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Baiano radicado no Rio, Mestre Camisa levou a capoeira a mais de 60 países

O peregrino capoeirista foi para o campo e fundou ‘quilombo moderno’

RIO – “Não tem erro. É só dirigir até Itaboraí e pegar a estrada para Cachoeiras de Macacu. Me liga quando estiver chegando que eu espero vocês na segunda queijaria”, diz o Mestre Camisa, pelo telefone, informando as coordenadas do sítio onde ele mora e organiza encontros nacionais e internacionais e aulas de capoeira. O sotaque é a mistura equilibrada de um baiano radicado no Rio que, há 16 anos, foi morar no interior do estado. Encontramos o capoeirista na RJ-116 e seguimos sua picape numa estradinha de barro espremida entre uma encosta e um charco. Logo depois de um enorme pé de açaí, fica a entrada do sítio, um lugar idílico, onde pavões, araras, gansos e papagaios ficam soltos o tempo todo. Voam embora, mas voltam. Há uma capelinha de São Jorge no pé de um pequeno morro e, espalhados num imenso gramado, amplos quiosques construídos para o treino da arte que, como define Camisa, “engravidou na África e nasceu no Brasil”.

 

 

— Este lugar é um quilombo moderno, de resistência contra o estresse da cidade grande — explica José Tadeu Carneiro Cardoso, de 58 anos, que batizou o local de Centro Educacional Mestre Bimba, em homenagem ao criador da chamada capoeira regional e seu mentor na adolescência em Salvador. — Luto para preservar a memória dele. A capoeira é patrimônio imaterial do Brasil. A melhor forma de manter sua história é cuidar do legado dos mestres.

Camisa deixa seu pequeno paraíso e vem ao Rio pelo menos duas vezes por semana, para acompanhar aulas e participar de reuniões. Está sempre confabulando algo. No momento, organiza o recém-criado Instituto Mestre Camisa e trabalha na produção do festival que, em agosto, vai comemorar os 25 anos da Associação Brasileira de Apoio e Desenvolvimento da Arte-Capoeira (Abadá-Capoeira), criada por ele. Mais de cinco mil “seguidores” estarão na Fundição Progresso, na Lapa, para três dias de shows e atividades envolvendo as artes da capoeira (dança, luta, música, artesanato etc).

Vai ser uma celebração da própria vida de Camisa. Ele tinha 16 anos quando veio parar no Rio ao final de uma turnê que costurou o país com apresentações de capoeira e música baiana. Antes de criar seu próprio método de ensino e filosofia, o nordestino integrou o Grupo Senzala durante anos. O primeiro aluno foi um gaúcho que tinha visto o show do “Furacões da Bahia”. Na época, Camisa ainda morava num quartinho da academia em Laranjeiras onde dava aulas. Hoje, ele bate no peito ao dizer que ensinou capoeira a milhares de pessoas no mundo.

O capoeirista já esteve em mais de 60 países para ministrar palestras e cursos. Este ano, foi inaugurado o Complexo Residencial Mestre Camisa, conjunto habitacional na cidade de Romilly-sur-Seine, na França. Por causa do seu trabalho de pesquisa e divulgação da cultura brasileira, recebeu até título de doutor honoris causa da Universidade Federal de Uberlândia. Além disso, a Abadá-Capoeira está envolvida em mais de 150 projetos sociais. São cerca de 15 mil pessoas beneficiadas com aulas gratuitas. Há ainda campanhas sociais, com nomes como “Capoeirista sangue bom”, de doação de sangue para o Hemorio, e “Meu berimbau pede paz”, contra a violência. Mestre Camisa virou uma espécie de diplomata da cultura nacional.

— Pessoas de vários países aprendem a jogar e querem saber como surgiu nossa arte. A história da capoeira é mais importante que o jogo. O que é mais bonito que o homem lutar pela liberdade? — argumenta Camisa, referindo-se ao nascimento da luta, criada por escravos para se defender dos feitores dos engenhos. — Como eu só falo português nas aulas, os gringos aprendem até o idioma. Não tem tradução para palavras como ginga e manha.

