Blog

bairros

Vendo Artigos etiquetados em: bairros

Ji-Paraná: Secretário participa dos Jogos Mundiais de Capoeira

A Secretaria de Esportes de Ji-Paraná, por meio de seu Secretário, Cleberson Jair, o Biro Biro, participou do 8º Jogos Mundiais de Capoeira, que aconteceu no Rio de Janeiro, no período de 15 a 22 de agosto. O Secretário representou o estado de Rondônia acompanhado do esportista, Ronildo Farias, graduado em capoeira.

Segundo Biro, o encontro foi um grande momento para a troca de experiências entre gestores municipais. “Participamos de várias palestras, entre elas a de Gestão Pública do Esporte. Durante o evento o nosso professor de capoeira da Semes, o Roni, recebeu a graduação cordas azul e verde, o que muito nos orgulha, por ser ele de Ji-Paraná e principalmente por ser parceiro da Secretaria na realização de aulas de capoeira para crianças carentes do município”, disse.

Roni é da Associação da Arte da Capoeira de Ji-Paraná e atualmente atende 300 crianças em situação de risco no município com aulas nos bairros Duque de Caxias, JK e BNH (Cedel). Segundo Biro Biro, um convênio firmado pelo Poder Executivo Municipal permitirá que este atendimento seja expandido para os bairros Habitart Brasil e São Francisco, podendo dobrar o número de crianças atendidas.

Também participaram do evento no Rio de Janeiro esportistas da Alemanha, África, Polônia, Emirados Árabes e países da Europa, perfazendo um total de mais de mil participantes.

 

Fonte: http://www.rondoniadinamica.com

A Cultura como veículo de erradicação da miséria

O Seminário Nacional – A cultura como veículo de erradicação da miséria, que conta com a parceria do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), pode ser acompanhado ao vivo pelo Twitter da Fundação Cultural Palmares.

O presidente lembrou que 2011 foi considerado o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes pela Organização das Nações Unidas e que o racismo presente em vários países precisa ser considerado no debate, uma vez que, no Brasil, ainda é velado. “A cultura pode mudar essa realidade. Para isso, ela precisa estar inserida no meio governamental e estar a serviço, especialmente da população negra”, disse.

Eloi Ferreira de Araujo completa afirmando que um bom começo seria a garantia real dos direitos. “As religiões de matriz africanas, por exemplo, ainda não têm os mesmos direitos reservados às demais crenças”, pontuou. O ano de 2011 é um ano carregado de simbolismos para a comunidade negra, por isso a valorização da cultura, a melhoria da qualidade de vida das pessoas em situação de extrema pobreza e os direitos fundamentais são apenas alguns dos pontos a serem tratados no seminário.

Para Luiza Bairros, o seminário é uma possibilidade de reflexão para o que significa a situação de miséria ainda existente no país. Em concordância, Carlos Alberto Reis de Paula, ministro do Tribunal Superior do Trabalho, ressaltou que a parcela da sociedade constituída por mais da metade da população não pode ser marginalizada.
MISÉRIA X CULTURA – A ministra Luiza Bairros da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) alertou para a importância do evento, que durante dois dias vai discutir a cultura como veículo de erradicação da miséria. “Temos um desafio importante: ‘miséria’ e ‘cultura’ são palavras opostas, uma vez que a cultura negra representa nossa maior riqueza. É prova da resistência que tivemos neste país, de como nos mantivemos”, afirmou.

Para ele, embora os resultados sejam positivos ainda falta muito para reparar uma situação promovida por séculos de escravidão e a Fundação Palmares mostra sua envergadura ao levantar o tema à sociedade.

Na ocasião, o ministro do Desenvolvimento Agrário destacou que o país acaba de passar por um momento importante que reflete o empenho da gestão Dilma Rousseff no trabalho de erradicação da miséria. “Mais de 35 milhões de pessoas passaram a constituir a classe média, 28 milhões saiu da situação de extrema pobreza. Destes, quatro milhões estavam em áreas rurais e tiveram incrementos em sua renda”, apontou.

