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Guimarães: III Congresso de Inclusão Pelo Desporto

O 3º CONGRESSO INCLUSÃO PELO DESPORTO, inserido no programa geral de Guimarães – Cidade Europeia do Desporto 2013 é a oportunidade para debater e aprofundar metodologias de integração das populações mais desfavorecidas no e pelo Desporto em Portugal e na Europa.

Num período em que a função social e educativa do Desporto tornou-se uma área política de relevância estratégica da União Europeia, espera-se que este Congresso, contribua para o debate em curso sobre a inclusão social dos imigrantes e das minorias étnicas e das populações em risco dentro e através do desporto. Além disso, os resultados e as recomendações práticas desta conferência devem ajudar a colocar a inclusão social na agenda das políticas desportivas nacionais e europeias e promover a partilha dos nossos valores com outras regiões do mundo, nomeadamente, a Comunidade de Países de Língua Portuguesa.
É aqui que queremos estar para potenciar as melhores energias da sociedade civil.

No ano de 2013, promovemos o CID na programação de Guimarães – Cidade Europeia do Desporto. Porque partilhamos uma visão em que salientamos que no Desporto como na Sociedade, a evidente desigualdade de oportunidades possa ser ultrapassada através da capacitação e representatividade das populações mais desfavorecidas em todos os ramos da atividade social e profissional. Por uma questão de oportunidade, mas fundamentalmente por uma questão de consciência e de dever, é em Guimarães que queremos estar colocando o debate das políticas sociais em eventos de relevo e de destaque na sociedade portuguesa e europeia.

O CID oferece cursos de capacitação profissional a mais de 100 educadores e agentes sociais. Apresenta-se como uma série de eventos temáticos (congresso, exposições, publicações, prémios e palestras) com o objetivo claro de inspirar e na partilha ativa de experiências e conhecimentos do interesse de universitários, recém-licenciados, empreendedores, mediadores sociais, técnicos de deporto, técnicos sociais, representantes de ONG`S e IPSS e dinamizadores do mundo empresarial e académico nas mais diversas áreas de atividade. 

OBJETIVOS

Proporcionar um espaço informal e de confiança para a potencialização do networking e possíveis parcerias entre todos os participantes e estimular a aprendizagem, troca de experiências e ferramentas entre os participantes através de workshops específicos. 
Motivar a função social e educativa do Desporto através da capacitação de educadores, instituições e poder local a melhorarem a sua abordagem pedagógica e aumentar a eficácia e atratividade da formação do Jovem. 
Promover o Desporto como meio de diálogo intercultural e intercâmbio de boas práticas, que contribuam para a prevenção e a luta contra a violência e o racismo na sociedade, de sedentarismo e de isolamento social das minorias sociais e/ou vítimas de exclusão social. 
Promover a reflexão sobre ética e valores no desporto. 

DESTINATÁRIOS

O 3º CONGRESSO INCLUSÃO PELO DESPORTO procura corresponder às preocupações e expectativas profissionais dos agentes e entidades desportivas e sociais, nomeadamente: 
• Dirigentes e técnicos de desporto e de ação social da administração pública (comunidades urbanas, áreas metropolitanas e outros organismos da administração pública regional); 
• Dirigentes e técnicos de desporto e ação social de instituições de solidariedade social nacionais e europeias; 
• Técnicos e agentes de desporto, de clubes  e associações desportivas; 
• Dirigentes e técnicos de outras organizações desportivas, nomeadamente o Comité Olímpico de Portugal, Comité Paralímpico de Portugal, Confederação do Desporto de Portugal e Fundação do Desporto de Portugal; 
• Professores e estudantes das áreas Desporto e Educação Física e das áreas de Solidariedade Social e da Saúde; 
• Elementos diretivos e técnicos do Desporto Escolar; 
• Empreendedores sociais e animadores de projetos e programas orientados para a educação inclusiva; 
• Outros agentes desportivos e sociais.

 

http://www.iuna.org.pt/congressoinclusaodesporto/

Hora e a vez do Maranhão sair em defesa dos editais para arte e cultura negra do MinC/SEPPIR

FCP vai ao Maranhão para discutir a elaboração de políticas públicas para as artes e culturas negras brasileiras

Os movimentos sociais que atuam para a garantia dos direitos da população negra cumprirão mais uma vez um papel primordial para redemocratização das políticas públicas para cultura no país. E, para contribuir com esse processo, a equipe da Fundação Cultural Palmares desembarca nesta quarta-feira, 26/06, em São Luis/MA.

