Blog

bélgica

Vendo Artigos etiquetados em: bélgica

III Jogos Benelux e Curso com o Mestre Cobra

O comitê de organização sob a supervisão do Mestre Camisa,presidente fundador da Abada-Capoeira, tem orgulho de convidar-lhes para os III Jogos Benelux da Abadá Capoeira que serão realizados em Bruxelas – Bélgica nos dias  04,05 e 06 de fevereiro de 2011o Curso com o Mestre Cobra.

Neste evento serão realizadas várias atividades,entre elas : Cursos ministrados pelo

Mestre Cobra ( Direcionado para os alunos iniciantes,graduados,instrutores e professores), oficinas de maculêlê e percussão para todos os níveis (crianças e adultos) e competições de Capoeira à partir da graduação Amarelo e Laranja .

O evento vai acontecer no centro da capital de Bruxelas no Stade Charles Vander Putten Boulevard de l’Abattoir 51 – 1000 Bruxelles ( Centre ) e será uma grande oportunidade para  todos de se perfeccionarem tecnicamente e também poder encontrar Capoeiristas da Europa e do Brasil.

As finais dos III Jogos vai acontecer no domingo, dia 06 de fevereiro de 2011, entre 14h30 e 17h3O no Stade Charles Vander Putten Boulevard de l’Abattoir 51 – 1000 Bruxelles
(entrada às 15h30 para o público) e teremos a presença  dos melhores Capoeiristas da Bélgica,Luxemburgo e da Holanda, sob os olhos observadores de um corpo de jurado profissional . Para o evento estaremos convidando as autoridades da capital  😮 Sr.Ministro de esportes, o Prefeito,o secretário de esportes  e o governador de Bruxelas ,o Sr. Embaixador do Brasil na Bélgica e embaixadores da Holanda e do Luxemburgo.

Será um grande prazer contar com sua presença em Bruxelas, pois sua participação vai contribuir para o evento ser mais competitivo, especial, divertido e prazeroso para todos nós.

Esperamos encontrar-lhe.

Até breve e boas festas,

O Comitê de Organização

( Instrutor Braz e Instrutor Cachorrão )

As inscrições para os III Jogos Benelux Abadá-Capoeira já estam abertas e para mais informações sobre alojamento e a programação detalhada consulte o blog:

http://jogosbenelux.blogspot.com/

Estátua símbolo de Bruxelas ganha roupa de capoeirista

O Manneken-Pis, monumento mais célebre de Bruxelas, capital da Bélgica, se vestiu de capoeirista nesta sexta-feira para celebrar a Independência do Brasil e promover a primeira Bienal de Artes Plásticas Brasileiras do país.
 
Será a primeira vez que a pequena escultura de bronze, símbolo da capital européia, portará um traje típico brasileiro.
 
O petulante menino de 55 centímetros de altura, que guarda uma antiga fonte pública da cidade fazendo xixi e completamente nu, só leva roupas em homenagem a ocasiões especiais, uma tradição que começou em 1747 por iniciativa do rei Luís 15.
 
Este ano ele já foi Elvis Presley, Nelson Mandela e Mozart por um dia.
As diminutas roupas depois são expostas no Museu da Cidade de Bruxelas, que reúne 780 fantasias de diferentes origens já utilizadas pelo Manneken-Pis.
 
Cultura brasileira
 
"Ter o Manneken-Pis vestido de brasileiro é uma grande honra e dará um caráter mais popular e mais lúdico à bienal", afirmou à BBC Brasil a artista plástica Inêz Oludé da Silva, organizadora da Bienal de Artes Plásticas Brasileiras.
 
"Escolhi o abadá da capoeira porque é uma boa maneira de mostrar essa cultura de resistência. Cada vez estão chegando mais brasileiros à Bélgica e é importante mostrar que também somos portadores de cultura, que não estamos aqui unicamente para invadir, para extrair algo, mas também para aportar coisas."
 
Esse é também o objetivo por trás da bienal, que entre 14 e 30 de setembro mostrará nas Casa das Culturas de Saint Gilles, em Bruxelas, uma seleção de telas, fotografias, vídeos e instalações de 14 artistas brasileiros residentes na Europa.
 
Ao total, serão 70 obras expressando "o sentimento dos brasileiros que fazem parte da Europa". "Eu tinha um grande desejo de divulgar algo mais sobre o Brasil além dos clichês comuns aos europeus: Carnaval, futebol, favelas ou pessoas carentes", conta a organizadora, que vive na Bélgica há 31 anos.
 
Os artistas que participam da bienal foram selecionados por dois curadores independentes a partir de um edital publicado nas embaixadas brasileiras da Europa.
 
 
Enviado por: Bruno "Teimosia"

Capoeira conquista adeptos no mundo árabe

Quando o berimbau começou a tocar, havia 26 pessoas na pequena sala de ginástica em Rabat: a maioria marroquinos, meia dúzia de refugiados do Congo e uma dezena de belgas, franceses, espanhóis e angolanos. Apenas três, incluindo Braz, um dos instrutores, eram brasileiros.
Mas quase toda a aula de capoeira, além dos cantos, foi em português, língua que muitos começam a dominar. 
Depois da Europa e dos Estados Unidos, a capoeira está ganhando adeptos no mundo árabe.
 