Na mesa de abertura do seminário estavam: Horácio Senna e Carlos Alberto Reis de Paula, ministros do Tribunal Superior do Trabalho; Afonso Florence, ministro do Desenvolvimento Agrário; Luiza Bairros, ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e Elisa Larkin, esposa de Abdias Nascimento.
De acordo com o presidente da FCP, a proposta é debater a construção de mecanismos para que seja assegurado o acesso aos bens culturais, econômicos e aos direitos fundamentais a população negra, que representa 70% dos pobres e 71% dos indigentes no Brasil, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

“A erradicação da miséria é o caminho para um país mais justo, fraterno e igual”. Com esta frase o presidente Eloi Ferreira de Araujo, da Fundação Cultural Palmares, abriu o “Seminário Nacional – A cultura como veículo de erradicação da miséria”, na noite da última terça-feira (16).

O evento que acontece até dia 18 de agosto, no St. Peter Hotel, em Brasília, tem por objetivo reunir ideias, propostas e ações para o enfrentamento da extrema pobreza a que estão expostos 16 milhões de brasileiros, a partir da promoção e valorização da cultura, sobretudo, a cultura afro-brasileira.

 

http://www.palmares.gov.br

Maresias: Projeto Mareginga

O projeto Mareginga conta hoje com mais de 100 crianças da comunidade de Maresias e é realizado na escola municipal do bairro há 04 anos.

A associação cultural e esportiva de maresias tem como objetivo principal a inclusão social de crianças e jovens do bairro através de práticas culturais e esportivas.

A manifestação que está como carro chefe que engloba esporte,cultura e lazer por enquanto é a capoeira,onde tenho o apoio de muitos que estou enviando este email e ja temos quase 200 alunos do bairro de maresias e paúba treinando regularmente e gratuitamente a capoeira.

Com a associação(que é uma entidade sem fins lucrativos) o objetivo além de incluir e resgatar esportes e manifestações culturais tipicas do local são:

  • -Construção de sede própria
  • -palestras sobre problemas vividos na infancia eadolescencia(drogas,orientação sexual eprofissional)
  • -inclusão digital
  • -encaminhamento de jovens a cursos profissionalizantes e universidades
  • -resgate de jovens com passagens pela polícia e tentativa de incluilos a sociedade
  • -trabalho c a terceira idade e portadores de nescessidades especiais
  • -parceria com ongs,associações,empresas,governo pessoas fisicas e juridicas

Quem conhece meu trabalho sabe que estamos indo aos poucos mas sem perder tempo e evoluindo a cada ano,o bem comum ja esta sendo feito.

Tenho certeza que com a união de todos nosso bairro vai se tornar exemplo para o Brasil e o mundo.ea intenção é espandir o trabalho para outros bairros desão sebastião onde ocorrem o crescimento desordenado de população acho q só com iniciativas como essa é que poderemos criar um lugar melhor para seviver e se frequentar.

O estatuto da associação em breve estará no nosso site www.mandingamaresias.com.br preciso de orientações eapoio nesse trabalho como disse é um trabalho conjunto,todos quequiserem poderão se associar e participar.

Agradeço a todos que vem se aliando comigo nessa missão e vamos tocar pra frente!!!abraço a todos

Prof.Gustavo-simba capoeira

Bahia: Projeto “Virando o Jogo”

Jovens capoeiristas brilham no projeto virando o jogo

Orgulhosos, com medalhas no peito, jovens capoeiristas  de bairros carentes de Salvador estiveram no centro das atenções e da roda de capoeira na manhã do domingo (16), no Forte Santo Antônio Além do Carmo, também conhecido como Forte da Capoeira.

Eles proporcionaram um belo espetáculo no projeto Virando o Jogo, que é fruto de uma parceria entre o Governo do Estado e a iniciativa privada, com organização esportiva realizada pela Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb).

Antes da capoeira, aconteceram as disputas do futebol masculino e do atletismo, sempre com a presença de jovens atletas representantes de bairros carentes de Salvador.

A próxima disputa vai envolver atletas do futebol feminino.

