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Orgulho e preconceito em um mesmo esporte

Capoeirista de Bauru quer aproveitar os Jogos Abertos para mostrar seu valor e acabar com discriminação

A capoeira é um esporte que sofre preconceito de tudo quanto é lado. Do campo religioso, por parte de alas mais radicais que a associam ao candomblé e umbanda. De etnia, por ser de origem negra. 

E até mesmo esportiva, pois muitos nem consideram a modalidade como prática esportiva. Não bastasse isso, a modalidade teve pouco apoio até mesmo da cidade para acabar com as discriminações sofridas pelos praticantes da modalidade.

“O preconceito está presente, mas seria facilmente suplantado se tivesse mais apoio. Temos um espaço fantástico, estamos numa região boa. Tudo isso contribui para uma divulgação positiva”, comentou Alberto Pereira, professor da Casa da Capoeira e do time bauruense. A modalidade é a quinta da série do BOM DIA sobre os Jogos Abertos. A competição, aliás, é a grande vitrine esperada pelos praticantes. Mais do que medalhas, a capoeira de Bauru quer atenção e respeito no evento que acontecerá em novembro na cidade.

“A gente precisa muito dessa atenção. Tudo o que a gente faz aqui é no peito. Tanto que estamos tentando realizar desde o início do ano um treinamento com a equipe completa, mas não conseguimos. Falta estrutura para trazer todo o pessoal que treina no Fortunato Rocha Lima”, comentou o atleta André Luiz Bastasini, o Parada. Ele ganhou uma medalha de bronze nos Jogos Regionais ao lado de duas atletas que treinam no Fortunato: as irmãs Leda Maria Pereira e Lidiane Maria Pereira. Elas começaram praticamente juntas na capoeira e preferem deixar os problemas de lado para praticarem o esporte que gostam.

“Foi amor à primeira vista. Eu tinha 14 anos e nunca mais parei de ir. Nem mesmo quando eu me machucava eu deixava de ir nas rodas de capoeira”, garantiu Lidiane, que depois completou. “Estou muito ansiosa para que chegue logo os Jogos Abertos”. As duas são as únicas representantes femininas da equipe bauruense. Na capoeira são quatro categorias masculinas e quatro femininas. Mas o time está desfalcado e jogará com apenas cinco representantes. Além dos três já citados, completam o grupo André José e Jorge Oliveira.

CAPOEIRA Bauruense
Objetivos
Equipe está incompleta e sabe das dificuldades que terá na primeira divisão ao lado de Guarulhos, Piracicaba e Ribeirão Preto. Uma medalha, de qualquer cor, já seria um prêmio.

Avaliação BOM DIA
Sem apoio adequado e ainda sofrendo com preconceito, até mesmo uma medalha parece improvável. As maiores chances são no peso médio masculino, mas mesmo assim seria zebra.

Em 2011
A capoeira bauruense não esteve presente nos Jogos Abertos do ano passado, em Mogi Guaçu. Muitos atletas competiram por outras cidades no ano passado pela falta de apoio daqui.

Em família
A equipe feminina de Bauru é uma verdadeira família. E isso não é figura de linguagem. As duas atletas são irmãs e competem juntas. Leda, no meio pesado, e Lidiane, no pesado, estarão presentes.

 

Fonte: GUSTAVO LONGO
gustavo.longo@bomdiabauru.com.br

Bauru – SP: Prefeitura inaugura a Praça Mestre Bimba

O Prefeito Rodrigo Agostinho e os Secretários de Obras, Eliseu Areco Neto e do Meio Ambiente, Valcirlei Silva, inauguraram domingo (28/08), às 10 horas, a Praça Mestre Bimba, no jardim Contorno.

A praça, construída pelas Secretarias de Obras e Meio Ambiente, conta com área total de 4.970m², sendo 2.207m² de jardim, 1.115m lineares de mini-guias, 285m lineares de guias e sarjetas, 116,90m² para playground, 275,80m² para a pista de bicicross. O espaço recebeu 20 bancos de concreto, 16 rampas de acessibilidade, 16 lixeiras, 05 bebedouros, áreas de descanso e de capoeira.

A proposta da praça é a composição de equipamentos em formato circular (roda de capoeira, play-ground e área de descanso), que convidam para o diálogo e convivência, forma bem característica das construções tribais africanas e indígenas. A responsabilidade do projeto é da Arquiteta Elaine Fernandes, que doou o trabalho para a municipalidade.

