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Janeiro 2010

Vendo Artigos de: Janeiro , 2010

Margareth sobe ao palco com Gilberto Gil, no AfroPop Brasileiro

A segunda etapa do Movimento AfroPop Brasileiro, patrocinado pela Fundação Cultural Palmares, vinculada ao Ministério da Cultura, começa nesta quinta-feira, dia 21. Margareth Menezes recebe no palco Gilberto Gil, o grupo afro Filhos de Gandhi, Gerônimo e Roberto Mendes, e ainda uma manifestação cultural com ‘As Ganhadeiras’. O show começa às 20h no Cais Dourado, em Salvador (BA). A temporada estreou na primeira quinta-feira de janeiro, dia , com casa cheia e presença de artistas e autoridades no camarote “Espaço Palmares”.

O projeto que além de música inclui ação social, traz, na sexta-feira, 22, o tema Sexualidade sem preconceito para o  Giro Cultural, que reunirá cerca 200 jovens e adolescentes na sede do Projeto Adolescente Aprendiz (IBCM). Além de Margareth e Zulu Araújo, da Palmares, os convidados para conversar com a garotada são Andréa Elia, atriz e diretora de teatro e Maria Paquelê, pedagoga e especialista em educação sexual. Andrea Elia fecha a atividade com uma dinâmica teatral. O encontro será na escola Municipal Marques de Maricá, em Pau Miúdo, na cidade de Salvador.

O Giro Cultural é uma ação de inclusão social e visa a troca de experiências entre os jovens e os convidados de Margareth sobre temas variados. No último encontro Zezé Motta, Vovô do Ilê e a vereadora de Salvador, Olívia Santana (PCdoB), além de Margareth e Zulu Araújo conversam com  jovens de 16 a 24 anos do bairro da Liberdade e da ONG Fábrica Cultural, mantida por Margareth Menezes.

“Sempre enfrentei os desafios, não me deixei intimidar, mas nunca tive ninguém para me dar incentivo, por isso criamos este espaço, o Giro Cultural, para que seja um momento de reflexão”, explicou Margareth.

Na Palmares, a iniciativa é coordenada pelo Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afrobrasileira, comandado por Elísio Lopes. 

Assessoria de Comunicação
Fundação Cultural Palmares
Ministério da Cultura
(61) 3424 0166 / 0162
www.palmares.gov.br

Lançamento: Mestre Gigante – O Canto do Berimbauman

No dia 19, uma terça-feira, Mestre Gigante estará lançando novo CD: O Canto do Berimbauman, na Casa da Mandinga, em Salvador.

O trabalho intitulado O Canto do Berimbauman, foi produzido com apoio do Projeto Capoeira Viva, que tem o objetivo de fomentar políticas públicas para a valorização e a promoção da Capoeira como bem constituinte do patrimônio cultural brasileiro.

A cerimônia de lançamento está marcada para as 10h e será seguida de feijoada e roda de capoeira.

A Casa da Mandinga fica na Rua Comendador José Alves Ferreira, 160, Garcia.

 

O CD de Mestre Gigante estará a venda no local a R$ 20,00

Lapão: Capoeira muda vida de Jovens

Mestre Índio Brasil, amor e dedicação pelo gingado da capoeira: Mesmo com poucos recursos, o esporte nacional de influências africanas muda a vida de jovens em Lapão

Vestidos de abadas brancos com um cordão colorido na cintura vêm chegando um exército da paz, munidos com um berimbau, atabaque, pandeiro, e no compasso das palmas, começam a cantar:“O berimbau tá tocando / A roda tá se formando / O meu mestre tá chamando / Quero ver quem vai jogar / O berimbau / É um jogo de inteligência / Esse jogo tu tem que estudar / Ponto fraco, também ponto forte / Para o adversário você derrubar / Ô berimbau!”.  E assim, começa mais uma roda do grupo internacional de capoeira Jacobina Arte, em uma aula ministrada em praça pública, pelo professor Índio Brasil em Lapão.

Mudando Vidas: O professor Índio Brasil, vem desenvolvendo um trabalho interessante em Lapão. Com poucos recursos, porém com muita dedicação, ele implementa a arte nacional com influências africanas na cidade e essa ação vem mudando a vida de muitos jovens, oferecendo para cada um, conceitos sólidos de irmandade, disciplina e cultura regional. O estudante Raian do Nascimento, de 19 anos, conhecido como “Vagalume”, pratica capoeira há mais de cinco anos e afirma que a mãe não aceitava seu envolvimento com a capoeira, porém as mudanças de hábitos favoreceram para que ela mudasse de posição. “Minha mãe achava que era algo violento, até conhecer a arte. Teve uma apresentação que ela assistiu e depois disto autorizou que aprendesse com meu irmão. Mas ela começou a apoiar e incentivar, quando viu as mudanças que tivemos. Passamos a respeitar o outro, só vivíamos na rua. Hoje, dedico maior parte do meu tempo a academia. Meu irmão era um rebelde, discutia com minha mãe, bebia, fumava e brigava sempre na rua, depois da capoeira ele mudou bastante e hoje é uma outra pessoa”, relata Raian.

