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1º Simpósio de Capoeira de São Bernardo do Campo

A capoeira não é só esporte, já se tornou uma arte presente na vida de muitos brasileiros, arte que surgiu nos guetos negros há mais de um século.

Reconhecida como Patrimônio Cultural Brasileiro, decisão tomada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a capoeira tem este mês um grande encontro na nossa cidade.

Local: Seção de Pesquisa e Documentação.  Alameda Glória, 197, Centro. Tel:  4125-5577

Dia 27 (sábado)

18h – Abertura do Evento;

18h30 – Oficina e apresentação de samba de roda do Grupo Fio da Navalha do Mestre Cenorinha(SP);

19h30 – Bate Papo e mesa de discussão sobre a história e o desenvolvimento da capoeira no município de São Bernardo do Campo com mestres antigos de SBC e Região. Convidados: Mestres Alípio, Paulinho, Barra Mansa, Manezinho e José Andrade.

Dia 28 (domingo)

8h –     Abertura com mostra de fotos dos mestres antigos da capoeira de São Bernardo do Campo – Organizado pela Secretaria de Cultura da PMSBC em conjunto com a Liga de Capoeira de São Bernardo do Campo, a FICA – SP a partir do acervo de fotos dos Mestres Andrade, Paulo Duarte(Paulinho) e Alípio;

9h – Vivência de capoeira regional tradicional (workshop de ritmo e movimentação, fundamentos e seqüência de treinamento. Convidado: professor Caverna – Filhos de Bimba Escola e Capoeira- Limeira-SP;

10h30- Vivência de capoeira Angola – workshop de ritmo, movimentação, fundamentos e bate-papo com os convidados: Mestre Bigo (Francisco 45 – discípulo de mestre Pastinha) – SP e Fundação Internacional de Capoeira Angola Núcleo São Paulo– FICA-SP (sob Coordenação de Womualy – São Bernardo do Campo);

14h –   Debate: Capoeira, história, tradição e ancestralidade: o fundamento contado pelos mestres. Mesa redonda focada na história da capoeira seguindo a seguinte linha do tempo: história da capoeira em SP no período do império; a história dos tempos de ouro da capoeira no estado do RJ; o “ressurgimento” e criação da “tradição baiana da capoeira; a capoeira de SP nos tempos modernos do engenho à universidade; globalização e ancestralidade frente à cultura atual. Convidados (em ordem de temas): Carlos Cavalheiro – Sorocaba-SP; Letícia Vidor Sousa Reis – SP; Gladson Silva – SP e Mestre Pinatti – SP;

16h –   Roda de capoeira – Com o Grupo No Fio da Navalha do Contra-Mestre Cenorinha de Santo André comandada pelo Mestre Alípio, reconhecido pela comunidade como um dos mestres de capoeira em atividade mais antigos do município de São Bernardo do Campo (participação de mestres convidados);

18h –   Fechamento do Seminário, com vivencia e cortejo de Afoxé, workshop de dança e percussão e apresentação de Afoxé. Convidados: Mestre Môa do Katendê e integrantes do Afoxé do Katendê e membros do Centro de Capoeira Angola “Angoleiro Sim Sinhô” (sob coordenação do professor Preto de SBC).

 

Apoio Cultural: Fundação Internacional de Capoeira Angola, Núcleo São Paulo – FICA-SP e Liga de Capoeira de São Bernardo do campo

FICA-SP Grupo de Estudo de Capoeira Angola de SP

Lula e Luís Marinho: Capoeira e Cidadania

Em recente inauguração da residência terapêutica em São Bernardo do Campo, para adolescentes usuários de substâncias psicoativas, o Presidente Luis Inácio Lula da Silva e o prefeito do município de São Bernardo do Campo Luís Marinho interagiram com os adolescentes e reconheceram a força das  práticas da capoeiragem dentro da área da saúde pública; durante a roda  realizada  pelo Projeto Beija-Flor Capoeira com a participação dos jovens beneficiados pelo serviço de saúde mental (CAPS Alcool e Drogas Infanto Juvenil da PMSBC) sob a supervisão do Professor Beija-Flor e de toda equipe multiprofissional formada por psicólogos, psiquiatras, professores de educação física, enfermeiros, auxiliares de enfermagem,terapêutas ocupacionais e arte educadores da Secretaria de Saúde da PMSBC . As oficinas de capoeira auxiliam na construção da autonomia, equilibrio físico e mental e beneficiam os seus praticantes nos diferentes aspectos biopsicossociais.

 

Trata-se de uma poderosa ferramenta no auxílio das terapias em atenção aos usuários de substâncias psicoativas e portadores de comorbidades psiquiátricas. Na apresentação, a vivência foi reconhecida pelas autoridades, dentre eles o Ministro da Saúde  José Gomes Temporão e o Secretário de Saúde de São Bernardo do Campo Arthur Chioro , como um trabalho sólido e de importante valor terapêutico.