O projeto da praça foi idealizado pela comunidade do Jardim Contorno, sob a liderança da Fundação Casa da Capoeira de Bauru. O projeto de denominação da praça foi de iniciativa do vereador Roque Ferreira. Mestre Bimba é considerado o fundador da Capoeira Regional.

Em razão da inauguração da Praça, a Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Casa da Capoeira de Bauru realizam uma programação especial, que começa neste sábado, 27 de agosto, às 20 hs, com apresentação de filme sobre o Mestre Bimba e apresentações de capoeira com mais de 25 representantes de diversos estados brasileiros. As apresentações terão continuidade na manhã de domingo, às 9hs.

A praça fica no cruzamento das ruas Cristiano Pagani, Sebastião Pregnolato, Elias Murback e Dionísio de Aguiar, no Jardim Contorno.

O local tem espaço playground, pista de bicicross e área específica para jogar capoeira

 

Mestre Bimba

Manuel dos Reis Machado, mais conhecido como Mestre Bimba, nasceu em 23 de novembro de 1900, na cidade de Salvador, Bahia.

Com 12 anos de idade Mestre Bimba começou a aprender a capoeira com um africano chamado Bentinho. Mestre Bimba tornou-se um mestre na arte de tocar o Berimbau, um grande cantador e lutador, mesmo sendo a capoeira uma atividade ainda proibida naquela época. Após treinar por alguns anos com Bentinho, Mestre Bimba começou a dar aulas.

Frustrado com a forma limitada com que muitos capoeiristas percebiam e tratavam a capoeira, sua falta de respeito pela arte e seu valor enquanto cultura afro-brasileira, ele decidiu unir as habilidades de capoeirista e de lutador, aprendidas com seupai, para desenvolver a Capoeira Regional, um jogo mais rápido, onde técnica e estratégia eram elementos-chave. Junto com seu novo estilo, Mestre Bimba procurou também mudar a imagem ruim do capoeirista na sociedade da época e estabeleceu um novo padrão para a arte.

Ele foi o primeiro a realizar uma apresentação de capoeira, como uma forma de expressão da cultura brasileira, para empresários estrangeiros, a convite do então Governador do Estado da Bahia, General Juracy Magalhães.

O Ministério da Educação reconheceu a capoeira como esporte nacional nos anos 30. Em 1932, Mestre Bimba abriu sua primeira academia de capoeira, no Engenho de Brotas, em Salvador – Bahia. Em 1937, a capoeira sai do código penal e Mestre Bimba ganhou, da Secretaria de Educação, o título de professor de educação física e começou a ensinar capoeira para o exército e a polícia No Estado da Bahia.

O Centro de Cultura Física Regional, como era chamada a academia de Mestre Bimba, era conhecido não apenas como uma escola de capoeira Regional, mas também como um centro de cultura, onde a capoeira era ensinada como uma expressão cultural da herança africana e como uma possível profissão para muitos.

Após a morte de Mestre Bimba, seu filho, Mestre Nenel (Manoel Nascimento Machado) assumiu a academia do pai. Mestre Nenel é ainda o responsável pelo legado do pai e presidente da Escola de Capoeira Filhos de Bimba, em Salvador – Bahia.

Atualmente, Mestre Bimba é reconhecido como um revolucionário, por sua luta para legitimar a capoeira como um esporte e uma valiosa expressão da herança cultural africana no Brasil. Para capoeiristas em todo o mundo, Mestre Bimba é sinônimo de inovação, perseverança e determinação.

 

Fonte: http://www.redebomdia.com.br e Fundação Casa da Capoeira de Bauru (Alberto Bauru)

Bauru: Alberto faz da capoeira a sua causa

Ex-bancário, ele investiu recursos próprios para criar espaço para treinamento e divulgação da modalidade esportiva e cultural

Quando decidiu construir a Casa da Capoeira no Jardim Contorno, perto do residencial Camélias, o capoeirista Alberto de Carvalho Pereira Sobrinho, 44 anos, enfrentou resistência da vizinhança.

Conta que foi chamado para uma reunião e levou revistas de arquitetura para mostrar os projetos bonitos e modernos que o inspiravam. Não teve jeito. Ouviu que tudo o possível seria feito para embargar a obra. Encarou olhares tortos, ameaças de ter a vida transformada num inferno e fiscalização rigorosa.