Na quinta-feira, 27, acontece mais um encontro com produtores, criadores e pesquisadores negros para discutir estratégias de constitucionalidade dos editais do Ministério da Cultura (MinC), firmados em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), para o segmento.

Hilton Cobra, presidente da FCP defende uma maior representatividade de profissionais negros nas comissões formadas para a realização das licitações públicas voltadas para arte e cultura negra. Ele explica que nunca antes na história o negro fora incluído de forma igualitária nesses editais. “Antes a luta era incluir a criação negra nos editais, agora é preciso garantir o direito desses agentes exercerem a cidadania, por meio de um instrumento de valorização dos artistas e produtores negros no mercado de trabalho”, afirma.

FCP pelo Brasil – A expectativa é discutir estratégias para ampliar o acesso dos afro-brasileiros aos mecanismos de fomento à cultura, assim como aconteceu em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e Minas Gerais. Agentes culturais do estado de Sergipe também se preparam para debater ações jurídicas para reverter a situação e dar visibilidade às interferências praticadas contra a preservação da arte e da cultura negra.

Entenda o caso – A decisão de suspender os editais foi proferida pelo juiz José Carlos do Vale Madeira, da 5ª Vara da Seção Judiciária do Maranhão, em maio desse ano. O processo foi movido como ação popular pelo advogado Pedro Leonel Pinto de Carvalho, citando como réus a União Federal, a Funarte e a Fundação Biblioteca Nacional.

No último dia 7 de junho, a Justiça Federal decidiu pela continuidade dos procedimentos relacionados aos Editais do MinC/SEPPIR. O documento garantiu que as atividades de seleção fossem retomadas. Entretanto, o pagamento dos prêmios continua suspenso até o julgamento final do processo.

 

Reuniões dos agentes culturais do Estado do Maranhão

  • Data: 27 de junho de 2013
  • Horário: 14 horas
  • Onde: Mandingueiros do Amanhã – Rua Portugal, 243 – 2º andar, Beco Catarina Mina – Centro Histórico.
  • Mais informações: (98) 3231-8570 / (61) 9682-6752

FCP e ABC assinam projetos selecionados no Edital Conexão Brasil África

Iniciativa de cooperação internacional promove interação entre agentes culturais do Brasil, África, América Latina e Caribe

Uma ação internacional promovida pela Fundação Cultural Palmares (FCP) e a Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC – MRE) beneficiará agentes culturais afrodescendentes do Brasil, África, América Latina e Caribe. Trata-se da formalização dos quatro projetos selecionados do Edital Conexão Brasil – África, no próximo dia 04 de junho, às 17h30, no auditório da FCP. Os projetos foram escolhidos entre 75 propostas recebidas desde o lançamento do certame em 18 de julho de 2012.

Para Hilton Cobra, presidente da Fundação Cultural Palmares, apoiar a capacitação dos agentes culturais negros da África, America Latina e Caribe vai funcionar como um espaço de integração entre as atividades da FCP e a comunidade internacional. “Esse Programa é inovador, estreita as relações entre o Brasil e países do continente africano, berço da maioria das brasileiras e dos brasileiros. Com essa iniciativa potencializamos nossas perspectivas de intercambio e cooperação entre a FCP e instituições africanas de promoção das artes e culturas”, disse.

Cooperação internacional e cultura – De acordo com José Claudio Klein, da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE) o principal benefício do Programa é o investimento em cooperação técnica por meio da capacitação. Segundo ele a iniciativa vai fomentar as ações entre o Brasil e a África, de acordo com as diretrizes da política externa do Governo Brasileiro. “A ABC entende que o Programa Conexão Brasil África possibilitará que o Brasil possa sistematizar as manifestações culturais, por meio dos projetos selecionados, para fortalecer os valores culturais brasileiros e nossa própria cultura como produto da expertise brasileira”, destaca.

