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Capoeira, Amizade e a Vida

É engraçado como a capoeira tem o poder de convergir, de tocar as pessoas em seu intimo…

Sentimos isso na roda, quando estamos envoltos pela musicalidade, pelo transe e ancestralidade do ritual…

Sentimos isso na vadiação ou no jogo ligeiro… não importa se é Angola ou Regional…

O que importa é ser Capoeira!!!

 

Sentimos a magia da capoeira quando entendemos que são preciso duas pessoas para ela poder existir… sozinho eu não poderia “jogar” capoeira…

Quando vemos a alegria no rosto do camarada, na simbiose de movimentos, na dança de guerreiros… na tradição, na convergência entre “velho” e “novo”, na tradução da sabedoria em luta de e para a liberdade…

 

Existe um respeito entre os companheiros… existe uma permuta entre a Arte e a Luta…

A capoeira reflete a vida… as experiências, os aprendizados, a amizade, a traição, a entrega, a inveja, a discórdia e o amor… fazem parte da nossa arte.

A maturidade vem com o tempo… assim é na vida e assim é na capoeira…

A “Roda de Capoeira” tem o seu significado… ela representa o MUNDO…

 

E este dá muitas voltas…

O que fica pra sempre são as histórias… as vivências, as lições e os tombos que tomamos neste “jogo da vida”…   !? Ginga… dela nasce toda a capoeira…

A malícia e a mandinga são companheiras do capoeirista…

Bom Capoeirista não é aquele que “Joga Bem” mais sim aquele que a “Vive Bem”

O verdadeiro capoeirista é um semeador… um cultivador… e um eterno aluno… que esta aberto para aprender todos os dias com convicção e humildade…

Axé!

Salve a Capoeira, a Amizade e a Vida…


Obrigado, Mestre Decanio, Pedrão de João Pequeno, Mestre Umoi, Prof Acursio Esteves, Anderson Fetter, Luis Fernando Goulart, Mestre Kadu, Mano Lima, Mestre Jean Pangolin, Maira Hora, Simone Mariotto, Mestre Joel Pires, Careca, Beija-Flor, Cruzeiro São Francisco, Renato Bendazolli, André Pessego, Mestre Wellington, Paulo Perkov, Mestre Burgues, Teimosia, Neila Vasconcelos, Marco Antonio, grandes Malungos e responsáveis diretos pelo sucesso do Portal Capoeira.

“Sozinhos somos fortes, mais juntos somos ínvenciveis…”

 


Obrigado Miltinho Astronaulta (www.capoeira.jex.com.br), pelo companheirismo, dedicação e o carinho que vc tem pela capoeira… continue em frente…
Foto: Mestre Decanio: Médico e Capoeirista. Aluno de Mestre Bimba. Mentor e Patrono do Portal Capoeira.
Visite: Capoeira da Bahia – capoeiradabahia.portalcapoeira.com/

A Postura Política do Capoeira

Todo capoeirista que preza a história dessa manifestação, sabe que a capoeira tem um conteúdo político muito forte. Afinal ela surge como uma reação a uma violência a que eram submetidos os povos escravizados vindos de África, aqui no Brasil. A capoeira é antes de mais nada, uma contestação ao sistema escravagista que submetia milhões de homens e mulheres a uma cruel e desumana condição onde não só os trabalhos forçados, mas também a negação de sua cultura, sua religião, seus símbolos, seus modos de vida, era em última instância, a negação de sua própria condição de seres humanos.

Por isso a capoeira foi tão perseguida durante tantos anos. E por isso também foi preciso resistir durante muito tempo para que essa manifestação chegasse até os nossos dias, com o reconhecimento que adquiriu em nossa sociedade atual, com status de “símbolo da cultura brasileira”. Devemos isso aos bravos capoeiras do passado que souberam com suas artimanhas e estratégias, enfrentar o poder para continuar cultivando suas tradições e preservando-as com muita dignidade para as gerações futuras. Isso se constitui numa postura extremamente política.

Hoje a capoeira é muito bem vista pelas sociedades de todas as partes do mundo, e muitos são os capoeiristas que sobrevivem dessa arte. Em muitas partes do planeta, essa manifestação virou até um certo “modismo”, mobilizando milhões e milhões de praticantes de todas as faixas etárias, mas sobretudo, atingindo o público predominantemente jovem. E por ter se transformado em “modismo”, muitas vezes esse conteúdo político que está na gênese da capoeira, acaba perdendo espaço e sentido, fazendo com que ela se transforme em mera atividade voltada ao entretenimento e ao cultivo das qualidades físicas e acrobáticas. Se a prática da capoeira se restringe a esses valores, vamos estar formando somente capoeiras alienados, e nada mais !!!

