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‘Herança Africana’ é apresentada no palco do Teatro Amazonas

Espetáculo do Balé Folclórico do Amazonas retrata a influência negra. 
Duas apresentações serão realizadas nesta quarta-feira e domingo.

Capoeira, lundu, gambá, dança do rapachão e o samba são manifestações com influências negras. Essa ‘Herança Africana’ é o tema de um espetáculo do Balé Folclórico do Amazonas, que será apresentado nesta quarta-feira (2) e domingo (6), no Teatro Amazonas, Centro de Manaus. As apresentações serão às 21h e 19h, respectivamente. Os ingressos custam R$ 10 e R$ 20 e podem ser adquiridos na bilheteria do teatro (pelos telefones: (92) 3622-1880/3622-2420) ou pelo site www.bestseat.com.br.

O espetáculo é dirigido por Conceição Souza e é resultado da pesquisa dos colaboradores Eliberto Barroncas e Railda Vitor. ‘Herança Africana’ vai destacar algumas manifestações regionais deixadas como legado cultural do negro.

A concepção do espetáculo aproveitou o trabalho realizado no projeto Escada Sem Degraus, iniciativa que envolve pesquisas de música regional e artes visuais. “Visitamos grupos de dança lundu em Itacoatiara, composto em sua maioria por mulheres, cujo estilo de dança é diferente daquele apresentado em Belém. De acordo com a localidade, a mesma dança possui características diferentes”, explica Railda.

O Balé Folclórico do Amazonas foi criado em 2001. A companhia, composta por 33 bailarinos e que se encontra com elenco renovado desde novembro de 2013, já participou de eventos como o Festival Amazonas de Ópera e Concerto de Natal.

 

Fonte: http://g1.globo.com/

Aconteceu: Festival de capoeira em Peruíbe

Festival de capoeira marca programação esportiva em Peruíbe, neste final de semana

Evento terá presença de mestres e grupos de capoeira da região

Uma das modalidades esportivas mais praticadas no país, a capoeira terá destaque na programação do Verão Total Peruíbe 2014. Neste final de semana, será realizado o “Capoeirando à Beira-Mar”, com a participação de mestres e grupos de capoeira da região.

Com diversas apresentações gratuitas, o evento mostrará os aspectos culturais que marcaram a história da modalidade, com as técnicas, a dança e o ritmo que influenciaram na formação do esporte que é genuinamente brasileiro. Além das rodas de capoeira, o público poderá conferir apresentações de samba e maculelê.

O “Capoeirando à Beira-Mar” terá início neste sábado (18), às 9h, com uma roda de capoeira no Espaço Cultural Chico Latim (Avenida São João, s/n°). O mesmo local receberá às 19h um Festival de Capoeira, com a presença de vários grupos regionais. Já no domingo (19), às 9 horas, o público vai conferir uma aula aberta de capoeira na Praia do Centro. Todas as atividades são gratuitas.

O Verão Total 2014 é uma iniciativa da Prefeitura de Peruíbe, que promoverá diversas atrações culturais e esportivas até o final de fevereiro.

FCP celebra o 20 de novembro na Serra da Barriga-AL

A programação, que inclui cortejos, oficinas, shows e apresentações culturais, será encerrada com um show do cantor e compositor Martinho da Vila

A Fundação Cultural Palmares – MinC (FCP) preparou uma programação especial para as 10 mil pessoas que devem visitar o município de União dos Palmares, em Alagoas, até 20 de novembro – Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. De 17 a 20 de novembro, os visitantes poderão participar de cortejos, oficinas, shows e apresentações culturais que vão celebrar a data mais importante do calendário afro-brasileiro.

De acordo com Hilton Cobra, presidente da FCP – MinC, o intuito da programação, além de celebrar a data, e provocar discussões sobre cultura e estética negra. “Nós acreditamos que a arte e a cultura também são totalmente capazes de eliminar as barreiras da desigualdades e promovem a inclusão. A nossa população precisa disso”, afirma.

Sem barreiras geográficas – Jovens negras e negros de União dos Palmares e Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal, vão transpor barreiras geográficas para trocar experiências sobre como eles se organizam na área cultural e em busca de políticas públicas nas duas cidades. É o Escambo Cultural: de Ceilândia à União dos Palmares, que acontece no dia 17, às 14h.

De acordo com Lindivaldo Júnior, diretor do Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afro-brasileira da FCP – MinC, a ação também está vinculada ao plano Juventude VIVA, programa do Governo Federal que visa à prevenção à violência contra a juventude negra. “O nosso encontro é uma forma de responder as últimas notícias que apontam que 35,2% das vítimas de homicídios ocorridos no Brasil em 2011 eram homens negros entre 15 e 29 anos”, aponta.

“Nós não vamos discutir questões de segurança pública, mas vamos buscar soluções dentro da cultura. Como os jovens de União dos Palmares estão se organizando para vencer as estatísticas? Quais ações os jovens de Ceilândia estão desenvolvendo? É isso que queremos descobrir”, completa Lindivaldo.

Corpo, cor e movimento – Entre os dias 18 e 19, a cultura negra, nas mais diversas formas e expressões, vai invadir União dos Palmares. Serão ministradas as oficinas “Juventude Negra: Corpo, Cor e Movimento”, que exibirão movimentos de Hip Hop e Breack, técnicas de discotecagem, conceitos de estética negra e movimentos de dança afro. Além dos encontros, o evento “Resistência Negra em Cortejo” levará aos moradores desfiles de afoxés de Alagoas e Pernambuco que sairão em cortejo até a Praça da Matriz.