Alberto não desistiu e a casa ficou pronta há quatro anos. Ex-bancário, ele usou o dinheiro da indenização trabalhista do Banespa e economias próprias para erguer o espaço de 180 metros quadrados, com área para treinamento, banheiros e biblioteca.

Preconceito

A resistência dos vizinhos tem relação com o preconceito à capoeira, justamente o que Alberto tenta combater. Ele idealizou a casa como um local para cursos, seminários, encontros e central de documentação e preservação da memória. Compra a briga de insistir com o poder público para incluir o esporte no currículo escolar da rede pública de ensino.

Alberto nasceu em Afogados da Ingazeira, no sertão de Pernambuco. Na adolescência, foi com a mãe e os irmãos para São Paulo. Viveu a saga dos nordestinos migrantes: trabalhou desde cedo e dividiu as despesas da casa com os seis irmãos.

A diferença é que a mãe fez questão de ser rigorosa com os estudos dos filhos. Todos saíram do Nordeste com o ensino médio concluído e, em São Paulo, conseguiram evoluir no mercado de trabalho.

Aos 14 anos, ele começou como boy numa construtora. Depois foi contratado pelo Hospital do Servidor, onde trabalhava meio período. Dividia o tempo entre o serviço, o cursinho e a capoeira, que o atraía desde a infância.

Começou a jogar com o professor Paulo Carioca, do grupo Netos de Amaralina. Descobriu a escola no metrô, quando o trem passava quase parando perto do antigo Carandiru e ele podia ver a placa.

“Fui lá e me matriculei”, lembra. Valores como a liberdade e a solidariedade, relacionadas à capoeira, foram os principais responsáveis pela aproximação.

Em São Paulo, fazia planos para o futuro com o irmão mais novo, Roberto. Queriam voltar a Pernambuco. Ele pretendia cursar agronomia e o irmão veterinária. Atenderiam o desejo da mãe de ver os filhos formados e teriam profissões que possibilitariam o trabalho junto a comunidades nordestinas.

Destino

A vida impôs outros rumos. Roberto, o caçula, morreu assassinado aos 23 anos. Alberto decidiu sair de São Paulo. Veio para Bauru, onde seguiu sua carreira de bancário até ser demitido sem justa causa do Banespa. Aqui conseguiu ir para a universidade. É formado em educação física pela Unesp e trabalha como professor em escolas estaduais e numa faculdade de Agudos, além das aulas na Casa da Capoeira e as atividades com o grupo Jogo de Dentro.

O capoeirista ainda não é mestre – e nem tem pressa.

Ele defende o conhecimento técnico do jogo associado à noção histórica e à percepção dos significados. Não concorda muito com quem é chamado de mestre apenas porque domina a parte técnica.

Um exemplo: o movimento que o capoeirista faz ao entrar numa roda simboliza a saída dos escravos do mundo real e a chegada ao universo lúdico. A rasteira, por sua vez, tem o significado de derrubar os problemas. Jogá-los no chão.

 

Dedicação é para ter reconhecimento

Não há arrependimento por causa dos investimentos financeiros e pessoais feitos na Casa da Capoeira, mas Alberto tem a sensação de impotência por ainda não ter conseguido vencer as disputas locais e unir os capoeiristas de Bauru em defesa do esporte, que também é manifestação cultural.

Ele garante que não desistiu de seu objetivo.

Sancionado em julho deste ano pelo presidente Lula, o Estatuto da Igualdade Racial reconhece a capoeira como desporto de criação nacional em todas as suas manifestações: esporte, luta, dança ou música.

Isso significa que está garantido o livre exercício da capoeira e também a possibilidade de reconhecimento público da prática.

O dono da Casa da Capoeira esteve recentemente na Câmara Municipal para divulgar aos vereadores e à população a regulamentação e pedir mais atenção à modalidade.

Mestre

Alberto pratica a capoeira regional, criada pelo Mestre Bimba, baiano de Salvador responsável por tirar a modalidade da marginalidade e torná-la mais popular, numa época em que havia o risco dela ser extinta, como aconteceu com outros folguedos que tiveram origem na escravidão e deixaram de ser praticados ao longo do tempo.

