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Maio 2011

Vendo Artigos de: Maio , 2011

Que falta me faz Gonzaguinha

É tão estranho sentirmos falta de alguém que nem ao menos vimos pessoalmente. Estranho mesmo é essa pessoa contribuir para a nossa formação, nos apontar direções, nos ensinar o ser sentimento: poesia, corpo e alma; e dele apenas “escutar” o brilho de seus olhos, através da música.

É assim que me sinto quanto ouço o Gonzaga, filho. O homem magro, de aparência frágil que conseguiu transpor até mesmo as almas mais ásperas.

Descobrir sua poesia ainda quando adolescente, em meio aos versos do Gonzaga (pai), ouvindo uma “profecia”, mais tarde revelada em minha própria existência, como filosofia: “minha vida é andar por esse país, pra ver se um dia descanso feliz”. O rei do baião eu já conhecia dos tempos de infância, sempre prestigiado pela “vitrola Philips” do meu vô Dantas, mas o filho, naquele momento, me chamou a atenção por sua serenidade e sorriso no canto dos lábios, nas mãos dadas e no passeio pelo palco, coisa de pai e filho… “Lá ê, lá ê, lá ê, lá ê, lá ê”…

De lá pra cá, músicas, textos, entrevistas, pensamentos e opiniões, fizeram parte da construção do meu próprio modo de ser (humano). Tudo me servia de alimento necessário para que o meu espírito entrasse em êxtase. Sim, sinto muita saudade de alguém que não pude conhecer em matéria, mas que deixou muito da sua essência pairando pelos corações mais sensíveis.

Há 20 anos um acidente ocorrido no Paraná calava a voz do guerreiro menino. Nunca saberemos o que poderia ter sido dito, escrito ou idealizado. Sinto falta disso também. Todavia, conforto-me em ter plena consciência de que o moleque vive nas quase 200 músicas compostas ao longo de sua carreira.

Não quero chorar, meu amigo. Aprendi sua lição. O nó na garganta é apenas mais um estalo provocado por ouvir seu clamor e lembrar-me de algum momento guardado no peito. Não vou chorar, pois “a saudade que sinto, não é saudade da dor de chorar, não é a saudade da cor do passado… Não é a tristeza que queima o peito. Não é lamentar o que nunca foi feito”. Ora, Gonzaga, já foi feito. Está ai, em você que ler esse texto, está aqui, em mim, que explodo em nostalgia.  Está em todos aqueles que entenderam, através de suas “pregações”, que cada ser é uno, mas que somos construídos graças aos tijolos espalhados por cada pessoa, ao longo do caminho.

Duas décadas de lacuna.  Duas décadas de simples saudade.

Está chovendo neste exato momento. Só posso crer que as águas também lamentam sua partida. Está chovendo. Chuva, frio, vinho, paixão… Clima perfeito para ouvir um Gonzaguinha… “É sempre assim, e sempre assim será”.

Estou indo… De longe percebo algumas esquinas e elas só servem, se a gente dobrar.

 

Axé e luz,

 

Caio Marcel Simões Souza ([email protected]) é Administrador de Empresas e formado em Capoeira Regional, pelo Grupo de Capoeira Regional Porto da Barra. Também é responsável e mantenedor do Projeto Social Crianças Cabeludas, no bairro do Parque das Mangabas, Camaçari.

 

PS: Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior nasceu em 22 de setembro de 1945, no Rio de Janeiro, filho legítimo de Luiz Gonzaga, o rei do baião, e Odaléia Guedes dos Santos, cantora do Dancing Brasil. Faleceu no dia 29 de abril de 1991, em Renascença, Paraná.

 

Fonte R7:

Luiz Gonzaga e Gonzaguinha serão o tema do novo filme de Breno Silveira, o mesmo diretor de Os Dois Filhos de Francisco, cinebiografia de Zezé di Camargo & Luciano. O cineasta divulgou que o roteiro está quase pronto, e que a trilha sonora será assinada por Gilberto Gil.


Nota de Falecimento: Mestre Peixinho – Senzala

“Mestre Peixinho: Agora uma Lenda”

Até assim ele foi capoeira, nos deu uma” finta” do seu golpe no dia 15-05-2011, quando da primeira noticia, mas desferiu seu  golpe mortal em todos nós capoeiras, amigos e irmão , nesta madrugada do dia 16-05-2011.

A capoeira chora: Mestre Peixinho, nosso camarada, passa para o plano astral se consagrando definitivamente  uma ESTRELA.

Nosso camarada, ele que sempre conseguiu transitar num mundo de luta sem criar inimigos… com seu jeito de jogar a capoeira técnicamente perfeito, capaz de superar sempre a violência.

Há apenas dois dias num telefonema meu, tive como retorno, uma receptividade de quem sabia dar a volta do mundo na doença que o acomedia.

Mas esse tal de câncer, consegue separar para sempre, Mestre de alunos, amigo de amigo, irmão de irmão.

Agora meu irmão, você tem a grande chance de jogar uma capoeira de alto astral, com mestre Bimba, mestre Pastinha e muitos outros que são iluminados por essa luz que nós mortais chamamos de “ESTRELA”.

