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Livro “A capoeiragem no Recife Antigo – os valentes de outrora”

O livro "A capoeiragem no Recife Antigo – os valentes de outrora" traz um pouco da história da capoeira na sociedade recifense na época dos brabos e valentões, momento em que a capoeira sofria uma forte perseguição e, ao mesmo tempo, era aclamada por algumas classes como sinônimo de valentia e destreza!

Vem, ainda, com histórias e notícias em torno dos capoeiras e bandas de música, dos passistas e dos feitos dos valentes que contribuíram para uma organização social no Recife e para um registro forte da capoeiragem em Pernambuco.

 
Mônica C. de A. Beltrão
monicabeltrao@recife.pe.gov.br
 
 

Frevo: Dança e estilo de música nasceram ao mesmo tempo

O que é o frevo? Um tipo de música, uma dança? Embora nos dias de hoje as duas coisas se confundam, a palavra “frevo” originalmente se referia, segundo os especialistas no tema, à parte musical da conhecida manifestação popular – o “passo” seria, portanto, a dança corresponde ao estilo musical. Mas a verdade é que frevo, nos dias de hoje, significa música e dança. É impossível separar as duas coisas. Mas nem sempre foi assim.
 
O pesquisador Leonardo Dantas Silva afirma que não é possível determinar quem veio primeiro, se o frevo ou o passo. Na verdade, ele concorda com o pesquisador Valdemar de Oliveira. O lendário folclorista escreveu no livro “Frevo, Capoeira e Passo”, em 1971, que dança e música nasceram ao mesmo tempo, e foram fruto de um choque, no mínimo, excêntrico: a capoeira e as marchas militares.
 
O que aconteceu foi um fenômeno interessante e peculiar. Em meados do século XIX, as cerimônias de troca de guarda nos quartéis exigiam que as bandas militares desfilassem pelas ruas, várias vezes por dia. Aos poucos, praticantes da capoeira – geralmente negros, ex-escravos e pessoas egressas das camadas mais humildes da população do Recife – desenvolveram o hábito de acompanhar os cortejos, executando passos de dança improvisada.
 
O pesquisador Francisco Augusto Pereira da Costa definiu assim, em 1974, o ‘capoeira’: ““O nosso capoeira é antes o moleque de frente de música, em marcha, armado de cacete, e a desafiar os do partido contrário [ou seja, as bandas rivais], que aos vivas de uns, e morras de outros, rompe em hostilidade e trava lutas, de que não raro resultam ferimentos, e até mesmo casos fatais!”.
 
Dantas Silva explica que naquela época o frevo não era diretamente associado ao Carnaval. “As bandas militares desfilavam durante o ano inteiro, e a capoeira ganhou acompanhamento musical, formando o embrião do frevo”, afirma.
 
Segundo o historiador e folclorista pernambucano, registros nos jornais da época mostram que o Governo de Pernambuco ficou tão preocupado com as primeiras manifestações daquela dança que proibiu a capoeira em 1856, quando os praticantes da nova arte já dançavam o passo durante os desfiles militares, embora a palavra “frevo” ainda não fosse pronunciada.
 
Por que a proibição? Porque eram desfiles violentos: os dançarinos, quase sempre negros e pobres, brandiam porretes ou facas, e não era raro que a dança descambasse para a violência. “Os capoeiras adotavam uma banda marcial como a de sua preferência, e considerava adversário quem não compartilhasse da mesma ‘torcida’. Pernadas, golpes com pau de quiri, espetadas com faca, punhal eram distribuídos com os partidários da banda adversária”, escreveu o jornalista e crítico de música José Teles.
 
A proibição não era exclusiva do Recife, tendo ocorrido também no Rio de Janeiro. Enquanto no sudeste a proibição foi obedecida à risca, em Pernambuco ela não valeu por muito tempo. Ruy Costa, autor do livro “História Social do Frevo”, vislumbra nesta fase a associação do frevo à época do Carnaval.
 
Mais rebeldes e afoitos, os antigos ‘capoeiras’ diminuíram os cortejos dançantes, encontrando um refúgio razoavelmente seguro para praticar sua arte: os clubes carnavalescos de rua, que começavam a nascer pelas mãos das classes mais baixas. A nova dança passava a ficar mais restrita à comemoração do Carnaval. Aos poucos, o frevo ia tomando forma.
 
