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Laboratórios de Capoeira e Cultura Popular gratuitos no Teatro Escola SESC

Estão abertas inscrições para os Laboratório de Capoeira e para o de Cultura Popular no Teatro Escola SESC (Uzina)- Gratuita

Manifestações culturais

CapoeiraBuscar, através do contato com nossa arte popular, um desenvolvimento integral dos participantes (dimensões do corpo, mente, emoções), onde estes, além de praticarem uma atividade lúdica e prazerosa, possam resgatar as suas raízes e reafirmar a sua brasilidade. Necessita de uniforme especifico.

Ministrantes:
Marcus Macul
É professor de Educação Física (UCB), especialista em Marketing e Administração Esportiva (FAMATH) e em Abordagem Transdisciplinar Holística pela UNIPAZ-RJ/FSJT, massoterapeuta, professor do Centro Cultural Senzala de Capoeira e coordenador do Núcleo de Cultura Popular para a Paz.
Barbara Tinoco Garotti (Pantera)
É graduada em Produção Cultural (UFF), especialista em Abordagem Transdisciplinar Holística da UNIPAZ-RJ/FSJT, professora do Centro Cultural Senzala de Capoeira, integrante do Núcleo de Cultura Popular para a Paz.
Cecília Einsfeld
É professora de Música (Conservatório de Música do Rio de Janeiro), graduada em Produção Cultural (UFF), especialista em Abordagem Transdisciplinar Holística pela UNIPAZ-RJ/FSJT, professora do Centro Cultural Senzala de Capoeira, integrante do Núcleo de Cultura Popular para a Paz.

Dias e horários: sábado das 16h30min às 18h30min. 
Local: Praça glória 
Carga horária: abril: 08 horas/aula – maio: 08 horas/ aula – junho: 08 horas /aula – Total: 24 horas / aula
Vagas: 30 vagas

AULA ABERTA – DEMONSTRAÇÃO
Dia 19/03/2011 às 15 horas. 

Danças Populares

Visa despertar a atenção dos envolvidos para a nossa riqueza cultural expressada pelo meio de danças: Jongo, Coco, Ciranda Pernambucana, Samba de roda do Recôncavo, Samba Chula e Maculelê. Necessita de uniforme específico.

Ministrantes 
Marcus Macul 
É professor de Educação Física (UCB), especialista em Marketing e Administração Esportiva (FAMATH) e em Abordagem Transdisciplinar Holística pela UNIPAZ-RJ/FSJT, massoterapeuta, professor do Centro Cultural Senzala de Capoeira e coordenador do Núcleo de Cultura Popular para a Paz.
Barbara Tinoco Garotti (Pantera)
É graduação em Produção Cultural (UFF), especialista em Abordagem Transdisciplinar Holística da UNIPAZ-RJ/FSJT, professora do Centro Cultural Senzala de Capoeira, integrante do Núcleo de Cultura Popular para a Paz.
Cecília Einsfeld
É professora de Música (Conservatório de Música do Rio de Janeiro), graduada em Produção Cultural (UFF), especialista em Abordagem Transdisciplinar Holística pela UNIPAZ-RJ/FSJT, professora do Centro Cultural Senzala de Capoeira, integrante do Núcleo de Cultura Popular para a Paz.

Dias e horários: domingo das 14h00min às 16h00min.
Local: Sala de dança
Carga horária: abril: 08 horas/aula – maio: 08 horas/ aula – junho: 08 horas /aula – Total: 24 horas / aula
Vagas: 30 vagas

 

Nosso trabalho com as diversas manifestações culturais brasileiras, é estruturado em uma nova metodologia de ensino que une a metodologia e a tradição do C.C. Senzala, com a metodologia da UNIPAZ – Universidade Holística Internacional,pioneira em trazer os conceitos holísticos e transdisciplinares ao Brasil. Esta metodologia criada pelo Professor Feinho tem como finalidade criar uma cultura de paz, possibilitando uma consciência holística.

FICHA DE INSCRIÇÃO PARA OS LABORATÓRIOS DO UZINA

As fichas deverão ser impressas, preenchidas e entregues com a cópia do documento de identidade (RG) na Assessoria de Cultura do Teatro SESC, situada na Av. Ayrton Senna, 5677 – Jacarepaguá, Rio de Janeiro, conforme previsto no item 2 das Normas de Inscrição do UZINA, a partir do dia 15/MAR.

*NÃO HAVERÁ INSCRIÇÃO ONLINE*

LINKS PARA FICHA DE INSCRIÇÃO:
http://www.4shared.com/file/5SOk8gqN/Ficha_de_inscrio_-_Laboratrios.html (.docx)
http://www.4shared.com/document/5RNGQM1I/Ficha_de_inscrio_-_Laboratrios.html (.pdf)
http://www.4shared.com/document/FCjpRgbJ/Ficha_de_inscrio_-_Laboratrios.html (.doc)

A capoeira como ferramenta par a preparação física e treinamento do futebol

A prática do futebol esteve e está no cotidiano da maioria da população brasileiro, desde a infância, sendo na escola ou em praças, condomínios e clubes esta prática esta contida em nossa realidade. Por sermos o único país penta-campeão mundial, o desenvolvimento deste esporte vem sendo difundido com muita ênfase. Jogar bola tem sido a maior diversão da infância brasileira, principalmente para os meninos. Para fazer um programa de atividade física, é necessário, inicialmente, definir a linha de trabalho, ou seja, a abordagem que será seguida.