O documentário “Mestre Bimba, a capoeira iluminada”, conta a história de Manoel dos Reis Machado (1900-1974), descrito como o homem que dedicou a vida a dar dignidade à modalidade praticada inicialamente apenas por homens negros.

A praça localizada em frente à Casa da Capoeira, no Jardim Contorno, recebeu o nome de Mestre Bimba e é mantida por Alberto e outros vizinhos.

Ele adotou o espaço público. Há projeto de urbanização para o local, com pista para bicicross, espaço para caminhada, áreas de convivência e playground, no formato de roda de capoeira.

Outras metas

Também estão nas metas de Alberto conseguir que a Semel (Secretaria Municipal de Esportes) crie o cargo de técnico de capoeira, preenchido por meio de concurso público; a instalação de escola municipal de capoeira e a inclusão da modalidade como atividade curricular na rede municipal de ensino.

Hoje, ela já é ensinada como atividade extra em escolas da rede particular e em algumas unidades públicas.

Para a Casa da Capoeira, os planos são criar uma identidade visual e também um blog – tudo com o objetivo de divulgar o espaço e a manifestação esportiva e cultural que o local abriga.

Ah, é preciso informar.

Os vizinhos antes insatisfeitos não cumpriram a ameaça de infernizar a vida de Alberto, visto como estranho no Jardim Contorno quando chegou por lá com seus planos.

Agora ele e sua capoeira são bem vindos ao bairro.

A casa da Capoeira é uma associação de pessoas, interessadas na prática e fruição do jogo da Capoeira, entendendo o jogo como uma brincadeira SÉRIA.

 

A Capoeira, como todas as demais práticas corporais, enseja valores próprios que transcendem ao próprio jogo, “invadindo” outros espaços da nossa vida cotidiana, constituindo-se assim uma cultura própria.

Desse modo, o nosso interesse inicial é a prática, mas os nossos compromissos vão para além da prática:

  • Contribuir para a elevação do padrão técnico e cultural da capoeiragem da região de Bauru, através de ações diversas: cursos, workshop, seminários, encontros, etc.; através de seus próprios meios ou em colaboração com os poderes públicos e a iniciativa privada;
  • Contribuir para a preservação da memória e história da Capoeira na Região de Bauru, incentivando e realizando o trabalho de documentação dos vários espaços de prática e gravando em mídia eletrônica depoimentos dos Mestres responsáveis pela disseminação da prática na região;
  • Manutenção de uma biblioteca multimídia, que conte com livros, revistas, artigos, registros fonográficos (em vinil, k7 e CD) e registros cinematográficos (filmes, vídeoK7 e DVD); além da disponibilização desse material por meio eletrônico, resguardados os direitos autorais e/ou créditos aos autores.

 

Fonte: Agência BOM DIA – http://www.redebomdia.com.br/

Bauru: Praça Mestre Bimba

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO

Dá denominação de MANOEL DOS REIS MACHADO – MESTRE BIMBA a uma praça pública da cidade.

A MESA DA CÂMARA MUNICIPAL DE BAURU, Estado de São Paulo, no uso das atribuições que lhe confere o Artigo 15, Item I, letra “m”, da Resolução 263/90, promulga o seguinte Decreto Legislativo:

Art. 1º – Fica denominada Praça MANOEL DOS REIS MACHADO – MESTRE BIMBA a praça sem denominação oficial, localizada no Setor 03, Quadra 0007, situada na confluência das Ruas Elias Murback, quarteirão 04, Francisco Paez, Sebastião Pregnolato e Christiano Pagani, no loteamento denominado Jardim Auri Verde.

Art. 2º – Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação.

 

Bauru, 25 de fevereiro de 2009.

ROQUE JOSÉ FERREIRA

 

EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS

A Capoeira recebeu recentemente o status de “patrimônio cultural de natureza imaterial”, em face de sua força cultural.

Esta força cultural está diretamente relacionada aos aspectos técnicos próprios da manifestação, bem como aos aspectos simbólicos que a sua pratica ao mesmo tempo representa e testemunha: os ideais dos quilombos e de Zumbi.