O grande dia – A grande celebração será realizada no Parque Memorial Quilombo dos Palmares, localizado na Serra da Barriga. O Parque, que é uma referência ao Quilombo dos Palmares – o maior, mais duradouro e mais organizado refúgio de escravos das Américas – será palco de atrações que têm como objetivo conscientizar, promover e valorizar as diversas artes e culturas afro-brasileiras.

O banho de cheiro realizado por religiosos de matriz africana inicia as atividades do dia, que contará ainda com cortejo sagrado e a cerimônia de depósito de flores na Lagoa Encantada dos Negros. O rito vivencia as religiosidades afro-brasileiras, ainda vítimas da intolerância religiosa, alimentada pelo ranço do racismo estrutural no país. “As celebrações reverenciam a memória do líder negro Zumbi dos Palmares, morto pelo escravismo e pelo racismo que continua na vida da população brasileira”, pontua Cobra.

Apresentações de tradições culturais,rodas de capoeira e oficinas fazem parte da agenda do dia, que será encerrada às 20 horas com o show de um dos principais nomes do samba,o cantor e compositor Martinho da Vila, que canta sucessos como “Canta, Canta Minha Gente”, “Mulheres” e “Madalena do Jucú”.

Confira a programação completa:

FCP celebra o 20 de novembro na Serra da Barriga-AL

Festival Cultural da Melhor Idade reunirá cerca de 300 idosos

Festival Cultural da Melhor Idade reunirá cerca de 300 idosos no próximo dia 08 de dezembro, que farão apresentações de puxada de rede, samba de roda e capoeira

O projeto de Capoeira adaptada, fomentado pelo Grupo de Capoeira Mandinga e a Ong JUNTOS, avança e proporciona novidades para seus alunos da terceira idade

Dona Terezinha não perde uma aula. Sagradamente, duas vezes por semana, ela deixa de lado a rotina usual de dona de casa para praticar uma atividade um tanto inusitada para alguém com mais de 60 anos: a capoeira. Num primeiro contato, Terezinha pensou que não daria certo. Como uma atividade que pede pulos, ginga e sincronia de movimentos caberia a um idoso?

 

Cabe. Hoje, três anos depois, Dona Terezinha – ou Maria Terezinha do Nascimento, de 63 anos – aguarda ansiosa suas aulas de capoeira adaptada, atividade feita graças à iniciativa da ONG JUNTOS (Jardins Unidos No Trabalho de Obras Sociais) e do projeto Tempo da União, braço cultural da Associação de Capoeira Mandinga, que atua em diversas regiões com seus projetos sociais e culturais.

 

Terezinha faz parte de um grupo que atualmente conta com 380 idosos. Todos, segundo a própria praticante, descobriram os benefícios da terapia. As aulas de capoeira adaptada aos idosos começaram na sede da ONG JUNTOS, situada na zona leste da capital, com cerca de 60 idosos, que até então participavam de terapias ocupacionais pouco aeróbicas, como a musicoterapia.

 

Da capoeira para o interesse a práticas da cultura afro descendente, foi uma questão de tempo. No próximo dia 08 de dezembro, o grupo fará apresentações de bate latas, dança do coco, puxada de rede, teatro focando a temática da escravidão, samba de roda e maculelê. Após as apresentações haverá um campeonato de capoeira com premiação para os primeiros três colocados. “Os resultados desse trabalho são gratificantes. Não somente em termos de qualidade de vida, mas pelas lições, pela vivacidade que eu presencio no convívio diário” – afirma Cibele Moura, capoeirista há 17 anos e professora da turma, que tem seu aluno mais novo com 60 anos e, o mais velho, 94.

 

 

Sobre o evento

 

I Festival Cultural da Melhor Idade

 

 

Organização Grupo Capoeira Mandinga – ONG Juntos

Dia 08 de dezembro às 10h

Local: Sede da ONG Juntos – Rua Cânfora, 90 – Jardim Brasília.

O evento será aberto ao público e contará com a presença do Mestre Maurão, a frente do Grupo de Capoeira Mandinga e um dos maiores nomes dessa cultura no mundo.

 

“É o terceiro evento que realizamos para essa turma tão especial. No entanto, para essa edição, colocamos mais atividades culturais, uma vez que os alunos foram inseridos na capoeira, que é uma prática mantenedora das culturas regionais brasileiras que serão apresentadas.” – sinaliza Mestre Maurão.

 

Baobá Comunicação [email protected]

Londrina: 5º Simpósio de História e Cultura Afro-brasileira

5º Simpósio de História e Cultura Afro-brasileira termina com música neste domingo em Londrina

Este domingo (25) é o último dia para aproveitar as atrações do 5º Simpósio de História e Cultura Afro-brasileira em Londrina. Ao longo do dia, músicos, artistas e roda de capoeira prometem complementar a agenda cultural de Londrina.

O destaque fica para a parte musical do evento no Aterro do Lago Igapó, das 16h às 20h. Banda Ziriguidum,Grupo Vozes Barrocas, Projeto Ovelha Negra Rock Nacional, Mc Rei, Dj Fran, Joaquim Braga e Banda Ensaio de Blues sobem aos palcos.

Está programada também a apresentações da Capoeira Angola no Espaço Cultural Vila Brasil e no Calçadão, no período da tarde. A Vila Brasil também abrigará um sarau cultural com muitas atrações.

Haverá ainda um espetáculo de hip hop “O uso negro e ourso branco”, na Gibiteca Zona Norte, e várias outras atividades no mesmo local e o culto afro na nona Igreja Presbiteriana Renovava, localizada na Rua Francisco Gabriel Arruda.