Boa viagem meu irmão,  abraços, axé e Salve.

 

Mestre Peixinho nasceu em Vitória, Espírito Santo, em 1947. Iniciou a capoeira em 1964, entrando para o grupo que veio a ser denominado Grupo Senzala, em 1965, sendo um de seus fundadores. Participou do torneio Berimbau de Ouro em 1967, 1968 e 1969. Ministrou aulas de capoeira na UFRJ de 1973 a 1980, na UERJ de 1979 a 1983. Participou de exibições e shows no teatro Municipal (1971) e Sala Cecília Meireles (1969), Festival Internacional na Ilha de Reunion (1977), Projeto Brasil em Preto e Branco, durante seis meses na Europa, em 1987, organizador dos primeiros encontros europeus de capoeira a partir de 1987 e dos Encontros Escandinavos de Capoeira, a partir de 1990.

Mestre Peixinho coordenava um extenso grupo de professores que ensinam em diversas cidades brasileiras, européias e americanas do norte.

 

O Grupo Senzala constituiu-se nos anos sessenta. Cresceu procurando aperfeiçoar-se por meio de contactos com outros capoeiristas, através do treinamento intensivo e na procura dos fundamentos com a “Velha Guarda da Capoeira”, passando vários períodos em Salvador, Bahia.Foi em 1967, que o grupo à procura de outras experiências, se inscreveu no torneio “Berimbau de Ouro”. Para surpresa geral, venceu o torneio, e repetiu o feito por três anos consecutivos. Além de maturidade, ganhou o respeito e destaque nacionais ( Brasileiros ). Mais tarde, o grupo descentralizou-se, com seus membros ensinando em diferentes clubes, academias e universidades, e a reunir-se aquando da formação de novos ‘Mestres” e graduação de alunos.Actualmente, está representado em todo o Brasil e em muitos outros países e apesar de ter tido milhares de alunos durante esse período, formou pouco mais de dez “Mestres”. É esta exigêcia de qualidade e nível técnico, aliada à dedicação consciência dos valores históricos da Capoeira que tem feito e mantido o nome “Senzala”, como grande referência no Brasil e em todo Mundo.

 

Nos do Portal Capoeira assim como toda a comunidade capoeirística deseja a toda a família “Peixinho” e a todos os amigos e parceiros do Grupo Senzala muita força e harmonia para superar este momento tão delicado…

Desejamos paz e muita luz para este grande homem e capoeira: Mestre Peixinho

3º ENCONTRO “PARA CONTAR CERTO, TEM QUE VER DE PERTO!”

Salvador/BA – De 15 a 31 de Jul 2011


Esta é a 3ª edição de um evento muito bacana, que integra capoeiristas de várias partes do mundo para vivenciar durante 15 dias, através de oficinas, palestras e visitações, a essência da Capoeira Angola de Salvador e arredores.
Neste ano, mais uma vez estaremos visitando Ilha de Maré e também a cidade de Santo Amaro, terra de grande capoeiristas e de Besouro Mangangá. É a oportunidade que você estava esperando para ir as rodas de grandes Mestres, passear pelos locais históricos da capoeiragem e ainda apreciar as belezas naturais da cidade, ao lado de um grupo de pessoas de alto astral.



PROGRAMAÇÃO:


Dia 15/07 – Sexta feira
18:00h – Credenciamento
19:00h – Abertura e boas vindas ao evento
19:30h – Roda de Capoeira Angola na ACANNE com apresentação dos mestres convidados
21:30h – Samba de Roda
22:00h – Confraternização (Mesa de frutas e Reggae Roots)
Dia 16 – Sábado (Itaparica)
08:00h – Saída para Ilha
10:00h – Vadiação na praça de Mar Grande
14:30h – Vivência de Capoeiragem (Mestre Lua Rasta)
18:00h – Roda de Capoeira Angola
21:00h – Luau com Samba de Roda
Dia 17 – Domingo (Barra Grande e Rio Vermelho)
08:00h – Berimbalada até Barra Grande
09:30h – Vivência de Capoeira Angola (Grupo Angoleiros do Mar)
13:00h – Almoço
14:00h – Samba de Roda (Grupo Angoleiros do Mar)
19:00h – Roda de Capoeira Angola no Rio Vermelho (Bando Tupinambás de Capoeira Angola)
Dia 18 – Segunda Feira (ACANNE)
10:00h – Praia do Porto da Barra
14:00h – Visitações a Praça da Sé, Terreiro de Jesus e Memorial das Baianas
17:00h – Vivência de Capoeira Angola (Contramestre Veó)
18:00h – Exibição de vídeo: (Eu nasci para Jogar, eu fui enviado.)
19:00h – Vivência de Capoeira Angola (Mestre Renê)
20:30h – Roda de Capoeira Angola
Dia 19 – Terça feira (ACANNE)
08:00h – Vivência de capoeira angola (Contramestre Gaguinho – Acanne/BA)
10:00h – Praia da Barra
14:00h – Visitações a Casa Jorge Amado, Atelier de Mestre Lua Rasta e Pelourinho
17:00h – Vivência de Capoeira Angola ( Lucimar – Acanne/BA)
18:00h – Exibição de Vídeo: (Faca de Ticum, Mestre Felipe)
19:00h – Vivência de Capoeira Angola (Mestre Renê)
21:00h – Festa da Bênção no Pelourinho
Dia 20 – Quarta feira
08:00h – Vivência de Capoeira Angola (Rafa – Acanne/RS)
10:00h – Praia da Ribeira, Praia da Boa Viagem
14:00h – Visitações a Igreja do Bonfim e Feira de São Joaquim
17:00h – Vivência de Capoeira Angola (Schimit – Acanne/RS)
18:00h – Exibição de vídeo: (O poder do Machado de Xangô)
19:00h – Vivência de Capoeira Angola (mestre Renê)
Dia 21 – Quinta feira (Instituto N’Zinga)
08:00h – Vivência de capoeira angola (Kong – Acanne/MG)
10:00h – Praia Jardim de Alá
14:00h – Passeio na Ladeira da Barroquinha
17:00h – Vivência de Capoeira Angola (Contramestre Gutinho)
19:00h –Visita ao Grupo N”zinga
Dia 22 – Sexta feira (ABCA e Terreiro de Jesus)
08:00h – Café cultural na Dona Euza
09:30h – Caminhada na Ladeira da Preguiça e pontos históricos do bairro 02 de Julho
12:00h – Almoço com Mestre Renê (comida típica da Bahia)
14:00h – Praia Porto da Barra
18:00h – Berimbalada até o Pelourinho passando no Monumento a Zumbi dos Palmares
19:00h – Roda de Capoeira Angola (ABCA – Associação Brasileira de Capoeira Angola)
21:00h – Homenagem a Mestre Pastinha (Entrada da Rocinha)
21:30h – Roda de Capoeira Angola no Terrreiro de Jesus
Dia 23 – Sábado (Santo Amaro/Barracão de Mestre Ivan)
06:00h – Saída para Santo Amaro
· Berimbalada no Centro Histórico
· Roda de Capoeira Angola na Feira
· Almoço com comida típica do local
· Aula de Capoeira Angola no Barracão de Mestre Ivan
19:00h – Retorno a Salvador
Dia 24 – Domingo (Academia de Mestre João Pequeno)
08:00h – Vivência de Capoeira Angola (Mestre Renê)
10:00h – Praia da Ribeira Almoço Samba de Roda
19:00h – Roda na Academia de Mestre João Pequeno

Dia 25 – Segunda Feira (ACANNE)

08:00h – Oficina de toques e berimbaus (Contramestre Veó)
10:00h – Praia da Preguiça e antiga Rampa do mercado
14:00h – Visitações ao Mercado Modelo e Baixa dos Sapateiros
17:00h – Vivência de Capoeira Angola (Contramestre Guto – Áfricanamente/RS)
18:00h – Exibição de Vídeo: (O sabor do saber ancestral – A feijoada da ACANNE)
19:00h – Vivência de Capoeira Angola (Mestre Renê)
20:30h – Roda de Capoeira Angola

 

Dia 26 – Terça feira (ACANNE)
08:00h – Vivência de Capoeira Angola (Instrutor Rogério -Áfricanamente/RS)
10:00h – Praia de Amaralina
14:00h – Visitação a Fundação Pierre Verger
17:00h – Vivência de Capoeira Angola (Lucimar – Acanne/BA)
18:00h – Oficina de Criação de Cânticos de capoeira (Contramestre Guto – Africanamente/RS)
19:00h – Vivência de Capoeira Angola (Mestre Renê)
20:30h – Palestra com Fred Abreu sobre o Barracão de Mestre Valdemar

Dia 27 – Quarta feira (Academia de Mestre Boca Rica)
8:00h – Vivência de Capoeira Angola (Contramestre Gutinho – Acanne/BA)
10:00h – Praia de Itapoã
17:00h – Vivência de Capoeira Angola (Rafa -Acanne/BA)
19:00h – Roda na Academia de Mestre Boca Rica (Mestre Boca Rica)

Dia 28 – Quinta feira (Mestre Virgilio/Acanne Fazenda Grande)
08:00h – Vivência de capoeira angola (Schmit – Acanne/BA)
10:00h – Praia de Humaitá 14:00h – Visita ao Bairro da Liberdade e ao Ilê Ayê
19:00h – Aula de Capoeira Angola na Fazenda Grande (Mestre Vírgilio)
20:30h – Roda de Capoeira Angola (Mestre Virgilio)

Dia 29 – Sexta feira (ACANNE)
08:00h – Vivência de capoeira angola ( Contramestre Guto – Áfricanamente/RS)
10:00h – Mercado Modelo
14:00h – Praia Porto da Barra (aula de frescobol)
19:00h – Roda de Capoeira Angola (Acanne)
21:00h – Forró na ACANNE

