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Portugal, Leiria: Ginga e Camaradagem

Capoeira: o exercício que é mais difícil ver do que fazer

O espetáculo vai começar. A roda está formada e a bateira dá sinal para que os berimbaus e atabeques começem a soar. O ritmo tem três tempos e todos acompanham ou com instrumentos ou a cantar e bater palmas. Para o centro da roda vão dois capoeiristas que fazem o jogo. É assim que se faz a festa da capoeira.

Em Leiria, a modalidade desportiva que oferece simultaneamente uma experiência cultural, música e dança, existe há 11 anos. Primeiro em ginásios e desde 2009 com espaço próprio, 100 por cento dedicado à modalidade, na Academia Ginga Camará (“ginga” significa movimento + “camará” significa camaradagem = a movimento de camaradagem).

O grupo assinalou o quarto aniversário do espaço, localizado em Gândara dos Olivais, a 19 de dezembro.

Papagaio e Pastilha

Desenvolvida no Brasil, a capoeira surgiu como um sistema de defesa entre os escravos africanos. Contudo, a prática era proibida e os capoeiristas introduziram movimentos de dança à luta para disfarçar. O mesmo acontecia com as alcunhas que adotavam para escapar às autoridades. Hoje em dia, a tradição continua a existir.

Jimmy Papagaio, isto é, “Contramestre Papagaio” é o fundador do grupo. Natural do Brasil, desde cedo conviveu com a modalidade e, em Portugal, procurou sempre alimentar este mix de desafio-desporto-experiência-tradição. “Normalmente, ninguém acha que é capaz de fazer, porque é mais difícil ver do que fazer”, considera. Não é preciso uma preparação física perfeita, já que os exercícios se adaptam às idades e capacidades de cada um e a perfeição também se conquista.

Pedro Sintra, o “Instrutor Pastilha”, por exemplo, acompanha os mais pequenos, desde os 4 anos. Nesta categoria a principal dificuldade está na concentração, algo próprio da idade, enquanto nos adultos se trabalha mais a coordenação dos membros inferiores e superiores com os movimentos do resto do corpo e o ritmo.

Apesar de ser considerada uma arte marcial, “na base da capoeira não há contacto físico entre quem joga. Há um movimento base, a ginga, e depois um movimento de ataque e um de defesa, em que os adversários interpretam o gesto contrário e respondem com outro movimento. Há ainda os movimentos de floreio, onde estão as acrobacias e mortais”, justifica o instrutor. E tal como no judo e no karaté, a graduação do capoeirista depende da cor da corda que usa à cintura. A atribuição acontece uma vez por ano, no batismo, e depende da prática e empenho de cada um.

Além do espaço de Leiria, frequentado por 40 atletas, o Ginga Camará tem também delegações em Alcobaça, Condeixa, Lisboa e em Pescara, Itália, num projeto de dois antigos alunos.

 

Fonte: http://www.regiaodeleiria.pt

Marina Guerra
marina.guerra@regiaodeleiria.pt

FCP coordenará programa de cooperação internacional Conexão Brasil-África

A Fundação Cultural Palmares (FCP) é o órgão do governo federal que coordenará a construção de uma proposta de Programa de Cooperação Internacional voltada para a cultura africana denominada Conexão Brasil-África.

A proposta contemplará ações do Plano Plurianual como capacitação, pesquisa e educação, ciência e tecnologia, difusão cultural e formação profissional de agentes culturais.

O Plano Plurianual – previsto no artigo 165 da Constituição Federal estabelece as medidas, gastos e objetivos a serem seguidos pelo Governo Federal, Estadual ou Municipal ao longo de um período de quatro anos.

Para Daniel Brasil, da Assessoria Internacional da FCP, a iniciativa servirá para fomentar o potencial estratégico de base africana e afrodescendente como forma de apoiar processos de desenvolvimento nos países africanos, latino-americanos e Brasil por meio da cooperação internacional. “A ação certamente apoiará a capacitação de agentes culturais a partir do intercâmbio com base na experiência brasileira e sua diversidade.”

A iniciativa faz parte de uma ação prioritária do Ministério da Cultura. A previsão é que até o final de 2012 o trabalho final seja apresentado à presidenta Dilma Rousseff e as atividades iniciadas em 2013.

