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A EVOLUÇAO DA CAPOEIRA NO MUNDO

A EVOLUÇAO DA CAPOEIRA NO MUNDO

Caminhos de “esterilização” da arte para “fertilização” do negocio.

O reconhecimento da capoeira na atualidade se depara com seu mais difícil paradigma, pois a mesma precisa conviver com um processo de transformação que, na maioria das vezes, só justifica-se por parâmetros que negligenciam princípios de ancestralidade, oralidade, aprender fazendo, dentre outros, que são encarados por seus praticantes como ultrapassados e/ou utilizados unicamente nos discursos eloqüentes dos “tiranos comandantes” disfarçados de mestres. Neste sentido, nos propomos a refletir sobre algumas questões que tentarão nos aproximar de alternativas para dialogarmos com a tão famigerada “evolução” da capoeira, apelidada em nosso tempo equivocadamente de Capoeira Contemporânea.

Inicialmente quero tratar especificamente da terminologia, que já de inicio apresenta-se erroneamente, pois faz referencia, considerando a grande maioria de capoeiras de senso comum, a um estilo que se distanciaria da Angola e da Regional, propondo uma mescla dos dois estilos anteriores, mesmo convivendo no mesmo período histórico, ou seja, representando uma pretensa evolução técnica e etc. Assim, se desta forma for encarada, seu nome correto talvez devesse ser Capoeira Futuro, Avançada, Espacial….. Sei la…. E não Contemporânea, pois isso representa algo que convive em mesmo período.

Outro ponto contraditório apresenta-se quando definimos esta nova capoeira “moderna” como algo inusitado, futurístico, pois sua própria origem esteve sempre atrelada no discurso de que a mesma foi forjada a luz da Angola e da Regional baiana e sendo assim, o correto seria dizer que a mesma simplesmente tentou juntar o que vivia separado, fato que representaria uma grande incoerência, pois sabemos que quando investigamos a capoeiragem mais detalhadamente e criticamente, percebemos que o trabalho capitaneado por Bimba e por Pastinha possuíam muito mais semelhanças do que diferenças, pois os mesmos foram fruto da historia de um determinado local em um tempo especifico.

Sobre a técnica desta capoeira evoluída, o que temos visto são conseqüências desastrosas, considerando o grande numero de lesões, a violência com pouca belicosidade e ainda as atrocidades com relação à biomecânica dos movimentos, pois estes alem de não respeitarem os limites articulares e fisiológicos, ainda propõem uma pratica completamente distanciada da estética ancestral da capoeira, visto que os capoeiras deste estilo “evoluído” mais se aproximam de ginastas ou acrobatas de circo com pretensões de luta, transformando o jogo em um espetáculo grotesco, pois não conseguem fazer bem nem a ginástica nem tão pouco a luta.

A musicalidade na capoeira tem papel fundamental, pois dela se desencadeia boa parte do processo “ritualístico”, ou seja, é a partir da musicalidade que os movimentos são executados, os instrumentos são tocados e as cantigas entoadas, contudo atualmente nos grupos intitulados de Capoeira Contemporânea, observamos uma linearidade melódica que não contempla as variantes ancestrais africanas, com letras ceifadas de seu conteúdo para reflexão, que já não cumprem tão bem o papel da oralidade e sua documentação da historia humana por contos e cantigas. Assim temos percebido que os instrumentos e as cantigas pouco a pouco tem perdido sua função ritual na roda, pois os praticantes alem de não valorizarem e desenvolverem esta parte do aprendizado, não conseguem decodificar a influencia da musicalidade na pratica, negligenciando o papel fundamental desta no desenvolvimento da roda.

A ladainha não arrepia mais, o cantador não se emociona, as cantigas não tratam do universo simbólico da capoeiragem e ainda a forma de cantar tem sido “plastificada” e embalada para vender, criando um exercito de cantadores “copias de alguém famoso”, e se não bastasse isso, as pessoas ainda não conseguem perceber que o mesmo acontece por toda parte no modo de produção capitalista, pois todos querem parecer com os modelos vendidos pela mídia, idiotizados pela propaganda e aumentando o lucro dos “grupos produto”, como um grande Big Mac vendido na esquina de qualquer grande centro.

