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RJ: espetáculo “Água de Beber”

Selecionado para o 8º Festival Premiers Pas, em Paris, o espetáculo “Água de Beber” volta ao Rio de Janeiro, de 12 de outubro a 4 de novembro, no Teatro Maria Clara Machado, no Planetário da Gávea.

Baseado no livro “Santugri: contos de mandinga e capoeiragem”, de Muniz Sodré, seis atores-músicos-capoeiristas levam ao palco música ao vivo, dança e teatro, encenando pequenas histórias que giram em torno de fatos históricos sobre a marginalidade no Rio de Janeiro no final do século XIX como um convite à reflexão sobre os mitos e segredos da capoeira e sobre a nossa identidade cultural.

Endereço:Teatro Maria Clara Machado – Planetário da Gávea – Rua Padre Leonel Franca – 240 – – Gávea

Horário:Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h.

Faixa de Preço:R$ 20,00.

maiores informações:
Conheça mais em nossa pagina do Facebook:  https://www.facebook.com/aguadebebercamara

curta e compartilha nossa capoeira não pode parar…. Axé!!!!

Petrópolis, RJ, sedia encontro nacional de capoeira

Encontro é promovido pela Escola de Capoeira Água de Beber.
O encontro terá ainda palestras e oficinas com mestres capoeiristas.

Petrópolis vai receber entre os dias 18 e 20 de outubro o 31º Encontro Nacional de Capoeira, promovido pela Escola de Capoeira Água de Beber (ECAB), do Mestre Vuê, um dos capoeiristas mais conhecidos do país.

Este ano, além das atividades tradicionais, como batizado, troca de cordas, rodas e oficinas, a escola  vai promover a formatura do Mestrando “Jé”, representante da ECAB no Rio Grande do Sul.

O encontro terá ainda palestras e oficinas com mestres de grande valor cultural, como Mestre Nenel (filho de Mestre Bimba) e Mestre Ciro (discípulo de Mestre João Pequeno), ambos de Salvador (BA), além da participação de mestres e professores de diversos Estados.

O encontro tem como tema o programa “Capoeira de mãos dadas com a educação”, desenvolvido pelo Mestre Vuê desde 1998 nas escolas da cidade e cujo objetivo é promover a capoeira como arte e educação.

O batizado, a troca de cordas e a formatura serão abertos ao público no dia 20 de outubro, às 15h, no Coral Concórdia localizado à Rua Treze de Maio, 252 – Centro. A entrada será mediante doação de 2 kg de alimentos não perecíveis por pessoa. O total arrecadado será destinado ao Lar São João de Deus, que fica em Itaipava.

Informações sobre a Escola de Capoeira Água de Beber ou sobre o 31º Encontro podem ser obtidas através do telefone (24) 9231-2536 ou do site.

SERVIÇO


31º Encontro Nacional de Capoeira


Dia 18/10/2012
Local: Centro Educacional de Itaipava
17h30 – Oficina de Capoeira Angola para crianças com a profª Nani de João Pequeno
18h30 – Oficina de Capoeira Angona com Mestre Ciro Lima

Dia 19/10/2012
Local: Coral Concórdia
18h – Oficina de Capoeira Angola para crianças com a profª Nani de João Pequeno
19h – Oficina de Capoeira Angona com Mestre Ciro Lima
21h – Palestra sobre Mestre Bimba – com Mestre Nenel (filho de mestre Bimba)

Dia 20/10/2012
Local: Praça D. Pedro
11h – Roda de Capoeira e Maculelê

Local: Sociedade Coral Concórdia
15h – 31º Encontro Nacional de Capoeira
Batizado, Troca de cordas e Formatura
(entrada 2kg de alimentos não perecíveis por pessoa)

 

Fonte: http://g1.globo.com

ABRIL PRA ANGOLA 2009

SUGESTÃO DE PROGRAMAÇÃO DO ABRIL PRA ANGOLA 2009 

SEXTA FEIRA 17/4/2009 

08:00h – Café da Manhã.

09:00h – Recepção e Credenciamento dos (às) participantes

Local: séde do centro cultural Capoeira Água de Beber. Av. Pessoa Anta 218;

10:00h – espaço livre para convivência e intercâmbio (Roda);

Local: centro cultural Capoeira Água de Beber;

12:00h – Almoço – restaurante credenciado pelo evento

14:00h – Sessão de vídeo sobre à capoeira e cultura afro descendente

Local: centro cultural Capoeira Água de Beber ;

16:00h – Roda com os participantes do curso;

Local: centro cultural Capoeira Água de Beber;

18:00h – Jantar.

