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Jovens pacientes superam limites em aulas de capoeira inclusiva na AACD

Inclusão através do esporte para a superação de muitos limites. Essa é a fórmula para um grupo de 35 jovens pacientes da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), na Ilha Joana Bezerra, Zona Central do Recife. Todas as segundas, das 14h às 15h, eles têm encontro marcado com o mestre de capoeira voluntário Severino Santos de Almeida Júnior, o Mestre Júnior, responsável por levar ao universo das crianças a adaptação, do jogo, da luta, da tradição da Capoeira, criada pelos escravos africanos e trazida ao Brasil na época em que o País era uma colônia portuguesa.

O projeto, chamado de capoeira inclusiva, foi levado à entidade em Pernambuco pelo mestre em 2006, após um evento sobre a prática da capoeira na AACD de São Paulo, focada em pacientes amputados. “O que começou meio suspeito é, hoje, uma verdade”, comemora Mestre Júnior, de 44 anos, também professor de educação física e história, com 35 anos voltados à prática desse esporte e sua história, onde ele cita a seguinte máxima dita pelo Mestre Pastinha: “Capoeira é tudo que a boca come”. Confira videorreportagem do NE10:

A dinâmica da aula é desenvolvida após análise da ficha médica de cada aluno, assim como as atividades fisioterapêuticas desenvolvidas com a equipe da AACD. A partir dessa avaliação, o professor trabalha o lado lúdico do esporte e o enriquecimento muscular, já que a Capoeira trabalha o sistema Cardiovascular, Sistema auditivo que por sua vez aguça os reflexos do paciente e o Sistema Neurológico, através da música com os instrumentos da Capoeira (berimbau, pandeiro, atabaque e etc.) e ao som mecânico com CDS de Capoeira, associado aos valores desenvolvidos nos atletas: disciplina, superação e motivação. Apesar das diferentes especificidades, mestre Júnior garante: “A aula de um é para todos”. Para um dos alunos, Pedro Lucas, de 9 anos, conseguir entrar nas aulas, há três anos, foi a realização de um desejo. Entre risos envergonhados, o jovem afirma: “Eu queria muito entrar nesse grupo e minha mãe conseguiu”, conta. Quando questionado sobre de qual parte gosta mais, é taxativo: “Gosto mais de cantar”.

A capoeira inclusiva, além de desenvolver a habilidade social, auxilia na fisioterapia recomendada para cada aluno e contribui com a reabilitação do paciente. É o caso de Brenda Carlla, uma das mais velhas do grupo. “Eu percebi que desenvolvo mais. Antes da capoeira, eu caía muito quando pegava carona em bicicleta, agora não caio mais”, conta a jovem de 17 anos, que desde os dois anos de idade faz tratamentos na AACD e começou as aulas com o mestre Junior há seis anos. As aulas semanais são aguardadas ansiosamente não apenas pelos alunos, mas também por suas mães. Para Jacira Muniz, 45 anos, mãe de Thiago, de 14 anos, os resultados são gratificantes. “A gente que é mãe vê a evolução. A questão que ele faz de vir. Ele até mostra os movimentos que aprendeu. A capoeira faz a diferença”, comemora Jacira, que se dedica exclusivamente aos cuidados com o filho.

Marília Lima, 31 anos, mãe de José Ricardo, 7 anos, chegou a pensar em desistir de acompanhar os filhos na aula. O pequeno é portador da Síndrome de Lesch-Nyan, uma doença hereditária e metabólica rara que causa disfunção neurológica, cognitiva e alterações de comportamento. “Eu queria desistir, mas o mestre não deixou. Com a continuidade, ele melhorou bastante. Antes de entrar na capoeira, quase não tinha contato com outras pessoas. Agora, ele até pede para vir”, conta.