Aluno do mestre Índio, Denilton Santos de Almeida, 21 anos, é conhecido na região como “Instrutor Famoso”, e ensina a arte no povoado da Salgada em Lapão. Antes da capoeira, Denilton afirma que bebia pouco, mas passava a semana toda indo para bares com os amigos e levava a vida com poucas perspectivas.   Porém, foi no campo da ginga, da música e da baianidade da roda de capoeira que seu dia-a-dia se iluminou e ganhou sentido. “Sou reconhecido na região, pratico há cinco anos e pretendo continuar na arte até quando tiver forças. A capoeira me deu muito conhecimento, geral, não só da arte, mas ensinamentos de vida, como a relação de um com outro, o respeito e a união. Passo a semana treinando, não bebo, não fumo e dou aula a dez alunos no povoado que não tem condições de pagar, mas querem aprender e para mim é isso que vale. Aprendi esses valores com meu mestre”.

“Muitos garotos precisam de um apoio maior, tive alunos que usavam drogas, roubavam e eram indisciplinados em casa, mas com diálogo e a disciplina da capoeira, mostrei outros caminhos e isso ajudou bastante. Aprendi a ser amigo, pai, e líder deles, trato meus alunos da forma que eles precisam ser tratados, com carinho e respeito. Existe uma carência afetiva enorme, muitos têm problemas familiares e eles encontram em mim um referencial positivo. Por isso, escolho os mais rejeitados, os bem rebeldes e tento trazer para capoeira. Quero agrupar pessoas com necessidade de apoio e incentivar eles para mudarem de vida”, explica Índio.

Luta, dança ou arte? “Um pouco de tudo” responde índio, que faz questão de enfatizar que a capoeira não é inferior a nenhuma outra arte de combate. O grupo ensina capoeira mesclando o estilo regional com a angolana sem esquecer as belas acrobacias.  Também são ministradas aulas de dança, Maculelê e oficinas ensinando a tocar e fabricar instrumentos, como o berimbau.

Professor Índio Brasil ou Orlando José de Lima, nasceu em Manaíra, na Paraíba á 480 km de João Pessoa, chegou na microrregião no fim da década de 80 e despertou para a arte em 1995. “Chamei umas pessoas para jogar e começamos aprender com o Mestre dragão, ficamos uns seis meses com ele. Logo depois fui dar aula em Belo Campo, distrito de Lapão e em 13 de setembro de 2008 me tornei professor. Meu mestre agora é conhecido como Pit Bull e dá aulas na Grécia. Recentemente fiz uma música em homenagem a ele: E Pit Bull e Bamba! / Pit Bull e Bamba de Capoeira / E… Pit Bull entra na roda / E aquela animação e joga / com todo mundo e respeita meu irmão / E… eu sou Índio Brasil / Barravento quem falou / o meu mestre Pit Bull / foi ele que me formou”, canta o Professor Índio.

Falta de Apoio: Apesar da garra e de um trabalho consistente que trás resultados visíveis, o projeto carece de recursos e apoio para expandir. Atualmente a turma é composta por aproximadamente 30 jovens que pagam, em média, R$ 10,00 por mês. Porém, a grande maioria dos alunos não tem condições financeiras para custear o aprendizado. De acordo com o professor, ele consegue fechar um grupo com mais de 100 alunos em apenas cinco dias, pois não faltam pessoas interessadas para treinar. “Se tivesse algum patrocínio para me manter ou algum recurso para comprar pelo menos os abadas, reunia muitos jovens carentes. Mas preciso de apoio governamental ou da iniciativa privada para expandir esse projeto, dos alunos só quero o respeito, a disciplina, a dedicação e a vontade de treinar”.

O mestre Índio recebe esporadicamente uma ajuda de custo para se apresentar em outros municípios, e é reconhecido na região sendo convidado frequentemente para eventos em colégios e apresentações, contudo, além dos bons e velhos tapinhas nas costas atestando a qualidade do trabalho, um projeto precisa de recursos para se manter. Em 2008, o professor Índio demonstrou potencial, e com um patrocínio de R$ 250,00,  deu aula para 70 alunos gratuitamente.

“Sinto falta de um apoio aqui em Lapão, poderia está em outro estado, cidade ou até fora do Brasil, meu mestre sempre me convida e tem muitos capoeiristas que se dão bem fora ensinando a arte. Quando trabalhei em Goiânia, fui super bem recebido, ganhava uma quantia boa e deixei vários alunos, mas tenho um carinho especial pela ideia de ter um grupo de capoeira aqui. Não sei como sobrevivo, apenas sei que as coisas acontecem, tenho muitas dificuldades, elas são grandes, mas não quero parar, sempre que vou para outros locais, volto, porque minha cabeça tá aqui, minha ambição é pouca, apenas quero prosseguir trabalhando para ajudar pessoas, fazer uma obra e continuar sendo o mestre Índio Brasil de Lapão”, desabafa Índio.