Várias manifestações culturais de origem afrodescendente se perderam pelo caminho da historia. A Capoeira também poderia haver-se perdido, dada a descomunal força das proibições e repressões. Contudo, nos anos de 1930, Manoel dos Reis Machado (1900-1974), conhecido nas voltas do mundo da capoeira como MESTRE BIMBA, ao criar e sistematizar uma metodologia de ensino; como excepcional tocador de berimbau que era criar toques específicos para cada tipo de jogo; inovar nos rituais próprios da roda, mantendo a tradição; e especialmente oportunizou o aprendizado e pratica a homens, meninos e mulheres, das diferentes origens étnicas e sociais, com o seu Centro de Cultura Física e Luta Regional Baiana, conquistando assim a descriminalização da pratica do Jogo da Capoeira através da sua obra “A Capoeira Regional”.

Hoje a Capoeira deu, literalmente, a volta ao mundo, sendo praticada em

mais de 160 paises dos 5 continentes, sendo a maior embaixatriz do Brasil no exterior, e o maior veiculo de difusão da língua portuguesa no mundo.

Assim sendo, devemos essa herança cultural que tanto nos identifica como

brasileiros a Manoel dos Reis Machado, o MESTRE BIMBA, o criador da Capoeira Regional, ao lado do Mestre Pastinha, o patrono da Capoeira Angola.

 

Bauru, 25 de fevereiro de 2009.

 

ROQUE JOSÉ FERREIRA

Bauru: Com ginga e votos, Casa da Capoeira é destaque

Prestes a completar 1 ano, ONG ganha arrancada em eleição do BOM DIA

Arte, jogo, esporte, dança, luta, festa. A capoeira é um pouco de tudo. E seus adeptos são rápidos no gatilho: prestes a completar um ano, a Casa da Capoeira aparece em terceiro lugar na lista das maravilhas de Bauru em eleição promovida pelo BOM DIA desde domingo.

“É até uma surpresa para nós”, diz o responsável pela casa, Alberto de Carvalho Pereira Sobrinho, 42 anos. “O trabalho é recente, mas muito promissor.”
Todos os dias, parte dos 50 associados-praticantes vão até o local para treinar. Seis deles estarão competindo nos Jogos Regionais de São Manuel, abertos ontem à noite.
“Agora queremos ter sócios-mantenedores, com participação direta de empresas e instituições”, acrescenta Sobrinho.
Ex-bancário, nascido em Pernambuco, ele deixou para trás uma carreira bancária em São Paulo e chegou a Bauru há 14 anos.
A poupança dos tempos de banco foi empregada na casa, hoje uma ONG (Organização Não-Governamental) fundada em 1º de Agosto, dia do aniversário de Bauru. Também professor de educação física, Sobrinho joga capoeira desde os 12 anos e é enfático: “A capoeira só vai sair da minha vida no dia em que a vida sair de mim.”
 
Projeto pioneiro
 
Advogado prestes a prestar concurso para delegado no Paraná, o professor de capoeira Danilo Zarlenga Crispim votou na casa.
 
“É, sim, uma maravilha porque se tornou um espaço pioneiro no Estado”, explica. “É difícil achar um espaço que concentre treino e difusão da cultura afro-brasileira ao mesmo tempo.” Crispim se refere ao acervo de livros do local, com 50 títulos específicos sobre capoeira. Um deles é raro, de 1933. Medalhista em jogos regionais, Crispim lembra que começou a gostar de capoeira influenciado por amigos. “Hoje, também ajudo a levantar essa bandeira. Até porque a capoeira só pode fazer bem, inclusive para manter a forma.”
 
Pelo celular
 
Não há telefone na Casa da Capoeira, mas informações sobre como participar dos treinos podem ser obtidas pessoalmente à rua Sebastião Pregnolatto, 4-86, Jardim do Contorno. Ou pelo telefone celular: (14) 9711 8798.
 
‘Batista é a rua do progresso’
 
Um dos pontos destacados por José Alberto de Souza Freitas, o Tio Gastão, é a Batista de Carvalho, que para ele deve ser considerada a “rua do progresso”. “Ela começa na Praça Machado de Melo e desemboca na Praça da Matriz. No passado, o seu coreto, o lago, as árvores com suas belezas naturais e até animais, como bicho preguiça, encantavam as famílias”, diz. Já Ana Maria Pinho diz que Bauru tem coisas boas que muitas vezes não são lembradas. “A oportunidade de eleger as maravilhas de Bauru é uma forma de pensarmos nisso.”
 