Sob a perspectiva da divulgação da capoeira, o sociólogo e professor Muniz Sodré atribui ao baiano lutador a sucessão do Mestre Bimba, de quem também foi pupilo.

— Camisa tem uma cabeça universitária sem nunca ter passado por faculdade. Sabe misturar a prática do jogo com o sentido de preservar a cultura. Além disso, é um “poliartista”, que luta, canta, compõe e toca bem o berimbau — elogia Sodré. — A capoeira faz mais pela cultura brasileira no exterior do que adidos culturais em embaixadas.

Em suas viagens, sempre como convidado para eventos, Camisa viveu de tudo. Terremotos no Japão a bombardeios em Israel. Durante um voo doméstico em Angola, ficou sabendo que o aeroporto da cidade de Benguela, para onde estava indo, havia sido atacado (o país africano estava em guerra civil). Hoje, a frequência das viagens diminuiu bastante. O mestre prefere ficar perto da mulher e dos três filhos, com idades de 33, 23 e 13 anos, todos de casamentos diferentes.

— Eles moram no Rio, mas passam o fim de semana comigo. Chega de viajar tanto. Sem gastar um centavo do meu bolso, percorri o mundo. Agora, deixo as pessoas virem ao meu quilombo respirar ar puro.

O retorno ao campo

A ida de Camisa para o interior foi a volta ao campo do menino de Jacobina, no extremo norte da Chapada Diamantina. Ele passou a infância “brincando de capoeira na rua”. O irmão mais velho, Camisa Roxa, foi quem mostrou que o assunto era coisa séria. Depois da morte do pai, quando o garoto tinha 9 anos, a família foi toda morar em Salvador. Camisa se formou com Mestre Bimba e, aos 16, partiu na turnê nacional organizada pelo irmão. O Rio era a última parada. Eles se apresentaram em locais como o Canecão e o Teatro Opinião e, ao final, parte da trupe partiu num navio rumo à Europa. O adolescente ficou para trás.

— Chorei quando vi o navio zarpar, no cais do porto. Mas rasguei ali mesmo a passagem de volta para Salvador. Cheguei a dormir na rodoviária, fingindo que estava esperando ônibus. Mas consegui me fixar.

Décadas se passaram até Camisa decidir que o campo é seu lugar. O intuito da mudança foi levar o trabalho social ao interior. No sítio, ele dá aulas a crianças e forma professores. Também promove encontros com centenas de pessoas, que além de treinar capoeira, fazem trilhas e cavalgadas. Tudo faz parte do conceito da capoeira ecológica. O mestre promove rodas no meio do mato e planta árvore para fazer berimbau. Criou até um “berimbau vivo”, amarrando a corda no tronco de uma árvore.

— O Camisa sempre descobre o caminho para fazer. No festival, em agosto, ele quer lançar o título de “notório fazer” — diz Perfeito Fortuna, presidente da Fundição Progresso e amigo do mestre desde que ele se apresentou no Circo Voador, em 1982, quando a lona estreou no Arpoador. — Não existe a expressão notório saber? Às vezes, quem sabe fazer não faz. Mas quem faz sempre sabe. E o Camisa faz.

Fonte: http://oglobo.globo.com

Salvador: 25 Anos do Grupo Topázio

Encontro Internacional de Capoeira acontece em Salvador

O Grupo Capoeira Topázio comemora seu 25º aniversário homenageando o Mestre Dinho

O grupo de capoeira baiano, Topázio, que participou do show Q’Viva the chosen, de Jannifer López, Marc Anthony e Jamie King, apresentado este ano em Las Vegas, promove em Salvador, entre os dias 13 e 16 de dezembro, a 28ª edição do Encontro Internacional Capoeira Topázio.

Na ocasião, o Grupo Capoeira Topázio comemora seu 25º aniversário homenageando o Mestre Dinho, fundador do grupo e o seu filho, o contramestre Rudson, tanto pela luta e perseverança no incentivo à prática da capoeira, pela divulgação da atividade pelo mundo e pelos trabalhos sociais que realiza em Salvador.

