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Aconteceu: Capoeira na Aldeia Cardoso

AFCS realizou apresentação de Capoeira na Aldeia Cardoso

No dia 02 do mês de Junho do corrente ano a Associação Feijoense de Capoeira, realizou mais uma “Roda de Capoeira “ na Aldeia Cardoso na estrada da BR364 ,que liga Feijó ao Munícipio de Tarauacá.

O evento ocorreu por conta do aniversário do Cacique da referida aldeia, e iniciou-se a partir das 15:00, além das comemorações indígenas que  seguiam-se ,os presentes puderam apreciar a apresentação com saltos maculêlê , capoeira regional feitos pelos alunos.

O encontro foi mais uma forma de unificação entre as culturas afro e indígenas ,e esse foi mais um evento em que a Associação Feijoense de Capoeira Senzala pode mostrar seu trabalho que vem realizando ao longo dos anos , resgatando e unindo culturas e pessoas .

 

http://capoeirasenzalafj.blogspot.pt

Encontro dos Povos Guarani da América do Sul

11.500 refeições foram servidas durante o Encontro dos Povos Guarani

Um dos pontos altos da organização do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul, foi o momento das refeições, servidas aos 800 indígenas e mais de 120 não indígenas, das equipes de apoio que trabalharam no evento. “Foram produzidas 11.500 refeições, entre café da manhã, almoço e jantar, durante os três dias do evento, além de um jantar de boas vindas no dia anterior, totalizando nove toneladas de alimento”, conta João Gonçalves, Coordenador-Geral de Promoção da Diversidade, Difusão e Intercâmbio Cultural da SID/ MinC.

Para isso, foi montada uma praça de alimentação na aldeia Tekoha Añetete com estrutura de cozinha e um espaço de buffet com 200 mesas e 800 cadeiras. Uma equipe de 30 pessoas foi contratada especialmente para elaborar as refeições.

Segundo Gonçalves, o cardápio, elaborado pelos próprios Guarani, tinha como ponto forte uma grande quantidade de verduras, frutas e legumes. “As frutas, como mamão, laranja, melancia e maçã, ficavam disponíveis na tenda de alimentação o dia todo, principalmente para que as mães pudessem oferecer às cerca de 150 crianças presentes”.

No almoço e jantar, além de legumes, como beterraba, aipim (mandioca), cenoura, batata e abóbora, acompanhavam o arroz e o feijão, macarrão e algum tipo de carne. Foram consumidos 1.000 quilos de peixe, 500 quilos de frango e 1.200 quilos de carne de boi. A erva mate, servida como chimarrão e como tereré, também foi colocada à disposição dos participantes durante todos os dias do Encontro, totalizando 240 quilos de erva, acrescentou João Gonçalves.

A xixa, uma bebida elaborada a partir da fermentação da canjica e consumida pelos indígenas durante os rituais de reza, era oferecida nas cerimônias religiosas realizadas após o jantar. A bebida era servida numa cuia, que circulava na roda de oração, passando de mão em mão. A xixa foi elaborada pelos anfitriões.

Além da estrutura montada para alimentação, foi contratada uma equipe médica e uma ambulância que ficou a postos 24 horas por dia. Além disso, uma equipe de limpeza formada por indígenas da aldeia anfitriã garantiu o bom estado do local durante o Encontro. Não houve nenhuma ocorrência médica.

Comunicação SID/MinC

Telefone: (61) 2024-2379
E-mail: identidadecultural@cultura.gov.br
Acesse: www.cultura.gov.br/sid

Nosso Blog: blogs.cultura.gov.br/diversidade_cultural
Nosso Twitter: twitter.com/diversidademinc

ALDEIA KILOMBO Século 21 lança os PRODUTOS CULTURAIS: PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá – MG

Curta metragem, revista, site e exposição fotográfica sobre a cultura popular de BH  têm lançamento no Palácio das Artes com a presença dos Mestres da Cultura Popular da cidade


AMANHÃ, SÁBADO, dia 05 de dezembro, a partir das 14h, no Palácio das Artes (Livraria Usina das Letras e sala Humberto Mauro), a ALDEIA KILOMBO Século 21, a Associação Cultural Eu Sou Angoleiro – ACESA e a ATOS Central de Imagens, realizam o lançamento dos produtos culturais “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá- MG”.

O evento integra as atividades em comemoração à CONSCIÊNCIA NEGRA e está sendo realizado com o coletivo ALDEIA KILOMBO SÉCULO 21, composto por oito segmentos da cultura popular de BH: Capoeira Angola, Dança Afro, Reggae, Hip Hop, Samba e Religiosidades (Candombe, Candomblé, e Congado).