Galeria de fotos em: http://pmoraes.wordpress.com/2010/01/19/mestreindio/

Pedro Moraes
Jornalista (MTB/DRT-BA 2758)
peumoraes@yahoo.com.br
pedromoraes84@hotmail.com
http://pmoraes.wordpress.com
http://culturaerealidade.com.br
(71) 9953-5716 / (74) 9986-1719

IV Permangola: IV Reunião Agropercologica

IV Permangola: IV Reunião  Agropercologica  (agricultura, permacultura, construcao ecológicas e Capoeira Angola)

27 de janeiro a 7 de fevereiro de 2010

Kilombo Tenonde – Rodovia Valenca – BA 524 – KM 23 (Bomfim)

Investimento para  Residentes no Brasil : R$ 350
Investimento para não   Residentes no Brasil :$ US 300 dólares

O pagamento pode ser facilitado em até 3 vezes.

As inscrições devem ser realizadas por e-mail e com o depósito de R$ 160,00 em conta corrente com comprovante de pagamento scaneado. O restante deverá ser pago no curso. O pagamento da inscrição garante a vaga no curso. As vagas sao limitadas

E-mail: cobramansa@hotmail.com

Depósito em Nome de  Cinezio Feliciano Pecanha
Banco -Bradesco
Agencia  03666-8
Conta corrente n. 0523008
cpf 3571278335-68
por favor me avisar assim que for depositado obrigado

(Inclui  3 refeições diária e área de acampamento)

*Transporte ate Valença não estar incluído

Acompanhantes: (Trazendo 3 pessoas, todas recebem 10 % de desconto). 4 ou mais pessoas, cada uma recebe 15 % de desconto. Grupos de 10 pessoas, oferecemos 2 bolsas integrais.

– Sugestões: Traga barraca ou fique em quarto de residência de nossos parceiros R$ – 15 a 30.00/dia).. Barraca necessita de colchonete, roupas de cama, toalhas, canga, protetor solar, lanterna ou lato-vela, quem vir de carro pode trazer ainda rede, panelinhas, alimentos pessoais, instrumentos de música, etc Traga sua barraca para camping otenha ainda colchonete, lençóis, pequeno e leve cobertor, toalhas, roupas para calor e frio e capas e lonas para chuvas ocasionais;

Haverá aulas de Capoeira Angola com os Mestres Cobra Mansa, Valmir e Jurandir da FICA – Fundação Internacional de Capoeira Angola, confecção de Caxixis e Berimbaus e rodas de capoeira

Organizadores

  • Scortt: Permacultor, capoeirista (USA)
  • Serelepe-Permaculto r,capoeirista (IPOEMA)
  • Lua Santana: Aglofloresta Mestre de capoeira (Morro do Chapeu .BA
  • Isabel Modenci:apícultora, capoerista( Salvador. BA)
  • Paulo Feliciano: (Contrutor, Padeiro, Horticultor. RJ)
  • Paula Elaine (Capoeirista, Fotografa, Filmemaker. RJ.)
  • Dona Eliane Comida natural. (Salvador, BA)
  • Do’:Agricultor ,permacultor. (Valenca, BA)
  • Mestre Cabelo e Tiza: Capoeirista ,Produtor e animador cultural  Agricultor (Itacare,Bahia)
  • Mestre Cobra Mansa (Permacultor Mestre de capoeira Angola)

Contatos
Site: www.kilombotenonde.com
E-mails: cobramansa@hotmail.com
kilombotenonde@yahoo.com.br
Tels.: Fazenda Kilombo tenonde 00 55 (71) 9931-6868,
Cobra Mansa Cel 00 55 (71)9128-8028
Centro Cultural Coutos  00 55 (71) 3217-4946

Sites Interessantes:
www.permacultura-bahia.org.br
www.ocabrasil.org.br

– Tenha vontade em aprender, ensinar, servir e a evoluir. Este curso pode significar um salto quântico em sua vida

O Kilombo Tenondé  é um Quilombo moderno, que busca resgatar a filosofia e a importância histórica dos quilombos brasileiros.

Reconhecendo a existência de novas formas de opressão na sociedade moderna e industrializada, ele proporciona às todos  oportunidades de fuga desse sistema. Promove a regeneração da criatividade, do pensamento e de ideais;busca a reconstrução da estrutura comunitária, hoje enfraquecida.

Seu objetivo maior é estimular a criatividade, o pensamento construtivo e resgatar os verdadeiros valores de convivência humana e harmonia com a natureza, que cada vez mais vêm sendo esquecidos pela sociedade.

Estaremos desvendando os primeiros passos para a sustentabilidade com a proposta de angariar a participação e o envolvimento de todos os interessados em contribuir no desenvolvimento e no andamento dos projetos ecológicos e culturais.

Com séde no Estado da Bahia, o Kilombo Tenondé tem dois componentes:

1. Centro Cultural Kilombo Tenondé :É um centro comunitário, localizado em Coutos, no subúrbio de Salvador, que oferece atividades culturais e educacionais para a comunidade local e internacional .