Troca de conhecimentos – Os projetos selecionados pelo Edital apresentam iniciativas para o intercâmbio de experiências entre indústrias criativas nas áreas de produção audiovisual e multimídia, gestão do patrimônio cultural, desenvolvimento local, segurança alimentar, práticas culturais tradicionais, turismo cultural e formação profissional. As ações selecionados representam a conexão entre os agentes culturais e as diferentes localidades:

  • Salvador, Moçambique e Cabo Verde – Arquivos digitais
  • Burkina Faso e Santos (SP) – Artesanato
  • São Paulo e Moçambique – Capoeira
  • Rio de Janeiro, Cabo Verde e Senegal – Cinema

Relação das propostas aprovadas

Edital Conexão Brasil – África – Lançado em 2012, o objetivo do Edital é apoiar a construção de capacidades de agentes culturais africanos e latino-americanos, a partir da experiência brasileira na execução de ações voltadas para a economia criativa com base na cultura africana e afrodescendente e na construção de políticas públicas para o apoio e desenvolvimento do tema.

Essa experiência positiva, deu base para a criação do Programa, que de acordo com Daniel Brasil, assessor internacional da FCP, é uma oportunidade para a Fundação Palmares qualificar esses públicos, a partir da experiência em executar políticas que potencializam a participação da população negra nos processos de desenvolvimento do país. “A Palmares está aqui para construir políticas públicas e mostrar para organizações e instituições o interesse e a capacidade de cooperar com países que têm processos históricos comuns”, destaca.

 

Denise Porfírio / Assessoria de Comunicação da Fundação Cultural Palmares

Cartilha do Itamaraty alerta para tráfico de jogadores, modelos e até capoeiristas

Com base em relatos de consulados desde 2010 foram constatados casos de exploração também de modelos, músicos, dançarinos, cozinheiros e professores de capoeira

São Paulo – O governo federal, em ação da rede consular desenvolvida desde 2010, identificou uma vertente do crime de tráfico de pessoas, mais comumente conhecido pelo abuso sexual: a exploração do trabalho, fora do Brasil.

Foram relatados casos de jogadores de futebol, modelos, músicos, dançarinos, churrasqueiros, cozinheiros de restaurantes étnicos e professores de capoeira com agentes e empresários que os colocam em situação de irregularidade migratória, exploração, abusos, maus-tratos, acomodação precária e retenção de passaportes e pagamentos. Na maioria, brasileiros jovens, sem experiência profissional e de residência no exterior. A partir dessa constatação surgiu a proposta da cartilha “Orientações para o trabalho no exterior – modelos, jogadores de futebol e outros profissionais brasileiros”, que será lançada amanhã (29), no Palácio do Itamaraty, em Brasília. O documento foi elaborado pelas áreas consular e cultural do Itamaraty e tem parceria da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da Ford Models. A proposta é fornecer informações e alertas sobre os riscos da irregularidade migratória. Em São Paulo, o lançamento será na SP Fashion Week, entre 11 e 16 de junho.

Armênia, China, Cingapura, Coreia do Sul, Filipinas, Grécia, Índia, Indonésia, irã, Malásia, Tailândia e Turquia são os países de onde vem a maioria dos relatos. Para jogadores de futebol, os convites para atuar no exterior costumam ser irresistíveis, mas o sucesso não chega para todos. Segundo Luiza Lopes da Silva, diretora do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior, da Divisão de Assistência Consular do Itamaraty, muitas vezes os garotos são levados a começar a trabalhar sem visto e com base em contratos injustos.

Para esses, a cartilha traz esclarecimentos e recomendações sobre transferência internacional, transferência sem contrato, viagem para testes, contratos, custeio de passagens, visto de trabalho e de negócios, clubes e agentes, retenção de passaportes, choque cultural, entidades locais de assistência e regulação, precauções antes de viajar e ao chegar ao exterior.

“Os meninos-alvo dos agentes mal intencionados são os mais jovens, que demonstram ter futuro. Eles se iludem com as promessas e acabam enfrentando enormes dificuldades, especialmente porque não dominam o idioma local nem o inglês e têm dificuldade de pedir ajuda. Aí ficam na mãos desses agentes, que extorquem, cobram dívidas, às vezes dão alojamentos que viram uma espécie de confinamento”, relata Luiza. Ela afirma que eles não ficam muito tempo nessa situação, mas que a experiência é traumática para a vida e não ajuda em nada a carreira.