Por Rodrigo Carreiro
Da Redação do pe360graus.com
 
Fonte: http://pe360graus.globo.com/diversao360/matler.asp?newsId=64166
 
 


Foto: "Frevo", foto tirada por Pierre Verger em Recife, em 1947; obra do francês tem 60 mil imagens

 

Berlim, Alemanha: Afoxé Loni comemora 10 anos

Da Alemanha, mais precisamente do Cazuá do meu "irmão" Marcio Araújo, mais conhecido na capoeiragem como contra mestre Perna, nos chegam notícias em que no ano da copa do mundo, o país sede já esta inundado de brasilidade e cultura popular…  Antes mesmo de desembarquarem naquelas bandas os camaradas da "seleção canarinho", (aproveitando a deixa pra gente desejar muito sucesso e axé pra nossa seleção!!!).
Pois na luta do dia a dia… no duro trabalho de resistencia… existem muitos camaradas que dão o sangue e se desdobram para implementar um trabalho de base com responsabilidade e coerencia… construindo uma casa em alicerce seguro…
 
Fica aqui a homenagem do Portal a todos os BRASILEIROS, que assim como: Murah, Perna, Ciquinho, Jeronimo, Umoi, Bigodinho, Dorado, Nestor, Loka, João e tantos outros  que tiveram a oportunidade de dar esta volta ao mundo… Nos representando e nos fazendo sentir orgulho da nossa arte e cultura… Axé meus camaradas!!!
 
Afoxé LoniNo aniversário de 10 anos do AFOXÉ LONI, sob a batuta do Mestre Murah, que tive o prazer de conhecer em 2005 em Bremen, Alemanha, quartel general da Família Cazuá, o Afoxé invadiu as ruas de Berlim no carnaval das bandas de lá… e como convidados de honra, estiveram presentes os Irmãos Guerreiros, representando a nossa capoeira mãe…
 
Um grande axé para o camarada Murah, meu amigo e grande "mestre da dança e embaixador da nossa cultura em Berlim"
 

Site Oficial do Afoxé Loni: http://www.afoxe-loni.de
 
Site do Mestre Murah: http://www.murah-soares-dance.com
 
Site do Cazuá – Contra mestre Perna: www.capoeira-angola-bremen.de

Curiosidades

CURIOSIDADES

1)Brincadeira de negro.

Até o século XIX os "batuques" de negros eram estimulados por serem válvulas de escape e acentuarem as diferenças entre as diversas nações africanas.
A partir de 1814, começam a ser perseguidos – "brincadeira de negro"
torna-se fato social perigoso de acordo com textos legais.


2)Boçal.

No período de 1810-1830 era comum evitar uma maioria de escravos da mesma etnia numa mesma senzala. Os negros perdiam a liberdade, a língua natal, os costumes e até a identidade, misturados à africanos de outros povos. Até esse período seria bastante difícil ocorrer a mistura que daria origem à Capoeira – tendo em vista o antagonismo entre as etnias.

A partir daí, no entanto, a comunidade branca começa a incentivar as diferenças entre o "boçal"(o africano, ou aquele que recusava a integração. Não falava ainda o português) em oposição ao "ladino"(escravo integrado. Já falava português) e "crioulo" (negro ou mulato nascido no Brasil), favorecendo estes últimos com trabalhos mais brandos, perspectiva de ascenção social etc.

A comunidade negra, no entanto, muitas vezes valorizava o "boçal" em detrimento do "crioulo" ou "ladino", ainda que estes últimos fossem mais ricos – a africanidade("boçalidade", palavra que adquiriu sentido pejorativo) era garantia de manutenção de valores tradicionais.
Paralelamente, as rivalidades tribais perdem quase totalmente o significado, o que facilitará a síntese lutas/danças.

3)Rabo-de-arraia.

Jair Moura explica que o rabo-de-arraia tradicional era um golpe em que, de frente para o adversário, planta-se uma bananeira, ficando-se então de cabeça para baixo e de costas para o oponente,
e imediatamente atinge-se a cabeça do inimigo com uma violenta pancada dada com o calcanhar de um ou de ambos os pés.

4)Uniforme dos angoleiros.

Mestre Pastinha instituiu o uniforme dos angoleiros com as cores do seu time de coração, o Ypiranga, de Salvador. Para ele o capoeira devia jogar calçado.

5)Uniforme dos capoeiras da Regional.

Mestre Bimba aboliu os sapatos no treino e instituiu o uniforme branco baseado no costume da domingueira, a roupa elegante que o capoeirista vestia e que permanecia limpa mesmo depois do jogo, provando sua competência.

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