O Centro Cultural é equipado de uma pousada no local para acomodar estudantes de Capoeira e participantes de oficinas e trabalhos nos projetos socias e  
comunitários.

Tem como objetivo proporcionar programas culturais , educacionais e artísticos para
a comunidade.

Encorajamos todas as pessoas com habilidades em diferentes áreas (mesmo sem relação com construção), como oferecer aulas de idiomas, de arte
ou outros tipos de cursos, a participar conosco. Até mesmo aqueles com pouca ou nenhuma experiência e sem habilidades específicas podem participar.

Sempre existe alguma coisa para fazer no Kilombo Tenondé   

2) Fazenda Agropercologica Instituto Kilombo Tenondé: É uma área de 60 hectares,localizada no município de Valença, Bahia, com base em uma concepção orgânica do trabalho e nos princípios de sustentabilidade e construção natural.
Através de oficinas e projetos os participantes desenvolvem habilidades como

Conhecimentos e técnicas de cultivo consorciado das anuais e bianuais como criadores de florestas complexas compostas por espécies frutíferas e florestais;
Planejamento da agrofloresta a curto, médio e longo prazo;
Análise de espécies de plantas presentes como indicadoras;
Observação e entendimento das funções das plantas e dos seres vivos na sucessão;
Plantio direto com sementes e estacas;
Planejamento e plantio de hortas sucessionais
Trocas de experiências entre os participantes,a prática e a experiência com
a natureza nutrem e dão força à nossa linha de trabalho
e espírito ..

No momento, as oficinas estão focadas na Permacultura e Agrofloresta, com propostas de bioconstrução utilizando materiais naturais e reciclados. Um dos objetivos é criar estruturas sustentáveis para o apoio de oficinas
educacionais e artísticas ;

Atividades:

Ação no Kilombo :  São uma série de práticas e palestras sobre sistemas alternativos de construção, agricultura e energia.
O Permangola : são atividades agropercológicas que acontece duas  vez por ano na Fazenda agropercologica  Kilombo Tenondé. Durante cada evento, são oferecidas atividades que enfocam técnicas de madeiras, bambu, adobe, mosaico e o uso de materiais recicláveis. Tais atividades oferecem uma
oportunidade ideal para todos terem uma experiência prática com a Permacultura e a Capoeira Angola.

Contatos
Site: www.kilombotenonde.com
E-mails: cobramansa@hotmail.com
kilombotenonde@yahoo.com.br
Tels.: Fazenda Kilombo Tenondé: 00 55 (71) 9931-6868,  
Cobra Mansa : Cel 00 55 (71)9128-8028  Centro Cultural Coutos: 00 55 (71) 3217-4946

Presidente Lula: O Capoeirista

Lula diz ser capoeirista e desafia rivais eleitorais

Em seu primeiro discurso de 2010, em evento que anunciou recursos para programas de moradia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou um recado para os adversários das eleições de outubro. Lula pediu para se “evitar o jogo rasteiro na campanha” e disse que é “capoeirista” e está preparado “para não deixar o pé chegar no meu peito”.

 

Folha Online

O Capoeirista

Ao advertir que neste ano não encarnará o “Lulinha paz e amor” e que está pronto para revidar o “jogo rasteiro” da oposição e os chutes “do peito para cima”, o presidente Lula propositadamente elevou o tom, antecipando a escala e os instrumentos que pretende usar para tentar eleger a sua sucessora.

Mesmo sem intimidade alguma com essa dança-jogo-luta e seus maravilhosos e criativos golpes – rabo-de-arraia, meia-lua, queixada, bênção, martelo e tantos outros –, há tempos Lula pratica o que há de mais precioso na capoeira: a ginga.

Com maestria, ginga entre falar uma coisa e fazer outra – embalado não pela cadência do berimbau, mas pelo som de sua própria voz.

Esconde-se na hora certa, sabe tudo e, quando lhe convém, nada sabe. Acusa outros por delitos que lhe estão por demais próximos e move-se habilmente entre ofensores e ofendidos, entre seus ricos hábitos e os daqueles que vivem na miséria.

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Capoeira reduz conflitos entre internos no DF

Projeto, iniciado no segundo semestre do ano passado, conta com 18 adolescentes e visa diminuir a violência

Os acordes do berimbau acompanham os movimentos da capoeira e vários jovens se unem em uma roda, onde a luta, que possui elementos de dança, é embalada pela música. Os participantes da roda cumprem medidas socioeducativas no Ciago (Centro de Internação de Adolescentes Granja das Oliveiras) e o projeto, denominado de Entre na roda e saia da droga, visa diminuir os conflitos entre os internos das seis casas do centro.

A prática da capoeira no Ciago teve início no segundo semestre do ano passado e tem a participação de 18 adolescentes. De acordo com o professor da tradicional luta brasileira, Aldo Cícero, o esporte contribui muito para a disciplina e também ensina a respeitar regras e hierarquias.
Cícero cita como exemplo o caso de dois internos que já brigaram e agora convivem em harmonia na capoeira. “Acho que o projeto ajuda os adolescentes a ficarem longe da violência”, contou o adolescente M.F., 16 anos.