 

Criada em 1988, a Fundação Cultural Palmares é uma instituição pública vinculada ao Ministério da Cultura que tem a finalidade de promover e preservar a cultura afro-brasileira. Preocupada com a igualdade racial e com a valorização das manifestações de matriz africana, a Palmares formula e implanta políticas públicas que potencializam a participação da população negra brasileira nos processos de desenvolvimento do País.

Fruto do movimento negro brasileiro, a Fundação Cultural Palmares foi o primeiro órgão federal criado para promover a preservação, a proteção e a disseminação da cultura negra. Em seu planejamento estratégico, a instituição reconhece como valores fundamentais:

COMPROMETIMENTO com o combate ao racismo, a promoção da igualdade, a valorização, difusão e preservação da cultura negra;
CIDADANIA no exercício dos direitos e garantias individuais e coletivas da população negra em suas manifestações culturais;
DIVERSIDADE, no reconhecimento e respeito às identidades culturais do povo brasileiro.

 

http://www.palmares.gov.br

Aconteceu: Iª Oficina de Samba de Viola

A Iª Oficina de Samba de Viola aconteceu na última quinta-feira, 19 de maio, na rua Conselheiro Ramalho, a partir das 20h.

A troca de conhecimentos na oficina da Casa Mestra Ananias – CMA será feita de maneira vivencial, tendo como base o aprendizado dos jovens sambadores do grupo Garoa do Recôncavo. Desde meados de 2000, alguns integrantes do grupo realizam um intercâmbio cultural com os sambadores do Recôncavo Baiano. A abordagem da oficina terá como base as experiências e conclusões do grupo, a partir dessa vivência no universo do samba de viola e com o Mestre Ananias, ficando à parte questões históricas de um conteúdo formal.

Esta ação faz parte dos esforços da CMA para a preservação do samba de viola aqui em São Paulo, tendo em vista a importância desse gênero musical, que as novas gerações também podem aprender e colaborar para manter a tradição de nossas manifestações culturais.

O samba de roda é patrimônio inestimável da cultura brasileira. Assim como na capoeira, os mestres desta arte precisam do nosso reconhecimento, dada ao papel que exercem para a preservação de saberes autênticos. Nossa lembrança aqui vai ao Mestre Bigodinho, de Santo Amaro da Purificação, capoeira e sambador que deixou a vida aqui no plano terrestre no dia 5 de abril, aos 78 anos de idade.

Participe da oficina!

 

Dica: Clique no link e conheça o trabalho do Reconca-Rio, grupo de samba de roda carioca. O Reconca-Rio atua com uma proposta semelhante à desenvolvida aqui em São Paulo por Mestre Ananias e o grupo Garoa do Recôncavo. Em 2010, Minhoca, André (sambadores do Garoa) e Mestre Ananias estiveram numa vivência com o Reconca-Rio na capital carioca, a convite do grupo.

 

Vídeo com trechos de viagem ao Recôncavo Baiano em fevereiro de 2011

 

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Conferência de Cultura de Cuiabá

Conferência de Cultura de Cuiabá acontece no dia 27/10

Programação da CMC de Cuiabá inclui debate aberto sobre os eixos temático e mostra de vídeos sobre os textos base.

A data da Conferência Nacional de Cultura de Cuiabá se aproxima. Na próxima terça feira, dia 27 de outubro, iniciando-se às 08:00, ela será realizada na AMM – Associação Matogrossense de Municípios, localizada na Avenida Historiador Rubens Mendonça, nº 3920 bairro Bosque da Saúde.

Para as reliazações das Conferências municipais, o Ministério da Cultura e o Núcleo de Atenção Social à Cidadania e Educação – NASCE convocaram os facilitadores nacionais e em Mato Grosso, a pessoa selecionada foi Lenissa Lenza, agente cultural do Instituto Cultural Espaço Cubo. Entre uma de suas ações, ela publicou um Manual de Realização de Conferências Municipais e Intermunicipais, que reúne informações como  organogramas de organização das conferências, fluxogramas dametodologia que deve ser aplicada de acordo com o regimento nacional, além delink´s oficiais sobre a II CNC como o próprio regimento e o texto base para os eixos temáticos propostos.

Além do Manual, foi disponibilizado o calendário das realizações de conferências em outros pontos do estado, como Sinop (28/10), Tangará (29/10), Barra do Garças (31/10) e Juína (30 e 31 de outubro).

