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Africa: Elogiada adesão dos jovens à capoeira

Benguela – O membro graduado da Associação Brasileira de Apoio e Desenvolvimento da Arte Capoeira (Abadá) em Benguela Joaquim Tchivela elogiou a forma como os jovens daquela cidade aderem à prática da capoeira.

Em entrevista hoje à Angop, o responsável disse que os jovens têm reconhecido os benefícios dessa modalidade desportiva, por isso continuam a abraçar todos os dias a prática da capoeira.

Disse que aos fins-de-semana os capoeiristas benguelenses têm-se exibido em locais públicos, sobretudo na Praia Morena, para divulgarem a modalidade e atraírem mais pessoas.

Joaquim Tchivela sublinhou que a atitude dos jovens benguelenses contribui na Massificação da modalidade.

Informou que “a capoeira também ajuda a aliviar o stress do dia-a-dia, ajudando os jovens a melhorarem o seu modo de vida, proporcionando saúde”, afirmou.

Actualmente, a Abadá conta na província de Benguela com mais de 200 praticantes, dos quais quatro membros graduados.

No entanto, na cidade de Benguela, o organismo dispõe de três academias, enquanto o Lobito e a Catumbela têm uma cada.

A Abadá, que promove cursos de capoeira social gratuitamente para crianças a partir dos 10 anos, está representada nas províncias de Luanda e do Huambo.

Fonte: http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/desporto/

Jericoacoara: VI Encontro Nacional de Capoeira Angola

O 6º encontro, em Jericoacoara, será uma oportunidade de difundir ainda mais a prática da capoeira Angola

Jericoacoara. Depois das muitas, e justas, comemorações em torno do reconhecimento e tombamento da Capoeira, como Patrimônio Cultural do Brasil, feito pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Ministério da Cultura, ocorrido em julho, dois ícones dessa arte, mestre Piauí (Valdenor Silva de Almeida), há mais de 20 anos praticando a “Capoeira Angola”, e mestre Dingo (Fernando Cézar de Araújo Lima), com 32 anos de “Capoeira Regional”, se encontraram para acertar detalhes do 6º Encontro Nacional de Capoeira Angola, que acontecerá de 29 a 31 de agosto, na Praia de Jericoacoara.

De origens africanas, estigmatizadas durante séculos, e repletas de histórias de lutas e sobrevivência, pouca gente conhece a diferença entre esses dois estilos de jogar capoeira, praticados em todo Brasil, e em mais de 150 países.

“O encontro será como um intercâmbio da irmandade da capoeira de todo Brasil, ninguém ficará à parte. Capoeiristas de Jeri, de diversas cidades do Ceará e de outros Estados estarão presentes, participando. Nossa intenção é juntar as pessoas em três dias, como uma confraternização anual”, diz mestre Piauí.

E Jericoacoara, de fato, é o lugar perfeito para a integração dessas práticas que, apesar de possuírem métodos e filosofias diferentes, são complementares e valiosas, cada uma ao seu jeito. Segundo Piauí, a “Angola”, cujo grande ícone é mestre Pastinha (Vicente Ferreira Pastinha, 1889-1991), é o estilo mais próximo de como os escravos jogavam capoeira na origem, sendo seus movimentos lentos, caracterizados pela cadência, mandinga e sutileza. A “Regional”, criada por mestre Bimba (Manoel dos Reis Machado, 1899-1974), fez a capoeira ser reconhecida e popularizada a partir da década de 30, principalmente por incorporar novos golpes e organização de seqüências de ensinos.

“A capoeira é uma afro-ancestralidade que trabalha com o corpo físico e espiritual, é a própria vida. A capoeira Regional é a evolução da capoeira Angola. Como se uma trabalhasse na tradição e, a outra, na expansão. No Ceará, o movimento da capoeira Angola ainda é pequeno, é mais comum a Regional. Mas estamos focados em fazer trabalhos de conscientização para que a ´Angola´ não seja esquecida. Vamos trabalhar juntos porque, se olhar de perto, a diferença é quase nenhuma”, diz Piauí.