 

Sabemos que a capoeira é muito mais do que isso !!!

O capoeirista que tem postura política é aquele que busca estar sempre “antenado” com o mundo que o rodeia. É aquele que busca desenvolver sua capacidade crítica diante dos fatos que atingem a sociedade da qual faz parte, assumindo uma postura de questionamento e muitas vezes até de enfrentamento, quando necessário. É aquele que não se conforma com as injustiças, com os desmandos dos poderosos, com qualquer tipo de opressão. É aquele que busca sempre se envolver nas questões sociais que o afligem, demonstrando determinação em agir no sentido da transformação dessa realidade. Se envolve em debates e busca sempre ampliar seu conhecimento sobre a situação de sua comunidade, sua cidade, seu país, de sua gente.

Os mestres e professores comprometidos com essa visão crítica que a capoeira pode proporcionar aos seus praticantes, devem estar o tempo todo estimulando isso nos seus grupos, quer seja promovendo debates sobre questões sociais, históricas, étnicas, ecológicas, de gênero, etc…quer seja participando de ações diretamente envolvidas com essas questões ao lado de seus alunos em manifestações públicas, passeatas, mobilizações, ou ainda em articulação com outros movimentos sociais, pois a capoeira é também um movimento social. E tem um potencial de ser tornar um movimento muito forte e atuante, pois agrega milhões de pessoas no mundo todo.

Talvez não tenhamos ainda uma noção muito clara sobre o poder político e de mobilização social que a capoeira possui. Por isso, se os grupos começarem a incentivar a formação política dos capoeiras (como felizmente já vem fazendo muitos grupos por aí), no sentido de atuação para a transformação da realidade que atinge nossas sociedades, com certeza a contribuição da capoeira será ainda maior no sentido de  transformar esse mundo, num mundo mais humano, justo e solidário !!!

 

Vamo simbora, camará !!!

O Mestre e sua função

Ao falarmos sobre capoeira é quase inevitável pensarmos logo na figura do mestre. O mestre que também é uma figura muito comum na maioria das manifestações das culturas populares de todo mundo, é aquele considerado o guardião da memória, da tradição, dos saberes e fazeres de uma determinada comunidade.

É aquele que é respeitado por todos como alguém que com o tempo foi assumindo essa função, herdada de outro mestre mais antigo que delegou a ele essa responsabilidade. Mas sobretudo, é aquele que é reconhecido pela sua comunidade como alguém que tem a sabedoria de exercer essa função. E esse reconhecimento é algo adquirido ao logo do tempo, pacientemente, mais ou menos na mesma época em que vão chegando também as rugas no rosto e os primeiros fios de cabelos brancos.

O verdadeiro mestre é aquele que não tem pressa, que sabe que o tempo é quem vai dar-lhe as condições de exercer essa função quase sagrada, com toda a sabedoria que ela exige. E é muito difícil que isso aconteça antes que esse sujeito tenha uma experiência de várias décadas envolvido com essa manifestação.

Por isso é que ele não pode queimar etapas, ser afoito e precipitado. “A fruta só dá no tempo”, como diria mestre Pastinha, mas, no entanto, vemos hoje em dia uma disseminação de jovens capoeiristas na faixa dos 20 ou 30 anos, se auto-intitulando mestres de capoeira, que mal começam a adquirir experiência de vida, e já assumem a responsabilidade de exercer essa sagrada função de mestre perante jovens e adultos em todas as partes do mundo por onde a capoeira se espalhou.

Isso é preocupante, pois acaba ferindo alguns princípios muito valiosos da tradição e da ancestralidade da capoeira, que tem no mestre o seu principal veículo de transmissão e que se baseia, sobretudo, na experiência do mais velho, que é quem tem a autoridade e o reconhecimento para exercer tal função. Citando novamente o filósofo Vicente Ferreira Pastinha, ele dizia que “o mestre guarda segredos, mas não nega explicação”. A capoeira tem segredos, que só os mais velhos sabem decifrar. E é preciso muita paciência e sabedoria para alcançar essa condição.

Vivemos um tempo em que o mercado e a profissionalização do capoeirista, fazem com que sejam queimadas etapas muito importantes no processo de formação do mestre de capoeira. Muitas vezes a ganância e o desejo de lucro por parte de alguns grupos fazem acelerar demasiadamente esse ciclo, dando margem a uma proliferação de mestres de capoeira sem nenhum requisito, experiência, nem capacidade para exercer essa função, o que tem resultado num empobrecimento muito grande na capoeira que se tem visto por aí, mundo afora.