Roda de capoeira anima orla de Maceió

Capoeiristas querem manter viva essa manifestação cultural


Já dizia o dramaturgo e autor de novelas Dias Gomes, a ‘capoeira é luta de bailados, dança de gladiadores e duelo de camaradas’. E com essa mesma filosofia o grupo Rei Guerreiro, que tem equipes em vários bairros de Maceió e em municípios do interior do estado, invadiu a orla da Pajuçara para fazer apresentações e apresentar a dança à população.


De acordo com o coordenador do grupo, mestre Rasta, nos dois primeiros domingos de cada mês o Rei Guerreiro se apresenta na Feirinha do Tabuleiro do Martins e na orla marítima da cidade. “A intenção é nós mostrarmos a beleza dessa manifestação cultural que significa luta e dança ao mesmo tempo. Aqui em Alagoas as autoridades não valorizam muito a capoeira e temos que ser nós, admiradores e praticantes dela que precisamos levá-la até o povo”, disse ele.

Grupos espalhados

Segundo o mestre Rasta, o Rei Guerreiro tem grupos espalhados nos bairros do Tabuleiro do Martins, Cruzeiro do Sul, Rosanne Collor, Chã da Jaqueira e Santos Dumond e também tem seguidores em Santa Luzia do Norte e Coruripe. 
O grupo ainda não tem sede própria e ministra as aulas em escolas públicas e espaços privados que são oferecidos por incentivadores da capoeira. 

Os interessados em aprender capoeira podem ligar para 8801-7754. 

Teorias para o surgimento da capoeira

Existem duas teorias para o surgimento da capoeira. A primeira conta que durante os períodos em que não estavam trabalhando, os escravos se distraíam relembrando a sua terra, cantando, dançando e mantendo os rituais que costumavam praticar em suas aldeias na África. 

Já a 2ª teoria sugere que a capoeira tenha sido iniciada nas metrópoles por escravos que possuíam uma carga de trabalho mais amena e, portanto, dispunham de tempo, espaço e energias física e psicológica para desenvolver a luta. Com o passar do tempo, intencionalmente por parte de organizações abolicionistas, a luta foi se infiltrando nas cidades interioranas, fazendas e senzalas, surgindo como luta de libertação dos escravos ali cativos.

 

http://gazetaweb.globo.com

Teresópolis: Cultura nos Bairros promove festa no Barroso

Evento, que aconteceu neste domingo, contou com participação especial do Grupo de Capoeira Senzala.

As comunidades do Barroso e de Santa Cecília receberam no último domingo, 22, a visita do projeto Cultura nos Bairros, desenvolvido pela Secretaria de Cultura. As atividades foram realizadas no Centro de Referência em Assistência Social (Cras) do Barroso e incluíram muita música, teatro, poesia e até uma roda de capoeira. A trupe do Teatro de Rua, formada por alunos do curso de Teatro de Rua da Secretaria de Cultura, divertiu as crianças do bairro com fantasias e muitas brincadeiras, ao som de ritmos brasileiros, como o côco. Presente em quase todas as edições do projeto, a cantora e repentista Wanda Pinheiro se apresentou logo depois e fez sucesso com ‘Estúpido Cupido’, ‘Coração de papel’ e ‘Fuscão Preto’, entre outras canções. Comemorando aniversário, Wanda fez questão de lembrar a data e destacou ainda sua alegria em participar do Cultura nos Bairros.

Outro voluntário do projeto, o violinista Vinícius Pacheco, da Vila Muqui, encantou o público no Barroso ao tocar ‘Peixe Vivo’ e ‘Velha Infância’. Também sempre presente, o cantor Dudu Black agradou com ‘Amor é isso’, poema de Antonio Jorge dos Santos, entre outras canções.

Convidados especialmente para o evento, cerca de 20 integrantes do Grupo de Capoeira Senzala fizeram uma roda de capoeira, seguida de samba de roda. As duas atrações, em homenagem ao Dia da Consciência Negra, comemorado na última sexta, 20, foram realizadas no teatro do Cras do Barroso, sob o comando do contramestre China e dos professores Rodrigo e Giraia.