“Para mim foi muito importante. O pouco que eu consegui é muita coisa”

O outro filho, Matheus Guilherme, de apenas um ano e nove meses, também é portador de Lesch-Nyan. Se depender da mãe, será o mais novo paciente a ser apresentado ao poder de reabilitação da capoeira inclusiva.

Pedro Lucas já participa da capoeira inclusiva há três anos. O que mais gosta nas aulas é de cantar

AULAS – Para participar das aulas, o aluno precisa ser paciente AACD e enfrentar uma fila de espera com cerca de 70 pessoas. O requisito para começar o tratamento na entidade é a apresentação de um laudo médico que comprove a necessidade do paciente em realizar procedimentos de reabilitação física.

 

Além das aulas semanais, a instituição promove o Encontro de Capoeira Inclusiva. O evento marca o batismo e a troca de cordas das crianças e adolescentes que formam o grupo de capoeira da AACD. “Temos desde a graduação infantil especial, que são seis cordas, até a graduação adulta, com nove cordas”, explica Severino Júnior.
A Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) é uma instituição sem fins lucrativos que atende crianças e jovens de 0 a 16 anos com deficiência física e adultos amputados e lesionados.

Inaugurada em 1999, a AACD Pernambuco já ultrapassou 149 mil consultas clínicas e 833 mil terapias realizadas para crianças de todo o Norte e Nordeste. Atualmente, é mantida através de parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS) e realização de projetos com venda revertida à instituição.  Para marcar a triagem específica para cada patologia na AACD, o paciente ou seu responsável deve apresentar ao setor de Serviço de Atendimento Médico e Estatístico (Same) um relatório médico que descreva o diagnóstico e tratamento realizado na fase aguda ou inicial da doença, além das condições atuais em que o paciente se encontra. Após avaliação de uma equipe multidisciplinar, será elaborado o tratamento de reabilitação na AACD. Se por acaso a patologia não for tratada na associação, o paciente e família são orientados a realizarem o tratamento em instituições especializadas na deficiência relatada.

 

AACD Pernambuco
Endereço: Avenida Advogado José Paulo Cavalcanti, 155, Ilha Joana Bezerra Recife  Telefone: 3419.4000

Mestre Junior: (81)977018889/86192109

Foto: Malu Silveira / NE10

 

Africa do Sul: Carnaval com o bloco do Berimbau

O Mestre Estivador da Fundacao SulAfricana de Capoeira ao longo dos anos vem  tentando ajudar e desenvolver varias atividades  nas comunidades de baixa renda da Africa do Sul no combate contra o racismo e  xenofobia . As atividades serao demonstradas atraves de manifestacoes culturais mais um ano no Carnaval,  dia 3 de Setembro de 2011.

O Carnaval  ” O Pale Ya Rona Carnival”  sera realizado no distrito de Soweto, um bairro da periferia de Johannesburgo conhecido como símbolo de resistência durante o regime do apartheid imposto pela minoria branca, onde o Nelson Madela morou ateh antes de sua prisao e agora tem o suntuoso estádio Soccer City tao sediado durante a copa do mundo.

Este ano a cultura brasileira, sera representada pela criancas das escolas publicas em quatro estilos ( Ala 1 demonstrando a danca Frevo , Ala 2 com o bloco do berimbau com participacao dos capoeiristas, Ala 3 com os alunos da escola Real Samba e Ala 4 com os percussionista do BATALA).

Apesar do pais ter passado pelo o apartheid  ainda existem muitos resquicios  e os capoeiristas sao incentivados a dar todo o suporte, diz o Mestre Estivador. Apos a escola as criancas teem a oportunidade de participar de atividades socio culturais tais como; aula de  capoeira , aula de dancas afro brasileiras , aulas de percussao brasileira e  etc , alem das visitas a abrigos e Ong’s  onde o projeto “Capoeira & Solidariedade” realizado por mulheres capoeiristas do grupo, sob a coordenacao do mestre contribuem de forma positiva na inclusao social, tirando as criancas de situacoes de riscos.