A diretora se diz orgulhosa dessa iniciativa porque as informações foram chegando aos poucos e ao se materializarem na cartilha foi possível verificar que era a preocupação de muita gente, só ainda não havia sido verbalizada. Sobre as modelos, Luiza ressalta que elas não vão para passarelas, não vão fazer fotos de revistas nem terão a vida glamourosa com que sonham. “Elas são direcionadas para atividades paralelas, como vendas on line, catálogos para vendas. Muitas acham que estão sofrendo, mas que valerá a pena, mas são anos perdidos, é um atraso, um beco sem saída”, garante.

Segundo Luiza, o papel do governo é ajudar a conscientizar para que essas pessoas controlem a impetuosidade. “Otimismo é bom, mas não muito”, diz. Exemplo disso foi o que ocorreu com três garotas que viajaram para a Índia alimentando o sonho de ser modelos. Na semana passada, o juiz federal João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Civil de São Paulo, deferiu pedido de liminar da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, do Ministério Público Federal, que em ação civil pública relatou que as agências de modelos Dom Agency Models, de Passos (MG), e Raquel Management, de São José do Rio Preto (SP), enviaram as garotas para o exterior, uma delas menor de idade, com contratos de trabalho que não foram cumpridos. As agências estão impedidas de enviar modelos para o exterior por decisão do juiz federal. As duas agências são acusadas de tráfico internacional de pessoas.

Segundo informação da cartilha, o exercício da profissão sem contrato registrado e sem visto de trabalho é comumente associado a regime de servidão por dívidas. “Os salários, normalmente estipulados por sessão de trabalho, passam a ser quase totalmente retidos pelo empregador, a título de reembolso da passagem áerea e de pagamento do alojamento, sendo-lhes entregues diárias irrisórias, por vezes insuficientes até mesmo para alimentação.”

Os casos entre churrasqueiros, cozinheiros, dançarinos, músicos e professores de capoeira têm uma configuração comum que também as qualifica como tráfico – mas poucos admitem a condição de vítimas desse tipo de crime. “O normal é: ‘fui enganado, peguei um agente de má-fé, prometeram uma coisa e fizeram outra'”, relata Luiza. Mas ela garante: “É tráfico sim, embora não tenha cara. Para nós não interessa se a pessoa se vê como vítima, o que importa é que está se formando uma rede para levar as pessoas para exploração”.

O documento destaca que naturalmente há casos de sucesso, como cozinheiros que acabaram abrindo o próprio negócio. “Para cada caso de sucesso, contudo, muitos outros são de dificuldade, privações e abusos.”

 

Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br

FCP coordenará programa de cooperação internacional Conexão Brasil-África

A Fundação Cultural Palmares (FCP) é o órgão do governo federal que coordenará a construção de uma proposta de Programa de Cooperação Internacional voltada para a cultura africana denominada Conexão Brasil-África.

A proposta contemplará ações do Plano Plurianual como capacitação, pesquisa e educação, ciência e tecnologia, difusão cultural e formação profissional de agentes culturais.

O Plano Plurianual – previsto no artigo 165 da Constituição Federal estabelece as medidas, gastos e objetivos a serem seguidos pelo Governo Federal, Estadual ou Municipal ao longo de um período de quatro anos.

Para Daniel Brasil, da Assessoria Internacional da FCP, a iniciativa servirá para fomentar o potencial estratégico de base africana e afrodescendente como forma de apoiar processos de desenvolvimento nos países africanos, latino-americanos e Brasil por meio da cooperação internacional. “A ação certamente apoiará a capacitação de agentes culturais a partir do intercâmbio com base na experiência brasileira e sua diversidade.”

A iniciativa faz parte de uma ação prioritária do Ministério da Cultura. A previsão é que até o final de 2012 o trabalho final seja apresentado à presidenta Dilma Rousseff e as atividades iniciadas em 2013.

 

Criada em 1988, a Fundação Cultural Palmares é uma instituição pública vinculada ao Ministério da Cultura que tem a finalidade de promover e preservar a cultura afro-brasileira. Preocupada com a igualdade racial e com a valorização das manifestações de matriz africana, a Palmares formula e implanta políticas públicas que potencializam a participação da população negra brasileira nos processos de desenvolvimento do País.

