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Frevo: 105 anos de resistência popular

O ritmo frenético com influências do maxixe e elementos da capoeira completa nesta quinta-feira (9) 105 anos de sua autenticidade.

O termo de origem frevo era a gíria que designava algo que estava fervendo ou na linguagem popular “frevendo”, o que lembrava milhares de pessoas com gingado inconfundível de passos soltos fervendo nas ladeiras de Olinda.

O frevo é a essência do carnaval pernambucano cantado em uníssono pelas troças carnavalescas e está presente na musicalidade de vários compositores e intérpretes da música Brasileira. Canções como “Não Puxa Maroca” pela orquestra Vitor brasileira comandada por Pixinguinha, “Frevo Mulher” de Zé ramalho, “Frevo rasgado” por Gilberto Gil e Bruno Ferreira e “Frevo Diabo” por Chico Buarque e Edu Lobo entre outros clássicos.

Apesar da comercialização do carnaval, o frevo permanece com suas raízes evidenciando um verdadeiro fenômeno de resistência popular que vem conquistando adeptos em todo mundo. Dessa forma a paixão dos brasileiros pelo ritmo que mais representa a maior festa popular está declarada nas canções de Alceu Valença.

Os 105 anos de Frevo-de-Rua, Frevo-Canção e Frevo-de-Bloco será comemorado em todo país com blocos, troças e bailes traduzidos numa manifestação musicalmente e coreograficamente pela legitimidade do nosso patrimônio cultural. A comemoração vai para além da quarta-feira de cinzas, a quarta-feira ingrata que nos deixa saudade “Quem tem saudade, não está sozinho. Tem o carinho, da recordação”, dizia os mestres do frevo, Nelson Ferreira e Aldemar Paiva no canção “Frevo da Saudade”.

Supervisão: Thayanne Magalhães

Fonte: http://primeiraedicao.com.br

Carnaval na Bahia: Mestre Tonho Matéria em dose dupla

Tonho Matéria em dose dupla na segunda-feira: Cantor sai às 12h30 no Campo Grande e à noite no Movimento Afropop Brasileiro, como convidado de Margareth Menezes

Após começar o Carnaval com o bloco da Capoeira, no circuito Osmar (Campo Grande), Tonho Matéria se prepara jornada dupla na segunda-feira. Depois de fazer um show em Correntina (BA) no sábado, primeiro o cantor vai puxar um trio independente no Campo Grande, ao meio dia e meia. Às 20h30 ele participa do Movimento Afropop Brasileiro, bloco sem cordas de Margareth Menezes no circuito Dodô (Barra-Ondina). “Vai ser ótimo sair num horário tão legal, num trio sem cordas. Vai ter muito samba-reggae, ijexá e músicas ligadas a capoeira!”, diz Tonho sobre o desfile no Campo Grande.

O Bloco da Capoeira saiu, em seu quarto ano, às 21h da quinta-feira (03), com o tema meio ambiente e com sete alas: água, fogo, terra, ar, fauna, flora e vida. Cerca de duas mil pessoas – entre capoeiristas, percussionistas , dançarinos e foliões – participaram do desfile, que serviu de base para captação de imagens para o DVD de Tonho Matéria, com previsão de lançamento esse ano. O figurino de Matéria e das alas foi todo feito com material reciclado, pelos alunos da associação cultural Capoeira Mangangá, que o artista mantém no bairro de sete de abril.

Tonho Matéria:

Foi vocalista do Ara Ketu, Olodum e, entre bandas e carreira solo, já lançou sete álbuns. Compositor, tem mais de 600 músicas registradas – várias gravadas por nomes como Daniela Mercury (Olha o Gandhy aíVulcão da Liberdade), Ivete Sangalo (Pra abalarTimbaleiro) e Chiclete com Banana (Se me chamar eu vouMenina me dá seu amor), Asa de Águia, Beth Carvalho, Margareth Menezes, Olodum e Banda Eva.

Mestre capoeirista, Tonho mantém, desde 2001, a Associação Cultural de Capoeira Mangangá, que proporciona gratuitamente a jovens de comunidades aulas de capoeira, percussão, dança afro e curso pré-vestibular. O nome Mangangá é homenagem ao mestre de capoeira Manoel Henrique Pereira, o Besouro Mangangá.

 

Victor Villarpando 
71 8867.6107 | 71 7813.8814

Literatura de Cordel: Bloco Cacique de Ramos

LITERATURA DE CORDEL CONTA A TRAJETÓRIA DO BLOCO CACIQUE DE RAMOS

 

 

Em 20 de janeiro de 1961 um grupo de jovens de Ramos, Olaria e Bonsucesso, fundava um pequeno bloco sem maiores pretensões. 50 anos depois, este bloco tornou-se um mito do carnaval brasileiro e sua quadra abriga um pagode onde passaram os maiores nomes do samba brasileiro e muitos ali foram revelados. É o Cacique de Ramos, patrimônio cultural do Rio de Janeiro. E pra contar a sua trajetória, o poeta popular Victor Alvim, conhecido também como “Lobisomem”, escreveu sua história no formato da tradicional LITERATURA DE CORDEL.

 

“Freqüentador da roda de samba do Cacique de Ramos, o autor tinha o rascunho deste cordel guardado há cerca de 5 anos e decidiu continuar a missão de terminar o texto para homenagear o bloco no seu cinqüentenário

 

 

“…O Brasil é terra rica

Na arte e na cultura

E tudo que vem do povo

Na sua expressão mais pura

É obra que emociona

Até a alma mais dura

 

E foi um dos grandes blocos

Que me chamou atenção

Despertou meu interesse

E tocou meu coração

Se tornando para mim

Fonte de inspiração

 

 

Um bloco muito animado

E também tradicional

Que arrasta multidões

Fenômeno sem igual

É o Cacique de Ramos

Um dos reis do carnaval…”

 

 

 

Pesquisando em livros, discos, jornais, vídeos e conversando com integrantes novos e antigos da agremiação, Victor reuniu as informações básicas que precisava para escrever. A origem das 3 famílias que fundaram o bloco; a rivalidade com o bloco “Bafo da Onça” do bairro do Catumbi; grandes nomes que passaram pela sua quadra e outros detalhes importantes.

