Blog

Janeiro 2010

Vendo Artigos de: Janeiro , 2010

A Mulher na Capoeira

Hoje em dia, é quase impossível assistir a uma roda de capoeira, em qualquer canto do mundo, onde não haja a presença feminina. As mulheres, com todo o direito, estão conquistando a cada dia, mais e mais espaço nesse universo que durante muito tempo foi predominantemente um espaço masculino.

A importância da mulher na capoeira vai muito além da graça e beleza que elas proporcionam a essa manifestação. A mulher sendo respeitada e valorizada numa roda de capoeira, garante que esse espaço seja cada vez mais um espaço democrático, onde a diversidade e a convivência harmoniosa entre os diferentes, significam um exemplo de tolerância e convívio social nesse mundo tão cheio de preconceitos e discriminações. Este exemplo é um dos ensinamentos mais importantes que a capoeira oferece às sociedades contemporâneas.

Além disso, a mulher é fundamental no trabalho de organização da capoeira. Não podemos pensar numa academia ou num grupo de capoeira, em que as mulheres não ocupem um papel estratégico nessa função. Talvez isso se dê pelo fato da mulher possuir essa capacidade de organização num grau mais desenvolvido que os homens, não sei. Só sei que sem as mulheres nessa função, a maior parte dos grupos de capoeira de hoje em dia não sobreviveriam por muito tempo.

Já temos também muitas mulheres com o título de “mestre” ou “mestra” de capoeira, como queiram. E são mulheres muito respeitadas no meio, que realizam trabalhos importantes e reconhecidos, apesar de ainda haver resistências por parte de alguns setores mais conservadores da capoeira. Mas é uma questão de tempo para que esse tipo de preconceito seja também superado.

Mas é bom lembrar que apesar do universo da capoeira ter sido predominantemente masculino, existiram muitas mulheres que deixaram seus nomes gravados na história da capoeiragem. Só para citar alguns nomes, a capoeira de outrora traz histórias impressionantes de valentia e destreza de algumas mulheres como: Maria Doze Homens, Salomé, Catu, Chicão, Angélica Endiabrada, Almerinda, Menininha, Rosa Palmeirão, Massú, entre muitas outras mulheres. Histórias que envolviam enfrentamentos com a polícia, brigas com navalha, e até mortes de valentões famosos como Pedro Porreta, que segundo algumas pesquisas indicam, foi de autoria da temida “Chicão”, conforme relatam jornais da época.

Vem jogar mais eu, mulher….vem jogar mais eu…que na roda de capoeira, o espaço também é seu !

 

Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno) é professor da Universidade Federal da Bahia, músico e capoeirista, formado pelo mestre João Pequeno de Pastinha. Publicou os livros “Capoeira Angola, Cultura Popular e o Jogo dos Saberes na Roda”(2005) e “Mestres e Capoeiras Famosos da Bahia”(2009). Realizou os documentários “O Velho Capoeirista” (1999) e “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras” (2008).

Opinião: Capoeira Capitalista

Dia destes um companheiro propôs reflexão sobre ter lá a Capoeira se transformado numa vergonha, a Capoeira capitalista.
Achei interessante a proposta de reflexão, embora a frase não se possa aplicar a toda Capoeira, mas sim a grandes porções dos estilos hoje massificados, a Angola, Regional e Contemporânea-Senzala. Sei bem que a caracterização desses estilos ainda não foi empreendida, mas, afora diversos outros itens, a simples observação das respectivas gingas, fornecerá elementos para considerá-los estilos massificados. Devo acrescentar aqui que massisficação em si não considero defeito.

Voltando ao ponto, a Capoeira de hoje é capitalista, sim, mas qual o significado disto? Porque agora essa novidade de Capoeira capitalista? Está muito custosa, cara, a Capoeira? Estilo novo?

Não! Não! É capitalista não por ser cara, não por ser custosa, mas por reproduzir, timtim por timtim, aspectos fundamentais da ideologia do sistema em que vivemos que não é outro senão o nosso vigoroso sistema capitalista, com todas as suas mazelas e benesses.

E que aspectos ideológicos são esses que a Capoeira capitalista reproduz?

Por exemplo, no sistema capitalista o respeito à autoridade, à hierarquia, é necessário ao funcionamento das instituições, certo? O dono é quem define as políticas do empreendimento.

Pois é, o respeito aos mestres de Capoeira, instrutores, treineís, contramestres, professores, etc, encaixa-se perfeitamente nos ditames daquele respeito à hierarquia. Respeito no sentido de que um manda e os outros obedecem, respeito no sentido de que os supostos saberes dos de hierarquia mais alta prevalecem, necessariamente, sobre a suposta ignorância dos de hierarquia mais baixa.

Essa história vai longe, se quisermos. Por exemplo, vez por outra são colocados alguns assuntos em votação nos grupos de Capoeira. Isto certamente que dá a eles alegre cunho democrático. Certo! E o que faz o sistema capitalista no Brasil? Mantém milhares de casas legislativas para, de maneira semelhante àquela, decidir democraticamente sobre assuntos de interesse das pessoas.