Top 20
As mais votadas
 
* Vitória Régia – 13,01%
* Zoológico – 9,09%
* Casa da Capoeira – 8,84%
* USC – 8,21%
* Estação Ferroviária – 6,94%
* Centrinho – 6,57%
* Automóvel Clube – 4,55%
* Templo Tenrikyo – 4,29%
* Jardim Botânico – 3,54%
* Confiança Max – 3,41%
* Praça da Paz – 3,03%
* Aeroclube – 2,78%
* Noroeste – 2,78%
* Bauru Shopping – 2,65%
* Bosque Comunid. – 2,40%
* Calçadão – 2,40%
* Av. Nações Unidas – 2,40%
* Praça Portugal – 2,02%
* Teatro Municipal – 1,77%
* Bar do Dito – 1,39%
 
Classificação atualizada às 18h de ontem. Até agora, 105 maravilhas receberam indicações.
Já estão computados 792 votos.
 

ONG “Casa da Capoeira” quer disseminar o jogo em Bauru

Preocupados em resgatar a história da capoeira, um grupo de amantes do jogo está criando uma Organização Não-Governamental (ONG) em Bauru destinada a manter um acervo de livros e materiais e disseminar a prática da capoeira como esporte educacional.

O projeto denominado "Casa da Capoeira de Bauru" é encabeçado pelo professor de educação física Alberto de Carvalho Pereira Sobrinho. A sede do projeto foi construída com recursos pessoais ao custo de cerca de R$ 138 mil. Atualmente, a ONG está em fase de formalização institucional e, segundo Sobrinho, não pode receber doações em dinheiro.
 
A Casa da Capoeira de Bauru possui um espaço de 35 metros quadrados destinados a abrigar uma biblioteca sobre o esporte. Atualmente, já fazem parte do acervo 50 livros, 60 revistas e alguns artigos de congresso, monografias e teses de doutorado sobre o assunto.
 
“Como estamos imersos na burocracia para a formalização institucional da ONG ‘Casa da Capoeira de Bauru’, não podemos receber doações em dinheiro. Desse modo, as doações esperadas são em livros, estantes, mesas de estudo e leitura e equipamentos de informática”, ressalta Sobrinho.
 
O organizador do projeto lembra que a história da capoeira, geralmente, é passada à sociedade de forma oral e distorcida da realidade. Preocupado com isso, Sobrinho diz que é preciso discernir sobre o que é fato e o que é mito sobre a capoeira no Brasil e em Bauru. “Hoje nós buscamos através da ONG congregar pessoas tanto da capoeira quanto de fora dela criando uma identidade para a cidade. Porque existe a questão da história em que cada um busca defender o seu interesse e há uma disputa ideológica”, comenta o professor.
 
Segundo ele, a função da biblioteca, por exemplo, é informar o que é realmente a capoeira e o que ela representa no Brasil. A nova ONG deverá ter três ordens de associados: o praticante, o sócio contribuinte (pessoas físicas que fazem doações) e o sócio mantenedor (convênios com entidades como escolas públicas e particulares, por exemplo).
 
O professor ressalta a importância de algumas personalidades ligadas à história da capoeira de Bauru. Entre elas cita o mestre Cidão, do Grupo Guerreiros de São Jorge, que no início dos anos 1980 teve uma experiência bem sucedida no município ao trazer o esporte de Guarulhos para Bauru. “Baianinho e mestre Terra também são duas pessoas que merecem respeito”, lembra Sobrinho.
 
Uma das dúvidas mais comuns das pessoas com relação à capoeira é a forma correta de classificá-la. No entanto, o professor tranqüiliza explicando que ela tem várias modalidades. “A capoeira pode ser uma luta aberta, franca, um jogo, uma dança e também esporte”, diz, lembrando que desde 1972 ela se enquadra na categoria de esporte por conter regras e possuir competições.
 
De acordo com ele, cerca de 30 alunos praticam a capoeira atualmente na Casa da Capoeira, instalada em um espaço de 186 metros quadrados. O imóvel está localizado na rua Sebastião Pregnolato, 4-86, Jardim Contorno. As visitas à biblioteca podem ser feitas no período noturno ou às terças-feiras das 9h às 12h e às quintas-feiras das 13h às 18h.
 