A iniciativa de inserir esse projeto na instituição foi do ex-diretor do Ciago, Paulo Reis, que esteve à frente da instituição no segundo semestre de 2009 e deixou o cargo no final do ano para atuar na comissão permanente disciplinar da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do DF (Sejus). Ele acredita que o esporte ajuda no processo de ressocialização e, principalmente, na pacificação entre os internos. “Além disso, a capoeira trabalha o corpo e a mente”, afirma.

A atual diretora do Centro de Internação de Adolescentes Granja das Oliveiras, Maria Salvadora Melo, também acredita que a capoeira é uma forma de reduzir os conflitos dentro da instituição. “Quero expandir o projeto e criar novas turmas em 2010. A capoeira fará parte das atividades de rotina do Ciago”, acrescentou.

 

Fonte: Jornal Coletivo-  http://coletivo.maiscomunidade.com

Haiti: Cenário é de guerra após terremoto

Haiti: Capoeira e Solidariedade

Segue narrativa do amigo e parceiro Flávio Saudade que desenvolve no Haiti um fantástico projeto social e cultural denominado GINGANDO PELA PAZ:

O GINGANDO PELA PAZ nasceu de atividades realizadas ao longo de quatro anos em diversas comunidades do Rio de Janeiro que tinham como foco a mobilização popular para temas de interesse público. A inspiração surgiu com a participação do Contramestre Saudade, à época com 21 anos de idade e professor em capoeira, no Serviço Civil Voluntário, projeto oferecido pelo Viva Rio que objetivava ser uma alternativa ao Serviço Militar obrigatório, e estava direcionado para jovens em situação de risco social que ainda não tinham concluído o ensino fundamental. O contato com disciplinas como Direitos Humanos e Cidadania, a participação em ações voluntárias em comunidades como as Campanhas contra a Dengue e de Paz no Trânsito, somada a experiências internacionais em países como Zimbabwe, África do Sul, Alemanha e Espanha, levou-o a idealizar um projeto que objetivasse fortalecer a atuação da capoeira para o desenvolvimento social.

 

Prezados,

Continuamos aqui na expectativa. Penso que eu, assim como milhares de pessoas daqui, estão com medo de entrar em suas casas; mesmo de ir ao banheiro. O corpo parece que ainda treme, aumentando ainda mais a preocupação. Dormimos fora da casa, no quintal. As pessoas com quem trabalho e um grupo de pesquisadores da Unicamp. Eles estavam no centro da cidade no momento do tremor e viram o Palácio do Governo destruído. É realmente inacreditável a situação aqui, inúmeras casas, prédios desabaram. igrejas, hospitais, supermercados, hoteis, lojas…

É impressionante que um povo que já sofre por tantas coisas, ainda tenha de sofrer mais este desastre. O número de vítimas deve ser grande, mortos, feridos; pessoas de todas as esferas sociais e diversas nacionalidades. Até agora ouvimos pessoas desesperadas, chorando pela rua…

Permaneço ansioso, pois a maior parte de nossos alunos e amigos são moradores de Bel Air, um dos bairros mais afetados. A grande maioria moram em pequenos barracos; em alguns deles famílias inteiras dividem um pequeno espaço… Em Porto Príncipe temos favelas nos morros. A maior parte das construções é feita com material de baixa qualidade, o que aumenta as chances de desabamentos.

Agora o momento é de trabalho. Da melhor maneira tentar minimizar o sofrimento dessas pessoas. O Haiti não tem estrutura para uma catástrofe dessas, e necessita de toda ajuda possível, com urgência. E mais ainda, precisa de coragem para reconstruir as suas vidas e renovar as suas esperanças, ainda que esta seja uma tarefa difícil.

Fraternal Abraço a todos.

Flávio Saudade

Brasileiro diz que cenário no Haiti é de guerra após terremoto

Ele e mais 15 pessoas estão abrigados em uma casa da ONG Viva Rio sem poder sair

O cenário na capital do Haiti, Porto Príncipe, é de guerra, de acordo com o ativista da organização não governamental (ONG) Viva Rio, Flávio Soares. Em entrevista à agência portuguesa Lusa, Soares disse que a cidade “está devastada, um caos”.

>>Detalhes da tragédia no Especial Haiti – http://www.abril.com.br/noticias/haiti-terremoto-desastre-tragedia/haiti-terremoto-desastre-tragedia.shtml

Ele e mais 15 pessoas, entre integrantes da ONG e pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), estão abrigados em uma casa do Viva Rio sem poder sair.

“Está um caos. Muitos prédios desmoronaram, tem muita gente disputando comida, os mercados fecharam, muitas pessoas estão nas ruas, feridas, pessoas mortas sendo carregadas. A população precisa de ajuda urgente, há pessoas ainda vivas sob escombros, uma tristeza só”, descreveu.