É preciso recuperar a dignidade da função do mestre de capoeira. Ele deve ser um exemplo de vida para seus discípulos, deve conhecer profundamente a capoeira em todos os seus aspectos, e não apenas ter a musculatura mais desenvolvida e ser aquele que salta mais alto. Tem que saber sentar e aconselhar com sabedoria àqueles que estão sob sua guarda, como faziam os velhos griôs* africanos.

Isso só se adquire com o tempo, com bastante tempo.

 

*Vem de griot, da língua francesa, que  traduz  a palavra  Dieli (Jéli ou Djeli), que significa o sangue que circula, na língua bamanan  habitante do  território  do  antigo  império  Mali  que  hoje  está  dividido entre varios  países do noroeste da África. Na tradição oral do noroeste da ÁFRICA, o griô é um(a) caminhante, cantador(a), poeta, contador(a) de histórias, genealogista, artista, comunicador(a) tradicional, mediador(a) político(a) da comunidade. Ele(a) é o sangue que circula os saberes e histórias, mitos, lutas e glórias de seu povo, dando vida à rede de transmissão oral de sua região e país.

Feliz Aniversário, mestre Squisito!

O capoeirista Reginaldo da Silveira Costa, Mestre Squisito, completa, em 11 de março de 2009, 56 anos de idade, nasceu em Montes Claros/MG no dia 11 de março de 1953, sendo filho de José Gomes Costa e Iracema de Paula, ambos mineiros, nascidos também em Montes Claros, já falecidos.

Parabéns e muitos anos mais de vida, com muita saúde, perseverança intemerata e ousadia intimorata para as mais puras realizações do espírito nas rodas da vida, nas marés sociais e na união familiar para que a capoeira continue a ter você na linha de frente a desbravar, a fomentar, a divulgar, a ensinar e a dignificar em tom maior e alto relevo o que é ser capoeira…

Mestre Squisito

“Seis de dezembro de 1974, sexta-feira, Academia Tabosa, quadra 505 Sul, sete da noite. Subo as escadas apressado com o coração disparado: era meu batismo de capoeira!

Mal consigo chegar ao vestiário e colocar a malha branca, novinha, colada no corpo que era o último modelo de uniforme lançado na Academia Tabosa. O ruído das pessoas, muitos mestres, muitos estranhos, um frio perpassa a barriga: é hoje! Troco atropeladamente a roupa e corro para o salão da academia, pois o Mestre já anuncia o começo da festa.

Todos se organizam em volta da roda. Parece que não cabe todo mundo e mesmo assim as pessoas se ajeitam e encontram uma maneira de ficarem o mais próximo possível. Berimbaus, pandeiros, atabaques, começam a orquestrar um ritmo afinado, produto de um ensaio que ninguém fez!

Yyêêêhhhhhhhhh!!!!!!! – Grita o Mestre Tabosa.

Aquele grito corta o ar e o tempo e transporta a todos para uma viagem mântrica através da História e reconta todas as agruras que já atormentaram a humanidade. É um grito de dor, contra a dor! A favor da liberdade, contra a escravidão! Exigia o fim do cativeiro, anunciava a festa!

Exorcizava todas as diferenças, exigia a igualdade! Respeitava a morte, mas anunciava a vida!

Fluía origem era o corpo, mas sua gênese era a Alma!

E o Mestre Tabosa solta a voz e começa a cantar: Ô luanda êh, pandêro! Luana êh Pará… E um coro de cem vozes responde: olêlê!!!!!!

E veio o meu arrepio, o meu primeiro arrepio de capoeira! Uma energia tão grande que os olhos se iluminaram de emoção, o coração disparou mais que o atabaque; a pele fez-se o corpo todo que pareceu expandir, inflado pela emoção e pelo axé!

Aquele eco ainda hoje percorre o meu coração e minha alma… Aquelas pessoas, a maioria pelo menos, não mais se encontram nessa Roda da Capoeira, estão por aí, na Roda da Vida, jogando a sua sobrevivência! Mas, dentro delas, na dimensão transcendental e atemporal do seu Espírito, cada uma guarda aquele eco, aquele grito, aquela roda!

Os Mestres que ali estavam são hoje parte daquele eco.

Meu Padrinho de Capoeira, Mestre Tonhão, onde quer que ele esteja, é hoje parte inseparável da minha vida na Capoeira!