A tarde de festa teve ainda a participação de artistas locais. Eduardo Oliveira, aluno do Centro Educacional Helena de Paula Tavares (CEHPT) e leitor-intérprete do projeto de leitura Canta Enquanto Conta, interpretou as poesias ‘Quando eu bater à tua porta’ e ‘Mãos ocupadas com o livro’, do poeta Adilson Pires, morador de Santa Cecília e profissional de apoio da Escola Municipal Marília de Oliveira e Silva Porto. A banda Sobretudo, formada por Lino, Luciano, Tatiana, Pâmela e Thiago, também agradou em cheio com um repertório de forró de raiz, animando o público com músicas de Zé Ramalho e Alceu Valença.

Com quase 50 anos de prática musical, o sanfoneiro Joel Pires encantou com a música de raiz tradicional. Pai de 12 filhos, todos músicos, Joel toca sanfona e viola de 12 cordas, mas nunca havia se apresentado em público. “Sou tímido. Fiquei um pouco nervoso para me apresentar. Mas, valeu a pena. Este projeto é maravilhoso”, disse. A banda Cavaleiros de Yeshua, com Yuri, Pedro, Gabriel, Thiago e Willian, também se apresentou, apostando no repertório gospel. E algumas crianças do bairro recitaram poesias. Aluna da Escola Marília de Oliveira, Chayene Faria Soares foi uma delas e recitou ‘Todas as cores’.

• Público satisfeito

Presente ao evento, o presidente da Associação de Moradores e Amigos de Santa Cecília (Amasc), Jorge Cotoman, ficou satisfeito. “Este projeto é inovador e está engrandecendo não só o Governo Jorge Mario, como também todos os bairros visitados. É uma oportunidade única que estamos vivendo e temos que aproveitar cada minuto. Agradeço profundamente à Secretaria de Cultura por idealizar e promover um projeto tão louvável como este”, elogiou.

Diretor da Escola Marília de Oliveira e Silva Porto, o professor Luiz Miguel Ferreira concordou. “Uma iniciativa excelente. Tivemos a chance de conhecer os artistas do bairro. As crianças precisavam desse momento, elas fizeram uma farra. Ver esta alegria nos deixa muito felizes. E quem esteve aqui ainda terá a oportunidade de ser agente multiplicador. Sensacional”, comentou. Moradora do bairro, a adolescente Kathleen da Conceição Faria também gostou da festa. “Adorei tudo, principalmente as fantasias. Foi muito bom estar aqui hoje”, disse.

Para o Secretário de Cultura, Wanderley Peres, o projeto já tem sua identidade. “A cada edição realizada, o Cultura nos Bairros se fortalece. Hoje, as comunidades já conhecem a nossa proposta e apostam na ideia. A prova disso é o grande número de solicitações que recebemos constantemente, pedidos que nossa equipe vem atendendo com muito carinho e dedicação. Este reconhecimento é a constatação de que o projeto segue por um caminho bem-sucedido. E, com certeza, terá continuidade em 2010”, avalia.

Coordenado pelos professores Ayrton Rebello e Adalgisa de Carvalho, o projeto Cultura nos Bairros tem por objetivo levar atrações artísticas e culturais às comunidades, em praça pública, principalmente nos bairros mais afastados do centro. Desenvolvido desde o mês de junho, o projeto já passou pelo Bairro de São Pedro, Meudon, Barra do Imbuí, Venda Nova, Vila Muqui, Campo Grande, no final da Posse, Rosário, Canoas, Pessegueiros, Corta Vento, Fonte Santa, Campanha, Brejal, Bonsucesso, Fischer, Fazenda Alpina e Barroso. A próxima edição acontece no domingo, 29 de novembro, em Cruzeiro, no Segundo Distrito, a partir das 15h. E o grande encerramento do projeto em 2009 acontecerá no dia 20 de dezembro, no centro da cidade.

Fonte:  O Diário de Teresópolis  – http://odiariodeteresopolis.com.br

Bahia: Grupo de capoeira desenvolverá atividades ambientais

Salvador – Aliar capoeira a educação ambiental. Este é o objetivo da parceria entre a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) e o Grupo de Capoeira Ginga e Malícia. Com duração de três meses, o convênio vai permitir ao grupo – que atua há 18 anos com aulas de capoeira – desenvolver atividades socioambientais para jovens e crianças do Engenho Velho da Federação e bairros vizinhos.

