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Educadores devem defender projeto de sociedade nas escolas

O respeito à diversidade e a inclusão social do negro são temas que precisam fazer parte do currículo do educador segundo Petronilha Beatriz Gonçalves Silva, do Departamento de Teorias e Práticas Pedagógicas da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). De acordo com a especialista em Ensino Aprendizagem – Relações Étnico-Raciais, os gestores de ensino são defensores de um projeto de sociedade, porém devem ter como meta em seu trabalho a equidade racial.

A afirmação foi feita durante o VII Encontro de Educação Étnico-Racial realizado nesta quarta-feira (9), na sede da Fundação Cultural Palmares (FCP), em Brasília. Organizado pela Coordenação Regional de Ensino do Plano Piloto e Cruzeiro, com o apoio da FCP, o encontro tem como objetivo contribuir para a implementação da Lei 10.639/03, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira na rede nacional de ensino.

Compromisso – “O projeto de sociedade defendido por nós professores funciona de acordo com a relação que temos com os alunos, com o conteúdo que transmitimos e com o foco que damos a esses conteúdos”, explica a especialista chamando a atenção ao tamanho da responsabilidade dos gestores. Compromisso que segundo Eloi Ferreira de Araujo, presidente da Fundação Cultural Palmares, tornou-se imensurável com a última conquista da população negra: a aprovação da constitucionalidade das cotas raciais pelo Supremo Tribunal Federal, no último dia 26.

Para o presidente, o país vive um momento que favorece o ambiente da educação. “Uma situação que impulsiona as temáticas da população negra em seus desdobramentos no atendimento a 95 milhões de negros”, afirmou. “Já tivemos a liberdade por meio da abolição e o direito ao ensino a partir da aprovação das cotas. Falta-nos a terra para a qualidade de vida e isso conquistaremos com a educação”, completou.

Propagação – O coordenador Regional de Ensino do Plano Piloto e Cruzeiro, Jeferson Paz, disse que a parceria entre a Regional e a FCP é uma grande oportunidade de proporcionar aos gestores um debate qualificado sobre o ensino da história afro-brasileira. “São pessoas com amplas experiências pessoais e profissionais que podem tornar mais fácil o caminho dessas temáticas das decisões às escolas”, pontuou.

De acordo com Paz, o número de professores dos ensinos médio e fundamental no Plano Piloto é de 4.000. Eles atendem a 47.000 estudantes, 7,83% dos 600.000 que fazem parte da Rede de Ensino do Distrito Federal. “É preciso alertar para o papel cidadão dos professores e estudantes”, ressaltou. “Com apenas um debate como este é possível chegar a pelo menos 30.000 famílias, orientando-as para o combate ao racismo”, concluiu

Presente ao encontro, a deputada federal Érika Kokay, se comprometeu a encaminhar a temática da implementação da Lei 10.639 para debate por meio da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. “Precisamos impedir que elementos do passado como o colonialismo, a escravidão e a ditadura invadam a contemporaneidade colocando em risco a tão sonhada democracia”, afirmou. “Para isso, a reafirmação da história é fundamental para a desconstrução de uma cultura que é racista. Nosso objetivo é avançar no cumprimento do que estabelece a Constituição Federal”, concluiu.

Fonte: http://www.palmares.gov.br/

Semana da Educação Especial é comemorada por técnicos da Semed

Técnicos que integram a Coordenadoria de Educação Especial da Secretaria Municipal da Educação (Semed) celebram nesta terça-feira, 9, o início da ‘Semana da Educação Especial´, que vai até a próxima sexta-feira, 12. Eles estão participando do VI Encontro de Educação Inclusiva ‘Incluir Pode e Deve Ser Real´, que acontece no Centro Recreativo Gonçalo Prado, no município de Estância. O evento integra o programa nacional de educação inclusiva e terá como público alvo profissionais da educação especial. Na ocasião será proferida palestra pelo especialista em gestão de pessoas, Erik Penna, e ofertado diversos minicursos, entre eles sobre softwares educacionais para a prática do ensino inclusivo.

De acordo com Jailma Rezende, que integra a Coordenadoria de Educação Especial da Semed, este encontro será uma boa oportunidade para ampliar o conhecimento na área da educação inclusiva. As atividades do evento servirão de base para futuras capacitações promovidas pelos profissionais da educação especial. Além da oportunidade de participar de cursos voltados especialmente para nossa área, iremos discutir temas sobre orientação para profissionais especializados, informou.

