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Abril 2019

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Musicalidade: Capoeira de Outra Maneira

Musicalidade: Capoeira de Outra Maneira

O projeto Capoeira de Outra Maneira é nossa contribuição para a música de capoeira extrapolar o âmbito da roda… do jogo… do jogador. É mais um caminho para elevar a arte brasileira à enésima potência e fazê-la atingir outra dimensão, alcançar outros públicos. Este é um pocket show que visa à participação do público cantando as músicas e à exaltação da musicalidade da capoeira ao acrescentar outros instrumentos além dos tradicionais de uma roda.

Esse projeto deu origem ao CD Capoeira de Outra Maneira – vol. I, cujo lançamento alcançou recorde de público em um teatro de fácil acesso na cidade de São Paulo e repercussão em vários países. Durante a apresentação, cantaram-se músicas populares da capoeira com nova roupagem, mais harmônica, acompanhadas por violão, baixo, agogô, pandeiros e congas. No meio digital, esse projeto obteve milhares de visualizações nas plataformas de música digital:

 

Musicalidade: Capoeira de Outra Maneira Capoeira Portal Capoeira 1

 

SINOPSE

  • Gênero: Músicas de capoeira
  • Duração: 1h
  • Linguagem: Preserva o tom coloquial da arte e os termos comuns das rodas tradicionais de capoeira.
  • Figurinos: Roupas claras e/ou batas em tom informal e descontraído.
  • Coreografias: Em determinada música, ocorre um jogo de capoeira.
  • Música: Ao vivo, com arranjos únicos, mais modernos, criados exclusivamente.

    Voltado para qualquer tipo de público, de qualquer classe social e idade, este show é um musical que encerra reflexão e alegria. A terceira idade vai deliciar-se por ver/ouvir músicas em duas vozes; já a maturidade e a juventude vão conhecer e compreender o que significa o ritual da capoeira com transe, reflexão e motivação.

 

JUSTIFICATIVA

A capoeira constitui patrimônio de grande importância para a história brasileira, mas, em geral, curiosamente, tem maior reconhecimento do público internacional, porque o brasileiro tem contato principalmente com artes que se divulgam nos grandes meios de comunicação, mais imediatas e de fácil assimilação, e esses meios não exploram o potencial incrível que a arte-capoeira tem para oferecer.

A música em essência na capoeira possui um ritmo forte que provoca uma reação sensitivo-motora, o que para alguns pode até transformar-se em ferramenta de cura. É aí que vem um arrepio que percorre nosso corpo de ponta a ponta e sobrevém uma reflexão significativa. As palmas ajudam a fomentar essa energia.

Montar uma bateria de capoeira é importante não por ser bonito, contar com três berimbaus, dois pandeiros, um agogô e um reco-reco, mas sim porque a combinação desses instrumentos forma uma harmonia indescritível. Não há como falar de capoeira sem falar de música. E, para falar de música, nada melhor do que apresentar ao público as músicas de capoeira de forma mais melodiosa. A música faz-nos lembrar de uma pessoa querida, de um lugar, traz-nos recordações, etc. Este show promove exatamente isso.

A principal meta deste projeto é levar ao público todo o potencial e beleza da musicalidade de capoeira com toda a nossa brasilidade. Nosso desejo é que se valorize uma arte que é nossa, nativa deste país.

OBJETIVOS


– Colaborar com a preservação da memória musical da arte brasileira (capoeira);
– Divulgar e valorizar músicas de domínio público cantadas em rodas de capoeira;
– Levar ao conhecimento do público a arte capoeira com música ao vivo,ritual, jogo e
caracterização;
– Estimular alunos do Ensino Fundamental, Médio e Superior, professores, pesquisadores, músicos, artistas e historiadores a desenvolver estudos sobre assuntos da História do Brasil, como a escravidão, a música brasileira e, mais especificamente, a capoeira;
– Divulgar a música de capoeira com outra roupagem ao público que ainda não teve contato com essa arte e oferecer opção de entretenimento aos adultos e à terceira idade.

 

MÚSICAS EXECUTADAS

FaixaAutorTempo
1Na AreiaDomínio Público4:36
2Luanda Ê PandeiroDomínio Público2:57
3Chama Eu, AngolaDomínio Público5:06
4Bom VaqueiroDomínio Público3:29
5Segura o Tombo da CanoaDomínio Público4:02
6Preto Velho   Mestre Barrão3:45
7Canarinho da Alemanha que Matou meu CurióDomínio Público4:22
8Capoeira Praça da República   Mestre Maurão5:46
9Sai, Sai, CatarinaDomínio Público4:18