Fruto do movimento negro brasileiro, a Fundação Cultural Palmares foi o primeiro órgão federal criado para promover a preservação, a proteção e a disseminação da cultura negra. Em seu planejamento estratégico, a instituição reconhece como valores fundamentais:

COMPROMETIMENTO com o combate ao racismo, a promoção da igualdade, a valorização, difusão e preservação da cultura negra;
CIDADANIA no exercício dos direitos e garantias individuais e coletivas da população negra em suas manifestações culturais;
DIVERSIDADE, no reconhecimento e respeito às identidades culturais do povo brasileiro.

 

http://www.palmares.gov.br

Festas e rituais da Bahia são homenageados em samba enredo da Portela

“Madureira sobe o Pelô, tem capoeira / Na batida do tambor, samba ioiô / Rola o toque de olodum… lá na Ribeira / A Bahia me chamou”.

Era esse o som que se ouvia na quadra do River Futebol Clube na tarde deste sábado (03/12), no Rio de Janeiro. O estado da Bahia, representado pela Bahiatursa – na pessoa de Domingos Leonelli, secretário de turismo da Bahia -, foi homenageado pela escola de samba Portela no samba enredo do Carnaval 2012.

Na feijoada do Grupo Recreativo Escola de Samba Portela, a Bahiatursa e mais de 200 operadores e agentes de viagens baianos eram convidados especiais. Com muita alegria, Leonelli contou que a Bahia será destaque na “passarela do samba” durante 160 minutos no Carnaval do ano que vem.

“Em 2012, nosso Estado será homenageado por duas escolas de samba cariocas. A Portela homenageia com o enredo sobre rituais e festas baianos. Já a Imperatriz Leopoldinense destaca a Bahia ao homenagear Jorge Amado. É uma exposição extraordinária, além de ser uma honra, é claro”, disse.

Muito além do enredo, que deixa o Estado em evidência na mídia internacional por conta da visibilidade do Carnaval do Rio, a Secretaria de Turismo da Bahia tem realizado muitas ações para aproveitar ao máximo a exposição.

“É uma sorte muito grande e precisamos maximizar os efeitos desse momento. Estivemos com a Portela na última Abav, no Soccerex e,hoje, na feijoada. Convidamos mais de 200 agentes e operadores da Bahia. Em breve, a Bahiatursa também estará na reinauguração da quadra da Portela. E a Portela, aliás, também tem participado de ações na Bahia e participará do Salão de Turismo em março do ano que vem. Ontem, o Diogo Nogueira, sambista e portelense, participou de uma ação no Elevador Lacerda, em Salvador. E não pararemos por aí. Estamos trabalhando nas ações para o pós-Carnaval”, contou o secretário.

A presença da Bahia no Carnaval carioca atrai atenção para o Estado, divulga sua cultura e agrega benefícios econômicos. Entretanto, Leonelli destaca outro aspecto que é beneficiado. “É muito bom ver a Bahia, que é terra do samba, presente no Carnaval do Rio. O turismo se beneficia, é claro, mas essas oportunidades despertam o que o setor tem de melhor: as relações interpessoais”, comentou.

Quem estava presente também era Luiz Carlos Brasileiro, secretário de Cultura e Turismo de Maragojipe, a 120 quilômetros de Salvador. Ele contou que o a cidade terá uma ala exclusiva no desfile da Portela. “Nosso Carnaval é muito tradicional, com mascarados e tudo mais. A essência do samba nasceu no recôncavo baiano e agora tem reconhecimento internacional”, contou.

“Está ouvindo? Esse é o melhor samba enredo do Carnaval de 2012. Vai ganhar, com certeza!”, despediu-se Leonelli. Eram esperadas 3 mil pessoas no evento, que contou com a presença de representantes da Bahiatursa; da diretoria, bateria e musas da Portela; da rainha de bateria e atriz, Sheron Menezes; e do compositor baiano Nelson Rufino, além de show de Gilsinho e Seus Capangas.

 

Fonte: http://www.mercadoeeventos.com.br

BAHIA capacita agentes e operadores em seminários

De olho no mercado turístico afro descendente, a Bahia realizará dois seminários de Turismo Étnico, a fim de promover o segmento em âmbito estadual, nacional e internacional para agentes e operadores de viagem. O 1º Seminário Estadual de Turismo Étnico-Afro ocorrerá em maio, e o 1º Seminário Nacional e Internacional será em agosto.