Essas manifestações da cultura popular de BH foram abordadas como tema/PERSONAGENS do projeto “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá – MG” para a realização dos PRODUTOS CULTURAIS que serão lançados oficialmente no evento:

1- curta metragem “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá – MG” (realizado pelos alunos da Oficina de Produção Audiovisual “Documentos de Si”),
2- site www.eusouangoleiro. org.br
3- edição nº 3, da Revista “Angoleiro é o que Eu Sou!” (mais de 40 reportagens com mestres da cultura popular de MG).
4- Exposição fotográfica “Documentos de Si” (Still: fotos de cenas da gravação do curta)

ALDEIA KILOMBO SÉCULO 21 – ATRAÇÕES CULTURAIS
* RODA DE CAPOEIRA ANGOLA do grupo Eu Sou Angoleiro, com a participação especial de representantes de outros grupos de capoeira angola de BH.
* RODA DE CONVERSA: tema “Cultura de Raiz é resistência ancestral”
Com a presença de mestres da cultura popular de BH

D. Isabel (Rainha Conga de MG – Guarda de Congo e Moçambique 13 de Maio)

Mestre Dunga ( precursor da Capoeira Regional em MG),

Tatetu Arabomi (Movimento Nação Bantu),

Mestre Conga (velha guarda do Samba de BH),

Carlinhos de Oxossi (Grupo Fala Tambor)

Mediador: M. João Angoleiro

* MINI APRESENTAÇÕES de Dança Afro: Companhia Primitiva de Arte Negra

“PAZ NO MUNDO” EM NÚMEROS
Entre janeiro e março de 2009 realizamos as gravações do documentário em cinco estados: Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Salvador e Santo Amaro da Purificação (BA), Recife e  Olinda (PE) e Quilombo dos Palmares (Serra da Barriga- AL). Ao todo entrevistamos 25 mestres de capoeira angola (os mais expressivos/ importantes de cada estado);  18 mestres da cultura popular e ou agentes culturais; gravamos em 65 locações (12 BA, 25 RJ, 15 MG; 1 AL; 12 PE); Nossa equipe técnica contou com 30 profissionais e instruimos 23 alunos em nossas oficinas.

CAPOEIRA PARA ALÉM DO BESOURO
Mais do que a valorização dos golpes, da ênfase à luta, enfocada no filme “Besouro” o documentário “PAZ NO MUNDO CAMARÁ” propõe uma reflexão da capoeira para além do movimento corporal. O movimento da capoeira angola é um movimento de revolução pessoal e social. É uma luta, mas pela valorização de nossa ancestralidade, de nossas raízes e pela liberdade, realizadas nos terreiros da cultura popular em todo o Brasil.
O QUE É “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá”
Nosso projeto consiste principalmente na produção de um documentário televisivo de 55 minutos sobre os 400 anos da Capoeira Angola no Brasil. Através de uma ampla pesquisa realizada nos estados do Rio de Janeiro, Bahia (Salvador e Recôncavo Baiano), Pernambuco (Recife e Olinda), Alagoas (Parque Nacional Quilombo dos Palmares – Serra da Barriga) e Minas Gerais, buscamos compreender como a Capoeira Angola conseguiu em menos de um século, transformar- se de uma luta praticada pela “escória social”, o primeiro crime terror dos republicanos oitocentistas, em um “instrumento de inclusão social e paz no mundo” – palavras do Ministro da Cultura Gilberto Gil, proferidas em conferência na ONU/Genebra em 2004.
O documentário televisivo “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá”, foi idealizado pela ATOS Central de Imagens, em 2005 e desde 2007 vem sendo realizado em parceira com a Associação Cultural Eu Sou Angoleiro. Ele ficará pronto em 2010 e será veiculado no Canal Brasil, na TV América Latina (TAL), além de TVs abertas e fechadas exibidoras desse gênero, e em mais de 60 festivais e mostras de cinema no Brasil e no mundo. Serão produzidas 200 cópias desse produto cultural que poderá ser utilizado como um novo material didático, criado para subsidiar a implantação da Lei nº 10.639/03 em escolas de Minas Gerais, e também distribuído para imprensa, formadores de opinião, embaixadas e patrocinadores. 

TODOS OS PRODUTOS CULTURAIS do projeto PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá”:
1- Revista “Angoleiro É o que Eu Sou!” – Edição 3;
2- reformulação do site www.eusounagoleiro. org.br/portal200 9;
3- Oficinas de Produção Audiovisual “Documentos de Si” e de “Animação e Contação de Histórias”;
4- Exposição fotográfica;
5- curta metragem 15 min: “ PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a Volta que  o mundo dá- MG”;
6- documentário televiso, 55 min, “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a Volta que  o mundo dá”.

SERVIÇO
ALDEIA KILOMBO SÉCULO 21

faz o LANÇAMENTO dos produtos Culturais

“PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá- MG”

Data: 05/12/2009 – sábado
Local: Livraria Usina das Letras (Palácio das Artes) – Av. Afonso Pena, 1537, Funcionários.
Horário: 14h

ASCOM: Carem Abreu (9105-4369) 
Informações: (031) 4063-9822
www.atosimagens.com.br ou www.eusouangoleiro.org.br

Mulheres Indígenas no contexto sócio educacional brasileiro

Aconteceu no dia 09/03/2009 no auditório Horácio Macedo na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) pela ocasião das comemorações do Dia da Mulher, o evento “Mulheres Indígenas no contexto sócio educacional brasileiro”, apoiado pelo Centro de Estudos Afrânio Coutinho/Faculdade de Letras.