Para não me alongar muito, ficam aqui duas sugestões e um resumo.

Que cada um procure descobrir aspectos mórbidos típicos do sistema capitalista, e verifique a presença desses aspectos nos grupos de Capoeira que conhece.

A outra sugestão, e sei que não é fácil, é cada um colocar em prática ações não reprodutivas da ideologia do sistema, sem, contudo, bater de frente com as demais instituições apoiadoras da Capoeira e do sistema.

O resumo é que a Capoeira da atualidade vem funcionando como fiel reprodura das relações sociais correntes na sociedade, e aqui se incluem a exploração do trabalho alheio, autoritarismos, formas de distribuição de benefícios, escamotear a divulgação de contas, descasos diversos com as pessoas, etc. Certamente, não é essa a Capoeira que queremos.

Mestre Fernando Rabelo – http://capoeiracambara.blogspot.com/

Aprovado com emendas na Câmara, Estatuto da Igualdade Racial será novamente examinado pelo Senado em 2010

Tramitando no Congresso Nacional desde maio de 2003, o projeto de lei do Senado que institui o Estatuto da Igualdade Racial (PLS 213/03) será novamente examinado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) nos primeiros meses de 2010. Aprovado no Senado em novembro de 2005, o texto foi enviado à Câmara, onde foi acolhido, em setembro de 2009, sob a forma de substitutivo, com várias alterações ao texto original, motivo pelo qual voltou para nova análise dos senadores.

O autor do projeto original é o senador Paulo Paim (PT-RS), que já defendeu a aprovação do estatuto por diversas vezes da tribuna do Plenário do Senado. O relator, Demóstenes Torres (DEM-GO), apresentou parecer favorável, com emendas, à aprovação do projeto em dezembro do ano passado.

Entre outros pontos, o projeto de Paim institui pena de até três anos para quem praticar racismo pela internet, incentiva a contratação de negros pelas empresas e reconhece a capoeira como esporte. Resultado de mais de seis anos de discussão no Congresso, o texto aprovado na Câmara faz mudanças substanciais no projeto original. Reduz de 30% para 10% a proporção de candidatos negros que os partidos devem ter nas eleições (atualmente, só há reserva para mulheres); retira a obrigatoriedade de reserva, nos estabelecimentos públicos, de vagas para alunos negros vindos de escolas públicas na mesma proporção dessa etnia na população; e suprime a indicação “igualdade” do dispositivo que trata da contratação de atores negros em produções artísticas.

O substitutivo da Câmara define como desigualdade racial todas as situações injustificadas de diferenciação de acesso e fruição de bens, serviços e oportunidades, nas esferas pública e privada, em virtude de raça, cor, descendência, origem nacional ou étnica. Define como população negra o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas, conforme o quesito cor ou raça usado pelo IBGE.

O substitutivo que será apreciado pela CCJ também trata de políticas públicas e programas especiais adotados pela iniciativa privada e o Estado para a correção das desigualdades raciais e a promoção da igualdade de oportunidades. Prevê ainda acesso universal e igualitário ao Sistema Único de Saúde (SUS) para promoção, proteção e recuperação da saúde da população negra, que deverá ficar a cargo de instituições públicas federais, estaduais, distrital e municipais da administração direta e indireta. O objetivo é garantir tratamento e especialização em doenças mais comuns na raça negra, como a anemia falciforme.

A proposta determina também que seja obrigatória a disciplina que trate da história geral da África e da população negra no Brasil nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio públicos e privados. Além disso, o Estatuto da Igualdade Racial assegura o livre exercício dos cultos religiosos de origem africana, prevendo assistência religiosa aos seus seguidores em hospitais e institui que os programas de moradia do governo deverão assegurar tratamento equitativo à população negra, devendo fazer o mesmo os bancos públicos e privados que atuam em financiamento habitacional.

Helena Daltro Pontual e Augusto Castro / Agência Senado

BLOCO DA CAPOEIRA: CARNAVAL 2010 – A CAPOEIRA E O CANGAÇO

Prezado (a) foliões,

O Bloco Afro Mangangá Capoeira, no seu terceiro ano, homenageará a Capoeira e o Cangaço.

O DESFILE:

O desfile acontecerá no dia 11/02/2010 na quinta-feira de carnaval no circuito Campo Grande a partir das 19h, sendo dividido em diversas alas e você desfilando, estará aceitando as normas e condições gerais para participar do bloco.

Alguns itens importantes para o desfile acontecer de acordo o contrato com os órgãos que fiscalizam a festa.