 

 

“…E com essas três famílias

De Ramos e Olaria

Um capítulo importante

Do carnaval surgiria

Mas isso naquele tempo

Ninguém imaginaria

 

As mulheres já queriam

Dos grupos participar

As irmãs e namoradas

Foram reivindicar

Rapidamente atendidas Conquistaram seu lugar

 

E assim dessa maneira

Um novo bloco nasceu

O “Cacique Boa Boca”

De repente apareceu

Em homenagem aos índios

Esse nome se escolheu

 

 


Na década de 60

 

Começou a sua história

No ano 61

Registrado na memória

O Cacique começou

Sua carreira com glória…”

 

 

 

Conversas com Bira Presidente e Sereno, fundadores do bloco e integrantes do grupo Fundo de Quintal, foram primordiais para esclarecer dúvidas sobre nomes e fatos importantes.

 

 

“ …Na fundação do Cacique

Também temos que lembrar

De Ênio, Mendes e Dida

Everaldo e Alomar

E outras tantas figuras

Que é difícil enumerar…”

 

 

Membros da diretoria do Cacique como Tuninho Cabral, Ronaldo Felipe e Renatinho Partideiro, membros da diretoria e apaixonados pelo Cacique foram grandes colaboradores e incentivadores para que o cordelista publicasse o livreto ainda em tempo para as comemorações dos 50 anos do Cacique de Ramos que começam na próxima quinta feira dia 20 de janeiro na sede da Rua Uranos, 1326.

 

 

“…O bloco que começou

Somente por diversão

De uma turma de jovens

Sem nenhuma pretensão

Que jamais imaginavam

Que cumpriam uma missão

 

Que começou no subúrbio

Do velho Rio de Janeiro

Cresceu, ficou conhecido

Por esse Brasil inteiro

Transformando-se num mito

Do carnaval brasileiro

 

O Cacique é referência

Na música brasileira

Vem gente do Brasil todo

E até de terra estrangeira

Pra conhecer o Cacique

E a sua tamarineira

 

Desejamos ao Cacique

Um feliz aniversário

Parabéns por sua história

E pelo cinquentário

Vida longa e muito samba

Aguardando o centenário! …”

 

 

 

 

O AUTOR

 

 

“Lobisomem” é o apelido de Victor Alvim Itahim Garcia nascido no Rio de Janeiro em 21 de dezembro de 1973 na maternidade São Sebastião, filho de Joe Garcia e Nádia Itahim Garcia.

É capoeirista, discípulo de Mestre Camisa e membro da ABADÁ-CAPOEIRA. Compositor e poeta popular, foi eleito em 2007 para ocupar, na Academia Brasileira de Literatura de Cordel, a cadeira de nº. 27, tendo como patrono o poeta pernambucano Severino Milanês.

Publicou recentemente os folhetos “A Fantástica História de Zeca Pagodinho e o Disco Voador” e “O Maravilhoso Encontro de São Jorge com Jorge Benjor”.

Tem como objetivo maior sempre divulgar e elevar o nome da capoeira, do samba, da literatura de cordel e de toda a cultura popular brasileira.

 

 

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www.quintal-do-lobisomem.blogspot.com

BLOCO DA CAPOEIRA: CARNAVAL 2010 – A CAPOEIRA E O CANGAÇO

Prezado (a) foliões,

O Bloco Afro Mangangá Capoeira, no seu terceiro ano, homenageará a Capoeira e o Cangaço.

O DESFILE:

O desfile acontecerá no dia 11/02/2010 na quinta-feira de carnaval no circuito Campo Grande a partir das 19h, sendo dividido em diversas alas e você desfilando, estará aceitando as normas e condições gerais para participar do bloco.

Alguns itens importantes para o desfile acontecer de acordo o contrato com os órgãos que fiscalizam a festa.

– O inicio do desfile dependerá da liberação da coordenação do carnaval, ficando cientificado que é comum por parte da organização do carnaval, haver atrasos;

– Não será permitida a permanência de folião que não estiver trajando a fantasia das alas ou abadas de capoeira;

É PERMITIDO:

– A utilização de adereços que remetam ao tema;

– Uso de abadá ou farda dos grupos de capoeira;

– Uso de estandartes dos grupos de capoeira e/ou culturais;

– Uso de instrumentos de capoeira;

– recomendamos às mulheres que venham com roupas típicas ao cangaço e a capoeira e que usem um legging por baixo da saio ou vestido;

ABAIXO ALGUMAS ORIENTAÇÕES MUITO IMPORTANTES PARA VOCÊ BRINCAR SEU CARNAVAL COM BASTANTE SEGURANÇA:

– Os foliões ficam cientes e autorizam previamente o Bloco da Capoeira ou a Associação Sócio-Cultural e de Capoeira Bloco Carnavalesco Afro Mangangá a exibir, por qualquer meio de comunicação ou em locais públicos, as imagens e/ou fotografias do (s) bloco e/ou Associação, inclusive a (s) suas em qualquer época mesmo não sendo no período do carnaval;

– Leve pouco dinheiro e documentos de identidade (cópia autenticada);

– Vá de calçado confortável, principalmente um que combine com o tema do Bloco;

– Evite sair do Bloco durante o percurso;

– Cuidado com os alimentos, beba bastante água, suco e de isotônicos;

– Não abuse das bebidas alcoólicas;

– Não use drogas;

– Não brigue, carnaval não combina com violência. Portanto, se alguém pisar no seu pé, se esbarrar, desconsidere e siga em frente;

– Namore e beije muito… Mais não deixe de usar a camisinha.

Bloco da Capoeira – 32569806 – 33517333 – 81269333

tmmanganga@hotmail.com – blocoafromanganga@hotmail.com

VII ANO DO 1° BLOCO DE CAPOEIRA DO MUNDO

BLOCO DO BERIMBAU

Carnaval em Pernambuco… Carnaval em Recife… Carnaval em Olinda…

Como nossas tradições bem pedem, estamos na folia… Folia do Rei Momo, do Galo da Madrugada, dos Quatro Cantos…!

É das velhas raízes, das bandas de músicas, dos passistas em meio ao frevo rasgado e dos nossos capoeiras que vem o Bloco do Berimbau – Primeiro Bloco de Capoeira do Mundo – fundado em maio de 2002 pelo então Mestre Ulisses Cangaia (Grupo Lua de São Jorge). Inicialmente, o Bloco tinha como objetivo principal a culminância das ações sociais do Grupo Lua de São Jorge, mas tomou uma proporção cultural significativa, quando, de sua manifestação de maior essência – a capoeira, os capoeiristas juntaram-se, outros grupos passaram a somar energias, lá estava o Bloco emancipando a nossa arte!