Dia 30 – Sábado (Ilha de Maré)
09:00h – Saída para Ilha de Maré
16:00h – Aula de Capoeira Angola a Beira Mar (Mestre Renê)
18:00h – Roda de Capoeira Angola na Beira Mar ao Pôr do Sol
21:00h – Jantar no quilombo Okê Arô (moqueca feita por Mestre Renê )
23:00h – Samba de Roda e Festa no quilombo Okê Arô

Dia 31 – Domingo (encerramento do evento)
10:00h – Roda de Capoeira Angola e Samba de Roda na comunidade de Ilha de Maré
12:00h – Almoço e confraternização
15:00h – Retorno a Salvador com roda dentro do barco
INVESTIMENTO:

R$ 400,00

(Neste valor está incluído todas as oficinas e a hospedagem coletiva)


Maiores informações:





Fones:
055 71 33217496 (Mestre Renê)
055 51 99659335 (contramestre Guto)

Atenção:
Você que já participou de outras edições deste evento poderá ter sua inscrição gratuíta.
Sabe como? É simples.
Basta inscrever 02 (duas) pessoas que nunca tenham participado do evento, assim que a inscrição delas for efetuada, você ganhará automaticamente isenção da sua inscrição e mais a camiseta do evento.

Mas, mexa-se capoeira. Pois as vagas são limitadas.


Abraços,
Mestre Renê
e
Contramestre Guto

13 de maio – Cultura e política em celebração à data no estado de Pernambuco

Os eventos relativos ao 13 de maio espalham-se por todo o Brasil. Em Pernambuco, a agenda é extensa. O presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira de Araujo, participa de atividades em Olinda e em Recife, onde acontecerão encontros com lideranças negras do estado, visitas a fundações e universidades e abertura de projeto turístico para a Copa do Mundo de 2014.

Seminários fazem parte da programação, que envolve a Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), a Secretaria de Turismo de Pernambuco (Setur) e a Empresa de Turismo do estado (Empetur). Visitas a uma comunidade quilombola e a um núcleo de estudos afro-brasileiros e indígenas estimularão os debates sobre políticas públicas e ações afirmativas destinadas à inclusão de grupos socialmente vulneráveis.

Serão realizadas, ainda, manifestações de Xirê e Canto-Toré, em homenagem ao presidente da Palmares, Eloi Ferreira de Araujo. Promovidos pela Comunidade Tradicional de Terreiros de Pernambuco e pelos Povos Indígenas, ocorrerão durante a ação “Pérola Negra do Saber – Treze de Maio não é dia de negro!”, que objetiva, também, contribuir para a reflexão sobre a condição atual destas populações.

Xirê

Xirê é um rito caracterizado por uma série de cantigas e toques de instrumento executados durante as festas de candomblé. Há uma sequência pré-estabelecida de cantigas para todos os Orixás, começando com as cantigas de Ogum e seguindo-se as de Oxossi.

Fonte: Wikipedia

Toré

É dançado ao ar livre por homens e mulheres que, aos pares, formam um grande círculo que gira em torno do centro. Cada par, ao acompanhar os movimentos, gira em torno de si próprio, pisando fortemente o solo, marcando o ritmo da dança, acompanhado por maracás, gaitas, totens e amuletos e pelo coro de vozes dos dançarinos, que declamam versos de difícil compreensão, puxados pelo guia do grupo, no idioma da tribo.

Fonte: Blog “Índios, nossos antepassados, nossos irmãos”.

Programação

10 de maio
20h, Olinda – Jantar com lideranças do Movimento Negro e personalidades negras do estado.

11 de maio
08h, Olinda – Café da manhã com lideranças culturais de afoxés, maracatus, quilombolas, comunidades tradicionais de terreiros, legislativo e executivo de Olinda e do estado no Quilombo Xambá, bairro de Portão do Gelo.

10h, Olinda – Visita à turma de alunos sacerdotes e sacerdotisas e do curso Língua e Cultura Yorubá do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABIs), da Fundação de Ensino Superior de Olinda (Funeso), no Campus da União das Escolas Superiores de Olinda.

12h30, Olinda – Almoço com professores e gestores públicos.

15h, Olinda – Abertura do projeto: Turismo Étnico nas Comunidades de Terreiros e Quilombolas em Pernambuco – Copa 2014, na Empetur e Setur de Pernambuco. Recepção pelos Tambores Falantes de Pernambuco – Secretário de Turismo do Estado e Presidente da EMPETUR, André Correia, e outros Secretários de Estado.

19h, Recife – Abertura da segunda turma do curso de Formação para as Comunidades Tradicionais, de Terreiros e Povos Indígenas (Sacerdócio das religiões de matrizes africanas, afro-brasileiras e indígenas), na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). Oferta de Xirê e um Canto-Toré, Comunidade quilombolas.

 

Fonte: http://www.palmares.gov.br

13 de maio – Jornada Brasileirafro celebra a data no Rio de Janeiro

Pra celebrar a abolição formal da escravatura, o Centro Universitário Augusto Motta  (Unisuam) promove, no dia 13 deste, a II Jornada Brasileirafro. Realizada pela coordenação do curso de psicologia da unidade de Bonsucesso, a iniciativa tem como objetivo evidenciar a contribuição da cultura africana na formação da identidade brasileira.

O presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP) fala sobre o Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/10), na abertura do evento. Um dos principais articuladores do processo que resultou em sua aprovação, Eloi Ferreira de Araujo considera a lei um “instrumento estruturante para a inclusão da população negra em todos os ambientes da atividade humana”, o que é “fundamental para a consolidação da democracia”.

DESIGUALDADES HISTÓRICAS – Aprovado em 20 de novembro de 2010, o Estatuto visa garantir a implementação de políticas públicas favoráveis à população negra, objetivando a correção de desigualdades históricas e a erradicação do racismo na sociedade brasileira. É pelo que o movimento negro luta, 123 anos depois de abolida, oficialmente, a escravidão no País.

Cultura, arte e literatura serão os temas trabalhados na segunda edição da jornada, para afirmar a importância que têm na constituição da identidade brasileira. Haverá palestras, debates, filmes, roda de capoeira, exposição de artesanato afro, degustação de comidas típicas e um salão especializado em penteados afro, no Espaço Coisa D’Negro, onde os participantes poderão cuidar dos cabelos por preços simbólicos.

INSCRIÇÕES – As inscrições para a II Jornada Brasileirafro podem ser feitas através do site da instituição (www.unisuam.edu.br/ccult). A entrada é gratuita e haverá emissão de certificados para os participantes. Para os estudantes do Centro Universitário Augusto Motta  (Unisuam), o evento funcionará como atividade acadêmica complementar.

Serviço

O quê: II Jornada Brasileirafro
Quando: 13 de maio
Horário: A partir das 09h30
Onde: Centro Universitário Augusto Mota (UNISUAM)
Endereço: AV. Paris, Nº 72, Bonsucesso – Rio de Janeiro/RJ

Programação

09h30 a 10h – Mesa de abertura
Claudia Costa (Pró-Reitora de Pesquisa e Extensão da Unisuam)
Carlos Alberto Figueiredo (Pró-Reitor de Ensino da Unisuam)
Jorge França (Pesquisador/ Mestrado V)
Eloi  Ferreira de  Araújo (Presidente da Fundação Cultural dos Palmares)

10h – Conferência de abertura
Eloi Ferreira de Araújo (Presidente da Fundação Cultural dos Palmares)

10h30 a 11h30 – Mesa-redonda
O negro no ensino superior pela porta da frente
Coordenação: Maria Angélica Oliveira Gabriel
Componentes:
Dr. Jorge França (Pesquisador da Unisuam)
Dr. Nilton Sousa da Silva (Coordenador do Labpsiafro/ UFRRJ)
Auditório Prof. Amarina Motta.

11h30min a 19h  – Salão Espaço Coisa D´Negro
Pátio Coberto

12 a 13h – Roda de capoeira
Pátio Descoberto

13 a 14h  – Apresentação de pôsteres
Pátio Coberto

14 a 16h – Oficinas
Mia Couto Mosaico Cultural – João Olinto Trindade Junior
Igreja de negros: Ms. Reinaldo Bernades Tavares
Cantando a história do samba: Ms. Cláudio Honorato
Roda de conversa sobre “O racismo à brasileira”

16h a 18h – Cine-Debate: A negação do Brasil
Auditório Prof.  Amarina Motta

18 a 19h – Apresentação de dança afro
Responsável: Thais Jordão (Unisuam)
Grupo de dança Akoni: Comunidade do Vidigal
Auditório Prof.  Amarina Motta

19 a 20h – Mesa Redonda: Literaturas africanas e afrobrasileiras
Coordenação: Vera Negri (Unisuam)
Palestrantes: Dulce Mendes de Vasconcellos (Literaturas Afrobrasileiras) e Alexsandra Machado (Literaturas Africanas de Língua Portuguesa).

20h – Exposição de Artesanato Cerâmica Negra da Maré
CCULT

21h – Degustação de Comidas Típicas
Coordenação: Alejandra Cáceres (Coordenadora Técnica de Gastronomia da Unisuam)

21h30 – Encerramento

 

Fonte: http://www.palmares.gov.br

LIVRO MESTRE JOÃO GRANDE – Na Roda do Mundo

Mestre João Grande é um antigo mestre capoeirista da Bahia que hoje ensina a tradicional capoeira angola em Nova York, cidade símbolo da modernidade mundial, onde vive desde 1990 e foi um pioneiro na difusão da sua arte.

Apesar de ter recebido diversas homenagens nos Estados Unidos ao longo da vida, o mestre baiano permanecia esquecido no Brasil. Foi redescoberto em meados da década de 1980, trabalhando num posto de gasolina em Salvador. Havia abandonado a prática e ensino da capoeira e durante as noites atuava em boates para turistas, participando de shows folclóricos.