– O inicio do desfile dependerá da liberação da coordenação do carnaval, ficando cientificado que é comum por parte da organização do carnaval, haver atrasos;

– Não será permitida a permanência de folião que não estiver trajando a fantasia das alas ou abadas de capoeira;

É PERMITIDO:

– A utilização de adereços que remetam ao tema;

– Uso de abadá ou farda dos grupos de capoeira;

– Uso de estandartes dos grupos de capoeira e/ou culturais;

– Uso de instrumentos de capoeira;

– recomendamos às mulheres que venham com roupas típicas ao cangaço e a capoeira e que usem um legging por baixo da saio ou vestido;

ABAIXO ALGUMAS ORIENTAÇÕES MUITO IMPORTANTES PARA VOCÊ BRINCAR SEU CARNAVAL COM BASTANTE SEGURANÇA:

– Os foliões ficam cientes e autorizam previamente o Bloco da Capoeira ou a Associação Sócio-Cultural e de Capoeira Bloco Carnavalesco Afro Mangangá a exibir, por qualquer meio de comunicação ou em locais públicos, as imagens e/ou fotografias do (s) bloco e/ou Associação, inclusive a (s) suas em qualquer época mesmo não sendo no período do carnaval;

– Leve pouco dinheiro e documentos de identidade (cópia autenticada);

– Vá de calçado confortável, principalmente um que combine com o tema do Bloco;

– Evite sair do Bloco durante o percurso;

– Cuidado com os alimentos, beba bastante água, suco e de isotônicos;

– Não abuse das bebidas alcoólicas;

– Não use drogas;

– Não brigue, carnaval não combina com violência. Portanto, se alguém pisar no seu pé, se esbarrar, desconsidere e siga em frente;

– Namore e beije muito… Mais não deixe de usar a camisinha.

Bloco da Capoeira – 32569806 – 33517333 – 81269333

tmmanganga@hotmail.com – blocoafromanganga@hotmail.com

Iguatu: Projeto Arte Criança promove inclusão social

Adolescentes e crianças de Iguatu estão tendo oportunidade de mudar suas vidas com trabalho social de ONG

Iguatu Um sonho de dois artistas populares transformou-se em realidade e há quase duas décadas está mudando a vida de crianças e de adolescentes nesta cidade, localizada na região Centro-Sul do Ceará. O Projeto Arte Criança (PAC) oferece oficinas de artes e trabalha com o público em situação de vulnerabilidade social.

As oficinas de teclado, capoeira, informática, teatro de ator e de boneco, dança e contação de história têm por objetivo contribuir para a inclusão social das crianças e adolescentes. Além das atividades culturais, há exercícios de complementação escolar, que contribuem para uma melhor aprendizagem.

Um dos fundadores do PAC, o artista plástico Cleodon de Oliveira, observa que a arte contribui para o desenvolvimento das habilidades individuais, melhoria da autoestima, cidadania e confiança pessoal. “Os alunos passam a ter uma formação crítica, solidária transformadora por meio da arte e da cultura”, observa. “Nosso trabalho deverá favorecer situações de aprendizagens, educando o aluno conforme os princípios de auto-liberdade consciente”.

A experiência tem demonstrado que a utilização desses princípios pode levar a criança e o adolescente a adquirirem habilidade para analisar criticamente o mundo que o cerca, enfrentar novos desafios e conviver com os outros de modo cooperativo e participativo.

A educadora do projeto, Lúcia Morais, disse que a experiência dos alunos têm participação ativa nas situações de aprendizagens, e estão sempre numa posição reflexiva permanente. “Queremos formar indivíduos, cidadãos conscientes por meio da prática social, cultural e educativa”, frisou. “A arte possibilita mudanças de comportamento e propicia a inclusão social”.

Em quase duas décadas de atividades, o PAC já enfrentou momentos de crescimento e de dificuldades, em face da escassez de recursos financeiros. Mas, durante esse período, contabilizou bons frutos. “Temos vários alunos que se tornaram professores, músicos”, disse Lúcia Morais. Um exemplo é o do músico percursionista, Henrique Siqueira. Ainda criança começou a participar do projeto e hoje é monitor de oficinas de música e integra a bandinha do município. “Cresci no projeto e aprendi ser um cidadão e um profissional”, disse.

Esse mesmo caminho seguem os atuais participantes. Tainá Cavalcante, 13 anos, aluna da oficina de teclado, ainda tímida, diz que quer aprender música e dedicar-se aos estudos. “Estou gostando”, disse. “Fiz novas amizades”. O professor Michael Prudêncio confirma que a turma é dedicada e quase ninguém falta às aulas. “Trabalhamos em áreas carentes, mas conseguimos incluir as crianças e adolescentes”.

O computador fascina e mexe com a inteligência dos jovens. Com facilidade eles aprendem as noções básicas de inclusão digital. A sala está sempre lotada.

Diferente é o ritmo da oficina de capoeira. Crianças e adolescentes praticam com afinco os exercícios da dança de origem africana que simula luta de defesa pessoal. Ao som dos instrumentos próprios, os jovens capoeiristas se exibem na arte do contorcionismo e dos saltos. “Ensinamos as noções básicas, mas quem começa não quer parar”, observa o professor Wilton do Nascimento.

Neste ano, o PAC está com inscrições abertas para 150 alunos. Os recursos para o projeto “Socializar e educar através da arte” vêm da Secretaria de Cultura do Estado (Secult), embora liberados com atraso são muito bem vindos, pois asseguram a continuidade das atividades.