Completo

Para mestre Dingo, coordenador da Capoeira Mundi, em Fortaleza, e que estará em Jericoacoara com oficina de Maculelê durante o Encontro, para ser completo, o capoeirista precisa cantar, tocar, conhecer rituais, além de saber jogar três tipos de capoeira: Angola, Regional e, ainda, a pouco difundida, Benguela.

“Viajo o Brasil ministrando palestras e divulgando a capoeira. E digo que o novo ´boom´ da capoeira é a Benguela, que sempre existiu, foi criada por mestre Bimba, mas que, até dez anos atrás, não era praticada. É um estilo que fica entre a Angola e a Regional, um meio termo, o equilíbrio. Mas alguns movimentos são característicos desse jogo, existe a maneira correta de jogar Benguela, é preciso observar o estilo”, orienta ele.

No 6º Encontro em Jericoacoara, haverá oficina de Tambor de Crioula, dança do Lelê (ambos da cultura afro-maranhense), oficina de Capoeira Angola, com mestre Bamba, do Maranhão, exposição fotográfica e outros.

Com a missão de perpetuar a prática da Capoeira Angola, há cinco anos, mestre Piauí coordena o Centro de Instrução de Capoeira Angola, onde há mais de 40 crianças e adolescentes da Vila de Jeri, participando do “Projeto Erê de Angola”.

“Nossa missão é envolver crianças carentes com a raiz da cultura brasileira. Todo nosso trabalho parte do social. Em Teresina, eram mais de 50 crianças carentes, de rua mesmo, como um trabalho de conscientização, para a capoeira angola não seja esquecida”.

Natercia Rocha
Repórter

Mais informações:
6º Encontro Nacional de Capoeira Angola, de 29 a 31 de agosto
Centro de Instrução de Capoeira Angola, em Jericoacoara
(88) 9933.8841 – Piauí

África: Jovens exortados a aderir à arte para evitar delinquência

Benguela, 11/05 – O representante da Associação Brasileira de Apoio e Desenvolvimento da Arte Capoeira (Abada) em Benguela, Salustiano Lucas, apelou hoje, nesta cidade, aos jovens a abraçar a modalidade artístico-cultural, no sentido de buscarem harmonização social e pacificação espiritual.
A aderência a esta arte, sublinhou, permitiria desenvolver a ideia de não enveredar à delinquência.
 
Por forma a expandir a capoeira, os atletas da cidade de Benguela praticam a modalidade em locais públicos, segundo disse hoje à Angop Salustiano Lucas.
 
A província de Benguela tem duas academias de capoeira e 150 praticantes, prevendo-se a abertura, ainda este ano, de uma escola para a prática da modalidade na cidade do Lobito.
 
A capoeira é praticada em Angola há dez anos, nas províncias de Luanda, Benguela e Huambo.
 
Fonte: AngolaPress – Luanda, Angola:
http://www.angolapress-angop.ao/noticia.asp?ID=530962

Adão, Adão, cadê Salomé, Adão?

Um olhar sobre as relações de gênero na Capoeira
 

A partir do fragmento de uma tradicional música de capoeira o Áfricanamente Escola de Capoeira Angola está promovendo uma semana de discussão, reflexão e produção de saberes e fazeres sobre as relações de gênero na capoeira.

Programação:
 
05/03/07 – 2a feira
 
19:00h      Abertura do Evento
19:30h      Filme: “Acorda Raimundo”
Mediadoras: Morena / Débora  D’Avila, Reginete Bispo(AKANNI) eLetícia Lemos (Maria Mulher)
20:30h      Roda de Capoeira Angola
 
06/03/07 – 3a feira
 
19:00h      Oficina: “Consciência Corporal e Capoeira Angola” – Taís Fonseca
20:30h      Roda de Capoeira Angola
 
07/03/07 – 4a feira
 
19:00h      Dinâmica: “Sensibilização Feminina” –  Alessandra Carvalho
19:30h      Oficina de Produção Textual – Obá Oloriobà
20:30h      Roda de Capoeira Angola
 