19:30h – Apresentação dos Mestres e Convidados

19:40h Apresentação de Eder

Local: SESC Iracema – Dragão do Mar

20:00h – Roda de Abertura no SESC Iracema

21:00h – Lançamento do CD quando o Tempo se Destina do Mestre Pernalonga – SP

22:00h encerramento 

SÁBADO 18/4/2009 

07:30h – Café da Manhã.

09:00h – Aula com os Mestres Naldinho – PB e Pernalonga – SP

Local: centro cultural Capoeira Água de Beber e SESC Iracema – Dragão do Mar

12:00h – Almoço

14:00h – Aula com os Mestres Sabiá – PB e Cobrinha Mansa  – BA;

17:00h – Intervalo

17:20h – Mostra da pesquisa ”O Arco Musical” – Mestre Cobrinha Mansa – BA

18:00h – Jantar

20:00h – Roda de Papoeira e Capoeira

22:00h – Encerramento da noite 

DOMINGO 19/4/2009 

07:30h – Café da Manhã;

09:00h – Aula com os Mestres Cobrinha Mansa,  Naldinho, Pernalonga e Sabiá;

Local: centro cultural Capoeira Água de Beber e SESC Iracema Dragão do Mar;

13:00h – Almoço;

14:30 – Entrega dos certificados e Confraternização (roda);

 

AGRADECIMENTOS: 

    À DEUS POR TODA MINHA EXISTÊNCIA;

    MINHA FAMÍLIA;

    AOS MESTRES (AS) COBRINHA, SABIÁ, NALDINHO, PERNALONGA, LULA, CARLA, RATTO E TODOS OS QUE ACREDITARAM E NÃO ACREDITARAM;

    MEUS AMIGOS (AS): DOUTORA VIRLÊNIA, CM DERY E PROFª DARLYANE, FABIANO DE CRISTO CARLINDA, LUCIENE E VICENTE, VIRGÍNEA E PAULO;

    À TODOS E TODAS OS ALUNOS E ALUNAS DOS GRUPOS E ASSOCIAÇÕES PARTICIPANTES;

    AO SESC IRACEMA.

REALIZAÇÃO

GRUPO CULTURAL DE CAPOEIRA BADAUÊ

ORGANIZAÇÃO – MESTRE RAFAEL MAGNATA / SUPERVISÃO – MESTRE SABIÁ

A mão que ajuda é mais sagrada que a boca que reza!

Teatro – Promoção: “ÁGUA DE BEBER” descontos para capoeiristas

Promoção: "ÁGUA DE BEBER" descontos para capoeiristas:

Desconto de 50% nos ingressos, que podem ser feito através de vouchers que serão entregues aos mestres para distribuir aos alunos ou contato direto via internet com claudio.baltar@terra.com.br ou com intrepidatrupe@terra.com.br

 

A criação é do diretor, acrobata e capoeirista Cláudio Baltar, que há anos faz minuciosa pesquisa sobre a capoeira. Para realizar Água de Beber, Baltar teve como ponto de partida o livro "Santugri", do jornalista e sociólogo baiano Muniz Sodré, pesquisou jornais brasileiros do final do século XIX e fez entrevistas com mestres e estudiosos da capoeira como Mestre Camisa, o antropólogo Bernardo Conde, a neurologista Dra. Rosali Correia e Mestre Nestor Capoeira.

Depois de escolher o elenco (formado por seis capoeiristas) através de exigente teste de habilidades, o espetáculo foi construído a partir de uma associação entre a música, o corpo em movimento, o pensamento e a reflexão sobre a capoeira em todos os seus aspectos. Os capoeiristas são Rodrigo dos Santos, Davi Mico Preto , Fábio Leão Pequeno, Sérgio Cebolla, Charles Rosa e Fábio Negret.

A proposta cenográfica do espetáculo inclui projeção de imagens, escolhidas pela artista plástica Brígida Baltar.

A música ao vivo é fundamental no espetáculo, criando climas e pontuando situações, alem de remeter a outras influências artísticas na capoeira.

ÁGUA DE BEBER
Centro de Referência do Teatro Infantil / Teatro do Jóckey

De 8 de Setembro a 01 de Novembro
Setembro – Sábados e domingos às 18h

Outubro – Quartas e Quintas às 21 h.