A ele, e a todos os Mestres que estiveram presentes naquele momento, gostaria de poder entregar um prêmio inusitado: aqui está Mestre, o meu orgulho humilde de ter sobrevivido a todos os desvarios, percalços e barreiras que a estrada da vida me aprontou até agora e ter permanecido nessa roda de capoeira! Esse é o troféu mais significativo que posso lhe dar, a minha própria História, contada a partir de sua referência, do seu exemplo e do que você mostrou quando esteve presente naquele momento e que construiu adicionando sua energia àquela roda, àquele batismo, àquele grito, àquele arrepio! Naquele momento, você estava construindo a História da Capoeira, da capoeira de Brasília, do Brasil e do mundo! Você, Tonhão, Tarzan, Melquiades, Tranqueira, Sansão, Clodoaldo, Clodomir, Gil, Pombo de Ouro, Russo, Louro, Arraia, Monera, Adilson, Onça Tigre, Bertinho, Chibata, Vieira, Danadinho, Angoleiro, Fritz, Nenê, Beto, Jacinto, Cordeiro, Cabeludo, Periquito, Gavião, Leoná, Carlindo, Diabo-Louro, Futica, Cascavel, Rui, Alcides, e particularmente a Você, Mestre Tabosa, meu Mestre na Capoeira, e tantos outros, enfim, todos aqueles que fazem essa História, escrita a cada dia no labor dessa grande roda da vida, ao sabor dessa maravilhosa energia, que vem sendo reconstituída em cada um desses que fazem a passagem do bastão para a continuidade da História, da Capoeira, da nossa própria vida!

A eles essa homenagem quer chegar, a todos eles!”
 

Este texto foi gentilmente cedido ao Jornal do Capoeira por Danillo César “Canguru”, Editor do Jornal MUNDO CAPOEIRA, do Estado do Tocantins.

http://www.jornalmundocapoeira.com/?pg=noticia&id=447

Fonte: http://www.jornalexpress.com.br/noticias/detalhes.php?id_jornal=13170&id_noticia=1084

 

Mestre Squisito: [email protected]

A Capoeira, o Destino, a Amizade e a Vida…

Muito mais do que "grupos"… muito mais do que "camaradas"… a CAPOEIRA tem este poder… de agregar… de somar… em sua mais simples faceta ou na mais complexa explicação… a capoeira é unica… é cidadania… é companheirismo… é AMOR.
Abaixo tres pequenos textos que refletem esta união fraternal inerente da capoeiragem…

Luciano Milani


"Prezado Milani,
Começo parabenizando pelo excelente trabalho, mas hoje os nossos "refletores" vão para o grande amigo e grande capoerista Mestre Jaime de Mar Grande, pela passagem dos seus cinquenta anos!!!
O Mestre Jaime é uma destas pessoas que qualquer pessoa celebra o privilégio de ter como amigo, e qualquer capoeirista comprometido com realeza das relações, toma-o para si como sendo também seu mestre. Ele é mestre de muitos que como eu comemora junto com a cidade de São Paulo a sorte de vivenciarmos esta possibilidade de abraçá-lo neste momento.
Parabéns "meu" mestre! Obrigada por sua amizade e sabedoria.
 
Janja, Poloca, Paulinha, Haroldo, Piter, Daniel, Denis, Manô, Bruna, Diogo, Kathrin, Roberto, Valdir, Xiquinho, criançada e demais amigos do Grupo Nzinga de Capoeira Angola."
 
bjs
Janja


Grupo Nzinga de Capoeira AngolaDizem que o destino de todos já está traçado,

Grupo Nzinga de Capoeira AngolaDizem que o destino de todos já está traçado,

Assim sendo agradecemos a quem traçou esse destino,
Que fez esta união, este encontro único entre um irmãos, muito mais que um Amigo…
 
Nós do Grupo Negaça Capoeira Angola desejamos que esta data se repita por muitos outros outonos.
Mestre Jaime muitas Felicidades e muitos anos de vida.
 
Grupo Negaça Capoeira Angola



É engraçado como a capoeira tem o poder de convergir, de tocar as pessoas em seu intimo…

Sentimos isso na roda, quando estamos envoltos pela musicalidade, pelo transe e ancestralidade do ritual…

Sentimos isso na vadiação ou no jogo ligeiro… não importa se é Angola ou Regional…

O que importa é ser Capoeira!!!

Sentimos a magia da capoeira quando entendemos que são preciso duas pessoas para ela poder existir… sozinho eu não poderia “jogar” capoeira…

Quando vemos a alegria no rosto do camarada, na simbiose de movimentos, na dança de guerreiros… na tradição, na convergência entre “velho” e “novo”, na tradução da sabedoria em luta de e para a liberdade…

Existe um respeito entre os companheiros… existe uma permuta entre a Arte e a Luta…

A capoeira reflete a vida… as experiências, os aprendizados, a amizade, a traição, a entrega, a inveja, a discórdia e o amor… fazem parte da nossa arte.