A grande recompensa disto tudo , eh ver o sorriso as criancas e jovens apos as aulas comenta o mestre.

(Enviaremos fotos do evento)

Espero que gostem do assunto! Para nos brasileiros que moramos aqui, ver os estrangeiros curtindo nossa cultura, compartilhando e tentando ajudar a sociedade e o racismo ainda eh presente , eh muito delicado, dificil mas a capoeira so nos tras alegrias…..bjs Iso.

www.capoeira.co.za

Nota de Falecimento: Mestre Nacional

A capoeiragem carioca perde mais um grande mestre de renome… Mestre Nacional, um ícone da Capoeira, irá deixar saudades, muitas marcas e exemplos para que possamos seguir… Fica aqui nossa singela homenagem asssim como nossos votos de profundo pesar a toda família Alvarenga, amigos e camaradas do nosso querido Mestre Nacioanal.

Luciano Milani – Portal Capoeira

 

Adalberto de Souza Alvarenga, internacionalmente conhecido como Mestre Nacional, começou a capoeira em 1966 aos 17 anos de idade, no Vila Futebol Clube, na rua Ururaí, com Mestre Vandique e na quadra de escola de samba Vila Santa Tereza e em 1968 foi servir ao Exército Brasileiro, compondo assim, a brigada paraquedista.

Após retorno de mestre Vandique a bahia, mestre Nacional passa a treinar na residência de mestre Julio Cesar figueró, na rua Picuí, n 373, em bento ribeiro, com os treinos constantes no Imperial Atlético Clube, na estrada da Portela em Madureira, hoje galeria apolo 1, passa a dilvulgar a sua capoeira por todo Rio de Janeiro e outros estados fazendo participação em varias novelas da Rede Globo, tais como: Cabana do Pai Thomaz, Escrava Isaura, Pulo do Gato, dentre muitas outras.

Ficou conhecido como mestre Nacional em virtude de percorrer as rodas com a camisa do Banco Nacional, local onde trabalhou na area de segurança, com transporte de valores, por muitos anos e na roda da Central do Brasil os alunos do mestre Dentinho do grupo de Capoeira Auê assim o chamavam.

Ganhou seu título de mestre na década de setenta na comunidade Jorge Turco, após uma roda de capoeira na praça de Coelho Neto, foi convidado por Antonio Candeia Filho, o conhecido mestre Candeia, em 1975 a ministrar aulas de capoeira no Esporte Clube Veja na rua Curipé, n 65, em Coelho Neto sede provisória do Granes Quilombo, onde residia atualmente na rua ouseleik, n 810 fazenda botafogo e por onde passaram varios alunos.

Mestre de renome, teve grandes composições que estão no cd “Momentos de Mestre Nacional”, amigo inseparavel de mestre Medeiros, juntos fundaram a Associação Cultural de Capoeira Quilombo Nagô que mantem viva suas tradições na quadra do Grêmio Recreativo de Arte Negra Quilombo, local da roda mensal, sempre no último domingo de cada mês, das 10:00hs as 13:00hs.

Grande poeta da capoeira sabia como ensinar, “cada roda é uma aula e a história continua ” , exemplo de perseverança, na roda da vida nunca deu seu golpe em vão…

Mestre Nacional RJ – 26 / 04 / 1949 a 23 / 06 / 2011

 

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“O RIO DE JANEIRO CHORA..E A TRISTEZA E GERAL
SE FOI E DEIXOU SAUDADES NOSSO MESTRE NACIONAL.”

QUE DEUS O TENHA EM GLORIAS!!!
QUE OS BERIMBAUS TOQUEM NO PARAISO.

…subiu mais um grande guerreiro..
na terra por todos querido!