Mestre João Grande é hoje um patrimônio vivo, que acaba de comemorar 60 anos de dedicação à capoeira e vinte anos de ensino em Manhattan, coração da multicultural Nova York. Sua trajetória, do Brasil até os Estados Unidos, conta também um pouco da história da globalização da capoeira, que hoje está espalhada em mais de cento e cinquenta países nos cinco continentes.

A história de vida de Mestre João Grande nos faz indagar os motivos da grande aceitação da capoeira angola noexterior e da resistência que ela sofre no Brasil. Neste sentido, sua trajetória também nos ajuda a entender como se dá a permanência das tradições, e dos seus respectivos atores, na modernidade globalizada.

Páginas: 152
ISBN: 9788576172017
Autor: Maurício Barros de Castro

 

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Aposentadoria para os “Velhos Mestres”

Pastinha morreu na miséria. Bimba em situação precária. Bobó, Gato, Cobrinha Verde, Waldemar, Caiçara e mais recentemente Bigodinho, todos passaram seus últimos dias de vida sem um amparo digno que a condição de “guardiões da capoeira” deveria lhes proporcionar. E assim como eles, quantos e quantos mestres das tradições populares vivem e morrem no mais completo abandono, sem qualquer auxílio por parte das autoridades nesse país.

O que seria da nossa cultura popular sem esses personagens ?? Quem é que tem a incumbência de transmitir para as gerações futuras, esses saberes e tradições acumulados durante séculos  ???  Os mestres e mestras de capoeira, do maracatu, do samba, das congadas, dos reisados, das marujadas, das religiões afro-brasileiras e de tantas outras manifestações espalhadas por esse Brasil afora, são peças fundamentais para a preservação e valorização dessas tradições que tanto enriquecem o patrimônio cultural do nosso país.

Por isso deveriam ser tratados com mais respeito !!!!

É preciso que se diga, é bem verdade, que algumas ações nesse sentido começam a ser implementadas por políticas públicas no âmbito da cultura. Uma nova concepção de gestão de políticas culturais ainda embrionária, começa a dar sinais de amadurecimento em vários órgãos públicos desse país.

Mas isso ainda é pouco ! É preciso uma maior conscientização por parte da sociedade, no sentido de exigir que essas políticas públicas sejam mais efetivas, que possam garantir mudanças mais substanciais na forma de valorizar, incentivar e apoiar as iniciativas provenientes da cultura popular, favorecendo o reconhecimento desses saberes ancestrais, como vitais para a construção de uma sociedade brasileira mais humana, justa e solidária. Os valores e princípios presentes no universo das culturas populares muito tem a nos ensinar !

E isso passa pela valorização dos mestres, guardiões desses saberes ancestrais. É preciso que medidas concretas de proteção social e valorização desses sujeitos, sejam tomadas urgentemente no sentido de garantir a esses mestres e mestras, um mínimo de condições para exercerem suas atividades, e mais do que isso, de VIVEREM com a dignidade que merecem.

No último dia 27 de abril, foi apresentado um projeto de lei na Câmara Federal em Brasília, de autoria do deputado Edson Santos – PT/RJ, que institui o Programa de Proteção e Promoção dos Mestres e Mestras dos Saberes e Fazeres das Culturas Populares.

 

Vamos ficar atentos e acompanhar esse processo !!!

Mestre Camisa recebe título de Doutor Honoris Causa

A Universidade Federal de Uberlândia entregou , em 5 de maio de 2011, o diploma de DOUTOR HONORIS CAUSA a José Tadeu Carneiro Cardoso, o Mestre Camisa.

Para homenagear meu mestre e registrar seu reconhecimento como DOUTOR também pelos poetas populares da LITERATURA DE CORDEL, escrevi este pequeno poema intitulado “NA ARTE DA CAPOEIRA MESTRE CAMISA É DOUTOR”

 

NA ARTE DA CAPOEIRA MESTRE CAMISA É DOUTOR
Autor: Victor Alvim (Lobisomem)

Nesse mundo em que vivemos
É difícil imaginar
Por mais que nos esforcemos
É impossível vislumbrar
As surpresas que Deus guarda
Pro futuro revelar

Na década de 50
No interior da Bahia
O povo de Jacobina
Jamais imaginaria
O destino de mais uma
Criança que ali nascia

Dona Edésia sua mãe
Também não imaginava
O futuro de seu filho
Que no ventre carregava
E os caminhos que o destino
Para ele reservava

Nem tampouco seu Lindolfo
Seu pai podia prever
As estradas que seu filho
Viria a percorrer
E a bela história de vida
Que ele iria escrever

Nem Mari-inha a parteira
Não tinha a real noção
Da responsabilidade
E da divina missão
Que ajudava a vir ao mundo
Tão importante varão

Igualmente não sabia
E jamais faria tino
O próprio José Tadeu
Qual seria o seu destino
Pois brincar era a única
Preocupação do menino

Mas brincar é coisa séria
Foi assim na brincadeira
Que o menino Tadeu
Conheceu a capoeira
Dando seus primeiros passos
Pra uma caminhada inteira

Seu irmão Camisa Roxa
Que muito lhe ensinou
Duvido que àquele tempo
Sequer ele imaginou
Que o seu irmão mais novo
Chegaria onde chegou