A presidente da Bahiatursa, Emília Salvador Silva, destacou a importância de investimentos nos mercados emissores para o turismo étnico, já que no ano passado o segmento teve incremento de 300% no fluxo. “Queremos investir mais no mercado nacional e buscar mais mercados internacionais. Estamos focando os mercados que mais podem trazer resultados positivos. Percebemos que os festivais gastronômicos são uma ótima forma de promover o turismo da Bahia, atingindo inclusive o público final”, declarou.

Já o coordenador Billy Arquimimo diz que os seminários irão mostrar a diversidade do turismo étnico. “Mostraremos os destinos onde terão os roteiros voltados para o segmento. A Bahia tem muita coisa para ser explorada pelo turismo étnico, não só o afro como o indígena também”, destacou.

Durante os seminários, o Escritório Internacional de Capoeira e Turismo da Secretaria do Turismo servirá para estabelecer um canal entre as academias, associações, grupos e escolas de capoeira com o trade turístico do Estado, qualificando e garantindo instrumentos de comunicação e promoção, além de viabilizar operações turísticas como forma de estímulo ao turismo étnico na Bahia. “A capoeira é a representação da ancestralidade africana e elemento chave do turismo étnico-afro. A capoeira fomenta a atração de turistas e valoriza a imagem do estado”, enfatiza a responsável pelo escritório, Tâmara Azevedo.

Brasilturis Jornal – http://www.brasilturis.com.br

Associação de Capoeira Lenço de Seda: Cultura e Cidadania em MG e no Mundo

Alguns dias atrás, tive a chance de conhecer o Mestre Reginaldo Véio, da Associação de Capoeira Lenço de Seda. Me impressionaram profundamente as palavras que ouvi – sobre o engajamento no ensino da cultura afro-brasileira para crianças; sobre a aproximação entre “universidade capoeira” e a universidade formal; sobre a resistência da capoeira angola frente à “coisificação” à qual o mundo globalizado tende a nos submeter.

O web-site da associação é, por si, um retrato da posição adotada: http://capoeiralencodeseda.org.br

Capoeira Angola voltada para o desenvolvimento de pessoas, de cidadãos.

Axé,
Teimosia

 

Lenço de Seda-CECAB é um centro cultural que há 30 anos atua em Educação e Cultura Afro-Brasileira com intervenções pedagógicas de formação de agentes culturais e educadores. Mantém uma agenda cultural voltada para processos de criação coletiva em inúmeros projetos de parceria, intervenção multidisciplinar e de formação e assessoria pedagógica.

Da criação coletiva a singularidade do tempo espiral que transforma a memória no agora, o futuro no agora.

Educação, Capoeira e Cultura. Tem um montão! E Tem pra todo mundo!

E o tanto que você quiser, e na hora em que você quiser.

O tempo é um e é agora! O Presente, seu!

 

A ONG

O Lenço de Seda – CECAB é oriundo de um projeto de Educação Popular financiado por uma ONG Holandesa, a CEBEMO, desenvolvido o ano de 1977 na região do Vale do Aço pelo CEDOC, ONG de Belo Horizonte MG com suporte da Diocese de Itabira MG e do Grupo ALFA de Timóteo.

Findo o projeto, o trabalho se multiplicou em diversas frentes, uma delas protagonizada pela parceria entre a Sociedade Cultural Pasárgada, hoje CECAB, e a Associação de Capoeira Lenço de Seda.

Com inspiração nas Pedagogias de Paulo Freire e com abordagens multidisciplinares mantém atividades culturais e de assessoria e formação de educadores e agentes culturais.

 

Atuação

Com uma agenda cultural anual significativa, há 30 anos desenvolvemos atividades de formação e capacitação de agentes culturais, educadores e gestores, especialmente em trabalhos de criação coletiva,  de relações humanas e de intervenções interdisciplinares, em parcerias com ONGs, escolas e universidades, ou em nossa atuação regional.

Mantemos atividades permanentes em práticas e vivências culturais e apoio e assessorias em mais de 80 projetos de parceria já realizados.

 

Missão

Nossa missão é buscar e propor soluções éticas e de qualidade na educação, na arte, na cultura e em processos de criação coletiva, com vistas à estruturação de um pais de cidadãos felizes identificados a suas tradições e arquétipos, capazes de contribuir com as outras nações na construção de um planeta, harmônico, pleno, saudável e justo.