 

Fontes: R@da Virtual – http://www.cppa.com.br/

Aconteceu: Projeto Cultura e Comunidade reuniu quase 2 mil pessoas em Nilópolis

No último domingo (25), a Prefeitura Municipal de Nilópolis, através da Secretaria Municipal de Cultura deu início ao projeto “Cultura & Comunidade” em evento que reuniu artistas locais de vários setores da cultura como dança, teatro, música, capoeira e exposição de fotos da cidade, do início a meados do século passado.

O evento, realizado na Praça Manoel Gonçalves dos Santos, no bairro Paiol, estava programado para as 16h. Porém, a partir das 11h já havia moradores no local observando a exposição. Segundo o secretário de Cultura, Augusto Vargas, cerca de duas mil pessoas marcaram presença no evento.

Após a passagem de som das bandas, foi dado o início para as apresentações. O grupo de capoeira Fundação, liderada pelo Mestre Serpente foi o primeiro a se apresentar, seguido pela professora de dança Valéria Brito e seus alunos. Na seqüência, a peça “O Casal”, dirigida pelo professor de teatro Luiz Valentim, o grupo musical Viola de Cocho, seguido pela apresentação teatral “Doce Ilusão”, o grupo de reggae Raízes que Tocam; após a cantora Ana Paula, em seguida, o grupo de rock Mimesis e, encerrando a bateria de atrações, o grupo de forró Nó Cego.

“Os moradores sentiram-se prestigiados pela escolha do bairro para a abertura do Cultura & Comunidade e mostraram satisfação com o evento como um todo”, declarou Augusto Vargas, aproveitando para anunciar que a próxima edição será realizada no Bairro Cabral no próximo dia 08/08 na Praça do CEM.

 

Site da Baixada – http://noticias.sitedabaixada.com.br

Cultura e Tradição: Capoeira muda a vida de crianças em Fortaleza

“Exu é o senhor do movimento, então tudo que está quieto e parado ele tenta movimentar, assim é o próprio mundo. Ele tem um chapéu metade preta e metade vermelha”.

O relato continua. “Dois reis que se tratavam como irmãos realizavam sempre um festival de confraternização entre os reinos e Exu passava e presenciava sempre a mesma coisa, todos amigos a vida toda. No festival, os tronos ficavam lado a lado e o povo confraternizando. Em uma festa, Exu se traveste de príncipe e passa no meio dos dois tronos, cumprimenta os reis e some no meio da festa. Eles comentam sobre a beleza e o chapéu do príncipe, no caso Exu disfarçado, e divergem das cores que cada um viu. Para os reis a palavra era incontestável e um deles ficou ofendido daí se agridem e começam um embate que vira uma guerra que dura anos. Quando os dois reinos estão quase destruídos, os reis sentam para negociar uma trégua e Exu refaz o trajeto ao contrário e cumprimenta novamente. Os reis vendo cores contrárias do que viram da primeira fez, se voltam um ao outro pedindo desculpas e selando a paz novamente”. Essa história reflete a composição da dialética, a tese, a antítese e a síntese. É a sabedoria africana contada pelo Mestre Armando Leão ao grupo de crianças que fazem parte da Capoeira Angola e moram no Campo do América em Fortaleza.

Angola no Campo do América

Os instrumentos são os mesmos, mas a dança da Capoeira Angola é diferente da Capoeira Regional. A Angola é constituída por movimentos complexos misturando ritmo e luta, sendo o estilo que mais se aproxima da forma dançada pelos negros africanos. A expressão cultural chegou ao Campo do América após relatos da realidade vivida pela comunidade, que é cercada pelos prédios de luxo da Aldeota e que divide espaço com alguns problemas sociais como drogas, exploração sexual na Avenida Beira-Mar. A atividade despertou a curiosidade entre as crianças que além de aprender Capoeira, têm também aulas de arte e cultura africana através de uma linha pedagógica, com base na contação de histórias.

O Mestre Armando afirma que muitos quando chegam pra conhecer a Capoeira Angola, trazem a ideia do senso comum da existência de uma única capoeira e alguns se decepcionam porque querem dar saltos entre outros golpes, então quando percebem que o ritual é diferente ficam frustrados.