08/03/07 – 5a feira

19:00h      Oficina: “Movimentação do Jogo de Capoeira Angola” – Inajara Ramos
20:30h      Roda de Capoeira Angola
 
09/03/07 – 6a feira
 
19:00h      Roda de Capoeira Angola
21:30h      Encerramento

LOCAL:
ÁFRICANAMENTE ESPAÇO CULTURAL
Av. Protásio Alves, 68 – Porto Alegre/RS – Brasil
Fones: (51) 3737-5450/8456-9626/8412-7999
email: africanamente@terra.com.br
 
INSCRIÇÕES:
* Serão realizadas local.
* Sem certificado a inscrição é gratuíta.
* Com certificado a inscrição é R$ 5,00
 
Realização:
Áfricanamente Escola de Capoeira Angola
 
Organização:
 
Obá Oloriobà
 
Áfricanamente Escola de Capoeira Angola
 
Inajara Ramos
Áfricanamente Escola de Capoeira Angola
 
Gilciene Medeiros
Áfricanamente Escola de Capoeira Angola
 
Taís Fonseca
Grupo de Capoeira Mocambo
 
Alessandra Carvalho
Coletivo Teresa de Benguela
 
Renata Loureiro
Coletivo Teresa de Benguela e Associação de Capoeira Raízes do Sul
 
Colaboração:
 
Viviane Malheiro
Grupo de Capoeira Angola N’Zambi
 
Apoio:
 
CGTEE – Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica
MARIA MULHER – Organização de Mulheres Negras
AKANNI – Instituto de Assessoria em Direitos Humanos, G~enero, Raça e Etnia
ÁFRICANAMENTE – Centro de Pesquisa, Resgate e Preservação de Tradições Afrodescendentes
 
 
Visite nossos blogs:

www.africanamenteescoladecapoeiraangola.blog.spot.com
 
www.africanamente.blogspot.com
 
www.projetooriinuere.blogspot.com

Peça Músical: Besouro Mangangá

Besouro Mangangá
 

O lendário capoeirista, que tem dedicado um capítulo em Mar Morto de Jorge Amado e que tem versos seus no samba ganhador da I Bienal do Samba, em 1968, "Lapinha" composição de Baden Powell e Paulo Cesar Pinheiro, cantada por Elis Regina: "Quando eu morrer me enterrem na Lapinha, calça culote, paletó almofadinha …", ganhará uma peça musical de autoria de Paulo Cesar Pinheiro.
 
Será a estréia do letrista Paulo Cesar Pinheiro como autor teatral. A pesquisa começou em Santo Amaro da Purificação (BA), onde ele encontrou antigas histórias que revelam um herói popular. O espetáculo terá 14 músicas do próprio autor, ritmicamente inspiradas nos toques do berimbau: São Bento, angola, cavalaria, benguela, barravento, iúna, samango e por aí vai …
 
A estréia será em dezembro no Teatro III do Centro Cultural do Banco do Brasil do Rio de Janeiro.


Nota repassada da Comunidade DA Incubadora AFRO BRASILEIRA
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=9220740

Hoje não quero falar…

Ladainha…
 
Hoje não quero falar de racismo sexista, não quero articular debates, não quero ver nenhuma legislação, não quero o drama cotidiano da discriminação, não quero falar dos véus negros das mulheres muçulmanas nem das tristezas femininas do Sudão, muito menos do choro das
circuncisadas da Guiné Bissau e nem do ácido jogado no rosto de centenas de paquistanesas.
 
Hoje, mas só hoje, não vou falar do turismo sexual que explora e mata o amor no coração de meninas moças brasileiras.
Só para termos um dia legal, hoje eu não vou falar das jovens armadas no Iraque e nem das escravas violentadas nas colônias européias, nem das pobres e faveladas mendigando dignidade.
 