Durante os 15 dias, o 5º Simpósio de História e Cultura Afro-brasileira em Londrina promoveu experiências diversificadas ao público participante, como visitas a quilombos, palestras em escolas, visitas à terreiros, projeções de filmes, oficinas de estética negra na periferia, apresentações musicais em homenagem a Clara Nunes, discussão da temática violência e juventude e a realização do segundo Cortejo Afro.

Ainda neste domingo, será realizado o 5º Encontro Municipal da Rede de Mulheres Negras de Londrina DST, HIV, AIDS, DOENÇA FALCIFORME. O evento ocorre na Rua Astolfo Nogueira, 191.

 

http://londrina.odiario.com

LADODALUA, no Centro Cultural Rio Verde

“Intimista e simples”,  em poucas palavras segundo o percussionista Dalua, esse é o espírito que define série de apresentações que começa no próximo dia 28 de fevereiro no Centro Cultural Rio Verde, e segue até o mês de julho.

Reconhecido pela qualidade e originalidade de sua música, Dalua, que em vinte anos de carreira acompanhou artistas como Lenine, Ana Carolina, Maria Rita, Jair Rodrigues, e Arnaldo Antunes, apresenta trabalho autoral ao lado da banda LADODALUA, com repertório que permeia clássicos do samba, a elaborações virtuosas que dão ênfase a percussão e ao improviso.

“Tudo é criado e concebido a partir da percussão. Esse conceito artístico confere à banda uma riqueza de ritmos e muita potência sonora. A guitarra imprime uma sonoridade rock and roll, enquanto os sopros trazem o jazz, somados ao samba do cavaquinho” – ressalta Dalua

“Baião” de Luis Gonzaga, e Humberto Teixeira, “Todo dia era dia de índio”, de Jorge Benjor, “Summer time” de Gershwin e “Berimbau” de Baden Powell e Vinícius de Moraes estão entre os clássicos reinterpretados. Já “Onde tem tambor” e “Saudades das Minas” são composições dos próprios integrantes da banda, que já começam a ter coro entre admiradores que acompanham a trajetória do grupo.

Dalua inicia o show com uma roda de capoeira liderada por Mauro Porto da Rocha, mais conhecido como “Mestre Maurão”, criador do Grupo Capoeira Mandinga. Mestre Maurão por sua vez, trará a cada sexta-feira, convidados especiais, que representam a raiz da capoeira regional. “Foi dentro do ambiente da capoeira, aos seis anos, que encontrei a percussão. A capoeira foi a porta de entrada para o que determinaria meu caminho musical” – observa Dalua, e completa “Mestre Maurão, além de referência de seriedade na capoeira, faz um resgate do samba de umbigada que já vem sendo apreciado por muita gente” – finaliza.

 

Sobre Dalua e sua banda

 

Paulista de Santo André, Dalua não pertence a uma família com tradição musical. A música adentrou em seu caminho quando começou a tocar na noite aos 15 anos de idade. Daí em diante, transformou-se em um grande nome quando o assunto é percussão, acompanhando de perto grandes nomes da música popular brasileira.

Suas referências sonoras são Roberto Carlos, Bezerra da Silva, Elton John, Sidney Magal, Luís Gonzaga, Elis Regina, Jair Rodrigues, e um som mais pesado como AC/DC, Iron Maiden, Sex Pistol, Beatles.

Já o LADODALUA foi formado na região do ABC, sendo fruto de um projeto delineado pelo percussionista, com o objetivo de fazer música genuinamente brasileira, temperada com diferentes sonoridades.  O primeiro trabalho da banda apresenta um reflexo da trajetória de Dalua, que também assina a direção geral do espetáculo. A banda promove uma simbiose de influências trazidas da capoeira e outros ritmos, que produzem elementos sonoros das mais variadas origens. Uma Jam session social de influências, repertório, bom gosto e sonoridade.

A formação do LADODALUA é:

Dalua na percussão e voz,

Elder Costa, guitarra e voz,

Emilio Martins , percussão,

Marcelo Resende, cavaquinho e voz

Edy Trombone, trombone, bombardino e percussão

Doutor Otávio, contrabaixo acústico e elétrico.

www.ladoladua.com.br

 

Sobre Mauro Porto da Rocha – Mestre Maurão

Mestre Maurão inicia na capoeira em 1979, na cidade de Santo André/SP, no Grupo Nova Luanda, liderado por Mestre Valdenor, onde se formou no ano de 1985. Na adolescência, Mestre Maurão teve contato com o lendário Mestre Caiçara (Bahia) com quem pode ter um convívio muito próximo, tendo assim conhecimento legítimo de hábitos da velha Bahia.

Muitos Mestres foram referência na sua trajetória, em especial estão: Mestre Valdenor dos Santos, responsável por sua formação e Mestre Canhão (Discípulo de Mestre Bimba) que o auxiliou e orientou em sua profissionalização como capoeira. Mestre Maurão participou na década de 80 de vários campeonatos onde consagrou-se Tri-Campeão Brasileiro (consecutivo), além de ter sido por 14 anos Campeão Paulista.

Na década de 90 morou na Inglaterra onde ministrou aulas de capoeira e participou de apresentações e shows sobre a cultura brasileira. Em São Paulo foi uma das lideranças da famosa Roda da Praça da República, considerada como uma das rodas de capoeira mais tradicionais do mundo pelo fato de juntar vários capoeiras de diversas partes do Brasil.