Em relação aos aspectos filosóficos, temos nosso maior abismo, basta observar os bonecos de vídeo game que representam os capoeiras, sempre musculosos, com movimentos robóticos, com uma negritude estereotipada, e ainda com golpes previsíveis e não característicos, negando os fundamentos difundidos pelos antigos mestres da Bahia.

Soma-se também a este conflito simbólico uma serie de situações organizacionais nos grupos de capoeira, aproximando-os administrativamente de empresas e distanciando cada vez mais das praticas humanas e necessidades da capoeiragem em sua trajetória, pois os mestres se transformaram em patrões, as rodas em shows, o conhecimento em produto de venda, as pessoas em números de matricula e sua filosofia em trabalhos acadêmicos de pessoas que nunca sujaram as mãos fazendo Au…..

Lamentável, mas esta tem sido a realidade que tenho encontrado em muitas partes do mundo em nossas viagens com a capoeira, e para piorar, se não bastasse tudo isso, tenho percebido, com o passar dos anos, que os poucos cabelos que ainda me restam estão ficando brancos e que a grande parte dos capoeiras acreditam que nossa arte esta em seu curso natural, como se alguma força alienígena controlasse estas mudanças, não sendo necessário refletir sobre as mesmas e só segui-las.

Quero propor com estas palavras, que não são verdades absolutas e sim um desabafo ingênuo de um capoeira da Bahia, que existem sim alternativas e estas estão ao alcance de todos aqueles que investigarem a matriz ancestral da capoeira e seus representantes mais antigos, observando a forma como jogam, sua fala, como lidam com os instrumentos, seus códigos filosóficos e acima de tudo como vivem, mesmo não fazendo parte do espetáculo futurístico da Capoeira Contemporânea.

Sugiro uma busca na década de trinta e seus princípios metodológicos para trato com a Educação Física, pois la encontraremos as bases desta dita capoeira evoluída, comprovando que a mesma não possui nada de moderno e sim uma adaptação mal feita para na atualidade atender as demandas do capital, considerando a dicotomia corpo/mente e o processo de adestramento pelas seqüências de ensino idiotizantes, atrofiando o senso critico e favorecendo o negocio dos mega grupos e seus mestrões.

Mestre Jean Pangolin Portal CapoeiraDespeço-me pedindo força ao Grande Arquiteto do Universo e perdão pela possibilidade de minhas palavras ofenderem camaradas ainda não despertos para as armadilhas desta capoeira mercadorizada, espetacularizada e muito distante das necessidades de aprendizado para evolução da humanidade.

MinC quer TVs como forma de distribuir produção regional

O Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC), Américo Córdula, manifesta desconforto com a concentração de controle midiático por poucos grupos. Segundo ele, a mídia no País está na mão de “cinco famílias” que não colaboram na divulgação da cultura local.

No 1° Encontro Internacional da Diversidade Cultural em Salvador, ele manifestou preocupação com a política de concessões das TVs, dizendo que é um “problema para o qual o governo ainda não encontrou caminhos”. Apesar de ser a favor das cotas de exibição de filmes nacionais, afirma que o Ministério da Cultura, quando tentou adotar políticas semelhantes, encontrou pelo caminho a força dos lobbys dos grupos midiáticos.

Confira a entrevista de Córdula ao Terra:

“A principal reivindicação dos movimentos pela diversidade cultural é uma ruptura com a ideia de mercantilização da cultura, inclusive com a defesa da exibição de produções nacionais com cotas de telas. Como o senhor vê isso?
A questão das cotas de tela é importante para regulação. Se deixamos em aberto, ninguém se preocupa em mostrar a nossa produção. A cota é uma forma de regulação, de mostrar nossa produção. Quando a França começou esta discussão nos anos 1970 era justamente para evitar o que existe hoje, 95% das salas de cinema exibem a indústria norte-americana.