 

O Mestre

Mestre Reginaldo Véio e Mestre Bola SeteMestre Reginaldo Véio, Mestre de Capoeira da Associação de Capoeira Lenço de Seda e presidente do Centro de Estudos da Cultura Afro-brasileira. Compõe o quadro de mestres da ABCA.

 

Endereço

Rua Vinte de Novembro, s/n, Timóteo.
Vale do Aço, Minas Gerais, Brasil.
CEP: 35180-020.

Fax / Telefone

31 3849 1039

 

FALC derruba edital que excluiu capoeira de processo seletivo

FALC E FENAL derrubam edital da SEE – CORAC/AL que excluiu a capoeira do processo seletivo para agentes culturais.

Caros camaradas,

Nos últimos quatro dias, a Federação Alagoana de Capoeira (FALC) e representantes do Fórum de Entidades Negras de Alagoas (FENAL) travaram uma luta histórica junto a uma das instâncias do poder institucional do Estado de Alagoas.

Através do edital 03/2008, da Secretária Estadual da Educação e do Esporte, fomos surpreendidos com a abertura de concurso público para agentes culturais da Coordenadoria de Ação Cultural (CORAC), do qual a capoeira foi excluída das atividades realizadas por esta coordenadoria.

Nos últimos sete anos, a pratica da capoeira vem sendo ensinada em escolas públicas alagoanas, através de contrato verbal com a CORAC. O mesmo acontece com a música, o teatro, balé, folguedos populares, artes plásticas, cinema, maestro de bandas. Neste tempo, a capoeira revelou-se peça fundamental na inclusão da cultura afro-brasileira nas escolas.

Diante de tal situação que caracterizou a exclusão por questões étnico-racial e descumprimento às Leis 10.639 e 6.814 a FALC com apoio do FENAL articulou as seguintes ações:

* Formação de comissão para contato direto e urgente com a CORAC e com a Secretaria de Educação do Estado de Alagoas. Os contatos foram feitos com Suely Cavalcante, diretora da CORAC e com Márcia Valéria Lima Santana, Secretária Estadual da Educação.

* Elaboração de carta e encaminhamento para a secretaria Márcia Valéria Lima Santana, solicitando a anulação ou aditamento do edital n° 03/2008, no intuito de incluir a capoeira no processo seletivo desta coordenadoria.

* Solicitação de estudo e viabilidade junto ao advogado da FALC e do advogado Betinho, para impetrar Mandato de Segurança no sentido de impedir a realização do processo seletivo;

* Contato com a Gerência de Educação Étnico-Racial – Arísia Barros, para solicitar a participação na reunião com a diretoria do CORAC;

* Reunião com a diretora do CORAC, exposição dos fatos, solicitação de cumprimento às leis, requerimento de inclusão da capoeira neste processo seletivo como ação inegociável, visão da capoeira dentro do processo de inclusão social, e disseminadora da cultura afro-brasileira no Brasil e no mundo.

Como resultado da nossa articulação e comprometimento pela igualdade de direitos e ocupação de espaços pela cultura afro-descendente tivemos:

* Reconhecimento que a capoeira, na sua prática e seu contexto histórico-social, muito tem contribuído no auxílio da educação dentro das premissas da CORAC;

* Entendimento da Secretaria do equivoco cometido na elaboração do edital;

* Comprometimento em abertura de vagas, neste processo seletivo, para capoeira com as mesmas cargas horárias dos últimos trabalhos;

* Correção do edital e republicação incluindo as vagas para agentes culturais de capoeira e ampliação do prazo de inscrição;

* Documento de compromisso do cumprimento das ações definidas junto à comissão formada pela FALC e a Gerência de Educação Étnico-Racial.

Esta é uma conquista histórica que representa, por uma lado, a força dos seguimentos afro-brasileiros quando unidos e conhecedor dos seus direitos, por outro lado, que os poderes institucionais tendem, se solicitado, a atender as nossas reivindicações pautadas nas leis e necessidades socias.

Mostrou também que, com urgência, se faz necessário a buscar constante da aplicação das Leis 10.9639 e 6.8114. E isto depende muito de nós, seguimentos do FENAL no sentido de buscar soluções e caminhos para que isto aconteça. Uma oportunidade está na capoeira como forma de ensinar a história e cultura Afro-Brasileira nas escolas, mas muitas outras deverão participar.

Como capoeiristas afirmamos a posição desta arte, movimento de luta legitima, rico no seu contexto histórico-social.