Alberto de Carvalho Pereira Sobrinho: capoeira-bauru@uol.com.br
 
Jornal da Cidade – fone (14) 3104-3104 – Bauru-SP
 
Fonte: Mestre Jeronimo – Rod@ Virtual

Jornal do Capoeira: I Intercâmbio Sócio-Cultural-Esportivo de Capoeiragem ITÁLIA & BRASIL

Nosso grande parceiro e camarada Miltinho Astronauta, publicou no Jornal do Capoeira uma vasta cobertura do evento que aconteceu no Rio de Janeiro, no qual esteve presente.

O Portal Capoeira convida a todos os leitores para conhecer e saber uma pouco mais sobre este importante acontecimento.
Segue parte de uma das várias matérias sobre o tema! No final do artigo voce irá encontrar os links para as demais matérias da série.

Luciano Milani


CAPOEIRAGEM ITÁLIA & BRASIL # 1
 

I Intercâmbio Sócio-Cultural-Esportivo de Capoeiragem ITÁLIA & BRASIL : Visita ao Mestre André Lacé, Leblon, RJ

Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br 
Edição 69 – de 16 a 22 de Abril de 2006
São José dos Campos, São Paulo
Jornal do Capoeira – 16/04/06

 

O economista Edgardo Santaniello, Mestre Coruja, presidente da Federação Italiana de Capoeira, acaba de promover o I Intercâmbio Sócio-Cultural-Esportivo de Capoeira Itália & Brasil. Com pequeno grupo de capoeiras, Mestre Coruja está de 9 a 17 de abril, na Cidade do Rio de Janeiro.

Fomos convidados para a Mesa Redonda, prevista na programação do Intercâmbio e que foi realizada no dia 12 de abril.  Aceitamos e, para tanto, tivemos que enfrentar verdadeira maratona, viajando num dia e voltando no outro. A "delegação" de São Paulo inicialmente contaria com a presença dos Mestres Pinatti e Valdenor, presidente da Federação Paulista de Capoeira, entretanto, na tradicional  e mandingueira "volta que o mundo dá e volta que o mundo deu", presos a compromissos inadiáveis, os dois mestres tiveram que declinar do convite.  Alberto de Carvalho Pereira Sobrinho, ou simplesmente Alberto de Bauru, gerenciador do grupo de discussão virtual Capoeira-CBC, em boa hora, resolveu nos acompanhar no "safári".

O esforço, adianto logo, valeu a pena. Claro que houve, como sempre tem havido (parece ser a sina das reuniões capoeirísticas) algum improvisos gerenciais, mas houve, também, excelentes surpresas e avanços substanciais.

Sobre essa Mesa Redonda escreveremos em outro artigo ainda nesta edição. Mas, de saída, contrariando a natural lógica cronológica, começaremos pelo final. Ou seja, a visita de algumas boas horas ao "quilombo" residencial do jornalista, escritor, mestre em administração e de capoeira André Luiz Lacé Lopes.

Sabíamos que grande parte do evento tinha contado, embora informalmente, com a sua experiência, sabíamos também que André Lacé não estaria presente em nenhum momento, por isso mesmo, ainda em São Paulo tratamos de agendar com ele um almoço no dia 13, o "day after" da Mesa Redonda.

Na Rio-São Paulo telefonamos para confirmar e combinar detalhes e Mestre André Lacé, lamentando a ausência dos Mestres Pinatti e Valdenor, confirmou o combinado e estendeu o convite para almoço em sua casa ao Alberto de Bauru.   E assim aconteceu, no dia seguinte, por volta das 11 horas estávamos adentrando o seu confortável e marcante apartamento no novelesco bairro do Leblon.  Passamos, "de passagem", pelo salão principal, com piano, violão, mesas de bar e muitos quadros em uma das paredes (inclusive, é claro, um sobre Capoeira, assinado pelo genial e saudoso Redi),  e nos instalamos na sala ao lado, ainda mais especial, com complexo aparato de som, tv, projetos de slides, dvd e, no canto, uma senhora adega comandada e trancada a sete chaves pela simpática Dra. Arly, sua esposa.