Durante as aluas, as crianças aprendem a tocar os instrumentos de percussão (reco-reco, agogô, pandeiros, berimbaus – gunga, médio, viola – e atabaque). A ladainha cantada e a dança são ensaiadas e assim se preparam para além de viver com a influência dos ensinamentos africanos também se apresentarem em eventos.

Adversidade para a realização do trabalho

A iniciativa de ensinar esses valores não é algo fácil, já que a realidade de Fortaleza se configura em um cenário em que igrejas católicas e protestantes disputam os fiéis e criticam a prática da Capoeira Angola atribuindo ser “coisa do demônio”. Além disso, existem as dificuldades financeiras que o grupo enfrenta para manter o mínimo de estrutura. Mestre Armando diz que não existe perspectiva de ser um projeto social com apoio institucional. O que conseguiram até agora foi resultado da coletividade e algumas atividades financeiras que propiciaram a compra dos uniformes padronizados da Capoeira Angola (calça preta e blusa amarela). O grupo realizou passeios culturais onde as crianças já conheceram os museus ao redor do Dragão do Mar, visitaram um projeto no bairro Serviluz que desenvolve trabalho de fotografia com crianças, Praça Adahil Barreto e a Praça Luiza Távora (Pracinha da Cearte).

Histórias de infâncias roubadas

Algumas realidades vistas no local são de abandono. Porque os pais têm que trabalhar, muitas crianças passam parte do dia nas ruas por não ter nenhuma atividade e ficam sujeitas a todos os tipos de violências e assédios. Há muitas crianças com um potencial de agressividade por consequência da falta de oportunidade ou por não conhecer carinho familiar. Todas, porém, convivem com a propaganda da vida de luxo de alguns que moram nos prédios da vizinhança. São relatos que para o Mestre “afasta o diálogo entre os pais e filhos e com as rodas de conversa durante a Capoeira aos poucos vai contribuindo para o retorno dessa aproximação, tendo em vista uma convivência mais harmoniosa e respeitável,” enfatiza.

Após as aulas que acontecem na Matriz Criativa Núcleo de Ação e Desenvolvimento, as crianças são levadas em casa e o Mestre conversa com os pais sobre a criança ou sobre algo que possa vir a contribuir com o desenvolvimento psicológico e afetivo. O Mestre relata que uma vez foi à casa de uma aluna que, por volta de três horas da tarde, estava sem ter ingerido nenhum alimento. Ao perguntar por que ela ainda não tinha se alimentado, ela respondeu que se alimentava sempre depois que a mãe chegava do trabalho após as cinco horas ou quando um tio levava alguma coisa. Histórias de vida como essa, de crianças que crescem com dificuldades em meio às ofertas do tráfico, fazem parte do cotidiano do Campo do América. Isso para o Mestre Armando é um desafio para se desconstruir e é possível através dos ensinamentos africanos e da prática da capoeira.

Absorção de conhecimento

Além da dança e da música, as crianças escutam as histórias e podem recontar em outras aulas e assim os conhecimentos são repassados. E uma dessas ferramentas é a encenação, metodologia que, segundo o Mestre Armando, contribui para estimular a imaginação infantil. Ele relata que muitos quando escutam histórias sobre Ogum, Olorum entre outras, identificam-se e isso faz com que eles entendam a dinâmica do mundo a partir de outra visão.

Para o Mestre Armando o trabalho por ele desenvolvido é uma necessidade religiosa e ancestral, um dever que tem de repassar os seus conhecimentos. “Os alunos precisam saber viver bem, concebendo a capoeira. Todo esse esforço é para que isso influencie na vida das crianças e que elas consigam viver daqui pra frente a partir da tradição da Capoeira Angola”, conclui.

