os estilos e matrizes – fazer samba e enfim, recarregar suas baterias para continuar na luta cotidiana pela preservação e valorização da capoeira, na qual todos ali estão firmemente envolvidos.

Évora é uma cidade muito antiga, com registros no século II D.C., provavelmente fundada pelos Celtas e depois conquistada pelos Romanos, que deixaram ali belíssimas marcas da sua civilização como o Templo de Diana, a Grande Muralha que protege a cidade ou o imponente Aqueduto. Posteriormente foi tomada pelos Mouros e depois reconquistada pelos Cristãos no século XII. A cidade tem algo de especial e logo na chegada, o visitante percebe uma certa “magia” no ar, o que levou o grande escritor português José Saramago a dizer que “…Evora é principalmente um estado de espírito, aquele estado de espírito que, ao longo da sua história, a fez defender quase sempre o lugar do passado sem negar ao presente”.

E é nesse belo e mágico lugar, que todos os anos acontece o “Nosso Encontro”, que além dos mestres que há muitos anos são responsáveis pela disseminação da capoeira em terras européias, teve como convidado especial o Mestre Plínio do Grupo “Angoleiros Sim Sinhô” de São Paulo, que fez uma palestra muito envolvente e esclarecedora, principalmente para os praticantes de outros estilos, sobre o universo da capoeira angola, suas tradições e peculiaridades. E demonstrou também suas habilidades de um bom sambista, entoando pérolas do Samba-de-Roda do Recôncavo Baiano, enquanto tocava o seu pandeiro, regado com aquela boa “espremidinha”, na qual tive o prazer de acompanhá-lo.

Encontros como esse, permitem um interessante diálogo e uma rica convivência entre os participantes, e mais do que isso, permite uma conscientização cada vez maior sobre a importância de se conhecer a capoeira com mais profundidade, de se respeitar sua diversidade, de compreender e valorizar as tradições dessa arte, sem ignorar as transformações pelas quais a capoeira também passa, pois capoeira é cultura e como tudo que é cultura, é dinâmico e se transforma constantemente. Por isso vale aqui lembrar novamente as sábias palavras de Saramago: “…defender o lugar do passado, sem negar o presente“.

Fica aí  a sugestão: em 2010, vamos todos à Évora !!!

Coluna: “Crônicas da Capoeiragem” por Pedro Abib

Mais um envolvente texto da Coluna Crônicas da Capoeiragem, sob a tutela do nosso grande camarada e parceiro, Pedro Abib, enfocando histórias, casos, experiências, opiniões, críticas, enfim, um texto de uma lauda sobre o universo da capoeiragem.

Preso suspeito de invasão e morte em hospital de SP

SÃO PAULO – Investigadores do 19º Distrito Policial (Vila Maria) acreditam ter capturado, no final da tarde de ontem, um dos seis homens responsáveis pela invasão ao Hospital Municipal de Cidade Tiradentes, no extremo leste de São Paulo, ocorrida em junho do ano passado. A invasão resultou no assassinato do instrutor de capoeira Ludmar Aparecido de Andrade, de 29 anos, que estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Uma denúncia anônima levou os policiais à loja do Hipermercado Extra da Avenida São Miguel, região da Penha, na zona leste. No momento em que fazia compras, José Carlos Arlindo Jr., de 34 anos, desarmado, foi detido pelos investigadores e levado à delegacia da Vila Maria. Com uma ficha criminal de 13 metros de comprimento, Arlindo Jr. era procurado pela Justiça por homicídio.

A prisão preventiva de Arlindo Jr. havia sido solicitada junto à Justiça pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que assumiu as investigações do caso. Na delegacia, ele negou ter participado da invasão ao hospital e do assassinato do instrutor.

Como apresentou documento falso aos policiais quando foi abordado no hipermercado, o suspeito foi autuado por falsidade ideológica e deve ser transferido para um Centro de Detenção Provisória.

Invasão

A invasão ao Hospital Municipal de Cidade Tiradentes ocorreu às 3 horas do dia 2 de junho de 2008. Três homens chegaram num carro e renderam os vigilantes na guarita. Ameaçaram fazer reféns os funcionários do hospital se fosse dado alarme. Outros três desconhecidos vieram em outro automóvel e ficaram com os vigias enquanto os três primeiros invadiam o prédio e assassinavam o instrutor a facadas. Os seis homens usaram toucas para não serem reconhecidos.

Funcionários da UTI foram rendidos e ameaçados, trancados numa sala. Dois dias antes, Andrade – o instrutor de capoeira – havia sido encontrado com as pernas e mãos amarradas dentro do porta-malas de um Chevrolet Monza, na Rua Pauline Capo, também em Cidade Tiradentes, depois de ter sido atingido por seis disparos.

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Aconteceu: Jungle Meeting reúne capoeiristas de vários países em Manaus

MANAUS – As delegações estrangeiras começaram a chegaram dia (3) em Manaus, para o Encontro Internacional de Capoeira, o Jungle Meeting, que aconteceu entre os dias 4 e 6 de setembro (sexta-feira, sábado e domingo) em vários pontos da cidade.

Além de alunos de cidades do interior do Amazonas, como Parintins, Boa Vista do Ramos, Manacapuru e Presidente Figueiredo, marcarão presença grupos do Canadá, Alemanha, Guiana Inglesa e Polônia.

O organizador do encontro, o mestrando Vander Pililim, contou com a participação de aproximadamente 600 capoeiristas. “Antes, os turistas tinham uma visão do Brasil que se limitava a Rio de Janeiro e Bahia. Nossa intenção é atrair pessoas para Manaus, para que eles conheçam não só nossa capoeira, como também nossa cidade e nosso Estado”, comentou.

Na última terça-feira (1), foi realizado um exame para avaliar o nível de conhecimento dos alunos sobre a capoeira, a fim de definir se eles estão aptos a se formar ou trocar de graduação.

– Eles foram questionados sobre fundamentos da modalidade, como a história da capoeira, história do berimbau, origem da modalidade, ainda tocaram berimbau, pandeiro e cantaram – explicou Pililim. Setenta capoeiristas trocam de graduação no sábado.

Aulas de Capoeira

O ginásio da Mini Vila Olímpica do Coroado foi liberado para aulas da modalidade. As aulas terão início no dia 15 de setembro, e serão ministradas pelo mestrando Pililim, às terças e quintas, entre 7h e 8h. As matrículas já podem ser feitas na Mini Vila Olímpica (Alameda Cosme Ferreira), com o professor Tarcísio.

É necessário apresentar cópia do RG e comprovante de residência, além de uma foto. Caso o aluno seja menor de idade, é preciso documentação do responsável.

Fonte: Portal Amazônia, com informações da Semdej – http://portalamazonia.globo.com

Foto: Divulgação/Semcom