A cada ano, o Projeto Arte Criança contribui a partir da oferta de oficinas artísticas para o surgimento de uma nova geração de jovens capaz de compreender melhor a vida, superar dificuldades, ser solidários, introduzir a arte no cotidiano, resgatar a cultura local e contribuir para melhorar a qualidade de vida dos participantes.

EXPERIÊNCIA EXITOSA
Trabalho começou a partir de uma colônia de férias

O Projeto Arte Criança com oficinas culturais foi realizado, inicialmente, nos núcleos da extinta Febemce

Iguatu O Projeto Arte Criança (PAC) surgiu a partir de uma experiência desenvolvida pelos artistas José Cleodon de Oliveira e Nonato de Moura, durante a realização da colônia de férias Programa Recreio, do Governo Federal, na Escola de Ensino Fundamental e Médio Filgueiras Lima, no Bairro Veneza, em Iguatu, em 1990.

A colônia ofereceu oficinas de danças, teatro de ator e de bonecos, artes plásticas, música, recreação e jogos educativos. Após essa experiência, foi criado o Projeto Arte Criança com oficinas culturais realizadas nos núcleos da extinta Fundação Estadual do Bem Estar do Menor do Ceará (Febemce).

Ampliação

Nos anos seguintes, o PAC foi ampliado e a partir de 1992, tornou-se uma Organização Não Governamental (ONG), sem fins lucrativos. A ideia básica sempre foi trabalhar com assistência às crianças e aos adolescentes, de 7 a 17 anos. Sempre houve como critério de participação, a exigência de matrícula na rede pública de ensino.

Maioridade

Neste ano, o PAC está alcançando a maioridade. O projeto tornou-se referencia na região Centro-Sul do Estado, por meio de um trabalho sério, dedicado, com finalidades sócio-culturais e educativas.

Ao longo de sua existência o PAC teve parcerias a antiga Febemce, o Unicef, a Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), Prefeitura Municipal de Iguatu, Fundação Abrinq, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Itaú Cultural.

O PAC participou de diversas premiações: Prêmio Itaú Social-Unicef, 5ª edição, em Recife em 2003, Prêmio Gestão Pública e Cidadania da Fundação Getulio Vargas, em 2004. Possui representatividade nos conselhos municipais de Assistência Social e dos Direitos da Criança e do Adolescente.

A partir do ano de 2005, o Projeto Arte Criança ampliou suas ações para o município de Assaré, resultando na participação do Prêmio Ceará Vida Melhor, promovido pelo Governo do Estado do Ceará.

Parcerias

A instituição ampliou parcerias incluindo a Associação das Mulheres Iguatuenses, Igreja Nossa Senhora das Graças, Fundação de Apoio aos Jovens de Iguatu, Núcleo de Arte e Cultura, Escola Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e SESC.

O PAC fundamenta suas atividades culturais nos artigos 3º e 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e tem como princípio possibilitar oportunidades e facilidades para crianças e adolescentes. O objetivo do projeto, a partir daí, é para lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade.

Prioridade

Além disso, assegurar, também, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, alimentação, educação, esporte, lazer, profissionalização, cultura, dignidade, respeito, liberdade, convivência familiar e comunitária.

A instituição é reconhecida de utilidade pública Municipal e Estadual e obteve a aprovação pelo Ministério da Cultura como Ponto de Cultura no município de Iguatu.

Honório Barbosa
Repórter

Enquete
Transformação

Beatriz Façanha
Estudante

“Eu Estou mais disposta para os estudos e para a aprendizagem musical. Esse projeto é muito bom para a gente”

Dayson Sena
Estudante

“Fiz novos amigos e acho bom vir participar das aulas com os meus colegas. Tudo aqui é bom legal”

Bráulio Amorim
Estudante

“As aulas de capoeira me deram mais segurança e venci o medo. O projeto nos dá muita autoestima”

Ian de Souza
Estudante

“Antes só brincava na rua, mas, agora, eu estou estudando mais e aprendendo coisas novas. É muito bom”

MAIS INFORMAÇÕES

Projeto Arte Criança
Rua Cel Mendonça, 45
Centro, Iguatu
(88) 9618.5530
regional@diariodonordeste.com.br

 

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com

Haiti: Berimbau já fez chamada, já é hora de lutar

Cidadania: Gingando pela Paz no Haiti – Relatos de um capoeirista em terras haitianas

Domingo, 17 de janeiro, 18:30

Hoje a alegria voltou a fazer morada no meu coração. Hoje, graças a Deus, pude ver o sorriso dos meu alunos, das minhas crianças. Pude abraça-las, beijá-las, olhá-las nos olhos. Após dias de ansiedade, fui até Kay-nou. E que felicidade foi reencontrá-las, ver aqueles olhinhos brilhando de felicidade.