Organizado pela UFRJ e a Rede GRUMIN de Mulheres Indígenas os participantes discutiram sobre a inserção da mulher indígena no mercado de trabalho, sobre saúde e educação; sobre a violência e o preconceito sofrido ainda hoje; trouxeram suas próprias experiências e seus exemplos de conquista.

O evento aconteceu somente para indígenas do Rio de Janeiro, como as guaranis da Aldeia de Paratimirim e de Camboinhas, indígenas da ocupação do antigo Museu do Índio e indígenas que vivem na cidade, entre outros indígenas, como uma prévia da Quarta Mesa de Trabalho Rumo ao Fórum Nacional da Mulher Indígena para novembro de 2009. Essa 4ª Mesa de Trabalho acontecerá no início de maio com a participação de indígenas de outros Estados e três indígenas internacionais.

Envolvidos com o tema e com o apoio e presenças dos homens indígenas, Cristino Wapixana do Nearin (Núcleo de escritores e artistas indígenas) do INBRAPI (Instituto Indígena Brasileiro para a Propriedade Intelectual) homenageia as mulheres com trechos de seu poema e sua flauta:

“Mulher morena, amarela, vermelha, parda, branca pele, peso leve. É brisa branda, ventania, belas formas, linda lua, soberana estrela nua!”.

Tini-á Fulni-ô disse que no seu povo a sociedade é matriarcal, e nos contou histórias sobre a força feminina fulni-ô. Disse que aos nove anos de idade perguntou à sua mãe como ele nasceu. Seus pais mostraram-lhe naturalmente a beleza do ato sexual, que é um ato de amor, e logo depois lhe contaram que foi assim que ele nasceu, comparando a mulher à terra. Já a líder guarani de Camboinhas, Dona Lídia disse que as mulheres da sua aldeia ouvem seus conselhos, pois no seu povo o mais velho é respeitado e passa valores aos mais jovens.  A curandeira disse contente junto às suas filhas presentes, que no próximo evento falará bem mais, e se desculpou por não dominar a língua portuguesa. A professora Vera Kauss, uma das organizadoras do evento, ressaltou a importância de se registrar e publicar as histórias indígenas, que trazem o conhecimento, a sabedoria dos povos indígenas, tão necessária à sociedade ocidental. Também foi importante a fala das jovens guarani, de Paratimirin. Evaneide falou sobre a importância do curso que está fazendo de reciclagem de papéis, onde tivemos a oportunidade de ver uma bela agenda feita no referido curso. A jovem guarani nos disse que dos cinco alunos do curso, ela é a única mulher.

Evanilde nos contou sobre o treinamento da saúde da mulher guarani, do qual ela participou. Ela respondeu a perguntas do público sobre métodos anticoncepcionais, que não são aceitos pela comunidade. Ela nos disse que  o pré-natal é feito com sucesso na aldeia. Silvia Nobre Wajãpi fez um oportuno comentário sobre a fala da jovem guarani, dizendo que hoje o infanticídio tem diminuído  com relação às crianças que nascem com deficiências nas aldeias, pois são realizados tratamentos médicos com essas crianças, para que se tornem saudáveis. A fala de Silvia foi confirmada pela agente de saúde guarani. A professora Nelilda Ormond disse que o que importa é que este evento será registrado, estando a universidade ciente da realização do mesmo e que está fazendo todo o empenho para apoiar os eventos do GRUMIN e NEARIN. Nelilda é a coordenadora geral do evento. Eliane Potiguara apresentou os instrumentos jurídicos nacionais e internacionais como caminhos para a garantia dos direitos das mulheres indígenas, além de citar os avanços após a Constituinte de 1988 e avanços após a Declaração Universal dos Direitos Indígenas que ajudou a escrever nas décadas passadas, além de agradecer o “finca pé” que estão realizando como parceria com a UFRJ. O líder Darci Guarani enfatizou a importância dos cânticos e coral indígenas, assim como Xohã frisou os traços, o design indígena como uma marca da ancestralidade. O evento ocorreu num clima de muita paz e respeito entre todos e todas. Tajira Kilima secretariou o evento e recolheu assinaturas para a constituição dos “AMIGOS DO GRUMIN”. O GRUMIN, UFRJ e parceiros partem agora para a realização da 4ª Mesa de Trabalho Rumo ao Fórum Nacional da Mulher Indígena, para início de maio de 2009.

Release escrito por ELIANE POTIGUARA*

    *   Escritora, professora e ativista indígena coordenadora do GRUMIN e Diretora do INBRAPI

www.grumin.org.br
www.elianepotiguara.org.br
www.inbrapi.org.br