Estréia dia 8 de setembro, no Teatro do Jóquei, ÁGUA DE BEBER, o primeiro espetáculo teatral que conta a história da capoeira no Brasil, país que se tornou o maior divulgador e exportador de profissionais desta arte no mundo.

Contatos: claudio.baltar@terra.com.br ou intrepidatrupe@terra.com.br

Espetáculo teatral conta a história da capoeira no Brasil

ÁGUA DE BEBER
Centro de Referência do Teatro Infantil / Teatro do Jóckey

De 8 de Setembro a 01 de Novembro
Setembro – Sábados e domingos às 18h

Outubro – Quartas e Quintas às 21 h.

Estréia dia 8 de setembro, no Teatro do Jóquei, ÁGUA DE BEBER, o primeiro espetáculo teatral que conta a história da capoeira no Brasil, país que se tornou o maior divulgador e exportador de profissionais desta arte no mundo.

A criação é do diretor, acrobata e capoeirista Cláudio Baltar, que há anos faz minuciosa pesquisa sobre a capoeira. Para realizar Água de Beber, Baltar teve como ponto de partida o livro "Santugri", do jornalista e sociólogo baiano Muniz Sodré, pesquisou jornais brasileiros do final do século XIX e fez entrevistas com mestres e estudiosos da capoeira como Mestre Camisa, o antropólogo Bernardo Conde, a neurologista Dra. Rosali Correia e Mestre Nestor Capoeira.

Depois de escolher o elenco (formado por seis capoeiristas) através de exigente teste de habilidades, o espetáculo foi construído a partir de uma associação entre a música, o corpo em movimento, o pensamento e a reflexão sobre a capoeira em todos os seus aspectos. Os capoeiristas são Rodrigo dos Santos, Davi Mico Preto , Fábio Leão Pequeno, Sérgio Cebolla, Charles Rosa e Fábio Negret.

A proposta cenográfica do espetáculo inclui projeção de imagens, escolhidas pela artista plástica Brígida Baltar.

A música ao vivo é fundamental no espetáculo, criando climas e pontuando situações, alem de remeter a outras influências artísticas na capoeira.

– A história da capoeira no Brasil e sua divulgação no exterior
(Textos extraídos dos sites Wikipédia e Portal Capoeira /A capoeira é do Brasil? A capoeira no contexto da globalização, por José Luiz Cirqueira Falcão)

O Brasil foi o maior receptor da migração de escravos enviados por Portugal, que trouxeram consigo as suas tradições culturais e religião. A capoeira foi desenvolvida pelos escravos do Brasil como forma de resistir aos seus opressores, praticar em segredo a sua arte, transmitir a sua cultura e melhorar a sua moral.

Há registros da prática da capoeira nos séculos XVIII e XIX nas cidades do Rio de Janeiro, Recife e Salvador, porém como durante anos a capoeira foi considerada subversiva, sua prática era proibida e duramente reprimida. Devido a essa repressão, a capoeira praticamente se extinguiu no Rio de Janeiro, onde os grupos de capoeiristas eram conhecidos como maltas.

Em 1932, Mestre Bimba fundou a primeira academia de capoeira do Brasil em Salvador. Mestre Bimba acrescentou movimentos de artes marciais e desenvolveu um treinamento sistemático para a capoeira, estilo que passou a ser conhecido como Regional. Em contraponto, Mestre Pastinha pregava a tradição da capoeira com um jogo matreiro, de disfarce e ludibriação, estilo que passou a ser conhecido como Angola. Da rivalidade desses dois grandes mestres, a capoeira deixou de ser marginalizada, e se espalhou da Bahia para todos os estados brasileiros.

Ao longo dos últimos anos, a capoeira vem se inserindo vertiginosamente nos mais diferentes espaços institucionais das médias e grandes cidades do Brasil e em vários países do exterior, consolidando um avanço histórico controvertido.

Convém destacar que o grande interesse dos estrangeiros pela capoeira se desdobra imediatamente em dois desejos, conhecer o Brasil e falar o português. Falar português nas aulas de capoeira é um requisito que opera como uma espécie de "selo de qualidade" e vem contribuindo para abrir campos de trabalhos antes impensáveis. O Hunter College, uma das mais tradicionais faculdades de Nova York, já oferece cursos regulares de português, em decorrência da demanda provocada pela capoeira.

O primeiro trabalho de ensino sistematizado de capoeira na Europa foi empreendido pelo reconhecido Mestre Nestor Capoeira . Embora alguns capoeiras brasileiros tenham realizado espetáculos pela Europa desde 1951, foi Nestor Capoeira quem iniciou o processo de ensino sistematizado desta manifestação na Europa, na London School of Contemporary Dance, Inglaterra.