 

Presidente Lula no Berimbau

Mais informações sobre as vivências de capoeira na saúde mental acesse o blog bfcapoeira.vilabol.com.br ou deixe seu comentário no portal capoeira.

Ricardo Costa
Professor Beija-Flor
Capoeirista, Jornalista e Professor de Educação Física
Colaborador do Portal Capoeira

Lançamento da Coleção Capoeira Viva no Planetário da Gávea

Prezados amigos capoeiristas é com o maior orgulho que vamos realizar, no Rio de Janeiro, a primeira noite de autógrafos da Coleção Capoeira Viva, com o lançamento dos livros dos nossos parceiros Izabel e Bernardo. Acreditamos que seja a primeira coleção exclusivamente dedicada à capoeira e desejamos que tenha vida longa. Segue o convite, para quem está no Rio, e o release, para quem quiser saber um pouco mais. Os livros estão à venda nas livrarias, mas o legal é reunir a galera na roda. Esperamos vocês. Abraços, Raquel Silva

Coleção Capoeira Viva

  • Volume 1 – A Capoeira no Rio de Janeiro 1890 – 1950 – Izabel Ferreira
  • Volume 2 – A Arte da Negociação: a Capoeira como Navegação Social – Bernardo Conde

Exatos cinco meses depois de ter sido oficialmente declarada patrimônio cultural brasileiro, chegam às livrarias os volumes de estréia da Coleção Capoeira Viva, a primeira exclusivamente dedicada à publicação de livros sobre capoeira.

Marcada pelo estigma da marginalidade por mais de um século, a capoeira sempre foi tema de investigação nos círculos acadêmicos brasileiros e internacionais, especialmente no Rio e em Salvador, cidades que disputam sua maternidade. Entretanto, muito pouco disso chegou ao grande público.

A Coleção Capoeira Viva é composta por uma série de livros histórico-etnográficos adaptados de teses e dissertações acadêmicas. Foi criada com o intuito de tirar das prateleiras das bibliotecas da academia textos resultantes de relevantes pesquisas sobre o tema e dar acesso a importantes estudos que, ao abordarem a capoeira, suscitam questões que remontam aos primórdios da gênese da cultura brasileira.

“Jogo, luta, cultura, dança, esporte, brincadeira, instrumento de socialização… Muito se fala da capoeira, mas pouco se compreende. A Coleção Capoeira Viva tem a intenção de quebrar paradigmas e trazer a público a riqueza e as nuances desta manisfestação cultural, tão próxima de seus praticantes e admiradores e tão distante da maior parte da sociedade brasileira”, declara a jornalista Raquel Silva, diretora da coleção.

Coleção Capoeira VivaO primeiro volume, A capoeira no Rio de Janeiro 1890 – 1950, de Izabel Ferreira, aborda um período, entre o fim da República e meados do século XX, no qual a memória da capoeira carioca foi gradativamente apagada. Segundo a autora, isso se deve fundamentalmente ao fato de que com a implantação da República e o projeto de nação brasileira, a capoeira escrava lembrava a vergonha que foi o modelo escravagista praticado no país até então. A partir do início da década de 1940 a capoeira começou a se revestir com uma imagem mais adequada ao idéário nacionalista da época, ou seja, como arte genuinamente brasileira ou como luta nacional.

“Acredito que a análise da capoeira praticada no Rio de Janeiro neste período será útil à compreensão da capoeira que se faz contemporaneamente. Trata-se de entender a cosmologia construída ao longo das últimas décadas, incorporada ao imaginário dos capoeiristas, e que, nos dias atuais, se descortina em uma multiplicidade de discursos, de práticas e em uma rede de difusão que cobre quase todo o planeta”, declara a autora Izabel Ferreira, mestre em Ciências Sociais e especialista em Sociologia Urbana.

Coleção Capoeira VivaNo livro 2, A arte da negociação – A Capoeira como Navegação Social, o autor, Bernardo Conde, a partir de sua própria experiência, se debruça sobre a formação da identidade do capoeirista. Com uma cuidadosa análise que inclui o universo cultural que circunda a capoeira – samba, samba-de-roda, maculelê, candombé, malícia, mandinga etc. – o autor traça o panorama de um mundo à parte, cuja porta de entrada é a prática de um jogo em que não há nenhuma regra fixa e o oponente não é adversário e sim companheiro. Uma viagem fascinante, em que o leitor haole1, é conduzido por um local e, depois de uma breve passagem por concepções históricas da capoeira é apresentado a um universo muito particular, que vai se constituindo desde a dinâmica de iniciação de um discípulo até a incorporação do ethos da capoeira, que indica um modo de agir e pensar no qual o jogo da capoeira é transportado para a vida.