O brasileiro relatou ainda que o risco de saques é iminente. “O clima é de insegurança. Temos luz e conseguimos comprar água, mas estamos sem telefone e tentando comprar comida. Não temos uma grande quantidade de mantimentos”, afirmou.

Soares disse que ainda não conseguiu contato com a embaixada brasileira que também foi atingida no terremoto. “Estamos tentando entrar em contato com alguém da embaixada para avisar que estamos aqui e para ter alguma orientação. Pelo que parece, as tropas ainda não estão nas ruas”, relatou.

O brasileiro coordena um projeto de capoeira com jovens haitianos e disse não ter tido notícias de nenhum de seus alunos. Mesmo com a tragédia, Flávio Soares disse que vai ficar no Haiti e não pretende voltar ao Brasil.

“Não podemos abandonar as pessoas no momento em que elas mais precisam. Mais que comida e água, elas necessitam de solidariedade, que olhemos nos olhos delas e demonstremos que estamos juntos, que lutamos juntos”, declarou.

Desde 2007, o Viva Rio atua no Haiti em projetos integrados de segurança e desenvolvimento para a redução da violência e de desmobilização de grupos armados na capital, Porto Príncipe.

 

Flávio Saudade
Contramestre em Capoeira
Coordonnateur Sport et Projet Gingando pela Paz
www.vivario.org.br
Mobile: (509) 38540202
http://flaviosaudade.wordpress.com

Portugal: Famílias de imigrantes pedem apoio para regressar

Foi com espanto e surpresa que recebi a notícia de que os amigos Mestre Leonan e Dona Ivone, figuras ímpares e muito queridas da comunidade capoeirística de Portugal, encontram-se na situação relatada em pormenores pela matéria publicada no Diário de Notícias de Portugal. Ao casal de amigos e grandes companheiros pelos quais tenho grande consideração desejo que tudo entre nos “eixos” e que juntos, com o apoio dos amigos , familiares e companheiros, possam concretizar esta caminhada e ultrapassar esta fase complicada pela qual estão passando…

Fica mais uma vez a reflexão para aqueles que pretendem atravessar um oceano na busca de um sonho de uma “Vida Melhor” e de melhores condições laborais que este é realmente um passo que deve ser dado com segurança e responsabilidade… A Europa mudou muito, Portugal está no limiar de uma situação muito delicada… Procurem conversar, pesquisar e reflitir muito, principalmente com as referências da capoeiragem no País onde pretendem imigrar, antes de fincar o pé na estrada…

Em minhas últimas viagens para participar em eventos, como convidado e palestrante, tenho “batido” muito na tecla da “descentralização” (movimento de  imigração baseado na coerência e no respeito territorial, com enfâse a uma busca a novos nichos de mercado fora das zonas com maior índice de ocupação capoeirística ) Assunto que devido a sua importância será abordado com maior peso e relevância, em breve aqui no Portal .

Desejo mais uma vez muito sucesso e prosperidade a todo “Embaixador da Cultura Brasileira” que luta dia a dia na sua jornada por dignidade e cidadania…

Um grande abraço a toda a comunidade ligada direta e indiretamente ao universo da capoeira que através de seus atos e  reflexões nos trouxeram e nos direcionaram para o atual contexto da nossa arte-luta.

Luciano Milani

 

Portugal: Famílias de imigrantes pedem apoio para regressar

Há cada vez mais estrangeiros a receber dinheiro para voltar a casa, sobretudo brasileiros. Quase metade são agregados familiares.

Leonan Silva veio para Portugal há oito anos. Fugiu da crise económica que se vivia no Brasil, mas sobretudo de si. Tinham acabado de lhe matar o filho e preferiu afastar–se de Brasília para não ter de olhar para quem o tinha assassinado, quando ele separava uma briga. Mestre de capoeira, as coisas começaram por lhe correr bem e chamou a mulher dois anos depois. Mas a vida mudou, piorou.

Leonan nunca mais conseguiu renovar o visto de residência. Nem tinha dinheiro para regressar ao Brasil. O casal faz parte das muitas famílias de imigrantes que pedem apoio à Organização Internacional para as Migrações (OIM) para abandonar Portugal. E cada vez são mais os agregados familiares a fazê-lo. Já estão quase em maioria, quando em anos anteriores os pedidos eram sobretudo individuais (ver gráficos).

Os dados de imigrantes apoiados pelo Programa de Retorno Voluntário (PRN) reflecte uma maior procura de pessoas desesperadas para regressar ao país de origem e sem dinheiro para o fazer.

“O aumento de agregados familiares terá a ver com o facto de as pessoas já não estarem numa fase inicial da imigração. Começam por vir sozinhas, dizem ao agregado familiar para vir, mas a vida dá uma volta de 180 graus e deixam de ter condições económicas”, explica Luís Carrasquinho, o responsável pelo programa.