A partir do Mestre Nestor Capoeira, milhares de workshops e oficinas pipocaram por toda a Europa.

Mas a capoeira perpetua-se mesmo é através dos ensinamentos e histórias que são passadas de geração em geração, pelos mestres mais velhos aos alunos que, futuramente, serão os novos mestres.

– Capoeiristas históricos

* Zumbi dos Palmares
* Besouro Mangangá
* Mestre Bimba
* Camafeu de Oxossi
* Nascimento Grande
* Manduca da Praia
* Major Miguel Nunes Vidigal
* Manoel dos Reis Machado
* Mestre Pastinha
* Madame Satã

– Curiosidades

3 de agosto – Dia do capoeirista

Brincadeira de negro
Até o século XIX os "batuques" de negros eram estimulados por serem válvulas de escape e acentuarem as diferenças entre as diversas nações africanas. A partir de 1814, começam a ser perseguidos – "brincadeira de negro" torna-se fato social perigoso de acordo com textos legais.

Rabo-de-arraia
O rabo-de-arraia tradicional era um golpe em que, de frente para o adversário, planta-se uma bananeira, ficando-se então de cabeça para baixo e de costas para o oponente, e imediatamente atinge-se a cabeça do inimigo com uma violenta pancada dada com o calcanhar de um ou de ambos os pés.

"Vadiar"
Significa jogar por prazer, por diversão. Na época da escravidão a vadiação era o lazer dos escravos nas horas de descanso.

"Catinguelê"
É o nome dado a meninos que praticam capoeira.

Terno Branco
Antigamente, era de costume os capoeiristas trajarem terno de linho branco. Era considerado um bom jogador aquele que conseguisse sair da roda com o terno impecavelmente limpo.

"Crocodilagem"
É o nome dado a um jogo duro que submete ao capoeira a uma situação de inferioridade ou deslealdade.

Descriminalização da Capoeira
Depois de ver uma exibição de Capoeira no Rio de Janeiro, em 1937, o presidente Getúlio Vargas descriminalizou-a e decretou ser aquele o "esporte autenticamente brasileiro". Até então, os capoeiristas podiam pegar de dois meses a três anos de prisão, com pena de deportação no caso de estrangeiros.

A inserção do berimbau na Capoeira
Antigamente não havia música de fundo na Capoeira. No máximo, quem estava por perto marcava o ritmo com um tambor. Em seu fabuloso levantamento publicado em 1834, "Viagem Pitoresca e histórica ao Brasil", Jean Baptist Debret deixou claro que os tocadores de berimbau tinham a intenção de chamar a atenção dos fregueses para o comércio dos ambulantes.

Segundo o folclorista Édison Carneiro, foi no século XX, e na Bahia, que o instrumento se incorporou ao jogo da Capoeira, para marcar o ritmo dos praticantes. O que define um jogo rápido ou lento é o toque.

O DIRETOR
Cláudio Baltar atua há 15 anos na Intrépida Trupe, atualmente como diretor técnico e um dos diretores artísticos do grupo. Foi o responsável pela direção de "Sonhos de Einstein" e um dos diretores de "Metegol", os dois últimos espetáculos da Companhia.

"Depois de 30 anos praticando, observando e estudando a capoeira, resolvi finalmente amadurecer este projeto, que há muito esperava nos arquivos a oportunidade de se concretizar. Trata-se de uma volta às origens, pois foi através da capoeira que descobri as possibilidades do meu corpo em movimento, da expressão da minha voz e do meu ritmo dentro de um grupo. A capoeira é uma fonte de inspiração inesgotável, à qual eu sempre retorno para matar a sede. Uma arte que se transforma e se molda como a água, de acordo com o contexto que se vive no espaço e no tempo do ritual de uma roda de capoeira. "Água de Beber" é uma reflexão atual sobre a capoeira, trazendo, não uma, mas muitas visões acerca de uma das manifestações mais ricas da nossa cultura popular".