Mestre Maurão adquiriu um grande respeito não só da comunidade capoeira, mas, angariou o respeito e a admiração de quem acompanhou a sua estória e o seu trabalho. Vivências e fatos que o levaram a ser internacionalmente conhecido como um grande atleta da Capoeira e um grande propagador da Cultura Afro-Brasileira.

 

Sobre o Centro Cultural Rio Verde

Concebido para ser um espaço de experimentação artística, com infraestrutura para produção de shows, eventos, ensaios e reuniões, o Centro Cultural Rio Verde transformou-se, desde a sua criação em XXXX em um polo cultural da Vila Madalena. Uma incubadora de novos talentos, onde jovens e artistas consagrados se movimentam em pleno processo de criação.

Suas dependências seguem uma estética orgânica que permite um formato multiuso e interseção das múltiplas artes. Um local sempre em transformação, emoldurado por peixes do Rio Tietê e por uma exposição permanente de orquídeas brasileiras acompanhadas de um catálogo de quarenta e três espécimes da flora nativa e estrangeira.

As apresentações, mostras e festivais que acontecem no Centro Cultural Rio Verde passam por um Conselho Consultivo que avalia a relevância do evento para o cenário cultural e artístico. Sua outra marca distintiva é a preocupação com a documentação e preservação dos processos e produtos criados no espaço. Muitos desses eventos são registrados e distribuídos em uma generosa divulgação na sua Rádio Web e outros meios.

Enfim, um espaço tridimensional, como os objetos produzidos na serralheria do Rio Verde e que decoram suas áreas internas e externas que também são locadas para ensaios de dança, teatro, música e eventos corporativos e particulares. Ponto de encontro de produtores, artistas e público interessado em produções artísticas e intelectuais, o Centro Cultural tem muitos parceiros, o que proporciona uma agenda e atividades diversificadas, como uma Biblioteca Comunitária Infanto-Juvenil e considerável acervo de videodança e videoarte.

 

SERVIÇO

Show Ladodalua –

Todas as últimas sextas-feiras de cada mês.

Abertura: 28 de fevereiro

Com apresentações até o final do mês de julho

20h30 Abertura com roda de capoeira de Mestre Maurão

23h00 Início do show da banda LADODALUA

Entrada: preço único R$ 20,00 reais

Nome na lista R$ 10,00 reais  –  e.mail:  [email protected]

Duração do show: 1h20 minutos

Local: Centro Cultural Rio Verde: www.centroculturalrioverde.com.br

Rua Belmiro Braga, 181 – Vila Madalena

Tel: 011 34595321

Abertura da casa: 19h30

Lanchonete no local

Aceita cartões de crédito

 

 

Assessoria de Imprensa

Erika Alexandra Balbino

011 34822510 – 34826908

Rua Porangaba, 149

04136-020 – SP – SP

www.baobacomunicacao.com.br

Twitter @Baoba_Comunica

SID/MinC: Aprendizados do Encontro de Saberes

Alunos da disciplina Artes e Ofícios dos Saberes Tradicionais apresentaram na manhã desta quarta-feira, 19 de janeiro, no Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília (UnB), o que aprenderam com os mestres e mestras da Cultura Popular brasileira ao longo do segundo semestre de 2010 pelo projeto Encontro de Saberes. Américo Córdula, secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC) participou e interagiu com os estudantes durante o evento.

O objetivo desta iniciativa do MinC foi promover o diálogo entre os saberes acadêmicos e os saberes tradicionais, populares e indígenas, além de contribuir para o processo de reconhecimento de mestres de artes e ofícios como docentes no ensino superior.

Para a apresentação de hoje, – haverá outras turmas na sexta-feira (21) – os alunos representaram todos os mestres e mestras com que conviveram na disciplina. Mostraram o lhes foi ensinado como o cuidado com as plantas e a importância dos valores que as culturas populares trouxeram para suas vidas. Eles dançaram e serviram um delicioso chá aos presentes. Os alunos do projeto Encontro de Saberes estão fazendo suas apresentações finais. Eles tiveram liberdade para escolher o formato de suas apresentações, sendo assim, alguns estão realizando performance, outros fizeram um filme ou artigos.

“Obter um conhecimento desses dentro da universidade, no meio acadêmico, está sendo uma experiência maravilhosa. Vou levar comigo para sempre porque são saberes para a vida”, afirmou a estudante de Artes Cênicas da UnB, Camila Paula. Para a aluna, aprender a cuidar das plantas e de sua saúde por meio da natureza figura uma nova maneira de ver o universo. “Hoje olho para uma planta e vejo que ali tem vida e muito a oferecer.”

Sobre a convivência com os mestres e mestras da Cultura Popular do país, Camila garante que a humildade e o prazer em ensinar fez toda a diferença no compartilhamento de saberes: “Isso é maravilhoso porque a gente vive em um mundo onde algumas pessoas querem guardar o conhecimento para si, ou outros professores que humilham alunos por julgar saberem mais.”

A disciplina Artes e Ofícios dos Saberes Tradicionais fez parte da grade regular de graduação do segundo semestre de 2010 da UnB e esteve acessível a estudantes de todos os cursos. O Encontro de Saberes é realização da SID/MinC em parceria com a UnB e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Inclusão no Ensino Superior e na Pesquisa, órgão do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Saiba mais sobre o projeto Encontro de Saberes

(Texto: Sheila Rezende, SID/MinC)
(Fotos: Marina Ofugi, ASCOM/MinC)

Semana da Consciência Negra: Florianópolis promove dialógos com comunidade

Dia de Zumbi dos Palmares contará com caminhada, debates e apresentações culturais

Para promover a igualdade social, Florianópolis é cenário da Semana da Consciência Negra até o dia 24. Com o tema Diálogos com a Comunidade, o evento contará com
palestras e debates, oficinas de arte negra, mostra de vídeos, apresentações artísticas, exposição das atividades desenvolvidas por projetos sociais, em diferentes pontos da Capital.