A rede municipal de ensino de Aracaju está cada vez mais atenta às questões que envolvem a educação especial e, por isso, vem capacitando seus profissionais ao promover cursos e acompanhar o dia a dia dos alunos em sala de aula. O secretário municipal da Educação, Antônio Bittencourt Júnior, tem nos dado total apoio com suas visitas às escolas, observações dos espaços e obtenção de recursos, fortalecendo cada vez mais as ações de nossa coordenadoria, justifica a técnica Jailma Rezende.

Capoeira inclusiva

Alunos com deficiência atendidos no Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento a Pessoas com Deficiência Visual (CAP), da Prefeitura de Aracaju, foram estimulados a aderir a capoeira na prática educativa e puderam aprender os primeiros passos do esporte deixando de lado suas limitações físicas. Na aula experimental realizada na última quinta-feira, 4, a interação entre os alunos e o interesse dos mesmos poderão ser fatores indispensáveis para o desenvolvimento de um projeto de educação inclusiva pioneiro em Sergipe.

De acordo com professor especialista em capoeira inclusiva, Eraldo Gabriel, mais conhecido por Beija-flor, a capoeira trabalha dentro das possibilidades de cada um, equilibra as tensões musculares crônicas bastantes comuns em pessoas com deficiência e ajuda a ter consciência corporal ao desenvolver noções de locomoção, lateralidade e força. A capoeira vai somar, dando mais equilíbrio, trabalhando elevação da autoestima, noção de espaço e tempo, sociabilidade e questões psicomotoras, explicou. Ainda segundo o professor, 17% da população brasileira apresenta algum tipo de deficiência. São quase 30 milhões de pessoas no país. Não podemos fechar os olhos para essa realidade.

Infraestrutura

De acordo com a Lei de Acessibilidade e com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva do Ministério da Educação (MEC), é necessário garantir o acesso tanto para pessoas com deficiências permanentes, quanto com deficiências provisórias. As salas de recursos multifuncionais disponibilizadas em unidades de ensino da rede municipal são importantes itens no processo de cumprimento da Lei e foram criadas para dar condições ao aluno com deficiência de se preparar e frequentar a sala de aula junto com os outros alunos.

As condições de infraestrutura das escolas também devem estar relacionadas à perspectiva inclusiva. Aproximadamente, R$1,2 milhão foram investidos na obra de construção da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Drº Fernando Guedes, localizada no bairro América. A unidade, que tem capacidade para atender 110 crianças com idade entre 0 e 3 anos, funciona das 6 às 18 horas, e tem três entradas que contam com rampas para cadeirantes. Além disso, a escola foi equipada com piso tátil, barras, portas maiores que as tradicionais e banheiros adaptados.

Acessibilidade

As obras de reforma e ampliação da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Tenisson Ribeiro, orçadas no valor de R$ 916.019,75, também evidenciam o interesse da Prefeitura de Aracaju em promover a acessibilidade. Com esse recurso, foi instalado um elevador para pessoas com necessidades especiais e construídas 10 salas de aula, todas com mais de 50 m². A escola ganhou também laboratório de informática, biblioteca, sala de recursos, áreas para recreio coberta e descoberta, refeitório, cozinha, dispensa, depósito e um amplo setor administrativo.

Com obra orçada em R$ 2,2 milhões, a Emef José Antônio da Costa Melo e a Emei Profª Neuzice Barreto, localizadas no bairro Getúlio Vargas, passaram por diversas transformações.  Das novas portas e maçanetas colocadas à troca do piso e manutenção da parte hidráulica e elétrica, os alunos com deficiência física também passaram a contar com uma quadra poliesportiva coberta reformada, com a recuperação e ampliação de banheiros e com a instalação de dois elevadores no prédio para facilitar sua locomoção.

Unidades

Outras unidades de ensino da rede municipal serão entregues às comunidades em plenas condições de atendimento aos alunos com deficiência. Entre elas estão as Emeis Dom Avelar Brandão Vilela, no bairro Olaria; Drº José Augusto Arantes Savazine, no Japãozinho; as Emefs Alencar Cardoso, no José Conrado de Araújo e Elias Montalvão, no Mosqueiro. A perspectiva da Prefeitura de Aracaju é de investir também nas obras de construção de novas unidades de ensino nos bairros Coqueiral e 17 de Março, também com a intenção de oferecer o melhor atendimento aos alunos com deficiência.