Isso não segue a lógica de mercado, a procura do público não seria esta?
Se você não tiver espaço para exibir a cultura nacional você vai consumir o que as “majors” (grandes corporações) querem para o mundo. O desastre é que esta produção não traz apenas entretenimento, mas também a cultura, a roupa, o relógio, os bens de consumo, e você acaba perdendo a identidade local. O que nós temos que fazer é equilibrar isso, por isso as cotas. Elas passam a ser importantes porque o mercado não tem o menor interesse ou preocupação em veicular o conteúdo nacional. A grande discussão é esta, quando vamos regular o conteúdo, a regionalização da produção, a questão das rádios e TVs comunitárias, as concessões do uso da TV, que é outro problema que o governo federal ainda não conseguiu apontar caminhos.

Qual seriam estes caminhos, na sua opinião?
Não adianta fazer um esforço na produção da cultura se o principal meio de divulgação da cultura são os meios de comunicação. Temos que trabalhar junto, estamos trabalhando na proteção das diversidades culturais mas a gente não tem o canal de divulgação da cultura. Não se trata de reserva, mas de abrir espaços para poder distribuir nossos conteúdos.

As pessoas querem consumir mais cultura brasileira, querem ver filmes nacionais, por exemplo?
Querem consumir, claro. Se você der espaço e mostrar e formar, as pessoas vão. Mas se não tem possibilidade de acesso. Por exemplo, temos dentro do Minc uma política para games brasileiros, porque você vê hoje todo jovem com seu joguinho, mas não tem jogos nacionais, então estamos fomentando. Não tem a escala que deveria ter, mas a partir do momento em que trouxermos os temas da cultura brasileira para os games, como a capoeira, que são tão excitantes quanto os blockbusters dos jogos…

E agora uma grande produção nacional sobre capoeira.
Exato, estamos lançando o Besouro, com a mesma tecnologia de Matrix e quetais. Quer dizer, temos condição de fazer, não precisamos consumir só de fora. Estamos de igual para igual. Com a democratização dos recursos podemos produzir em qualquer lugar do mundo. A Índia está aí de prova. Por que eles podem ter uma Bollywood e nós não?

Não é uma contradição o Brasil estabelecer cotas para games e produções enquanto luta por abertura para vender os seus produtos em outros mercados?
Não propomos ainda cotas, não há nenhuma ação. Estamos discutindo a democratização de conteúdos. Tentamos fazer isso no começo da gestão do Gilberto Gil, mas as cinco famílias que controlam a mídia conseguiram derrubar isso com seus lobbys. Não existe nada relacionado a cotas ainda. Eu acho importante para regulação, mas não há ainda nenhuma política de cotas em relação ao audiovisual.

O senhor falou que as concessões precisam ser revistas, mas como?
Precisamos dos meios de comunicação para chegar ao público e chegar ao público. Seria importante ter uma política de estímulo à produção local. Se você mora no Rio ou em São Paulo não vê uma produção do Amapá, do Pará. A gente precisa, de fato, saber em que medida podemos explorar isso. A discussão é esta, de que TV queremos ver. Dar a oportunidade de ver que estamos fazendo bons produtos que podem ser assimilados. Precisamos criar repertório, acabamos vendo mais do mesmo. Temos que ter esta preocupação. Ter uma indústria de animação. Temos muito filmes sem salas para que eles passem. Temos que criar uma forma de nos livrar de uns poucos grupos que controlam a produção e distribuição de cultura.

Se for o governo controlando, tudo bem?
Não, acho que se você colocar a mídia na mão de cinco, tá errado também. Você deixa de fora uma produção enorme. Mas também não podemos ficar à mercê dos grupos porque isso não funciona. Você está colocando produtos que trazem sempre um retorno financeiro para estes grupos e deixa de fora conteúdos.