Na Conferência de Cultura da capital, a sociedade civil, artistas, produtores e demais agentes culturais poderão sugerir idéias para setem debatidas nos eixos temáticos dessas Conferências – Produção Simbólica e Diversidade Cultural, Cultura, Cidade e Cidadania, Cultura e Desenvolvimento Sustentável, Cultura e Economia Criativa e Gestão e Institucionalidade da Cultura. Além disso, pretende discutir diretrizes, princípios e estratégias visando um Plano Municipal de Cultura, o que torna a reunião um debate sobre políticas culturais.

Para Mário Olimío, ex-secretário de cultura, “A Conferência de Cultura é o momento mais importante da política cultural no ano, e já aconteceu muita coisa, como a reforma da Lei Rounet, mas nada disso se compara a magnetude da Conferência”.

No dia 27 a programação se inicia às oito da manhã, com o Café da Manhã e o credenciamento dos agentes. Após a abertura oficial às 09:00, teremos uma sessão de vídeo com o aturo dos textos base, Bernardo Machado, para que os eixos sejam discutidos num debate aberto. Após a pausa para o almoço, haverá a divisão da plenária em grupos de trabalho pelos cinco eixos temáticos.

No último bloco de atividades, os grupos se reunem numa Plenária Final, onde acontece a votação das diretrizes que irão compor o documento final da 2° Conferência Estadual de Cultura e a eleição dos delegados que representarão a classe na Conferência Estadual. A noite termina com uma apresentação cultural.

Reforçando, a Conferência Municipal acontece no dia 27, às 08:00 na AMM.

SERVIÇO:
Conferência Municipal de Cultura
Quando: 24 de outubro
Onde: AMM – Associação Mato Grossense de Municípios.
Informações: (65) 3052 0321 | (65) 9608 2170

Atenciosamente,

Dríade Aguiar – Espaço Cubo – Cuiabá MT
(65) 3052 0321 | (65) 8146 8412
driade@live.at
www.foradoeixo.org.br
www.mic.foradoeixo.org.br
www.hellcity.org.br
www.espacocubo.org.br
Av. Presidente Marques, 240, Centro. Cep 78045-175, Cuiabá-MT

Método Brincadeira de Angola: Capoeira para Crianças a partir de um ano

Apresentarei neste artigo o método “BRINCADEIRA DE ANGOLA – capoeira para crianças”, que poderá ser utilizado para subsidiar professores que sentem necessidade de embasamento na sua prática com crianças pequenas, a partir de um ano. “-UM ANO??? COMO EH QUE PODE, ELES NÃO FAZEM NADA AINDA!!! NÃO EH POSSÍVEL ENSINAR CAPOEIRA PARA CRIANÇAS DE UM ANO!”, é a reacção que sempre recebo ao apresentar o método. Lembro a todos que, há duas décadas, diziam o mesmo sobre aulas para crianças de 4 ou 5 anos…

Desde os anos 90 vemos um crescimento enorme das aulas de capoeira para crianças, crescimento este que não foi acompanhado por uma preparação pedagógica dos professores, inclusive este que vos escreve.

Como a maioria dos professores, comecei a dar aulas muito jovem e, sem um prepare específico, me vi perdido nos primeiros dias. Isto foi em 1995… na época em que ligávamos para uma escola oferecendo capoeira e eles dizia: “capoeira não, vocês não tem judo?”…

Com o passar dos anos, me especializei em capoeira para crianças e desenvolvi o método “BRINCADEIRA DE ANGOLA-Capoeira para crianças”. Continuei pesquisando e,  sentindo a necessidade de maior aprendizado, ingressei no curso de Pedagogia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, onde me formei e por onde publiquei diversos artigos sobre capoeira e educação no meio academico.

O método BRINCADEIRA DE ANGOLA foi criado pela necessidade de se ultrapassar as aulas clássicas de capoeira para crianças, aulas estas muitas vezes adaptadas de jogos da Educação Física Escolar(EFE).

O intuito foi elaborar uma Pedagogia da Capoeira, especifica desta arte, tendo por base o estudo do ethos da capoeira, do que a distingue de outros campos do saber: a ancestralidade como base, os Mestres como meio e a emancipação como fim.

O método utiliza conhecimentos de diversas áreas academicas, reconhecendo o valor da EFE, da Psicologia, da Pediatria etc, mas eh fundamentalmente baseado nos conhecimentos ancestrais da Capoeira, divididos em 4 áreas complementares:  Movimento, Musica, Social, Afetiva.