Muriaé: Projeto Mundo Capoeira

Estudar capoeira e melhorar sua técnica de jogo. É o que o jovem italiano da cidade de Modena, Andrea Paulo Bui, de 22 anos de idade, veio fazer no Brasil, especificamente em Muriaé. Ele faz parte do projeto social Escola Mundo Capoeira, iniciado em julho de 2007 com o objetivo de realizar o intercâmbio cultural com milhares de jovens de todo o mundo, dispostos a conhecerem mais a fundo a capoeira praticada em diversos países.

Andrea, que está em Muriaé há dois meses, acompanha o mestre Babinha, Paulo Sérgio Guimarães, e a graduada Monaliza Cristiane Alves, nas aulas de capoeira nos pró-crianças dos bairros Santa Terezinha, Aeroporto e Encoberta, no Clube da Maior Idade, no Projeto AABB Comunidade e no distrito de Pirapanema. “Trabalhando com o professor Babinha eu aprendo o valor das pessoas. O projeto é muito importante para as crianças de Muriaé, porque dá instrução, ajuda a crescer fisicamente e ensina a crescer com valores, respeitando mais o convívio diário de uns com os outros”, conclui o italiano.

De acordo com ele, a possibilidade de participar de um grupo de capoeira que realiza um trabalho social tem sido uma oportunidade diferente e proveitosa. “Na Itália, as pessoas são individualistas. Pensam primeiro em si e só depois lembram do próximo. No Brasil é diferente, e gostei muito disso”, diz, em português cheio de sotaque.

 

Fonte: http://www.portalclick.com.br

Mais Cultura em comunidades indígenas

MinC implantará 150 Pontos de Cultura em comunidades indígenas até 2010. Rodas de conversa iniciam dia 3 de junho

Na próxima quarta-feira, 3 de maio, o Programa Mais Cultura, do Ministério da Cultura, inicia uma série de rodas de conversa para promover a inclusão digital de comunidades indígenas de todo o Brasil. As rodas fugirão do modelo tradicional de capacitação e buscam envolver as comunidades indígenas com as novas tecnologias da informação (TICs) e com a produção de conteúdos audiovisuais a partir de seus próprios referenciais. A ação será desenvolvida em parceria com a Fundação Nacional do Índio (Funai) e com a Associação Cultura e Meio Ambiente (ACMA) – Rede Povos da Floresta, responsável pela implantação do projeto e pela formação dos indígenas.

De 3 a 5 de junho, a roda de conversa acontece no Ponto de Cultura Indígena de Rio Branco, no Acre. De 10 a 12 de junho, a roda será realizada no Centro Yorenka Ãtame, localizado no município de Marechal Thaumaturgo, também no território acreano. De 20 a 22 de junho, o encontro será na sede da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), no município de São Gabriel da Cachoeira, Estado do Amazonas.

As rodas integram o processo de implantação dos primeiros 30 Pontos de Cultura em comunidades indígenas de cinco estados: Acre, Amazonas, Mato Grosso, Rondônia e Roraima. A meta do Programa Mais Cultura é implantar até 2010, em todo o país, 150 Pontos de Cultura Indígenas, por meio de um acordo de cooperação firmado com a Funai e de convênios com entidades indígenas e indigenistas. O investimento inicial é de R$ 6,4 milhões. Outros 60 Pontos de Cultura Indígenas serão implantados até o final de 2009, e os 60 restantes até 2010.

Cada Ponto de Cultura receberá um kit multimídia. O objetivo é que as comunidades indígenas utilizem as novas tecnologias como ferramentas para a preservação e fortalecimento de sua identidade cultural. De acordo com o secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Américo Córdula, “o uso de equipamentos multimídia nas comunidades indígenas, ao contrário do que se imagina, têm reforçado a tradição oral e a busca dos mais jovens pelos fundamentos de suas culturas tradicionais, que passam a ser objeto de uma enorme produção de conteúdos audiovisuais e motivo para a intensificação das trocas com outras comunidades indígenas e com os não-índios, que fomentaremos ainda mais através da articulação com a Rede Povos da Floresta, a rede de Pontos de Cultura e a rede criada a partir do Prêmio Culturas Indígenas, dentre outras”.