De Fortaleza,
Ivina Carla (Acadêmica de Jornalismo)

http://www.vermelho.org.br

MG: Mestre Museu & Homenagem Municipal

De Minas gerais, nos chega a informação, através do camarada, Professor Gelol, que Mestre Museu acaba de receber uma grande homenagem da Camara Municipal de Belo Horizonte.

"Mestre Museu vem divulgando e trabalho em prol da capoeira,e após anos e anos de batalha com os projetos sociais em agromerados e recuperando vários jovens do mundo do crime e das drogas, ele recebeu uma homenagem da camara municipal de Belo Horizonte no dia 17 de setembro de 2007 do então presidente Dr Totó Teixeira, pelos serviços prestados as comunidades carentes.Ele foi o unico capoeirista ate hoje na Cidade de Belo Horizonte que ganhou esse premio de CIdadão honorário na Capital Mineira.Após essa homenagem Mestre Museu fez um grande mundial no qual ele formou vários capoeiristas e batizou muitas crianças dos projetos sociais."

Professor Gelol – Fundação Internacional Capoeira Artes das Gerais – F.I.C.A.G

Aproveitamos ainda para divulgar o próximo evento da Família Fundação Internacional Capoeira Artes das Gerais – F.I.C.A.G:

Mestre Museu

Forte de de Santo Antônio Além do Carmo: Cultura recuperada

O dia em que o Forte renasceu para a capoeira
 
No ponto de vista pessoal, a data 18/12/2006 ficou marcada na história da capoeira como sendo o dia em que o poder público mostrou preocupação em reformar um espaço adaptado perfeitamente à cultura da capoeira. A resistência dos grupos dos mestres Moraes e João Pequeno em permanecerem ensinando há anos, e promovendo rodas de capoeira num local em estágio avançado de depredação, foi consagrada na reforma com salas novas, bem iluminadas e entregues aos seus respectivos responsáveis, cedendo uma sala para o representante da capoeira regional, o mestre Nenéu, salas para auditório, exposições, sanitários e vestiários. Uma infra-estrutura completa foi criada para acolher a capoeira, não descaracterizando o aspecto arquitetônico do Forte de Santo Antônio Além do Carmo.
 
O espaço foi reinaugurado para os seus frequentadores, no entanto nasceu um novo nome para representar a cultura que ali se instalou, originando o Forte da Capoeira. O evento de reinauguração iniciou-se por volta das 16:30h, com a presença de autoridades públicas do estado da Bahia, inclusive o seu atual governador Paulo Souto, que após cerimônia permanceu no local apreciando as homenagens e as rodas de capoeira que ali se formaram sob a coordenação do Dr. Leal. Após homenagens, mestre Nenéu iniciou uma roda de capoeira regional ensinada pelo mestre Bimba, com a participação de alguns de seus discípulos, seguida por uma roda de capoeira angola, comandada pelo mestre Moraes, com o jogo de mestres da capoeira angola e encerrada com os mestre Moraes e João Pequeno vadiando.
 
Eulálio e Evanilda Cohim
Trenel Cruzeiro de São Francisco
Aluna Formada Lua Nova
Aconteceu: INAUGURAÇÃO DO FORTE DA CAPOEIRA
O governador Paulo Souto inaugura amanhã, às 17h, a restauração do Forte do Santo Antônio Além do Carmo, que agora abriga o Forte da Capoeira, Centro de Estudos, Pesquisa e Memória da Capoeira. Em seguida, o governador abre a mostra comemorativa aos 25 anos do museu Abelardo Rodrigues, no Solar Ferrão (Pelourinho). A restauração do forte foi feita pela Secretaria de Cultura e Turismo com o acompanhamento do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac). No local funcionarão oito salas de aula, memorial dos mestres da capoeira, biblioteca, oficina de instrumentos e auditório. A mostra aberta no Solar Ferrão apresenta 250 obras barrocas selecionadas do acervo de 850 peças do museu, projeto patrocinado pela Secretaria da Cultura e Turismo, através do Fundo de Cultura (Funcultura) e realizada através de parceria entre a Secretaria da Cultura e Turismo e Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), através da Diretoria de Museus.
 