Com a proposta de levar golpes de outras artes marciais, a exemplo do boxe e jiu-jitsu à capoeira em nome do aprimoramento técnico e do refinamento da luta, tornando-a mais eficiente, o mestre Dinho criou um estilo único para o grupo. O Tapázio possui filiais na Alemanha, Argentina, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Holanda, Itália, México, Rússia, Turquia e Emirados Árabes e mais 12 países, além do Brasil, com mais de 17 mil alunos.

Programação completa:
13 de dezembro, das 15h às 20h
Campeonato de Capoeira de Angola e Campeonato de Bateria
Local – Academia Topázio (Ladeira de Santana, em frente ao Shopping Baixa dos Sapateiros)

14 de dezembro, das 12h às 19h
Tour do Mestre Dinho às origens do grupo Capoeira Topázio (das Palafitas à Las Vegas) e a tradicional Roda de Capoeira do Terreiro de Jesus.
Local – O roteiro inclui diversos pontos da cidade, encerrando no Terreiro de Jesus, Pelourinho.

15 de dezembro, das 13h às 18h
TFT – Topázio Fight Team Championship
Local – Colégio Severino Vieira (Nazaré)

16 de dezembro, das 17h às 21h
Batizado, formatura e show folclórico
Local – Teatro do ISBA (Av. Oceânica, 2717, Ondina).

 

Curiosidade: O grupo de capoeira baiano, Topázio, participou do show Q’Viva the chosen, de Jannifer López, Marc Anthony e Jamie King, apresentado este ano (2012) em Las Vegas.

 

Matéria original iBahia
Encontro Internacional de Capoeira acontece em Salvador

Festas e rituais da Bahia são homenageados em samba enredo da Portela

“Madureira sobe o Pelô, tem capoeira / Na batida do tambor, samba ioiô / Rola o toque de olodum… lá na Ribeira / A Bahia me chamou”.

Era esse o som que se ouvia na quadra do River Futebol Clube na tarde deste sábado (03/12), no Rio de Janeiro. O estado da Bahia, representado pela Bahiatursa – na pessoa de Domingos Leonelli, secretário de turismo da Bahia -, foi homenageado pela escola de samba Portela no samba enredo do Carnaval 2012.

Na feijoada do Grupo Recreativo Escola de Samba Portela, a Bahiatursa e mais de 200 operadores e agentes de viagens baianos eram convidados especiais. Com muita alegria, Leonelli contou que a Bahia será destaque na “passarela do samba” durante 160 minutos no Carnaval do ano que vem.

“Em 2012, nosso Estado será homenageado por duas escolas de samba cariocas. A Portela homenageia com o enredo sobre rituais e festas baianos. Já a Imperatriz Leopoldinense destaca a Bahia ao homenagear Jorge Amado. É uma exposição extraordinária, além de ser uma honra, é claro”, disse.

Muito além do enredo, que deixa o Estado em evidência na mídia internacional por conta da visibilidade do Carnaval do Rio, a Secretaria de Turismo da Bahia tem realizado muitas ações para aproveitar ao máximo a exposição.

“É uma sorte muito grande e precisamos maximizar os efeitos desse momento. Estivemos com a Portela na última Abav, no Soccerex e,hoje, na feijoada. Convidamos mais de 200 agentes e operadores da Bahia. Em breve, a Bahiatursa também estará na reinauguração da quadra da Portela. E a Portela, aliás, também tem participado de ações na Bahia e participará do Salão de Turismo em março do ano que vem. Ontem, o Diogo Nogueira, sambista e portelense, participou de uma ação no Elevador Lacerda, em Salvador. E não pararemos por aí. Estamos trabalhando nas ações para o pós-Carnaval”, contou o secretário.

A presença da Bahia no Carnaval carioca atrai atenção para o Estado, divulga sua cultura e agrega benefícios econômicos. Entretanto, Leonelli destaca outro aspecto que é beneficiado. “É muito bom ver a Bahia, que é terra do samba, presente no Carnaval do Rio. O turismo se beneficia, é claro, mas essas oportunidades despertam o que o setor tem de melhor: as relações interpessoais”, comentou.