O casal Arly & Lacé, ladeados por dois turistas paulistas

Daí para frente, Alberto de Bauru, é testemunha, participamos de uma apresentação indescritível, com o foco maior, obviamente, na Capoeiragem.  A rigor, entretanto, falou-se sobre tudo, da cultura popular brasileira à cultura popular do mundo, passando pelo Candombe no Uruguai, pelas culturas afro-brasileiras (Kitábu, de Nei Lopes!), pela cultura afro-americana  (jazz, blue note, uncle tom …) e muito mais. Tudo entremeado com pequenas preleções sobre vinhos (Dona Arly), charutos, ópera e, evidentemente, reflexões sobre o custo de vida, os governos e a Ética no Mundo em Geral e dentro da Capoeira.


Leia Mais:

CAPOEIRAGEM ITÁLIA & BRASIL # 1
CAPOEIRAGEM ITÁLIA & BRASIL # 2
CAPOEIRAGEM ITÁLIA & BRASIL # 3
CAPOEIRAGEM ITÁLIA & BRASIL # 4

 www.capoeira.jex.com.br

 

Seletiva: Seleção Baruense de Capoeira

Roda de irmãos:
Mestre responsável pela seleção bauruense de capoeira convoca todos os praticantes para seletiva; objetivo é fortalecer a modalidade
 

“A capoeira de Bauru está muito fraca, precisa se reerguer”. A declaração é de Paulo César Ferreira, o Mestre Amaral, o responsável pela seleção da cidade que disputa os Jogos Regionais.

A preparação da equipe que vai para Piracicaba, sede dos Jogos de 2006, começa efetivamente na primeira quinzena de maio. “Vamos realizar uma seletiva e todos os capoeiristas de Bauru estão convidados”, fala Mestre Amaral.

E ele faz muita questão que o convite seja aceito. “Andaram falando que a seleção de capoeira era uma coisa fechada. Mas não é. Todos os grupos de capoeiristas da cidade podem comparacer”, diz.

O Mestre amplia o convite. “Treinamos no clube Fortaleza todas as quartas-feiras, às 20h. É só ir e treinar com a equipe”.

O responsável pela modalidade acredita que a união de todos os diferentes grupos de capoeiristas ajudaria a levantar o esporte. “Tem muito capoeirista na cidade que só pratica o esporte para sair por aí brigando na rua. Isso denegriu muito a imagem da capoeira em Bauru. Precisamos recuperar nosso prestígio”, afirma, “explicando” o porquê da necessidade de se reerguer.

Se a curto prazo a maior participação de todos na montagem da seleção bauruense será um caminho, a longo prazo existe um projeto ambicioso.

O capoeirista Alberto de Carvalho Pereira Sobrinho, um dos técnicos da equipe bauruense, tem a intenção de construir um centro especializado na modalidade.

“Seria uma espécie de casa da capoeira. O local pretendido é próximo ao Camélias. O projeto custaria R$ 100 mil. Faria isso com dinheiro do meu próprio bolso”, fala. O som do berimbau pode ecoar mais alto em Bauru.
 

http://www.bomdiabauru.com.br/index.asp?jbd=3&id=84&mat=24855

Bauru: Escolinhas de esportes de Bocaina oferecerá capoeira a partir deste ano

Bocaina – A Diretoria de Juventude, Esporte e Lazer de Bocaina (69 quilômetros de Bauru) inicia hoje as inscrições para 11 modalidades esportivas oferecidas pelas escolinhas de esportes do município.
Existem vagas para natação, vôlei, futsal feminino, futsal masculino, futebol de campo, atletismo, basquete, handball, hidroginástica e bocha. A novidade este ano são as aulas de introdução à capoeira. Os interessados precisam ter entre 7 e 18 anos.
As inscrições são gratuitas. A expectativa da diretoria é receber cerca de 1.300 inscrições. Em 2005, no primeiro ano das escolinhas, foram 1.197 participantes.
Cada aluno receberá gratuitamente uniformes de verão e inverno e ainda receberão uma carteirinha de identificação, com foto. Serão realizados exames médicos nas crianças e adolescentes e os pais têm que assinar uma autorização para seus filhos serem aceitos nas escolinhas.
O diretor municipal de Juventude, Esporte e Lazer, Marco Antonio Giro, o Pipoca, diz que existem planos para implantar ainda este ano mais duas modalidades esportivas nas escolinhas: jogo de dama e judô. As aulas de capoeira, que começam este ano, serão às terças e quintas-feiras, das 19h às 21h, no Espaço Amigo, no bairro José Tonon.
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