ÁGUA DE BEBER
Centro de Referência do Teatro Infantil / Teatro do Jockey (2540-9853)

Rua Mário Ribeiro, 410 – Lagoa – Estacionamento Gratuíto

Rua Bartolomeu Mitre, 1110 – Gávea – Entrada de pedestres

Lotação 125 lugares.
Setembro – Sábados e domingos às 18h (a partir de 8 de setembro)

Outubro – Quartas e Quintas às 21h
Ingressos – R$ 20,00 inteira e R$ 10,00 meia
Censura livre – recomendado para maiores de 4 anos

ELENCO
Rodrigo dos Santos
Davi Santos da Silveira – Davi Mico Preto
Fábio Lima Abreu Ramos – Fábio Leão Pequeno
Sérgio Henrique Sales – Sérgio Cebolla
Charles Estácio Rosa – Charles Rosa
Fábio Rodrigo G. do Nascimento – Fábio Negret

DIREÇÃO, CONCEPÇÃO E ROTEIRO: Cláudio Baltar

CO-DIREÇÃO: Fabianna Mello e Souza
SUPERVISÃO DE PRODUÇÃO E FIGURINO: Valéria Martins
DIREÇÃO MUSICAL E TRILHA: Rafael Rocha, Fábio Leão Pequeno e Sérgio Cebolla
PROJEÇÃO E PROGRAMAÇÃO VISUAL: Brígida Baltar
ILUMINAÇÃO: Aurélio de Simoni
FOTOS: Andréa Cals e Mico Preto
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Ana Coll
PREPARAÇÃO JOGO DOS BICHOS: Mestre Camisa
PREPARAÇÃO JOGO DE DENTRO: Marron Capoeira
TREINAMENTO DE MÁSCARAS: Fabianna Mello e Souza
VOZES EM OFF: Rodrigo dos Santos, Muniz Sodré, Bernardo Conde
CORDEL: Parafina e Lobisomem
MÚSICA DAS MALTAS E MÚSICA FINAL: Bernardo Palmeira
MÚSICA "ÁGUA PRA VIVER": Lobisomem e Cebolão
CONFECÇÃO DAS MÁSCARAS: Clívia Cohen
CONFECÇÃO DE INSTRUMENTOS: Sérgio Cebolla e Marcos China
ADEREÇOS: Cida de Souza
OBJETOS DE CENA: Marcos China

"ÁGUA DE BEBER" – Inspirado no livro "SANTUGRI" de Muniz Sodré e nas entrevistas feitas por Cláudio Baltar com o próprio Muniz Sodré, Bernardo Conde (antropólogo), Mestre Camisa, Nestor Capoeira e Dra. Rosali Correa (neurologista).

Artigos de jornal sobre escravos do final do século XIX extraídos do livro "Retrato em Branco e Negro" de Lilia Moritz Schwarcz.

Texto sobre as maltas e perseguição aos capoeiras no final do século XIX extraído do livro "Aborgagens Sócio-Antropológicas da Luta/Jogo da Capoeira de Paulo Coelho de Araújo.

Definição de negaça extraída do dicionário de Aurélio Buarque de Holanda, do dicionário Houaiss e do livro "Capoeira – A Luta Regional Baiana" de Jair Moura.

Texto "QUE SE DIGA" extraído do livro "O Pequeno Manual do Jogador de Capoeira" de Nestor Capoeira.

Texto dos velhos extraído do capítulo marginalidade no Rio de Janeiro entre 1850 e 1900 da tese de Nestor Capoeira no site capoeiracarioca@gbfree.com

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
ACALS COMUNICAÇÃO / Andréa Cals e Alessandra Andrade

21 8203-7372 / 2265-7901/ 9159-6891
cals.andrea@gmail.com

Capoeira, Dança & Teatro: África brasileira

Com coreografia de impacto e a capoeira como pano de fundo, "Quilombo" retrata na dança afro a trajetória dos escravos no Brasil
 
Nada mais natural que aliar a capoeira à dança. Movimentos que se misturam, se completam. Dentro desse pensamento, eis que surge, ainda em 2005, o espetáculo Quilombo, montado pela Associação Água de Beber, com coreografia de Wal Queiroz. O estímulo maior veio com o convite da direção do Festival Internacional de Tradições Afro-Americanas da Venezuela. Foi assim que a iniciativa tomou força e os capoeristas profissionais deram vida a dançarinos. Por 40 minutos, eles deixam as rodas e sobem ao palco para mostrar a força de uma cultura.
 
Da captura à libertação. Saudades da África ao Brasil incorporado como sua nova pátria-mãe. Os aspectos que transpassam pelos períodos existentes entre esses dois extremos são sentidos nas danças e representações de “Quilombo”. Com 12 capoeiristas atuando, dançando, tocando e cantando em diferentes quadros, o público acompanha a prisão dos escravos, a viagem no navio negreiro, a comercialização e o contato com a nova cultura. Sofrimento, dor, revolta contida.
 
