Blog

Vendo Artigos etiquetados em: aú

Florianópolis: VI Mosaico Integrando de Capoeira

O VI Mosaico Integrando de Capoeira (VI MIC) ocorreu em Florianópolis, no dia 03 de dezembro de 2011 e foi coroado de êxito. O princípio fundamental deste evento está centrado na organização coletiva, desde o planejamento, passando pela execução até a avaliação. Nesse ano de 2011 contou com líderes dos grupos Beribazu, Gunganagô, Aú Capoeira e Maré Brasil.

Aconteceram cerimônias de batismo, graduação e formaturas, bem como apresentações culturais. O evento aconteceu no Teatro da UBRO, em dois momentos, pela manhã ocorreu o Batizado de crianças até 13 anos, na parte da tarde aconteceu o Show cultural, seguido da segunda parte do batizado, posteriormente as trocas de graduações e formaturas, onde Mestre Kadu ganhou seu 3º Grau de Mestria, o MIC foi agraciado com a participação de Mestres ilustres, como Adilson-DF, Pop-SC, Falcão-GO, Demétrius-SC, Ceará-PR, Nanã-SC e Delmar-RS, além dos Contramestres Rato, Enio, Cascão, Jimmy Wall e Habibis e mais dezenas de professores de diversos grupos de Florianópolis e de outras cidades. As atividades foram todas gratuitas e abertas ao público.

O VI MIC consolida definitivamente o processo de integração que vem sendo implementado por diversos grupos de capoeira da cidade, que têm na Confraria Catarinense de Capoeira, um ponto de apoio. O evento mobilizou um expressivo número de praticantes de capoeira e contribuiu para democratização das relações entre grupos, abrindo possibilidades para novas formas de integração cultural.

Este evento contou com apoio da Eletrosul, Fundação Franklin Cascaes e na sonorização, por intermédio do Gabinete do Deputado Federal Gean Loureiro.

O potencial educacional do evento pode ser verificado a partir de ações de organização coletiva, colaboração, tolerância e solidariedade, tão necessárias para a realização de atividades com essas características.

 

Os grupos que participaram desse IV MIC foram:

 

O Grupo de Capoeira Beribazu

 

O Grupo de Capoeira Beribazu foi fundado em 11 de agosto de 1972, no Distrito Federal pelo Mestre Zulu. Atualmente possui núcleos espalhados pelo país e em diversas regiões do mundo. Em Florianópolis, o grupo é coordenado hoje pelo Mestre Nanã.

 

O Grupo Gunganagô

 

O Centro Cultural de Capoeira Gunganagô foi criado em 2006 pelo Mestre Kadu, que reside em Florianópolis desde 1994. Tem trabalhos desenvolvidos em alguns bairros da cidade. Desenvolve uma significativa experiência de Capoeira com deficientes visuais.

 

O Grupo Maré Brasil

 

A Escola de Capoeira Maré Brasil foi idealizada e criada pelo Contramestre Rato. Presta serviços em vários núcleos na cidade de Florianópolis abrangendo um público de diferentes faixas etárias e classes sociais promovendo a vivência da arte capoeira.

 

A Escola Aú Capoeira

 

A Escola Aú Capoeira foi idealizada pelo Mestre Pop, radicado na Ilha de Florianópolis dês de 1977. Esta Escola não tem como objetivo maior apenas o desenvolvimento da capoeira em si, mas os sujeitos a ela envolvidos e especialmente a forma de valorização e transmissão do conjunto de conhecimentos que perpassa o estudo teórico e prático da capoeira.

 

Veja mais fotos:

http://guilhermeantunes.com/on/index.php?do=photocart&viewGallery=10064#page=1

Lançamento: Aú o capoeirista

 

Caros amigos,

A capoeira ganha de presente um maravilhoso trabalho, uma forte ferramenta de divulgação e reconhecimento. Este trabalho será de grande relevância para o processo de crescimento desta arte brasileira.

Gostaria de parabenizar o autor, Flávio Luiz Rodrigues Nogueira, juntamente com sua equipe que realizaram um maravilhoso produto.

Confiram o site www.auocapoeirista.com.br

Vamos divulgar!!

SINOPSE

Aú, é um capoeirista adolescente, alegre e hospitaleiro como todos os baianos. Junto com o seu miquinho de estimação, Licuri, nosso herói investiga o desaparecimento de Nathalie, uma garota francesa seqüestrada no pelourinho ao presenciar o início de um incêndio criminoso. Sua investigação o leva à ilha particular do misterioso Armando Confuzionni. Nosso herói encontrará Nathalie? Conseguirá libertá-la?

Numa história cheia de aventura, humor e uma certa dose de romance (por que não?), Aú percorre as ladeiras do Pelô, e outros pontos da cidade de Salvador, com direito a uma eletrizante perseguição de jetskis nas águas da Baía de Todos os Santos.

Aú o capoeirista

Álbum em edição de luxo, capa dura, formato 21,5x29cm, em papel couché.

Preço de capa: R$ 48,00

 

Jogos e Passatempos: Puzzles da Capoeira

Uma novidade para desafiar as suas capacidades…

Fantásticos Puzzles (Quebra-Cabeça), envolvendo o universo da capoeiragem para o capoeirista se divertir e “vadiar” nesta roda!

Experimente, junte as peças, saia no aú e complete este jogo…

 

Puzzle 1: Velha Garda

{photopuzzle}/images/puzzle/joaopequeno_pele.jpg{/photopuzzle}

Puzzle 2: Berimbaus (Foto Rui Takeguma)

{photopuzzle}http://www.portalcapoeira.com/images/puzzle/berimbaus.jpg{/photopuzzle}

Puzzle 3: Capoeira (Foto Luciano Milani)

{photopuzzle}http://www.portalcapoeira.com/images/puzzle/baiano.jpg{/photopuzzle}

ENTERRO DO FILHO DO REI

AÚ EM ENTERRO DE FILHO DE REI AFRICANO NO BRASIL

Folheando o "Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil" de Jean Baptiste Debret, deparei com sua gravura #16, onde abaixo da prancha "Enterro duma negra" encontrei o "Enterro do filho de um rei negro" …

Nesta gravura marcamos detalhes que me pareceram sobremodo interessantes para a reflexão dos capoeiristas, como o tambor (atabaque), o dançarino (dança) e a cabriola (au), achados corriqueiros nas manifestações culturais africanas e afro-brasileiras.

A presença da cabriola, nome pelo qual era conhecido na minha infância o aú, comumente associada à capoeira, mostra que este movimento faz parte das manifestações de habilidades físicas na cultura africana. Rubinho Sanches, contemporâneo de capoeira, ribeirino santamarense por origem, refere que durante os sambas e festividades afro-brasileiras eram freqüentes os saltos, cambalhotas, catrâmbias, volteios, "maria escambota" ou como queiram chamar, os aús.
É interessante reavaliar o diagnóstico das maltas de desordeiros, identificadas como "capoeiras" em gravuras do Rio Antigo, pela presença dos aús e pernadas, movimentos comuns na cultura africanas e que também constam do repertório da capoeira baiana.