No Marrocos, onde acaba de ser realizado um encontro internacional, existem grupos em pelo menos quatro cidades: Casablanca, Essaouira, Salé e na capital, Rabat.
 
Mas a arte marcial brasileira, desenvolvida pelos escravos vindos da África, já fincou seus pés também na Argélia e no Egito.
 
Integração
 
Para o instrutor Zohir Lakhdar, mais conhecido como Saguim, "a capoeira é um instrumento de integração" num mundo marcado por tensões sociais, culturais e religiosas.
 
Nascido há 32 anos na Bélgica, de pais marroquinos, ele aprendeu capoeira e português em Bruxelas, com o mineiro Venceslau Augusto de Oliveira – o Braz. Em maio de 2005 resolveu mudar-se para o Marrocos e introduziu a capoeira em Rabat.
 
Seguindo o exemplo de Braz, Saguim incorporou a capoeira a projetos de integração social.
 
Funcionário do Ministério das Relações Exteriores e de Desenvolvimento do Marrocos, nas horas vagas ele dá aulas de capoeira numa academia, a um grupo de meninos pobres de Rabat, a outro de adolescentes de Salé e a cerca de 20 refugiados do Congo.
 
Foi ele que organizou o encontro internacional, realizado no início do mês, com a participação de capoeiristas da Bélgica, França, Espanha e Brasil.
 
"Com tanto conflito, desemprego e pobreza, os jovens de hoje precisam de um modelo, para não caírem no fatalismo e no desespero", diz Saguim, que dá suas aulas num português salpicado de francês e árabe.
 
Segundo o marroquino Driss Jaouzi, de 33 anos, nada mais natural do que ter aula numa língua estrangeira.
 
"É o que acontece no mundo islâmico. Existem muçulmanos de muitas nacionalidades, mas na hora de rezar todos rezam em árabe. Sendo assim, por que não jogar capoeira em português, já que a capoeira é brasileira?" pergunta Jaouzi, o Tijolo.
 
Projetos sociais
 
Aluno de Braz em Bruxelas, Tijolo é seu braço direito nos projetos sociais que está desenvolvendo, tanto no Brasil e na Bélgica quanto no Congo.
 
Em Bruxelas, eles trabalham com jovens de bairros pobres da periferia – muitos deles filhos de imigrantes marroquinos.
 
O próprio Braz conta que é "fruto de um projeto social". Ele praticava capoeira desde os seis anos de idade com seus irmãos em Vila Maria – uma favela de Belo Horizonte que virou bairro.
 
"Na época, havia tanta violência que a favela era conhecida como Poca Olho", lembra Braz. "Mas o Projeto de Integração da Criança pela Arte (Poca) transformou um nome de conotação pejorativa em algo positivo."
 
Foi graças a um intercâmbio cultural que Braz viajou para a Bélgica, onde formou-se em educação física e acabou se instalando. Mas ele continua promovendo projetos sociais em Minas Gerais e, a partir deste ano, começou a trabalhar no Congo, com "meninos soldados" e orfãos da guerra.
 
"A capoeira é mais do que uma disciplina esportiva. É um instrumento para estabelecer certos parâmetros e canalizar energia, num mundo de violência."
 
Nas aulas durante o encontro internacional, Braz explicava que na capoeira "ninguém luta, todos jogam" e que "não existem adversários, apenas parceiros".
 
O mesmo recado foi dado pelo instrutor espanhol David Balarezo, o Bala, que vive em Madrid e desembarcou em Rabat com um grupo de capoeiristas espanhóis e duas educadoras sociais.
 
Diálogo
 
Mesmo sem a presença de instrutores, grupos de capoeiristas estão brotando em diversas cidades.
 
É o caso da associação Capoeira Mogador, de Essaouira – cidade turística na costa marroquina. Foi formada por jovens que descobriram a capoeira na Internet, graças a sites como You Tube.
 
Um deles, Redouan, de 27 anos, fabricou um berimbau. "Tinha mil defeitos. A corda estava mal-amarrada, o som estava errado, mas um turista me viu andando na praia com o instrumento e me perguntou se eu era capoeirista", conta Redouan. "Para minha sorte, ele era capoeirista e nos deu algumas aulas."
 
No Cairo, um grupo de 20 pessoas está treinando sozinho, enquanto espera que alguém responda a um anúncio de "busca-se professor" no site www.capoeira.com
 
Segundo o capoeirista belgo-marroquino Jaouzi, o sucesso da capoeira é a sua versatilidade.
 
"A capoeira é um diálogo, aberto a todos. Reúne tradição e muitas formas de expresão: canto, percussão, ginga e acrobacia. Ou seja, é sempre possível encontrar alguma coisa para fazer."
 
* Monica Yanakiew
De Rabat
 
Fonte: BBC Brasil.com –
http://www.bbc.co.uk/portuguese/