Quem estava presente também era Luiz Carlos Brasileiro, secretário de Cultura e Turismo de Maragojipe, a 120 quilômetros de Salvador. Ele contou que o a cidade terá uma ala exclusiva no desfile da Portela. “Nosso Carnaval é muito tradicional, com mascarados e tudo mais. A essência do samba nasceu no recôncavo baiano e agora tem reconhecimento internacional”, contou.

“Está ouvindo? Esse é o melhor samba enredo do Carnaval de 2012. Vai ganhar, com certeza!”, despediu-se Leonelli. Eram esperadas 3 mil pessoas no evento, que contou com a presença de representantes da Bahiatursa; da diretoria, bateria e musas da Portela; da rainha de bateria e atriz, Sheron Menezes; e do compositor baiano Nelson Rufino, além de show de Gilsinho e Seus Capangas.

 

Fonte: http://www.mercadoeeventos.com.br

Aconteceu: Iª Oficina de Samba de Viola

A Iª Oficina de Samba de Viola aconteceu na última quinta-feira, 19 de maio, na rua Conselheiro Ramalho, a partir das 20h.

A troca de conhecimentos na oficina da Casa Mestra Ananias – CMA será feita de maneira vivencial, tendo como base o aprendizado dos jovens sambadores do grupo Garoa do Recôncavo. Desde meados de 2000, alguns integrantes do grupo realizam um intercâmbio cultural com os sambadores do Recôncavo Baiano. A abordagem da oficina terá como base as experiências e conclusões do grupo, a partir dessa vivência no universo do samba de viola e com o Mestre Ananias, ficando à parte questões históricas de um conteúdo formal.

Esta ação faz parte dos esforços da CMA para a preservação do samba de viola aqui em São Paulo, tendo em vista a importância desse gênero musical, que as novas gerações também podem aprender e colaborar para manter a tradição de nossas manifestações culturais.

O samba de roda é patrimônio inestimável da cultura brasileira. Assim como na capoeira, os mestres desta arte precisam do nosso reconhecimento, dada ao papel que exercem para a preservação de saberes autênticos. Nossa lembrança aqui vai ao Mestre Bigodinho, de Santo Amaro da Purificação, capoeira e sambador que deixou a vida aqui no plano terrestre no dia 5 de abril, aos 78 anos de idade.

Participe da oficina!

 

Dica: Clique no link e conheça o trabalho do Reconca-Rio, grupo de samba de roda carioca. O Reconca-Rio atua com uma proposta semelhante à desenvolvida aqui em São Paulo por Mestre Ananias e o grupo Garoa do Recôncavo. Em 2010, Minhoca, André (sambadores do Garoa) e Mestre Ananias estiveram numa vivência com o Reconca-Rio na capital carioca, a convite do grupo.

 

Vídeo com trechos de viagem ao Recôncavo Baiano em fevereiro de 2011

 

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Documento Final: I Seminário Baiano de Proposições de Políticas Públicas para a Capoeira

Prezados

Encaminhamos anexo o documento final, como resultado das sistematizações do I Seminário Baiano de Proposições de Políticas Públicas para a Capoeira, realizado nos dias 11 e 12 de dezembro de 2010, no Forte da Capoeira, na cidade de Salvador.

Esse seminário contou com a representação de 59 grupos e associações de capoeira de todo o estado da Bahia, além de pesquisadores e lideranças comunitárias entre outros demais interessados.

Esperamos que esse documento possa ser uma referência no sentido de contribuir com as discussões encaminhadas pelo IPHAN através do Pró-Capoeira, durante o seminário final previsto para acontecer em Salvador no ano de 2011.

Pedro Abib

Comissão Organizadora do Seminário

Grupo Coquinho Baiano lança CD

Foi lançado nesta quinta-feira o CD Produção de Saberes – Cantigas de Capoeira, do Grupo de Capoeira Coquinho Baiano.

O grupo de Campinas, interior paulista, produziu o CD com apoio do Fundo de Investimentos Culturais da cidade e da Prefeitura de Municipal.

A partir da segunda-feira, dia 12 os interessados poderão adquiri o CD por R$ 7 pelos telefones (19) 9227-2948, 9212-4824 e 3521-7147, pelos e-mails macacocoquinho@gmail.com, stu@stu.org.br ou pessoalmente no STU.