De acordo com Valcir Batista Lima, conhecido como Mestre Marinheiro, o objetivo é despertar nos jovens a importância da preservação do meio ambiente através da capoeira.

“A idéia é retirar eles das ruas e integrá-los a uma iniciativa para que tenham noções básicas de educação ambiental. Preservar o meio ambiente é uma base para o viver. Quem cuida garante uma qualidade de vida melhor”, expressou Mestre Marinheiro, fundador do grupo de Capoeira Ginga e Malícia.

No grupo, a produção do berimbau – instrumento básico da capoeira – é feita pelos próprios jovens. Segundo Marinheiro, a biriba é a melhor madeira para fabricação do berimbau e é no Recôncavo que se encontra a de melhor qualidade.

Por conta disso, ele pretende expandir a iniciativa para a região. “No local, a procura pela madeira é grande e as pessoas irão entender a importância de retirar e manusear a madeira de forma correta, sem provocar agressões ao meio ambiente”, disse.

Segundo Tatiana Matos, assessora especial da Sema, o objetivo pretendido pelo convênio é formar uma consciência socioambiental junto à comunidade do Engenho Velho da Federação e bairros vizinhos.

Instrumento de educação – Criado em 1992 pelo Mestre Marinheiro, o grupo de Capoeira Ginga e Malícia, além da capoeira, disponibiliza em sua sede aulas de capoeira, teatro, inglês, artes plásticas, e artesanato, além de palestras educativas.

De acordo com o Mestre Marinheiro, a proposta é democratizar o acesso ao conhecimento, trabalhar a cidadania, disciplina, companheirismo e envolver crianças e adolescentes em atividades socioeducativas. Na sede, são ministradas ainda aulas de informática para as crianças do Engenho Velho e bairros vizinhos.

Fonte: http://www.jornaldamidia.com.br

Barra Mansa – Projeto social de iniciativa privada completa 12 anos

Há 12 anos o bairro São Pedro tem um projeto social de iniciativa privada beneficiando os moradores.

Na comunidade através do voluntariado do professor de Educação Física da rede municipal de Barra Mansa e Rio Claro, Lindinalvo Natividade, o projeto Capoeira no Bairro chegou no São Pedro dia 16 de junho de 1997.

Começamos com alguns objetivos como valorização da Capoeira como patrimônio da cultura nacional e aproximação da capoeira para crianças carentes de bairros distantes do Centro, locais de instalação das academias e escolas. Com apoio da Associação de Moradores e do Colégio Estadual São Pedro, as aulas iniciaram segundas e quartas-feiras de 19 às 21 horas com cobrança de uma taxa simbólica de R$ 5 por aluno, sendo 20% repassado para a escola. Após três anos, as aulas eram dadas no galpão do morador Leir. Atualmente são gratuitas na quadra do bairro – explicou o responsável pelo projeto.

De acordo com Lindinalvo, as primeiras aulas eram administradas pela extinta Escola de Capoeira Arte Brasileira com supervisão do Mestre Vinte e Um e coordenação do instrutor Lindi e professor Tandy.

Nos dias atuais são ministradas pelos contra-mestres Lindi e Tandy e pelos professores Marimbondo e Ferrugem, todos do Centro Esportivo de Capoeira Quarto Crescente.

Há 12 anos o projeto sobrevive da boa vontade dos integrantes sem verba do Poder Público. Festas de graduação e promoções, uniformes, instrumentos e apostilas de estudo são custeados por alunos, pais ou responsáveis – lamenta Lindinalvo, afirmando que desde a formação do projeto foram beneficiados mais de mil alunos, sendo no bairro São Pedro, dois profissionais da Capoeira.

Paralelas às aulas, ações sociais beneficiam instituições do município e famílias carentes como campanha de Doação de Brinquedos para crianças da Creche Padre Adalberto, no São Luiz e Arrecadação de Alimentos para famílias do bairro Retorno.

Introduzimos a Capoeira nos bairros Roselândia e São Luiz. Semanalmente estamos no São Pedro e Jardim América. No São Pedro as aulas são dadas às quintas-feiras e no Jardim América, às terças-feiras, de 19 às 21 horas. Com nosso trabalho, afirmamos que a Capoeira faz parte da vida dos moradores do bairro São Pedro em diversas programações da comunidade como festas e rodas tradicionais.

