Blog

bel

Vendo Artigos etiquetados em: bel

Haiti recebe primeiro encontro de capoeira do Caribe

Atuar na promoção da cultura de paz, fomentar a criação de uma política de cooperação técnica entre os países do Caribe e promover o intercâmbio entre jovens educadores de comunidades desfavorecidas foram os objetivos do primeiro Encontro Caribenho de Capoeira. O evento, realizado no inicio deste mês, reuniu capoeiristas do Caribe, América Latina, EUA e Europa.

Durante o encontro foi redigida uma carta que servirá como a base de uma Rede Caribenha de Capoeira, que trabalhará na promoção do diálogo e da cooperação entre educadores de capoeira no Caribe. Os capoeirista também receberam formação em direitos humanos através do curso ministrado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Na ocasião, alunos do projeto Gingando pela Paz foram batizados e realizaram apresentações nas praças públicas de Bel Air, bairro que também foi palco da Terceira Caminhada Gingando pela Paz.

O coordenador do projeto, Flávio Saudade, afirmou que a capoeira vem cumprindo um papel importante na instauração da cultura de paz e que “o evento foi uma oportunidade concreta de enviar para o mundo a mensagem de que é urgente que todos os povos trabalhem juntos para a construção de um mundo melhor, livre de violências”.

O projeto, que começou em 2008 no bairro de Bel Air, já atendeu mais de 1.000 pessoas, entre crianças, jovens e adultos, aliando sempre a prática do esporte, a cultura e a formação para a cidadania.

FOTOANÁLISE – GINGADO Bel e Decanio

Bel e Decanio

A maneira como Bimba  ensinava o gingado era  muito simples. Executava os movimentos com todo aprumo para que o novato apreendesse uma idéia geral do movimento. A seguir pegava suavemente nas mãos do aluno e introduzia o princípio fundamental do gingado – o vai-e-vem sem abandonar o terreno – como se demonstrasse o ‘quando eu entrar você sai… ‘quando eu sair você entra…’
Detalhes muito importantes eram o empurrão sútil e a puxada gentil, acompanhando o afastamento e a  aproximação do Mestre no ir-e-vir do gingado, mantendo sempre o neófito próximo ao seu corpo – como estivessem a bailar em parceria, com os pés sem perderem a leveza, apesar de manterem a planta apoiada ao solo.

Para manter a curta distância poderá o instrutor colocar uma das mãos sobre o ombro do aprendiz, como num passe de dança, sugerindo discretamente em linguagem corporal a manutenção da proximidade entre os parceiros.

A proximidade "parceiro"  obriga o aluno a acompanhar a direção do segmento corporal que ataca, criando o reflexo de esquiva.. sempre fugindo  do perigo que se aproxima… o que Bimba resumia na expressão "quem espera tempo ruim é o jegue!" Deve-se acentuar que o braço esquerdo de Bel não está bloqueando o percurso da mão que se aproxima e sim, procurando acompanhar a direção na qual o ataque se avizinha; iniciando-se assim o desvio de todo corpo do campo do possível impacto, em movimento espiralado, serpentino, elicóide…