Fonte: http://capoeiradevenus.blogspot.com

 

Grupo de Capoeira Coquinho Baiano – Historia

Ao longo da década de 60 vieram para São Paulo muitos capoeiristas baianos, que chegando aqui, na dura batalha pela sobrevivência estabeleceram-se nos mais diversos ofícios. Por volta de 1967, os mestres Suassuna e Brasília abriram juntos uma academia de capoeira, a Cordão de Ouro. Na medida em que foram conseguindo alguma estabilidade, os migrantes baianos incentivaram parentes e amigos a fazerem o mesmo.
Suassuna, baiano de Itabuna, pretendendo, no início dos anos 70, abrir uma frente de expansão do ensino da capoeira em Campinas, enviou para essa cidade o capoeirista Tarzan que tinha acabado de migrar da Bahia para São Paulo.

Era 1974 quando os mestres Godoy e Maya iniciaram o aprendizado de capoeira. Ambos treinaram durante um tempo relativamente curto com o mestre Tarzan, pois este se desentendeu com a proprietária da academia e resolveu desenvolver trabalho autônomo com o nome de “Academia Beira-Mar”. O Jurema, que era professor formado pelo mestre Suassuna, ficou no lugar, com o nome de “Academia Senhor do Bonfim”. Quando o Professor Jurema parou com a prática de capoeira, em 1975, Godoy, Maya e Wilton assumiram a função de professores no mesmo espaço físico, ainda sob o nome de “Academia Senhor do Bonfim”. O trabalho cresceu e, em 1976, Godoy e Maya decidiram fundar a “Academia de Capoeira Coquinho Baiano”.

Desde então, passaram inúmeros capoeiristas, dentre os quais muitos se formaram a mestres, contramestre e instrutores. A Academia de Capoeira Coquinho Baiano tornou-se referência de capoeira e palco para encontros e discussões das mais variadas manifestações culturais brasileiras.
Desde 2005, o Grupo de Capoeira Coquinho Baiano passou a ser representado pelos Mestres Paulão, Tozinho e os contramestres Dito, Tuim, Macaco, Marcelo, preservando sua própria história como uma das poucas Associações formadas na década de 70 que resistiram ao tempo.

Atualmente a Coquinho Baiano mantém vários núcleos principalmente no Estado de São Paulo e em alguns paises da Europa, contribuindo para a valorização e o reconhecimento social, cultural e educacional da Capoeira, cultivando a relação Mestre-discípulo, vivenciando a complexidade da Capoeira luta, jogo, dança, música, esporte, expressão corporal, filosofia de vida.


“Não diga o que a Coquinho Baiano pode fazer por você e sim o que você pode fazer por ela”

Sucesso
Mestre Carlos Macaco
Fone: 19 92124824 – 92272948

http://www.coquinhobaiano.org.br/

Produção nacional “Besouro” estreia em cinema de Maringá

Produção nacional que conta a história do lendário capoeirista baiano ‘voador’ chega às telas da cidade; lutas de ‘Besouro’ são do mesmo coreógrafo de ‘Matrix’ e ‘Kill Bill’

Besouro pousou em Maringá e vai voar nas telas da cidade. O primeiro filme de artes marciais brasileiro – focado na capoeira – estreia na cidade quase um mês depois de sua badalada estreia nacional. E no primeiro final de semana nas telas de Maringá, “Besouro” terá, às 20h30, rodas de capoeira com o Grupo Muzenza na entrada do Circuito Cinemas do Shopping Cidade.

O longa, dirigido pelo estreante João Daniel Tikhamiroff, já havia feito história ao se tornar um fenômeno da internet antes mesmo do seu lançamento. O tra iler do filme foi visto por meio milhão de pessoas no You Tube.

Como os filmes de kung fu se tornaram uma referência e ajudaram a popularizar a arte marcial chinesa no mundo, “Besouro” tem as mesmas possibilidades. Como em muitos dos clássicos de kung fu, “Besouro” bebe na fonte de uma das lendas desta arte marcial brasileira e nas acrobacias e movimentos coreografados, muitos deles distantes da realidade.