Quem é afro-descendente, quem é capoeirista, quem se identifica com a causa do nosso herói nacional – ZUMBI DOS PALMARES – Acredita e não abre mão da crença que: quando em situações adversas, não pudermos dar um passo à frente, é questão de vida, não darmos um passo atrás. Resistir sempre.

Agradeço a todos que direta ou indiretamente participaram desta conquista.

Comissão:

* Contra-Mestre Marco Baiano, Mestre Dumel, Professor Denis, Contra-mestre Leto, Professor Marcão, Professor Devagar, Prof. Arísia Barros –(Gerência de Educação Étnico-Racial), Dr. Reginaldo Gomes, Dr Alberto (Betinho)

Um grande abraço a todos.

Marco Baiano.

PRESIDENTE DA FALC

MT: Capoeira e Projeto social da PM envolve 250 crianças

Capoeira formando cidadãos e dando continuidade no processe de aprendizagem como diz aquele famoso ditado da capoeira:
"Sou Aluno que Aprende e mestre que dá lição…"
É assim que o camarada Tiago Leite, de 19 anos, antes aluno e participante do projeto social da Policia Militar, em Mato Grosso, agora instrutor voluntário de capoeira, vem exercendo a cidadania, divulgando e multiplicando a capoeiragem… juntamente com outros capoeiristas, participantes voluntários deste projeto que não esta apenas limitado a capoeira mais a outras areas e saberes fundamentais para o crescimento sadio e sustentado das crianças.
Luciano Milani

Uma pequena palestra sobre a tuberculose, proferida pela enfermeira Maria Carolina Rocha e uma encenação com cinco agentes do Posto de Saúde do bairro São João Del Rey, em Cuiabá, foram algumas das atividades promovidas pelo projeto PM Júnior, desenvolvido por policiais do 9º. Batalhão da Polícia Militar. As atividades ocorreram na tarde desta terça-feira (04.07) na sede da Associação dos Servidores da Assembléia Legislativa de Mato Grosso (Assalmat), e evolveram 52 crianças com idade de 9 a 17 anos.
 
Segundo a enfermeira, a equipe ministra palestras sobre temas diversos pelo menos uma vez por mês para crianças do período da manhã e da tarde. “Nós apresentamos os temas conforme eles nos pedem. Já falamos sobre a hanseníase e sobre drogas, sobre iniciação sexual e nossa próxima palestra é sobre hepatite”, explicou.
 
Segundo o coordenador do projeto PM Júnior que já tem três anos de implantação, sargento PM Alvino de Souza Silva Filho, ele tem como objetivo complementar a educação de crianças dos bairros situados na região do 9º. Batalhão, desenvolvendo atividades esportivas educativas e culturais e atualmente envolve 270 crianças divididas em dois núcleos.
 
“Temos o núcleo aqui do São João Del Rey com cerca de 120 crianças dos bairros Santa Laura, Osmar Cabral, Jardim Liberdade e Novo Milênio e aproximadamente 150 do Tijucal, São Francisco, Jardim Passaredo, Alto Coxipó e Jardim dos Ypês. A proposta é promover a integração da corporação com a comunidade e oferecer uma alternativa para evitar que as crianças fiquem nas ruas”, observou ele.
O sargento destacou que entre as atividades desenvolvidas estão as aulas de capoeira, de Educação Física, futebol recreativo, aulas de patriotismo, noções de Saúde, além de apresentações de dança e teatro. De acordo com ele são três instrutores que desenvolvem as atividades no período da manhã e da tarde e a única exigência feita às crianças é que elas estejam estudando.
 
Alvino diz ainda que o projeto depende muito de voluntários. É o caso dos agentes do Posto de Saúde e dos instrutores de capoeira, que também são voluntários. O estudante Tiago Leite, de 19 anos, atualmente professor de capoeira, mas também já foi aluno no projeto. “Eu também fiz parte do projeto agora ajudo como professor de capoeira”, afirmou ele.
 
Para a aluna e participante do projeto, Paula Graciane Leite, que já participa das atividades há mais de dois anos, aprender sobre saúde e praticar esporte é melhor do que ficar na rua. “Eu estou na 5ª série e gosto de dança e jogar bola. É melhor que ficar na rua”, disse ela.
 
ANDRÉ XAVIER
Redação/Secom-MT