Falarei neste artigo somente do aspecto psicomotor, de forma resumida. Sobre maiores detalhes podem contatar-me ou visitar o  site www.brincadeiradeangola.com.br – “Capoeira para crianças no Rio de Janeiro”.

MOVIMENTO NATURAL

Observando o jogo de Capoeira Angola de mestres como João Pequeno, impressiona a simplicidade dos movimentos utilizados e a ausência de estresse muscular, em posições corporais naturais ao corpo humano, como queda-de-quatro, cocorinha, rabo-de-arraia etc. A Capoeira Angola, praticada desta forma, eh  a base da simplicidade do método BRINCADEIRA DE ANGOLA  para crianças a partir de um ano, pois a maioria das crianças nesta idade já dominou os 5 estágios necessários para se mover com um repertório corporal similar ao utilizado pelo mestre João Pequeno e outros grandes mestres de capoeira Angola, que sabiamente chegam a uma idade avançada ainda vadiando capoeira.

Relaciono estes estágios com o mundo animal:

  1. Animais aquáticos: Contração e expansão.
  2. Repteis: Arrastar-se
  3. Quadrúpedes: Andar em quatro apoios
  4. Símios: acocorar-se
  5. Humano: Eretibilidade

 

Fases: 1- Animais aquáticos: Contração e expansão. 2- Repteis: Arrastar-se. 3- Quadrúpedes: Andar em quatro apoios. 4- Símios: acocorar-se. 5- Humano: Eretibilidade

Fase 1 – Animais aquáticos

Nesta fase acompanhamos os primeiros movimentos que a criança utilizou em seu desenvolvimento uterino, um meio aquático: contracao e expansão.
Preservar estes movimentos é essencial para a saúde corporal e para isso utilizamos materiais simples como colchões ou rolos de espuma, auxiliando as crianças a realizar rolamentos laterais ou frontais, como cambalhotas. Futuramente estes movimentos darão lugar a formas mais elaboradas de contração e expansão, como queda-de-rim.

Fase 2- Réptil

O arrastar eh a próxima fase no desenvolvimento motor da criança, quando ela realiza movimentos de oposição entre braços e pernas para se locomover.  Trabalhamos esta fase incentivando a criança a arrastar-se sobre rampas e colchões, preservando o movimento natural que futuramente será utilizado no jogo de chão da capoeira, como na “tesoura de Angola”.

Fase 3 – Quadrúpede

O andar em quatro apoios e crucial para a saúde da coluna vertebral, pois eh nesta fase que se definem as curvaturas lombares e cervicais. Nas aulas de capoeira eh extremamente simples utilizar jogos com animais para se trabalhar este movimento.

Fase 4- Símios

O acocorar confortavelmente, com a planta dos pés completamente chapadas no chão, eh um dos movimentos mais preciosos no repertório corporal humano e, infelizmente, devido ao mau uso de cadeiras e outros apetrechos modernos, extremamente árduo para adultos com encurtamentos musculares. Estes mesmos adultos que hoje não conseguem fazer uma simples cocorinha (mesmo que consigam fazer um mortal parafuso), perderam algo valioso no caminho: a naturalidade do movimento.
A evolução natural do movimento passa necessariamente do acocorar para o ficar de pé, ou seja, toda criança com desenvolvimento saudável, ira equilibrar-se primeiro de cócoras, para depois se levantar.
Nas aulas de capoeira eh possível intervir precocemente para a manutenção deste precioso movimento, nossa “cocorinha”.

Fase 5 – Eretibilidade

Em torno de um ano de idade a criança já se levanta e ensaia o seu futuro andar, que será dominado quando a oposição entre o movimento dos braços e das pernas for alcançado. Se simplesmente o professor de capoeira tocar seu berimbau e deixar a criança dançar livremente, sem apresentar modelos pré-determinados de ginga, ele verá o nascimento de uma ginga espontânea, criativa e natural ao corpo da criança.

Para pensar…

A criança de um ano de idade já tem domínio de todas estas fases, estando apta a ser iniciada no mundo da capoeira.
Fica para o professor a prazerosa missão de ser o catalisador deste processo, criando as condições necessárias para um aprendizado autêntico, emancipador e autónomo, pois construído de forma harmonica entre a naturalidade da evolução motora infantil e a sabedoria da gestualidade da capoeira.