Fonte: http://valesulonline.com.br/

ES – Projeto: Capoeira, Cultura e Lazer

As inscrições e as aulas do Projeto “Capoeira, Cultura e Lazer”, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, vão ser iniciadas na próxima segunda-feira (02/03). As atividades ocorrerão nas quadras dos bairros Paraíso e Santa Cecília.

As aulas são gratuitas. No bairro Paraíso, elas serão ministradas às segundas e quartas, das 17h30 às 18h30, e às terças e quintas, das 08h00 às 10h00. Já no bairro Santa Cecília serão às terças e quintas, das 15h00 às 18h00.

Segundo o secretário municipal de Esporte e Lazer, Gustavo Coelho, o projeto atenderá crianças a partir de 06 anos de idade. A idéia é envolver, também, os grupos de terceira idade. O mestre de capoeira Volmir estará à frente das aulas, juntamente com os estagiários da secretaria.

Ainda de acordo com o secretário, a expectativa é que entre 100 e 120 pessoas participem do projeto. A secretaria quer, posteriormente, ampliar as atividades para outros bairros. “A capoeira é uma atividade que possui um grande público.

Daí, a necessidade de lançar esse projeto em Cachoeiro. Vamos lançá-lo inicialmente no Paraíso e no Santa Cecília, mas a nossa intenção é levá-lo a outras comunidades”, afirmou Gustavo.

Para fazer a inscrição, o interessado deve levar uma cópia da carteira de identidade ou da certidão de nascimento, além de fornecer dados pessoais como endereço e telefone. Caso seja menor de idade, serão necessárias as informações dos pais ou do responsável.

Bauru: Periferia em ação – Capoeira & Cidadania

Fortunato, Jaraguá e Santa Edwirges unem forças para combater as mazelas sociais
Para lutar contra os estigmas da violência, da criminalidade e da miséria que “rotulam” a periferia de modo geral, o Núcleo Fortunato Rocha Lima, o Parque Jaraguá e o Parque Santa Edwirges, três bairros da zona norte de Bauru, resolveram unir forças.
Suas associações buscam, na ajuda mútua, a saída para os problemas socioeconômicos que atingem a população da região. Além dos programas desenvolvidos pelo poder público, o trabalho só é possível com iniciativas da própria comunidade.
 
Quem faz a diferença são pessoas como as irmãs Lidiane Silva Pereira de Oliveira, 25 anos, e Leda Maria Pereira, 26. Juntas, elas coordenam o projeto Anjos da Roda, que oferece aulas de capoeira a 36 crianças e adolescentes carentes do Fortunato Rocha Lima e de bairros vizinhos.
Lidiane (ou Diane Queixada, sua identidade como professora de capoeira), conta que a inspiração para o projeto, iniciado em maio de 2004, foi Wayslan Carlos Lopes, 16 anos. “Na época, comecei a dar aulas particulares de capoeira no bairro e o Wayslan ficava assistindo, com vontade de participar, mas não tinha condições de pagar” relembra a estudante do último ano de educação física.
 
Como outros meninos também mostraram interesse, Leda sugeriu a criação do Anjos da Roda. “Por que ficar esperando o governo quando também podemos contribuir para um futuro melhor?”, diz ela, que auxilia Diane na coordenação do Grupo de Capoeira Pau Pereira.
 
Wayslan e outros beneficiados agradecem. Há cinco anos na capoeira (e há 11 no Fortunato), ele achava que nunca iria conseguir jogar igual às outras pessoas. “Agora, consigo fazer vários movimentos bonitos. Me orgulho de ser capoeirista”, diz.
 
O desenvolvimento do adolescente, porém, vai além do esporte. “Antes, eu só bagunçava e brigava. A capoeira me ensinou a ter mais paciência e disciplina”, comenta Wayslan, que sonha em fazer faculdade de educação física e se tornar mestre de capoeira.
 
Para compartilhar esse bem-estar, Wayslan incentivou pessoas como Willian Aparecido Pereira da Silva, 14, a participar do projeto. Willian, por sua vez, levou o irmão, Lucas Vinicius Antonio, 10.
 