A Caminhada da Diversidade Cultural e Religiosa, em comemoração ao Dia Nacional da Umbanda, abriu a programação na manhã desta segunda-feira. Na terça-feira, o tema “População Negra e Emancipação Social” será discutido às 19h, no auditório Paulo Sturart Wright da Assembleia Legislativa, seguido de uma homenagem às tradições de matrizes africanas.

Dia de Zumbi dos Palmares

O ponto alto da Semana da Consciência Negra será no próximo sábado, Dia de Zumbi dos Palmares. Para homenagear o líder negro, a programação especial contará com café da manhã no Palácio Cruz e Souza e a Caminhada das Expressões Culturais e Religiosas pelas ruas do Centro, reverenciando os locais da memória da população negra.

Para as 10h, está marcada a realização de um painel em homenagem às personalidades negras de Florianópolis. Na programação ainda estão previstas roda de capoeira, apresentações artísticas com Africatarina, Abadá Capoeira, Escola de Samba Mirim Os Mensageiros da Alegria, Escola de Samba Mirim da Consulado, Batukaé, Ilha Palmares, Cedep e Centro Escrava Anastácia e Dandara. 

A programação continua com Arma-zen, Hip Hop, Amigos do Samba, Torresmo à Milanesa, Samba da Saia, alas da Velha-Guarda da Copa Lord, Consulado, Unidos da Coloninha e Protegidos da Princesa, a partir das 14h.

::: Confira a programação completa no site da Coordenadoria de Políticas Pública

DIARIO.COM.BR

Carta Aberta – Fórum Estadual de Cultura Popular da Paraíba

Encaminho abaixo a Carta Aberta elaborada por artistas e mestres da cultura popular tradicional, em parceria com pesquisadores, integrantes de ONGs e outros mediadores culturais, em defesa da cultura popular. A carta foi escrita de forma colaborativa, em sucessivas reuniões do Fórum Estadual de Cultura Popular da Paraíba.

O documento é constituído por vários pontos, que podem ser sintetizados na busca de um tratamento digno e respeitoso aos artistas e mestres da cultura popular tradicional e a seus saberes, por parte dos responsáveis por eventos e pessoal de apoio. Além disso, reivindica-se a priorização da cultura popular nos eventos e, sobretudo, o apoio a suas formas de realização tradicional, nas comunidades, de forma permanente e que facilite sua continuidade.

Há na carta uma proposta de isenção de impostos ou definição de alíquota zero para os cachês de artistas e mestres da cultura popular tradicional, que propomos como campanha nacional.

Divulgue esta carta aberta. A cultura popular e os que a realizam agradecem.

Abraços,

Marcos Ayala

 

CARTA ABERTA

 

AO GOVERNADOR DO ESTADO DA PARAÍBA

AOS DEPUTADOS ESTADUAIS

AOS PREFEITOS DOS MUNICÍPIOS PARAIBANOS

AOS VEREADORES PARAIBANOS

AOS PARTIDOS POLÍTICOS

AOS GESTORES E PARTICIPANTES DE FUNDAÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS DE CULTURA

A PROFESSORES, PESQUISADORES E GESTORES DE INSTUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS DE ENSINO

AOS PROFISSIONAIS E ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO

À POPULAÇÃO DA PARAÍBA

 

Pontos de uma Política Cultural para as Expressões Culturais Populares Tradicionais da Paraíba.

O Fórum Estadual das Culturas Populares Tradicionais da Paraíba é uma entidade informal sem fins lucrativos, com a participação de mestras, mestres, brincantes, representantes de grupos tradicionais populares, produtores culturais, articuladores, pesquisadores de cultura popular e representantes de entidades dedicadas à cultura. Foi criado em 2006, como forma de garantir a participação da Paraíba no II Seminário Nacional de Políticas Públicas para as Culturas Populares e I Encontro Sul-Americano das Culturas Populares. Constituído como movimento social em março de 2009, sob a forma de Fórum Metropolitano, atua desde então com reuniões regulares, promovendo o encontro, o debate e a organização política desse setor para a promoção das Culturas Populares Tradicionais, transformando-se em Fórum Estadual em abril de 2010.

Este Fórum vem a público expressar aos gestores públicos: governador, prefeitos, deputados, vereadores, entidades responsáveis pelas políticas públicas de cultura no estado da Paraíba e sociedade em geral sua convicção a respeito da necessidade de implementação de ações urgentes que demonstrem respeito para com as formas de expressão tradicionais e seus respectivos produtores, bem como salvaguarde o patrimônio vivo do povo paraibano.

A criação de oportunidades de apresentações públicas, com bastante visibilidade, para os grupos de Cultura Popular, é importante, mas é fundamental incentivar as expressões artísticas populares tradicionais nos bairros e nas comunidades onde vivem as mestras, os mestres, brincantes e artistas, de forma consistente e contínua. Em função disso indicamos que as apresentações nas comunidades e nos bairros devem contar com artistas e grupos de Cultura Popular Tradicional do próprio local, além de outros convidados.