Musicalidade: Capoeira de Outra Maneira Capoeira Portal Capoeira 2

FICHA TÉCNICA

  • Produção e Direção: Danilo Andrade
  • Vocal: Danilo Andrade e Felix Quilombola
  • Conga: Carlos Quilombola
  • Pandeiro: Carlos Quilombola/Danilo Andrade
  • Berimbau: Danilo Andrade
  • Agogô: Carlos Quilombola/Felix Quilombola
  • Violão: Felix Quilombola e Cláudio Gingadinha
  • Baixo: Lucas Silva (Ursão Bonfim)
  • Design Gráfico: Felipe Andrade
  • Fotografia: Fernando Alexandrino
  • Apoio: Grupo Quilombolas de Luz Capoeira

Agradecimento Especial: Ao nosso grande Mestre Paulão

Para saber mais sobre o projeto: www.capoeiradeoutramaneira.com.br

Bahia: CD reúne cantigas históricas da capoeira baiana

Bahia: CD reúne cantigas históricas da capoeira baiana

A gravação do projeto aconteceu no Largo Pedro Arcanjo, no domingo (21)

A capoeira construiu sua história na Bahia e no Brasil através dos ritmos e vozes de diversas figuras marcantes. Algumas canções passaram de geração em geração mesmo sem saber quem é o real autor daquela letra. Outras ficaram marcadas pela sua musicalidade e ritmo, como a Capoeira Regional, que foi criada e disseminada pelo Mestre Bimba (1899-1974) na década de 1920.

Agora, mais do que nunca, essas canções podem ser ouvidas, entendidas e ecoadas. O Largo Pedro Arcanjo, no Centro Histórico, foi palco neste domingo (21) da gravação do primeiro CD com cantigas de capoeira da Bahia. Idealizado pelos mestres Dainho Xequerê e Tonho Matéria, responsável pela Associação Cultural de Capoeira Mangangá, a gravação do álbum, intitulado ‘Quando o Assunto é Capoeira’, reuniu 14 mestres e mestras para eternizarem as músicas.

“Esse é um momento único para capoeira da Bahia. Estamos reafirmando a importância das cantigas e valorizando os mestres. Isso faz com que as novas gerações tenham acesso à real letra, de um modo muito fácil”, afirmou Xequerê.

Entre as vozes que marcam o CD estão os mestres Boca Rica, um dos mais antigos que compõe o grupo, Pelé da Bomba, Bozó Preto, Já Morreu, Buguelo, Gajé, Malícia, Boca (do Maré), Dandara, Nani de João Pequeno e Brisa.

Conversa
Antes da gravação no palco, o evento promoveu uma roda de conversa que reuniu todos os mestres para debater sobre a capoeira e suas funções na sociedade, seguido de uma apresentação da Orquestra de Berimbaus Afinados (OBADX).

Bahia: CD reúne cantigas históricas da capoeira baiana Eventos - Agenda Musicalidade Portal Capoeira 1

O evento também promoveu uma roda de conversa entre os mestres (Foto: Mauro Akin Nassor/CORREIO )

O tema ‘Eu Também Canto a Bahia’, escolhido para guiar o lançamento do álbum, reforçou o ideal de que a capoeira, apesar de estruturar como um único movimento cultural, é formada por muitas outras vertentes e ritmos, cada um com sua particularidade.

“A capoeira é rica em um conjunto só. Mas, cada um faz o que é melhor para si, desenvolvendo seu estilo. Quem pratica sabe da importância de ter essa liberdade de ritmos”, disse Edenilton, 35 anos, conhecido como mestre Scooby. Neste domingo (21) como espectador, o professor pratica a arte há mais de 20 anos e dá aula no bairro de Luís Anselmo.

Para Carolina, ou melhor, a mestra Brisa, 41, o que une todas as vertentes da capoeira é a musicalidade, é o que conecta os dois corpos, dá o tom do gingado: “É o elemento fundante, que permeia o diálogo daqueles que estão ali. Mas, para você criar essa sinergia, você precisa de uma boa musicalidade”, defendeu.

O CD se tornou a materialização desse movimento. Para Tonho Matéria, além de disseminar e expandir o alcance da capoeira pelo país, a gravação coloca em pauta justamente o que o projeto insiste em discutir: a atuação da capoeira na sociedade.

 

A gente discute como levar essa música para dentro das salas de aula, falar sobre cultura, educação e até turismo. As pessoas não entendem que, muitas vezes, é essa prática que leva o jovem ao colégio, que transforma em um grande cidadão”, afirmou o mestre.

 

Capoeira de Angola x Capoeira Regional
O grande símbolo dessas vertentes apresentadas pela capoeira está na bifurcação, que separa a capoeira de Angola e a capoeira Regional. Criada pelo mestre Bimba (1899-1974) entre as décadas de 1920 e 1930, o estilo Regional da arte altera a formação da roda e como os capoeiristas se comportam dentro dela.

Com uma cadência mais acelerada, o estilo foi pensado para apresentações, e dispensava alguns instrumentos para guiar o ritmo. Entre eles, dois berimbaus, um pandeiro e o tambor, conhecido como atabaque.

Isso ia de encontro ao estilo chamado de Angola, que apresentava uma formação completa com três berimbaus, dois pandeiros e o batuque. Com isso, a musicalidade naturalmente se tornou mais complexa. Segundo Tonho, a variação Regional é “uma capoeira mais rápida e evolutiva”, que se destaca pela instrumentalização.