Para Willian, que há cinco anos vive no Fortunato, a capoeira serve como um “analgésico” para as dificuldades financeiras e emocionais de sua família – principalmente o alcoolismo dos pais. “A capoeira faz a gente esquecer um pouco os problemas. Me dá alegria e me ajuda a acreditar que o futuro pode ser melhor”, afirma. Lucas completa: “A gente fica mais esperto. Me divirto”.
 
Francine Dagmar Regina Pereira, 11 anos, também se diverte. Tanto que diz que, quando a aula acaba, às sextas-feiras, já vai embora com saudade. E ela quer levar essa alegria adiante. “Quero ser mestre de capoeira para também dar aulas a outras pessoas carentes. Penso em ser veterinária também.”
 
Para Diane Queixada, que participa de mais três projetos sociais em outros bairros de periferia, o desenvolvimento de seus alunos é a melhor gratificação. “É a paixão pela capoeira e o bem-estar desses jovens que motiva minha dedicação”, diz.
 
Para preencher as 50 vagas disponíveis, Diane e Leda estão com inscrições abertas para crianças e adolescentes de 4 a 16 anos. Os interessados devem ir acompanhados dos pais à rua João Prudente Sobrinho, sem número, na quadra poliesportiva (emprestada) do projeto Girassol, às sextas-feiras, das 19h às 21h. Mais informações pelos telefones (14) 9748-9871 ou 9134-4911.
 
Agente Jovem motiva Rodrigo
 

Há dois meses, jovens dos bairros Fortunato, Jaraguá, Nove de Julho, Parque Roosevelt e Santa Fé contam com o programa Agente Jovem, desenvolvido pela Sebes (Secretaria Municipal do Bem-Estar Social) em parceria com o governo federal.
 
A iniciativa, porém, partiu de Alcides Augusto Mendonça Júnior, 43 anos, presidente da creche-berçário São José, que divide espaço com o “barracão” do Agente Jovem. De segunda a sexta, pela manhã, 25 adolescentes têm aulas de pedagogia, dança, artes plásticas, educação física e biologia, além de receber bolsa de R$ 65 por mês se a freqüência for maior que 75%.
 
Para Rodrigo da Silva, 15 anos, a bolsa é mais do que um incentivo. É com o dinheiro recebido do programa, somado a alguns “bicos”, que sua família sobrevive. Ele mora no Fortunato com a mãe e uma irmã de 18 anos, mas as duas estão desempregadas. “Na última entrevista de trabalho que minha mãe fez, já estava tudo certo, mas quando ela disse que morava no Fortunato, perdeu a vaga”, conta, com lágrimas nos olhos.
 
Rodrigo vê no programa a chance de um futuro promissor. “É importante o que aprendemos aqui”, diz ele, que sonha em ser jogador de futebol e se espelha em Ronaldinho Gaúcho.
 
Futsal diminui preconceitos
 
“O futsal me ajudou a ser menos preconceituosa, a ter mais respeito pelas pessoas e a estudar melhor.” É dessa forma que a estudante Melanie Andreza da Silva, 14 anos, define a importância do projeto Criança Não Trabalha, Criança Dá Trabalho.
 
Realizado há três anos por Genival Francisco da Silva, presidente da Associação de Moradores do Parque Santa Edwirges, em parceria com a Semel (Secretaria Municipal de Esportes e Lazer), o projeto visa oferecer lazer a crianças e adolescentes carentes do próprio bairro e vizinhos. “O objetivo é ocupar a criançada, principalmente durante as férias escolares, e ampliar a convivência delas com pessoas de outros bairros e classes sociais por meio dos campeonatos que realizamos”, explica Silva.
 
Segundo ele, o projeto prevê também atividades educativas e culturais. “Ainda estamos ‘engatinhando’ e, para isso, são necessários voluntários.”
 
Programa ajuda jovens no primeiro trabalho
 
Se conseguir o primeiro emprego é algo difícil para a maioria das pessoas, o desafio é ainda maior para quem vive na periferia. “Isso fecha portas. Infelizmente, quem mora em bairros periféricos enfrenta todo tipo de preconceito”, afirma Benedito Domingos da Silva, o Benê, uma espécie de relações públicas da Associação de Moradores do Parque Jaraguá.
 