Besouro (o guia de turismo e capoeirista baiano Aílton Carmo) foi um capoeirista baiano dos anos 20 e é uma lenda da capoeira. Ele, que dizem que podia até voar, utiliza sua habilidade na luta para combater a injustiça e a opressão no Recôncavo Baiano, numa luta contra coronéis e a exploração da mão-de-obra de ex-escravos.

Na trama, também há um triângulo amoroso entre Besouro, Quero-Quero (Anderson Santos) e Dinorah (Jéssica Barbosa).

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Sexta cultural na Fundação Palmares

Nesta sexta-feira uma mostra da rica diversidade cultural afro-brasileira no palco da Palmares, com direito a canja da cantora baiana Margareth Menezes

Cortejo da lavagem, com a presença da cantora Margareth Menezes, apresentação das oficinas de percussão e de chula, roda de capoeira com mais de cem mestres de todo o Brasil, degustação de comida afro, representada pelo caruru, samba de roda e congada. Todas essas manifestações fazem parte do rico acervo cultural afro-brasileiro, que estão presentes na festa do 21º aniversário da Fundação Palmares.

Às 10h, o Cortejo da Lavagem, organizado pelo Terreiro Ilê Ase Ode Onisegum – Pai Ribamar, abre a programação do dia.  Na ordem, os alunos da oficina de percussão de Mário Pam (percussionista do bloco afro Ilê Aiyê) fazem uma demonstração do que aprenderam no curso durante a semana.

Tem também a apresentação do músico Roberto Mendes, que ministrou a oficina de chula, ritmo característico do Recôncavo Baiano, uma espécie de samba de roda, que se tornou mais conhecido no Brasil através de algumas gravações de Caetano Veloso e Bethânia. Roberto Mendes é considerado por muitos críticos como um dos maiores compositores e violonistas brasileiros surgidos nos últimos vinte anos.

Logo após, mestres de capoeira de todo o Brasil, que participam do Encontro na Palmares, com representantes de 19 Estados brasileiros, realizam uma grande roda de capoeira.

E ainda tem mais. Degustação de comida afro-brasileira, representada pelo Caruru, que será servido conforme o ritual praticado nos terreiros de umbanda e candomblé; o Samba de Roda Suerdick, do Recôncavo Baiano; e a Congada Contos do Congo, de Minas Gerais, completam a programação de sexta-feira.

Toda essa programação será realizada em frente à sede da Fundação (Setor Bancário Sul, quadra 2, lote 11), de 10h às 20h.

Encerramento em grande estilo – Depois de uma semana de muita festa repleta de manifestações culturais afro-brasileiras, a Fundação Palmares promove no sábado, 22/08, mais uma oficina. Os músicos colombianos que participam do aniversário da Palmares e que foram trazidos pelo programa ACUA – Programa de apoio às comunidades rurais africanas da América Latina – promovem a Oficina de Ritmos Caribenhos e do Pacífico, no Pavilhão da Funarte, de 9h às 12h.

Veja como se inscrever.
http://www.palmares.gov.br/003/00301009.jsp?ttCD_CHAVE=2480

A partir das 20h30, um espetáculo bem ao estilo afro recepciona o público para o encerramento das festividades. Logo na chegada, o foyer do Teatro Nacional, Sala Villa-Lobos,  vai se transformar numa imensa passarela para o desfile de moda afro e modelos negras, programado pelo estilista mineiro Rodinei.

Ao fim do desfile, a perfomance “Entre dos mares: ensamble musical de Colômbia, Ecuador y Panamá” abre a programação musical da noite.

Em seguida, a entrega do prêmio Troféu Palmares, criado em reconhecimento a pessoas, expoentes da sociedade brasileira, que contribuem para o exercício do respeito, à diversidade e à cidadania e que tenham se dedicado à causa da cultura afro-brasileira.