Mantendo uma tradição singular, o Bloco vem desfilando e anunciando a festa da capoeira, berimbaus entoando O SEU LOUVOR pelas ladeiras da Salve, Capoeira Olinda!

O bloco nasceu para fortalecer e difundir a capoeira, assim como aproximar as culturas presentes no âmbito carnavalesco. Colocando pelo 7° ano nas ruas de Olinda uma capoeira de paz, de união, de berimbaus ao alto anunciando a chegada dos capoeiras – mestres entre os foliões – sai em todo domingo de carnaval o Bloco do Berimbau… Sua concentração, na Igreja do Rosário dos Homens Pretos (em Olinda), às 9 hs, marca o início de um percurso que vem sendo histórico, que passou a incluir obrigatoriamente a agenda cultural da nossa OLINDA!

Ritmos são tocados, rodas são formadas e lá vem o estandarte anunciando: SALVE O BLOCO DO BERIMBAU…!!!!

O MESTRE ULISSES CANGAIA – MESTRE DE CAPOEIRA, MÚSICO, RABEQUEIRO E POETA – VEM TRAZENDO, JUNTAMENTE COM O BLOCO DO BERIMBAU, UM TRABALHO DE POLARIZAÇÃO DA CAPOEIRA ENQUANTO INSTRUMENTO DE CONSTRUÇÃO SOCIAL

"ESTE ANO O BLOCO DO BERIMBAU VESTE SUA CAMISA EM COMEMORAÇÃO AOS 50 ANOS DO MESTRE JUAREZ", UM GRANDE COLABORADOR DA NOSSA ARTE E UM DOS FUNDADORES DO BLOCO!

Maiores informações: Mestre Ulisses Cangaia

Contato: (081) 9165.4938 / 8701 – 2413 / 34386978

E-mail: osretalhos@hotmail.com

Carnaval 2008: Bloco da Capoeira leva diversidade cultural para a avenida

O MESTRE TONHO MATÉRIA NO COMANDO DO BLOCO DA CAPOEIRA LEVA DIVERSIDADE CULTURAL PARA A AVENIDA

Bloco temático com participação da comunidade abriu o desfile de 2008

“Dança da malandragem, com muitos rituais. Brincadeira de movimentos com malícia. Na dança negra de pés no chão a agilidade da esquiva e a esperteza da fuga. E de repente, ante os olhos surpresos do adversário, o gesto rápido. O ataque fulminante. Então, prostrado, o inimigo se dá conta de que foi vítima da mandinga”. Isto é o que chamamos de capoeira, essa luta de resistência criada no recôncavo baiano pelos negros Bantos de Angola e que foi perseguida por muito e muito anos e hoje é tratada como patrimônio imaterial do Brasil e porque não dizer da Bahia. A capoeira foi proibida pela república e essa mesma república em uma outra estância lhe transforma em diversos pontos de cultura espalhados no país. Hoje, universidades, empresas particulares, academias, Industrias, canais de comunicação, etc. Vêem a capoeira como elemento de transformação social.

Duas semanas antes do carnaval, na cidade de Salvador, só se ouviam os burburinhos em todos os cantos, eram os amantes e praticantes de capoeira de varias partes do planeta que esperavam ansiosos para ver e participar do desfile do Bloco Afro Mangangá Capoeira, que saiu com o tema Capoeira e suas Culturas Aparentadas, sugerido pelo ex-superintendente do Forte da Capoeira Dr. Leal.

Para contar essa história e tantas outras, o Bloco Afro Mangangá Capoeira pilotado por Tonho Matéria, que vestido com um figurino nas cores azul e prata simbolizando Ogum criado pela figurinista Diana Moreira, apresentou uma diversidade cultural na avenida e contou com diversas alas. Com a parceria de grandes amigos como Negra Jhô que trouxe as alas das baianas com uma big fantasia com papel de café, orixás e dança afro com pinturas no corpo que foi coreografado por Liu Arrison (Ator do Filme Ó Pai Ó) e supervisionado pelo mestre de capoeira e dançarino Flecha, além do Dançarino e Coreógrafo Monza Calabar que touxe da Argentina uma saia de Iemanjá de 14 metros de diâmetro onde a rainha das águas salgadas representada pela coreógrafa e dançarina Marcela de Souza, deu a luz a todos os orixás na passarela.

A atriz Sue Ribeiro coordenou uma ala com terno de reis e folguedos nordestinos como maracatu, a burrinha, frevo e bumba meu boi que derão uma diversidade e um colorido maravilhoso ao bloco e ao desfile. Mestre Pelé do Tonel com sua indumentária luxuosíssima e com tanta exuberância, provou que a sua energia não tem limites quando se fala em malabarismo com seu tonel. A Companhia de Dança e Ritmos da Bahia do mestre João de Barro também brilhou ao levar uma ala de capoeira show.

Maculelê, puxada de rede, bonecos gigantes, além dos Ogans Paulo Tré, Tatá e Alex, do terreiro Ilê Axé Odê Tolá, do Samba de Chula do contra mestre Boca e das orquestras de berimbaus do Grupo de Capoeira Abolição sobre a regência do contramestre Bobô e do Pólo de Capoeira do Município de Lauro de Freitas sobre a regência dos mestres Saci, Regi, Boca e Coveiro com 200 pessoas tocando berimbau e uma banda percussiva com 70 homens ao comando do maestro Bira Jackson que veio vestido com um figurino simbolizando Exu, também criado por Diana Moreira. O Trio elétrico decorado por André Cunha foi coberto de palhas de mareô, ferramentas de Ogum, TVs de Plasma, laser e um canhão de chuva de confete na cor de prata.