Como fica a lógica de mercado?
A diversidade hoje é a palavra de ordem do momento. O refrigerante mais vendido do mundo ganha milhões se vendendo como a bebida da diversidade cultural. Ele se apropria de um conceito. Não é isso, diversidade cultural é consumir suas bebidas locais.

(O repórter viajou a convite da produção do 1° Encontro Internacional da Diversidade Cultural).

 

Fonte: http://diversao.terra.com.br/

Natal: “Caminhos da Justiça” comemora 11 anos

O Programa “Caminhos da Justiça” implantado há 11 anos, pela magistrada Lena Rocha, no município de Mossoró, comemora o alto índice de reingresso social alcançado.

Na programação de aniversário, os coordenadores do Programa que já atendeu 23 mil pessoas, entre apenados, ex-apenados e seus familiares, estão oferecendo várias palestras com temas variados e de interesse do público participante.

No último dia 30 de maio, no auditório do Fórum Des. Varella Barca- Zona Norte, os educadores Raimundo Melo, representante do Centro de Documentação e Comunicação Popular – CECOP; Elizama Cardoso, representante da Casa Brasil; e Alcemir Varela, representante do Grupo de Capoeira Cordão de Ouro participaram como palestrantes.

Na ocasião, o professor Raimundo Melo abordou “O papel de cada entidade na reversão de situações de risco em que vivem os jovens”, exemplificando o trabalho desenvolvido pelas Organizações no Bairro Guararapes que possitilita uma nova visão do mundo e oportuniza a inclusão social.

A representante da Casa Brasil, Elisama Cardoso, enfatizou através do seu próprio exemplo, como coseguiu, sendo moradora do Guararapes, superar todas as adversidades e concluir o curso de Jornalismo e atualmente, no próprio bairro, atuar em diversos projetos sociais tendo como foco a melhoria de vida do bairro, o que passa pela conscientização daquela comunidade.

O Professor de Capoeira Alcemir Varela narrou com detalhes como consegiu sair da marginalidade para tornar-se um educador, estando na linha de frente de um grupo de capoeira, desenvolvendo um trabalho educativo com crianças do bairro, mostrando a todos, através do seu exemplo, que é possível sim sair do caminho do mal e contribuir na formação de crianças e jovens.

Encerrando o ciclo de palestras que contou com a participação de Juízes, Promotores e representantes da iniciativa privada, a exemplo da COSERN, foram distribuídas cestas básicas, sorteados vários brindes com os participantes do Programa e membros da comunidade e ofercido um almoço no Betto’s Bar.

Com informações do TJRN

Segundo Seminário Projeto Capoeira Viva

Segundo Seminário Projeto Capoeira Viva
Dia 12 de dezembro de 2006 das 13h às 17h
Teatro Gregório de Mattos Praça Castro Alves, s/n – Centro Salvador – Bahia

 

13:00 Abertura – Apresentação dos projetos selecionados no Projeto Capoeira Viva.
 
Convidado especial:
Marco Antonio França Faria – Presidente da Fundação José Pelúcio Ferreira.
 
13:30 “CAPOEIRA QUE É BOM, NÃO CAI…”
Os caminhos da Capoeira e as políticas governamentais
 
palestrantes:
 
Mestre Cobrinha Mansa (Cinézio Feliciano Peçanha) – Mestre de Capoeira desde 1986, discípulo de Mestre Moraes, Presidente da Fundação Internacional de Capoeira Angola.
 
Mestre Itapoan (Raimundo César Alves de Al-meida) – Começou a praticar a Capoeira em 1964, no Centro de Cultura Física e Regional, no Terreiro de Jesus, em Salvador, com mestre Bimba. É uma das maiores autoridades no país sobre o Mestre Bimba e sua Luta Regional, juntamente com Mestre Decânio. Membro do Conselho de Mestres do Projeto Capoeira Viva.
 