No mesmo ritmo de movimentos fortes, a apresentação segue contando a formação dos quilombos, o surgimento do líder Zumbi e, finalmente, a descoberta da capoeira. Apesar de ser responsável pela origem do espetáculo, a luta aparece como um personagem secundário, mas presente, mesmo que subjetivamente, nos movimentos dos dançarinos. Nesse sentido, o coordenador da Associação Água de Beber, Robério Queiroz, o Mestre Ratto, destaca: “Essa foi uma oportunidade de diversificar a capoeira, podendo ser vista como arte, cultura, luta e dança”. Além disso, o espetáculo, ao mesmo tempo que resgata uma história, chama um novo público a conhecer, realmente, o que é a capoeira. “É uma nova forma de ver e conhecer a capoeira”, acredita Mestre Ratto.
 
Foi da capoeira que veio também o repertório que rege todos os atos. Os instrumentos que tem como função primeira guiar os capoeiristas em seus “golpes” na tradicional roda, passam agora a fazer parte fundamental do espetáculo. Nada mais original do que berimbaus e tambores marcando o compaço na percussão.
 
A descoberta
Na história de “Quilombo”, a capoeira é um dos últimos elementos a aparecer. Fato que não tira o encanto da descoberta. Ao longo dos atos de dança e teatro, principalmente quando se chega à vivência dos escravos no Brasil, os negros vão despertando para os movimentos que, em seu futuro, irão originar a luta de capoeira. Mais uma vez, entre as diferentes nuances do espetáculo, a expectativa de arrancar emoções mais fortes do público.
 
Toda essa trajetória arraigada de dor e duras conquistas foi pensada durante cerca de um ano. Em 2005, a Água de Beber, que sempre se dedicou a projetos sociais envolvendo o universo afro, através da capoeira, agora se descobre culturalmente. A idéia deu certo. No ano seguinte, em 2006, nova apresentação no Festival de Tradições Afro-Americanas na Venezuela, chegando à Fortaleza, em cartaz no Dragão do Mar e no Teatro São José. Casa cheia, público satisfeito, espetáculo aprovado.
 
Com o bom resultado da primeira empreitada, a Associação está pronta para dar continuidade ao trabalho. O novo espetáculo “Nordestinando”, segue no contexto histórico e resgata as danças folclóricas num passeio pelos ritmos de diferentes regiões. O espetáculo entre em cartaz no dia 19 no Sesc Emiliano Queiroz.
 
Desafio
 
O coreógrafo Wal Queiroz continua com o grupo em “Nordestinando”, mas dessa vez, para ele, o trabalho fluiu mais fácil. A criação da coreografia de “Quilombo”, foi um desafio para Wal. Com todas as danças basearam no jogo da capoeira, o coreógrafo mergulhou no mundo da luta em busca dos movimentos que se adequasse perfeitamente à dança.
 
“Assisti às aulas. A partir da movimentação deles fiz vivências. Peguei o código corporal deles e transformei no que eles queriam para o espetáculo”. No palco, o resultado visto é uma dança extremamente forte, na opinião de Wal Queiroz. Já para Mestre Ratto, as aulas de dança transformaram também as rodas de capoeira que ganharam na estética e no aumento do interesse dos praticantes.
 
CRISTIANE VASCONCELOS
Repórter
 
Mais informações:
"Quilombo"
12 a 14 de janeiro às 20 horas
Sesc Emiliano Queiroz
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) R$ 5,00 (meia)
Toda a renda será revestida a comunidades atendidas pelos projetos sociais da Associação Água de Beber
 
Diário do Nordeste – Fortaleza
http://diariodonordeste.globo.com

O Jogo do saber

O Jogo do saber

Capoeira é uma fonte
Infinita de saber…
Mata a minha e a sua sede
E de quem quiser beber…

O que vale é a mandinga
Tem também a traição…
Tem que ter sabedoria
Tem que ter educação…

Pois no joga da malícia
Camarada atenção…
Pra não ser surpreendido
E vadiar com seu irmão…

Numa roda de Angola
Onde tem vadiação…
Cante uma ladainha
Faça uma louvação…

Então saia para o jogo
Para o jogo do saber…
Mata a minha e a sua sede
E a de quem quiser beber…

Iêêê… viva meu Deus…

Iêêê… viva meu mestre…

Iêêê…. O meu irmão…



Autor:

Luciano Milani

Ritmo:

Angola

Obs:

Todos os direitos reservados. Para publicar, favor citar fonte e autor

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