Ao passar pelas ruas de Bel-Air já ouvi o chamado de um deles: Iê capoeira!”. Era o Canário, que acenava, feliz, em meio a multidão. E mal cheguei a Kay-nou, logo fui rodeado de crianças. Elas surgiam em meio às tendas, inúmeras delas. Vinham gritando o meu nome, perguntando pelos outros, pela Aíla, Linheiro, Beija-Flor, Paollo (Nó Cego). Eufóricas seguravam em minhas mãos, abraçavam-me, beijavam-me o rosto. Por mais que escrevesse aqui, por mais que virasse a noite esmerando-me em frente ao computador, não conseguiria descrever o meu sentimento naquela hora. E nem tenho essa pretenção.

Caminhamos para ver como estavam as coisas, para ver as pessoas. Eles acompanhavam-me, agarrando minhas mãos, meus braços. Enquanto caminhávamos mais apareciam e juntavam-se ao grupo. Quando percebi éramos uma pequena malta caminhando entre as barracas. Mães e pais vinham falar conosco, nos abraçar, saber dos outros. E chegavam mais e mais. E meu coração desejando que mais chegassem…

Nos dirigimos ao espaço da capoeira. Paredes no chão e boa parte do telhado caído. Até pouco tempo aquele espaço estava colorido, florido de pessoas… Uma grande festa para o nosso primeiro batizado e entrega de cordas e para comemorar o nosso primeiro aniverário. Um ano juntos, de muita luta e suor. Porém, o sentimento foi de esperança, apesar dos inúmeros tijolos pelo chão. E apesar das paredes caídas, pude ver um grande horizonte pela frente. E isso me encheu de força e esperança. Esperança que se fortaleceu com as palavras de um Rubem emocionado: vamos construir um espaço ainda melhor! E eu tenho certeza que sim.

Reunimos as crianças em uma roda. Bem, tentamos, pois haviam muitas crianças que não faziam [não faziam] parte do projeto. Conversamos bastante, elas muito atentas e cobrando atenção dos mais novos. Logo eles perguntaram se podiam vestir seus uniformes. E bastou ouvir um sim e saíram correndo para as barracas. Voltaram com uniforme. Claro, aqueles cuja a casa não havia desmoronado…

Nos reunimos sob uma árvore. O berimbau rompeu o silêncio. A Inúna pediu licença e chorou as vítimas, aquelas que deixaram o jogo desta existência para habitar uma nova morada. Pediu luz para os que se foram, proteção e força para os que aqui ficaram. E em cântico celebramos o ontem, o hoje e o amanhã. Celebramos a dádiva de estarmos vivos e saudáveis. Naquele momento, éramos um. A dor de um era a dor de todos, assim como a alegria, a esperança e a fé. Cantamos, enquanto eles desejam jogar o jogo, dar pernada e ficar de pernas para o ar. Faltou-nos espaço, mas não para o nosso cantar, que percorreu todo espaço. Faltou-nos comida, mas não a força para as nossas palmas. Cantamos, jogamos bola, conversamos…

Read More

Aconteceu: São Paulo – Aniversário de Mestre Ananias

FESTA NO BIXIGA! SAMBA E CAPOEIRA NOS 85 ANOS DE MESTRE ANANIAS

Mestre Ananias Ferreira, baiano de São Félix (BA), escolheu São Paulo para desenvolver o trabalho com o samba e a capoeira. Nestes mais de 55 anos vivendo na cidade, Mestre Ananias acumula ricas experiências em sua trajetória, com a vida artística nos palcos da “terra da garoa” e pelos ensinamentos que transmite à juventude interessada na cultura do povo.

O aniversário do mestre aconteceu em uma terça-feira, dia da roda semanal de capoeira na Casa Mestre Ananias. Momento oportuno para acontecer uma roda especial, na qual grandes capoeiras da cidade disputaram um espaço no “camarote”.

Convidados Ilustres - 85º Aniversário de Mestre Ananias

Da esquerda para a direita, temos: Mestre Cavaco, Mestre Brasília, Mestre Jaime, Mestre Limãozinho, Mestre Zumbi, com o professor Cacá (de camiseta branca) e Nenê (de chapéu).

CASA MESTRE ANANIAS – CENTRO PAULISTANO DE CAPOEIRA E TRADIÇÕES BAIANAS – Bixiga / São Paulo

Fonte: http://mestreananias.blogspot.com

Capoeira, Pernada & Tiririca na Terra da Garoa

Hoje recebo a confirmação que este grande camarada e parceiro está de viagem marcada para as terras frias do hemisfério norte, com destino a Toronto (Canadá).

Toda a família irá fazer esta jornada em cumplicidade e nosso amigo Miltinho, como grande “paizão” estará acompanhado da companheira Keyla e do filhão Camilo (foto).

Desejamos um ótima estadia e sucesso profissional!!!

Em homenagem a este grande capoeira e amigo escolhemos uma matéria publicada no Jornal do Capoeira escrita pelo próprio Miltinho Astronauta.