São sobretudo mães e filhos, mas também há pais e filhos e casais, como Leonan e Ivone. “Vim para Portugal há seis anos, nunca consegui papéis. O meu marido obteve a autorização de residência por um ano, mas não voltou a conseguir um contrato de trabalho e nunca a renovou”, conta Ivone Santos, 53 anos, cabeleireira no Brasil e empregada doméstica em Portugal. Nunca teve um trabalho certo, profissional paga ao dia e sem perspectivas de estabilidade.

Foi a Associação Sócio-Cultural Grupo União da Capoeira que deu a mão a Leonan Silva para vir para Portugal, incluindo o pagamento do bilhete de avião. Participou em espectáculos, foi formador, mas os contratos foram diminuindo. O último, com a Casa Pia, não foi renovado no ano passado e deixou de haver um rendimento certo. E as contas sempre a cair, em especial a renda de casa, um quarto num apartamento em Mem Martins, pelo qual pagam 160 euros, incluindo água, luz e gás.

“Fomos ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras para ver como podíamos resolver a situação, mas cobravam muito, tínhamos de pagar as multas. E, também, não tínhamos um contrato de trabalho… mas também ninguém nos faz um contrato se não tivermos o visto de residência”, diz Ivone.

A situação tornou-se uma pescadinha de rabo na boca. Sem solução à vista. Leonan faz biscates em obras, pinta paredes… o que aparecer. Ivone segue o mesmo percurso, mas em trabalhos domésticos. Esta semana substitui a amiga que toma conta de uma idosa. Os amigos apoiam.

“Todas as situações são complicadas, todas as pessoas que ajudamos estão numa situação-limite”, explica Luís Carrasquinho. Em 2009, o número de imigrantes que levou ao aeroporto de Lisboa para regressarem ao país de origem, ou a um terceiro onde esteja garantida a sua admissão, aumentou quase dez por cento. Também foram mais as mulheres a voltar a casa, algumas com os filhos, e a faixa etária está a subir. Ultimamente, é o grupo entre os 36 e os 50 que mais recorre ao programa.

“Acabámos por decidir que o melhor era regressar ao Brasil. Uma amiga viu uma reportagem e falou-nos que a OIM ajudava quem não tinha dinheiro. Fiz uma pesquisa na Net e marquei uma reunião”, conta Ivone. Está à espera que o seu caso seja aceite e que lhe agendem o regresso o mais rapidamente possível.

Ivone e Leonan têm cinco filhos no Brasil, além de 12 netos.

Sente que falhou?

Ivone diz que não: “Viemos com um objectivo traçado. Tínhamos saído de uma situação muito difícil e o objectivo era tentar ultrapassar a situação. Foi uma luta, passámos por muita coisa difícil, batalhámos. Não deu. Conheci Portugal, uma cultura diferente, muitas pessoas amigas, brasileiros e portugueses. Gostei muito de viver aqui, apesar das dificuldades. E o objectivo foi cumprido, estamos preparados para regressar. Tenho saudades dos filhos e netos. A nossa esperança é que o Brasil esteja efectivamente melhor!”

À OIM chegaram mais de 900 pedidos para pagar viagem em 2009,  mas considerou que só 381 respeitavam as condições.

Fonte: Diário de Notícias – http://dn.sapo.pt/

Vivendo do Escambo

Da terra quente e seca, os artistas viram colorir com suas fitas imaginárias uma cidade em calamidade. Era em 1991 em Janduís-RN, quando um grupo de atores, bailarinos e músicos tiveram a ideia de trocar água por arte. E trocaram mais. Além das gotas que encheram baldes e esperanças, os artistas criaram o Escambo. O movimento artístico que virou referência Brasil afora, acontece esta semana, de 15 a 18, em São Miguel do Gostoso, município do litoral norte potiguar, a 90 km de Natal.

“O movimento é a troca de experiências, de arte, de oficinas. É quando podemos apresentar nossos trabalhos e ter acesso a outros. Estamos aguardando 300 artistas vindos de diferentes partes do Brasil como São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Maranhão”, contou Filippe Rodrigo, ator e organizador do Escambo. Filippe já nasceu no Escambo. Filho de Santos, fundador do grupo Alegria Alegria, o artista não lembra de outra forma de trabalhar com arte que não seja através da troca.

O Escambo segue a filosofia de troca de serviços. Por exemplo, quando o grupo faz uso de uma escola pública para se instalar, no lugar eles consertam os encanamentos, a parte elétrica e o que puderem fazer para aquele espaço melhorar. “Tudo é possível no Escambo. E a troca é o grande trunfo. É quando podemos experimentar a arte e recebê-la”, contou Rodrigo.

Ele lembra que até hoje já foram realizados 14 escambos, desde 1991, inclusive fora do Rio Grande do Norte quando aconteceram escambos no Ceará.

Como em São Miguel do Gostoso, o escambo acontece geralmente em quatro dias, período em que os artistas participam de oficinas, cortejos, apresentações e discussões sobre a arte e suas perspectivas. “Eles estarão aqui durante quatro dias realizando vivências, rodas de filmes, música, dança. Mesmo o movimento tendo começado com teatro, o que mais reúne gente nas praças é o cinema”, disse o organizador.