 

Omri Breda (Ferradura) – Rio de Janeiro – omriferra@yahoo.com – www.brincadeiradeangola.com.br

FSM aborda impactos e disputas no território quilombola

“A política para os negros no Brasil e no mundo e os impactos causados no território quilombola” foi o tema de uma palestra ontem (29), na Universidade Rural do Pará (UFRA). A atividade reuniu entidades negras de todo o país, como a Associação das comunidades negras rurais quilombolas do Maranhão (Aconeruc-MA) e o Quilombo de Jambuaçú, do município paraense de Mojú.

Durante o evento o professor Kabemgele Munanga, que nasceu na República Democrática do Congo e que há 35 anos vive no Brasil e ministra as disciplinas de Antropologia e Relações Raciais na Universidade de São Paulo falou sobre a demarcação do território quilombola e das leis que legitimam a posse dessas terras, ressaltando que a questão é polêmica.

“Entre a lei e o cumprimento existe um abismo, apesar de em alguns estados as famílias já terem a titulação. Mas, existem cerca de 2000 comunidades quilombolas no Brasil e menos de 10% tem o registro das terras. Ter o registro da terra não resolve muita coisa porque faltam escolas, saneamento básico, energia elétrica e muitos já foram expulsos por falsos donos e vivem sob ameaças de empresários”, conta.

De acordo com Benedito Cunha, coordenador da Aconeruc-MA, nos anos 80 o governo federal desapropriou do município de Alcântara terras de 300 famílias de 10 comunidades, para a implantação de um centro espacial. Atualmente, existem 22 mil habitantes distribuídos em 162 comunidades quilombolas nas imediações do centro, que lutam para receberem o título das terras, já que existe o projeto para a construção de uma base para lançamentos de foguetes no local.

Benedito Cunha, Coordenador da Aconeruc, falou sobre a luta pelas terras das comunidades quilombolas do Maranhão:

“Várias famílias foram deslocadas para propriedades menores e inférteis e sem terem emprego tiveram que ir para a capital morar em bairros periféricos. Interditamos as obras da base, tirando as máquinas e o Incra já fez o levantamento e nos deu a possa das terras, mas nosso medo é que tenhamos que sair por causa dos impactos, já que o centro fica praticamente nos nossos quintais”, esclarece.

Benedito Cunha ressalta ainda que “a empresa responsável pelas obras da base culpa as comunidades quilombolas, dizendo que elas atrasam o desenvolvimento do país”. “O Roberto Amaral, que é dono da empresa binacional ACS, que surgiu por causa de uma acordo firmado entre o Brasil e a Ucrânia tem espaço na mídia para dizer que somos culpados pelo atraso nas obras, mas queremos apenas nossos direitos”, destaca.
 
 
Texto e Fotos: Emanuelle Oliveira
Jornalista e integrante da Cojira-AL

Fonte:  www.cojira-al.blogspot.com

O Carimbó e o Mestre Verequete

Um homem simples, de chapéu na cabeça e voz firme se transforma em rei quando está em meio a tambores, numa roda de carimbó. Esse é Augusto Gomes Rodrigues, o Mestre Verequete, ícone da cultura paraense.

No próximo dia 15, nessa sexta feira, Tv capoeira (Instituto Jair Moura) exibirá o documentário chama Verequete falando sobre Carimbó com comentários do historiador Luis Augusto Leal….
 
Contamos com a presença de todos.

 

O CARIMBÓ E O MESTRE VEREQUETE

O termo "carimbó" aparece em seus primeiros registros como o nome de um instrumento musical de percussão. Sua definição mais antiga consta no Glossário Paraense de Vicente Chermont de Miranda, publicado em 1905. Conforme Chermont, o carimbó seria um “tambor feito de madeira oca e coberto, em uma de suas extremidades, por um couro de veado”. Tal definição, ainda hoje, serve para explicar o formato do instrumento e apresentar suas principais características.

No entanto, a palavra carimbó, na atualidade, significa muito mais do que apenas o nome do tambor. Abrange, na verdade, todo um conjunto musical que vai do instrumento à dança. Corresponde a um tipo de manifestação específica de algumas áreas do Pará e mesmo do Maranhão. Ele se caracteriza pela utilização de dois tambores (carimbós), que deram nome à música e à dança, além de outros instrumentos próprios como a onça (nome local dado à cuíca), o reco-reco (instrumento dentado feito de bambu), a viola, etc. Também se conhece uma variante musical do carimbó que possui o mesmo nome (chamado de “carimbó eletrônico”), mas que, ao invés da marcação rítmica com os tambores característicos, utiliza uma bateria eletrônica e guitarras.
 