Este ano, os homenageados são: Mãe Beata de Iemanjá; Esther Grossi; Haroldo Costa.
Leia aqui perfil dos homenageados

Em seguida, o show mais esperado entra em cena: o baiano Lazzo Matumbi e um dos maiores ícones negros da música popular brasileira Luiz Melodia

Assessoria de Comunicação
Inês Ulhôa – assessora de imprensa (9966-8898) ines.ulhoa@palmares.gov.br
Jacqueline Freitas
Marcus Bennett
Telefones: (61) 3424-0164/ 0165/ 0166
www.palmares.gov.br

Capoeirista de Rio Claro fica entre os melhores de São Paulo

Baianinho encerrou a participação na 9ª edição dos Jogos Paulistas de Capoeira, promovida pela Abadá Capoeira, na 8ª colocação

O Centro de Cultura e Lazer (CCL), na cidade de Americana, foi palco de muita capoeira no último fim de semana. A 9ª edição dos Jogos Paulistas, promovida pela Abadá Capoeira, contou com a presença de mais de duas mil pessoas.

Participaram do evento capoeiristas de mais de 40 cidades do estado de São Paulo e, representando a cidade de Rio Claro, o instrutor Baiano (Agnaldo Lima da Silva, 30). Baiano, capoeirista há 15 anos, ficou entre os 8 melhores do estado dentre os 214 capoeiristas inscritos.

Para prestigiar o evento, vieram representantes de vários estados brasileiros (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Goiás, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Minas Gerais). Esteve presente também José Tadeu Carneiro, o Mestre Camisa, do Rio de Janeiro, um dos fundadores da Abadá Capoeira.
A Abadá (Associação Brasileira de Apoio e Desenvolvimento da Arte – Capoeira) é a mais nova escola de capoeira de Rio Claro. Com a abertura da Abadá no município, Rio Claro passa a integrar o grupo que tem mais de 40 centros de ensino da arte no estado de São Paulo.

A subsede de Rio Claro está instalada na Academia Impacto, à Rua 14, 3.290, no Alto do Santana, e responde a Americana, onde fica a sede da Abadá Capoeira do interior do Estado de São Paulo. As aulas são ministradas pelo professor Baianinho todas às terças e quintas-feiras das 20h às 21h. Ele também ministra aulas na Academia Ramom Lemos – Rua 6 entre Avenidas 18 e 20.

O pulador de facas da Praça Dante

A Ginga e a sabedoria do Capoeira: Antônio Martins usa de toda a sua mandinga e carisma para sobreviver…de praça em praça e utilizando os recursos adquiridos na escola da vida e na capoeiragem o baiano é mais um “Brasileiro” lutador e criativo!!!

Luciano Milani

Antônio Martins é gente nossa. É um baiano de 56 anos que há 14 mora em Caxias do Sul. Ele é personagem da Praça Dante, onde salta por dentro de uma armação metálica rodeada de facas, em apresentações quase que diárias.

Em parceria com outros três praticantes de capoeira, que vêm de Porto Alegre, Martins se reveza com eles nos pulos arriscados, a entreter o público com um teatrinho e brincadeiras e oferecer uma pomada, que é vendida como forma de garantir retorno financeiro ao final da apresentação. A apresentação serve para divulgar e vender pomadas e ervas medicinais.

– Dinheiro não dá, mas consigo pagar as contas – confessa, rindo.

Martins foi bancário por quatro anos, antes de ir pela primeira vez a São Paulo, em 1975, para se apresentar com danças culturais, como a capoeira.

Três anos depois, com um grupo de capoeira formado, voltou à capital paulista e passou oito anos se apresentando na Praça da Sé, entre shows de capoeira e a venda de ervas medicinais e pomadas.

Depois, decidiu viajar e se apresentar sozinho em outros estados. Ele garante que, assim, conheceu as 27 capitais brasileiras. Após vagar pelo país todo, acabou se apaixonando por uma caxiense, com quem tem dois filhos, e fixou residência em Caxias.

– O que chama atenção do público é o mistério no falar, as facas, os saltos – comenta.

O show é gratuito. Eventuais colaborações do público são aceitas. O artista de rua vende plantas para chás medicinais e uma pomada, que seria feita do peixe elétrico, segundo diz ele, para fazer massagens contra o reumatismo.

Fonte: http://www.clicrbs.com.br/pioneiro/rs/home