Para melhorar a colocação no mercado de trabalho de jovens do Jaraguá e bairros vizinhos, a associação acaba de firmar uma parceria com o Cecape (Centro de Capacitação Profissional do Estudante), uma empresa de RH de Campinas. “Vamos trabalhar em conjunto com empresários da cidade para dar oportunidade de estágio principalmente a estudantes de comunidades carentes”, afirma Willer Moreira, gerente comercial do Cecape. Inicialmente, há 30 vagas disponíveis para jovens a partir de 16 anos – do ensino médio ao superior.
 
Uma das metas é utilizar a mão-de-obra formada pelo programa Primeiro Emprego, desenvolvido pela prefeitura em parceria com o Estado nas unidades do NAF (Núcleo de Apoio à Família) nos parques Jaraguá e Real.
 
Para Joice Aparecida de Oliveira, 17 anos, uma das primeiras a garantir uma vaga, o estágio na padaria Copacabana vem em boa hora. Formada no curso Primeiro Emprego no início deste ano, no Jaraguá, ela começou a trabalhar há duas semanas e comemora a possibilidade de ajudar no sustento da família – vive com a mãe, o padrasto e as duas irmãs. “Trabalhar é ter responsabilidade e lutar por uma vida melhor”, diz ela, que pretende ser pedagoga.
 
Vanderléia dos Santos Silva, 17, sequer concluiu o curso do Primeiro Emprego e já começou a trabalhar na loja PoliBrasil Modas na semana passada. “Trabalho como repositora, atendente e vendedora. Estou aprendendo bastante coisa”, conta. Com o salário, quer auxiliar nas despesas da família e guardar dinheiro para fazer faculdade de administração.
 
"Deveriam conhecer a periferia"
 
Apenas um mês após se formar no curso do Primeiro Emprego em julho do ano passado, Thiago Rafael da Silva Remoardo, 16, conseguiu uma vaga de auxiliar administrativo na editora Alto Astral. “Estou aprendendo muita coisa. É importante para o meu desenvolvimento pessoal e profissional”, comenta.
 
Segundo ele, o trabalho o ajudou também a descobrir sua vocação: quer fazer administração de empresas. Para isso, leva a sério as aulas do 2º ano do ensino médio, na Escola Estadual Professor Ayrton Busch. “Quero me tornar um grande profissional”, diz.
 
Se vê como obstáculo o preconceito que atinge a comunidade da periferia? “O que vale não é a localização do bairro, e sim os moradores. Todo lugar tem problema. As pessoas deveriam se desarmar e conhecer melhor a periferia. Com certeza, não é tudo de ruim que dizem”, afirma.
 
Iniciativa põe comida na mesa
 
Do Parque Roosevelt até o Jaraguá, a dona-de-casa Claudinéia da Silva Messias do Santos, 27, calcula andar quase uma hora – mas compensa. A longa caminhada é em busca de alimentos, cedidos pelo projeto Dê Pão a Quem Tem Fome e Água a Quem Tem Sede, organizado pela Associação de Moradores do Jaraguá em parceria com a 5ª Igreja Presbiteriana Renovada – não há restrição religiosa ao público atendido.
 
Claudinéia vive de aluguel com os três filhos e o marido, servente de pedreiro. A família sobrevive com R$ 400. “Mal dá para pagar as contas. Há cinco meses, estamos sem energia elétrica. São esses alimentos que colocam comida na mesa para os meus filhos”, diz Claudinéia, beneficiada pelo projeto há um mês.
 
Em andamento desde dezembro do ano passado, por meio de uma parceria com o Banco de Alimentos da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), o projeto acaba de ganhar o reforço das doações do supermecado Superbom. Há pouco mais de um mês, o número de famílias atendidas passou de 250 para 350. Por dia, 600 quilos de legumes, verduras e frutas são distribuídos. Cada família recebe 10 quilos de alimentos, uma vez por semana – além da sopa servida às quintas-feiras para 200 famílias.
  
Fonte: Agência BOM DIA