Hoje eu não quero lembrar “o porquê” foi criado o Dia Internacional da Mulher, das 129 operárias queimadas vivas em Nova Iorque ou do estopim da Revolução Russa liderado por tecelãs e costureiras em Petrogrado.
Só hoje prometo não falar das grávidas expulsas de casa, nem das estupradas, espancadas e torturadas.
 
Apenas por algumas horas eu não falarei da trágica invisibilidade das mulheres no passado.
Hoje eu vou contar vitórias como as de Teresa de Benguela, Dandara, Rosa do Palmeirão, Luísa Mahin, Beatriz Beata de Nhançã, Fogareiro, Patrimônio, Janja, Selma, Edna, Cigana, Mulheres, mulheres, mulheres, Marias, Claudias, Sarahs, Morganas e Janaínas, Mulheres…Cristinas, Natálias, Lilians, Mulheres…
 
Nossas conquistas de pernas pro ar, mas só hoje eu não quero lembrar o quanto nos custou dirigir uma Roda de Capoeira.
Maíra Hora

Juiz de Fora: Música Inpirada na “Capoeira Mulheres”

De Juiz de Fora, MG,  nos chega a letra de uma música inspirada em uma matéria publicada no Portal Capoeira, de autoria de Maira Hora, quem compôs foi a Instrutora Maguy.
A Instrutura Maguy participou do projeto Juiz de Fora nos Trilhos da Paz, onde gravou um CD
O toque é São Bento Grande.
"Mulher guerreira ,mulher guerreira, na capoeira sua história vai
contar (refrão)
E ela luta a vida inteira, pro preconceito e o machismo acabar
Refrão
Como Dandara, mulher guerreira, que em Palmares ajudou Zumbi lutar
refrão
ComoTereza de Benguela, rainha negra guerreira do Pantanal
Refrão
Como Quitéria, mulher guerreira, foi a patrona do exército militar
Refrão
Como Luíza, a quituteira, mulher guerreira dos Malês da África
Refrão
Como Romélia, mulher guerreira, a capoeira conheceu com Pastinha
Refrão
Como a Rosa, mulher guerreira, fez os saveiros lá da Bahia chorar
Refrão
Como guerreiras, vamos lutar, pra que a história possa se perpetuar
Refrão"

Mulheres Guerreiras Capoeiras

A escravidão migra do campo para as cidades e os escravos e escravas de ganho tornam-se essênciais nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Minas Gerais; estes escravos deviam gerar renda para seu próprio sustento e os que ainda não eram libertos, além disto deveriam levar parte do ganho aos seus senhores. Estes eram denominados pelos brancos como “boçais” quando não dominavam a língua portuguesa e “ladinos” aos que aqui nasciam ou chegavam após a proibição do tráfico em 1850. O comércio por eles promovido era o mais diversificado possível, de alimentos à utensílios domésticos.
 
Entre os negros e negras de ganho havia uma certa hierarquia a ser respeitada de acordo com o ganho e a etnia Malé, Ijexá, Cabinda, Nagô, Bantu… As mulheres escravas e forras que se dedicavam ao comércio muitas vezes eram consideradas inadequadas e imorais por se defenderem publicamente de agressões à elas causadas por fiscais da Coroa Portuguesa. Elas procuravam defender seus filhos e mercadorias do abuso português. Vamos falar um pouco destas guerreiras, Aqualtune, Dandara, Eva Maria do Bonsucesso, Teresa de Benguela, Luísa Mahin e outras.
 
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Mulheres Guerreiras Capoeiras

A escravidão migra do campo para as cidades e os escravos e escravas de ganho tornam-se essênciais nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Minas Gerais; estes escravos deviam gerar renda para seu próprio sustento e os que ainda não eram libertos, além disto deveriam levar parte do ganho aos seus senhores. Estes eram denominados pelos brancos como “boçais” quando não dominavam a língua portuguesa e “ladinos” aos que aqui nasciam ou chegavam após a proibição do tráfico em 1850. O comércio por eles promovido era o mais diversificado possível, de alimentos à utensílios domésticos.
 
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