O VIVER conversou com Rodrigo uma semana antes do início do Escambo e constatou que mesmo com um aparente “deixe acontecer”, o Escambo é um movimento organizado e planejado. “Sempre seguimos um esquema de chegar antes na cidade e conhecer a comunidade e os possíveis lugares para instalações. Aqui em São Miguel estamos em parceria com a prefeitura que nos cedeu as escolas. E além da estrutura, esse primeiro contato é importante para conhecermos melhor as atividades culturais da cidade”, conta o artista.

Em São Miguel, a capoeira é um dos pontos fortes da comunidade, por isso o Escambo dará atenção especial ao grupo já formado. “É quando poderemos levar um outro grupo de capoeira com linguagem diferente para discutir sobre a atividade”.

Toda preocupação do Escambo vai além da arte. Junto às oficinas, as discussões e as aulas teóricas e práticas fazem parte da programação. Além dos grupos e mestres de folguedos, o convidado do Escambo desta temporada é o ator Ami Haddad, do grupo “Tá na Rua” do Rio de Janeiro. “Ele fará rodas de conversa com a comunidade e com os artistas e ficará em São Miguel até o dia 20 de janeiro.

Depois de tanta troca e de ecoar pelo Brasil inteiro, o movimento foi homenageado recentemente em São Paulo e tem em seu cadastro mais de 1.500 artistas de rua. Na visão de Rodrigo, o movimento é transformador de mundos e lembra muito a chegada do circo nas cidades. “É uma mudança interior”.

Ele lembra que muitas pessoas das comunidades visitadas ensaiam em fugir com os grupos de teatro. “Até hoje ninguém teve coragem, mas o interessante é quando a gente volta aos lugares e percebe que aquelas pessoas que desejavam sair, hoje transformam suas cidades com arte. Por isso é um movimento infinito”, finalizou Rodrigo.

Programação

15/01 sexta-feira
12h Chegada do grupo
14h grande reunião que é a chamada saudação e o fechamento de algumas comissões, organização e segurança;
16h30 – cortejo
17h20 – espetáculos que são três por noite
20h00 – mostra de filmes
Escambar – movimento da chegada nos bares com leitura de poesia,
música, até 2 da manhã

Dia 16/01 sábado
8h até 12h – vivências até
tarde: reunião de avaliação
16h – deslocamento dos grupos para comunidades vizinhas e assentamentos
Centro: espetáculos, mostra de filmes.

Dia 17/01 domingo:
8h30 até 12h – Vivência com Amir Haddad
13h30 – Vivência
16h40 – cortejo, espetáculos
20h00 – mostra de filmes

Dia 18/01 – segunda-feira
08h00 – Feira com espetáculo de teatro, música e bonecos
Roda de avaliação
Finalização dos Escambos

 

Fonte: Tribuna do Norte – http://tribunadonorte.com.br/

Parceria: Projeto usa capoeira como meio de inclusão social

Aliar valores do esporte como disciplina e espírito coletivo à cidadania e ao desenvolvimento humano é a idéia do projeto “Aruandê Mato Grosso”, que será lançado na próxima segunda (11) pela Associação de Ecologia e Defesa da Amazônia (Ecodam) em parceria com a Secretaria Municipal da Diversidade Cultural de Sinop.

Além de aulas de capoeira e com o apoio do Núcleo Digital de Cultura, a ação prevê instalar um laboratório de informática para atender os alunos da escola e comunidades sinopense, além de desenvolver oficinas de dança, música, hip hop, teatro entre outras atividades que serão agregadas no andamento do projeto.

O projeto, desenvolvido com o apoio do Governo do Estado através da Secretaria Estadual de Cultura e Ministério da Cultura, também tem como meta aproximar esse esporte das crianças e adolescentes. “O objetivo do projeto é atuar ativamente no seguimento cultural, além do ambiental que a Ecodam desenvolve desde que foi criada. Através do Aruandê também daremos inicio Programa “Ecodam Cultural”, disse Cícero Pereira, presidente da associação.

Para o lançamento do “Aruandê Mato Grosso” será necessária a contratação de três professores instrutores para a Escola de Capoeira. Os interessados deverão se inscrever nos dias 11 e 12 de janeiro das 14h às 17h na sede da Biblioteca Municipal. Os candidatos (as) devem ser maiores de 16 anos e deverão se apresentar portando currículo resumido e especificando experiências sobre a capoeira.

As aulas da Escola de Capoeira estão previstas para começar em fevereiro do ano corrente e pretende formar 510 alunos por ano em Sinop. O projeto foi beneficiado pelo convênio estadual de incentivo à cultura nº 026/2009, pelo qual está sendo repassados R$ 180 mil em três parcelas iguais. As duas últimas estão previstas para 2010 e 2011, ambas a serem recebidas no mês de dezembro.

Fonte: Circuito Mato Grosso – http://www.circuitomt.com.br/