E nem mesmo o Doutor Bimba
Como todo o seu reinado
Não acredito que ao menos
Houvesse desconfiado
Que aquele aluno menino
Herdasse seu doutorado

Mas a capoeira foi
Uma espécie de semente
Plantada no coração
De uma criança inocente
Encontrando solo fértil
E brotando lentamente

O menino foi crescendo
O tempo ia passando
Junto dele também ia
Sempre lhe acompanhando
O amor a capoeira
Cada vez mais aumentando

Todo tempo que podia
Estava em treinamento
A arte da capoeira
Carregava em sentimento
Pra onde quer que ele fosse
A levava em pensamento

Na fazenda, na escola
E nas horas de lazer
Quanto mais ele aprendia
Mais queria aprender
E os mestres desta arte
Gostava de conhecer

Deus então o colocou
Nas mãos de um professor
Muito mais que especial
Mais que mestre, um doutor
Manoel dos Reis Machado
Seu guia orientador

E a semente capoeira
Plantada no coração
Daquele jovem baiano
Recebeu a proteção
Regada por Mestre Bimba
Junto a sua plantação

Com sol quente ou chuva forte
Brisa mansa ou ventania
Tudo é vontade divina
Como o vento que um dia
Levou o mestre e o menino
Para longe da Bahia
No vestibular da vida

Passou com pouca idade
Agora o mundo seria
Sua universidade
Calouro inexperiente
Novato na faculdade
Estudante dedicado

Muito atento as lições
No trote do preconceito
Passou por humilhações
Sempre de cabeça erguida
Buscou suas soluções

Convivendo entre estudantes
De áreas convencionais
Medicina, arquitetura
E ciências sociais
Entre outras respeitadas
Carreiras profissionais

Foi cercado por pessoas
Com curso superior
Estudava a capoeira
Por ela tinha amor
E decidiu: – Nesta arte
Um dia vou ser doutor!

E em todas as matérias
Gostava de estudar
A história da capoeira
Muitas formas de treinar
Sua musicalidade
Compor, tocar e cantar

Aprendeu a ensinar
E criou seu próprio jeito
Convivendo entre os bambas
Foi tratado com respeito
Procurando agir certo
E fazer tudo bem feito

E o aluno se tornou
Um professor dedicado
Continuou estudando
Sem ficar acomodado
Tornando-se um grande mestre
Cada vez mais respeitado

E o Mestre Camisa hoje
É uma árvore sagrada
Com sua raiz bem forte
Por toda a Terra espalhada
Sua madeira é de lei
Sua sombra abençoada

Que tem galhos muito fortes
E dá frutos aos milhões
Suas folhas se renovam
Por diversas gerações
Suas flores mais bonitas
Se eternizam em canções

Semente que Deus criou
Ele eternizará
O Jardineiro Sagrado
Da árvore cuidará
Na história da capoeira
Meu mestre é um baobá

Em mais de quarenta anos
Estudando sem parar
Todo tempo a enfrentar
Os preconceitos tiranos
Sofrendo com desenganos
Resistindo com vigor
Com fé, trabalho e amor
À cultura brasileira
NA ARTE DA CAPOEIRA
MESTRE CAMISA É DOUTOR

Viajando o mundo inteiro
Divulgando a nossa arte
Ensinando em toda parte
Do Brasil e do estrangeiro
É um orgulho brasileiro
Exaltando o valor
Desse povo sofredor
Honrando a nossa bandeira
NA ARTE DA CAPOEIRA
MESTRE CAMISA É DOUTOR

Muitos mestres e doutores
De várias modalidades
Grandes universidades
Solicitam-lhe favores
Enaltecem seus valores
Tratando lhe com louvor
Elogiam seu labor
Por nossa Terra inteira
NA ARTE DA CAPOEIRA
MESTRE CAMISA É DOUTOR

Luiz Gonzaga no baião
No choro foi Pixinguinha
No Candomblé Menininha
No cangaço Lampião
Zumbi contra a escravidão
Pelé como jogador
Tiradentes foi senhor
Da inconfidência mineira
NA ARTE DA CAPOEIRA
MESTRE CAMISA É DOUTOR

Gandhi na sabedoria
Garrincha foi no driblar
Jesus Cristo em perdoar
Castro Alves na poesia
Freud em psicologia
Deus é como o Criador
Grande Otelo como ator
Cartola foi da Mangueira
NA ARTE DA CAPOEIRA
MESTRE CAMISA É DOUTOR

As forças da natureza
Doutoras em perfeição
O mar em imensidão
As florestas em beleza
O céu doutor em grandeza
Em sutileza é a flor
Sol e fogo em calor
Em água é a cachoeira
NA ARTE DA CAPOEIRA
MESTRE CAMISA É DOUTOR

Rio de Janeiro, 05 de maio de 2011
Autor: Victor Alvim (Lobisomem)

Nota de Falecimento: Mestre Artur Emidio

A CAPOEIRA DO RIO DE JANEIRO PERDEU SUA MAIOR PERSONALIDADE

Nome: Artur Emídio de Oliveira

Data de Nascimento: 31/03/1930 + 02/05/2011

Cidade: Itabuna (BA) – Brasil

Naturalidade: Brasileiro

Grupo de Capoeira: Escola de Capoeira Artur Emídio

Gráu: Cordel Branco (Grã Mestre)

Tempo de Capoeira: 69 anos

Artur Emídio de Oliveira nasceu em Itabuna, sul da Bahia, em 31 de março de 1930.