As apresentações com caráter de espetáculo devem ser consideradas pelos poderes públicos e expressas em suas ações como sendo só uma parte da atividade dos mestres, mestras, brincantes e artistas. Mais importante do que elas é a atuação de artistas e grupos populares nas comunidades onde vivem. As Culturas Populares Tradicionais dependem dos laços comunitários e territoriais e esses só se fortalecem com a atuação continuada, permanente, dos artistas e grupos, nos locais de ensaio, sejam locais fechados ou nas ruas, próximo às casas dos mestres. É ali que essas têm sua base e suas principais condições de sustentabilidade. As crianças e os jovens, que serão os futuros responsáveis por essas manifestações, as aprendem nos bairros e nas comunidades, vendo os mestres e os mais velhos.

O fomento às Culturas Populares junto a suas comunidades também contribui para elevar a auto-estima de participantes dos grupos e dos moradores, ao perceberem que seu bairro e moradores de sua rua, de sua vizinhança, de sua comunidade, estão sendo valorizados. Para além disso, os órgãos públicos devem garantir que as comunidades tradicionais viverão em condições de sobrevivência digna em seu território, respeitando suas formas específicas de fazer, seus modos de vida, suas expressões culturais, seus ofícios tradicionais e demais relações construídas no e com o espaço em que vivem.

A valorização do artista popular tradicional passa por um pagamento de cachê digno, condições de tempo necessário de apresentação, estrutura, espaço físico e equipamentos adequados à realidade de cada grupo ou artista popular e, acima de tudo, tratamento respeitoso por parte de todos os envolvidos nos processos de contratação, produção, serviços técnicos, antes, durante e depois das apresentações.

Os valores propostos para pagamento pelas apresentações devem garantir o mínimo de dignidade aos artistas e grupos populares, sem, contudo, impedir que eles possam participar dos mesmos critérios que o mercado cultural permite a outros artistas, em que os cachês podem ser cobrados / pagos conforme a valorização dos mesmos, podendo aumentar de acordo com a demanda por suas apresentações.

Diante de um quadro histórico de ausência de ações governamentais consistentes e continuadas, no âmbito do Estado e dos Municípios da Paraíba, destinadas à preservação, manutenção e fomento das Culturas Populares Tradicionais, os participantes do Fórum Estadual das Culturas Populares Tradicionais da Paraíba tornam público e apresentam as seguintes propostas de políticas públicas para serem adotadas pelos governos municipais, estadual, fundações e demais entidades dedicadas à cultura do nosso Estado:

1.     Promover eventos de cultura popular que valorizem a cultura viva nos bairros e nas comunidades, para permitir que a população tenha conhecimento e valorize a sua diversidade cultural.

2.     Criar espaços livres para apresentações de cultura popular tradicional em eventos realizados pelos poderes públicos.

3.     Estabelecer as praças, terrenos públicos vazios e congêneres em todo o Estado da Paraíba como territórios livres para a cultura, permitindo apresentações artísticas sem necessidade de autorizações prévias de órgãos públicos; caso haja algum conflito de interesses entre artistas ou grupos populares, a distribuição de tempo e espaço na praça deverá ser mediada pelo órgão de cultura do município em que ela se situar ou por seu Comitê Gestor.

4.     Criar um valor mínimo de cachê para apresentações de espetáculos de Cultura Popular, equivalente ao de outros artistas locais, corrigido anualmente nas mesmas bases da atualização dos vencimentos dos vereadores e, no caso de organismos estaduais, dos vencimentos dos deputados, tendo como referência a quantidade de pessoas envolvidas na atividade contratada. O piso seria estabelecido nas seguintes bases:

 

a)      para apresentações de um (01) único artista ou uma dupla o valor mínimo seria de R$ 1.000,00 (um mil reais);

 

b)      para apresentações de 3 a 5 pessoas o valor mínimo seria de R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais);

 

c)       para apresentações de grupos com mais de 5 participantes o valor mínimo seria de R$ 1.800,00 (mil e oitocentos reais) ou R$ 60,00 (sessenta reais) por integrante até o limite de 80 integrantes por grupo, aquele cachê que fosse maior;

 

d)      para um grupo de 100 (cem) pessoas ou mais o valor mínimo seria de R$ 5.000,00 (cinco mil reais);

 

e)      para artistas e grupos populares de fora do município, o valor mínimo seria acrescido em 40% em relação ao valor dos grupos locais como compensação pelo tempo de deslocamento, perda de dias de trabalho e despesas imprevistas. Para esses artistas e grupos se deve também fornecer antecipadamente uma ajuda de custo para cobrir as despesas de viagem (alimentação e outras), independentemente do valor do cachê já acrescido de 40%.

5.     O Estado e os municípios devem fornecer uma ajuda de custo, passagem ou transporte e outros meios necessários para que mestras, mestres, brincantes, artistas e grupos de Cultura Popular Tradicional viajem para outros municípios da Paraíba, para outros Estados e outros países, seja para se apresentarem, ministrarem oficinas, participarem de encontros representando a Cultura Popular Tradicional da Paraíba ou se capacitarem, criando normas legais para tanto, se necessário.

6.     Os artistas não devem ser obrigados a pagar o ISS antecipadamente como condição para receberem os cachês. Os órgãos públicos devem proceder como empresas ou ONGs, que, ao fazerem os pagamentos pelos serviços prestados, descontam os impostos e os recolhem. As prefeituras, aliás, já fazem isso com relação ao INSS e IRPF, e por isso é perfeitamente possível a elas recolherem os impostos a seus próprios cofres.

7.     Os órgãos públicos e privados, como forma de respeito, devem pagar os cachês aos grupos e artistas populares antecipadamente ou no momento das apresentações, dispensando o mesmo tratamento que é dado aos artistas de renome.