Composição do Kit Multimídia

Computador desktop com acesso à Internet banda larga, leitor e gravador de DVD, monitor 17 polegadas, teclado, mouse, par de caixas de som e placa de vídeo para edição; servidor, placa de rede, cabos, conectores, no break, web cam, fone de ouvido com microfone, placa de captura de vídeo, material para montagem de rede e estabilizador; filmadora digital, câmera fotográfica digital, microfone supercardioide, bateria para filmadora, fone de ouvido e fita minidv; kits de painel fotovoltaico, bateria, controlador de carga, módulo solar e inversor de voltagem de 12vcc para 110 V.

Mais informações no site http://mais.cultura.gov.br

 (Comunicação Social/MinC)

Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

De acordo com o governo brasileiro, a reforma ortográfica pretende simplificar e unificar a grafia entre os diferentes países que falam português. No discurso de assinatura do acordo ortográfico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse o seguinte: “[O acordo ortográfico] É o reencontro do Brasil com suas raízes mais profundas. Como avançar sem fortalecer a língua, como produzir bens culturais e didáticos sem uniformidade?”. Especialistas apontam que a unificação do idioma pode facilitar a assinatura de documentos diplomáticos, o comércio exterior e a cooperação entre os países de língua portuguesa.

Quais são os países que participam do acordo?

Participam Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Brasil, Portugal, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe já ratificaram o acordo – ou seja, reafirmaram o compromisso de implantá-lo. O Brasil é o país que está mais adiantado, pois já tem um cronograma claro. Portugal se comprometeu a adotar as novas normas até 2014.

Quando foi firmado o acordo ortográfico?

As mudanças da língua portuguesa foram acordadas em 1990, entre Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Em 2004, foi assinado um documento diplomático que inseria no grupo dos países de língua portuguesa o Timor Leste.

Quantas palavras são modificadas pela reforma ortográfica?

Segundo o Ministério da Educação (MEC), 0,8% das palavras sofrem alteração no Brasil. Em Portugal, a proporção de palavras modificadas chega a 1,3%. Especialistas divergem sobre esse percentual: também já foi divulgado que 1,6% das palavras de Portugal e que 0,5% das do Brasil serão afetadas.

É possível voltar atrás e desfazer as mudanças?

No Brasil, de acordo com o decreto assinado pelo presidente Lula, qualquer revisão do acordo ortográfico está sujeita à aprovação do Congresso Nacional.

Até quando posso escrever na antiga ortografia?

É possível escrever na antiga ortografia até o dia 31 de dezembro de 2012. A partir de 2013 ficam valendo apenas as novas normas ortográficas.

Quais são as principais mudanças na ortografia que a reforma traz?

As principais mudanças são o acréscimo de três letras no alfabeto, a extinção do trema, a retirada dos acentos em partes das palavras, além de alterações no uso do hífen.

A queda do trema e de acentos muda a pronúncia?

Não. A pronúncia continua a mesma. A reforma ortográfica só modifica a escrita.

Os livros escolares vão adotar as novas regras?

De acordo com o MEC, os livros escolares estão autorizados a circular em 2009 nas duas grafias, a velha e a nova. Em 2010 as obras deverão circular apenas na nova ortografia – com exceção das reposições de livros.

O objetivo deste guia é expor ao leitor, de maneira objetiva, as alterações introduzidas na ortografia da língua portuguesa pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, por Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e, posteriormente, por Timor Leste. No Brasil, o Acordo foi aprovado pelo Decreto Legislativo no 54, de 18 de abril de 1995.

Saiba o que muda na ortografia brasileira a partir de 2009.

Para baixar o Guia da Nova Ortografia da Lingua Portuguesa, clique aqui.

Albufeira- PT: Autarquia assina protocolo com associação de capoeira

A Câmara Municipal de Albufeira e a Associação de Capoeiragem “Malta do Sul”/Grupo Muzenza de Capoeira assinaram recentemente um protocolo, para fomentar uma “modalidade de relevo” no concelho.

O acordo vai permitir “o desenvolvimento da actividade como modalidade recreativa e de lazer, estando igualmente destinada à formação e à competição de atletas do concelho”.

A associação realizará diversos projectos e eventos, de forma a “levar a capoeira a um número cada vez maior de jovens de Albufeira, bem como possibilitar que estes participem em torneios e demonstrações nacionais e internacionais”, como Mundiais e Europeus da modalidade.

Acções de formação nas escolas do concelho e outras iniciativas de promoção da actividade e apoio a atletas de competição, residentes em Albufeira, também estão incluídos no acordo.