Morava com os pais, fazendeiros, numa casa modesta da então “Rua Direita”, no bairro do Pontalzinho.

Começou a praticar a Capoeira quando tinha apenas sete anos, com Mestre Paizinho, Teodoro Ramos, discípulo do Mestre Neném, de origem africana.

Paizinho às seis horas da manhã ia diariamente acordá-lo para treinar. O Mestre conta sobre essa época: “a prática da Capoeira era proibida. Treinava-se no alto dos morros, nas vielas, à noite e sempre escondido. Muitas foram as vezes que o meu Mestre foi preso. Mas no dia seguinte a fiança era paga, e ele saía. E, de noite, voltava a ensinar Capoeira, praticada por amor! É … naquele tempo era assim: bastava gingar. Gingou ia preso! Mas já a praticavam comerciantes, estudantes, universitários, gente pobre e gente rica!”

Quando completou 15 anos de idade seu mestre faleceu.

Mestre Paizinho foi uma figura misterioza sobre a qual se criaram diversas histórias, inclusive sobre sua morte. Segundo Artur Emídio, ele morreu de “morte morrida”, atacado por meningite, mas até hoje há quem se refira à sua morte “heróica”. Há quem conte, que nas noites enluaradas de Itabuna e Ilhéus, que ele tentou voar do alto de um coqueiro utilizando folhas de palmeiras como asas, como fez Ícaro na Grécia Antiga. A experiência terminou na sua queda e morte.

Ainda adolescente, Artur Emídio deliciava platéias de circos e parques de diversões de Itabuna com programas de “luta livre”, que se constituíam em demonstrações de habilidade nas artes marciais ainda pouca conhecidas e, principalmente, na arte da Capoeira.

Com 23 anos (1953) sai de Itabuna para São Paulo, a fim de lutar contra Edgar Duro, lutador de Luta Livre. E sagra-se vencedor!

Em 1954 vai ao Rio de Janeiro para lutar contra Hélio Gracie, lutador de Jiu-Jitsu. E o empate é o resultado da luta!

O Mestre Artur Emídio é o precursor da Capoeira do Rio de Janeiro.

Em 1955 se mudou para o Rio de Janeiro com sua família, naquela época segundo Mestre Artur a única capoeira que existia no Rio de Janeiro era do Mestre Sinhozinho, uma capoeira que não existia ritmo, não tinha berimbau, pandeiro, atabaque, somente tinha luta. Mestre Artur Emídio conta: “Na academia de Sinhozinho o que rolava era pancadaria e esse não era meu tipo de ensinar a capoeira”.

Nesta época Sinhozinho e Artur foram convidados para fazer uma apresentação de capoeira no exército, os alunos de Sinhozinho entraram de sunga metendo soco um na cara do outro, um coisa horrivél longe das raízes da capoeira, já os alunos de Artur jogaram capoeira, foi um sucesso.

Nos ringues, enfrentou lutadores de primeira linha, como Rudolf HermanyRobson GracieCarlos Coutinho (da Bahia), Carbono (do Rio) e Edgar Duro (de São Paulo). Enfrentou, com sucesso, alguns alunos do Mestre Bimba que cruzaram seu caminho.

Seu primeiro aluno foi Djalma Bandeira, companheiro de viagens ao exterior, com quem o Mestre se aprimorava na Capoeira. Foi um dos pioneiros na difusão internacional da Capoeira, realizada através de viagens a cerca de 20 países. Exibiu-se, também, para o ex-Presidente Getúlio Vargas, em Salvador: “… quando os berimbaus pararam, o ex-Presidente levantou-se e veio cumprimentar-me: ‘parabéns rapaz. Esse é um esporte verdadeiramente brasileiro! E você sabe praticá-lo!’, foi o que me disse então o ex-Presidente.”

Foi um dos pioneiros na difusão internacional da Capoeira, realizada através de viagens a cerca de 20 países.

Artur Emídio formou muitos alunos entre eles os mestres: Celso (Engenho da Rainha)Mendonça (criador dos cordéis)Paulo Gomes (falecido, fundador da ABRACAP)Vilela.

Uma artrose no joelho esquerdo o impossibilita de continuar jogando e ensinando Capoeira.

Continua, porém, em permanente contato com o Mundo da Capoeira e profere palestras sobre a Capoeira, seus fundamentos e sua História: “Mestre Bimba e Mestre Pastinha já morreram, mas eu não, quando eu puder voltarei a dar aula, tenho muita coisa para ensinar que nunca vi ninguém fazer.”


fonte: http://www.capoeiraroma.it/