“Procurei, por intemédio da observação participativa e da depuração de fatos e situações vividas ao longo de minha trajetária, (re) interpretar comportamentos e ações que apontam para este possível ethos da capoeira. Num segundo momento tento estabelecer como o saber do jogo é acionado em diversos espaços sociais e como o cotidiano é traduzido pela ótica da roda de capoeira”, adianta Bernado Conde, professor universitário e doutorando em Ciências Sociais.

Sobre os autores:

Izabel Ferreira é cientista social, pós-graduada em Sociologia Urbana e Mestre em Antropologia Visual pelo PPCIS-UERJ. Professora de Sociologia da Universidade Gama Filho, entre 2000 e 2001. Desde 1998 realiza pesquisas históricas e iconográficas para exposições de arte, entre elas: “Flávio de Carvalho – 100 anos de um revolucionário romântico”; “Ismael Nery – a poética de um mito”; “Pancetti – o Marinheiro Só”; “No Tempo dos Modernistas – D. Olivia Penteado, a senhora das artes”; “Traço Humor & Cia”; “O Preço da Sedução – do espartilho ao silicone”; “Mary Vieira – o tempo do movimento”; “Homo Ludens – do faz de conta à vertigem”; “O Olhar Modernista de JK”, “O’Brasil – da terra encantada à aldeia global”, “Di Cavalcanti – um perfeito carioca”, Nippon, Galeria de Valores, entre outras.

Bernardo Velloso Conde é doutorando em Ciência Sociais pela UERJ, professor do departamento de Sociologia da PUC-RJ e professor de Antropologia Cultural na Univercidade. Desde 1982, quando ingressou no universo da capoeira, vem produzindo trabalhos que resultaram na publicação de diversos artigos sobre o tema. Atualmente pesquisa sobre a difusão da capoeira na Europa.

Raquel Martins Silva é jornalista, Mestre em Bens Culturais e Projetos Sociais pelo CPDOC/FGV. Trabalha, desde 1979, como produtora cultural. Atua em diversas áreas da comunicação, particularmente assessoria de imprensa, edição e produção de livros de arte e fotografia. Foi responsável pela coordenação editorial do livro Ismael Nery, que em 2005 recebeu o Prêmio ExcelênciaGráfica Werner Klatt. Escreveu o Guia da Copa França 1998. É coordenadora da Coleção Capoeira Viva, patrocinada pelo Minc, que publica ensaios acadêmicos sobre o tema. Uma das criadoras do Fundo Ângela Borba de Recursos para Mulheres, é verbete do livro Mulheres Negras do Brasil, que lista as mulheres negras que se destacaram em suas áreas ao longo da historiografia brasileira.

1 As expressões haole e local são gírias, oriundas do surf, que significam respectivamente pessoas de fora de uma sociedade específica e membros de uma sociedade.

ÁGUA DE BEBER & desconto de 50% para capoeiristas

O espetáculo foi construído a partir de uma associação entre a música, o corpo em movimento e a reflexão sobre a capoeira e seus aspectos. O texto foi criado a partir de notícias de jornal entre o fim do século XIX e início do século XX, entrevistas atuais com mestres e estudiosos da capoeira como os Mestres Camisa e Nestor Capoeira, o escritor Muniz Sodré, o antropólogo Bernardo Conde e a neurologista Dra. Rosali Correia e o livro “SANTUGRI” de Muniz Sodré, cujas histórias curtas de “mandinga e capoeiragem”, remetem aos segredos, mitos e negaças de personagens como Besouro, Querido de Deus, Madame Satã e muitos outros.

A proposta cenográfica do espetáculo inclui a projeção de imagens, escolhidas pela artista plástica Brígida Baltar, que permeiam as cenas.

A música ao vivo, cujos temas afro-brasileiros, transcendem a tradição da capoeira, está bem presente, pontuando e dando ritmo ao espetáculo.

ÁGUA DE BEBEROutra riqueza desse trabalho está na expressividade do corpo impregnado pela capoeira, nas metáforas e associações com o comportamento cotidiano.

Além de apresentar uma visão histórica da capoeira, o espetáculo apresenta personagens que contam histórias fantásticas, convidando o público a ingressar no universo da capoeiragem. Água de Beber agrada aos capoeiristas e ao público em geral, apresentando as infinitas possibilidades que existem dentro desse manancial de criatividade que é a capoeira.