O bloco desfilou na quinta-feira, às 20h, no Circuito Campo Grande, fazendo uma homenagem ao lendário Besouro Mangangá, ou Manoel Henrique Pereira, soldado do Exército nascido no século XIX, em Santo Amaro da Purificação, e capoeirista conhecido que, segundo a lenda, tinha poderes sobrenaturais. Na passagem do bloco no corredor da folia, o Governador da Bahia Jaques Wagner, o Secretário da Cultura Marcio Meirelles, o Secretário do Turismo Domingos Leonelli, o Coordenador do Turismo Étnico Billy Arquimimo, a Vereadora Olívia Santana, o Subsecretário para Assuntos de Descentralização Regional Ailton Ferreira, a Coordenadora de Articulação Institucional Ubiraci Matildes, a Prefeita de Lauro de Freitas Moema Gramacho, o empresário Mario Nelson e Edson da União. Todos, acompanhados do Rei Momo Clarindo Silva e da musa do carnaval não resistiram e caíram na folia. No dia 2 de fevereiro no carnaval para Iemanjá, o bloco promoveu um belíssimo arrastão junto com Carlinhos Brown e o Cortejo Afro e na quarta-feira de cinzas mais de 2 mil capoeiristas acompanharam o Arrastão da Timbalada.

O sonho de colocar a Capoeira aconteceu quando em 2002 o Carnaval homenageava as raízes e heranças africanas. Daí então o publicitário, cantor, compositor e mestre de capoeira Tonho Matéria começou a falar da capoeira como tema do Carnaval, o que só se concretizou depois de seis anos de tentativas. "Contei com a parceria do jornalista e produtor cultural Badá, do nosso Rei Momo Clarindo Silva e do ilustríssimo mestre Boa Gente, que não só ajudou pra que a capoeira fosse o tema do carnaval, como criou uma ala de dança afro para o bloco com seus alunos do Vale das Pedrinhas e com diversos estrangeiros dos países Argentina, Holanda, Canadá, Estados Unidos, Angola, Moçambique, Portugal, Itália e Espanha. A escolha do tema também contou com a parceria de vários capoeiristas que votaram pela Internet" revelou Matéria, que idealizou um megadesfile.

O Bloco da Capoeira não foi comercializado. "Os capoeiristas usaram suas próprias roupas e cada ala desenvolveu suas indumentárias", explica Matéria. "Cada Mestre ficou responsável por inscrever sua associação, que podia vir com quantos alunos quisesse", complementou.

Diversos grupos e associações de capoeira compareceram ao desfile do bloco como parceiros, são eles: Mangangá, Abolição, Topázio, Jalará, Kilombolas, Raízes da Bahia, Centro Cultural de Capoeira Angola Bonfim, Zumbi, Associação de Capoeira Mestre Bimba, Stela Mares, Esquiva, Associação de Capoeira Cobra Can, Bahia Capoeira, Alegria do Mestre Canjiquinha, Grupo de Capoeira Expressão Corporal, Filhos de Oxossi Guerreiro, Academia Regional de Itinga, Unicar, Capoeira Guerreiros, Iúna, Palmares, Kirubê, Educarte, Vadiação, Maré, Calabar, Associação de Capoeira Mestre Boa Gente, Sete Quedas, Engenho, Camugerê, Raça, Ginga Nativa Capoeira, Mundo Capoeira, Vivendo e Aprendendo, Liberdade do Negro, Barro Vermelho, Corpo e Movimento, Porto da Barra, Guerreiros da Bahia, Solares, Associação de Capoeira Pai e Filho, Pé Pro Ar, Nação Capoeira, Filhos de Oxalá, Mandela, Ganga Zumba, Centro de Cultura da Capoeira Tradicional Bahiana (Mestre Bola Sete), Grupo Cultural de Capoeira Angola Moçambique (Neco) e mestre Flecha. Além das participações especiais dos artistas Lucas Di Fiori (Olodum), Dado Brazawilly (Ex- Ara Ketu), Paulinho Feijão (Ex- Ilê Aiyê), Gal Borges (Ex- Afreketê), da Ialorixá Edenice Sant`Ana e dos mestres de capoeira Máximo, Marcos Gytauna, Nego Gato, Já Morreu, Pelé da Bomba, Boa Gente, Angola, Pele do Tonel, Zambi, Dinho, Jones, Atabaque, Rizadinha, Grandão, Raymundo Kilombolas, Dedé, Daltro, Coentro, King Kong, Lazaro, China e muito outros.

O Bloco contou com o apoio cultural do Governo do Estado da Bahia, Secretaria de Cultura e Secretaria do Turismo, Bahiatursa, Ministério do Turismo, Prefeitura Municipal de Salvador, Emtursa, Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas, Pólo de Capoeira de Lauro de Freitas, Instituto Sol e Sol Embalagem, Guia Salvador Eventos, Revista Carnafolia, Jornal O Capoeira, Forte da Capoeira, Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Edson da União, Olívia Santana, Bahia Gás, Zoom Imagens, Maria Comunicação, União da Capoeira de Itapoã e Federação de Capoeira da Bahia (Fecaba).

Contatos: 71- 81269333 – 32569806 site http://www.capoeiramanganga.com.br

tmmanganga@hotmail.com tonhomateria@hotmail.com

Bahia: Carnaval 2008 – Homenagem à capoeira toma uma rasteira

 

Homenagem à capoeira toma uma rasteira
(Especial Carnaval 2008 – Correio da Bahia)

Foram raras as manifestações que seguiram o tema ‘Capoeira e suas culturas aparentadas’, o que gerou reclamações de mestres, praticantes e especialistas

Desde a repressão no período colonial e a marginalização a partir do ano de 1890, quando foi considerada crime, a capoeira sempre se esquivou das dificuldades, graças à mandinga dos seus praticantes, como aconteceu este ano, quando foi eleita como tema do Carnaval. Mas escolhida para representar a folia momesca através de uma votação popular, a mistura de luta e dança não teve espaço e nem apoio dos poderes públicos durante a festa, criticaram mestres, alunos e especialistas. Para muitos adeptos, a arte criada pelos escravos brasileiros acabou sendo novamente excluída.

Com o tema Capoeira e suas culturas aparentadas, os governos municipal e estadual pretendiam homenagear a luta durante o período do Carnaval. Mas mestres, praticantes e especialistas reclamaram que a presença da capoeira na festa foi ínfima. A participação se restringiu apenas ao desfile do Bloco da Capoeira, o Mangangá, que recebeu patrocínio de cerca de R$50 mil dos poderes públicos, enquanto a decoração com o tema foi limitada apenas ao Pelourinho.

A falta de decoração com símbolos e ícones da capoeira nos outros circuitos do Carnaval, a pequena quantidade de apresentações durante a festa e o descaso com os mestres mais importantes, que não receberam qualquer tipo de homenagem, são as principais reclamações contra os poderes públicos. Segundo o cantor, compositor e também mestre de capoeira Tonho Matéria, único que recebeu apoio do governo e da prefeitura, a maioria dos mestres está revoltada com o tratamento dado à capoeira pela organização da folia.