 
Associação Brasileira de Preservação da Capoeira tem a honra de convidar V.Sª. para a inauguração das novas instalações do Forte de Santo Antônio Além do Carmo – FORTE DA CAPOEIRA, Salvador-Bahia-Brasil, no dia 18 de Dezembro de 2006.
Programação:
16:30h – Abraço ao Forte de Santo Antônio Além do Carmo pelos capoeiristas.
17:00h – Ato Solene com a presença do Exmº. Sr. Governador do Estado da Bahia, Paulo Ganem Souto.
18:00h – Roda dos Mestres 2006
Endereço: Largo de Santo Antônio Além do Carmo, s/nº, Santo Antônio, Salvador – BAHIA – BRASIL
www.fortedacapoeira.org.br
De Trincheira a Forte da Capoeira 
 
INAUGURAÇÃO DO FORTE DA CAPOEIRAO Forte de Santo Antônio Além do Carmo está situado no local da extinta “Trincheira Baluarte de Santiago”, construída pelo arquiteto Francisco Frias, por ordem do governador Diogo Luiz de Oliveira, chegado à Bahia em 1626.
 
A “Trincheira Baluarte de Santiago”,  foi levantada em 1627 após a expulsão dos holandeses de Salvador. Em 1638, no período que antecedeu a segunda Invasão Holandesa na Bahia, o Conde de Bagnoli mandou reerguê-la às pressas. Nesse mesmo ano, quando Maurício de Nassau tentou expugnar a praça de Salvador, encontrou fortificada a posição da “Trincheira Baluarte de Santiago”, que lhe ofereceu tenaz resistência e da qual nunca conseguiu passar.
 
Uma inscrição lapídea existente no edifício dá conta de que, no Consulado de Francisco Barreto e sob reinado de D. Afonso VI, foram feitas reformas que terminaram no ano de 1659. Continuou, entretanto, sendo uma construção de terra, porém de boa qualidade.~
 
A construção de pedra e cal situa-se entre o final do século XVII e início do século XVIII.
 
Na sua História Militar, Mirales atribui o início da sua construção a D. João de Lencastro, sendo a obra concluída na gestão de D. Rodrigo da Costa (1702 – 1705).
 
Em decorrência de fortes chuvas no dia 1º de Julho de 1813 verificou-se um grande desabamento de terras na montanha contígua ao baluarte setentrional.
 
Em 1828, o major Francisco de Paula foi designado administrador da fortaleza, onde passou a morar com sua família. Seis anos depois, em  05 de Setembro de 1841, o Forte de Santo Antônio recebeu um novo hóspede: Xisto de Paula Bahia, quinto filho do major Francisco de Paula e D. Tereza de Jesus Maria do Sacramento Bahia.
 
Esse hóspede veio a ser o importante compositor, músico, cantor e ator baiano do século XIX, Xisto Bahia.
 
INAUGURAÇÃO DO FORTE DA CAPOEIRAO Forte de Santo Antônio Além do Carmo, além das funções de guardião de defesa da Cidade teve, desde os primórdios, uma vocação histórica para ser prisão e, ainda como fortificação, abrigou, no melancólico mister de cárcere, muitos prisioneiros ilustres, tais como:
 
– 1711: Sebastião de Castro Caldas, capitão general de Pernambuco, donde vinha fugido dos efeitos da Guerra dos Mascates;
– 1713: José Correa de Castro, ex-governador da possessão Africana São Tomé e Príncipe;
– 1720: Luís Lopes Pegado Serpa, procurador mor da Fazenda Real do Estado do Brasil;
– 1817: José Inácio de Abreu e Lima, futuro General do Exército de Simon Bolivar;
– 1835: Homens Negros da Revolta dos Malês.
 