Mestre Moraes (Pedro Moraes Trindade) – Mestre de Capoeira Angola e presidente fundador do Grupo de Capoeira Angola Pelourinho. Membro do Conselho de Mestres do Projeto Capoeira Viva.
 
Frederico José de Abreu – Pesquisador e fundador do Instituto Jair Moura.
É responsável pelo maior acervo de capoeira do Brasil.
 
Wallace de Deus – Coordenador do Projeto Inventário para o registro e salvaguarda da capoeira, doutor em Antropologia Social pela UFRJ. Atualmente é Professor Adjunto da Universidade Federal Fluminense. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Fundamentos e Crítica das Artes.
 
mediador
 
Prof. Rui F. R. Pereira
Coordenador do Projeto Capoeira Viva
 
15:00 Debate Aberto
 
16:00 HOMENAGEM AOS MEMBROS DA ACADEMIA DE MESTRES
 
Mestre Gigante, Mestre João Pequeno, Mestre Bigodinho, Mestre Curió, Mestre Boca Rica, Mestre Felipe Santo Amaro, Mestre Pelé da Bomba e Mestre Decânio.
 
Encerramento
 

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O Projeto CAPOEIRA VIVA, idealizado pelo Ministério da Cultura, com coordenação técnica do Museu da República e patrocínio da Petrobras, tem como objetivo a implementação de políticas públicas para a valorização e promoção da capoeira como bem constituinte do patrimônio cultural brasileiro.
 
Além das ações desenvolvidas por meio da Chamada Pública, lançada no dia 15 de agosto de 2006, que incentiva-rá projetos de acervos e ex-periências socioeducativas, o Projeto CAPOEIRA VIVA prevê a realização de 3 seminários nacionais.
Visando à socialização da informação, troca de conhecimentos, quantificação e qualificação das demandas próprias dessa expressão cultural, os seminários têm como objetivo apontar caminhos que poderão subsidiar futuras políticas públicas para a capoeira.
 


Projeto CAPOEIRA VIVA
Um programa de valorização e promoção da capoeira como bem cultural brasileiro
www.capoeiraviva.org

Crônica: Criativa como CAPOEIRA

Capoeira Confiante Construindo Com Carinho!!!

Camarada Capoeira.
 
Costumamos caminhar contra crises, contratempos, complicações, confluências, constrangimentos, contrariedades. Contudo colocamos capricho, carinho, conquistas, companheirismo, conhecimento, consciência, cooperação, contribuição como cuidados com capoeirandos. Convictos, conversamos com controle consertando costumeiros confrontos. Capacitamos constantemente consciências consternadas. Criamos contatos confiáveis consolidados com compaixão, carisma, conduta. Como capoeiras; cambamos, caímos, cometemos criancices, covardias, comodidades. Contudo, consternados…calamos!
 
Conscientes, combatemos controvérsias convivendo com constância, coragem, consonância. Contornamos catástrofes completamente coerentes com “caminhos caquéticos”. Continuamos confiando! Construímos castelos confiando, clamando camaradagem. Costumeiramente colocamos cara, coragem, carreira, conquistas como calço. Cambaleamos cordialmente, concluindo confusos como calar-se, camuflar-se consegue comprometer caminhos consistentes. Corremos como campeões canalizando correntes coesas. Conhecemos colegas, compadres, comadres, crioulos, caucasianos, cooperadores, cafajestes, crucificados, crianças, cretinos, caiporas, caipiras, convencidos, conterrâneos, corporativistas, companheiros, credores.
 