O DIRETOR

“Depois de 30 anos praticando, observando e estudando a capoeira, resolvi finalmente amadurecer este projeto, que há muito esperava nos arquivos a oportunidade de se concretizar. Trata-se de uma volta às origens, pois foi através da capoeira que descobri as possibilidades do meu corpo em movimento, da expressão da minha voz e do meu ritmo dentro de um grupo. A capoeira é uma fonte de inspiração inesgotável, à qual eu sempre retorno para matar a sede. Uma arte que se transforma e se molda como a água, de acordo com o contexto que se vive no espaço e no tempo do ritual de uma roda de capoeira. “Água de Beber” é uma reflexão atual sobre a capoeira, trazendo, não uma, mas muitas visões acerca de uma das manifestações mais ricas da nossa cultura popular”.

CLÁUDIO BALTAR

FICHA TÉCNICA

DIREÇÃO, CONCEPÇÃO E ROTEIRO: Cláudio Baltar
CO-DIREÇÃO: Fabianna de Mello e Souza
SUPERVISÃO DE PRODUÇÃO E FIGURINO: Valéria Martins
DIREÇÃO MUSICAL E TRILHA: Rafael Rocha, Fábio Leão Pequeno e Sérgio Cebolla
PROJEÇÃO E PROGRAMAÇÃO VISUAL: Brígida Baltar
ILUMINAÇÃO: Aurélio de Simoni
ASSESSORIA DE IMPRENSA: Andréa Cals
FOTOS: Andréa Cals e Mico Preto
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Ana Coll
ADMINISTRAÇÃO: Beatriz Sant’Ana
PREPARAÇÃO JOGO DOS BICHOS: Mestre Camisa
PREPARAÇÃO JOGO DE DENTRO: Marron Capoeira
TREINAMENTO DE MÁSCARAS: Fabianna Mello e Souza
VOZES EM OFF: Rodrigo dos Santos, Muniz Sodré, Bernardo Conde
CORDEL: Parafina, Lobisomem e Leão Pequeno
MÚSICA DAS MALTAS E MÚSICA FINAL: Bernardo Palmeira
MÚSICA “ÁGUA PRA VIVER”: Lobisomem e Cebolão
ESTÚDIO E MIXAGEM: Bernardo Palmeira
CONFECÇÃO DAS MÁSCARAS: Clívia Cohen
CONFECÇÃO DE INSTRUMENTOS: Sérgio Cebolla e Marcos China
CONFECÇÃO DE FIGURINOS: Maria das Graças Silva
ADEREÇOS: Cida de Souza
OBJETOS DE CENA: Marcos China
OPERADOR DE SOM E PROJEÇÃO: Filipe Farinha
OPERADOR DE LUZ: Daniel Galvan
ELENCO: Rodrigo dos Santos; Sérgio Cebolla; Fábio Leão Pequeno; Davi Mico Preto; Fábio Negret; Charles Rosa
REALIZAÇÃO: Intrépida Trupe

 

Serviço:

SESC TIJUCA – RUa Barão de Mesquita, 539 – Rio de Janeiro

Sexta, sábado e domingo as 20 horas

Ingressos a R$ 12,00 inteira e R$ 6,00 meia.

Capoeiristas pagam meia entrada.

SP: Jogos Regionais & Capoeira

São Caetano lidera os Jogos Regionais e São Bernardo fica em terceiro
 
Após dois dias de competição dos Jogos Regionais que começaram na quarta-feira, São Caetano aparece com 43 pontos na classificação geral em primeiro lugar, e já desponta como um dos favoritos para vencer a competição. A cidade vem seguida de perto por Santos, com 42 pontos, e São Bernardo com 36. Desse modo, são duas cidades do ABC entre as três primeiras. Santo André está apenas na 8ª posição, Diadema em 10º e Mauá em 11º.
 
Os atletas de São Caetano e São Bernardo fizeram bonito e mostraram muita ginga nas competições de Capoeira realizadas na quinta-feira.
A equipe feminina de São Caetano ficou em primeiro lugar, garantindo o ouro. Já no masculino a disputa entre as duas cidades foi grande, terminando com São Bernardo em primeiro e São Caetano em segundo.
No individual, o destaque de São Caetano ficou por conta da atleta peso médio Fernanda Itantilo, que ficou com o ouro, e segundo ela, a competição de capoeira é baseada na técnica, no ritmo e no conhecimento da tradição do esporte.
O peso leve Thiago Carvalho, que garantiu o bronze no individual para São Caetano, disse que os movimentos sempre precisam ser feitos de forma correta acompanhando a música. A equipe de capoeira de São Caetano é treinada por Geraldo José dos Santos, o Mestre Gera, no Clube Recreativo e Esportivo Gisela, no bairro Boa Vista.
 
Na natação as duas cidades também travaram uma grande disputa. No feminino São Caetano levou vantagem e terminou na primeira colocação por equipe, deixando São Bernardo no terceiro lugar. Mas no masculino São Bernardo alcançou a segunda posição, dando a volta por cima de São Caetano, que ficou em terceiro lugar.