Augusto Gomes Rodrigues – mestre Verequete nasceu em um lugar conhecido por "Careca" que fica localizado próximo à Vila de Quatipuru, no município de Bragança, em 26 de agosto de 1926. Seu pai, Antônio José Rodrigues, era oficial de justiça, marchante de gado e músico. Sua mãe, Maximiana Gomes Rodrigues, faleceu quando Verequete tinha apenas três anos de idade. Tal acontecimento antecedeu a primeira migração de Verequete para outro município. Ele, juntamente com seu pai, passou a residir no município de Ourém. Aos doze anos de idade mudou-se sozinho para Capanema, onde trabalhou como foguista, e em 1940 chegou a Belém, indo morar em Icoaraci (antiga Vila de Pinheiro). Neste período, Verequete trabalhou como ajudante de capataz na Base Aérea da cidade e subiu de posto até chegar a ser ajudante de agrimensor. Quando deixou de trabalhar na Base, Verequete exerceu outras atividades para garantir sua subsistência. Foi arremate de vísceras, açougueiro, marchante de porco e outros, no entanto a experiência de trabalho na Base Aérea marcaria para sempre sua vida, pois foi durante este trabalho que ele perdeu seu nome original (Augusto Gomes Rodrigues) e passou a ser identificado como Verequete. Por trás deste nome tão diferente existe uma história muito interessante que pode ser contada pelo próprio Augusto Gomes Rodrigues, ou Verequete. Uma história que ele não se cansa de contar:

 
Eu gostava de uma moça; então ela me convidou para ir ao batuque que eu nunca tinha visto. Umas certas horas da madrugada o Pai de Santo cantou "Chama Verequete". Eu era capataz da Base Aérea de Belém, na época da construção, cheguei na hora do almoço e contei a história do batuque… Quando acabei de contar, me chamaram de Verequete.

Chama Verequete, ê, ê, ê, ê
Chama Verequete, ô, ô, ô, ô
Chama Verequete, ruuuum
Chama Verequete…
Chama Verequete, oh! Verê
Oi, chama Verequete, oh! Verê
Ogum balailê, pelejar, pelejar
Ogum, Ogum, tatára com Deus
Guerreiro Ogum, tatára com Deus
Mamãe Ogum, tatára com Deus
Aruanda, aruanda, aruanda, aruanda ê
Mandei fazer meu terreiro
bem na beirinha do mar
mandei fazer meu terreiro
só pra mim brincar
 
Augusto Gomes Rodrigues - Mestre Verequete

 

Fonte: Instituto Jair Moura e Overmundo 

Mestre Pinatti comemora 76 voltas do mundo

 
O internacionalmente conhecido Mestre Djamir Pinatti, um dos veteranos da capoeira paulistana, comemorou no dia 13 de abril sua 76a. Volta do Mundo.
 
Apesar do aniversário ter sido no dia 13, foi somente ontem, dia 26, que o Terreiro de São Bento Pequeno realizou a festa.
 
Foi uma Roda-festa mais precisamente. Sua roda de aniversário já se tornou tradição na cidade.
 
 
A cada ano que passa mestre Pinatti faz questão de jogar com um número maior de convidados. Neste ano, por completar 76 anos de vida, Pinatti realizou 76 jogos ininterruptos, sendo alguns na base da malandragem, outros na base do jogo mesmo.
 
 
 Por e-mail, mais precisamente de Nova Iorque, recebemos em nossa Redação a solicitação de informações de como adquirir um exemplar do livro que mestre Pinatti está editando. Tão logo a obra "Capoeiras de São Paulo: da gestão federativa a capoeiragem livre como o vento" fique pronta, mestre Pinatti enviará alguns exemplares para serem sorteados entre nossos amigos leitores.
 

 

        Sobre a roda-festa de ontem, segundo nosso correspondente em exercício, Luciano Milani – do Portal Capoeira -, estiveram presentes na São Bento Pequeno os seguintes camaradas: Bugalu & alunos, representando o Mestre Aberrê; Barriga, Coruja, Cói, Carlos Caboclo, algumas "meninas" do Mestre Adelmo, os formados da casa e, é claro, o próprio Milani.
 


 

Mestre Pinatti e Milani
 
Miltinho Astronauta
Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br
2006 – Ano Internacional da Mulher Capoeirista no Jornal do Capoeira

Portal Capoeira – O Portal Dinâmico da Capoeira

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