 
Curamos crueldades colocando como contrapartida capacidades corrompidas. Criamos confiança, confluência, condolência; conscientizando cabeças cansadas. Corrupiamos com cautela conhecendo calmamente capoeiras corretos, contrários, contemporâneos, classificados, calculistas, companheiros, coroados, corruptos, capacitados. Clamamos companheiros construindo calabouços completamente camuflados congregando cambadas. Como convulsões, castelos caem contrariando confiança, companheirismo, camaradagem. Com cadência, continuamos capoeirando, confiantes como caciques cobertos com cocares coloridos. Comparamos capoeira constantemente com caminhos congruentes. Caminhos condutores com capacidades completamente concretas. Capazes categoricamente, com classe cardeal. Capoeira cai, contorna, continua conduzindo canais compatíveis. Capoeiramos, capoeirastes, capoeirás!
 
Continuamos como costumeiramente corrigindo cabeças confusas. Com cabeçadas conseguimos cambar capoeiristas. Compreensíveis, concluímos: cambamos como caxinguelês. Com cutiladas conquistamos cargos. Contudo criamos cobras.
 
Calma! Capoeiras clamam camaradagem. Compartilham companheirismos, confraternizações, contatos. Concluo confirmando com clareza: Capoeira congrega, constrói, cativa, comove, carrega confiança, cautela, companhia; compromissos, camaradagens. Capoeira caminha comigo, contigo, conosco, convosco!
 
Cordialmente
 
Capoeira Comum.
 
Colega capoeira, comente com C.
 
Professor Beija-Flor
 
http://bfcapoeira.vilabol.com.br
 
Nota: Em homenagem ao poeta GOG, inspirador e criativo.
 

Com criatividade, cabeça e coração o camarada Beija Flor, contribui com esta crônica… Gingando com C de CAPOEIRA, CORAÇÃO, COMPANHEIRISMO, CAMARADAGEM E CIDADADANIA.

Mensagem de Final de Ano do Mestre Gilvan

MENSAGEM ESPECIAL PARA VOCÊ
 Sei que nesta jornada de 2005, nem tudo aconteceu do jeito que se esperava, mas se houveram espinhos, pelo menos, serviram para fortalecer a alma e fazer jus à luta por dias melhores.
Na ginga da vida, na roda do mundo, todo mundo ginga, a cada segundo no salto do tempo, no brilho do riso, dando rasteira nos desafios.
A grandeza de ser o que és, não se mede por troféus e nem por elogios adquiridos em méritos e sim, pela persistência em acreditar na bondade humana, pois onde há UMA VONTADE há sempre UM CAMINHO e onde há BOA VONTADE, haverá sempre MUITOS CAMINHOS.
Desejamos muitas felicidades e grandes realizações neste ano de 2006, repleto de axé, alegria e felicidade a todos os capoeiristas do mundo e familiares, a paz no coração, saúde eterna, muita vontade de vencer e persistência na busca de seus sonhos, pois o hoje é a semente e, o amanhã os frutos que os servirão em sua jornada.
São os sinceros votos da
Associação de Capoeira Ladainha
Associação Brasileira de Capoterapia
Mestre Gilvan
Brasilia DF

“Mestre Bimba A Capoeira Iluminada” na JORNADA INTERNACIONAL DE CINEMA DA BAHIA

O filme Mestre Bimba A Capoeira Iluminada, foi convidado para participar da JORNADA INTERNACIONAL DE CINEMA DA BAHIA, uma mostra em Salvador que tem muito prestígio entre os realizadores de cinema de todo o mundo, principalmente documentaristas. 
O filme será exibido no dia 13 de Setembro, no Museu de Arte Moderna de Salvador, durante a mostra e faremos uma grande roda com o pessoal que participou do filme e o Grupo Filhos de Bimba. Até o momento estamos ainda no aguardo da seleção para o FESTIVAL DO RIO, que deverá sair amanhã. A ansiedade é grande pois este festival poderá abrir os caminhos de vários outros festivais para o filme.
 
Um forte abraço do
 
Luiz Fernando Goulart
Assista ao trailer do documentário MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA no
site : http://www.lmilani.com
 
Tenho sentido pessoalmente uma grande repercussão do trailer no site. Agora mesmo, no evento do ABADÁ aqui no Rio, várias pessoas me procuraram para dizer que viram o trailer na internet.