Matéria disse que os capoeiristas esperavam homenagens aos mestres considerados mais relevantes, com fotos deles espalhados pelos circuitos, além de cartazes com informações sobre a história da capoeira e sua importância cultural. Mas quem foi à festa momesca, não viu sequer cartazes com desenhos de berimbau, nem no circuito Osmar (Campo Grande), nem no Dodô (Barra-Ondina), onde a decoração era responsabilidade da prefeitura. A exceção ficou por conta do Pelourinho, que foi ornamentado com fotos e temas da capoeira através do Pelourinho Cultural, ligado à Secretaria de Cultura do Estado (Secult).
A Empresa de Turismo de Salvador (Emtursa) alegou falta de recursos e de tempo hábil para executar o projeto de decoração.

Reginaldo Santos, presidente do Conselho do Carnaval, admitiu que o órgão não teve capacidade de pagar R$1,5 milhão para decorar da cidade, no orçamento feito pela Associação de Artistas Plásticos da Bahia. Já o presidente da Emtursa, Misael Tavares, alegou que não houve tempo de realizar uma seleção pública para escolha de um projeto e nem possibilidade de fazer uma dotação orçamentária.

 

 

Descaso com os mestres

Capoeiristas classificaram como um descaso com a cultura baiana o tratamento dado pela prefeitura à capoeira. Vivaldo Conceição, batizado como mestre Boa Gente, considerou um desrespeito à cultura negra, a pequena participação e pouca divulgação do tema durante o Carnaval. “Só porque o prefeito é evangélico, ele é contra a negritude do povo dessa cidade, isso é muito triste”, desabafou. Ele reclamou também sobre a falta de homenagem para os mestres mais representativos como João Pequeno de Pastinha, Curió, Boca Rica, Decânio, Pelé da Bomba e outros.

“Nós não queríamos dinheiro, queríamos reconhecimento, além de palcos para a gente se apresentar, divulgando a capoeira”, explicou Boa Gente. Ele acrescentou que alguns grupos de bairro pediram transporte ou ajuda de custo para chegar até locais onde se apresentariam, mas não foram atendidos. Vivaldo contou que até o carro para levar o mestre João Pequeno para receber uma homenagem num hotel da cidade foi negado.

“João Pequeno abriu mão do cachê, mas quando pediu transporte para ele e mais dois acompanhantes, disseram que não tinham, isso é um absurdo, ele tem 90 anos e é um dos mestres vivos mais importantes para a capoeira”, comentou Boa Gente. Para ele, os cantores de bloco e a imprensa também são culpados. “Você não vê ninguém sequer falando sobre o tema do Carnaval, nem cantores, nem os jornalistas. Durval Lelys veio vestido de caubói, Xanddy de comandante, mas ninguém sequer usou as roupas tradicionais da capoeira, que é da nossa cultura”, reclamou.

Alguns blocos afros tiveram capoeiristas se apresentando, além do Bloco da Cidade, organizado pelo Secretaria Estadual de Cultura, que teve uma roda durante seu desfile. A mistura de jogo e dança também apareceu em manifestações populares espontâneas, como na Mudança do Garcia, na segunda-feira e nas ruas situadas à margem dos circuitos oficiais. Na opinião do praticante e estudante de sociologia Eduardo Castro, a capoeira acabou sendo novamente “guetificada”, mas como nasceu no gueto, se reencontrou com sua essência, conseguindo se “levantar da rasteira” e dar a volta por cima.

Funcionários celebram Jorge Amado

Homenageando o escritor baiano Jorge Amado, o Bloco da Cidade, organizado pela Secretaria Estadual de Turismo (Setur), desfilou do Campo Grande até a Praça Municipal, puxado pela cantora Margareth Menezes, no domingo à noite. Cerca de dois mil funcionários públicos e alguns seletos convidados da Setur saíram fantasiados de personagens da obra jorge-amadiana como Gabriela, Tieta, Vadinho, Dona Flor e outros. Teve até um carro alegórico representando o bordel Bataclam, com bailarinos do Teatro Castro Alves vestidos de coronéis do cacau e dançarinas de cancan, freqüentadores do prostíbulo ilheense na vida real, transformado em ficção pelo autor.

O Bloco da Cidade contou também com alas de pierrôs, baianas e uma roda de capoeira. Teve ainda uma participação especial do cantor e compositor Mateus Aleluia, ex-integrante do grupo vocal Os Ticoãs, que se notabilizou na década de 60, como o primeiro conjunto a tocar e gravar músicas de candomblé para o grande público.

Margareth Menezes já entrou no palco oficial, por volta das 21h, fazendo um dueto com o cantor Mateus Aleluia, interpretando a música Cordeiro de Nanã, do grupo Os Ticoãs. Em seguida, a cantora fez uma pausa para reverenciar o colega de profissão e ressaltar a importância de homenagear Jorge Amado e executou a canção A luz de Tieta, de autoria de Caetano Veloso e tema do filme de Cacá Diegues, baseado na obra do escritor.

A ala dos Pierrôs de Plataforma abriu o desfile com brincadeiras de rodas, seguidos por um grupo de cerca de 50 baianas, enfeitadas com seus torsos brancos de renda e girando as saias rodadas coloridas. A baiana Sandra Maria de Jesus, que disse ter sido convidada através da Associação das Baianas de Acarajé (ABA), para participar junto com outras colegas do subúrbio ferroviário, destacou a importância da presença das baianas no desfile de Carnaval como forma de preservação da nossa cultura. “Aqui têem baiana de acarajé, de receptivo e de axé” (candomblé), explicou.

Logo atrás uma roda de capoeira trazia ginga e o toque do berimbau para o desfile. Em seguida, veio uma ala de pessoas vestidas com camisetas que traziam a frase “Amigos de Jorge” estampada no peito, mas com poucos ou nenhum amigo do escritor presente, apenas figurantes portando sombrinhas de frevo.

Em cima do trio elétrico, o cantor baiano Edu Casanova e o forrozeiro Targino Gondim acompanhavam o desfile como convidados de Margareth. O secretário de turismo, Domingos Leonelli, e sua colega de partido, a deputada Lídice da Mata, também estavam presentes. Leonelli lamentou a ausência de parentes de Jorge Amado, mas justificou dizendo que a presença não foi possível em função do horário do desfile do bloco, porque familiares do escritor tiveram que embarcar, mais cedo, num vôo para o Rio de Janeiro.