Crônica sobre Capoeira, com algumas informações sobre a Pernada de Sorocaba e a Tiririca da capital paulista, ambas uma espécie de “capoeira primitiva” do Estado de São Paulo

Luciano Milani – Fevereiro de 2009

Nota do Editor:

À convite da Tribuna Metropolitana – um jornal quinzenal que circula nas zonas norte e sul da capital – tenho escrito algumas crônicas para uma coluna cujo título é Capoeireiro. O objetivo tem sido o de compartilhar informações e pontos de vistas sobre nossa Capoeira. No mês de Julho de 2005 publicamos uma crônica sob o título “Capoeira, Pernada & Tiririca na Terra da Garoa”. Com o lançamento do Documentário “Pernada em Sorocaba – Ginga Pela Arte…Ginga Pela Sobrevivência”, previsto para ocorrer dia 19 de Novembro de 2005 na Cidade de Sorocaba (SP), achei por bem republicar tal crônica também em nosso Jornal. É o que faço agora.

Capoeiristicamente,

Miltinho Astronauta


CAPOEIREIRO

Capoeira, Pernada & Tiririca na Terra da Garoa
Por Miltinho Astronauta – Julho/2005

Nota da Tribuna Metropolitana

Foi com imensa satisfação que inauguramos esta coluna Capoeireiro. Percebemos que amantes da prática da Capoeira – seja enquanto cultura, seja como esporte ou educação – já estão até colecionando nossas edições quinzenais. A seguir, respondemos algumas questões enviadas à nossa Redação: 1) nosso colunista desenvolve um trabalho de pesquisa do fenômeno da Capoeira em nosso Estado (Interior, Capital e Vale do Paraíba); 2) existe um projeto em andamento para cadastrar os mestres e capoeiras – dos mais antigos aos jovens mestres – das diversas regiões da Capital: Zona Oeste, Zona Leste, Zona Norte, Zona Sul e Centro; 3) interessados em colaborar com este projeto (Coletânea da Capoeira em São Paulo) podem escrever para nossa Redação, ou então enviar e-mail para o nosso Colunista. Como se diz na Capoeira, “vamos dar a Volta ao Mundo, Câmara…”.

Outro dia, recebi uma carta eletrônica (e-mail) muito elogiosa sobre as duas primeiras edições de nossa recém-inaugurada coluna CAPOEIREIRO. Lá pelas tantas, nosso interlocutor perguntou: “Existiu, realmente, Capoeira em São Paulo antes da chegada dos baianos e cariocas na década dos 60?”. De pronto lembrei-me de um corrido do Contra-mestre Pernalonga (Márcio Lourenço de Araújo), que hoje ensina em Bremen, Alemanha. “O meu barco virou / lá no fundo do mar / Se eu não fosse angoleiro / Eu não saia de lá”. Foi exatamente assim que me senti. Ou seja, se não estivesse amparado por documentos, lá estava levando minha rasteira.

De pronto, resolvi então trazer à público uma abordagem interessante que fiz sobre uma forma de “Capoeira a Lá Paulista”. Confesso, estava guardando o texto que ora apresento para um livro que estou escrevendo sobre a Capoeira de São Paulo. Mas para não deixar de “entrar na chamada” de nosso amigo Leitor, vamos então ao fio da meada.

1. CAPOEIRA GANHA O MUNDO

Hoje percebemos que o mundo todo se entregou aos encantos de nossa Capoeira. Ousaria dizer que nenhum esporte e/ou prática cultural levou tanto de um povo à outras nações como é o caso de nossa Capoeira.

Por exemplo, aqui no Brasil, praticamos o Box, o Judô e o Caratê, mas ninguém fala o inglês ou o japonês por conta disso. Dança-se o Balé e o Tango, mas não existem motivos para se especializar em Francês ou Espanhol.

Mas com a Capoeira é diferente. Por conta dela o português falado no Brasil tem sido falado em mais de 150 Paises. É isto mesmo! Segundo a Federação Internacional de Capoeira (FICA), presidida pelo Prof. Dr. Sérgio Vieira, nossa Capoeira já caminha para a segunda centena de paises onde a prática já faz parte do “cardápio” anual de eventos culturais e desportivos.

É até compreensível nosso português sendo falado neste “mundão de Deus”, uma vez que seria muito superficial praticar a Capoeira sem, por exemplo, compreender o real sentido de uma Ladainha, de um Corrido ou de uma Chula.

Ao mesmo tempo em que percebemos nossa Capoeira expandindo-se, dando sua magistral “Volta ao Mundo”, observa-se que mais e mais os praticantes (nacionais e principalmente do estrangeiro) estão buscando conhecer a verdadeira – e mais completa quanto possível – história da Capoeiragem.

2. CAPOEIRA, FOLCLORE & DINÂMICA

Prosa e SambaÉ fato que a Capoeira praticada em nosso Estado de São Paulo é fruto de um trabalho de resistência e divulgação realizado por mestres baianos e cariocas, vindos para cá a partir da década dos 50. Embora, sendo justo registrar que a grande maioria chegou entre meados dos 60 e início dos anos 70.