8.     Como forma de incentivar e priorizar a cultura popular tradicional, que historicamente tem sido pouco contemplada, quando não excluída, pelas ações governamentais na área da cultura, deve haver a isenção de impostos ou estabelecimento de alíquota zero para os artistas e grupos de cultura popular tradicionais, até um limite de valor de cachê. A isenção ou redução de alíquotas deve começar pelo ISS e Empreender, que devem constituir o início de uma campanha para conseguir o mesmo com relação aos demais impostos municipais, estaduais e federais. O Fórum recomenda que o município de João Pessoa, por ser a capital do Estado, seja o primeiro a adotar a isenção ou a redução de alíquotas como forma de dar o exemplo para os demais municípios da Paraíba.

9.     Os órgãos públicos ou privados contratantes devem:

a)      cobrir todas as despesas de transporte dos artistas ou grupos populares, de seus figurinos, adereços, cenários, instrumentos e equipamentos;

b)      garantir espaços adequados e seguros (camarim) com energia elétrica, ventilação, água potável, pias, sanitários, cadeiras e mesas para que mestras, mestres, brincantes e artistas possam se preparar e concentrar para realizar as suas atividades culturais e guardar seus instrumentos e outros materiais necessários a suas apresentações; estes locais deverão ter espaços separados por paredes ou divisórias que garantam a privacidade necessária aos artistas para a troca de roupas;

c)       fornecer sempre aos artistas e grupos, água mineral no momento das apresentações e, antes ou depois delas, um lanche, de acordo com a quantidade dos integrantes dos grupos;

d)      garantir hospedagem e alimentação digna para artistas e grupos de cultura popular de outras localidades e/ou municípios convidado; se for de interesse dos artistas, garantir o seu retorno imediato;

e)      garantir aos artistas e grupos populares o tempo mínimo de uma hora de apresentação; além disso, do mesmo modo que deve haver equidade de cachê, também deve haver equilíbrio com relação ao tempo disponível para apresentações de artistas locais e de artistas populares tradicionais; não se pode admitir o ato extremamente desrespeitoso de desligar os microfones ou a iluminação enquanto os artistas estão se apresentando;

f)        disponibilizar antes do início das apresentações equipamentos de som e luz com qualidade suficiente para permitir a valorização do trabalho dos artistas e grupos populares; uma quantidade adequada de microfones sem fio, especialmente para grupos de dança, é indispensável; deve haver equipamentos de reserva, para suprir aqueles que eventualmente venham a apresentar defeito; os responsáveis pela organização dos eventos devem também dar assistência aos artistas populares para garantir que tenham boas condições técnicas de apresentação;

g)      os locutores e técnicos de som que atuem em todo e qualquer evento com participação de artistas e grupos da cultura popular tradicional devem ser orientados a não interferir com falas, conversas ou sons paralelos às apresentações desses artistas. Devem proceder do mesmo modo que o fazem em apresentações de artistas reconhecidos e veiculados pela mídia, sejam de âmbito local, nacional ou internacional, ou seja, deixar que atuem sem interferências externas à atuação desses artistas;

h)      os responsáveis pelos eventos devem fazer uma apresentação que forneça ao público informações pertinentes sobre os grupos e as atividades que realizam, fornecidas de uma forma que valorize seu trabalho e sua arte; isso deve ser feito antes das apresentações, para evitar interferências indevidas no momento em que elas ocorrem;

i)         cumprir e respeitar integralmente os termos acordados com o artista popular tradicional, quanto ao pagamento, às condições de transporte e de apresentação; não se deve reduzir o tempo de apresentação estipulado e é simplesmente inaceitável convidar um artista popular e não permitir que se apresente; o pagamento do cachê combinado, nesses casos, é obrigatório, mas não autoriza o desrespeito que consiste em convidar o artista e depois não lhe permitir a apresentação;

j)         não se deve isolar os grupos e artistas populares do público através de grades ou cordões de isolamento, a não ser que isso seja solicitado por eles.

10.     Estabelecer o valor mínimo de R$ 50,00 por hora/aula, corrigidos anualmente, nas mesmas bases da atualização dos vencimentos dos vereadores e, no caso de organismos estaduais, dos vencimentos dos deputados, para as oficinas, cursos e/ou palestras que os mestres venham a dar, além de garantir o fornecimento de todo o material e condições necessárias para a implementação das atividades.

11.     Quando necessário, garantir a presença de um mediador para a realização das oficinas, sendo os organizadores responsáveis pelo cachê dos mesmos.

12.     Privilegiar as formas de expressão tradicionais nas programações de cultura popular nos eventos promovidos pelos órgãos públicos municipais, estadual e federal, oferecendo a elas maior tempo e melhores horários nas programações, bem como identificar claramente os grupos parafolclóricos que ocasionalmente tenham sido incluídos nos eventos.

13.     Na concessão de espaço para barracas, quiosques e ambulantes nos eventos públicos, privilegiar as expressões culturais tradicionais como comidas típicas, brinquedos e artesanato tradicionais, folhetos de cordel, entre outros, dando-lhes prioridade na concessão de espaços e isenção de pagamento de quaisquer tipos de tributos ou outros custos.

14.     Os organizadores dos eventos em que se apresentem artistas ou grupos da cultura popular tradicional devem disponibilizar um espaço adequado e de grande visibilidade, como quiosque, barraca ou tenda, para a exposição e venda de CDs, DVDs e outros produtos desses artistas. Também deverá ser responsabilidade dos organizadores disponibilizar pessoas encarregadas das vendas e do atendimento nesses locais.