A voz do folião

ALEX SANTOS, 28, CABELEIREIRO – “Eu acho sim. Passei três dias no circuito Barra-Ondina, dois no bloco e um na pipoca, e aquilo lá está muito cheio. É preciso encontrar um novo
espaço para comportar
esse número de pessoas”.
Alex Santos
28, cabeleireiro

Confetes

O PRAIEIROS em Casa, o camarote do Jammil, reuniu muita gente bonita. O espaço ambientado funcionou de sexta a domingo, embora na quinta-feira tenha aberto as portas para o baile infantil. Apenas uma coisa precisa mudar no camarote restrito para convidados, cujos R$100 da adesão são revertidos para o Projeto Axé: a alimentação. Os salgados e os picolés não saciavam a fome dos presentes, após farta bebida, e os sanduíches eram distribuídos em intervalos de uma hora e meia. Logo, a longa fila se formava e sobravam reclamações.

COMO MUITOS dos patrocinadores dos blocos não coincidem com os da organização do Carnaval, a briga para patrocinar os artistas e espaços mais expostos na mídia foi forte. Bancos, empresas de telefonia e companhias de bebidas lutaram forte para seduzir clientes de peso. Os provedores de internet e as montadoras de veículos também estiveram envolvidas em algumas disputas.

A GERÊNCIA de Táxi da Superintendência de Transporte Público (STP) criou uma tabela de preços para tentar diminuir as queixas sobre valores das corridas serem fixados arbitrariamente por alguns taxistas, sem levar em conta o taxímetro. Se a medida causou rejeição quando oficializada, era evidente a pequena chance de vingar no Carnaval. Pois os taxistas ignoraram solenemente a tabela e tudo funcionou como antes. Com o passageiro reclamando e o preço sendo resolvido cara a cara. A falta de fiscalização adequada dá nisto.

DESDE o domingo de Carnaval, a manutenção dos banheiros químicos deixou a desejar nos circuitos Dodô e Osmar. Além do mau cheiro, em alguns locais o aspecto de sujeira denunciava que, provavelmente, não estaria existindo a limpeza adequada. Teve muito folião que preferiu pagar R$1 e usar o sanitário dos bares próximos aos corredores da folia.

NO EMBALO do sucesso do filme Tropa de elite, o humorista Tom Cavalcanti lançou a paródia Bofes de Elite, quadro do programa que comanda na televisão. Pois, na madrugada de domingo, entre o Camarote de Daniela Mercury e o Praieiros em Casa, o camarote do Jammil, um grupo de jovens malhados trajava a roupa preta com detalhes em rosa do “esquadrão”. Os bofes fizeram sucesso absoluto e acabaram fuzilados por olhares. Muitas mulheres não resistem a alguns homens fardados, como tampouco alguns homossexuais.

 

Aconteceu: Encontro lança Bloco Afro Capoeira nesta sexta

Tonho Matéria é um exímio capoeirista, com mais de 30 anos dedicados à arte. E, como mestre, há muito tempo vem alimentando o sonho de criar o primeiro bloco sobre o tema do mundo.
Amanhã, esse desejo começa a se tornar realidade com o lançamento do Bloco Afro Capoeira, que abrirá o Carnaval baiano de 2008.
O evento será realizado no Forte da Capoeira (Largo de Santo Antônio Além do Carmo), a partir das 14h.

“Há quatro anos venho tentando colocar a capoeira como tema do Carnaval. Contei com a parceria do (jornalista e produtor cultural) Badá, de Clarindo Silva, e do mestre Boa Gente, que ajudaram muito a conquistar esse espaço”, revela Matéria, que idealiza um megadesfile. “Se juntarmos todos os capoeiristas, cada um com sua própria fantasia colorindo a avenida, teremos 500 mil pessoas nos acompanhando. Só em Salvador são 50 mil praticantes catalogados pela Federação de Capoeira da Bahia (Fecaba)”, conta.

 
Nesta sexta-feira, 7, será lançado o Bloco Afro Capoeira, que abrirá o Carnaval de 2008. O evento acontecerá em um coquetel dentro da programação do VI Encontro Cultural & Intercâmbio Internacional de Capoeira Mangangá, no Forte da Capoeira (Largo de Santo Antonio Além do Carmo), a partir das 14h. O encontro não acontece apenas entre capoeiristas, ele é aberto ao público.
 
Farão parte da apresentação: o Afoxé Filhos de Gandhy, tocando clarins; o Coral da Unimed, executando músicas de capoeira, com o maestro Carlinhos; palestra sobre a importância do Forte da Capoeira; show da Orquestra Percussiva do Pelô com o mestre Bira Jackson; do Samba de Viola do Mestre Pelé da Bomba, com participação especial das Ganhadeiras de Itapuã; e de Tonho Matéria, que vai interpretar canções sobre a capoeira, como Paranaê, Ôsimsimsim e Vou dizer ao meu senhor que a manteiga derramou.
 
O jornalista paulista Mano Lima, colunista do Portal Capoeira e editor da revista Capoeira em Evidência, estará presente no coquetel, lançando o Dicionário de Capoeira (3a. edição revista e ampliada) e o livro infantil Eu, você e a capoeira. A equipe de Negra Jhô será responsável pelo receptivo do evento.
 
Ainda na sexta-feira, foi montada uma programação especial de capoeiristas. Dois ônibus só com mulheres praticantes da arte seguirão para a Costa do Sauípe às 17h, onde participaram de palestras, workshops, roda livre feminina e apresentação de Maculelê/Puxada de Rede com as Contra-Mestras Bia e Kaká.
 
No sábado, 8, o evento continua em Sauípe, com samba e aulão na Praia da Oca com os Mestres Val Boa Morte e Marcos Gytauna, às 11h. Pela tarde, a programação continua com o Workshop de Berimbau com Mestre Reginaldo (16h), palestra com o Mestre Máximo sobre Capoeira e os Zuavos (18h), Roda Livre com todos os Mestres, Contra-Mestres e professores organizada pelos Mestres Tonho Matéria e Boa Gente (19h) e show com a banda Olodum, às 21h30.