Em nossa Crônica Inaugural apresentamos o depoimento em livro do Folclorista Alceu Maynard Araújo (1967) atestando que levas de capoeiras foram soltas nas pontas dos trilhos (na cidade de Botucatu, entre 1890 e 1920, supostamente). Pelo depoimento, podemos inferir que Capoeiras (vindos da Capoeira Carioca) já perambulavam por nosso Estado, no final do século XIX e início do século XX.

Por falar em Capoeira Carioca, todo bom estudioso da cultura popular sabe que as manifestações raramente ocorrem em regiões de forma isolada geográfica e temporalmente. Tanto é que Mestre Edison Carneiro (excelente folclorista!) fez questão de deixar bem claro no título de um de seus livros (Dinâmica do Folclore), que tudo acontece dinamicamente. Em alguns casos manifestações se fundem, resultando em novas manifestações. Por exemplo, com a proibição da Capoeira em Pernambuco, aliado a questões político-social da época, resultou-se nosso Frevo! O bom capoeira sabe perceber que a “malícia” do bom “frevista” está ligado à ginga de um bom Capoeira. E é isto que eram no passado: capoeiras. No Rio de Janeiro, a perseguição à capoeiragem (que, funcional e socialmente não é o mesmo que capoeira) resultou na Pernada Carioca. Digamos que era a Capoeira que não se chamava Capoeira, mas que tinha a eficiência da mesma, tanto enquanto luta, como também como lazer.

3. PERNADA, TIRIRICA & CAPOEIRA PAULISTA

Em São Paulo também tivemos nossa “Capoeira primitiva”. Recentemente o historiador Carlos Carvalho Cavalheiro e o capoeira-pesquisador Joelson Ferreira têm se dedicado a estudar a Pernada de Sorocaba (interior paulista). Na essência, essa forma de manifestação tem todos os ingredientes básicos de nossa Capoeira: cantos (corridos e desafios); negaças; golpes desequilibrastes (rasteira!) etc. Em breve teremos um excelente documentário sobre o assunto. Aguardem.

Além da Pernada de Sorocaba, na Capital Paulista, tivemos também uma outra “espécie de capoeira”: a TIRIRICA. Aparentemente, tudo indica que, com a repressão de algumas manifestações (ai inclui-se a Capoeira, o Batuque e até mesmo a Religião Candomblé), o povo era obrigado a mascarar suas práticas, mudando formas de execução e nome de tais práticas.

A Tiririca Paulista era um misto de Capoeira com Samba. Era, então, uma capoeira com ritmo (diferente da Capoeira Utilitária do Paulista-Carioca Mestre Sinhozinho – Agenor Sampaio), mas sem a presença do Berimbau. Tinha canto de pergunta e resposta, e “jogava-se” ou “lutava-se ludicamente” em Roda.

Sobre esta “espécie de capoeira” (assim se referiam a ela os “mais antigos” da Terra da Garoa) temos alguns depoimentos relevantes gravados no Centro de Estudos Rurais (CERU) e Museu da Imagem e Som (MIS), ambos da Universidade de São Paulo (USP). Em São Paulo podemos encontrar ainda alguns praticantes remanescentes ou contemporâneos de praticantes, que acompanharam a TIRIRICA em seu auge (décadas dos 30 aos 50). Para dar uma dica, para quem estiver interessado em saber sobre a Tiririca, os bons nomes são Oswaldinho da Cuíca, Toniquinho Batuqueiro e Seu Nenê da Vila Matilde.

O Próprio Mestre Ananias – renomado mestre da capoeira angola baiana – que chegou pela capital entre 1950 e 1960, vivenciou alguns momentos da Tiririca pelas bandas do Brás; Largo da Banana, ou mesmo pelas Praças da Sé e da República (reduto de muitos sambistas, tiririqueiros e capoeiras). Mestre Ananias é grande conhecedor de Samba de Raiz e de Capoeira. Eu arriscaria dizer que uma das cantigas que só ouvi mestre Ananias cantando (É tumba, menino é tumba…) pode ter sido “colhida” durante sua vivência com alguns praticantes da Tiririca. Faço tal suposição baseado em um documentário de Mestre Geraldo Filme (também cantador de Samba, e que conviveu com exímios jogadores de Tiririca), que em depoimento para o MIS, lá pelas tantas, soltou a letra da música que comento acima:

 

“É tumba, menino é tumba

É tumba pra derrubá

Tiririca faca de ponta

Capoeira quer me pega

Dona Rita do Tabulêro

Quem derrubou meu companheiro

Abra a roda minha gente

Que o Batuque é diferente

(coro)

Abra a roda minha gente

Que o Batuque é diferente”

Será que a origem é a mesma (Rodas de Tiririca)?


Miltinho Astronauta dedica-se, de forma independente, ao projeto “Coletânea da Capoeira em São Paulo”. O projeto conta com a colaboração de alguns pesquisadores, dentre eles Raphael Pereira Moreno e Carlos Carvalho Cavalheiro. Para obter mais informações, acesse o Jornal do Capoeira (on line) www.capoeira.jex.com.br ou escreva para miltinho_astronauta@yahoo.com.br. A foto de Mestre Ananias é de Autoria de Adilene Cavalheiro.

Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br

 

Capoeira, Sincretismo, Santos e Orixás

A presença e a ligação dos Santos e Orixás com a Capoeira é sentida em diversas cantigas e ladainhas…

O Brasil sempre foi um país envolvido e mergulhado no sincretismo religioso, no misticismo… uma das maiores dadivas de nosso povo é a miscigenação… a misturas de raças, de culturas e religiões.

A capoeira nasceu em meio disso tudo, ela própria nasceu de misturas…

Existem diversas vertentes e estudos sobre isso… é sabido a influencia de lutas oriundas da África como o N´golo, a Dança da Zebra o Batuque…

A “camuflagem” da capoeira escrava em dança com intenção manhosa e maliciosa de iludir o feitor e o Senhor… foi o segredo da sua existência e permissão de prática no meio das Senzalas…

“A Capoeira, tem origens e raizes africanas…seu ventre, sua mãe… é conhecida como cultura negra… seu pai a liberdade… mais nasceu e foi criada no Brasil, algures no reconcavo Baiano… cercada de malandragem e brasilidade…”

…Bahia terra de todos os Santos… e Orixás…

É inegável a presença religiosa dentro da Capoeira… que em sua essência é um ritual… cheio de manifestaçãoes e referências a uma força maior… Iêêê viva meu Deus…

Este Deus representa a a força e a energia divina… que pode assumir diversos nomes, tão conhecidos por todos…

Ala… Buda… Deus… Brahma … e tantos outros…

Luciano Milani – Setembro de 2005

Segue o texto enviado pelo Mestre Decanio, sobre o tema:

Santos e Orixás o sincretismo na CapoeiraSantos e Orixás o sincretismo na Capoeira “Em “Falando em Capoeira” eu faço alusão a este fato e justifico: é conseqüência da capoeira ter sua raiz mística e musical no candomblé.

Os cânticos (oriki) louvam os atributos maravilhosos dos orixás. O sincretismo manhoso para evitar os preconceitos eclesiásticos leva ao uso de nomes de santos e trechos de orações, especialmente das ladainhas, em tentativas de lisonja dos censores.

São Bento é um santo a quem creditam uma vida mais próxima da Natureza e dos animais. Santo Amaro é o Protetor da área portuária onde surge a capoeira. Santo Antônio é associado a Ogum na Bahia e a Oxossi no Rio de Janeiro. São Lázaro é a Omolu (Obaluaê), (portador de varíola), na Bahia é representado por São Jerônimo no Rio .Oxalá é para fraseado pelo Senhor do Bonfim… São Jerônimo na Bahia é Xangô.

Tudo em busca de apaziguar a imagem do Diabo, Belzebu associada a Exu pelos cristãos. Santa Bárbara=Nhançã. Santa Maria pelo seu prestígio e interferência junto a Jesus Cristo (Oxalá) e Deus-Pai. De modo similar há referência a Lampião, Zumbi, Pedro Gordilho (Pedrito), Besouro Mangangá, Besouro e/ou mesmos personagens de lendas ou imaginários. Na verdade o importante é o efeito mântrico associado ao toque e sistema de rima poética tonal dos africanos, associado às modificações fonéticas das palavras e expressões para acoplamento à melopéa.”

 

Ser Capoerista é saber conviver… é saber respeitar… é ser acima de tudo um cidadão de espírito livre…
Combater as descriminações e as intolerâncias… dentro ou fora da roda. 

* Imagens enviadas pelo Mestre Decanio

Mestre Boneco comemora 35 anos de Capoeira

Apaixonado pela Capoeira desde seus 12 anos, o então menino, teve a certeza que levaria em sua trajetoria de vida essa arte que mistura tantos elementos fascinantes da cultura afro-brasileira. Recebeu o apelido de Boneco quando foi “batizado” por Mestre Touro ao receber sua primeira corda. De la para ca, transformou a paixão pela capoeira em profissão e conquistou o mundo com a certeza de desenvolver um trabalho serio, ensinando toda a magia da arte/ luta que conquista adeptos por todo planeta.

Levou a capoeira para a Mídia ao integrar o elenco da Rede Globo de televisão onde atuou em novelas, minisséries, programas humorísticos e de auditório, filmes e comerciais.

Sem contar com a sua grande exposição em revistas e jornais onde comparece sempre com a preocupação de divulgar e valorizar a cultura brasileira.

Para comemorar 35 anos de carreira – ou melhor, capoeira -, Beto Simas, batizado de Mestre Boneco, organizou nesse sábado, a partir das 18h, uma roda diferente da tradicional.

Um talk show vai reunir bambas cariocas para relembrar um pouco da história do jogo ao som de berimbau e cantigas.

Uma exposição com fotos desses 35 anos de trajetória será exibida na Galeria Città, no Città America.

Mestre Boneco é um dos fundadores do grupo Capoeira Brasil que completou 20 anos em 2009.

Fontes:

http://www.capoeirabrasil.com/

http://oglobo.globo.com/