 

Fonte: https://www.correio24horas.com.br

 

Vinícius Harfush*

vinicius.harfush@redebahia.com.br | @_harfush

Campinas: Multidão acompanha Lavagem da Escadaria da Catedral

Campinas: Multidão acompanha Lavagem da Escadaria da Catedral

A lavagem celebra a resistência do povo negro e o legado cultural e religioso trazido por eles de várias partes do mundo

Muita gente foi conferir na manhã deste Sábado de Aleluia (20) a tradicional lavagem das escadarias da Catedral Metropolitana de Campinas. Nesse ano o ato, que é uma mistura de fé, religião, tradição e cultura, chegou a sua 34º edição.

A lavagem celebra a resistência do povo negro e o legado cultural e religioso trazido por eles de várias partes do mundo.

Antes da Lavagem, os participantes fizeram um cortejo que saiu da Estação Cultura, desceu pela Rua 13 de Maio até chegar à Catedral. Durante o trajeto os participantes entoaram cânticos, e entregaram flores com muita água de cheiro. A mesma água também foi usada para lavar as escadarias da igreja.

Depois da celebração uma extensa programação com várias atividades culturais e sociais tiveram início com apresentações de jongo, congada, folia de reis, catira, dança afro, capoeira e samba. A festa termina às 17h.

 

A MANIFESTAÇÃO

Conforme estudo de Marcela Bonetti, especialista cultural da Secretaria de Cultura de Campinas, no decorrer dos anos a cerimônia da Lavagem das Escadarias foi recebendo outras manifestações culturais afro-brasileiras presentes no município, como a capoeira, o jongo e o samba de bumbo. “Em função desses movimentos estarem relacionados à população afrodescendente, o racismo atribuído a essa população se estende aos elementos de sua cultura. Deste modo, analisar a cerimônia da Lavagem da escadaria é também tratar das relações sociais envolvidas e a intolerância presente”, afirma.

“A história da Lavagem da Escadaria em Campinas é relevante também no sentido de compreender como se construiu uma relação de aproximação com a Igreja, na representação do Bispo, ao sugerir que a data ocorresse no Sábado de Aleluia, único momento que a Igreja Católica se encontra fechada. A cerimônia no adro da Catedral, com as portas fechadas da Igreja, transformam também o espaço como um ato de festa”, complementa.

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A partir de 1998, a manifestação cultural da cerimônia da Lavagem da Escadaria da Catedral de Campinas foi incorporada ao Calendário Oficial do Município de Campinas, pela Lei Municipal nº 9515/97 e a partir de 2005, incluída no Calendário Turístico do Estado de São Paulo, pela Lei Estadual nº 12.097/05.

 

Fonte: https://www.acidadeon.com

Da Redação | ACidadeON Campinas

Mestre e Roda de Capoeira – Patrimônios Culturais

Rio Zoo e Iphan promovem o evento “Mestre e Roda de Capoeira – Patrimônios Culturais”

A Roda de Capoeira e o Ofício dos Mestres de Capoeira ganharam um evento em sua homenagem. A ação, fruto de parceria entre o Zoológico do Rio – Rio Zoo e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, tem como objetivo, além de dar continuidade às políticas de salvaguarda em prol do Ofício dos Mestres e da Roda de Capoeira, valorizar esses exemplares do nosso Patrimônio Cultural, homenagear os Mestres por conta de sua contribuição para a história e o desenvolvimento da Capoeira e dar posse dos membros do Conselho de Mestres de Capoeira do Estado do Rio de Janeiro.

O Conselho é constituído por 30 Mestres titulares, sendo 15 da região metropolitana e 15 do interior assim distribuídos: 3 da região médio-paraíba, 3 da região dos lagos, 3 da região serrana, 3 da costa verde e 3 da região norte-noroeste, além de 30 Mestres suplentes.

Surgida no século XVII estre os africanos escravizados como instrumento de socialização e defesa, a capoeira é hoje um dos maiores símbolos da identidade brasileira, está presente em todo o país e é praticada nos quatro continentes. A Roda de Capoeira e o Ofício dos Mestres de Capoeira foram reconhecidos pelo Iphan como patrimônio cultural imaterial do Brasil em 2008, e estão inscritos no Livro de Registro das Formas de Expressão e no Livro de Registro dos Saberes, respectivamente.

O evento, que contará com rodas de Capoeira e a presença de Baianas de Acarajé, cujo ofício também é registrado como patrimônio imaterial do Brasil desde 2005, terá entrada franca e será realizado das 10h às 15h, na entrada do Jardim Zoológico do Rio de Janeiro. 

 

Serviço:

Mestre e Roda de Capoeira: Patrimônios Culturais

Data: 30 de março de 2019

Horário: Das 10h às 15h

Local: RioZoo (Parque da Quinta da Boa Vista, S/N)