Dentre as várias abordagens possíveis em educação física, optou-se pela abordagem desenvolvimentista. A justificativa dessa escolha deve-se ao fato de que essa abordagem tem priorizado, e sua fundamentação teórica , os aspectos referentes aos processos de crescimento e desenvolvimento. O pressuposto básico é de que existe uma seqüência normal nos processos de crescimento, desenvolvimento e aprendizagem motora, significando que os indivíduos necessitam ser orientados de acordo com essas características (Tani, Manoel, Kokubun & Proença, 1998), tendo como principal foco o movimento.

O processo de desenvolvimento motor caracteriza-se por transições de comportamentos motores desordenados para comportamentos motores ordenados, de simples para complexos. Para que o futebol aborde um nível de excelência o embasamento científico e a tendências em propostas alternativas de treinamento desportivo vem de encontro a política de sucesso em jogos e formação de novos atletas e cidadãos, com maior controle corporal cinestésico e demais benefícios.

Uma das vantagens em que a população pode contar é a “ginga” contida no ritmo desenvolvido nas tradições sócio-culturais de nosso país.  Desde o “carnaval”, o “reizado”, a “puxada de rede”, o “maculelê”, o “bumba-meu-boi”, entre outras destaca-se a “capoeira”, uma mescla de dança, esporte e luta, que desenvolve vários benefícios psicomotores, e poderá ser uma ferramenta poderosa aos preparadores físicos e professores de futebol.

Como já vimos muitas são as qualidades, tanto físicas como técnicas e até mesmo psicológicas necessárias para um bom goleiro de futsal. Uma destas qualidades básicas, diz respeito a capacidade de reação, que deve ser a mais rápida possível, através da realização de movimentos técnicos de defesa, frente as ações ofensivas dos adversários, normalmente arremates ao gol em forma de chutes e cabeceios.

É primordial que o goleiro responda rapidamente e conscientemente a este estímulo, estando a sua produtividade diretamente relacionada com esta capacidade. Para obter este intento, um bom tempo de reação é necessário.

Utilizando inicialmente o termo Velocidade de Reação, surge o conceito de VIANA (1995) para quem “ velocidade de reação é o tempo mínimo necessário para ser dar uma resposta motora a um estímulo sensitivo”.

Isso vem de encontro com várias situações de jogo, que além do goleiro, as demais posições também se utilizam destas funções, como: passe, rebote, lançamento, antecipação, entre outros.

Na capoeira, os ataques são esquivados pelo oponente, por exemplo: quando um jogador executa um chute denominado “benção”, o oponente se esquiva no movimento “queda de quatro”, ou quando o oponente defere uma “meia-lua de compasso”, o jogador se esquiva na “cocorinha”.

Alguns técnicos de futebol já utilizam a capoeira como ferramenta. O colunista esportista da Folha de São Paulo, Jose Geraldo Couto, comentando a atuação do Técnico Parreira à frente da Seleção Brasileira de Futebol, e de Zico à frente da Seleção Japonesa de Futebol nos deu uma informação interessante sobra a Capoeira.

O artigo em si é interessante: o problema do Parreira, homem tático, cartesiano radical, é lidar com os craques brasileiros, especialistas em driblar formas geométricas, em procurar a beleza da jogada, a improvisação ; o gol virá naturalmente (quem ainda se lembra do “radical” Denis da Portuguesa que dizia  – mais ou menos isso – que preferia executar uma bela jogada a marcar um gol feio).

O problema que Zico tinha na época que treinava times no Japão era o  oposto: o jogador japonês é absolutamente obediente taticamente; tem bom preparo físico, mas não sabe “gingar”, não improvisa e fica escravo da rigidez tática. Zico tentou de tudo para passar para os seus pupilos alguma coisa da ginga do jogador brasileiro e, indo fundo no seu intento, contratou um professor de capoeira para ensinar essa dança/luta para os japoneses, na esperança de que  eles adquiram algum tipo de jogo de cintura, que os brasileiros têm de sobra, e possam melhorar o seu futebol.
Mais uma nuança de muitas que a capoeira possui, quem sabe podemos colaborar mais ainda com nosso futebol!

Referências bibliográficas

VIANA, Adalberto. Treinamento do Goleiro de Futebol. 1ª edição. Imprensa Universitária. 1995. Viçosa.
Tani, G.; Manoel, E.J.; KOKUBUN, E.; PROENÇA, J.E. Educação Física Escolar: fundamentos de uma abordagem desenvolvimentista. São Paulo: EPU/ EDUSP, 1998.

 

Márcio R. dos Santos

Pós Graduado em Treinamento Desportivo e Individualizado; Coordenador do Projeto Capoeira Escola da Secretaria Municipal de Governo-Sede Regional do Centro Histórico-Mercado Municipal da Secretaria Municipal de Educação de Santos e Faculdade de Educação Física de Santos-Fefis-Unimes; Faculdade de Educação Física -UNIP-Santos; professor da Escola de Educação Infantil-Ensino Fundamental e Médio “Verde que te quero verde” e da Escola de Educação Especial “30 de Julho”

 

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br