A maturidade vem com o tempo… assim é na vida e assim é na capoeira…

A “Roda de Capoeira” tem o seu significado… ela representa o MUNDO…

E este dá muitas voltas…

O que fica pra sempre são as histórias… as vivências, as lições e os tombos que tomamos neste “jogo da vida”…   !? Ginga… dela nasce toda a capoeira…

A malícia e a mandinga são companheiras do capoeirista…
 
Bom Capoeirista não é aquele que “Joga Bem” mais sim aquele que a “Vive Bem”
 
O verdadeiro capoeirista é um semeador… um cultivador… e um eterno aluno… que esta aberto para aprender todos os dias com convicção e humildade…
 
 
Axé!
 
Salve a Capoeira, a Amizade e a Vida…

Salve Mestre Jaime… Um verdadeiro CAPOEIRISTA… um verdadeiro AMIGO…

Luciano Milani

Portal Capoeira

MENINO QUEM É TEU MESTRE ?

Segundo o dicionário do folclore brasileiro de Luiz da Câmara Cascudo, mestre é todo exímio trabalhador manual / aquele que ensina ou título dado a membros de uma comunidade que exercem profunda relação com algum saber, em forma de respeito.  Na capoeira o título de mestre é dado a todo aquele que a partir do reconhecimento público de serviços prestados a uma comunidade consegue se firmar como tal. 
 
Nossa reflexão começa a partir destas definições acima, pois se faz necessário, mais do que nunca, tentarmos desmistificar a figura do mestre de capoeira, pois só assim conseguiremos modificar grandes equívocos que ocorrem no processo de formação de cada discípulo. Vale a pena ressaltar que este artigo não pretende de maneira nenhuma esgotar o assunto nem se firmar como verdade absoluta, mas sim servir de base para estimular algumas reflexões sobre a arte capoeira e seus “condutores”.
 
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Curiosidades

CURIOSIDADES

1)Brincadeira de negro.

Até o século XIX os "batuques" de negros eram estimulados por serem válvulas de escape e acentuarem as diferenças entre as diversas nações africanas.
A partir de 1814, começam a ser perseguidos – "brincadeira de negro"
torna-se fato social perigoso de acordo com textos legais.


2)Boçal.

No período de 1810-1830 era comum evitar uma maioria de escravos da mesma etnia numa mesma senzala. Os negros perdiam a liberdade, a língua natal, os costumes e até a identidade, misturados à africanos de outros povos. Até esse período seria bastante difícil ocorrer a mistura que daria origem à Capoeira – tendo em vista o antagonismo entre as etnias.

A partir daí, no entanto, a comunidade branca começa a incentivar as diferenças entre o "boçal"(o africano, ou aquele que recusava a integração. Não falava ainda o português) em oposição ao "ladino"(escravo integrado. Já falava português) e "crioulo" (negro ou mulato nascido no Brasil), favorecendo estes últimos com trabalhos mais brandos, perspectiva de ascenção social etc.

A comunidade negra, no entanto, muitas vezes valorizava o "boçal" em detrimento do "crioulo" ou "ladino", ainda que estes últimos fossem mais ricos – a africanidade("boçalidade", palavra que adquiriu sentido pejorativo) era garantia de manutenção de valores tradicionais.
Paralelamente, as rivalidades tribais perdem quase totalmente o significado, o que facilitará a síntese lutas/danças.

3)Rabo-de-arraia.

Jair Moura explica que o rabo-de-arraia tradicional era um golpe em que, de frente para o adversário, planta-se uma bananeira, ficando-se então de cabeça para baixo e de costas para o oponente,
e imediatamente atinge-se a cabeça do inimigo com uma violenta pancada dada com o calcanhar de um ou de ambos os pés.

4)Uniforme dos angoleiros.

Mestre Pastinha instituiu o uniforme dos angoleiros com as cores do seu time de coração, o Ypiranga, de Salvador. Para ele o capoeira devia jogar calçado.

5)Uniforme dos capoeiras da Regional.

Mestre Bimba aboliu os sapatos no treino e instituiu o uniforme branco baseado no costume da domingueira, a roupa elegante que o capoeirista vestia e que permanecia limpa mesmo depois do jogo, provando sua competência.

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Desligar o Windows

Voce esta acostumado a cumprir sempre aquele ritual para desligar o computador: Iniciar > Desligar… Mas desde o Windows ME que basta dar um toque na tecla Power de seu teclado para que o Windows desligue totalmente.