15.     As campanhas institucionais dos poderes públicos devem ser vinculadas às identidades culturais locais, ressaltando as culturas populares tradicionais. Sendo assim, as expressões culturais locais devem ser assumidas como marcas de identidade do estado da Paraíba e de cada município.

16.     Criar campanhas publicitárias, para a valorização da Cultura Popular em toda a sua diversidade, pelos poderes públicos do Estado e dos municípios.

17.     Dar o mesmo espaço de participação, destaque e valorização aos artistas de cultura popular na mesma medida dos demais (música, teatro, artes visuais, cinema, etc.) na publicidade de eventos que tenham a participação da Cultura Popular Tradicional.

18.     Os grupos de Cultura Popular Tradicional deverão ter tratamento privilegiado em relação aos grupos parafolclóricos, seja nas campanhas publicitárias ou nas apresentações culturais.

19.     Criar cargo específico nas instâncias dos executivos municipal e estadual para o desenvolvimento das políticas públicas para as culturas populares e garantir a presença de uma pessoa com comprovada atuação nesse campo e que seja reconhecida como tal por artistas e grupos de cultura popular tradicional.

20.     Garantir verbas específicas para a execução de políticas públicas voltadas às Culturas Populares Tradicionais, no âmbito do Estado e dos municípios.

21.     Criar instâncias de assessoria técnica, contábil e jurídica nos órgãos municipais e estaduais para a elaboração de projetos e inscrição de artistas, produtores culturais e mestres de cultura popular em editais públicos e para a prestação de contas de projetos financiados por organizações públicas e/ou privadas.

22.     Criar editais específicos para as Culturas Populares Tradicionais e quotas para elas nos demais editais.

23.     Não contratar nem promover artistas, estudiosos, articuladores e produtores culturais que desrespeitem os direitos de mestras, mestres, artistas e grupos da Cultura Popular Tradicional, fazendo apropriação indébita, deixando de recolher direitos autorais devidos, ou não informando adequada e detalhadamente em suas produções (CDs, DVDs, músicas disponíveis na Internet, shows etc.) a autoria e região de origem de poemas, músicas e outras expressões culturais que estejam interpretando ou tenham inserido naquelas produções.

24.     Criar instrumentos que possibilitem a denúncia das práticas relacionadas no tópico anterior e de outras que sejam anti-éticas ou prejudiquem os grupos e artistas populares tradicionais, seja disponibilizando números de telefone ou canais através da Internet para isso, criando ouvidorias ou acrescentando esta atribuição às ouvidorias já existentes em órgãos públicos e outras instituições.

25.     Nos julgamentos de editais, atribuição de prêmios em concurso e outras formas de premiação ou seleção para recebimento de apoio e verbas, formar os comitês e comissões com pessoas que tenham capacitação para avaliar as expressões culturais populares, convocando, se necessário, especialistas para realizar estas tarefas ou assessorar os encarregados de realizá-las.

26.     Garantir a instalação do Centro de Referência de Cultura Popular da Paraíba, conforme projeto original desenvolvido pela Comissão de Elaboração do Projeto junto à Subsecretaria de Cultura do Estado da Paraíba, seguindo os princípios de transparência das ações e das contas, da moralidade pública e da democracia na disponibilização do acesso e circulação dos bens culturais.

27.     Criar a Secretaria de Cultura do Estado da Paraíba com dotação orçamentária própria, a ser incluída imediatamente na LDO de 2010, sem a qual qualquer proposta torna-se vazia, para articular as ações dos órgãos públicos de cultura já existentes ou realizadas por outras secretarias.

28.     Criar Secretarias exclusivamente de Cultura no âmbito dos municípios da Paraíba, com dotação orçamentária específica.

29.     Garantir, ns Conselhos Estadual e Municipais de Cultura, bem como outros órgãos consultivos ou deliberativos relacionados à cultura, representação paritária da sociedade civil e do governo. com uma participação significativa de representantes das culturas populares tradicionais; os representantes da sociedade civil devem ser escolhidos por suas instâncias de representação e não pelos governantes.

30.     Modificar a Lei Canhoto da Paraíba, com ampliação do número de vagas, priorizando os mestres da Cultura Popular Tradicional ou criar lei específica para eles, a exemplo das leis de patrimônio vivo existentes em outros estados da federação. O processo de revisão e/ou criação de nova lei deve incluir audiências públicas com ampla divulgação, inclusive nas instâncias onde se manifestam as formas de Cultura Popular Tradicional, que garantam um debate público e democrático.

31.     As ações relacionadas à cultura, por mais bem intencionadas e mesmo mais bem formuladas e executadas que sejam, são insuficientes se forem pontuais, esporádicas, descontínuas, como tem ocorrido na Paraíba, em âmbito estadual e também municipal. O Estado e os municípios paraibanos devem estabelecer políticas culturais, discutidas com a participação dos artistas populares e outros interessados, voltadas para a população. Definidas as diretrizes destas políticas, elas devem ser formalizadas em documento e tornadas normativas, com caráter de política estatal, coerente, duradoura e de observância obrigatória pelos agentes públicos.

32.     O Fórum Estadual das Culturas Populares Tradicionais da Paraíba conclama outros movimentos sociais e culturais, bem como todos os demais interessados, a apoiar este documento, o que não impede que venham também a elaborar suas próprias propostas de política cultural.

 

Participantes do Fórum Estadual das Culturas Populares Tradicionais da Paraíba

João Pessoa, 03 de julho de 2010