O encontro será encerrado no domingo, 9, às 9h, na Escola Linces (Jardim das Margaridas – Itinga), com o batizado e troca de cordas coordenados pela Associação de Capoeira Toques de Berimbaus (Mestre Reginaldo) e Associação Cultural de Capoeira Mangangá (Mestre Tonho Matéria), com roda de Mestres, Contra-Mestres, Professores e Formados, roda de alunos, apresentação de Maculelê, Puxada de Rede e capoeira-show.

 
Carnaval – Com o tema “Capoeira e suas Culturas Aparentadas” escolhido para o carnaval de 2008, o Bloco da Capoeira desfilará na quinta-feira, fazendo uma homenagem ao Bezouro Mangangá, ou Manoel Henrique Pereira, soldado do Exército nascido no século XIX, em Santo Amaro da Purificação, e capoeirista conhecido que, segundo a lenda, tinha poderes sobrenaturais. Para contar essa história e tantas outras, o Bloco da Capoeira trará diversas alas, dentre elas a das baianas, Zuavos, ciclistas (para lembrar daqueles que não têm dinheiro e vão para aula de bicicleta), Maculelê, Puxada de Rede, Caboclo e Orixás.
 
O Bloco da Capoeira não será comercializado. As inscrições começam no dia 7, com o lançamento do projeto, e poderão ser feitas através do site www.capoeiramanganga.com.br, ou do e-mail mmanganga@hotmail.com . Mais informações através dos telefones: 9919-7093 e 3256-9806.
 

Mestre Tonho Matéria, Capoeira & Escolha do tema do carnaval de Salvador

De Salvador, Mestre Tonho Matéria, um grande guerreiro e capoeirista versátil (Tonho Matéria é mestre de Capoeira, compositor, cantor, produtor cultural e artista popular da Bahia. Escreve para sites e revistas especializadas em Capoeira) não poupa esforços para ver a CAPOEIRA como tema principal do Carnaval da Bahia… Até agora o sucesso desta empreitada esta sendo refletido na votação online no Portal do Carnaval, da Emtursa.
 
Desejamos que o resultado da votação seja favorável a capoeiragem, e desta forma iremos angariar mais um importante elemento nesta luta incessante da valorização e da dissiminação da nossa CAPOEIRA e da nossa CULTURA.
Luciano Milani
Termina na próxima sexta-feira, dia 29 de junho, o prazo para que internautas e outros interessados possam participar a escolha do tema do carnaval 2008, que será realizada de votação popular no Portal do Carnaval (www.carnaval.salvador.ba.gov.br), da Emtursa.
 
Três sugestões foram inicialmente apresentados ao Conselho Municipal do Carnaval: Capoeira, Revolta dos Búzios e Chegada da Corte Portuguesa ao Brasil.
 
Além dessas é possível sugerir outras idéias para tema da folia do próximo ano. Até o momento o tema Capoeira está liderando a votação com 86% dos votos. Em seguida vem a Chegada da Corte Portuguesa ao Brasil, com 8% e como terceira opção está a revolta dos Búzios com 6%. O Conselho Municipal do Carnaval e a Emtursa estão empenhados em agilizar os preparativos de nossa maior festa popular, uma vez que o evento, em 2008, será bem cedo, de 31 de janeiro à 5 de fevereiro. 
 
Votação para o tema do Carnaval 2008 chegou ao fim!
 
Total de votos 96.531
 
Capoeira; – 56,3%
Revolta dos Búzios; – 43,4%
Chegada da Corte Portuguesa no Brasil; – 0,2%
Outros; – 0,1% (Maior índice para o Candoblé)
 
* Fonte Emtursa
O Carnaval de Salvador
 
 
O Carnaval de Salvador é a maior festa de participação popular do planeta. Criado e mantido pelo povo, trata-se de uma manifestação espontânea e livre, onde o carnal, o lúdico e o físico se misturam com a emoção e a ginga dos baianos que conseguem renovar a folia a cada ano.
O som eletrizante do trio é a deixa para que nos três circuitos (Osmar (Avenida), Dodô (Barra-Ondina) e Batatinha (Centro Histórico)) haja uma verdadeira explosão de alegria. Os blocos afro, com seus tambores e o som orientalizado dos afoxés são um contraponto para essa festa plural – porque rica de ritmos, estilos e manifestações artísticas – e singular porque única.
O Carnaval de Salvador atrai multidões. São mais de dois milhões de foliões – baianos e turistas) e cerca de 227 entidades (16 afoxés, 41 afros, 15 alternativos, 45 blocos de trio, 03 especiais, 02 de índios, 07 infantis, 17 pequenos grupos, 33 de percussão, 06 orquestras, 12 de travestidos e 30 trios independentes) cadastradas na Emtursa – Empresa de Turismo S/A, que organiza a festa.
A Cidade do Carnaval ocupa uma área de 25 quilômetros, abrigando camarotes, arquibancadas, postos de saúde, postos policiais, além de toda uma infra-estrutura especial montada pelos diversos órgãos municipais, estaduais e federais. Nos seis dias, como nos remete a própria marca da festa, “O coração do mundo bate aqui”, Salvador recebe gente de todo o estado da Bahia, de todo o país e dos quatro cantos do mundo que se unem numa mesma emoção.
Em 2007, a folia baiana faz uma homenagem ao samba e começa oficialmente no dia 15 de fevereiro (quinta-feira), no bairro da Liberdade, onde o prefeito João Henrique entrega as chaves da cidade ao Rei Momo, rainha e princesas. Em seguida, o séqüito real vai a Cajazeiras – o maior bairro da capital – onde tem Carnaval próprio, assim como em Itapuã, Periperi e Pau da Lima.
 
 
 
Origem do nome Carnaval
 
São varias as versões sobre a origem da palavra Carnaval. No dialeto milanês, Carnevale quer dizer " o tempo em que se tira o uso da carne ", já que o carnaval é propriamente a noite anterior à Quarta-Feira de Cinzas. No Brasil, o evento é a maior manifestação de cultura popular, ao lado do futebol. É um misto de folguedo, festa e espetáculo teatral, que envolve arte e folclore. Na sua origem, surge basicamente como uma festa de rua. Porém, na maioria das grandes capitais, acaba concentrado em recintos fechados, como sambódromos e clubes.
 
 
Viagem no Tempo
 
A origem do Carnaval vem de uma manifestação popular anterior à era Cristã, tendo se iniciado na Itália com o nome de Saturnálias – festa em homenagem a Saturno. As divindades da mitologia greco-romana BACO e MOMO dividiam as honras nos festejos, que aconteciam nos meses de novembro e dezembro.
 