A autarquia, por seu turno, comparticipará financeiramente a associação com uma verba de dez mil euros.

 

Fonte: http://www.regiao-sul.pt/

Rio: Encontro internacional de capoeira inclusiva

RIO – Grupos de capoeira de diversos países, formados por pessoas com e sem deficiência, participarão, na segunda-feira, dia 4, do 11º Encontro Internacional de Capoeira Inclusiva, no Rio. O encontro, promovido pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, é aberto ao público e será realizado no Centro Municipal de Referência da Pessoa com Deficiência de Campo Grande (Rua Professor Carlos Boisson s/nº, a partir das 13h.

A capoeira é uma das atividades utilizadas pela Prefeitura do Rio para estimular a integração social, a iniciação esportiva e a melhoria das condições de vida das pessoas com deficiência. De acordo com a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, os mestres Naval e Boneco são alguns dos experientes capoeiristas que participarão do evento para mostrar sua técnica aos interessados nessa atividade.

Bahia: Curso qualifica capoeiristas sem garantir campo de atuação

 

Começou nesta segunda-feira, 30, um curso de capacitação em educação para 40 capoeiristas baianos. Promovido pela Secretaria de Cultura (Secult), o “Capoeira – Educação para a Paz” tem como finalidade formar professores da luta-arte no âmbito das relações étnico-sociais, para que possam atuar como educadores. No entanto, não há, até então, uma decisão por parte do governo sobre como estes profissionais serão aproveitados nas escolas públicas após a conclusão dos trabalhos.

O material de divulgação do curso informa que a capacitação contribuirá com a aplicação das leis 10.639/03 e 11.645/08, que modificaram a Lei de Diretrizes e Bases para incluir nas grades curriculares da rede pública o ensino de história e cultura Afro-brasileira, Africana e Indígena. No entanto, a Secult não explica de que forma isso ocorrerá. “Vamos preparar estas pessoas, mas sem criar a expectativa de que elas terão algum contrato de trabalho”, diz a coordenadora do curso, Vanda Machado.

De acordo com Vanda, um dos 30 módulos em que o curso foi dividido vai ensinar os capoeiristas a elaborar projetos, a fim de possam buscar outras oportunidades de trabalho. A informação parece não ter sido claramente comunicada a todos os participantes. “O que eu soube é que depois de um estágio não-remunerado em escolas do Pelourinho, haveria alguma proposta de trabalho nesta área (educacional)”, conta o mestre de capoeira Bola Sete.

A representante da Secretaria da Educação do Estado (SEC) no projeto, Tatiana Senna, afirma que há um acordo de cooperação entre as duas secretarias que prevê parceria de atuação em vários projetos. Ela explica que a SEC prevê diversas possibilidades para o aproveitamento destes profissionais, a começar pelo diálogo dos capoeiristas com os educadores da rede estadual de ensino. Porém, Tatiana não mencionou oportunidade concreta de trabalho para estes profissionais num primeiro momento.

A discussão acontece no momento em que a capoeira é reconhecida como Patrimônio Cultural Brasileiro pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A cerimônia de formalização acontece no próximo dia 15 de julho, às 15 horas, durante reunião do Conselho Consultivo da Instituição no Palácio Rio Branco, em Salvador.

Curso – Com 160 horas de duração, o “Capoeira – Educação para a Paz” vai oferecer módulos sobre história e cultura do povo negro, legislação, capoeira para crianças e pessoas com necessidades especiais, entre outras. Haverá também visitas técnicas e um período de estágio não-remunerado em escolas públicas. A metodologia é baseada na roda do diálogo onde “todos possam se ver e trocar experiências”, explica Vanda Machado.

De acordo com a educadora Fátima Freire, filha de Paulo Freire, que ministrou a aula inaugural do curso nesta segunda-feira, 30, no Forte do Santo Antônio Além do Carmo, a preocupação de base é a formação de valores. “A idéia é criar uma consciência transformadora nestes agentes multiplicadores que são os capoeiristas”, conta.

A idéia de inserir a capoeira no contexto educacional não é nova. Desde a determinação para descriminalização da prática, em 1932, Getúlio Vargas teria chegado a sugerir a inclusão da luta como prática esportiva nas escolas. No entanto, a implantação nunca foi levada adiante.

 

Fonte: http://www.atarde.com.br