Em 1830, a Secretaria de Estado de Negócios da Justiça cedeu o imóvel ao Município para servir de Casa de Correção.
 
Entretanto, segundo Silva Campos, conforme relatório de 1847, o Presidente da Província fala de consertos no edifício para aquartelamento da Guarda Nacional, considerando igualmente, que a transformação da fortificação em presídio ( Casa de Correção ) só vai acontecer, efetivamente, a partir de 1863.
 
Consta ainda que, em período incerto do século XVIII serviu de prisão para loucos indigentes.
 
No ano de 1861, foram removidos para o Forte os presos civis que se encontravam no Ajube.
 
Em 1949, o intendente municipal Joaquim Wanderley de Araújo Pinho, efetuou várias reformas na Fortaleza, tanto no interior como no exterior, remodelando a frontaria e construindo nova parte entre os dois antigos baluartes.
 
No início da década de 50, a fortaleza foi transformada em Casa de Detenção da Cidade de Salvador, tendo sido desativada em 21 de Outubro de 1976.
 
INAUGURAÇÃO DO FORTE DA CAPOEIRANa história mais recente, abrigou muitos presos políticos do regime Militar instaurado em 1964, alguns deles muito conhecidos, como os irmãos Santana: Marcelo, Sérgio e Yeda; os economistas Albérico Bonzan e Maria Lúcia Carvalho; o advogado José Pugliesi; Carlos Marighela; os engenheiros: Luiz Contreiras e Marco Antônio Medeiros; o físico e professor da UFBA Roberto Max Argolo; o administrador de Empresas Nidalvo Quinto dos Santos, entre outros.
 
No inicio de 1979, o monumento passou a ser ocupado pelo Bloco Carnavalesco “Os Lord´s” e a partir de 1981 sofreu intervenções físicas, a fim de abrigar o Centro de Cultura Popular, inaugurado em 20 de Agosto de 1982, cuja implantação teve o apoio do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado da Bahia – IPAC, Fundação Cultural do Estado da Bahia – FUNCEB e da Prefeitura Municipal de Salvador.
 
No período de 1975 a 1981 foi desenvolvido o ante-projeto elaborado pelo técnicos: Vicente Deocleciano Moreira, Jéferson Bacelar e Maria Conceição Barbosa de Souza, cujo objetivo era a ocupação social do monumento.
 
No período de 1982 a 1988 o Bloco Afro Ilê Ayiê realizou seus ensaios no pátio interno da fortificação.
 
Em 1990 as atividades do Centro de Cultura Popular foram praticamente desativadas, a exceção de dois expressivos símbolos de resistência em defesa do Forte, ou seja, duas escolas de Capoeira: Centro Esportivo de Capoeira Angola, do Mestre João Pequeno de Pastinha e o Grupo de Capoeira Angola Pelourinho, do Mestre Moraes.
 
Populares ocuparam e depredaram as instalações da fortaleza, cuja culminância foi a degradação do monumento, que ficou em estado de ruína.
 
Em 1997, o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado da Bahia – IPAC, promoveu os meios para a fortaleza ser desocupada, iniciando novos estudos para a sua restauração e reativação.
 
Em Setembro de 2003, o Centro de Referencia Cultural da Secretaria da Cultura e Turismo do Estado da Bahia, iniciou um novo projeto de restauração e ocupação da fortificação, elaborado pelas arquitetas Vivian Lene de Correia Lima e Costa e Luciana Diniz Guerra Santos.
 
Após a recuperação da edificação a sua ocupação está prevista com a implantação do Centro de Referência, Estudo, Pesquisa e Memória da Capoeira – Forte da Capoeira.
 
As obras de restauração foram iniciadas em 22/03/2006 e sua conclusão está prevista para Dezembro de 2006.
 
Forte da Capoeira
http://www.fortedacapoeira.org.br