 
 
O grande Carnaval de 1884
 
O ano de 1884 é considerado como o marco decisivo para o carnaval da Bahia. Embora a festa já possuísse considerável porte – principalmente nos salões – é nesse ano que teve início a organização dos festejos de ruas e os desfiles de clubes, corsos, carros alegóricos e de vários populares. A partir daí ocorre a intensificação da participação do povo e aclamação do carnaval de rua, que até hoje caracteriza esta festa na Bahia.
 
 
 
O primeiro Afoxé
 
Em 1895, os negros nagôs organizaram o primeiro afoxé, denominado "Embaixada Africana", que desfilou com roupas e objetos de adorno importados da África.
 
 
 
Surge o Trio Elétrico
 
Em 1950, surgiu, então, a famosa dupla elétrica. Após observarem o desfile da famosa "Vassourinha", entidade carnavalesca de Pernambuco que tocava frevo na rua Chile, e empolgados com a receptividade do bloco junto ao público, a dupla elétrica formada por Adolfo Antônio Nascimento – o Dodô e Osmar Álvares de Macêdo – Osmar resolveu restaurar um velho Ford 1929, guardado numa garagem. No Carnaval do mesmo ano, saiu às ruas tocando seus "paus elétricos" em cima do carro e com o som ampliado por alto-falantes. A apresentação aconteceu às cinco horas da tarde do domingo de Carnaval, arrastando uma multidão pelas ruas do centro da cidade.
 
 
 
Anos 70
 
Os anos 70 fizeram com que o apogeu do Carnaval de Salvador fosse a Praça Castro Alves, onde todas as pessoas se encontravam e se permitiam fazer tudo. Foi a época da liberação cultural, social e sexual.
 
 
 
Anos 80
 
No início dos anos 80, a transformação do Carnaval de Salvador se intensificou mais ainda e coube ao bloco "Traz Os Montes" introduzir algumas inovações, tais como a montagem de um trio elétrico com equipamentos transistorizados, instalação de ar condicionado para refrigerar e manter os equipamentos em temperatura suportável, retirada das bocas de alto-falantes, instalação de caixas de som de forma retangular, eliminação da tradicional percussão que ficava nas partes laterais do trio e inserção de uma banda com bateria, cantor e outros músicos em cima do caminhão.
 
 
 
Cronologia do Trio Elétrico
 
Existia em Salvador um conjunto musical, criado por Dorival Caymmi, que animava algumas festas e reuniões de fim de semana, e que se apresentava nas estações de rádio. Começava, então, a fazer sucesso na Bahia o grupo Três e Meio, cujos integrantes eram o próprio Caymmi, Alberto Costa, Zezinho Rodrigues e Adolfo Nascimento – o Dodô. Em 1938, com a saída de Caymmi, o grupo reestruturou-se e passou a contar com sete componentes, incluindo Osmar Macêdo.
 
 
 
Axé Music 20 anos de sucesso!
 
Tudo começou com o som vindo dos tambores das entidades carnavalescas de origem africana em meados da década de 70. Nesta época, a Bahia via surgir o bloco afro " Ilê Ayiê " e o afoxé " Badauê " e acompanhava ainda o renascimento do afoxé " Filhos de Gandhy " – depois, vieram os blocos afros " Olodum e o Muzenza ".
 
 
Leia Mais sobre este tema: http://www.carnaval.salvador.ba.gov.br/historia.asp
 

PARA O CARNAVAL DE 2008:
O BLOCO AFRO MANGANGÁ EM SEU PRIMEIRO ANO, ESTARÁ NA AVENIDA NA (QUINTA-FEIRA) DESFILANDO. O TEMA DO BLOCO É CAPOEIRA
POR ISSO O MANGANGÁ ESTARÁ LEVANDO TODO BRILHO, ALEGRIA, ENERGIA E A PAZ DO CAPOEIRISTA PARA A RUA.
 
VENHA FAZER PARTE DESTE ESPETÁCULO!!!
 
BLOCO AFRO MANGANGÁ:
 
O BLOCO SEGMENTADO PARA QUEM É CAPOEIRISTA OU QUEM TEM A CAPOEIRA NO CORAÇÃO
 
PREÇO POPULAR
REUNA SEU GRUPO E FAÇA PARTE DESTE SONHO
 
GARANTA A SUA PRESENÇA
 
CONTATOS: 071- 81269333 tonhomateria@hotmail.com
 

Pernambuco: Bloco do Berimbau e homenagem aos 100 anos do Frevo.

O PRIMEIRO BLOCO DE CAPOEIRA DO MUNDO (BLOCO DO BERIMBAU)
 
O bloco foi fundado em 05/05/2002 pelo Mestre ULISSES CANGAIA do GRUPO DE CAPOEIRA LUA DE SÃO JORGE. Saindo no domingo de carnaval  às 09:00 h. da frente da Igreja do Rosário dos homens pretos de Olinda. Pelo 5º ano consecutivo, o bloco desfila pelas ruas de Olinda com mais de 100 berimbaus e mais de 300 capoeiras de vários grupos de Pernambuco e de outros estados, arrastando multidões e contagiando o povo por onde passa com o som dos instrumentos e cantigas do Mestre ULISSES.
Neste ano de 2007 o BLOCO DO BERIMBAU homenageará os 100 anos do FREVO, lembrando que dos passos da capoeira que surgiu o frevo, e essa homenagem não poderia deixar de ser feita.
Os capoeiristas e os passistas de Pernambuco têm grandes motivos para se orgulharem: ter O PRIMEIRO BLOCO DE CAPOEIRA DO MUNDO (BOLCO DO BERIMBAU) e o frevo ter nascido da capoeira em Pernambuco.
 
Os ensaios irão acontecer todas as sextas feiras, iniciando em janeiro até a última sexta antes do carnaval.
 
Local: na sede do bloco em Cidade Tabajara, proximo ao antigo posto da polica rodoviária PE 15 OLINDA DAS 19:30 ÁS 21:00
Você de outro Estado ou País que vem passar o carnaval em Olinda entre em contato conosco para participar do 1º BLOCO DE CAPOEIRA DO MUNDO, Vai ser uma experiência muito legal e você vai ficar na historia, participando de um bloco como esse.
 
Bloco do Berimbau