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RJ: Na roda com Théo

O gingado e a elasticidade não são os mesmos da adolescência, quando jogava capoeira em Brasília. Mesmo assim, Théo voltou no tempo e aceitou o convite para encontrar o Grupo Muzenza, do Mestre Burguês, numa roda no Aterro do Flamengo. Durante alguns momentos, o oposto da Seleção de vôlei e do RJX recordou a época de capoeirista e, ao falar do passado, comentou o grande ‘pulo do gato’ da sua carreira: ter virado atacante depois de ser levantador.

“Não dou conta de jogar capoeira mais, não”, brincou Théo, preocupado em não se machucar, depois de arriscar alguns movimentos para a sessão de fotos com o Grupo Muzenza.
Simpático, Théo logo se enturmou na roda e ganhou até apelido do Mestre Burguês, hábito comum entre os capoeiristas. “Poderia ser Coqueiro”, sugeriu o mestre, referindo-se aos 2,02m do jogador. “Não lembro do apelido que eu tinha, mas não tem muito como fugir disso. Quando parei com a capoeira, com 15 anos, já tinha mais de 1,90m”, recordou o oposto, melhor atacante da Liga Mundial.

Na vida de Théo, a capoeira deu lugar às quadras. Ele jogava vôlei no colégio em Brasília e foi chamado por um amigo para treinar num time.

“Lembro que, no primeiro dia, eu não fui porque estava na roda de capoeira”, recordou o atacante, que por pouco não iniciou sua carreira esportiva nas lutas. “Meu pai tentou me colocar no caratê. Ele comprou quimono, faixa, fez matrícula e, quando eu cheguei na porta da academia, desisti e voltei para casa. Acabamos entrando na capoeira eu, meus dois irmãos, Thiago e Samuel, e meu pai, Ronaldo, que gostava muito e era amigo do mestre”, contou Théo, orgulhoso com o presente que recebeu do Mestre Burguês: uma camisa do Grupo Muzenza. “Meu pai vai adorar”, comentou.

O destino de Théo era mesmo o vôlei. Começou no clube Sodeso, de Brasília, e teve uma experiência como levantador. Foi chamado nessa posição para a seleção infanto-juvenil, mas acabou cortado. Quando treinava na Ulbra, em 2004, veio a grande mudança. “Era para eu ser o terceiro levantador e comecei a atacar num treino. Foi aí que o Marcos Pacheco me passou para atacante. Tenho até que mandar um abraço para ele. Se não fosse ele, eu tinha parado de jogar”, brincou, aos risos.

Como atacante, sua carreira deslanchou, e Théo foi parar no Japão, atuando pelo Santory Sunbirds, na cidade de Osaka. “Lá é bom de morar, tranquilo”, elogiou o oposto, que não sentiu os efeitos do terremoto que devastou o país no início deste ano. “Eu estava longe de onde aconteceu. Mas é lógico que atrapalhou o país inteiro, os trens pararam”, lembrou ele, festejando a mudança para o Rio: “Aqui, no inverno faz sol. Lá, cheguei a pegar zero grau e até neve”.

A performance de Théo nas quadras do Rio pode ser conferida já na quinta-feira, quando o RJX disputa um amistoso contra a Cimed, no Maracanãzinho, com direito à participação do ex-jogador Nalbert.

 

Fonte: http://odia.terra.com.br/blog/sacaessa – referenciado pelo Mestre Burgues

Bimba, de Angola a Regional

Bimba era angoleiro e seu pai era exímio praticante do Batuque, jogo-luta violento, na origem associado a folguedos nas senzalas e jogado ao som de atabaques. O batuque envolvia cabeçadas, joelhadas, e movimentos desequilibrastes violentos. Bimba achando que a capoeira angola tinha movimentos muito restritos para ser uma luta eficiente, misturou capoeira angola, batuque e mais alguns movimentos observados em outras lutas e criou a Luta Regional Baiana uma forma de luta tipicamente baiana. Além disso criou a primeira metodologia de ensino através de Seqüências de Ensino que permitia um aprendizado mais racional e num espaço de tempo menor.

Batuque – s. m. 1. Designação comum às danças negras acompanhadas por instrumentos de percussão. 2. Luta popular, de origem africana, também chamada de batuque-boi; muito praticada nos municípios de Cachoeira e de Santo Amaro, e na capital da Bahia. A tradição indica o batuque-boi como de procedência banto. Diz Édison Carneiro (Negros Bantos): "A luta mobilizava um par de jogadores, de cada vez. Estes, dado o sinal, uniam as pernas firmemente, tendo o cuidado de resguardar o membro viril e os testículos. Havia golpes interessantíssimos, como a encruzilhada, em que o lutador golpeava coxa contra coxa, seguindo o golpe com uma raspa, e ainda como o baú, quando as duas coxas do atacante davam um forte solavanco nas do adversário, bem de frente. Todo o esforço dos lutadores era concentrado em ficar em pé, sem cair. Se, perdendo o equilíbrio, o lutador tombasse, teria perdido, irremediavelmente, a luta. Por isso mesmo, era comum ficarem os batuqueiros em banda solta, isto é, equilibrados numa única perna, a outra no ar, tentando voltar à posição primitiva".
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